terça-feira, 27 de outubro de 2015

Chega de 2015!

Tenho tantas lembranças boas de anos anteriores que quando eu paro pra pensar em 2015, chego a conclusão que esse ano poderia ter sido anulado da minha vida.

Se eu fizer um resumo seria: trabalhar sobre pressão, voltar a estudar, pagar um aluguel absurdo - aliás, pagar preços absurdos em tudo - recusa do meu pedido de aumento de salário, stress, queda de cabelo, tomar sertralina e pra finalizar, uma pitada de romance sem futuro com um palhaço que só tirou o meu foco. 

Pela primeira vez na vida eu levei em consideração fazer terapia. 

Toda vez que volto pro Brasil, eu arrumo um emprego na minha area, estou perto da minha família, mas ainda tem algo faltando e nesse ano eu me perdi completamente.

Parece que tem uma angústia me perseguindo. E eu me arrependo de ter voltado. Será que seria diferente se eu tivesse ficado nos Estados Unidos? O que será que teria acontecido? Será que eu estaria satisfeita? 

No Brasil me sinto muito pressionada a fazer a coisa certa, eu sinto a obrigação de não errar, trabalhar que nem um camelo, enfrentar as dificuldades do dia a dia sem reclamar, passar os dias com a gastrite gritando, tendo crises de diarréia e ansiedade e tudo isso por causa do stress e irritação.


Eu costumava gostar de SP, mas essa cidade tem me sufocado. O clima que não decide se faz calor ou se faz frio me adoece. Eu to sempre correndo, to sempre preocupada com o que vai ser de mim no futuro, pensando que tenho que fazer mestrado, doutorado, cursos, tenho que tirar certificados, meu currículo tem que ser o preferido entre milhares de candidatos. To sempre preocupada com as contas que tenho que pagar, com a possibilidade de perder o emprego, não ter dinheiro pra pagar o aluguel, não ter dinheiro, dinheiro, dinheiro.


Escrevi esse texto num metrô lotado, segurando na barra com uma mão e escrevendo no notes do celular com a outra, me equilibrando entre outras pessoas provavelmente angustiadas também.

Estava indo pra casa, mas no caminho tomei uma decisão: desci numa estação antes da de casa e passei numa agência de intercâmbio, quem sabe não coloco uma mochila nas costas e vou embora de novo! 



5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ahhh Mari (ah intíma né), poxa vida. Este é o efeito colateral da maioria dos intercambistas brasileiros que conhecem os USA. Quando eu estava lá eu anotei no papel algumas situações de desconforto que me deixavam triste e depre, e eu vejo que lá também não estava aquele mar de rosas todo...
    Às vezes penso que o problema está em mim, porque aqui também não estou feliz, mas estou próxima de amigos e família, que tem sido meu consolo.
    Adoraria viajar, mas não tenho coragem de pedir as contas, meu plano B é cruzeiro...bem só gostaria de dizer que você não está sozinha, mas o que posso fazer é chorar junto com vc :(

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  3. Oi Seni!!! Obrigada pelo comentário :) é complicado mesmo né?? Mas é bom saber que não estamos sozinhas. Sei estaremos satisfeitas uma hora, é só questão de ir tentando até encontrar. Bjooo

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  4. Oi Mari, tudo bom? Depois de 5 anos estou voltando pro blog (estou programando outra viagem e vou registrar assim como fiz com o au pair) e sua atualizacao apareceu mim =)
    Esse momento pelo qual vc esta passando é exatamente o que estou vivendo! Acho que um ano de au pair foi suficiente pra "desacorrentar" essa nossa vontade de viajar e viver a vida um pouco diferente do que a maioria das pessoas...e eu acho isso ótimo, rs
    Bem, boa sorte nos seus novos caminhos!
    Bjos!

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    1. Olá Carol, obrigada flor. boa sorte pra vc tbm. Bjos

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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Chega de 2015!

Tenho tantas lembranças boas de anos anteriores que quando eu paro pra pensar em 2015, chego a conclusão que esse ano poderia ter sido anulado da minha vida.

Se eu fizer um resumo seria: trabalhar sobre pressão, voltar a estudar, pagar um aluguel absurdo - aliás, pagar preços absurdos em tudo - recusa do meu pedido de aumento de salário, stress, queda de cabelo, tomar sertralina e pra finalizar, uma pitada de romance sem futuro com um palhaço que só tirou o meu foco. 

Pela primeira vez na vida eu levei em consideração fazer terapia. 

Toda vez que volto pro Brasil, eu arrumo um emprego na minha area, estou perto da minha família, mas ainda tem algo faltando e nesse ano eu me perdi completamente.

Parece que tem uma angústia me perseguindo. E eu me arrependo de ter voltado. Será que seria diferente se eu tivesse ficado nos Estados Unidos? O que será que teria acontecido? Será que eu estaria satisfeita? 

No Brasil me sinto muito pressionada a fazer a coisa certa, eu sinto a obrigação de não errar, trabalhar que nem um camelo, enfrentar as dificuldades do dia a dia sem reclamar, passar os dias com a gastrite gritando, tendo crises de diarréia e ansiedade e tudo isso por causa do stress e irritação.


Eu costumava gostar de SP, mas essa cidade tem me sufocado. O clima que não decide se faz calor ou se faz frio me adoece. Eu to sempre correndo, to sempre preocupada com o que vai ser de mim no futuro, pensando que tenho que fazer mestrado, doutorado, cursos, tenho que tirar certificados, meu currículo tem que ser o preferido entre milhares de candidatos. To sempre preocupada com as contas que tenho que pagar, com a possibilidade de perder o emprego, não ter dinheiro pra pagar o aluguel, não ter dinheiro, dinheiro, dinheiro.


Escrevi esse texto num metrô lotado, segurando na barra com uma mão e escrevendo no notes do celular com a outra, me equilibrando entre outras pessoas provavelmente angustiadas também.

Estava indo pra casa, mas no caminho tomei uma decisão: desci numa estação antes da de casa e passei numa agência de intercâmbio, quem sabe não coloco uma mochila nas costas e vou embora de novo! 



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  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ahhh Mari (ah intíma né), poxa vida. Este é o efeito colateral da maioria dos intercambistas brasileiros que conhecem os USA. Quando eu estava lá eu anotei no papel algumas situações de desconforto que me deixavam triste e depre, e eu vejo que lá também não estava aquele mar de rosas todo...
    Às vezes penso que o problema está em mim, porque aqui também não estou feliz, mas estou próxima de amigos e família, que tem sido meu consolo.
    Adoraria viajar, mas não tenho coragem de pedir as contas, meu plano B é cruzeiro...bem só gostaria de dizer que você não está sozinha, mas o que posso fazer é chorar junto com vc :(

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  3. Oi Seni!!! Obrigada pelo comentário :) é complicado mesmo né?? Mas é bom saber que não estamos sozinhas. Sei estaremos satisfeitas uma hora, é só questão de ir tentando até encontrar. Bjooo

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  4. Oi Mari, tudo bom? Depois de 5 anos estou voltando pro blog (estou programando outra viagem e vou registrar assim como fiz com o au pair) e sua atualizacao apareceu mim =)
    Esse momento pelo qual vc esta passando é exatamente o que estou vivendo! Acho que um ano de au pair foi suficiente pra "desacorrentar" essa nossa vontade de viajar e viver a vida um pouco diferente do que a maioria das pessoas...e eu acho isso ótimo, rs
    Bem, boa sorte nos seus novos caminhos!
    Bjos!

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    1. Olá Carol, obrigada flor. boa sorte pra vc tbm. Bjos

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