quinta-feira, 14 de março de 2013

Into the Wild – Salar de Uyuni parte III


Enquanto isso no hotel de sal...

Como ia dizendo na parte II da aventura pela Bolívia, a segunda noite ficamos hospedados num hotel de sal. O lugar era mais legal do que o da primeira noite, e maior também. Chegamos no quarto – de novo, um quarto para nós seis – cada um escolheu sua cama e fomos explorar o hotel.



Eu resolvi tomar banho gelado mesmo, porque o banho quente ia demorar um pouco pois precisava esperar a energia chegar. Encarei a fila e entrei com tudo embaixo daquela água gelada e até lavei o cabelo – Oia!

Estava eu na fila do banho gelado quando o gracinha - vítima da Miss Piri -  chegou e falou “Vai todo mundo tomar banho junto?”. Logo percebi que ele estava com as asinhas abertas pro meu lado. E as brincadeirinhas continuaram... Entrei na ducha primeiro, enquanto eu fazia caretas debaixo da água gelada, ouvi do lado de fora “Mari, posso entrar ai?” repetidas vezes, eu fingi que não ouvi e não respondi. Não tenho certeza qual deles falou aquilo, mas que eu sabia que o fulaninho tava provocando, ah disso eu tinha certeza.

Quando ele terminou de tomar banho, entrou no quarto de camiseta e toalha, eu observei bem aquele corpinho e pensei “é melhor você ficar na sua, se não a Miss Piri não vai te perdoar”. Claro, que ele não leu meus pensamentos e logo apontou pra minha cama e fez uma pergunta retórica “quem vai dormir aqui?” e eu respondi “eu” e ele disse “eu”. Ah não, ele tá provocando, não tá?

Todos no quarto, papo furado vai, papo furado vem, ele tirou uma bandeira de Portugal de dentro da mala veio pra mim e pra Santinha de Longe e disse “Dá um beijinho aqui” e eu na lata respondi “Prefiro dar beijinho em outro lugar” - tooooma!!! hahahhahaha. Ele ficou sem graça e virou de costas.

Eu e a Santinha de Longe tínhamos comprado um vinho na noite anterior e decidimos que íamos beber depois da janta. Para a nossa surpresa, na janta serviram vinho então já havíamos bebido alguns copos, a Foguinho de Palha ficou alegre rapidinho e começou a agitar o barraco. Todos de volta pro quarto, como programado, a energia acabou às 21 horas e eu tinha uma vela que a Sexy Lady me deu antes de ir embora. Acendi a vela, abrimos a garrafa de vinho e começamos a beber e brincar de Eu Nunca – você fala uma coisa que nunca fez e quem já fez tem que beber – três brasileiras e três portugueses, tava pagando pra ver!



A Foguinho de Palha mostrou que de fogo de palha não tem nada e já tratou de abraçar um dos garotinhos portugueses – um que já estava dando mole pra ela durante o passeio – a Santinha de Longe ficou na dela e a Miss Piri quanto mais vinho bebia, mais cara de pau ficava. Quando nosso vinho acabou, eu e Foguinho de Palha saímos a procura de mais álcool. Saímos do quarto e entramos na despensa do hotel – eu estava mais sóbria que a Foguinho de Palha e disse “meo, não podemos entrar aqui” mas ela não me ouviu, me puxou pelo braço e disse “foi daqui que eles pegaram o vinho que serviram na janta, vamos entrar e roubar um”. E dentro de uma despensa escura, cheia de caixas de madeira, ficamos procurando o vinho à luz de um isqueiro. Eu não tava acreditando naquilo, a Foguinho de Palha começou a rir descontroladamente e eu comecei a rir da risada dela. Então comecei a falar “Shiiiiiu, shiiiiu” pra ela ficar quieta, só que eu também não conseguia ficar em silêncio e saímos de lá sem a porra do vinho. Bom, pelo menos ninguém nos pegou.

Quando saímos da despensa, estava a minha vítima e o outro português, que a Foguinho tinha pegado, procurando a gente. Eu – muito burra – deveria ter puxado o gracinha pra dentro daquele lugar escuro, mas na hora eu não estava alcoolizada o suficiente pra deixar a Miss Piri agir - sorte dele. Acabamos achando uma funcionária da cozinha, e conseguimos comprar uma cerveja e mais um vinho e a festinha dentro do quarto continuou. Depois de um pouco mais de vinho, a Miss Piri deu várias investidas. No outro dia descobri que falei que ele era gostoso na cara dele, e eu se quer lembrava disso. Mas o garotinho se manteve fiel. Qualquer semelhança com outra história da minha vida é mera coincidência? Pow, não é a primeira vez e nem a segunda que isso acontece. Enfim, a noite foi divertida, mas a Miss Piri saiu no zero a zero, acabei dormindo sentada – isso mesmo – nem o pijama eu coloquei hahahhha.

Na manhã seguinte, olhei pra ele com cara de “putz, desculpa ae qualquer coisa” e ele me olhou com cara de “putz, eu tinha que namorar?!” hahahah!



(to be continued...)

Parte final clique aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário

quinta-feira, 14 de março de 2013

Into the Wild – Salar de Uyuni parte III


Enquanto isso no hotel de sal...

Como ia dizendo na parte II da aventura pela Bolívia, a segunda noite ficamos hospedados num hotel de sal. O lugar era mais legal do que o da primeira noite, e maior também. Chegamos no quarto – de novo, um quarto para nós seis – cada um escolheu sua cama e fomos explorar o hotel.



Eu resolvi tomar banho gelado mesmo, porque o banho quente ia demorar um pouco pois precisava esperar a energia chegar. Encarei a fila e entrei com tudo embaixo daquela água gelada e até lavei o cabelo – Oia!

Estava eu na fila do banho gelado quando o gracinha - vítima da Miss Piri -  chegou e falou “Vai todo mundo tomar banho junto?”. Logo percebi que ele estava com as asinhas abertas pro meu lado. E as brincadeirinhas continuaram... Entrei na ducha primeiro, enquanto eu fazia caretas debaixo da água gelada, ouvi do lado de fora “Mari, posso entrar ai?” repetidas vezes, eu fingi que não ouvi e não respondi. Não tenho certeza qual deles falou aquilo, mas que eu sabia que o fulaninho tava provocando, ah disso eu tinha certeza.

Quando ele terminou de tomar banho, entrou no quarto de camiseta e toalha, eu observei bem aquele corpinho e pensei “é melhor você ficar na sua, se não a Miss Piri não vai te perdoar”. Claro, que ele não leu meus pensamentos e logo apontou pra minha cama e fez uma pergunta retórica “quem vai dormir aqui?” e eu respondi “eu” e ele disse “eu”. Ah não, ele tá provocando, não tá?

Todos no quarto, papo furado vai, papo furado vem, ele tirou uma bandeira de Portugal de dentro da mala veio pra mim e pra Santinha de Longe e disse “Dá um beijinho aqui” e eu na lata respondi “Prefiro dar beijinho em outro lugar” - tooooma!!! hahahhahaha. Ele ficou sem graça e virou de costas.

Eu e a Santinha de Longe tínhamos comprado um vinho na noite anterior e decidimos que íamos beber depois da janta. Para a nossa surpresa, na janta serviram vinho então já havíamos bebido alguns copos, a Foguinho de Palha ficou alegre rapidinho e começou a agitar o barraco. Todos de volta pro quarto, como programado, a energia acabou às 21 horas e eu tinha uma vela que a Sexy Lady me deu antes de ir embora. Acendi a vela, abrimos a garrafa de vinho e começamos a beber e brincar de Eu Nunca – você fala uma coisa que nunca fez e quem já fez tem que beber – três brasileiras e três portugueses, tava pagando pra ver!



A Foguinho de Palha mostrou que de fogo de palha não tem nada e já tratou de abraçar um dos garotinhos portugueses – um que já estava dando mole pra ela durante o passeio – a Santinha de Longe ficou na dela e a Miss Piri quanto mais vinho bebia, mais cara de pau ficava. Quando nosso vinho acabou, eu e Foguinho de Palha saímos a procura de mais álcool. Saímos do quarto e entramos na despensa do hotel – eu estava mais sóbria que a Foguinho de Palha e disse “meo, não podemos entrar aqui” mas ela não me ouviu, me puxou pelo braço e disse “foi daqui que eles pegaram o vinho que serviram na janta, vamos entrar e roubar um”. E dentro de uma despensa escura, cheia de caixas de madeira, ficamos procurando o vinho à luz de um isqueiro. Eu não tava acreditando naquilo, a Foguinho de Palha começou a rir descontroladamente e eu comecei a rir da risada dela. Então comecei a falar “Shiiiiiu, shiiiiu” pra ela ficar quieta, só que eu também não conseguia ficar em silêncio e saímos de lá sem a porra do vinho. Bom, pelo menos ninguém nos pegou.

Quando saímos da despensa, estava a minha vítima e o outro português, que a Foguinho tinha pegado, procurando a gente. Eu – muito burra – deveria ter puxado o gracinha pra dentro daquele lugar escuro, mas na hora eu não estava alcoolizada o suficiente pra deixar a Miss Piri agir - sorte dele. Acabamos achando uma funcionária da cozinha, e conseguimos comprar uma cerveja e mais um vinho e a festinha dentro do quarto continuou. Depois de um pouco mais de vinho, a Miss Piri deu várias investidas. No outro dia descobri que falei que ele era gostoso na cara dele, e eu se quer lembrava disso. Mas o garotinho se manteve fiel. Qualquer semelhança com outra história da minha vida é mera coincidência? Pow, não é a primeira vez e nem a segunda que isso acontece. Enfim, a noite foi divertida, mas a Miss Piri saiu no zero a zero, acabei dormindo sentada – isso mesmo – nem o pijama eu coloquei hahahhha.

Na manhã seguinte, olhei pra ele com cara de “putz, desculpa ae qualquer coisa” e ele me olhou com cara de “putz, eu tinha que namorar?!” hahahah!



(to be continued...)

Parte final clique aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Receba um e-mail quando o blog for atualizado