quarta-feira, 27 de março de 2013

Férias de 2011 nos EUA – DC e Miami


Cheguei em DC e já fui pro Union Jack's – pub na Virgínia que eu batia cartão na época de au pair – e para vocês terem noção de como eu ia tanto naquele lugar, eu cheguei na porta e o segurança disse “Nossa, faz um ano que você não vem aqui”. Depois de lá fomos pra uma balada em DC, e para tirar a zica peguei um americano gatenho, mas não curti muito não, o cara era meio metido.

Três dias depois, era véspera de ano novo. De manhã bem cedo, pegamos – eu e uma amiga – o avião para Miami. Chegamos em South Beach, o clima estava bem diferente, muito calor e sol. Passeamos pela praia, encontramos outras amigas, e mais tarde voltamos para fazer check in no hostel (Miami Beach International Hostel). E que maravilha de hostel, viu?! Foi a segunda vez que me hospedei la e recomendo para pessoas solteiras. É super agitado a noite e o dia todo, o lobby e a frente do hostel estão sempre cheios de gente de todos os cantos do mundo e dispostos a fazer amizade.

Quase todos vestidos de branco, estávamos prontos para sair pelas ruas de Miami. Passamos a contagem regressiva na praia, depois fomos pra uma festa numa balada que tínhamos comprado ingresso, mas chegamos na porta não queriam deixar a gente entrar. Eu já estava bem bêbada comecei a reclamar com o segurança, disse que não cagava dinheiro e até que ia processar – gente bêbada é uma merda mesmo! No fim, resolvi parar de reclamar e ser legal, daí o cara nos deixou entrar. Até hoje não entendi o rolo, sei que pagamos 75 pau no ingresso pela internet e chegou la disseram que a festa tinha acabado. Atenção quando comprarem ingressos pra essas festas, não é a primeira vez que isso acontece comigo, aconteceu outra vez em NY, já contei aqui no blog.

A festa tava uma porcaria – como esperado, ficamos pouco tempo lá e resolvemos ir embora. No dia seguinte, passamos o dia na praia, estava super calor. Estávamos numa galera: brasileiros, russos e até árabe. Como a maioria era brasileiro – como sempre – arrastamos a galera pra comer nossa comida. A noite, fomos pra balada Nikki Beach. Essa foi a balada que na primeira vez que fui pra Miami, em 2009, eu dei PT e as minhas amigas me largaram num sofá e eu fiquei lá a noite toda... já fiz um post sobre isso também. Depois de anos, finalmente voltei lá pra conferir o que perdi da primeira vez. E pra falar a verdade não tava muito boa não, pode ser que era o dia BUT mesmo assim achei um inglesinho pegável pra pegar (risos).

No dia 2 de Janeiro, o dia não tava tão bonito e não deu praia. Então resolvemos ficar pelo hostel mesmo chilling out com a galera, fiz amizade com brasileiro super gente fina e ficamos papeando e bebendo cerveja. Sem brincadeira, eu não sabia pra onde olhar, só tinha gato desfilando naquele lugar. Então avistei um alemão e claro dei um jeito de puxar papo, mas ele era meio bobo dai desencanei. Foi quando chegou um gatinho meio japinha na porta e pediu uma informação pro brasileiro – que eu tinha feito amizade – aproveitei, me aproximei e descobri que ele também era brasileiro e tinha acabado de chegar em Miami, ficamos um tempão na porta conversando e ele era super fofo e interessante, na hora já desisti da ideia do alemão e pensei “Miss Piri, eu sei que você esta em Miami, mas vai pegar um brasileiro, porque esse merece”. De lá fomos pra um tal de Mango – lugar latino meio zuado – mas a cia do brasileiro japinha tava ótima e foi lá que a Miss Piri deu o bote. Adorei ter conhecido ele, foi uma pena que no dia seguinte logo cedo fui embora. Ainda mantivemos o contato por uns dois meses depois disso. Ele morava na Espanha, então nunca mais vi e nem falei com ele. Uma pena!

Dia 3 de Janeiro e era hora de voltar pra DC, comecei a maratona visitar amigos. Fui na casa da minha ex host family, foi super legal, as crianças estavam enormes, foi um choque! Revi muitas pessoas, foi bem massa! Fui pra várias baladas – peguei mais dois (eita, essa viagem rendeu!). Ah! Já ia esquecendo que durante essa viagem toda, o babe ficou mandando mensagem e me ligando, essa também é outra história que já contei aqui. Enfim, fui embora duas semanas depois.

Essas férias foram marcantes, porque exatamente depois de um ano voltei pra ver como as coisas estavam na terrinha do Obama. Na época não senti vontade de ficar porque no Brasil minha vida estava indo bem. Acabei ficando mais um ano no Brasil e hoje estou de volta morando nos Estados Unidos... é, eu sei, esse vai e volta, vai e volta é difícil de explicar (risos).

quarta-feira, 20 de março de 2013

Férias de 2011 nos EUA - New York

Sim, estou de volta nos Estados Unidos, mas ainda não tenho coisas muito interessantes pra contar, estou naquela fase chata - adaptação, arrumar emprego, lugar pra morar etc e tal. Por isso, resolvi, finalmente contar minhas férias aqui mesmo nos Estados Unidos, mas que aconteceram em Dez/Jan - 2011/2012. Vamos lá...

Depois de exatamente um ano que eu estava no Brasil, resolvi tirar umas férias nos EUA pra matar a saudade. Cheguei bem na véspera de Natal - 24/12/11 - peguei uma shuttle e fui direto pro hotel, já era tarde, só tomei um banho e fui dormir. Dessa vez a coisa foi puro luxo, fiquei no Marriott Marquis bem na cara da Times Square - só fiquei lá graças a minha amiga Maria Clara (chiquérrima) que me convidou, pois ela estaria em NY também nos mesmos dias que eu.

No dia seguinte - Natal - passeamos por NY e fomos na missa na St.Patrick Cathedral. E a noite jantamos no Cipriani, um restaurante dentro da Grand Central Station - muito bom, chique e não é tão caro. Enquanto estávamos jantando vimos um flash mob, uma galera de repente tirou um cachecol amarelo do bolso e começou a cantar num coral muito louco, bem coisa de filme!



No outro dia, fizemos um tour pelo brooklyn. Paguei 100 dólares, um pouco caro para mochileiros, eu sei, mas é muito bacana. Você fica o dia inteiro passeando pelo bairro do brooklyn e fazendo pausas nos restaurantes de comidas do mundo todo que tem por la. Experimentei muita coisa nesse dia, comida polonesa, comida kosher – comida de judeus – e mais outras que nem me lembro. Durante o tour fazemos paradas também nos pontos principais do bairro do brooklyn e é muito interessante pois o guia vai contando tudo a respeito do lugar.

E no último dia em NY, fomos no Ground Zero Museum: um pequeno museu que expõe restos e destroços que eles recolheram do World Trade Center. Uma das coisas que achei mais interessante foi esse relógio:  

                           
    
Acharam ele deixe jeito, parado exatamente no horário em que o avião atingiu a torre.

Ainda no clima do 11 de Setembro, fomos no 9/11 Memorial. Que inclusive tinha inaugurado a pouco tempo, no aniversário de 10 anos da tragédia. Esses passeios foram bem tristes, apesar de eu mal lembrar desse acontecimento, foi bem estranho estar ali no local que aconteceu, é inevitável não ficar pensativa. A noite fomos no Eatly, para jantar. É tipo de um galpão onde vende comida Italiana, uma delícia! 

Na volta, enfrentamos uma chuva horrível e nos perdemos no metrô. Se bem que essa parte foi bem engraçada, a gente pediu uma informação pra um bonitão que tava com uma velhinha e ele foi super atencioso com a gente, daí a velhinha vira e fala, com aquela voz fanha de mulher americana, "That's my son!". Saímos super agradecidas pela ajuda e raxando de rir da velha.

Finalmente conseguimos chegar no hotel para descansar. No outro dia a tarde dei tchau para a cidade que nunca dorme e tomei meu rumo para Washington, DC.


(TO BE CONTINUED...)

PS: agradecimento especial para minha amiga Maria Clara, que planejou esse roteiro, e foi o máximo!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Into the Wild – E a aventura na América do Sul termina

Deixando a pegação um pouco de lado – até porque do mato não saiu llama nenhuma mesmo – e vamos voltar ao que interessa aos viajantes, que é saber informações sobre o passeio.

O terceiro dia dessa jornada em direção ao Salar de Uyuni, por mim, foi o mais esperado, porque é quando a gente chega no salar propriamente dito. Partimos do hotel de sal pela manhã, estava um tempo agradável e ensolarado. A primeira parada foi a Ilha dos Cactos – no meio de um deserto de sal há uma ilha cheia de cactos. Eu estava particularmente ansiosa por essa parte do passeio, pois eu acho o cacto uma planta linda e faz de qualquer lugar uma paisagem impressionante. Aqui vão algumas fotos...



Fotos por Santinha de Longe
Depois de alguns minutos explorando a ilha voltamos para os jipes e paramos no meio do salar. Finalmente havíamos chegado no tal do Salar de Uyuni, o lugar que não se vê nada em volta a não ser sal, simplesmente incrível. Pelo fato de ser uma imensidão de branco por todos os lados, pode-se fazer fotos muito legais, tem pessoas que levam objetos tipo um cara que eu vi que levou um boneco dos smurfs. É só usar a imaginação e o resultado são fotos muito loucas que parecem que foram feitas no photoshop. Só achei o tempo de parada pouco, quando a gente começou a ter várias ideias legais, tivemos que ir embora. Mais fotos...






Logo em seguida, paramos para almoçar no primeiro hotel de sal construído lá. Fotos...




Depois do almoço fomos ao Cemitério de Trens, que eu também estava ansiosa para ver. Seguem fotos...






E então chegamos ao fim, todos os jipes partem para a cidadezinha de Uyuni e nos deixam na agência de turismo. Esse passeio tem diferentes tipos de pacotes – como eu comentei no primeiro post – como o nosso voo de volta ao Brasil sairia do Chile, nós compramos o pacote de 4 dias e 3 noites, nesse caso, ao terminar o tour até o Uyuni a gente retorna para o Atacama no Chile. Porém, você tem também a opção de comprar outro pacote que são 3 dias e 2 noites, nesse você não volta para o Atacama, você fica na cidade de Uyuni e pode fazer o que os nossos amigos portugueses fizerem: pegar um ônibus até La Paz. De lá você pode terminar a viagem ou ir para outros destinos.

Quando chegamos na agência, em Uyuni, temos que preencher um pequeno formulário – deve ser algum tipo de controle de turistas. Dois dos meninos portugueses entraram e assinaram primeiro e eu assinei em seguida deles. No formulário tinha que preencher nome, país (se não me engano) e idade. Foi quando eu bati o olho no preenchimento dos meninos e vi o campo de idade que eles tinham preenchido e dizia... “Edad: 20 anos”. Puta que pariu, cutuquei a Foguinho de Palha e a Santinha de Longe na hora e disse “Dá uma olhada nisso aqui”. E para fechar a aventura dos três portugueses e as três brasileiras com chave de ouro, descobrimos que os garotinhos tinham mentido a idade, disseram que eram 3 anos mais velhos. Eu achei a maior piada, não sei por qual motivo eles fizeram isso, mas eu nem liguei, pegaria mesmo assim – qué isso novinho, qué isso? (risos).

Eles perceberam que a gente viu e ficaram esperando nossa reação, mas eu nem falei nada. E com aquele ar de foi bom enquanto durou, nos despedimos deles e ficamos esperando outro carro que iria nos levar para a hospedagem – essa foi a pior de todas, não tinha chuveiro – e la vamos nós ficar sem banho de novo – as janelas dos quartos eram todas quebradas e havia mosca morta por todos os lados. Foi meio triste essa última noite sem os nossos amigos novinhos, ficou um clima nostálgico no ar.

Na manhã seguinte, tomamos café e partimos de volta para o Chile, foi um longo dia de viagem, e a agência não serviu nenhum lanchinho, ficamos quase o dia todo sem comer – nisso a empresa que nos vendeu o pacote falhou.

Eu e Foguinho de Palha descemos na cidade de Calama, e a Santinha de Longe ficou na van pois ela ia para San Pedro. Pegamos o ônibus para Antofagasta, que foi a cidade que saia nosso voo de volta ao Brasil.

Ficamos 3 dias nessa cidade, um lixo! Cidade consideravelmente grande, mas sem nada de interessante pra fazer e o pior: cara. Ficamos num hotelzinho, o mais barato que achamos, passeamos por ali e fizemos um pouco de compras.

E foi assim que nossa aventura pela América do sul terminou. Eu nunca achei que nossos países vizinhos poderiam ser tão interessantes, eu ainda quero voltar lá pra ver outros lugares que não fui. Essa viagem foi definitivamente uma das melhores que já fiz. Amantes de viagens: eu super recomendo! Aqui vai um vídeo feito pela Foguinho de Palha com as filmagens que fizemos durante a viagem... ah que saudades!


quinta-feira, 14 de março de 2013

Into the Wild – Salar de Uyuni parte III


Enquanto isso no hotel de sal...

Como ia dizendo na parte II da aventura pela Bolívia, a segunda noite ficamos hospedados num hotel de sal. O lugar era mais legal do que o da primeira noite, e maior também. Chegamos no quarto – de novo, um quarto para nós seis – cada um escolheu sua cama e fomos explorar o hotel.



Eu resolvi tomar banho gelado mesmo, porque o banho quente ia demorar um pouco pois precisava esperar a energia chegar. Encarei a fila e entrei com tudo embaixo daquela água gelada e até lavei o cabelo – Oia!

Estava eu na fila do banho gelado quando o gracinha - vítima da Miss Piri -  chegou e falou “Vai todo mundo tomar banho junto?”. Logo percebi que ele estava com as asinhas abertas pro meu lado. E as brincadeirinhas continuaram... Entrei na ducha primeiro, enquanto eu fazia caretas debaixo da água gelada, ouvi do lado de fora “Mari, posso entrar ai?” repetidas vezes, eu fingi que não ouvi e não respondi. Não tenho certeza qual deles falou aquilo, mas que eu sabia que o fulaninho tava provocando, ah disso eu tinha certeza.

Quando ele terminou de tomar banho, entrou no quarto de camiseta e toalha, eu observei bem aquele corpinho e pensei “é melhor você ficar na sua, se não a Miss Piri não vai te perdoar”. Claro, que ele não leu meus pensamentos e logo apontou pra minha cama e fez uma pergunta retórica “quem vai dormir aqui?” e eu respondi “eu” e ele disse “eu”. Ah não, ele tá provocando, não tá?

Todos no quarto, papo furado vai, papo furado vem, ele tirou uma bandeira de Portugal de dentro da mala veio pra mim e pra Santinha de Longe e disse “Dá um beijinho aqui” e eu na lata respondi “Prefiro dar beijinho em outro lugar” - tooooma!!! hahahhahaha. Ele ficou sem graça e virou de costas.

Eu e a Santinha de Longe tínhamos comprado um vinho na noite anterior e decidimos que íamos beber depois da janta. Para a nossa surpresa, na janta serviram vinho então já havíamos bebido alguns copos, a Foguinho de Palha ficou alegre rapidinho e começou a agitar o barraco. Todos de volta pro quarto, como programado, a energia acabou às 21 horas e eu tinha uma vela que a Sexy Lady me deu antes de ir embora. Acendi a vela, abrimos a garrafa de vinho e começamos a beber e brincar de Eu Nunca – você fala uma coisa que nunca fez e quem já fez tem que beber – três brasileiras e três portugueses, tava pagando pra ver!



A Foguinho de Palha mostrou que de fogo de palha não tem nada e já tratou de abraçar um dos garotinhos portugueses – um que já estava dando mole pra ela durante o passeio – a Santinha de Longe ficou na dela e a Miss Piri quanto mais vinho bebia, mais cara de pau ficava. Quando nosso vinho acabou, eu e Foguinho de Palha saímos a procura de mais álcool. Saímos do quarto e entramos na despensa do hotel – eu estava mais sóbria que a Foguinho de Palha e disse “meo, não podemos entrar aqui” mas ela não me ouviu, me puxou pelo braço e disse “foi daqui que eles pegaram o vinho que serviram na janta, vamos entrar e roubar um”. E dentro de uma despensa escura, cheia de caixas de madeira, ficamos procurando o vinho à luz de um isqueiro. Eu não tava acreditando naquilo, a Foguinho de Palha começou a rir descontroladamente e eu comecei a rir da risada dela. Então comecei a falar “Shiiiiiu, shiiiiu” pra ela ficar quieta, só que eu também não conseguia ficar em silêncio e saímos de lá sem a porra do vinho. Bom, pelo menos ninguém nos pegou.

Quando saímos da despensa, estava a minha vítima e o outro português, que a Foguinho tinha pegado, procurando a gente. Eu – muito burra – deveria ter puxado o gracinha pra dentro daquele lugar escuro, mas na hora eu não estava alcoolizada o suficiente pra deixar a Miss Piri agir - sorte dele. Acabamos achando uma funcionária da cozinha, e conseguimos comprar uma cerveja e mais um vinho e a festinha dentro do quarto continuou. Depois de um pouco mais de vinho, a Miss Piri deu várias investidas. No outro dia descobri que falei que ele era gostoso na cara dele, e eu se quer lembrava disso. Mas o garotinho se manteve fiel. Qualquer semelhança com outra história da minha vida é mera coincidência? Pow, não é a primeira vez e nem a segunda que isso acontece. Enfim, a noite foi divertida, mas a Miss Piri saiu no zero a zero, acabei dormindo sentada – isso mesmo – nem o pijama eu coloquei hahahhha.

Na manhã seguinte, olhei pra ele com cara de “putz, desculpa ae qualquer coisa” e ele me olhou com cara de “putz, eu tinha que namorar?!” hahahah!



(to be continued...)

Parte final clique aqui

sábado, 9 de março de 2013

Into the Wild - Salar de Uyuni parte II

Para ler a parte I, clique aqui. 

No segundo dia da aventura pelo Uyuni, às 4 da manhã estávamos prontos para começar o próximo passeio que foi os Geysers. Já tínhamos visto uns no Atacama, mas esses eram diferentes, tão bonito quanto. Estava um frio horrível, mas dessa vez, fui esperta e vesti muita roupa, por isso consegui aproveitar mais o passeio.
  
jipes partindo às 4 da manhã
Geyser


No primeiro dia de passeio, não descobrimos muitas coisas sobre os portugueses além de seus nomes e que eles estavam viajando com mais algumas gurias. Ainda no quarto, dei uma olhadinha disfarçada pra um deles, mas ele me flagrou e me deu uma profunda encarada. Na hora eu soube que seria aquele que a Miss Piriguete ia investir. PS – a Miss Piriguete vive dentro de mim, ela é uma garota solteira, como eu, só que mais corajosa – digamos assim.

Ainda na hospedagem, enquanto o nosso guia colocava nossas malas em cima do carro – e dale a mala da Mari sendo esfolada – eu resolvi quebrar o gelo com os portugueses e comecei perguntando a idade deles. Eu já imaginava que eram novinhos – apesar de não aparentarem – e eles disseram “adivinha” e eu chutei “21?” eles se olharam e um deles respondeu por todos “23 e vocês?” e eu disse “Adivinha”. A minha idade eles erraram “A Mari tem 25” e eu “hahahaha Obrigada”. No fim, disse minha idade real e as meninas também. E eu continuei na tentativa de ficar mais íntima deles, peguei o fone do ouvido de um deles e fiquei perguntando sobre o que ele estava escutando, também perguntei o que eles faziam da vida. Quando o guia terminou com as malas e estava pronto pra partir eu já tinha conseguido algumas informações, mas ainda planejava ficar mais íntima ao longo do dia – no mal sentido, é claro!

Okay, vamos voltar ao foco: os passeios... Depois dos Geysers paramos na Laguna Colorada, lugar muito lindo! Cara, eu não tenho mais adjetivos para descrever esse passeio, todos os lugares que passei foram animais. Segue umas fotos pra vocês terem uma ideia da beleza.




E lá na Laguna, nosso tour encontrou com o tour das tais amigas deles. Ðaí foi que eu fiquei confusa, eles pareciam se importar bastante com elas, mas ao mesmo tempo não pareciam namoradas ou peguetes.

Continuamos o passeio e a próxima parada foi num lugar que tinha umas pedras e umas montanhas – bem bonito, mas não me lembro o nome. Segue mais umas fotos...




Nesse passeio as amigas estavam lá de novo e então eu vi a minha vítima abraçando uma delas. Que droga, na hora vi o plano de colocar a Miss Piriguete em ação indo por água abaixo, Fué! Apesar deles não terem comentado nada, desde o começo desconfiamos que aquelas minas eram mais que amigas. Enfim, o que restou foi curtir o passeio, ah, tá bom né, fazer o quê?! (risos).

Depois do passeio das pedras paramos para almoçar, e no caminho a Foguinho de Palha também resolveu quebrar o gelo, e como estava sentada no meio de dois deles, começou a colocar o pé em cima deles, deitar no colo e eu no banco detrás pensando “Isso ae Foguinho!”. Ela também começou a puxar assunto e perguntar um monte de coisas, ai pronto, todo mundo se empolgou e percebi que eles estavam também tentando descobrir qual era a nossa. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que o gracinha que a Miss Piri escolheu para ser sua vítima tinha namorada, e era uma daquelas amigas que estavam no outro tour. Apesar de achar super estranho um casal fazer turismo separados, desencanei. O meu problema, é que quando eu encano num cara, não quero saber de outro, e eu fui encanar bem no único dos três belezinhas que namorava. Porra, isso sempre acontece comigo, não é possível!

Sobre o almoço... dessa vez não tivemos que comer no meio do nada de frente pra uma lagoa. O almoço foi servido numa casa, e foi bom, lembro que tinha purê de batata – que eu adoro. A brasileira – que seu codinome será Santinha de Longe – que tava com a gente era vegetariana, os caras fizeram até um ovo pra ela quando descobriram. A galera que trabalha nesses tours foram super gente boa! 

Enquanto esperávamos eles cozinharem ficamos eu e as meninas conversando. E foi quando a Santinha de Longe, olhando para aquele campo cheio de llamas fofinhas se alimentando, lançou uma pérola que choramos de rir “Pois é meninas, desse mato não sai llama”, querendo dizer que com os garotinhos europeus não ia rolar é nada. hahahahahha!

E esses codinomes?... contarei... Foi nessa conversa que surgiram os codinomes. Um dos garotinhos perguntou quem de nós três era a mais pegadora e eu disse “Quem vocês acham?” e ele disse que a vegetariana era santinha de longe, que a minha amiga parecia só colocar fogo, mas na hora não fazia nada e eu parecia ser a mais pegadora. Huashahaushaushausha CHOREI! Por isso aqui no blog uma é a Foguinho de Palha e a outra é a Santinha de Longe. Bom, se ele acertou na adivinhação... só quem nos conhece pra saber! (risos)


fotos por Santinha de Longe

Depois do almoço fizemos mais uma parada numa cidadezinha meio deserta, fazia mais ou menos duas horas que estávamos viajando sem parar e eu e a Santinha de Longe já estávamos com a bexiga estourando. Quando paramos nessa cidade, pensamos “banheiro, banheiro pelo amor” só que não havia nenhum. Avistamos uma igreja, estava fechada, mas fomos no jardim atrás dela e fizemos xixi ali mesmo. O pior foi que eu fiz xixi na minha bota e depois sai arrastando a bota na terra pra secar... isso foi muito punk! Hahahhahaha!

Finalmente no fim da tarde, chegamos no lugar que iriamos passar a noite, era num hotel de sal – cuma? – sim, o lugar era todo feito de sal. Muito massa! Chegamos no local e já ficamos sabendo que luz elétrica só funcionava das 19 às 21 horas e que chuveiro quente só pagando. Eeee beleza, essa viagem foi uma natureza selvagem mesmo!!!

(To be continued...)

Parte III clique aqui

sexta-feira, 8 de março de 2013

E lá vou eu outra vez...


Em Janeiro desse ano completaram 2 anos que eu finalizei com muito sucesso minha carreira de au pair nos Estados Unidos e voltei para o Brasil. Foi uma readaptação árdua – trocar um país de primeiro mundo por um de terceiro – mas na época eu cheguei a conclusão que deveria mesmo voltar e não posso negar que muitas coisas boas aconteceram, e por isso,  não me arrependi.

Essa semana me preparei de novo para uma nova jornada longe... e amanhã embarco de volta para a América. Já estou acostumada a fazer malas, passar datas comemorativas longe de casa e tal, mas depois de ver o meu guarda-roupas e meu quarto vazio, deu um apertinho no coração. Nesses longos dois anos no Brasil – que passaram voando – tive a oportunidade de fazer muitas coisas que, se eu não tivesse voltado, talvez nunca teria feito. 

Quando voltei, minha sobrinha tinha acabado de nascer, pude acompanhar de perto seu crescimento e sentir o delicioso gostinho de ser tia. Também estava por perto quando minha vózinha faleceu, e por estar no Brasil, tive a oportunidade de vê-la e abraça-la antes dela partir. Também pude curtir meus pais, apesar de que morar com os pais não é uma coisa muito legal na minha idade, mas foi perfeito fazer coisas com eles como antigamente. Descobri um hobby que estava dentro de mim fazia tempo, mas que surgiu com força depois que voltei, que é viajar. Viajei tanto que nem acredito que conseguiria alimentar esse hobby morando no Brasil – uma vez que viajar é caro por aqui. Também me tornei professora de inglês – que foi o que eu sempre quis – e tive uma experiência maravilhosa com isso. Pois é, foi tudo isso e mais.

Agora, entrei em outra fase e decidi voltar para os Estados Unidos. Não que o Brasil esteja ruím, mas estou sentindo a necessidade de crescer mais. Por isso, voltarei com a meta de estudar para me tornar uma professora de inglês mais qualificada. Estou aberta para o que vier, não sei se voltarei pro Brasil, não sei se ficarei por lá. Sei apenas que pretendo atingir duas metas que tracei: viajar pelo mundo e me especializar na área do ensino da língua inglesa. E como dizem por ai... o que vier é lucro!


Bye bye Brazil, see ya!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Into the Wild - Salar de Uyuni/Bolívia parte I

Leia aqui o começo dessa aventura pela América do Sul.


Sem novidades no primeiro dia do ano. Eu e Foguinho de Palha passamos nosso primeiro de Janeiro de 2013 lavando roupas no hostel. O calor tava de matar, e no fim da tarde já tínhamos roupas limpas pra vestir (Que bom!).

No dia seguinte, bem cedo, a van da agência foi nos buscar para começarmos o longo passeio até o Salar de Uyuni na Bolívia.

Um pouco sobre esse tour: O Salar de Uyuni é a maior planície salgada do mundo, a 3.650m de altitude é localizado no sudoeste da Bolívia (para saber mais, google it!). Tem várias maneiras de chegar lá, algumas pessoas chegam pela Bolívia mesmo, compram o pacote em La Paz, ou então vão até Uyuni e de lá vão para o Salar. O esquema que nós fizemos foi diferente, como conhecemos o Deserto do Atacama primeiro, compramos o pacote para o Salar de lá, e esse custou 100 mil pesos chilenos – um pouco caro, mas o tour é de 4 dias e 3 noites, inclui hospedagem e comida. A agência que contratamos se chama Atacama Mistica, uma ótima agência, eu recomendo. Nosso guia era meio zureta, mas era gente boa, os lugares que dormimos eram meio precários, mas isso são em todas as agências, os passeios foram massa e a comida era ok. A única coisa que foi digna de reclamar, foi no último dia, que ficamos o dia todo viajando e eles não deram nem um lanchinho.

Bom, voltando a história, depois que a van nos pegou foram duas horas de viagem até a próxima parada, para tomarmos café da manhã. E depois, encaramos mais duas horas de viagem e dessa vez por uma estradinha de terra cheia de pedras. O café da manhã dentro do meu estômago chacoalhou que foi uma beleza, mas a bela vista compensou. Vale lembrar que, de toda a nossa aventura pela América do Sul, o Salar foi o mais punk, foi daí que surgiu o título para os posts sobre essa viagem: Into the Wild.


vista do caminho
bonequinhas no vidro da van
Chegamos finalmente na fronteira do Chile com a Bolívia, e então, as vans saem de cena. Depois de passar pela imigração, a galera é dividida em jipes, cada um leva seis pessoas e as malas vão no topo do jipe - ai ai coitadinha da minha mala roxa linda. Estávamos eu, Foguinho de Palha e mais uma brasileira (que já havíamos conhecido no dia que compramos o pacote do passeio) esperando para saber em que jipe iriamos, quando chegou o tiozão da agência – usando um cinto super style que eu quase perguntei onde ele comprou – e disse “las chicas brasileñas irán com los chicos portugueses”. Por incrível que pareça, haviam três brasileiras e três portugueses. Eu – vaca observadora que sou – já havia notado os garotinhos portugueses e logo comentei com as meninas “hmmmm, a viagem nesse jipe vai ser interessante”, e como se não bastasse o clima, o tiozão debruçou na minha janela e disse “hmmm tres chicas y tres chicos”, eu não me aguentei e ri alto.
Nosso guia arrumando nossas malas
Me desculpe vocês que querem detalhes sobre os passeios, mas me esqueci o nome de muitos lugares, estou me esforçando para dar dicas, mas é um pouco difícil lembrar de nomes de lugares, hotéis  preços etc e tal. Prometo que o que eu lembro eu estou mencionando. Enfim, depois da troca da van para o jipe e que todos passam pela imigração, o passeio começa. E a primeira parada é numas pedras, foi bem rápido, mas legal. Em seguida, paramos para almoçar, finalmente, já eram quase três da tarde. O primeiro almoço já começou bem: arroz, salada de tomate, milho e atum e o mais inusitado: o almoço foi na beira de uma lagoa(que eu esqueci o nome mas muito bonita), estávamos no meio do nada, não havia restaurante, nem hostel, os guias sacam a comida do porta malas do carro, preparam ali e servem a gente. Surreal!


Primeira parada para fotos
Lagoa onde paramos para almoçar
O almoço
A próxima parada foi na Arbol de Piedra, são umas pedras com formas diferentes no meio do nada. Vale a pena parar e olhar por alguns minutos, as pedras, o deserto, as nuvens e o céu bem azul todos combinados, dão a impressão de estar olhando para uma pintura. Não é a toa que esse deserto foi inspiração para Salvador Dali.





Acho que essa foi a última parada, e no fim da tarde chegamos ao local que iriamos dormir – que era tão zuado que não sei se era um hotel, um hostel, uma casinha de cachorro ou o quê. Muito cansadas, chegamos loucas para jantar, tomar banho e dormir, só que a segunda opção não seria possível, pois não haviam chuveiros e tivemos que apelar pelo famoso banho tcheco, usando lencinhos umedecidos. Eca!

Cada jipe tinha um grupo de seis pessoas, e essas ficam no mesmo quarto quando pára para dormir. Enfim, era um quarto para nós seis. Pra se trocar era engraçado, tínhamos que ficar revezando – os caras iam pra fora e as meninas se trocavam e depois a gente saia pra eles se trocarem. Agora vocês estão entendendo o porquê do título Into the Wild, né?

Bom, e os portugueses? … eram gatinhos! Eles disseram que estavam viajando com mais umas amigas, que estavam em outro grupo, numa outra hospedagem perto da nossa, eles foram até lá falar com elas e depois voltaram para jantar. Só que percebemos que tinha alguma coisa rolando, apesar de ter flagrado eles olhando pra gente o dia inteiro, tivemos a impressão que essas minas eram mais do que apenas amigas. Enfim, de pijamas, com a barriga cheia e sem banho fomos todos dormir às 9 da noite.

(to be continued...)

Parte II clique aqui

quarta-feira, 27 de março de 2013

Férias de 2011 nos EUA – DC e Miami


Cheguei em DC e já fui pro Union Jack's – pub na Virgínia que eu batia cartão na época de au pair – e para vocês terem noção de como eu ia tanto naquele lugar, eu cheguei na porta e o segurança disse “Nossa, faz um ano que você não vem aqui”. Depois de lá fomos pra uma balada em DC, e para tirar a zica peguei um americano gatenho, mas não curti muito não, o cara era meio metido.

Três dias depois, era véspera de ano novo. De manhã bem cedo, pegamos – eu e uma amiga – o avião para Miami. Chegamos em South Beach, o clima estava bem diferente, muito calor e sol. Passeamos pela praia, encontramos outras amigas, e mais tarde voltamos para fazer check in no hostel (Miami Beach International Hostel). E que maravilha de hostel, viu?! Foi a segunda vez que me hospedei la e recomendo para pessoas solteiras. É super agitado a noite e o dia todo, o lobby e a frente do hostel estão sempre cheios de gente de todos os cantos do mundo e dispostos a fazer amizade.

Quase todos vestidos de branco, estávamos prontos para sair pelas ruas de Miami. Passamos a contagem regressiva na praia, depois fomos pra uma festa numa balada que tínhamos comprado ingresso, mas chegamos na porta não queriam deixar a gente entrar. Eu já estava bem bêbada comecei a reclamar com o segurança, disse que não cagava dinheiro e até que ia processar – gente bêbada é uma merda mesmo! No fim, resolvi parar de reclamar e ser legal, daí o cara nos deixou entrar. Até hoje não entendi o rolo, sei que pagamos 75 pau no ingresso pela internet e chegou la disseram que a festa tinha acabado. Atenção quando comprarem ingressos pra essas festas, não é a primeira vez que isso acontece comigo, aconteceu outra vez em NY, já contei aqui no blog.

A festa tava uma porcaria – como esperado, ficamos pouco tempo lá e resolvemos ir embora. No dia seguinte, passamos o dia na praia, estava super calor. Estávamos numa galera: brasileiros, russos e até árabe. Como a maioria era brasileiro – como sempre – arrastamos a galera pra comer nossa comida. A noite, fomos pra balada Nikki Beach. Essa foi a balada que na primeira vez que fui pra Miami, em 2009, eu dei PT e as minhas amigas me largaram num sofá e eu fiquei lá a noite toda... já fiz um post sobre isso também. Depois de anos, finalmente voltei lá pra conferir o que perdi da primeira vez. E pra falar a verdade não tava muito boa não, pode ser que era o dia BUT mesmo assim achei um inglesinho pegável pra pegar (risos).

No dia 2 de Janeiro, o dia não tava tão bonito e não deu praia. Então resolvemos ficar pelo hostel mesmo chilling out com a galera, fiz amizade com brasileiro super gente fina e ficamos papeando e bebendo cerveja. Sem brincadeira, eu não sabia pra onde olhar, só tinha gato desfilando naquele lugar. Então avistei um alemão e claro dei um jeito de puxar papo, mas ele era meio bobo dai desencanei. Foi quando chegou um gatinho meio japinha na porta e pediu uma informação pro brasileiro – que eu tinha feito amizade – aproveitei, me aproximei e descobri que ele também era brasileiro e tinha acabado de chegar em Miami, ficamos um tempão na porta conversando e ele era super fofo e interessante, na hora já desisti da ideia do alemão e pensei “Miss Piri, eu sei que você esta em Miami, mas vai pegar um brasileiro, porque esse merece”. De lá fomos pra um tal de Mango – lugar latino meio zuado – mas a cia do brasileiro japinha tava ótima e foi lá que a Miss Piri deu o bote. Adorei ter conhecido ele, foi uma pena que no dia seguinte logo cedo fui embora. Ainda mantivemos o contato por uns dois meses depois disso. Ele morava na Espanha, então nunca mais vi e nem falei com ele. Uma pena!

Dia 3 de Janeiro e era hora de voltar pra DC, comecei a maratona visitar amigos. Fui na casa da minha ex host family, foi super legal, as crianças estavam enormes, foi um choque! Revi muitas pessoas, foi bem massa! Fui pra várias baladas – peguei mais dois (eita, essa viagem rendeu!). Ah! Já ia esquecendo que durante essa viagem toda, o babe ficou mandando mensagem e me ligando, essa também é outra história que já contei aqui. Enfim, fui embora duas semanas depois.

Essas férias foram marcantes, porque exatamente depois de um ano voltei pra ver como as coisas estavam na terrinha do Obama. Na época não senti vontade de ficar porque no Brasil minha vida estava indo bem. Acabei ficando mais um ano no Brasil e hoje estou de volta morando nos Estados Unidos... é, eu sei, esse vai e volta, vai e volta é difícil de explicar (risos).

quarta-feira, 20 de março de 2013

Férias de 2011 nos EUA - New York

Sim, estou de volta nos Estados Unidos, mas ainda não tenho coisas muito interessantes pra contar, estou naquela fase chata - adaptação, arrumar emprego, lugar pra morar etc e tal. Por isso, resolvi, finalmente contar minhas férias aqui mesmo nos Estados Unidos, mas que aconteceram em Dez/Jan - 2011/2012. Vamos lá...

Depois de exatamente um ano que eu estava no Brasil, resolvi tirar umas férias nos EUA pra matar a saudade. Cheguei bem na véspera de Natal - 24/12/11 - peguei uma shuttle e fui direto pro hotel, já era tarde, só tomei um banho e fui dormir. Dessa vez a coisa foi puro luxo, fiquei no Marriott Marquis bem na cara da Times Square - só fiquei lá graças a minha amiga Maria Clara (chiquérrima) que me convidou, pois ela estaria em NY também nos mesmos dias que eu.

No dia seguinte - Natal - passeamos por NY e fomos na missa na St.Patrick Cathedral. E a noite jantamos no Cipriani, um restaurante dentro da Grand Central Station - muito bom, chique e não é tão caro. Enquanto estávamos jantando vimos um flash mob, uma galera de repente tirou um cachecol amarelo do bolso e começou a cantar num coral muito louco, bem coisa de filme!



No outro dia, fizemos um tour pelo brooklyn. Paguei 100 dólares, um pouco caro para mochileiros, eu sei, mas é muito bacana. Você fica o dia inteiro passeando pelo bairro do brooklyn e fazendo pausas nos restaurantes de comidas do mundo todo que tem por la. Experimentei muita coisa nesse dia, comida polonesa, comida kosher – comida de judeus – e mais outras que nem me lembro. Durante o tour fazemos paradas também nos pontos principais do bairro do brooklyn e é muito interessante pois o guia vai contando tudo a respeito do lugar.

E no último dia em NY, fomos no Ground Zero Museum: um pequeno museu que expõe restos e destroços que eles recolheram do World Trade Center. Uma das coisas que achei mais interessante foi esse relógio:  

                           
    
Acharam ele deixe jeito, parado exatamente no horário em que o avião atingiu a torre.

Ainda no clima do 11 de Setembro, fomos no 9/11 Memorial. Que inclusive tinha inaugurado a pouco tempo, no aniversário de 10 anos da tragédia. Esses passeios foram bem tristes, apesar de eu mal lembrar desse acontecimento, foi bem estranho estar ali no local que aconteceu, é inevitável não ficar pensativa. A noite fomos no Eatly, para jantar. É tipo de um galpão onde vende comida Italiana, uma delícia! 

Na volta, enfrentamos uma chuva horrível e nos perdemos no metrô. Se bem que essa parte foi bem engraçada, a gente pediu uma informação pra um bonitão que tava com uma velhinha e ele foi super atencioso com a gente, daí a velhinha vira e fala, com aquela voz fanha de mulher americana, "That's my son!". Saímos super agradecidas pela ajuda e raxando de rir da velha.

Finalmente conseguimos chegar no hotel para descansar. No outro dia a tarde dei tchau para a cidade que nunca dorme e tomei meu rumo para Washington, DC.


(TO BE CONTINUED...)

PS: agradecimento especial para minha amiga Maria Clara, que planejou esse roteiro, e foi o máximo!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Into the Wild – E a aventura na América do Sul termina

Deixando a pegação um pouco de lado – até porque do mato não saiu llama nenhuma mesmo – e vamos voltar ao que interessa aos viajantes, que é saber informações sobre o passeio.

O terceiro dia dessa jornada em direção ao Salar de Uyuni, por mim, foi o mais esperado, porque é quando a gente chega no salar propriamente dito. Partimos do hotel de sal pela manhã, estava um tempo agradável e ensolarado. A primeira parada foi a Ilha dos Cactos – no meio de um deserto de sal há uma ilha cheia de cactos. Eu estava particularmente ansiosa por essa parte do passeio, pois eu acho o cacto uma planta linda e faz de qualquer lugar uma paisagem impressionante. Aqui vão algumas fotos...



Fotos por Santinha de Longe
Depois de alguns minutos explorando a ilha voltamos para os jipes e paramos no meio do salar. Finalmente havíamos chegado no tal do Salar de Uyuni, o lugar que não se vê nada em volta a não ser sal, simplesmente incrível. Pelo fato de ser uma imensidão de branco por todos os lados, pode-se fazer fotos muito legais, tem pessoas que levam objetos tipo um cara que eu vi que levou um boneco dos smurfs. É só usar a imaginação e o resultado são fotos muito loucas que parecem que foram feitas no photoshop. Só achei o tempo de parada pouco, quando a gente começou a ter várias ideias legais, tivemos que ir embora. Mais fotos...






Logo em seguida, paramos para almoçar no primeiro hotel de sal construído lá. Fotos...




Depois do almoço fomos ao Cemitério de Trens, que eu também estava ansiosa para ver. Seguem fotos...






E então chegamos ao fim, todos os jipes partem para a cidadezinha de Uyuni e nos deixam na agência de turismo. Esse passeio tem diferentes tipos de pacotes – como eu comentei no primeiro post – como o nosso voo de volta ao Brasil sairia do Chile, nós compramos o pacote de 4 dias e 3 noites, nesse caso, ao terminar o tour até o Uyuni a gente retorna para o Atacama no Chile. Porém, você tem também a opção de comprar outro pacote que são 3 dias e 2 noites, nesse você não volta para o Atacama, você fica na cidade de Uyuni e pode fazer o que os nossos amigos portugueses fizerem: pegar um ônibus até La Paz. De lá você pode terminar a viagem ou ir para outros destinos.

Quando chegamos na agência, em Uyuni, temos que preencher um pequeno formulário – deve ser algum tipo de controle de turistas. Dois dos meninos portugueses entraram e assinaram primeiro e eu assinei em seguida deles. No formulário tinha que preencher nome, país (se não me engano) e idade. Foi quando eu bati o olho no preenchimento dos meninos e vi o campo de idade que eles tinham preenchido e dizia... “Edad: 20 anos”. Puta que pariu, cutuquei a Foguinho de Palha e a Santinha de Longe na hora e disse “Dá uma olhada nisso aqui”. E para fechar a aventura dos três portugueses e as três brasileiras com chave de ouro, descobrimos que os garotinhos tinham mentido a idade, disseram que eram 3 anos mais velhos. Eu achei a maior piada, não sei por qual motivo eles fizeram isso, mas eu nem liguei, pegaria mesmo assim – qué isso novinho, qué isso? (risos).

Eles perceberam que a gente viu e ficaram esperando nossa reação, mas eu nem falei nada. E com aquele ar de foi bom enquanto durou, nos despedimos deles e ficamos esperando outro carro que iria nos levar para a hospedagem – essa foi a pior de todas, não tinha chuveiro – e la vamos nós ficar sem banho de novo – as janelas dos quartos eram todas quebradas e havia mosca morta por todos os lados. Foi meio triste essa última noite sem os nossos amigos novinhos, ficou um clima nostálgico no ar.

Na manhã seguinte, tomamos café e partimos de volta para o Chile, foi um longo dia de viagem, e a agência não serviu nenhum lanchinho, ficamos quase o dia todo sem comer – nisso a empresa que nos vendeu o pacote falhou.

Eu e Foguinho de Palha descemos na cidade de Calama, e a Santinha de Longe ficou na van pois ela ia para San Pedro. Pegamos o ônibus para Antofagasta, que foi a cidade que saia nosso voo de volta ao Brasil.

Ficamos 3 dias nessa cidade, um lixo! Cidade consideravelmente grande, mas sem nada de interessante pra fazer e o pior: cara. Ficamos num hotelzinho, o mais barato que achamos, passeamos por ali e fizemos um pouco de compras.

E foi assim que nossa aventura pela América do sul terminou. Eu nunca achei que nossos países vizinhos poderiam ser tão interessantes, eu ainda quero voltar lá pra ver outros lugares que não fui. Essa viagem foi definitivamente uma das melhores que já fiz. Amantes de viagens: eu super recomendo! Aqui vai um vídeo feito pela Foguinho de Palha com as filmagens que fizemos durante a viagem... ah que saudades!


quinta-feira, 14 de março de 2013

Into the Wild – Salar de Uyuni parte III


Enquanto isso no hotel de sal...

Como ia dizendo na parte II da aventura pela Bolívia, a segunda noite ficamos hospedados num hotel de sal. O lugar era mais legal do que o da primeira noite, e maior também. Chegamos no quarto – de novo, um quarto para nós seis – cada um escolheu sua cama e fomos explorar o hotel.



Eu resolvi tomar banho gelado mesmo, porque o banho quente ia demorar um pouco pois precisava esperar a energia chegar. Encarei a fila e entrei com tudo embaixo daquela água gelada e até lavei o cabelo – Oia!

Estava eu na fila do banho gelado quando o gracinha - vítima da Miss Piri -  chegou e falou “Vai todo mundo tomar banho junto?”. Logo percebi que ele estava com as asinhas abertas pro meu lado. E as brincadeirinhas continuaram... Entrei na ducha primeiro, enquanto eu fazia caretas debaixo da água gelada, ouvi do lado de fora “Mari, posso entrar ai?” repetidas vezes, eu fingi que não ouvi e não respondi. Não tenho certeza qual deles falou aquilo, mas que eu sabia que o fulaninho tava provocando, ah disso eu tinha certeza.

Quando ele terminou de tomar banho, entrou no quarto de camiseta e toalha, eu observei bem aquele corpinho e pensei “é melhor você ficar na sua, se não a Miss Piri não vai te perdoar”. Claro, que ele não leu meus pensamentos e logo apontou pra minha cama e fez uma pergunta retórica “quem vai dormir aqui?” e eu respondi “eu” e ele disse “eu”. Ah não, ele tá provocando, não tá?

Todos no quarto, papo furado vai, papo furado vem, ele tirou uma bandeira de Portugal de dentro da mala veio pra mim e pra Santinha de Longe e disse “Dá um beijinho aqui” e eu na lata respondi “Prefiro dar beijinho em outro lugar” - tooooma!!! hahahhahaha. Ele ficou sem graça e virou de costas.

Eu e a Santinha de Longe tínhamos comprado um vinho na noite anterior e decidimos que íamos beber depois da janta. Para a nossa surpresa, na janta serviram vinho então já havíamos bebido alguns copos, a Foguinho de Palha ficou alegre rapidinho e começou a agitar o barraco. Todos de volta pro quarto, como programado, a energia acabou às 21 horas e eu tinha uma vela que a Sexy Lady me deu antes de ir embora. Acendi a vela, abrimos a garrafa de vinho e começamos a beber e brincar de Eu Nunca – você fala uma coisa que nunca fez e quem já fez tem que beber – três brasileiras e três portugueses, tava pagando pra ver!



A Foguinho de Palha mostrou que de fogo de palha não tem nada e já tratou de abraçar um dos garotinhos portugueses – um que já estava dando mole pra ela durante o passeio – a Santinha de Longe ficou na dela e a Miss Piri quanto mais vinho bebia, mais cara de pau ficava. Quando nosso vinho acabou, eu e Foguinho de Palha saímos a procura de mais álcool. Saímos do quarto e entramos na despensa do hotel – eu estava mais sóbria que a Foguinho de Palha e disse “meo, não podemos entrar aqui” mas ela não me ouviu, me puxou pelo braço e disse “foi daqui que eles pegaram o vinho que serviram na janta, vamos entrar e roubar um”. E dentro de uma despensa escura, cheia de caixas de madeira, ficamos procurando o vinho à luz de um isqueiro. Eu não tava acreditando naquilo, a Foguinho de Palha começou a rir descontroladamente e eu comecei a rir da risada dela. Então comecei a falar “Shiiiiiu, shiiiiu” pra ela ficar quieta, só que eu também não conseguia ficar em silêncio e saímos de lá sem a porra do vinho. Bom, pelo menos ninguém nos pegou.

Quando saímos da despensa, estava a minha vítima e o outro português, que a Foguinho tinha pegado, procurando a gente. Eu – muito burra – deveria ter puxado o gracinha pra dentro daquele lugar escuro, mas na hora eu não estava alcoolizada o suficiente pra deixar a Miss Piri agir - sorte dele. Acabamos achando uma funcionária da cozinha, e conseguimos comprar uma cerveja e mais um vinho e a festinha dentro do quarto continuou. Depois de um pouco mais de vinho, a Miss Piri deu várias investidas. No outro dia descobri que falei que ele era gostoso na cara dele, e eu se quer lembrava disso. Mas o garotinho se manteve fiel. Qualquer semelhança com outra história da minha vida é mera coincidência? Pow, não é a primeira vez e nem a segunda que isso acontece. Enfim, a noite foi divertida, mas a Miss Piri saiu no zero a zero, acabei dormindo sentada – isso mesmo – nem o pijama eu coloquei hahahhha.

Na manhã seguinte, olhei pra ele com cara de “putz, desculpa ae qualquer coisa” e ele me olhou com cara de “putz, eu tinha que namorar?!” hahahah!



(to be continued...)

Parte final clique aqui

sábado, 9 de março de 2013

Into the Wild - Salar de Uyuni parte II

Para ler a parte I, clique aqui. 

No segundo dia da aventura pelo Uyuni, às 4 da manhã estávamos prontos para começar o próximo passeio que foi os Geysers. Já tínhamos visto uns no Atacama, mas esses eram diferentes, tão bonito quanto. Estava um frio horrível, mas dessa vez, fui esperta e vesti muita roupa, por isso consegui aproveitar mais o passeio.
  
jipes partindo às 4 da manhã
Geyser


No primeiro dia de passeio, não descobrimos muitas coisas sobre os portugueses além de seus nomes e que eles estavam viajando com mais algumas gurias. Ainda no quarto, dei uma olhadinha disfarçada pra um deles, mas ele me flagrou e me deu uma profunda encarada. Na hora eu soube que seria aquele que a Miss Piriguete ia investir. PS – a Miss Piriguete vive dentro de mim, ela é uma garota solteira, como eu, só que mais corajosa – digamos assim.

Ainda na hospedagem, enquanto o nosso guia colocava nossas malas em cima do carro – e dale a mala da Mari sendo esfolada – eu resolvi quebrar o gelo com os portugueses e comecei perguntando a idade deles. Eu já imaginava que eram novinhos – apesar de não aparentarem – e eles disseram “adivinha” e eu chutei “21?” eles se olharam e um deles respondeu por todos “23 e vocês?” e eu disse “Adivinha”. A minha idade eles erraram “A Mari tem 25” e eu “hahahaha Obrigada”. No fim, disse minha idade real e as meninas também. E eu continuei na tentativa de ficar mais íntima deles, peguei o fone do ouvido de um deles e fiquei perguntando sobre o que ele estava escutando, também perguntei o que eles faziam da vida. Quando o guia terminou com as malas e estava pronto pra partir eu já tinha conseguido algumas informações, mas ainda planejava ficar mais íntima ao longo do dia – no mal sentido, é claro!

Okay, vamos voltar ao foco: os passeios... Depois dos Geysers paramos na Laguna Colorada, lugar muito lindo! Cara, eu não tenho mais adjetivos para descrever esse passeio, todos os lugares que passei foram animais. Segue umas fotos pra vocês terem uma ideia da beleza.




E lá na Laguna, nosso tour encontrou com o tour das tais amigas deles. Ðaí foi que eu fiquei confusa, eles pareciam se importar bastante com elas, mas ao mesmo tempo não pareciam namoradas ou peguetes.

Continuamos o passeio e a próxima parada foi num lugar que tinha umas pedras e umas montanhas – bem bonito, mas não me lembro o nome. Segue mais umas fotos...




Nesse passeio as amigas estavam lá de novo e então eu vi a minha vítima abraçando uma delas. Que droga, na hora vi o plano de colocar a Miss Piriguete em ação indo por água abaixo, Fué! Apesar deles não terem comentado nada, desde o começo desconfiamos que aquelas minas eram mais que amigas. Enfim, o que restou foi curtir o passeio, ah, tá bom né, fazer o quê?! (risos).

Depois do passeio das pedras paramos para almoçar, e no caminho a Foguinho de Palha também resolveu quebrar o gelo, e como estava sentada no meio de dois deles, começou a colocar o pé em cima deles, deitar no colo e eu no banco detrás pensando “Isso ae Foguinho!”. Ela também começou a puxar assunto e perguntar um monte de coisas, ai pronto, todo mundo se empolgou e percebi que eles estavam também tentando descobrir qual era a nossa. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que o gracinha que a Miss Piri escolheu para ser sua vítima tinha namorada, e era uma daquelas amigas que estavam no outro tour. Apesar de achar super estranho um casal fazer turismo separados, desencanei. O meu problema, é que quando eu encano num cara, não quero saber de outro, e eu fui encanar bem no único dos três belezinhas que namorava. Porra, isso sempre acontece comigo, não é possível!

Sobre o almoço... dessa vez não tivemos que comer no meio do nada de frente pra uma lagoa. O almoço foi servido numa casa, e foi bom, lembro que tinha purê de batata – que eu adoro. A brasileira – que seu codinome será Santinha de Longe – que tava com a gente era vegetariana, os caras fizeram até um ovo pra ela quando descobriram. A galera que trabalha nesses tours foram super gente boa! 

Enquanto esperávamos eles cozinharem ficamos eu e as meninas conversando. E foi quando a Santinha de Longe, olhando para aquele campo cheio de llamas fofinhas se alimentando, lançou uma pérola que choramos de rir “Pois é meninas, desse mato não sai llama”, querendo dizer que com os garotinhos europeus não ia rolar é nada. hahahahahha!

E esses codinomes?... contarei... Foi nessa conversa que surgiram os codinomes. Um dos garotinhos perguntou quem de nós três era a mais pegadora e eu disse “Quem vocês acham?” e ele disse que a vegetariana era santinha de longe, que a minha amiga parecia só colocar fogo, mas na hora não fazia nada e eu parecia ser a mais pegadora. Huashahaushaushausha CHOREI! Por isso aqui no blog uma é a Foguinho de Palha e a outra é a Santinha de Longe. Bom, se ele acertou na adivinhação... só quem nos conhece pra saber! (risos)


fotos por Santinha de Longe

Depois do almoço fizemos mais uma parada numa cidadezinha meio deserta, fazia mais ou menos duas horas que estávamos viajando sem parar e eu e a Santinha de Longe já estávamos com a bexiga estourando. Quando paramos nessa cidade, pensamos “banheiro, banheiro pelo amor” só que não havia nenhum. Avistamos uma igreja, estava fechada, mas fomos no jardim atrás dela e fizemos xixi ali mesmo. O pior foi que eu fiz xixi na minha bota e depois sai arrastando a bota na terra pra secar... isso foi muito punk! Hahahhahaha!

Finalmente no fim da tarde, chegamos no lugar que iriamos passar a noite, era num hotel de sal – cuma? – sim, o lugar era todo feito de sal. Muito massa! Chegamos no local e já ficamos sabendo que luz elétrica só funcionava das 19 às 21 horas e que chuveiro quente só pagando. Eeee beleza, essa viagem foi uma natureza selvagem mesmo!!!

(To be continued...)

Parte III clique aqui

sexta-feira, 8 de março de 2013

E lá vou eu outra vez...


Em Janeiro desse ano completaram 2 anos que eu finalizei com muito sucesso minha carreira de au pair nos Estados Unidos e voltei para o Brasil. Foi uma readaptação árdua – trocar um país de primeiro mundo por um de terceiro – mas na época eu cheguei a conclusão que deveria mesmo voltar e não posso negar que muitas coisas boas aconteceram, e por isso,  não me arrependi.

Essa semana me preparei de novo para uma nova jornada longe... e amanhã embarco de volta para a América. Já estou acostumada a fazer malas, passar datas comemorativas longe de casa e tal, mas depois de ver o meu guarda-roupas e meu quarto vazio, deu um apertinho no coração. Nesses longos dois anos no Brasil – que passaram voando – tive a oportunidade de fazer muitas coisas que, se eu não tivesse voltado, talvez nunca teria feito. 

Quando voltei, minha sobrinha tinha acabado de nascer, pude acompanhar de perto seu crescimento e sentir o delicioso gostinho de ser tia. Também estava por perto quando minha vózinha faleceu, e por estar no Brasil, tive a oportunidade de vê-la e abraça-la antes dela partir. Também pude curtir meus pais, apesar de que morar com os pais não é uma coisa muito legal na minha idade, mas foi perfeito fazer coisas com eles como antigamente. Descobri um hobby que estava dentro de mim fazia tempo, mas que surgiu com força depois que voltei, que é viajar. Viajei tanto que nem acredito que conseguiria alimentar esse hobby morando no Brasil – uma vez que viajar é caro por aqui. Também me tornei professora de inglês – que foi o que eu sempre quis – e tive uma experiência maravilhosa com isso. Pois é, foi tudo isso e mais.

Agora, entrei em outra fase e decidi voltar para os Estados Unidos. Não que o Brasil esteja ruím, mas estou sentindo a necessidade de crescer mais. Por isso, voltarei com a meta de estudar para me tornar uma professora de inglês mais qualificada. Estou aberta para o que vier, não sei se voltarei pro Brasil, não sei se ficarei por lá. Sei apenas que pretendo atingir duas metas que tracei: viajar pelo mundo e me especializar na área do ensino da língua inglesa. E como dizem por ai... o que vier é lucro!


Bye bye Brazil, see ya!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Into the Wild - Salar de Uyuni/Bolívia parte I

Leia aqui o começo dessa aventura pela América do Sul.


Sem novidades no primeiro dia do ano. Eu e Foguinho de Palha passamos nosso primeiro de Janeiro de 2013 lavando roupas no hostel. O calor tava de matar, e no fim da tarde já tínhamos roupas limpas pra vestir (Que bom!).

No dia seguinte, bem cedo, a van da agência foi nos buscar para começarmos o longo passeio até o Salar de Uyuni na Bolívia.

Um pouco sobre esse tour: O Salar de Uyuni é a maior planície salgada do mundo, a 3.650m de altitude é localizado no sudoeste da Bolívia (para saber mais, google it!). Tem várias maneiras de chegar lá, algumas pessoas chegam pela Bolívia mesmo, compram o pacote em La Paz, ou então vão até Uyuni e de lá vão para o Salar. O esquema que nós fizemos foi diferente, como conhecemos o Deserto do Atacama primeiro, compramos o pacote para o Salar de lá, e esse custou 100 mil pesos chilenos – um pouco caro, mas o tour é de 4 dias e 3 noites, inclui hospedagem e comida. A agência que contratamos se chama Atacama Mistica, uma ótima agência, eu recomendo. Nosso guia era meio zureta, mas era gente boa, os lugares que dormimos eram meio precários, mas isso são em todas as agências, os passeios foram massa e a comida era ok. A única coisa que foi digna de reclamar, foi no último dia, que ficamos o dia todo viajando e eles não deram nem um lanchinho.

Bom, voltando a história, depois que a van nos pegou foram duas horas de viagem até a próxima parada, para tomarmos café da manhã. E depois, encaramos mais duas horas de viagem e dessa vez por uma estradinha de terra cheia de pedras. O café da manhã dentro do meu estômago chacoalhou que foi uma beleza, mas a bela vista compensou. Vale lembrar que, de toda a nossa aventura pela América do Sul, o Salar foi o mais punk, foi daí que surgiu o título para os posts sobre essa viagem: Into the Wild.


vista do caminho
bonequinhas no vidro da van
Chegamos finalmente na fronteira do Chile com a Bolívia, e então, as vans saem de cena. Depois de passar pela imigração, a galera é dividida em jipes, cada um leva seis pessoas e as malas vão no topo do jipe - ai ai coitadinha da minha mala roxa linda. Estávamos eu, Foguinho de Palha e mais uma brasileira (que já havíamos conhecido no dia que compramos o pacote do passeio) esperando para saber em que jipe iriamos, quando chegou o tiozão da agência – usando um cinto super style que eu quase perguntei onde ele comprou – e disse “las chicas brasileñas irán com los chicos portugueses”. Por incrível que pareça, haviam três brasileiras e três portugueses. Eu – vaca observadora que sou – já havia notado os garotinhos portugueses e logo comentei com as meninas “hmmmm, a viagem nesse jipe vai ser interessante”, e como se não bastasse o clima, o tiozão debruçou na minha janela e disse “hmmm tres chicas y tres chicos”, eu não me aguentei e ri alto.
Nosso guia arrumando nossas malas
Me desculpe vocês que querem detalhes sobre os passeios, mas me esqueci o nome de muitos lugares, estou me esforçando para dar dicas, mas é um pouco difícil lembrar de nomes de lugares, hotéis  preços etc e tal. Prometo que o que eu lembro eu estou mencionando. Enfim, depois da troca da van para o jipe e que todos passam pela imigração, o passeio começa. E a primeira parada é numas pedras, foi bem rápido, mas legal. Em seguida, paramos para almoçar, finalmente, já eram quase três da tarde. O primeiro almoço já começou bem: arroz, salada de tomate, milho e atum e o mais inusitado: o almoço foi na beira de uma lagoa(que eu esqueci o nome mas muito bonita), estávamos no meio do nada, não havia restaurante, nem hostel, os guias sacam a comida do porta malas do carro, preparam ali e servem a gente. Surreal!


Primeira parada para fotos
Lagoa onde paramos para almoçar
O almoço
A próxima parada foi na Arbol de Piedra, são umas pedras com formas diferentes no meio do nada. Vale a pena parar e olhar por alguns minutos, as pedras, o deserto, as nuvens e o céu bem azul todos combinados, dão a impressão de estar olhando para uma pintura. Não é a toa que esse deserto foi inspiração para Salvador Dali.





Acho que essa foi a última parada, e no fim da tarde chegamos ao local que iriamos dormir – que era tão zuado que não sei se era um hotel, um hostel, uma casinha de cachorro ou o quê. Muito cansadas, chegamos loucas para jantar, tomar banho e dormir, só que a segunda opção não seria possível, pois não haviam chuveiros e tivemos que apelar pelo famoso banho tcheco, usando lencinhos umedecidos. Eca!

Cada jipe tinha um grupo de seis pessoas, e essas ficam no mesmo quarto quando pára para dormir. Enfim, era um quarto para nós seis. Pra se trocar era engraçado, tínhamos que ficar revezando – os caras iam pra fora e as meninas se trocavam e depois a gente saia pra eles se trocarem. Agora vocês estão entendendo o porquê do título Into the Wild, né?

Bom, e os portugueses? … eram gatinhos! Eles disseram que estavam viajando com mais umas amigas, que estavam em outro grupo, numa outra hospedagem perto da nossa, eles foram até lá falar com elas e depois voltaram para jantar. Só que percebemos que tinha alguma coisa rolando, apesar de ter flagrado eles olhando pra gente o dia inteiro, tivemos a impressão que essas minas eram mais do que apenas amigas. Enfim, de pijamas, com a barriga cheia e sem banho fomos todos dormir às 9 da noite.

(to be continued...)

Parte II clique aqui

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