terça-feira, 12 de novembro de 2013

Um carnaval qualquer na Ilha Grande

Num mês de março qualquer, eu e mais 3 amigas pegamos o ônibus no terminal Tietê em São Paulo com destino à Ilha Grande (Rio de Janeiro). E como estava lotado aquele terminal. Claro, era carnaval!

Eu costumava ser revoltada com o carnaval, sempre odiei. Odiei o axé, odiei a multidão, odiei as fantasias, odiei as mulheres semi-nuas na Globo. Mas naquele dia, naquele terminal, eu estava amando. Cheguei a conclusão que só o carnaval para me proporcionar 4 dias de feriado numa ilha paradisiaca com muito sol, cerveja e pegação.

E que lugar lindo! Não conheço o mundo inteiro (ainda) mas já estive em muitos lugares de tirar o fôlego, e a Ilha Grande está sem dúvida no topo da lista.

O hostel que ficamos, apesar de pequeno, era bem bacana, super limpo, organizado e os funcionários eram simpáticos e prestativos.

A Ilha Grande tem muitas praias mas as hospedagens, em sua maioria, ficam concentradas na Vila do Abraão, que é também onde esta o píer principal onde chegam e partem os barcos para Angra dos Reis e para as praias da ilha.

São muitos os tours oferecidos pelas agências, vc pode escolher entre fazer um tour de barco que da a volta na Ilha toda, ou vc pode fazer só a metade da Ilha, ou também pode ir para 2 ou 3 praias de sua preferência. Se vc tiver tempo e disposição, tem algumas praias que da pra ir pela trilha, mas são 2 ou 3 horas de caminhada.

Nos fizemos dois tours, e passamos pelas seguintes praias: Praia de Dois Rios, Praia de Lopes Mendes, Praia do Cachadaco, Lagoa Verde. Fotos: (do Google)

Praia Dois Rios
Praia de Lagoa Verde
Praia Cachadaço
Praia Lopez Mendes

Os tours são bem legais, no barco eles servem frutas, água, suco e algumas coisinhas para comer. Cada parada fica mais ou menos 40 minutos em cada praia, não da pra deitar e ficar torrando no sol e lendo uma revista, se vc quiser fazer isso deve ficar nas praias na Vila do Abraão. Esses passeios são mais para apreciar a beleza das praias e tirar fotos.

Me lembro que eu fiquei boba com a cor da água, do céu e a beleza da praia, parecia mentira. Lembram daquele comercial (bem sem noção diga-se de passagem) do chocolate Prestigio? Então, as praias da Ilha Grande sao dignas de cenário de comercial.


Durante o dia a gente conhecia as praias, bebia cerveja e comia frutos do mar e durante a noite festejava. E assim foi o feriado todo. Como odiar o carnaval?

Na primeira noite antes de sair, resolvemos comer um crepe - o mais famoso da Ilha e muito bom por sinal - minha amiga pediu um que tinha alho. Virei pra ela e disse "putz, mas e se aparecer um gatinho mais tarde?" e ela respondeu "eu vou escovar os dentes" e eu retruquei "mas bafo de alho não sai escovando não" e ela disse "mas com tequila sai".

Eu tinha levado uma garrafa de tequila (que havia comprado ja pensando nesse feriado) que a gente detonou e depois foi pra rua pular carnaval. Na praça da vila teve show ao vivo todas as noites e há vários  bares em volta. A pequena vila ficou lotada de gente fantasiada.

Na segunda noite,  a gente entrou mais no clima e vestimos nossas fantasias, que foram aproveitadas do halloween passado. Dessa vez, uns ingleses (que conhecemos no hostel) se juntaram a nos para ir pular na praça. Depois de dançar muito com a banda ao vivo, um dos ingleses foi buscar seu violão, começamos a fazer um lual no meio da praça, varias pessoas se juntaram a nós e quando vimos, tava mo galera cantando junto. Fomos andando até a praia e o lual não parou, a galera saiu atrás da gente cantando, alguns bêbados, alguns sobrios, aquilo foi épico.

Uma das meninas inglesas me disse que no Brasil as pessoas se divertem mais e julgou aquela noite a mais divertida de toda estadia dela na Ilha. Espero que o resto da viagem dela pelo país tenha sido bacana e que ela tenha ido embora com uma boa lembrança do Brasil.

Já era bem tarde e a fome bateu, chamei uma das meninas para ir no crepe. A única coisa que queríamos saber era de comer e voltar pro hostel. No caminho apareceram 2 carinhas nos puxando, só que a gente desviou deles e continuamos nosso caminho para o desejável crepe. Depois de uns minutos a gente se tocou que os caras eram bem gracinhas e falamos uma pra outra " ué, pq a gente nao pegou eles?" E as duas ao mesmo tempo "Ah, preguiça".  Até a Miss Piri dentro de mim só pensava no crepe.

Na manhã seguinte a gente fez um tour de barco, todo mundo tava de ressaca. Andar de barco de ressaca foi osso, mas nada que um engov e uns remédios de dor de cabeça não resolveram.

Na última noite de fanfarra fomos de novo pro show na praça, e nessa noite a gente nao teve preguiça de pegar os gracinhas.

Estávamos no meio do show, quando um chapéu voou sei la de onde e parou na minha cabeça. Um japa atrás de mim pegou o chapéu e ficou zuando que ia rouba-lo (no fim das contas ele ficou com o chapéu mesmo). Acabamos fazendo amizade com a turminha do japa, e tinha um deles que ficou com graca pro meu lado e ele era bem pegável. Aaah dessa vez, não teve crepe que segurasse  a Miss Piri.

Deixamos a Ilha no dia seguinte, afinal, o carnaval tinha chegado ao fim e era hora de voltar para a cinzenta São Paulo.


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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Um carnaval qualquer na Ilha Grande

Num mês de março qualquer, eu e mais 3 amigas pegamos o ônibus no terminal Tietê em São Paulo com destino à Ilha Grande (Rio de Janeiro). E como estava lotado aquele terminal. Claro, era carnaval!

Eu costumava ser revoltada com o carnaval, sempre odiei. Odiei o axé, odiei a multidão, odiei as fantasias, odiei as mulheres semi-nuas na Globo. Mas naquele dia, naquele terminal, eu estava amando. Cheguei a conclusão que só o carnaval para me proporcionar 4 dias de feriado numa ilha paradisiaca com muito sol, cerveja e pegação.

E que lugar lindo! Não conheço o mundo inteiro (ainda) mas já estive em muitos lugares de tirar o fôlego, e a Ilha Grande está sem dúvida no topo da lista.

O hostel que ficamos, apesar de pequeno, era bem bacana, super limpo, organizado e os funcionários eram simpáticos e prestativos.

A Ilha Grande tem muitas praias mas as hospedagens, em sua maioria, ficam concentradas na Vila do Abraão, que é também onde esta o píer principal onde chegam e partem os barcos para Angra dos Reis e para as praias da ilha.

São muitos os tours oferecidos pelas agências, vc pode escolher entre fazer um tour de barco que da a volta na Ilha toda, ou vc pode fazer só a metade da Ilha, ou também pode ir para 2 ou 3 praias de sua preferência. Se vc tiver tempo e disposição, tem algumas praias que da pra ir pela trilha, mas são 2 ou 3 horas de caminhada.

Nos fizemos dois tours, e passamos pelas seguintes praias: Praia de Dois Rios, Praia de Lopes Mendes, Praia do Cachadaco, Lagoa Verde. Fotos: (do Google)

Praia Dois Rios
Praia de Lagoa Verde
Praia Cachadaço
Praia Lopez Mendes

Os tours são bem legais, no barco eles servem frutas, água, suco e algumas coisinhas para comer. Cada parada fica mais ou menos 40 minutos em cada praia, não da pra deitar e ficar torrando no sol e lendo uma revista, se vc quiser fazer isso deve ficar nas praias na Vila do Abraão. Esses passeios são mais para apreciar a beleza das praias e tirar fotos.

Me lembro que eu fiquei boba com a cor da água, do céu e a beleza da praia, parecia mentira. Lembram daquele comercial (bem sem noção diga-se de passagem) do chocolate Prestigio? Então, as praias da Ilha Grande sao dignas de cenário de comercial.


Durante o dia a gente conhecia as praias, bebia cerveja e comia frutos do mar e durante a noite festejava. E assim foi o feriado todo. Como odiar o carnaval?

Na primeira noite antes de sair, resolvemos comer um crepe - o mais famoso da Ilha e muito bom por sinal - minha amiga pediu um que tinha alho. Virei pra ela e disse "putz, mas e se aparecer um gatinho mais tarde?" e ela respondeu "eu vou escovar os dentes" e eu retruquei "mas bafo de alho não sai escovando não" e ela disse "mas com tequila sai".

Eu tinha levado uma garrafa de tequila (que havia comprado ja pensando nesse feriado) que a gente detonou e depois foi pra rua pular carnaval. Na praça da vila teve show ao vivo todas as noites e há vários  bares em volta. A pequena vila ficou lotada de gente fantasiada.

Na segunda noite,  a gente entrou mais no clima e vestimos nossas fantasias, que foram aproveitadas do halloween passado. Dessa vez, uns ingleses (que conhecemos no hostel) se juntaram a nos para ir pular na praça. Depois de dançar muito com a banda ao vivo, um dos ingleses foi buscar seu violão, começamos a fazer um lual no meio da praça, varias pessoas se juntaram a nós e quando vimos, tava mo galera cantando junto. Fomos andando até a praia e o lual não parou, a galera saiu atrás da gente cantando, alguns bêbados, alguns sobrios, aquilo foi épico.

Uma das meninas inglesas me disse que no Brasil as pessoas se divertem mais e julgou aquela noite a mais divertida de toda estadia dela na Ilha. Espero que o resto da viagem dela pelo país tenha sido bacana e que ela tenha ido embora com uma boa lembrança do Brasil.

Já era bem tarde e a fome bateu, chamei uma das meninas para ir no crepe. A única coisa que queríamos saber era de comer e voltar pro hostel. No caminho apareceram 2 carinhas nos puxando, só que a gente desviou deles e continuamos nosso caminho para o desejável crepe. Depois de uns minutos a gente se tocou que os caras eram bem gracinhas e falamos uma pra outra " ué, pq a gente nao pegou eles?" E as duas ao mesmo tempo "Ah, preguiça".  Até a Miss Piri dentro de mim só pensava no crepe.

Na manhã seguinte a gente fez um tour de barco, todo mundo tava de ressaca. Andar de barco de ressaca foi osso, mas nada que um engov e uns remédios de dor de cabeça não resolveram.

Na última noite de fanfarra fomos de novo pro show na praça, e nessa noite a gente nao teve preguiça de pegar os gracinhas.

Estávamos no meio do show, quando um chapéu voou sei la de onde e parou na minha cabeça. Um japa atrás de mim pegou o chapéu e ficou zuando que ia rouba-lo (no fim das contas ele ficou com o chapéu mesmo). Acabamos fazendo amizade com a turminha do japa, e tinha um deles que ficou com graca pro meu lado e ele era bem pegável. Aaah dessa vez, não teve crepe que segurasse  a Miss Piri.

Deixamos a Ilha no dia seguinte, afinal, o carnaval tinha chegado ao fim e era hora de voltar para a cinzenta São Paulo.


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