segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Um doce vício parte III

Leia aqui a parte I e II

As semanas seguintes que se arrastaram depois do nosso confinamento naquele quarto de hotel foram as piores.

Enquanto eu não parava de pensar em cada momento vivido ali e já ansiosa pelo próximo, ele parecia nem se importar. Ficou frio, distante, não respondia mais às minhas mensagens com a mesma frequência, me deixava falando e muito menos mandava um "bom dia" ou "boa noite". Eu me perguntava "Pra onde foi aquele cara que disse que era tonto por mim?"

Talvez eu tenha me deixado levar pelas palavras meigas dele e pela atenção que ele me deu, que não necessariamente significavam que iríamos viver um amor de filme de sessão da tarde. Eu realmente acreditei que eu estava vivendo algo recíproco, mas não estava.

Eu continuei cobrando quando ia ser nosso próximo encontro e as respostas que ele me dava eram como murros nos meus olhos quando as liam.

Parei de me importar, ou fingi que parei, e não o procurei mais. Mas ele dava um jeito de aparecer na minha vida, curtindo alguma coisa no meu Facebook ou comentando meus vídeos no YouTube. Eu cheguei a dizer com todas as letras "Se vc não percebeu, estou tentando desencanar de vc, será que vc pode colaborar?" e a resposta dele foi "Isso me deixa triste" seguido de um emoji de carinha triste. 

Quando morei nos Estados Unidos cuidei de um garotinho de 3 anos, quando eu dava bronca nele a resposta dele era "Isso me deixa triste". Foi ai que percebi que eu estava apaixonada por um cara imaturo que quando se via numa situação que ele não sabia o que fazer ele respondia exatamente a mesma coisa que um garotinho de 3 anos.

Outro feriado se aproximava e ele disse que viria pra SP e se eu queria "dar uma volta". "Talvez. Mais próximo da data a gente combina". Foi a minha resposta.

O feriado chegou, ele sumiu e só foi dar notícias dias depois. Então ele começou um joguinho de me mandar "Oi, td bem?" Ou mandar só uma mensagem chamando meu nome e depois desaparecer por dias.

Eu até tentei manter uma relação sem cobranças, sem ciúmes, sem expectativas, mas eu gostava demais dele pra conseguir fazer isso. Então cansei, fiquei puta, me senti uma palhaça. O que ele queria afinal? Àquela altura pra mim só tinha duas opções, das quais ele não queria escolher nenhuma delas: ficar comigo pra valer ou sumir da minha vida. 

Eu pensava nele desde da hora que eu acordava até a hora de dormir, eu não trabalhava direito, eu não olhava para os lados, fui viajar e ficava pensando que teria sido muito melhor se ele tivesse comigo, ia pra balada e não curtia, saia com amigos e achava um saco. Tudo parecia chato sem ele.

Eu não queria mais sentir aquilo. Não queria mais ser dependente daquela sensação que ele me fazia sentir. Não queria mais perder o foco.

Num dia de TPM mandei a seguinte mensagem em resposta de um “Oi!” que ele mandou "Por favor, não faça mais contato comigo. Vc foi a pior coisa que me aconteceu esse ano." 


Decidi que estava na hora de encarar uma desintoxicação e esquecê-lo. Então comecei uma sessão rehab. Deletei ele do meu Facebook, o bloquiei do Whatsapp e até o bani da página do meu blog. 

Naquela noite meu travesseiro absorveu minhas lágrimas sem reclamar do gosto amargo e salgado.


4 comentários:

  1. Poxa Mari!!!! Passa o endereço deste cara que eu farei parecer acidente!! rsrs
    Brincadeiras a parte, estamos juntas na Fé de que teremos uma bonita história para contar... só Deus nos dar paciência para esperarmos até lá!

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  2. hahahahahaha ele mora longe. Com certeza, um dia acontece :)

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  3. Nossa, como me identifico com tudo isso...
    Estou na fase ainda de drogada, mas eu espero que eu não precise me desintoxicar um dia...rsrs

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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Um doce vício parte III

Leia aqui a parte I e II

As semanas seguintes que se arrastaram depois do nosso confinamento naquele quarto de hotel foram as piores.

Enquanto eu não parava de pensar em cada momento vivido ali e já ansiosa pelo próximo, ele parecia nem se importar. Ficou frio, distante, não respondia mais às minhas mensagens com a mesma frequência, me deixava falando e muito menos mandava um "bom dia" ou "boa noite". Eu me perguntava "Pra onde foi aquele cara que disse que era tonto por mim?"

Talvez eu tenha me deixado levar pelas palavras meigas dele e pela atenção que ele me deu, que não necessariamente significavam que iríamos viver um amor de filme de sessão da tarde. Eu realmente acreditei que eu estava vivendo algo recíproco, mas não estava.

Eu continuei cobrando quando ia ser nosso próximo encontro e as respostas que ele me dava eram como murros nos meus olhos quando as liam.

Parei de me importar, ou fingi que parei, e não o procurei mais. Mas ele dava um jeito de aparecer na minha vida, curtindo alguma coisa no meu Facebook ou comentando meus vídeos no YouTube. Eu cheguei a dizer com todas as letras "Se vc não percebeu, estou tentando desencanar de vc, será que vc pode colaborar?" e a resposta dele foi "Isso me deixa triste" seguido de um emoji de carinha triste. 

Quando morei nos Estados Unidos cuidei de um garotinho de 3 anos, quando eu dava bronca nele a resposta dele era "Isso me deixa triste". Foi ai que percebi que eu estava apaixonada por um cara imaturo que quando se via numa situação que ele não sabia o que fazer ele respondia exatamente a mesma coisa que um garotinho de 3 anos.

Outro feriado se aproximava e ele disse que viria pra SP e se eu queria "dar uma volta". "Talvez. Mais próximo da data a gente combina". Foi a minha resposta.

O feriado chegou, ele sumiu e só foi dar notícias dias depois. Então ele começou um joguinho de me mandar "Oi, td bem?" Ou mandar só uma mensagem chamando meu nome e depois desaparecer por dias.

Eu até tentei manter uma relação sem cobranças, sem ciúmes, sem expectativas, mas eu gostava demais dele pra conseguir fazer isso. Então cansei, fiquei puta, me senti uma palhaça. O que ele queria afinal? Àquela altura pra mim só tinha duas opções, das quais ele não queria escolher nenhuma delas: ficar comigo pra valer ou sumir da minha vida. 

Eu pensava nele desde da hora que eu acordava até a hora de dormir, eu não trabalhava direito, eu não olhava para os lados, fui viajar e ficava pensando que teria sido muito melhor se ele tivesse comigo, ia pra balada e não curtia, saia com amigos e achava um saco. Tudo parecia chato sem ele.

Eu não queria mais sentir aquilo. Não queria mais ser dependente daquela sensação que ele me fazia sentir. Não queria mais perder o foco.

Num dia de TPM mandei a seguinte mensagem em resposta de um “Oi!” que ele mandou "Por favor, não faça mais contato comigo. Vc foi a pior coisa que me aconteceu esse ano." 


Decidi que estava na hora de encarar uma desintoxicação e esquecê-lo. Então comecei uma sessão rehab. Deletei ele do meu Facebook, o bloquiei do Whatsapp e até o bani da página do meu blog. 

Naquela noite meu travesseiro absorveu minhas lágrimas sem reclamar do gosto amargo e salgado.


4 comentários:

  1. Poxa Mari!!!! Passa o endereço deste cara que eu farei parecer acidente!! rsrs
    Brincadeiras a parte, estamos juntas na Fé de que teremos uma bonita história para contar... só Deus nos dar paciência para esperarmos até lá!

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  2. hahahahahaha ele mora longe. Com certeza, um dia acontece :)

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  3. Nossa, como me identifico com tudo isso...
    Estou na fase ainda de drogada, mas eu espero que eu não precise me desintoxicar um dia...rsrs

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