terça-feira, 3 de novembro de 2015

Um desastre em Arraial do Cabo parte II


Acordamos cedo e fomos para a Praia do Forno. Essa praia fica atrás de um morro, foi uma caminhada de uns vinte minutos, dez pra atravessar o morro. 

Quando saímos do hostel - clique aqui para saber mais sobre esse hostel - em direção à praia, notamos como aquele lugar estava cheio. Depois descobri que o Rio de Janeiro em peso vai pra Arraial do Cabo nos feriados. As ruas em direção às praias estavam tão cheias de pessoas caminhando para o mesmo lugar que parecia algum tipo de peregrinação.  




A praia era realmente bonita, a areia branca e fina. A água era tão verde e cristalina que mesmo passando da parte rasa ainda dava pra ver os próprios pés pisando no fundo do mar.





O espaço na areia era um pouco estreito, por isso a praia fica cheia rapidinho. Estendemos as nossas cangas num canto, alugamos duas cadeiras e um guarda-sol para garantir uma sombrinha depois de torrar um pouquinho no sol. 




Depois de instaladas, chegou uma senhora, uma mulher e uma criança e estenderam uma canga do nosso lado. Eu estava deitada com o fone no ouvido, quando levantei a cabeça essa senhora estava sentada embaixo do nosso guarda-sol junto com as bolsas e tranqueiras dela. 

Não falamos nada, pagamos por aquela sombra mas já que não estava sendo usada, tudo bem.

A senhora começou a puxar papo e nos contar que na Praia Grande (outra praia em Arraial) estavam até fazendo um estudo para descobrir porque a água é tão gelada. Realmente a temperatura das águas de Arraial não eram nada agradáveis.

Mais uma vez enfiei o fone na orelha e fiquei viajando. Quando percebi, a senhora, a mulher e a criança estavam se arrumando e logo em seguida foram embora. Então a minha amiga contou que a mulher pegou a minha toalha que estava pendurada na cadeira e começou a secar o celular. Puta folga!

Olhei pro lado e vi uma latinha de refrigerante rolando em direção ao mar toda vez que vinha uma onda, e a galera que havia deixado a latinha jogada nem se incomodou de pega-la. Olhei pro outro e vi uma galera enorme e barulhenta chegando e se instalando quase que em cima de nós. Olhei pra trás e vi uma mulher num canto com uma criança de uns 3 anos que agachou-se e fez cocô. A mulher limpou a menina jogou o papel cima da merda e foi embora. 


“Gente, já cansei dessa praia" . Eu disse. Todas concordaram. Juntamos nossas coisas e voltamos pro hostel. 

A noite, nos arrumamos, pegamos um ônibus e mais ou menos uma hora depois estávamos em Búzios

Nos disseram que a água em Búzios custava 7 reais. Ouvi dizer também que era um lugar frequentado por pessoas ricas, cheio de lojas caras e que a noite era bem agitada. O que despertou meu interesse em ir pra lá foi a noite agitada, pois eu não tinha a intenção de fazer compras, nem de beber água, e nem de interagir com as pessoas ricas.

Fomos direto pra tal da Rua das Redras, onde a noite pega. Vi uma coisa meio bizarra assim que chegamos, uma igreja que parecia uma balada, tocando uma banda ao vivo super alta no meio dos restaurantes e bares.

Depois de comer uma pizza fomos dar uma voltinha. As ruas são realmente cheias e agitadas, muitos restaurantes temáticos com música ao vivo, muitas lojas interessantes abertas até tarde, mas o preço das coisas eram realmente salgados. Passamos por um barsinho que tinha dois caras tocando ao vivo clássicos do rock. 

"Vamos ficar por aqui??" Supliquei. 

Pegamos uma cerveja e curtimos por um pouco mais de uma hora, porque às 23:30 já tinhamos que ir pro ponto e pegar o último ônibus de volta pra Arraial. 

Na manhã seguinte visitamos a Prainha. Uma caminhada de uns quinze minutos até lá, partindo do hostel. Outra praia bem bonita, mas às 10 da manhã começou a encher de gente. Antes que aparecesse outra mãe porca com uma criança cagona, resolvemos juntar as coisas e ir embora. 

A volta pra SP estava marcada para às 13h. Chegamos em ponto no camping onde sairia o ônibus, e claro, que saiu atrasado, às 14h20. Passamos antes no mercado e compramos comidas, já nos preparando para caso a viagem durasse treze horas, como na ida. 

Quando o ônibus partiu, estava tudo em silêncio, ninguém resolveu falar alto, cantar, muito menos tocar zabumba. O trânsito também parecia colaborar. Quando comemorei que chegaria em casa as 22h e conseguiria ter uma boa noite de sono para trabalhar no dia seguinte, o ônibus quebrou



Eram dois ônibus, e justo o meu quebrou. O outro ônibus foi embora e nós ficamos esperando outro para vir nos pegar.

Uma das minhas amigas começou a passar mal, pedimos para a moça da agência que deixasse ela ir embora no outro ônibus mas ela priorizou um casal que era de Sorocaba e tinha horário pra chegar no terminal de ônibus em SP. 

A coisa piorou quando outra das meninas também começou a passar mal - a causa: um pão de ricota que compramos no mercado, a minha sorte foi que eu não cheguei a comer. Chamaram uma ambulância para elas e chegou um carro com dois socorristas, deram uma injeção nelas e foram embora.

O fim do feriado em Arraial do Cabo foi assim. Esperamos três horas e meia até que outro ônibus viesse, na Dutra, num breu que não se enxergava um palmo a sua frente, no frio, sentadas na grama. 

Chegamos em SP às 4 da manhã. Cheguei uma hora e meia atrasada no trabalho nesse mesmo dia e fiquei o resto da semana rastejando. 

Lição que aprendi: o barato sai caro! 

5 comentários:

  1. Nossa!! kkkkk desculpa, mas tem que rir neh.. afinal serao estas historias que serao contadas para os seus netos...ah.. pelo menos rolou alguma pegacao?

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    Respostas
    1. hahahaha até eu tô rindo hj! pegação nada, só gente feia naquele lugar :/

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  2. Então você poderia ter ido para a igreja que você citou... fica a dica rsrs

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  3. Conheci seu blog hoje e estou amando, essa viagem foi pra acabar em... me diverti horrores lendo.

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Um desastre em Arraial do Cabo parte II


Acordamos cedo e fomos para a Praia do Forno. Essa praia fica atrás de um morro, foi uma caminhada de uns vinte minutos, dez pra atravessar o morro. 

Quando saímos do hostel - clique aqui para saber mais sobre esse hostel - em direção à praia, notamos como aquele lugar estava cheio. Depois descobri que o Rio de Janeiro em peso vai pra Arraial do Cabo nos feriados. As ruas em direção às praias estavam tão cheias de pessoas caminhando para o mesmo lugar que parecia algum tipo de peregrinação.  




A praia era realmente bonita, a areia branca e fina. A água era tão verde e cristalina que mesmo passando da parte rasa ainda dava pra ver os próprios pés pisando no fundo do mar.





O espaço na areia era um pouco estreito, por isso a praia fica cheia rapidinho. Estendemos as nossas cangas num canto, alugamos duas cadeiras e um guarda-sol para garantir uma sombrinha depois de torrar um pouquinho no sol. 




Depois de instaladas, chegou uma senhora, uma mulher e uma criança e estenderam uma canga do nosso lado. Eu estava deitada com o fone no ouvido, quando levantei a cabeça essa senhora estava sentada embaixo do nosso guarda-sol junto com as bolsas e tranqueiras dela. 

Não falamos nada, pagamos por aquela sombra mas já que não estava sendo usada, tudo bem.

A senhora começou a puxar papo e nos contar que na Praia Grande (outra praia em Arraial) estavam até fazendo um estudo para descobrir porque a água é tão gelada. Realmente a temperatura das águas de Arraial não eram nada agradáveis.

Mais uma vez enfiei o fone na orelha e fiquei viajando. Quando percebi, a senhora, a mulher e a criança estavam se arrumando e logo em seguida foram embora. Então a minha amiga contou que a mulher pegou a minha toalha que estava pendurada na cadeira e começou a secar o celular. Puta folga!

Olhei pro lado e vi uma latinha de refrigerante rolando em direção ao mar toda vez que vinha uma onda, e a galera que havia deixado a latinha jogada nem se incomodou de pega-la. Olhei pro outro e vi uma galera enorme e barulhenta chegando e se instalando quase que em cima de nós. Olhei pra trás e vi uma mulher num canto com uma criança de uns 3 anos que agachou-se e fez cocô. A mulher limpou a menina jogou o papel cima da merda e foi embora. 


“Gente, já cansei dessa praia" . Eu disse. Todas concordaram. Juntamos nossas coisas e voltamos pro hostel. 

A noite, nos arrumamos, pegamos um ônibus e mais ou menos uma hora depois estávamos em Búzios

Nos disseram que a água em Búzios custava 7 reais. Ouvi dizer também que era um lugar frequentado por pessoas ricas, cheio de lojas caras e que a noite era bem agitada. O que despertou meu interesse em ir pra lá foi a noite agitada, pois eu não tinha a intenção de fazer compras, nem de beber água, e nem de interagir com as pessoas ricas.

Fomos direto pra tal da Rua das Redras, onde a noite pega. Vi uma coisa meio bizarra assim que chegamos, uma igreja que parecia uma balada, tocando uma banda ao vivo super alta no meio dos restaurantes e bares.

Depois de comer uma pizza fomos dar uma voltinha. As ruas são realmente cheias e agitadas, muitos restaurantes temáticos com música ao vivo, muitas lojas interessantes abertas até tarde, mas o preço das coisas eram realmente salgados. Passamos por um barsinho que tinha dois caras tocando ao vivo clássicos do rock. 

"Vamos ficar por aqui??" Supliquei. 

Pegamos uma cerveja e curtimos por um pouco mais de uma hora, porque às 23:30 já tinhamos que ir pro ponto e pegar o último ônibus de volta pra Arraial. 

Na manhã seguinte visitamos a Prainha. Uma caminhada de uns quinze minutos até lá, partindo do hostel. Outra praia bem bonita, mas às 10 da manhã começou a encher de gente. Antes que aparecesse outra mãe porca com uma criança cagona, resolvemos juntar as coisas e ir embora. 

A volta pra SP estava marcada para às 13h. Chegamos em ponto no camping onde sairia o ônibus, e claro, que saiu atrasado, às 14h20. Passamos antes no mercado e compramos comidas, já nos preparando para caso a viagem durasse treze horas, como na ida. 

Quando o ônibus partiu, estava tudo em silêncio, ninguém resolveu falar alto, cantar, muito menos tocar zabumba. O trânsito também parecia colaborar. Quando comemorei que chegaria em casa as 22h e conseguiria ter uma boa noite de sono para trabalhar no dia seguinte, o ônibus quebrou



Eram dois ônibus, e justo o meu quebrou. O outro ônibus foi embora e nós ficamos esperando outro para vir nos pegar.

Uma das minhas amigas começou a passar mal, pedimos para a moça da agência que deixasse ela ir embora no outro ônibus mas ela priorizou um casal que era de Sorocaba e tinha horário pra chegar no terminal de ônibus em SP. 

A coisa piorou quando outra das meninas também começou a passar mal - a causa: um pão de ricota que compramos no mercado, a minha sorte foi que eu não cheguei a comer. Chamaram uma ambulância para elas e chegou um carro com dois socorristas, deram uma injeção nelas e foram embora.

O fim do feriado em Arraial do Cabo foi assim. Esperamos três horas e meia até que outro ônibus viesse, na Dutra, num breu que não se enxergava um palmo a sua frente, no frio, sentadas na grama. 

Chegamos em SP às 4 da manhã. Cheguei uma hora e meia atrasada no trabalho nesse mesmo dia e fiquei o resto da semana rastejando. 

Lição que aprendi: o barato sai caro! 

5 comentários:

  1. Nossa!! kkkkk desculpa, mas tem que rir neh.. afinal serao estas historias que serao contadas para os seus netos...ah.. pelo menos rolou alguma pegacao?

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    1. hahahaha até eu tô rindo hj! pegação nada, só gente feia naquele lugar :/

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  2. Então você poderia ter ido para a igreja que você citou... fica a dica rsrs

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  3. Conheci seu blog hoje e estou amando, essa viagem foi pra acabar em... me diverti horrores lendo.

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