domingo, 28 de fevereiro de 2016

Rolling Stones em SP

Nas tardes ensolaradas de domingo, eu costumava sentar no chão do pequeno escritório que meu pai tinha no apartamento que morávamos, em frente a um aparelho de som bem antigo com caixas de madeira enormes.

Meu pai pegava sua coleção de Cds dos Rolling Stones e eu pedia pra escolher qual deles ele iria colocar pra tocar e, apesar de gostar de todos, eu tinha um favorito, o Black and Blue. Ele apertava o play e me dava a capinha do CD pra eu acompanhar a música lendo as letras.

Eu era muito criança pra formular uma crítica musical sobre aquele álbum, mas o motivo desse em questão ser o meu favorito, deve ser pelos refrães chicletes que na semana seguinte, eu caminhava até a escola cantarolando "Cherry oh Cherry oh baby...", "Hey Negrita, hey now" ou "Hot stuff...hot stuff...can't get enough".

No dia 18 de Fevereiro de 2006, eu tinha 21 anos. Os Stones anunciaram um show de graça em Copacabana. Eu, meu namorado da época, meu irmão e mais uns amigos roqueiros alugamos um ônibus para ir até o Rio de Janeiro, só pra ver esse show.

Ver, na verdade, não foi possível. No meio de uma multidão de mais de 1 milhão de pessoas, o máximo que consegui foi ver o telão e ouvir o som mais puro e limpo que já tinha ouvido em um show daquela dimensão, não que eu estivesse ido em muitos outros shows, mas eu sabia que aquela banda consagrada era capaz mesmo de tocar um rock'n'roll daquela qualidade.

Os Stones sempre estiveram entre as minhas bandas preferidas, não só pela influência do meu pai na minha infância, mas também pelo estilo de música que eles tocam, que combina e serve de trilha sonora pra todos momentos da vida, desde dos mais felizes até os mais melancólicos.

Dez anos depois, dois mil e dezesseis e, incrivelmente, os Stones ainda estão na ativa. Quando eles anunciaram shows pelo Brasil, incluindo SP, comprei o ingresso na primeira hora em que abriu para o público e fiquei três meses com o ingresso em mãos esperando ansiosamente o grande dia. Paguei caro, mas não me importei.

E ontem, 27 de Fevereiro, apenas um dia depois do meu aniversário, eu estava lá, no Morumbi para reviver aquele momento.

Assistir os Rolling Stones ao vivo, não é apenas ir a um show, ver uma banda, ouvir um som, é ser batizado pelo mais puro do blues e do rock'n'roll que penetra nos ouvidos e na alma.

Sem dúvida o melhor dos presentes de aniversário que eu poderia ter.



2 comentários:

  1. Hoje sinto-me feliz por ter transmitido muito do que aprendi aos meu filhos. E tudo que vivenciei em sua companhia, é o maior legado da minha vida.

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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Rolling Stones em SP

Nas tardes ensolaradas de domingo, eu costumava sentar no chão do pequeno escritório que meu pai tinha no apartamento que morávamos, em frente a um aparelho de som bem antigo com caixas de madeira enormes.

Meu pai pegava sua coleção de Cds dos Rolling Stones e eu pedia pra escolher qual deles ele iria colocar pra tocar e, apesar de gostar de todos, eu tinha um favorito, o Black and Blue. Ele apertava o play e me dava a capinha do CD pra eu acompanhar a música lendo as letras.

Eu era muito criança pra formular uma crítica musical sobre aquele álbum, mas o motivo desse em questão ser o meu favorito, deve ser pelos refrães chicletes que na semana seguinte, eu caminhava até a escola cantarolando "Cherry oh Cherry oh baby...", "Hey Negrita, hey now" ou "Hot stuff...hot stuff...can't get enough".

No dia 18 de Fevereiro de 2006, eu tinha 21 anos. Os Stones anunciaram um show de graça em Copacabana. Eu, meu namorado da época, meu irmão e mais uns amigos roqueiros alugamos um ônibus para ir até o Rio de Janeiro, só pra ver esse show.

Ver, na verdade, não foi possível. No meio de uma multidão de mais de 1 milhão de pessoas, o máximo que consegui foi ver o telão e ouvir o som mais puro e limpo que já tinha ouvido em um show daquela dimensão, não que eu estivesse ido em muitos outros shows, mas eu sabia que aquela banda consagrada era capaz mesmo de tocar um rock'n'roll daquela qualidade.

Os Stones sempre estiveram entre as minhas bandas preferidas, não só pela influência do meu pai na minha infância, mas também pelo estilo de música que eles tocam, que combina e serve de trilha sonora pra todos momentos da vida, desde dos mais felizes até os mais melancólicos.

Dez anos depois, dois mil e dezesseis e, incrivelmente, os Stones ainda estão na ativa. Quando eles anunciaram shows pelo Brasil, incluindo SP, comprei o ingresso na primeira hora em que abriu para o público e fiquei três meses com o ingresso em mãos esperando ansiosamente o grande dia. Paguei caro, mas não me importei.

E ontem, 27 de Fevereiro, apenas um dia depois do meu aniversário, eu estava lá, no Morumbi para reviver aquele momento.

Assistir os Rolling Stones ao vivo, não é apenas ir a um show, ver uma banda, ouvir um som, é ser batizado pelo mais puro do blues e do rock'n'roll que penetra nos ouvidos e na alma.

Sem dúvida o melhor dos presentes de aniversário que eu poderia ter.



2 comentários:

  1. Hoje sinto-me feliz por ter transmitido muito do que aprendi aos meu filhos. E tudo que vivenciei em sua companhia, é o maior legado da minha vida.

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