quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Amor virtual, existe? (Parte 1)



Já contei aqui algumas experiências que tive com caras de internet mas, por alguma razão, nunca contei a mais marcante de todas elas, que surgiu meio sem querer. Como a história durou 3 anos - na verdade ainda dura - eu a dividi em 2 partes. Vamos à primeira delas:

Tudo começou antes de eu morar nos Estados Unidos. Ainda no Brasil, em meados de Outubro de 2008, já estava tudo pronto, eu já tinha fechado com a host family e já estava saindo do meu emprego no Brasil. Não pensava em outra coisa a não ser meu embarque para a terrinha do Tio Sam que aconteceria em Janeiro do ano seguinte.

Eu passava o dia inteiro na internet só vendo coisas relacionadas aos Estados Unidos e ao programa de aupair, quando uma outra futura aupair me mandou um link de um site para fazer amizade com pessoas de todo o mundo para treinar o inglês. Eu entrei no tal site, era tipo uma rede social, era possível adicionar pessoas, mandar mensagens, conversar pelo chat normal ou com camera. Achei bacana e comecei a adicionar todo mundo.

Estava sendo bem divertido e útil, pois eu passava o dia falando em inglês com diversas pessoas – apesar de ter encontrado alguns casos bizarros – mas isso é outra história. Até que um dia um garotinho americano me adicionou. Ele era novinho com uma carinha de baby, quem me conhece sabe que eu nem gosto né? - sendo irônica. Por isso o codinome dele será Babe – com “e”, porque ele me chamava assim, owwww!

A primeira vez que conversei com ele no chat, ele escrevia tudo em português, eu estranhei e perguntei se ele falava português e ele disse que não, mas tava se virando com um dicionário e o google tradutor. Owwww, que bonitinho. Adicionei ele também no msn e conversavamos todos os dias. Mas descobri que ele morava numa cidade super longe de onde eu ia morar.

Quando cheguei nos Estados Unidos, comprei meu laptop e passamos a conversar usando a camera, também trocamos telefone – nos Estados Unidos não tem essa palhaçada de tarifa mais cara para ligar pra outros Estados, a tarifa é igual pra ligar pro país inteiro – ele me ligava e também trocavamos mensagens de texto, uma vez ele me mandou uma mensagem que eu até tirei foto de tão bonitinha, e era assim “Mari, you are a brazilliant” - tipo brasileira e brilhante. Às vezes não tinha nem o que falar, mas a gente ligava a cam só pra se ver, ele pegava o violão e ficava tocando, ai pegava o gato que ele tinha no colo e dava um “tchauzinho” com a patinha do gato (hahahahha). Ele era sempre muito fofo. Eu me empolguei tanto que queria ir pra cidade dele conhece-lo, mesmo sendo longe naqueles interiorzão que não tem nada pra fazer.



Mas a empolgação foi diminuindo, como esperado. Eu tinha acabado de chegar no país, comecei a fazer amizade na área, saia bastante, era tudo novo pra mim e então falar com ele na internet perdeu a graça, e ele também sumiu e nosso contato esfriou. Ficamos sem nos falar uns 4 meses. Até que nos encontramos online no msn e conversamos, nessa época eu já tinha feito um Facebook e ele me adicionou, e o nosso contato intensificou novamente. Ele me deixava recadinhos, comentava nas minhas fotos e tal. Mas um dia ele mudou o status dele para “em um relacionamento com Bitch Koor” - esse vai ser o codinome dela. E depois disso nos próximos meses só se via fotos de rolezinhos que ele fazia com essa nova namorada, fiquei triste mas fazer o que?. Nunca mais falei com ele e segui a minha vida com outros americanos gatinhos (porque não sou besta).

Passou um tempão e nesse meio tempo a gente chegou a conversar algumas vezes quando se encontrava online, mas acho que ele ainda tava namorando então não me dava muita moral, mas vira e mexe eu pensava nele, não sei porque raio eu gostava tanto dele.
Até que um dia, uma amiga me convidou para passar uns dias numa cidade – que não tinha muito o que fazer – mas dava pra conhecer Chicago porque era um pouco próximo. Como a hospedagem era de graça e a passagem tava em promoção eu aceitei. Mas eu também havia aceitado o convite por um outro motivo: a cidade que iamos era a cidade do Babe.

Eu não sabia ao certo se ele ainda tava com a Bitch, porque ele havia tirado o status de namorando do Facebook, mas ainda tinha foto dele com a garota e vira e mexe ela deixava recados pra ele. Na dúvida, mandei uma mensagem – bem disfarçada, caso a menina visse – no celular dele avisando que eu estaria por lá. Ele não me respondeu, mas quando faltava apenas 3 dias para a viagem, ele me mandou uma mensagem perguntando quais datas que eu estaria lá e disse que estava brigado com a Bitch, que ela estaria fora da cidade portanto ia me encontrar. Por um lado, não seria legal eu encontra-lo porque ele ainda tava enrolado com a menina, mas na época eu estava com o botão do “foda-se” apertado e pensei “mais de um ano conversando com esse bosta, vou conhece-lo por bem ou por mal”.

Passaram 2 dias que eu estava na cidade dele e nenhum sinal de vida do palhaço . Até que no terceiro dia eu resolvi mandar mensagem “Oi Babe, cheguei.” e a resposta dele foi “Oi Mari, desculpa mas não posso te encontrar. Estou fora da cidade.” AAAAH, que ÓDIO que eu fiquei, eu nem respondi porque se fosse responder ia mandar um “fuck you, fucking jerk”. Ainda bem que eu estava curtindo bastante a viagem, ficamos na casa de um amigo da minha amiga, ele nos recebeu super bem, nos levou para vários lugares bacanas. Até escrevi um post sobre essa viagem.

De volta à DC a primeira coisa que fiz foi deletar ele do Facebook. Eu não sei o que dá em mim, mas quando fico muito puta com um cara minha primeira reação é deletar número de celular da agenda, depois bloquear e excluir do MSN, Facebook, AIM, Orkut e por ai vai. Assim eu garanto que não entrarei em contato num momento de embriaguez e nem ficarei fuçando na vida do palhaço. Na boa, não foi um motivo tão forte pra eu ficar do jeito que fiquei, eu fiquei bufando de raiva, acho que no fundo eu estava apaixonada por um cara da internet, COMO ASSIM?

E não demorou muito até ele perceber que tinha sido excluido, e mandou várias mensagens no meu celular na sequência que diziam “Vc me deletou do Facebook? Porque?” “Me desculpa, eu queria muito ter te encontrado mas fiquei confuso e não quis ser infiel”. Eu respondi curta e grossa “Sinto muito, você já perdeu a oportunidade” e nunca mais falei com ele....

Continua no próximo post! Para ler a parte 2 clique aqui.

2 comentários:

  1. Oie... to curiosa para saber a continuacao rrsrs

    Voce escreve mt bem :)
    Ines

    ResponderExcluir

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Amor virtual, existe? (Parte 1)



Já contei aqui algumas experiências que tive com caras de internet mas, por alguma razão, nunca contei a mais marcante de todas elas, que surgiu meio sem querer. Como a história durou 3 anos - na verdade ainda dura - eu a dividi em 2 partes. Vamos à primeira delas:

Tudo começou antes de eu morar nos Estados Unidos. Ainda no Brasil, em meados de Outubro de 2008, já estava tudo pronto, eu já tinha fechado com a host family e já estava saindo do meu emprego no Brasil. Não pensava em outra coisa a não ser meu embarque para a terrinha do Tio Sam que aconteceria em Janeiro do ano seguinte.

Eu passava o dia inteiro na internet só vendo coisas relacionadas aos Estados Unidos e ao programa de aupair, quando uma outra futura aupair me mandou um link de um site para fazer amizade com pessoas de todo o mundo para treinar o inglês. Eu entrei no tal site, era tipo uma rede social, era possível adicionar pessoas, mandar mensagens, conversar pelo chat normal ou com camera. Achei bacana e comecei a adicionar todo mundo.

Estava sendo bem divertido e útil, pois eu passava o dia falando em inglês com diversas pessoas – apesar de ter encontrado alguns casos bizarros – mas isso é outra história. Até que um dia um garotinho americano me adicionou. Ele era novinho com uma carinha de baby, quem me conhece sabe que eu nem gosto né? - sendo irônica. Por isso o codinome dele será Babe – com “e”, porque ele me chamava assim, owwww!

A primeira vez que conversei com ele no chat, ele escrevia tudo em português, eu estranhei e perguntei se ele falava português e ele disse que não, mas tava se virando com um dicionário e o google tradutor. Owwww, que bonitinho. Adicionei ele também no msn e conversavamos todos os dias. Mas descobri que ele morava numa cidade super longe de onde eu ia morar.

Quando cheguei nos Estados Unidos, comprei meu laptop e passamos a conversar usando a camera, também trocamos telefone – nos Estados Unidos não tem essa palhaçada de tarifa mais cara para ligar pra outros Estados, a tarifa é igual pra ligar pro país inteiro – ele me ligava e também trocavamos mensagens de texto, uma vez ele me mandou uma mensagem que eu até tirei foto de tão bonitinha, e era assim “Mari, you are a brazilliant” - tipo brasileira e brilhante. Às vezes não tinha nem o que falar, mas a gente ligava a cam só pra se ver, ele pegava o violão e ficava tocando, ai pegava o gato que ele tinha no colo e dava um “tchauzinho” com a patinha do gato (hahahahha). Ele era sempre muito fofo. Eu me empolguei tanto que queria ir pra cidade dele conhece-lo, mesmo sendo longe naqueles interiorzão que não tem nada pra fazer.



Mas a empolgação foi diminuindo, como esperado. Eu tinha acabado de chegar no país, comecei a fazer amizade na área, saia bastante, era tudo novo pra mim e então falar com ele na internet perdeu a graça, e ele também sumiu e nosso contato esfriou. Ficamos sem nos falar uns 4 meses. Até que nos encontramos online no msn e conversamos, nessa época eu já tinha feito um Facebook e ele me adicionou, e o nosso contato intensificou novamente. Ele me deixava recadinhos, comentava nas minhas fotos e tal. Mas um dia ele mudou o status dele para “em um relacionamento com Bitch Koor” - esse vai ser o codinome dela. E depois disso nos próximos meses só se via fotos de rolezinhos que ele fazia com essa nova namorada, fiquei triste mas fazer o que?. Nunca mais falei com ele e segui a minha vida com outros americanos gatinhos (porque não sou besta).

Passou um tempão e nesse meio tempo a gente chegou a conversar algumas vezes quando se encontrava online, mas acho que ele ainda tava namorando então não me dava muita moral, mas vira e mexe eu pensava nele, não sei porque raio eu gostava tanto dele.
Até que um dia, uma amiga me convidou para passar uns dias numa cidade – que não tinha muito o que fazer – mas dava pra conhecer Chicago porque era um pouco próximo. Como a hospedagem era de graça e a passagem tava em promoção eu aceitei. Mas eu também havia aceitado o convite por um outro motivo: a cidade que iamos era a cidade do Babe.

Eu não sabia ao certo se ele ainda tava com a Bitch, porque ele havia tirado o status de namorando do Facebook, mas ainda tinha foto dele com a garota e vira e mexe ela deixava recados pra ele. Na dúvida, mandei uma mensagem – bem disfarçada, caso a menina visse – no celular dele avisando que eu estaria por lá. Ele não me respondeu, mas quando faltava apenas 3 dias para a viagem, ele me mandou uma mensagem perguntando quais datas que eu estaria lá e disse que estava brigado com a Bitch, que ela estaria fora da cidade portanto ia me encontrar. Por um lado, não seria legal eu encontra-lo porque ele ainda tava enrolado com a menina, mas na época eu estava com o botão do “foda-se” apertado e pensei “mais de um ano conversando com esse bosta, vou conhece-lo por bem ou por mal”.

Passaram 2 dias que eu estava na cidade dele e nenhum sinal de vida do palhaço . Até que no terceiro dia eu resolvi mandar mensagem “Oi Babe, cheguei.” e a resposta dele foi “Oi Mari, desculpa mas não posso te encontrar. Estou fora da cidade.” AAAAH, que ÓDIO que eu fiquei, eu nem respondi porque se fosse responder ia mandar um “fuck you, fucking jerk”. Ainda bem que eu estava curtindo bastante a viagem, ficamos na casa de um amigo da minha amiga, ele nos recebeu super bem, nos levou para vários lugares bacanas. Até escrevi um post sobre essa viagem.

De volta à DC a primeira coisa que fiz foi deletar ele do Facebook. Eu não sei o que dá em mim, mas quando fico muito puta com um cara minha primeira reação é deletar número de celular da agenda, depois bloquear e excluir do MSN, Facebook, AIM, Orkut e por ai vai. Assim eu garanto que não entrarei em contato num momento de embriaguez e nem ficarei fuçando na vida do palhaço. Na boa, não foi um motivo tão forte pra eu ficar do jeito que fiquei, eu fiquei bufando de raiva, acho que no fundo eu estava apaixonada por um cara da internet, COMO ASSIM?

E não demorou muito até ele perceber que tinha sido excluido, e mandou várias mensagens no meu celular na sequência que diziam “Vc me deletou do Facebook? Porque?” “Me desculpa, eu queria muito ter te encontrado mas fiquei confuso e não quis ser infiel”. Eu respondi curta e grossa “Sinto muito, você já perdeu a oportunidade” e nunca mais falei com ele....

Continua no próximo post! Para ler a parte 2 clique aqui.

2 comentários:

  1. Oie... to curiosa para saber a continuacao rrsrs

    Voce escreve mt bem :)
    Ines

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