sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Um doce vício parte I


"Aumento da pressão arterial, da freqüência respiratória e dos batimentos cardíacos, dilatação das pupilas, tremores e rubor, falta de apetite, concentração, memória e sono." (A química da Paixão - Revista Superinteressante) Parecem mas não são sintomas provocados por drogas, e sim pela paixão.


Lembro perfeitamente como me senti imediatamente atraída por ele. Mesmo o primeiro contato sendo pela internet, eu sabia que os feromônios eram compatíveis.   Mas não imaginava que um vício incontrolável começaria.

Nos conhecemos por causa de um show do Arctic Monkeys. Fui adicionada num grupo de Whatsapp de uma galera de várias partes do Brasil que estavam combinando de ir juntos no show que haveria em SP. E ele, que morava à três horas de distância de SP, estava nesse grupo também.

Logo nos tornamos amigos no Facebook e descobri que ele tinha namorada, que - inclusive - ia com ele no show. Então, eu evitava intimidades, mesmo assim, às vezes, ele dava umas indiretas que também me curtia.



No dia do show, fui sozinha e encontrei a galera do grupo - menos ele. Estávamos na fila do lado de fora, quando chegou uma mensagem de voz dele no grupo do Whatsapp dizendo “Só vejo a Mariangela em todo lugar”. Não sei o que ele tinha usado, mas ele já estava me vendo e eu nem tinha entrado no evento ainda.

Mesmo sabendo que ele estaria com alguém, eu queria vê-lo, eu estava muito curiosa pra saber porque ele me atraía tanto. Então tentei ligar, mandei mensagem de texto, ele até respondeu mas algo deu errado e ele não conseguiu nos encontrar.

O show acabou, o Arctic Monkeys seguiu com a sua turnê, cada um voltou para sua cidade natal e eu voltei pra casa sem conhecê-lo pessoalmente. Acabei desencanando.

Três meses depois, meu celular vibra, era uma mensagem dele. Dizendo que tinha visto meu vídeo no YouTube saltando de asa delta e que tinha acabado de saltar de parapente e assim uma conversa começou. No mesmo dia dei uma stalkiada na página dele no Facebook e confirmei as minhas suspeitas, ele tinha terminado o namoro.



Mais três meses se passaram, e outro show aconteceria em SP. Faltando duas semanas para o festival, eu perguntei se ele ia, e a resposta foi sim. Eu ainda não tinha ingresso e na verdade não tinha me decidido se ia ou não. Ele passou a me perguntar todos os dias se eu ia, se já tinha arrumado o ingresso e que queria muito ir nesse festival comigo. Com essa insistência, não preciso nem dizer qual foi a minha decisão, né?

No dia do show, cheguei na porta e comprei ingresso de um cara qualquer que até me colocou lá dentro sem pegar fila. Quando entrei, liguei pra ele e ele estava próximo a uma pick-up de DJ, cheguei por trás, toquei nele – "Oi" – e ele me deu um abraço como se já me conhecesse a tempos.

E quando o assunto acabou, ele virou pra mim e disse "quando vamos começar essa amizade?" eu o beijei. A conexão foi imediata. Nossos lábios se encaixavam perfeitamente, o abraço dele me confortava tão bem que eu queria ficar ali pra sempre. Eu estava certa quanto aos feromônios compatíveis.

Poucos dias depois, ele me convidou pra passar um final de semana na casa dele.

"A primeira coisa que quero fazer quando vc chegar é te dar um beijo na boca" essa foi a mensagem que ele me mandou no dia que eu aceitei o convite. E no final de semana seguinte eu estava num ônibus indo até a cidade que ele morava.

Ele foi me buscar na rodoviária. E na casa dele, uma lasanha - que ele fez - me esperava. E eu não sei nem cozinhar feijão (vergonha)! Ele também comprou uma tequila, porque eu havia comentado que gostava. E quando acordamos no dia seguinte, fez o café da manhã.

Não fomos pra nenhum lugar especial. Mas foi tudo maravilhoso. Quando voltei pra SP, eu tinha corações no lugar de olhos.

Nas semanas seguintes nosso contato se intensificou. Não parávamos de nos falar, e ficávamos lembrando do fds que passamos juntos. A sinceridade aumentava a cada mensagem "Estou com saudades do seu beijo", "quero te ver", "sou seu", "sou sua" e com direito a mensagens de voz bebados na madrugada. Nossa relação tinha até trilha sonora "I Wanna Be Yours" do Arctic Monkeys. Claro!



Eu estava completamente envolvida, viciada, não sei bem qual sentimento acontecia dentro de mim. Mas como o Justin Timberlake diz em uma música, eu não queria descer mais daquela nuvem que era amar ele.


Comecei a sentir os sintomas, era paixão!

Ele me convidou para uma festa que haveria em sua cidade. Eu aceitei o convite e ficamos a semana toda combinando e sonhando em nos ver novamente.

Mas faltando um dia para nosso reencontro tão esperado, ele desmarcou. O motivo? A sua ex descobriu que ele iria na festa acompanhado e entrou em contato com ele pedindo que ele não aparecesse com ninguém na frente dela – que também estaria na festa. E ele resolveu atender ao pedido da vaca ex.  

Eu não queria estar no mesmo espaço físico que a ex dele e correr o risco de vivenciar uma cena de novela mexicana. Mas mesmo entendendo a situação eu fiquei extremamente chateada, pensei em fingir que estava tudo bem, mas não aguentei e vomitei tudo que eu estava sentindo. 

Discutimos e brigamos "não quero mais saber notícia sua", essas foram minhas últimas palavras pelo inbox do Facebook e então paramos de nos falar. 




2 comentários:

  1. Viciante é o seu texto!!! Eu até leio devagarinho para não acabar, gosto muito de como vc escreve, espero que esta história termine com final feliz :)
    Porque se não, eu vou pensar que vc anda copiando as minhas histórias kkkkk
    Bjs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hahahahahahahha Seniii, obrigada!!! Ainda tem umas aguas pra rolar até o final, mas postarei o restante logo, não vou demorar, prometo hahhahaha, Bjooo

      Excluir

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Um doce vício parte I


"Aumento da pressão arterial, da freqüência respiratória e dos batimentos cardíacos, dilatação das pupilas, tremores e rubor, falta de apetite, concentração, memória e sono." (A química da Paixão - Revista Superinteressante) Parecem mas não são sintomas provocados por drogas, e sim pela paixão.


Lembro perfeitamente como me senti imediatamente atraída por ele. Mesmo o primeiro contato sendo pela internet, eu sabia que os feromônios eram compatíveis.   Mas não imaginava que um vício incontrolável começaria.

Nos conhecemos por causa de um show do Arctic Monkeys. Fui adicionada num grupo de Whatsapp de uma galera de várias partes do Brasil que estavam combinando de ir juntos no show que haveria em SP. E ele, que morava à três horas de distância de SP, estava nesse grupo também.

Logo nos tornamos amigos no Facebook e descobri que ele tinha namorada, que - inclusive - ia com ele no show. Então, eu evitava intimidades, mesmo assim, às vezes, ele dava umas indiretas que também me curtia.



No dia do show, fui sozinha e encontrei a galera do grupo - menos ele. Estávamos na fila do lado de fora, quando chegou uma mensagem de voz dele no grupo do Whatsapp dizendo “Só vejo a Mariangela em todo lugar”. Não sei o que ele tinha usado, mas ele já estava me vendo e eu nem tinha entrado no evento ainda.

Mesmo sabendo que ele estaria com alguém, eu queria vê-lo, eu estava muito curiosa pra saber porque ele me atraía tanto. Então tentei ligar, mandei mensagem de texto, ele até respondeu mas algo deu errado e ele não conseguiu nos encontrar.

O show acabou, o Arctic Monkeys seguiu com a sua turnê, cada um voltou para sua cidade natal e eu voltei pra casa sem conhecê-lo pessoalmente. Acabei desencanando.

Três meses depois, meu celular vibra, era uma mensagem dele. Dizendo que tinha visto meu vídeo no YouTube saltando de asa delta e que tinha acabado de saltar de parapente e assim uma conversa começou. No mesmo dia dei uma stalkiada na página dele no Facebook e confirmei as minhas suspeitas, ele tinha terminado o namoro.



Mais três meses se passaram, e outro show aconteceria em SP. Faltando duas semanas para o festival, eu perguntei se ele ia, e a resposta foi sim. Eu ainda não tinha ingresso e na verdade não tinha me decidido se ia ou não. Ele passou a me perguntar todos os dias se eu ia, se já tinha arrumado o ingresso e que queria muito ir nesse festival comigo. Com essa insistência, não preciso nem dizer qual foi a minha decisão, né?

No dia do show, cheguei na porta e comprei ingresso de um cara qualquer que até me colocou lá dentro sem pegar fila. Quando entrei, liguei pra ele e ele estava próximo a uma pick-up de DJ, cheguei por trás, toquei nele – "Oi" – e ele me deu um abraço como se já me conhecesse a tempos.

E quando o assunto acabou, ele virou pra mim e disse "quando vamos começar essa amizade?" eu o beijei. A conexão foi imediata. Nossos lábios se encaixavam perfeitamente, o abraço dele me confortava tão bem que eu queria ficar ali pra sempre. Eu estava certa quanto aos feromônios compatíveis.

Poucos dias depois, ele me convidou pra passar um final de semana na casa dele.

"A primeira coisa que quero fazer quando vc chegar é te dar um beijo na boca" essa foi a mensagem que ele me mandou no dia que eu aceitei o convite. E no final de semana seguinte eu estava num ônibus indo até a cidade que ele morava.

Ele foi me buscar na rodoviária. E na casa dele, uma lasanha - que ele fez - me esperava. E eu não sei nem cozinhar feijão (vergonha)! Ele também comprou uma tequila, porque eu havia comentado que gostava. E quando acordamos no dia seguinte, fez o café da manhã.

Não fomos pra nenhum lugar especial. Mas foi tudo maravilhoso. Quando voltei pra SP, eu tinha corações no lugar de olhos.

Nas semanas seguintes nosso contato se intensificou. Não parávamos de nos falar, e ficávamos lembrando do fds que passamos juntos. A sinceridade aumentava a cada mensagem "Estou com saudades do seu beijo", "quero te ver", "sou seu", "sou sua" e com direito a mensagens de voz bebados na madrugada. Nossa relação tinha até trilha sonora "I Wanna Be Yours" do Arctic Monkeys. Claro!



Eu estava completamente envolvida, viciada, não sei bem qual sentimento acontecia dentro de mim. Mas como o Justin Timberlake diz em uma música, eu não queria descer mais daquela nuvem que era amar ele.


Comecei a sentir os sintomas, era paixão!

Ele me convidou para uma festa que haveria em sua cidade. Eu aceitei o convite e ficamos a semana toda combinando e sonhando em nos ver novamente.

Mas faltando um dia para nosso reencontro tão esperado, ele desmarcou. O motivo? A sua ex descobriu que ele iria na festa acompanhado e entrou em contato com ele pedindo que ele não aparecesse com ninguém na frente dela – que também estaria na festa. E ele resolveu atender ao pedido da vaca ex.  

Eu não queria estar no mesmo espaço físico que a ex dele e correr o risco de vivenciar uma cena de novela mexicana. Mas mesmo entendendo a situação eu fiquei extremamente chateada, pensei em fingir que estava tudo bem, mas não aguentei e vomitei tudo que eu estava sentindo. 

Discutimos e brigamos "não quero mais saber notícia sua", essas foram minhas últimas palavras pelo inbox do Facebook e então paramos de nos falar. 




2 comentários:

  1. Viciante é o seu texto!!! Eu até leio devagarinho para não acabar, gosto muito de como vc escreve, espero que esta história termine com final feliz :)
    Porque se não, eu vou pensar que vc anda copiando as minhas histórias kkkkk
    Bjs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hahahahahahahha Seniii, obrigada!!! Ainda tem umas aguas pra rolar até o final, mas postarei o restante logo, não vou demorar, prometo hahhahaha, Bjooo

      Excluir

Receba um e-mail quando o blog for atualizado