segunda-feira, 4 de março de 2013

Into the Wild - Salar de Uyuni/Bolívia parte I

Leia aqui o começo dessa aventura pela América do Sul.


Sem novidades no primeiro dia do ano. Eu e Foguinho de Palha passamos nosso primeiro de Janeiro de 2013 lavando roupas no hostel. O calor tava de matar, e no fim da tarde já tínhamos roupas limpas pra vestir (Que bom!).

No dia seguinte, bem cedo, a van da agência foi nos buscar para começarmos o longo passeio até o Salar de Uyuni na Bolívia.

Um pouco sobre esse tour: O Salar de Uyuni é a maior planície salgada do mundo, a 3.650m de altitude é localizado no sudoeste da Bolívia (para saber mais, google it!). Tem várias maneiras de chegar lá, algumas pessoas chegam pela Bolívia mesmo, compram o pacote em La Paz, ou então vão até Uyuni e de lá vão para o Salar. O esquema que nós fizemos foi diferente, como conhecemos o Deserto do Atacama primeiro, compramos o pacote para o Salar de lá, e esse custou 100 mil pesos chilenos – um pouco caro, mas o tour é de 4 dias e 3 noites, inclui hospedagem e comida. A agência que contratamos se chama Atacama Mistica, uma ótima agência, eu recomendo. Nosso guia era meio zureta, mas era gente boa, os lugares que dormimos eram meio precários, mas isso são em todas as agências, os passeios foram massa e a comida era ok. A única coisa que foi digna de reclamar, foi no último dia, que ficamos o dia todo viajando e eles não deram nem um lanchinho.

Bom, voltando a história, depois que a van nos pegou foram duas horas de viagem até a próxima parada, para tomarmos café da manhã. E depois, encaramos mais duas horas de viagem e dessa vez por uma estradinha de terra cheia de pedras. O café da manhã dentro do meu estômago chacoalhou que foi uma beleza, mas a bela vista compensou. Vale lembrar que, de toda a nossa aventura pela América do Sul, o Salar foi o mais punk, foi daí que surgiu o título para os posts sobre essa viagem: Into the Wild.


vista do caminho
bonequinhas no vidro da van
Chegamos finalmente na fronteira do Chile com a Bolívia, e então, as vans saem de cena. Depois de passar pela imigração, a galera é dividida em jipes, cada um leva seis pessoas e as malas vão no topo do jipe - ai ai coitadinha da minha mala roxa linda. Estávamos eu, Foguinho de Palha e mais uma brasileira (que já havíamos conhecido no dia que compramos o pacote do passeio) esperando para saber em que jipe iriamos, quando chegou o tiozão da agência – usando um cinto super style que eu quase perguntei onde ele comprou – e disse “las chicas brasileñas irán com los chicos portugueses”. Por incrível que pareça, haviam três brasileiras e três portugueses. Eu – vaca observadora que sou – já havia notado os garotinhos portugueses e logo comentei com as meninas “hmmmm, a viagem nesse jipe vai ser interessante”, e como se não bastasse o clima, o tiozão debruçou na minha janela e disse “hmmm tres chicas y tres chicos”, eu não me aguentei e ri alto.
Nosso guia arrumando nossas malas
Me desculpe vocês que querem detalhes sobre os passeios, mas me esqueci o nome de muitos lugares, estou me esforçando para dar dicas, mas é um pouco difícil lembrar de nomes de lugares, hotéis  preços etc e tal. Prometo que o que eu lembro eu estou mencionando. Enfim, depois da troca da van para o jipe e que todos passam pela imigração, o passeio começa. E a primeira parada é numas pedras, foi bem rápido, mas legal. Em seguida, paramos para almoçar, finalmente, já eram quase três da tarde. O primeiro almoço já começou bem: arroz, salada de tomate, milho e atum e o mais inusitado: o almoço foi na beira de uma lagoa(que eu esqueci o nome mas muito bonita), estávamos no meio do nada, não havia restaurante, nem hostel, os guias sacam a comida do porta malas do carro, preparam ali e servem a gente. Surreal!


Primeira parada para fotos
Lagoa onde paramos para almoçar
O almoço
A próxima parada foi na Arbol de Piedra, são umas pedras com formas diferentes no meio do nada. Vale a pena parar e olhar por alguns minutos, as pedras, o deserto, as nuvens e o céu bem azul todos combinados, dão a impressão de estar olhando para uma pintura. Não é a toa que esse deserto foi inspiração para Salvador Dali.





Acho que essa foi a última parada, e no fim da tarde chegamos ao local que iriamos dormir – que era tão zuado que não sei se era um hotel, um hostel, uma casinha de cachorro ou o quê. Muito cansadas, chegamos loucas para jantar, tomar banho e dormir, só que a segunda opção não seria possível, pois não haviam chuveiros e tivemos que apelar pelo famoso banho tcheco, usando lencinhos umedecidos. Eca!

Cada jipe tinha um grupo de seis pessoas, e essas ficam no mesmo quarto quando pára para dormir. Enfim, era um quarto para nós seis. Pra se trocar era engraçado, tínhamos que ficar revezando – os caras iam pra fora e as meninas se trocavam e depois a gente saia pra eles se trocarem. Agora vocês estão entendendo o porquê do título Into the Wild, né?

Bom, e os portugueses? … eram gatinhos! Eles disseram que estavam viajando com mais umas amigas, que estavam em outro grupo, numa outra hospedagem perto da nossa, eles foram até lá falar com elas e depois voltaram para jantar. Só que percebemos que tinha alguma coisa rolando, apesar de ter flagrado eles olhando pra gente o dia inteiro, tivemos a impressão que essas minas eram mais do que apenas amigas. Enfim, de pijamas, com a barriga cheia e sem banho fomos todos dormir às 9 da noite.

(to be continued...)

Parte II clique aqui

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Into the Wild - Salar de Uyuni/Bolívia parte I

Leia aqui o começo dessa aventura pela América do Sul.


Sem novidades no primeiro dia do ano. Eu e Foguinho de Palha passamos nosso primeiro de Janeiro de 2013 lavando roupas no hostel. O calor tava de matar, e no fim da tarde já tínhamos roupas limpas pra vestir (Que bom!).

No dia seguinte, bem cedo, a van da agência foi nos buscar para começarmos o longo passeio até o Salar de Uyuni na Bolívia.

Um pouco sobre esse tour: O Salar de Uyuni é a maior planície salgada do mundo, a 3.650m de altitude é localizado no sudoeste da Bolívia (para saber mais, google it!). Tem várias maneiras de chegar lá, algumas pessoas chegam pela Bolívia mesmo, compram o pacote em La Paz, ou então vão até Uyuni e de lá vão para o Salar. O esquema que nós fizemos foi diferente, como conhecemos o Deserto do Atacama primeiro, compramos o pacote para o Salar de lá, e esse custou 100 mil pesos chilenos – um pouco caro, mas o tour é de 4 dias e 3 noites, inclui hospedagem e comida. A agência que contratamos se chama Atacama Mistica, uma ótima agência, eu recomendo. Nosso guia era meio zureta, mas era gente boa, os lugares que dormimos eram meio precários, mas isso são em todas as agências, os passeios foram massa e a comida era ok. A única coisa que foi digna de reclamar, foi no último dia, que ficamos o dia todo viajando e eles não deram nem um lanchinho.

Bom, voltando a história, depois que a van nos pegou foram duas horas de viagem até a próxima parada, para tomarmos café da manhã. E depois, encaramos mais duas horas de viagem e dessa vez por uma estradinha de terra cheia de pedras. O café da manhã dentro do meu estômago chacoalhou que foi uma beleza, mas a bela vista compensou. Vale lembrar que, de toda a nossa aventura pela América do Sul, o Salar foi o mais punk, foi daí que surgiu o título para os posts sobre essa viagem: Into the Wild.


vista do caminho
bonequinhas no vidro da van
Chegamos finalmente na fronteira do Chile com a Bolívia, e então, as vans saem de cena. Depois de passar pela imigração, a galera é dividida em jipes, cada um leva seis pessoas e as malas vão no topo do jipe - ai ai coitadinha da minha mala roxa linda. Estávamos eu, Foguinho de Palha e mais uma brasileira (que já havíamos conhecido no dia que compramos o pacote do passeio) esperando para saber em que jipe iriamos, quando chegou o tiozão da agência – usando um cinto super style que eu quase perguntei onde ele comprou – e disse “las chicas brasileñas irán com los chicos portugueses”. Por incrível que pareça, haviam três brasileiras e três portugueses. Eu – vaca observadora que sou – já havia notado os garotinhos portugueses e logo comentei com as meninas “hmmmm, a viagem nesse jipe vai ser interessante”, e como se não bastasse o clima, o tiozão debruçou na minha janela e disse “hmmm tres chicas y tres chicos”, eu não me aguentei e ri alto.
Nosso guia arrumando nossas malas
Me desculpe vocês que querem detalhes sobre os passeios, mas me esqueci o nome de muitos lugares, estou me esforçando para dar dicas, mas é um pouco difícil lembrar de nomes de lugares, hotéis  preços etc e tal. Prometo que o que eu lembro eu estou mencionando. Enfim, depois da troca da van para o jipe e que todos passam pela imigração, o passeio começa. E a primeira parada é numas pedras, foi bem rápido, mas legal. Em seguida, paramos para almoçar, finalmente, já eram quase três da tarde. O primeiro almoço já começou bem: arroz, salada de tomate, milho e atum e o mais inusitado: o almoço foi na beira de uma lagoa(que eu esqueci o nome mas muito bonita), estávamos no meio do nada, não havia restaurante, nem hostel, os guias sacam a comida do porta malas do carro, preparam ali e servem a gente. Surreal!


Primeira parada para fotos
Lagoa onde paramos para almoçar
O almoço
A próxima parada foi na Arbol de Piedra, são umas pedras com formas diferentes no meio do nada. Vale a pena parar e olhar por alguns minutos, as pedras, o deserto, as nuvens e o céu bem azul todos combinados, dão a impressão de estar olhando para uma pintura. Não é a toa que esse deserto foi inspiração para Salvador Dali.





Acho que essa foi a última parada, e no fim da tarde chegamos ao local que iriamos dormir – que era tão zuado que não sei se era um hotel, um hostel, uma casinha de cachorro ou o quê. Muito cansadas, chegamos loucas para jantar, tomar banho e dormir, só que a segunda opção não seria possível, pois não haviam chuveiros e tivemos que apelar pelo famoso banho tcheco, usando lencinhos umedecidos. Eca!

Cada jipe tinha um grupo de seis pessoas, e essas ficam no mesmo quarto quando pára para dormir. Enfim, era um quarto para nós seis. Pra se trocar era engraçado, tínhamos que ficar revezando – os caras iam pra fora e as meninas se trocavam e depois a gente saia pra eles se trocarem. Agora vocês estão entendendo o porquê do título Into the Wild, né?

Bom, e os portugueses? … eram gatinhos! Eles disseram que estavam viajando com mais umas amigas, que estavam em outro grupo, numa outra hospedagem perto da nossa, eles foram até lá falar com elas e depois voltaram para jantar. Só que percebemos que tinha alguma coisa rolando, apesar de ter flagrado eles olhando pra gente o dia inteiro, tivemos a impressão que essas minas eram mais do que apenas amigas. Enfim, de pijamas, com a barriga cheia e sem banho fomos todos dormir às 9 da noite.

(to be continued...)

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