segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Trabalho sem diversão faz de Jack um bobão! (O Iluminado)


Uma das coisas que tive dificuldade para me adaptar de volta ao Brasil foi a questão da diversão. Nos Estados Unidos eu saia muito (claro que o lugar que eu morava era perto de cidade grande), todo fim de semana tinha alguma coisa pra fazer, algumas vezes eu ficava de bode em casa, mas as opções – de graça ou com preço muito simbólico – eram muitas.

Engraçado que mesmo assim, eu vivia reclamando que as baladas fechavam muito cedo, que as festas não tinham música alta, que não podia beber na rua nem na praia, mas eu havia me esquecido que no Brasil tem tudo isso: baladas até 7 da manhã (mas que custam o olho da cara), festas com música alta (mas que tocam pagode, funk e sertanejo), que pode beber na rua e na praia (ah, grande coisa).

Comparado com a minha vida de diversão nos Estados Unidos, aqui não faço muita festa. E me pergunto “Porque não? Se no Brasil, tudo pode e tudo é liberado.” Bom, vou explicar o porquê. Pra ter diversão nos Estados Unidos, gasta-se menos, já no Brasil... haha só um almoço no japonês com os amigos, você desembolsa fácil 60 pau. Bom, aí depende também do que é diversão pra mim e o que é diversão para você, mas vou dizer o conceito de diversão num geral.

Conceito de diversão para pessoas de senso comum é: fazer um churrasco na laje todo domingo, beber cerveja e tocar pagode. Conceito de diversão para pessoas de senso crítico é: viajar (não, Praia Grande, não conta), ir a bares com os amigos e beber boas bebidas, comer fora, ir pra baladas que tocam música boa, assistir shows de suas bandas favoritas, ir ao cinema, ir ao teatro, ir a eventos, passear em parques, comprar, ir a palestras, assistir jogos ao vivo, praticar algum esporte que goste etc etc e etc.


Entenderam? … Se não, vou resumir: pra se divertir de verdade no Brasil tem que enfiar a mão no bolso. Outra questão também é a falta de tempo, o ano passado eu trabalhei feito gente grande, faço o que gosto – sou professora – mas é um trabalho cansativo e requer dedicação. No fim de semana, eu só durmo ou continuo trabalhando – fazendo pesquisas e preparando aulas. E não me venha dizer "Ah Mari, trabalhe menos e se divirta mais" porque no Brasil não existe "trabalhar menos", se eu trabalhar menos eu não consigo pagar nem a conta do meu telefone.

E eu inocente, quando tinha a vida mansa de Aupair, achava que era cansativo...Pufff, não era nada.

No fim das contas, sinto muita falta do agito nos Estados Unidos, no começo eu pensei “Ah, é só questão de tempo, daqui a pouco eu me acostumo e tô badalando todo fim de semana aqui no Brasil”. Já passaram dois anos que eu voltei e até hoje: agitação só uma vez por mês e olhe lá.

2 comentários:

  1. Baladas realmente são caras. Felizmente temos cinemas e teatros a bons preços, ainda que sejam mostras de diretores do cinema-arte ou teatro de grupos alternativos...

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    1. Sim... ainda temos algumas opções. Mas eu, como uma pessoa muito baladeira, acho pouco... hehehe

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Trabalho sem diversão faz de Jack um bobão! (O Iluminado)


Uma das coisas que tive dificuldade para me adaptar de volta ao Brasil foi a questão da diversão. Nos Estados Unidos eu saia muito (claro que o lugar que eu morava era perto de cidade grande), todo fim de semana tinha alguma coisa pra fazer, algumas vezes eu ficava de bode em casa, mas as opções – de graça ou com preço muito simbólico – eram muitas.

Engraçado que mesmo assim, eu vivia reclamando que as baladas fechavam muito cedo, que as festas não tinham música alta, que não podia beber na rua nem na praia, mas eu havia me esquecido que no Brasil tem tudo isso: baladas até 7 da manhã (mas que custam o olho da cara), festas com música alta (mas que tocam pagode, funk e sertanejo), que pode beber na rua e na praia (ah, grande coisa).

Comparado com a minha vida de diversão nos Estados Unidos, aqui não faço muita festa. E me pergunto “Porque não? Se no Brasil, tudo pode e tudo é liberado.” Bom, vou explicar o porquê. Pra ter diversão nos Estados Unidos, gasta-se menos, já no Brasil... haha só um almoço no japonês com os amigos, você desembolsa fácil 60 pau. Bom, aí depende também do que é diversão pra mim e o que é diversão para você, mas vou dizer o conceito de diversão num geral.

Conceito de diversão para pessoas de senso comum é: fazer um churrasco na laje todo domingo, beber cerveja e tocar pagode. Conceito de diversão para pessoas de senso crítico é: viajar (não, Praia Grande, não conta), ir a bares com os amigos e beber boas bebidas, comer fora, ir pra baladas que tocam música boa, assistir shows de suas bandas favoritas, ir ao cinema, ir ao teatro, ir a eventos, passear em parques, comprar, ir a palestras, assistir jogos ao vivo, praticar algum esporte que goste etc etc e etc.


Entenderam? … Se não, vou resumir: pra se divertir de verdade no Brasil tem que enfiar a mão no bolso. Outra questão também é a falta de tempo, o ano passado eu trabalhei feito gente grande, faço o que gosto – sou professora – mas é um trabalho cansativo e requer dedicação. No fim de semana, eu só durmo ou continuo trabalhando – fazendo pesquisas e preparando aulas. E não me venha dizer "Ah Mari, trabalhe menos e se divirta mais" porque no Brasil não existe "trabalhar menos", se eu trabalhar menos eu não consigo pagar nem a conta do meu telefone.

E eu inocente, quando tinha a vida mansa de Aupair, achava que era cansativo...Pufff, não era nada.

No fim das contas, sinto muita falta do agito nos Estados Unidos, no começo eu pensei “Ah, é só questão de tempo, daqui a pouco eu me acostumo e tô badalando todo fim de semana aqui no Brasil”. Já passaram dois anos que eu voltei e até hoje: agitação só uma vez por mês e olhe lá.

2 comentários:

  1. Baladas realmente são caras. Felizmente temos cinemas e teatros a bons preços, ainda que sejam mostras de diretores do cinema-arte ou teatro de grupos alternativos...

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    1. Sim... ainda temos algumas opções. Mas eu, como uma pessoa muito baladeira, acho pouco... hehehe

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