sábado, 9 de março de 2013

Into the Wild - Salar de Uyuni parte II

Para ler a parte I, clique aqui. 

No segundo dia da aventura pelo Uyuni, às 4 da manhã estávamos prontos para começar o próximo passeio que foi os Geysers. Já tínhamos visto uns no Atacama, mas esses eram diferentes, tão bonito quanto. Estava um frio horrível, mas dessa vez, fui esperta e vesti muita roupa, por isso consegui aproveitar mais o passeio.
  
jipes partindo às 4 da manhã
Geyser


No primeiro dia de passeio, não descobrimos muitas coisas sobre os portugueses além de seus nomes e que eles estavam viajando com mais algumas gurias. Ainda no quarto, dei uma olhadinha disfarçada pra um deles, mas ele me flagrou e me deu uma profunda encarada. Na hora eu soube que seria aquele que a Miss Piriguete ia investir. PS – a Miss Piriguete vive dentro de mim, ela é uma garota solteira, como eu, só que mais corajosa – digamos assim.

Ainda na hospedagem, enquanto o nosso guia colocava nossas malas em cima do carro – e dale a mala da Mari sendo esfolada – eu resolvi quebrar o gelo com os portugueses e comecei perguntando a idade deles. Eu já imaginava que eram novinhos – apesar de não aparentarem – e eles disseram “adivinha” e eu chutei “21?” eles se olharam e um deles respondeu por todos “23 e vocês?” e eu disse “Adivinha”. A minha idade eles erraram “A Mari tem 25” e eu “hahahaha Obrigada”. No fim, disse minha idade real e as meninas também. E eu continuei na tentativa de ficar mais íntima deles, peguei o fone do ouvido de um deles e fiquei perguntando sobre o que ele estava escutando, também perguntei o que eles faziam da vida. Quando o guia terminou com as malas e estava pronto pra partir eu já tinha conseguido algumas informações, mas ainda planejava ficar mais íntima ao longo do dia – no mal sentido, é claro!

Okay, vamos voltar ao foco: os passeios... Depois dos Geysers paramos na Laguna Colorada, lugar muito lindo! Cara, eu não tenho mais adjetivos para descrever esse passeio, todos os lugares que passei foram animais. Segue umas fotos pra vocês terem uma ideia da beleza.




E lá na Laguna, nosso tour encontrou com o tour das tais amigas deles. Ðaí foi que eu fiquei confusa, eles pareciam se importar bastante com elas, mas ao mesmo tempo não pareciam namoradas ou peguetes.

Continuamos o passeio e a próxima parada foi num lugar que tinha umas pedras e umas montanhas – bem bonito, mas não me lembro o nome. Segue mais umas fotos...




Nesse passeio as amigas estavam lá de novo e então eu vi a minha vítima abraçando uma delas. Que droga, na hora vi o plano de colocar a Miss Piriguete em ação indo por água abaixo, Fué! Apesar deles não terem comentado nada, desde o começo desconfiamos que aquelas minas eram mais que amigas. Enfim, o que restou foi curtir o passeio, ah, tá bom né, fazer o quê?! (risos).

Depois do passeio das pedras paramos para almoçar, e no caminho a Foguinho de Palha também resolveu quebrar o gelo, e como estava sentada no meio de dois deles, começou a colocar o pé em cima deles, deitar no colo e eu no banco detrás pensando “Isso ae Foguinho!”. Ela também começou a puxar assunto e perguntar um monte de coisas, ai pronto, todo mundo se empolgou e percebi que eles estavam também tentando descobrir qual era a nossa. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que o gracinha que a Miss Piri escolheu para ser sua vítima tinha namorada, e era uma daquelas amigas que estavam no outro tour. Apesar de achar super estranho um casal fazer turismo separados, desencanei. O meu problema, é que quando eu encano num cara, não quero saber de outro, e eu fui encanar bem no único dos três belezinhas que namorava. Porra, isso sempre acontece comigo, não é possível!

Sobre o almoço... dessa vez não tivemos que comer no meio do nada de frente pra uma lagoa. O almoço foi servido numa casa, e foi bom, lembro que tinha purê de batata – que eu adoro. A brasileira – que seu codinome será Santinha de Longe – que tava com a gente era vegetariana, os caras fizeram até um ovo pra ela quando descobriram. A galera que trabalha nesses tours foram super gente boa! 

Enquanto esperávamos eles cozinharem ficamos eu e as meninas conversando. E foi quando a Santinha de Longe, olhando para aquele campo cheio de llamas fofinhas se alimentando, lançou uma pérola que choramos de rir “Pois é meninas, desse mato não sai llama”, querendo dizer que com os garotinhos europeus não ia rolar é nada. hahahahahha!

E esses codinomes?... contarei... Foi nessa conversa que surgiram os codinomes. Um dos garotinhos perguntou quem de nós três era a mais pegadora e eu disse “Quem vocês acham?” e ele disse que a vegetariana era santinha de longe, que a minha amiga parecia só colocar fogo, mas na hora não fazia nada e eu parecia ser a mais pegadora. Huashahaushaushausha CHOREI! Por isso aqui no blog uma é a Foguinho de Palha e a outra é a Santinha de Longe. Bom, se ele acertou na adivinhação... só quem nos conhece pra saber! (risos)


fotos por Santinha de Longe

Depois do almoço fizemos mais uma parada numa cidadezinha meio deserta, fazia mais ou menos duas horas que estávamos viajando sem parar e eu e a Santinha de Longe já estávamos com a bexiga estourando. Quando paramos nessa cidade, pensamos “banheiro, banheiro pelo amor” só que não havia nenhum. Avistamos uma igreja, estava fechada, mas fomos no jardim atrás dela e fizemos xixi ali mesmo. O pior foi que eu fiz xixi na minha bota e depois sai arrastando a bota na terra pra secar... isso foi muito punk! Hahahhahaha!

Finalmente no fim da tarde, chegamos no lugar que iriamos passar a noite, era num hotel de sal – cuma? – sim, o lugar era todo feito de sal. Muito massa! Chegamos no local e já ficamos sabendo que luz elétrica só funcionava das 19 às 21 horas e que chuveiro quente só pagando. Eeee beleza, essa viagem foi uma natureza selvagem mesmo!!!

(To be continued...)

Parte III clique aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário

sábado, 9 de março de 2013

Into the Wild - Salar de Uyuni parte II

Para ler a parte I, clique aqui. 

No segundo dia da aventura pelo Uyuni, às 4 da manhã estávamos prontos para começar o próximo passeio que foi os Geysers. Já tínhamos visto uns no Atacama, mas esses eram diferentes, tão bonito quanto. Estava um frio horrível, mas dessa vez, fui esperta e vesti muita roupa, por isso consegui aproveitar mais o passeio.
  
jipes partindo às 4 da manhã
Geyser


No primeiro dia de passeio, não descobrimos muitas coisas sobre os portugueses além de seus nomes e que eles estavam viajando com mais algumas gurias. Ainda no quarto, dei uma olhadinha disfarçada pra um deles, mas ele me flagrou e me deu uma profunda encarada. Na hora eu soube que seria aquele que a Miss Piriguete ia investir. PS – a Miss Piriguete vive dentro de mim, ela é uma garota solteira, como eu, só que mais corajosa – digamos assim.

Ainda na hospedagem, enquanto o nosso guia colocava nossas malas em cima do carro – e dale a mala da Mari sendo esfolada – eu resolvi quebrar o gelo com os portugueses e comecei perguntando a idade deles. Eu já imaginava que eram novinhos – apesar de não aparentarem – e eles disseram “adivinha” e eu chutei “21?” eles se olharam e um deles respondeu por todos “23 e vocês?” e eu disse “Adivinha”. A minha idade eles erraram “A Mari tem 25” e eu “hahahaha Obrigada”. No fim, disse minha idade real e as meninas também. E eu continuei na tentativa de ficar mais íntima deles, peguei o fone do ouvido de um deles e fiquei perguntando sobre o que ele estava escutando, também perguntei o que eles faziam da vida. Quando o guia terminou com as malas e estava pronto pra partir eu já tinha conseguido algumas informações, mas ainda planejava ficar mais íntima ao longo do dia – no mal sentido, é claro!

Okay, vamos voltar ao foco: os passeios... Depois dos Geysers paramos na Laguna Colorada, lugar muito lindo! Cara, eu não tenho mais adjetivos para descrever esse passeio, todos os lugares que passei foram animais. Segue umas fotos pra vocês terem uma ideia da beleza.




E lá na Laguna, nosso tour encontrou com o tour das tais amigas deles. Ðaí foi que eu fiquei confusa, eles pareciam se importar bastante com elas, mas ao mesmo tempo não pareciam namoradas ou peguetes.

Continuamos o passeio e a próxima parada foi num lugar que tinha umas pedras e umas montanhas – bem bonito, mas não me lembro o nome. Segue mais umas fotos...




Nesse passeio as amigas estavam lá de novo e então eu vi a minha vítima abraçando uma delas. Que droga, na hora vi o plano de colocar a Miss Piriguete em ação indo por água abaixo, Fué! Apesar deles não terem comentado nada, desde o começo desconfiamos que aquelas minas eram mais que amigas. Enfim, o que restou foi curtir o passeio, ah, tá bom né, fazer o quê?! (risos).

Depois do passeio das pedras paramos para almoçar, e no caminho a Foguinho de Palha também resolveu quebrar o gelo, e como estava sentada no meio de dois deles, começou a colocar o pé em cima deles, deitar no colo e eu no banco detrás pensando “Isso ae Foguinho!”. Ela também começou a puxar assunto e perguntar um monte de coisas, ai pronto, todo mundo se empolgou e percebi que eles estavam também tentando descobrir qual era a nossa. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que o gracinha que a Miss Piri escolheu para ser sua vítima tinha namorada, e era uma daquelas amigas que estavam no outro tour. Apesar de achar super estranho um casal fazer turismo separados, desencanei. O meu problema, é que quando eu encano num cara, não quero saber de outro, e eu fui encanar bem no único dos três belezinhas que namorava. Porra, isso sempre acontece comigo, não é possível!

Sobre o almoço... dessa vez não tivemos que comer no meio do nada de frente pra uma lagoa. O almoço foi servido numa casa, e foi bom, lembro que tinha purê de batata – que eu adoro. A brasileira – que seu codinome será Santinha de Longe – que tava com a gente era vegetariana, os caras fizeram até um ovo pra ela quando descobriram. A galera que trabalha nesses tours foram super gente boa! 

Enquanto esperávamos eles cozinharem ficamos eu e as meninas conversando. E foi quando a Santinha de Longe, olhando para aquele campo cheio de llamas fofinhas se alimentando, lançou uma pérola que choramos de rir “Pois é meninas, desse mato não sai llama”, querendo dizer que com os garotinhos europeus não ia rolar é nada. hahahahahha!

E esses codinomes?... contarei... Foi nessa conversa que surgiram os codinomes. Um dos garotinhos perguntou quem de nós três era a mais pegadora e eu disse “Quem vocês acham?” e ele disse que a vegetariana era santinha de longe, que a minha amiga parecia só colocar fogo, mas na hora não fazia nada e eu parecia ser a mais pegadora. Huashahaushaushausha CHOREI! Por isso aqui no blog uma é a Foguinho de Palha e a outra é a Santinha de Longe. Bom, se ele acertou na adivinhação... só quem nos conhece pra saber! (risos)


fotos por Santinha de Longe

Depois do almoço fizemos mais uma parada numa cidadezinha meio deserta, fazia mais ou menos duas horas que estávamos viajando sem parar e eu e a Santinha de Longe já estávamos com a bexiga estourando. Quando paramos nessa cidade, pensamos “banheiro, banheiro pelo amor” só que não havia nenhum. Avistamos uma igreja, estava fechada, mas fomos no jardim atrás dela e fizemos xixi ali mesmo. O pior foi que eu fiz xixi na minha bota e depois sai arrastando a bota na terra pra secar... isso foi muito punk! Hahahhahaha!

Finalmente no fim da tarde, chegamos no lugar que iriamos passar a noite, era num hotel de sal – cuma? – sim, o lugar era todo feito de sal. Muito massa! Chegamos no local e já ficamos sabendo que luz elétrica só funcionava das 19 às 21 horas e que chuveiro quente só pagando. Eeee beleza, essa viagem foi uma natureza selvagem mesmo!!!

(To be continued...)

Parte III clique aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Receba um e-mail quando o blog for atualizado