segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Hmmmm Teacher...


Quando eu estava no colegial, tinha uma colega de classe que era apaixonada pelo professor de Física, a fofoca foi se espalhando até que um belo dia, depois da aula dele, a galera resolveu sacanear e trancar os dois na sala de aula. O que aconteceu lá dentro eu não sei até hoje, provavelmente o professor agiu normalmente e apenas pediu para que abrissem a porta e parassem com a brincadeira. Eu achava um clichê ridículo se apaixonar por professor (a) e que ela só estava querendo chamar atenção ou ganhar nota, até que os anos se passaram e quem fica em pé de frente para uma sala de aula cheia de alunos agora sou eu.

Logo quando comecei a dar aula, tive um aluno que era muito simpático mas a simpatia dele começou a ficar demais. No fim da aula, ele queria me acompanhar até o metro, e daí tomou a liberdade de me adicionar no msn, ficava me chamando sendo que não tinha assunto nenhum para falar. Um belo dia, no meio da aula, ouvi algumas alunas dizerem “O Fulano quer convidar a teacher Mari para jantar, né Fulano?”. Logo percebi que estava rolando alguma coisa, mas ele não teve tempo de me fazer nenhum convite porque alguns desistiram do curso e a turma fechou. Ainda bem, não porque era aluno, mas porque não era parecido com o James Franco, nem com o Josh Hartnett (a vaca!).

Algum tempo depois, tive uma turma de pré-adolescentes. Foi um desafio enorme pra mim, eles são relutantes, não querem prestar atenção e te enfrentam até você sair do sério. Mas eu decidi que ia conseguir fazer com que aqueles pestes que estavam saindo da infância gostassem da minha aula. E fiz mesmo! Mas para um dos meninos daquela turma, o meu esforço para conquista-los passou dos limites dentro da mente fértil que um garoto de 13 anos tem. Enquanto os outros passaram a curtir a minha aula ele suspirava toda vez que eu olhava para ele.

A cada aula eu percebia mais a sua admiração – vamos dizer assim – por mim. Um dia estávamos falando a respeito de estações do ano, quando perguntei pro garoto “Você gosta mais do verão ou do inverno?” e ele me responde “Eu gosto mais da teacher”. Não é que eu estava certa, as encaradas que aquele menino me dava não eram mesmo normais.


Depois dessa indireta, que nem eu – que sou uma cara de pau assumida – teria coragem de dar, vieram muitas outras, sem contar as vezes que ele aproveitava quando eu ia em sua mesa tirar dúvidas e pegava na minha mão numa tentativa de acaricia-la. Um tempo depois ele resolveu contar seu segredo para os coleguinhas que, por sua vez, espalharam para o resto da escola. Ouvi de alunos e professores que o tal do menino estava apaixonado por mim. Uma outra professora ouviu ele e os outros coleguinhas de sala, conversando a respeito de como ele poderia declarar seu amor.

Confesso que me senti lisonjeada, mas foi um tanto triste para mim porque percebi que a minha vida amorosa é realmente uma palhaçada, o único cara que quer ser fofo comigo, não é nem um cara, é um menino de 13 anos (kkkkk chorei).

No fim das contas resolvi só ignorar e ficar na minha. Mas ele continuou com aqueles olhares que se podia ver até coraçõezinhos dentro. E no último dia de aula, quando eu contei que eu não iria trabalhar mais naquela escola, ele nitidamente ficou triste e perguntou pra onde eu iria e eu disse “pra fora do Brasil” e ele respondeu “não tem problema, eu te acho”.

De repente me senti na pele daquele professor de Física e percebi que se apaixonar pelo professor (a) não é um clichê ridículo, e que o aluno (a) não está querendo apenas nota ou chamar atenção. Isso faz parte da profissão, algumas pessoas apenas se encantam pela figura que um professor (a) representa e pra falar a verdade, até que é legal ser vítima desse clichê. Espero que na próxima vez o aluno seja, pelo menos, dez anos mais velho.

4 comentários:

  1. qué isso novinho, qué isso!? Mari, não foi a toa q o garçom do habibs falou q vc tinha 13 anos. Seu aluno enxerga exatamente dessa forma! Rs

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    Respostas
    1. hahahahah pois é Nina! Tô começando a crer que tenho cara de pirralha mesmo!

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  2. Hahahaha, adorei Mari!!! Parabéns pelo blog. Bjos

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Hmmmm Teacher...


Quando eu estava no colegial, tinha uma colega de classe que era apaixonada pelo professor de Física, a fofoca foi se espalhando até que um belo dia, depois da aula dele, a galera resolveu sacanear e trancar os dois na sala de aula. O que aconteceu lá dentro eu não sei até hoje, provavelmente o professor agiu normalmente e apenas pediu para que abrissem a porta e parassem com a brincadeira. Eu achava um clichê ridículo se apaixonar por professor (a) e que ela só estava querendo chamar atenção ou ganhar nota, até que os anos se passaram e quem fica em pé de frente para uma sala de aula cheia de alunos agora sou eu.

Logo quando comecei a dar aula, tive um aluno que era muito simpático mas a simpatia dele começou a ficar demais. No fim da aula, ele queria me acompanhar até o metro, e daí tomou a liberdade de me adicionar no msn, ficava me chamando sendo que não tinha assunto nenhum para falar. Um belo dia, no meio da aula, ouvi algumas alunas dizerem “O Fulano quer convidar a teacher Mari para jantar, né Fulano?”. Logo percebi que estava rolando alguma coisa, mas ele não teve tempo de me fazer nenhum convite porque alguns desistiram do curso e a turma fechou. Ainda bem, não porque era aluno, mas porque não era parecido com o James Franco, nem com o Josh Hartnett (a vaca!).

Algum tempo depois, tive uma turma de pré-adolescentes. Foi um desafio enorme pra mim, eles são relutantes, não querem prestar atenção e te enfrentam até você sair do sério. Mas eu decidi que ia conseguir fazer com que aqueles pestes que estavam saindo da infância gostassem da minha aula. E fiz mesmo! Mas para um dos meninos daquela turma, o meu esforço para conquista-los passou dos limites dentro da mente fértil que um garoto de 13 anos tem. Enquanto os outros passaram a curtir a minha aula ele suspirava toda vez que eu olhava para ele.

A cada aula eu percebia mais a sua admiração – vamos dizer assim – por mim. Um dia estávamos falando a respeito de estações do ano, quando perguntei pro garoto “Você gosta mais do verão ou do inverno?” e ele me responde “Eu gosto mais da teacher”. Não é que eu estava certa, as encaradas que aquele menino me dava não eram mesmo normais.


Depois dessa indireta, que nem eu – que sou uma cara de pau assumida – teria coragem de dar, vieram muitas outras, sem contar as vezes que ele aproveitava quando eu ia em sua mesa tirar dúvidas e pegava na minha mão numa tentativa de acaricia-la. Um tempo depois ele resolveu contar seu segredo para os coleguinhas que, por sua vez, espalharam para o resto da escola. Ouvi de alunos e professores que o tal do menino estava apaixonado por mim. Uma outra professora ouviu ele e os outros coleguinhas de sala, conversando a respeito de como ele poderia declarar seu amor.

Confesso que me senti lisonjeada, mas foi um tanto triste para mim porque percebi que a minha vida amorosa é realmente uma palhaçada, o único cara que quer ser fofo comigo, não é nem um cara, é um menino de 13 anos (kkkkk chorei).

No fim das contas resolvi só ignorar e ficar na minha. Mas ele continuou com aqueles olhares que se podia ver até coraçõezinhos dentro. E no último dia de aula, quando eu contei que eu não iria trabalhar mais naquela escola, ele nitidamente ficou triste e perguntou pra onde eu iria e eu disse “pra fora do Brasil” e ele respondeu “não tem problema, eu te acho”.

De repente me senti na pele daquele professor de Física e percebi que se apaixonar pelo professor (a) não é um clichê ridículo, e que o aluno (a) não está querendo apenas nota ou chamar atenção. Isso faz parte da profissão, algumas pessoas apenas se encantam pela figura que um professor (a) representa e pra falar a verdade, até que é legal ser vítima desse clichê. Espero que na próxima vez o aluno seja, pelo menos, dez anos mais velho.

4 comentários:

  1. qué isso novinho, qué isso!? Mari, não foi a toa q o garçom do habibs falou q vc tinha 13 anos. Seu aluno enxerga exatamente dessa forma! Rs

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    1. hahahahah pois é Nina! Tô começando a crer que tenho cara de pirralha mesmo!

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  2. Hahahaha, adorei Mari!!! Parabéns pelo blog. Bjos

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