sábado, 24 de setembro de 2011

Se recuperar de um pé na bunda não é fácil.


Cara, o destino é muito irônico mesmo. Na verdade não acredito muito em destino, mas o fato é que certa vez escrevi um post aqui no blog sobre o quanto eu precisava ir pra Vegas, porque como não tenho sorte no amor, então ficaria milionária com apenas uma moedinha de 25 cents.

Um tempão depois de ter escrito esse texto, amando absolutamente somente à mim mesma e com o espírito da piriguete encarnado, finalmente fui de férias pra Las Vegas. Num cassino, joguei apenas a moedinha 25 centavos mas não ganhei nada. Pela lógica, eu deveria ter ficado rica, ao invés disso, conheci um cara que foi um vírus, mexeu comigo e até hoje estou formatando minha cabeça para deleta-lo de vez da memória.

Eu nunca tinha sido tão atingida daquele jeito. Claro, já levei outros foras, mas é diferente quando é de um cara na balada, no bar, na praia. Agora quando a pessoa vira algo significante pra você, o fora fica muito mais dolorido. Já passei por dois pés na bunda bem marcantes, um deles ainda estou na fase de recuparação.

A primeira vez que levei um fora desses foi de um cara que ficamos juntos mais ou menos um mês, o tempo foi pouco, mas o suficiente para despertar em mim um sentimento que nem eu sei o que era. Sei que ele me dispensou e voltou com a ex, eu chorei, mandei e-mail pra ex dele, falei mal, fiz o escambal. Demorei pra esquecer, eu achei que ele era “O Cara”, mas um belo dia... passou. Na verdade a gente só esquece de um amor com outro, ou melhor dizendo, esquece de um sofrimento com outro. Comigo foi bem assim, esqueci desse palhaço, porque o tal de Vegas tomou seu lugar. E o que era pra ser um conto de fadas, virou um pesadelo.

Como já comentei, conheci o palhaço em Vegas...e depois disso vivemos momentos de casal “felizes para sempre”, mas ele acabou me dando um fora. Me senti na pele do carinha do filme 500 Dias com Ela (no filme a menina ilude o coitado do rapaz e depois que ele tá completamente apaixonado ela dá um fora nele). Veja o trailer:



Chorei até, não entendia o porque daquilo. Ele literalmente acabou com as minhas festas de final de ano. Faltavam apenas 2 dias para a festa de Natal, que eu iria passar na casa dos pais dele, quando ele me ligou e terminou tudo. Eu já tinha comprado presentes e os baralho a quatro. Enfim, não consegui achar graça em mais nada, não parava de pensar no que tinha acontecido, não conseguia celebrar. Enquanto todos estavam em clima de festas rindo e trocando presentes, eu fingia também estar saltitante. Passei o Natal com a minha host family, eles sabiam o que tinha acontecido e tentaram me animar. Minhas amigas também tentaram melhorar meu astral, me levaram pra várias baladas e passeios, mas no fim, eu voltava pra casa dirigindo sozinha na Highway, escutando música triste e chorando. No ano novo, eu comemorei só à meia noite, depois sentei e fiquei só observando minhas amigas curtirem a noite, enquanto o que eu mais queria era ir embora e dormir.

Logo depois eu voltei para o Brasil. Percebi que toda vez que eu ficava online no facebook ele ficava off. Foi ai que resolvi ser radical e o deletei da página e nunca mais falei com o palhaço. Foi uma época difícil, o que ele fez comigo deixou ainda mais difícil a minha readaptação ao Brasil, mas aos poucos fui ocupando minha cabeça com outras coisas parei de pensar nele e esqueci – bom, pelo menos achei que tinha esquecido. Até que um belo dia, quase um ano depois que essa história começou, fuçando na internet e jogando verde nas pessoas, descubri que ele estava ficando com uma brasileira. Pronto, o sentimento que eu achei que já tinha acabado voltou, e numa madrugada bêbada, mandei mensagem pra ele falando que ele me dava nojo – vai troxa, quem mandou ser xereta! Por sua vez, ele respondeu educadamente e até tentou puxar assunto, mas eu deletei a mensagem e não respondi mais.

No mesmo dia, resolvi ser mais radical ainda, rasguei as fotos dele dos meus álbuns e os tickets de eventos que tinhamos ido, deletei as fotos de nós dois do meu computador – e limpei a lixeira – e joguei os presentes que ele tinha me dado no lixo. Bom, as evidências do que aconteceu entre nós não existem mais, e assim vou seguindo em busca do próximo palhaço pra começar tudo de novo.

3 comentários:

  1. Mariiiiiiiiiizinha, acompanhei essa história toda bem de perto e sinto muito por tudo! Achei q o palhaço era de fato "the one" pq durante um tempo ele foi todo gracinha com vc! Espero q vc se recupere totalmente bem rapido pra aproveitarmos bem o q vem por ai!!!! E quem sabe lá não aparece um palhaço novo???

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  2. ah que historia triste! Sai daqui que mané palhaço novo! Atencão aos palhaços(ou nao) que querem se candidatar ao CIRCO DE MARI - Exigência numero 1: TER IDADE IGUAL OU ACIMA DE 30 ANOS. acho que é beeeem por ai mineis!

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  3. Mari seu blog é simplesmente demais! Adoro ler duas histórias doidas! Me divirto :)

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sábado, 24 de setembro de 2011

Se recuperar de um pé na bunda não é fácil.


Cara, o destino é muito irônico mesmo. Na verdade não acredito muito em destino, mas o fato é que certa vez escrevi um post aqui no blog sobre o quanto eu precisava ir pra Vegas, porque como não tenho sorte no amor, então ficaria milionária com apenas uma moedinha de 25 cents.

Um tempão depois de ter escrito esse texto, amando absolutamente somente à mim mesma e com o espírito da piriguete encarnado, finalmente fui de férias pra Las Vegas. Num cassino, joguei apenas a moedinha 25 centavos mas não ganhei nada. Pela lógica, eu deveria ter ficado rica, ao invés disso, conheci um cara que foi um vírus, mexeu comigo e até hoje estou formatando minha cabeça para deleta-lo de vez da memória.

Eu nunca tinha sido tão atingida daquele jeito. Claro, já levei outros foras, mas é diferente quando é de um cara na balada, no bar, na praia. Agora quando a pessoa vira algo significante pra você, o fora fica muito mais dolorido. Já passei por dois pés na bunda bem marcantes, um deles ainda estou na fase de recuparação.

A primeira vez que levei um fora desses foi de um cara que ficamos juntos mais ou menos um mês, o tempo foi pouco, mas o suficiente para despertar em mim um sentimento que nem eu sei o que era. Sei que ele me dispensou e voltou com a ex, eu chorei, mandei e-mail pra ex dele, falei mal, fiz o escambal. Demorei pra esquecer, eu achei que ele era “O Cara”, mas um belo dia... passou. Na verdade a gente só esquece de um amor com outro, ou melhor dizendo, esquece de um sofrimento com outro. Comigo foi bem assim, esqueci desse palhaço, porque o tal de Vegas tomou seu lugar. E o que era pra ser um conto de fadas, virou um pesadelo.

Como já comentei, conheci o palhaço em Vegas...e depois disso vivemos momentos de casal “felizes para sempre”, mas ele acabou me dando um fora. Me senti na pele do carinha do filme 500 Dias com Ela (no filme a menina ilude o coitado do rapaz e depois que ele tá completamente apaixonado ela dá um fora nele). Veja o trailer:



Chorei até, não entendia o porque daquilo. Ele literalmente acabou com as minhas festas de final de ano. Faltavam apenas 2 dias para a festa de Natal, que eu iria passar na casa dos pais dele, quando ele me ligou e terminou tudo. Eu já tinha comprado presentes e os baralho a quatro. Enfim, não consegui achar graça em mais nada, não parava de pensar no que tinha acontecido, não conseguia celebrar. Enquanto todos estavam em clima de festas rindo e trocando presentes, eu fingia também estar saltitante. Passei o Natal com a minha host family, eles sabiam o que tinha acontecido e tentaram me animar. Minhas amigas também tentaram melhorar meu astral, me levaram pra várias baladas e passeios, mas no fim, eu voltava pra casa dirigindo sozinha na Highway, escutando música triste e chorando. No ano novo, eu comemorei só à meia noite, depois sentei e fiquei só observando minhas amigas curtirem a noite, enquanto o que eu mais queria era ir embora e dormir.

Logo depois eu voltei para o Brasil. Percebi que toda vez que eu ficava online no facebook ele ficava off. Foi ai que resolvi ser radical e o deletei da página e nunca mais falei com o palhaço. Foi uma época difícil, o que ele fez comigo deixou ainda mais difícil a minha readaptação ao Brasil, mas aos poucos fui ocupando minha cabeça com outras coisas parei de pensar nele e esqueci – bom, pelo menos achei que tinha esquecido. Até que um belo dia, quase um ano depois que essa história começou, fuçando na internet e jogando verde nas pessoas, descubri que ele estava ficando com uma brasileira. Pronto, o sentimento que eu achei que já tinha acabado voltou, e numa madrugada bêbada, mandei mensagem pra ele falando que ele me dava nojo – vai troxa, quem mandou ser xereta! Por sua vez, ele respondeu educadamente e até tentou puxar assunto, mas eu deletei a mensagem e não respondi mais.

No mesmo dia, resolvi ser mais radical ainda, rasguei as fotos dele dos meus álbuns e os tickets de eventos que tinhamos ido, deletei as fotos de nós dois do meu computador – e limpei a lixeira – e joguei os presentes que ele tinha me dado no lixo. Bom, as evidências do que aconteceu entre nós não existem mais, e assim vou seguindo em busca do próximo palhaço pra começar tudo de novo.

3 comentários:

  1. Mariiiiiiiiiizinha, acompanhei essa história toda bem de perto e sinto muito por tudo! Achei q o palhaço era de fato "the one" pq durante um tempo ele foi todo gracinha com vc! Espero q vc se recupere totalmente bem rapido pra aproveitarmos bem o q vem por ai!!!! E quem sabe lá não aparece um palhaço novo???

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  2. ah que historia triste! Sai daqui que mané palhaço novo! Atencão aos palhaços(ou nao) que querem se candidatar ao CIRCO DE MARI - Exigência numero 1: TER IDADE IGUAL OU ACIMA DE 30 ANOS. acho que é beeeem por ai mineis!

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  3. Mari seu blog é simplesmente demais! Adoro ler duas histórias doidas! Me divirto :)

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