sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mais um Natal...


Sem muito lero lero nesse post. Estou aqui atualizando, porque tá feio já esse blog abandonado. Desde o último post muitas coisas aconteceram, o bom é que foi pra melhor. Me inspirarei com esses acontecimentos depois para contar mais detalhes em novos posts.

Nesse post só quero desejar um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo, espero que todos tenham tido um ano de muitas surpresas boas e crescimento, como foi pra mim.

Em 2011 foi marcado pela minha volta ao Brasil, o sofrimento que foi minha readaptação, as pessoas que reencontrei, algumas boas e outras não. Esse ano foi de muito aprendizado como tem sido todos os anos da minha vida.

Amanhã (24 de Dezembro de 2011) embarco para os Estados Unidos novamente, mas dessa vez somente para passar férias. Estou ansiosa para ver como esta aquele lugar que deixei à quase 1 ano. Espero que seja umas férias bem legais para eu contar os “causos” pra vocês quando voltar.

Obrigada a todos os leitores e vamos ver o que espera pela gente em 2012.

sábado, 24 de setembro de 2011

Se recuperar de um pé na bunda não é fácil.


Cara, o destino é muito irônico mesmo. Na verdade não acredito muito em destino, mas o fato é que certa vez escrevi um post aqui no blog sobre o quanto eu precisava ir pra Vegas, porque como não tenho sorte no amor, então ficaria milionária com apenas uma moedinha de 25 cents.

Um tempão depois de ter escrito esse texto, amando absolutamente somente à mim mesma e com o espírito da piriguete encarnado, finalmente fui de férias pra Las Vegas. Num cassino, joguei apenas a moedinha 25 centavos mas não ganhei nada. Pela lógica, eu deveria ter ficado rica, ao invés disso, conheci um cara que foi um vírus, mexeu comigo e até hoje estou formatando minha cabeça para deleta-lo de vez da memória.

Eu nunca tinha sido tão atingida daquele jeito. Claro, já levei outros foras, mas é diferente quando é de um cara na balada, no bar, na praia. Agora quando a pessoa vira algo significante pra você, o fora fica muito mais dolorido. Já passei por dois pés na bunda bem marcantes, um deles ainda estou na fase de recuparação.

A primeira vez que levei um fora desses foi de um cara que ficamos juntos mais ou menos um mês, o tempo foi pouco, mas o suficiente para despertar em mim um sentimento que nem eu sei o que era. Sei que ele me dispensou e voltou com a ex, eu chorei, mandei e-mail pra ex dele, falei mal, fiz o escambal. Demorei pra esquecer, eu achei que ele era “O Cara”, mas um belo dia... passou. Na verdade a gente só esquece de um amor com outro, ou melhor dizendo, esquece de um sofrimento com outro. Comigo foi bem assim, esqueci desse palhaço, porque o tal de Vegas tomou seu lugar. E o que era pra ser um conto de fadas, virou um pesadelo.

Como já comentei, conheci o palhaço em Vegas...e depois disso vivemos momentos de casal “felizes para sempre”, mas ele acabou me dando um fora. Me senti na pele do carinha do filme 500 Dias com Ela (no filme a menina ilude o coitado do rapaz e depois que ele tá completamente apaixonado ela dá um fora nele). Veja o trailer:



Chorei até, não entendia o porque daquilo. Ele literalmente acabou com as minhas festas de final de ano. Faltavam apenas 2 dias para a festa de Natal, que eu iria passar na casa dos pais dele, quando ele me ligou e terminou tudo. Eu já tinha comprado presentes e os baralho a quatro. Enfim, não consegui achar graça em mais nada, não parava de pensar no que tinha acontecido, não conseguia celebrar. Enquanto todos estavam em clima de festas rindo e trocando presentes, eu fingia também estar saltitante. Passei o Natal com a minha host family, eles sabiam o que tinha acontecido e tentaram me animar. Minhas amigas também tentaram melhorar meu astral, me levaram pra várias baladas e passeios, mas no fim, eu voltava pra casa dirigindo sozinha na Highway, escutando música triste e chorando. No ano novo, eu comemorei só à meia noite, depois sentei e fiquei só observando minhas amigas curtirem a noite, enquanto o que eu mais queria era ir embora e dormir.

Logo depois eu voltei para o Brasil. Percebi que toda vez que eu ficava online no facebook ele ficava off. Foi ai que resolvi ser radical e o deletei da página e nunca mais falei com o palhaço. Foi uma época difícil, o que ele fez comigo deixou ainda mais difícil a minha readaptação ao Brasil, mas aos poucos fui ocupando minha cabeça com outras coisas parei de pensar nele e esqueci – bom, pelo menos achei que tinha esquecido. Até que um belo dia, quase um ano depois que essa história começou, fuçando na internet e jogando verde nas pessoas, descubri que ele estava ficando com uma brasileira. Pronto, o sentimento que eu achei que já tinha acabado voltou, e numa madrugada bêbada, mandei mensagem pra ele falando que ele me dava nojo – vai troxa, quem mandou ser xereta! Por sua vez, ele respondeu educadamente e até tentou puxar assunto, mas eu deletei a mensagem e não respondi mais.

No mesmo dia, resolvi ser mais radical ainda, rasguei as fotos dele dos meus álbuns e os tickets de eventos que tinhamos ido, deletei as fotos de nós dois do meu computador – e limpei a lixeira – e joguei os presentes que ele tinha me dado no lixo. Bom, as evidências do que aconteceu entre nós não existem mais, e assim vou seguindo em busca do próximo palhaço pra começar tudo de novo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Não lembro da cara dele, mas do adesivo...



(Episódio ocorrido quando eu ainda era au pair nos Estados Unidos)

Era uma quinta-feira à noite e eu e uma amiga resolvemos sair pra descontrair depois de um longo dia de trabalho. Lembrei de um pub que tinha ido uma vez e que às quintas costumava ficar cheio, e lá fomos nós.

Estavamos dançando na pista quando chegou dois caras e começaram a dançar com a gente. Eles até que eram bonitinhos, e acabei ficando com um deles. Depois de um tempinho que estavamos dançando, deixei o belezinha na pista enquanto fui ao banheiro. Quando voltei ele já estava dançando com outra menina. Fiquei na minha e fui embora sem falar com ele de novo. Eu não tinha pegado contato e até o nome dele eu havia esquecido.

Depois de uma semana fui lavar umas roupas e entre elas a calça que eu havia usado no dia que fui naquele pub, no bolso tinha um adesivo. O cara que fiquei naquela noite me deu esse adesivo que era da banda que ele tocava, eu coloquei no bolso e esqueci. Guardei o tal adesivo numa gaveta de tranqueiras e lá ficou.

Mais ou menos 6 meses depois desse ocorrido, num belo fim de semana, eu e mais duas amigas – que serão Mulher Gato e Lara Croft – já estavamos cansadas de ir para as mesmas baladas e resolvemos ir pra algum lugar diferente. Fomos parar numa rua em Washington,DC que tinha alguns barsinhos e baladinhas alternativas. Uma das minhas amigas tinha achado na internet esse bar que ia tocar umas bandas ao vivo. Logo que chegamos, na porta do bar, fizemos amizade com integrantes de uma das bandas que ia tocar, eles eram legais e resolvemos conferir.

Enquanto esperavamos para ver os nossos novos amigos tocarem, conferimos também o show de uma outra banda que tocou antes deles. Enquanto assistiamos o show , eu e as meninas concordamos em gênero, número e grau que o vocalista da tal banda que estava tocando era mô gracinha. Estavamos nos divertindo à beça, os novos amigos (e que viraram bons amigos depois disso) pagando cerveja pra gente e a gente pagando pau pro vocalista da outra banda.

Quando a banda terminou de tocar fomos falar com um deles (o baixista), o cara era gente boa, conversou com a gente e nos deu um adesivo da banda, na hora que eu bati o olho no adesivo me veio uma lembrança, eu já tinha visto aquele adesivo antes e daí lembrei “puta que pariu, é a banda daquele palhaço que peguei outro dia num pub”. Disfarçadamente falei no ouvido da Mulher Gato “meo, eu já peguei um cara dessa banda, mas não sei qual deles”, que por sua vez passou a notícia para a Lara e começamos a rir e o baixista não entendeu nada. De repente chegou junto o vocalista da banda (o que estavamos pagando pau), eu olhei pra cara dele, ele olhou pra minha cara e eu lembrei “foi esse, foi esse que eu peguei”. Meo, jamais eu ia imaginar que encontraria aquele cara de novo, e foi muito engraçado porque ficamos o show inteiro comentando dele.

No fim, fizemos amizade com todos os caras da banda, e como não perco tempo... chamei o tal palhacinho de canto e falei “I know you”. E ele disse “I know you too” LOL.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O que os palhaços andam falando por ai...pérolas.


Nada como pérolas de palhaços que eu mesma ouvi, ou amigas me contaram, para atualizar esse blog que faz tempo que não traz umas historinhas da minha comédia vida privada. Começarei com duas pérolas que amigas me contaram.

Esclarecimento sobre os personagens: Palhaço = homem imbecil; Empresária Circense: mulher que lida com os palhaços. (créditos : Blog Homem é Tudo Palhaço)

Uma amiga foi numa balada e ficou com um gracinha, passou o telefone, ele era fofo e realmente ligou pra marcar um segundo encontro:

Empresária Circense: Oi Palhacinho, tudo bem e você?
Palhacinho: Tudo, tô te ligando pra gente combinar de se ver de novo e tal.
Empresária Circense: Aah, legal!
Palhacinho: Então né? vai rolar uma micareta semana que vem, ta a fim de ir?
Empresária Circense: Micareta?????

Comentários: Micareta combina bem com aquela música “Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”... Segundo encontro numa micareta? Bom... é um palhaço mesmo.

Na balada, estava minha amiga, o cara chegou nela e disse:

Palhaço: Oi tudo bem?
Empresária Circense: Oi, tudo e com você?
Ele: Tudo ótimo, posso te fazer uma pergunta?
Empresária Circense: Pode.
Palhaço: Você beijaria o Brad Pitt se ele estivesse aqui agora?
Empresária Circense: Provavelmente (rindo)
Palhaço: Se eu te disser que minha mãe sempre fala que sou igualzinho ao Brad vc acredita?
Empresária Circense: Hahahahaha não!

Comentários: Cantada infeliz.

Estava eu no MSN quando um palhaço (que eu nunca peguei e nunca tive a intenção de pegar) me chama:

Palhaço: Iai Mari, tudo bem?
Eu (Empresária Circense): Tudo e você?
Palhaço: Vamos marcar alguma coisa e tal. Tô vendo suas fotos aqui no Face, tô pirando nelas heim.
Palhaço: ?
Mari is offline

Comentários: Preferi ficar off, que raio se responde para uma pessoa que diz estar "pirando" nas suas fotos?

Fui num bar com umas amigas e chega um palhaço em mim:

Você gosta de sexo?
Eu (Empresária Circense): Queee?
Palhaço: S-E-X-O. – E começou a fazer o movimento com as mãos simulando um ato sexual.

Único comentário: P-A-L-H-A-Ç-O

Conheci, certa vez, um palhaço (americano) pelo site de relacionamento.
Palhaço: Você já deu pra muitos caras?
Eu (Empresária Circense): Queeeee??
Palhaço: É que aparentemente brasileiros fazem e gostam bastante de sexo.

Comentários: Além de palhaço, é daqueles geograficamente e culturalmente ignorantes. PS: pior raça.

Num belo dia de calor andando feliz pela rua no meu horário de almoço e chupando um sorvete, escuto: Huuuum, que sorvete gostoso!

Comentários: pedreiro.

Num dia aparentemente normal, minha irmã estava indo trabalhar, quando para um cara ao seu lado no metro e fica a olhando dos pés à cabeça e sussurando e lambendo os lábios “Huum, delicinha, xoxotinha”.

Comentários: CHEGA... essa foi pra acabar!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Pelo amor... que desatualizado isso aqui está.

I'm really sorry, estou mais do que atrasada com as atualizações desse blog. Como não sou mais Aupair, sei que o público deu uma caída, porque a maioria dos leitores eram futuras Aupairs que adoravam ler minhas aventuras nos US.

Bom, de volta ao Brasil, é tudo diferente, a vida é outra, as aventuras bem menos e as inspirações são outras. Mas isso não significa que deixarei de postar por aqui. Ainda tenho coisa pra contar de quando eu ainda era Aupair, e também algumas coisas novas vividas em terras brasileiras, só me falta um pouco de tempo e inspiração, mas prometo que logo logo terei novos textos.

Hoje vim só dar um hello mesmo e postar um vídeo da Amy, para fazer uma homenagem. Sou muito fã dela, e fiquei super triste com sua morte. Não me interessa o que ela fazia com vida dela. Ela foi uma grande cantora, com uma voz incomparável, com músicas ótimas e letras inspiradoras, e pelo que já vi e li sobre ela, era também uma pessoa com um bom coração. Mas infelizmente deixou que a depressão, drogas e bebidas direcionassem sua vida.

Essa é uma das minhas músicas favoritas "Me and Mr.Jones" que fala sobre algum dos palhaços que ela se envolveu, as partes que mais gosto são no começo que ela fala "What kind of fuckery is this?" que significa tipo "Mas que putaria é essa?" e na parte que ela diz "Nowadays you don't mean dick to me" (que pode ser interpretada de várias formas mas tudo no mesmo sentido) que é "Hoje em dia você não significa merda nenhuma pra mim". A palavra "dick" significa pau, então também pode entender como "Hoje em dia você não é nem um pau pra mim"... ou seja, o que ela quis dizer é que o cara é um bosta pra ela hahahhaah AMY vc é FODA!!! We'll miss you :(

domingo, 8 de maio de 2011

Tô apertada, vamos atrás daquela árvore.


Na vida de au pair não existe ficar um fim de semana dentro de casa de host family, ou você sai, ou fica com a sensação de que trabalhou no seu fim de semana de folga. Ainda bem que sempre tive amigas camaradas, e que tinham esquemas todo freaking weekend.

Num belo fim de semana de Outono, uma amiga minha – que apelidarei de Mulher Gato – arrumou um esquema. Ela conhecia outras au pairs que moravam na Carolina do Sul, e que iam passear em DC com uns peguetes que elas arrumaram, eles combinaram de ir numa balada em que conheciam o dono. Conheciam o dono? Certeza que seria mesa VIP e bebida na faixa, claro que eu e a Mulher Gato nos infiltramos no esquema.

E lá vamos nós, deixei meu carro no estacionamento e pegamos o metro. Chegamos na balada e a tal galera já estava lá... entramos, e como esperado, vodka a noite inteira na faixa. Não tinha nenhum cara que desse pra pegar, mas a galera era gente boa e foi muito divertido.

Depois de incontáveis copos de vodka com tudo quanto é coisa, a balada fechou e essas alturas eu e a Mulher Gato estavamos beeem pra lá de bêbadas. Fomos as últimas a sair, e só saimos porque os funcionários já estavam até varrendo o local, as luzes estavam acesas e o DJ já tinha desligado o som.

Já na rua, agradecemos a todos, demos tchau e seguimos nosso caminho, sem perceber que já era super tarde e o metro já tinha fechado. Depois de andar uns 2 quarterões que a Mulher Gato olhou no relógio e disse “Mari, o metro já fechou”. Que vacilo! Estamos bem longinho de casa e do estacionamento que havia deixado meu carro. Mas não tinha outro jeito e pegamos um taxi até meu carro, lembro que fui o caminho todo tontinha, com a janela aberta e com a cabeça pra fora, me contorcendo porque queria fazer xixi, e no estado que eu tava se demorasse mais um pouquinho eu ia fazer nas calças.

Assim que descemos do taxi, a Mulher Gato também tava muito apertada, pagamos o taxi, mal esperamos ele ir embora e corremos pra trás da primeira árvore que avistamos, baixamos as calças e fizemos xixi ali mesmo. O xixi não acabava mais, e ainda com as calças arriadas é que percebemos que a árvore não tinha uma freaking folha pra nos tampar, tava peladinha,seca, não escondia nada... Claro, era OUTONO!

Já que não tinha jeito mesmo e nossas bundas à mostra, caimos na risada. Quando terminamos, fomos pegar o carro. Eu morava à mais ou menos 3 minutos de distância dali, só que a bebedera era tanta que eu não tinha condições nem de ligar o carro, muito menos ir pra casa. E acabamos dormindo lá mesmo. Essa do xixi ficou pra história, depois disso, toda árvore que viamos sem nenhuma folha, era motivo de piada.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sites de relacionamento


Nunca tinha passado pela minha cabeça fazer um cadastro num site de relacionamento, pelo contrário, achava uma coisa ridícula. Até chegar nos Estados Unidos e uma amiga me contar sobre um site que ela tinha cadastro e já tinha conhecido vários caras legais.

Pensei “Porque não?”. Fiz cadastro no tal site e todo dia eu checava minha caixa de mensagens pra ver se alguém tinha me escrito. E foi assim que conheci o primeiro americano que eu fiquei. Depois de algumas conversinhas pela net, encontrei ele num shopping perto de casa. Fiquei um pouco com medo e até levei duas amigas só pra ver o cara e ir embora, mas foi bobeira porque o cara era gente boa e estava ali realmente para um encontro e nada mais.

Eu estava supernervosa, era a primeira vez que estava saindo com um americano, eu tinha acabado de chegar nos Estados Unidos e meu inglês tava um lixo. Mas ele era tão bacana que a conversa fluiu super bem, conseguimos nos entender sem problemas. Fomos num bar/restaurante dentro do shopping e conversamos por horas.Vi que esse lance de sites de relacionamento era até que um bom negócio. E assim foi, tive outros encontros mais ou menos no mesmo esquema - no shopping, no bar/restaurante.

Era até que divertido navegar por esses sites, é muito engraçado as coisas que se vê. Cada um que parecia brincadeira, fotos bizarras, profiles idiotas, frases clichês etc e tal. Alguns mandavam mensagens com piadinhas americanas totalmente sem graça tipo “Vc sabe quanto pesa um urso polar?”. Eu não sei a resposta porque – obvio – não respondi esse cara. E tem os malucos também que mandam “...Eu sou muito bem de vida e procuro uma esposa, te darei tudo que quiser...”.

Mas às vezes conhecer alguém da net, pode ser desastroso. Uma certa vez encontrei um cara que além de não ser gatinho, como parecia nas fotos, era meio chato. Depois dessa experiência, fiquei mais esperta, marcava os dates na sexta ou no sábado lá pelas 7 da noite – hora de jantar – então, o cara pagava a janta e as bebidas. Se ele fosse feio e/ou chato, pelo menos eu tinha jantado de graça. (parece maldoso, mas com o salário que eu ganhava, uma janta de graça era lucro). Minhas amigas já ficavam me esperando de carro no estacionamento do shopping, se fosse o caso, eu já dava um “tchau, tenho que ir” para o cara e me mandava pra balada com elas.

No fim das contas conheci um cara que me fez até desistir dessa de sites de relacionamento. Conforme o perfil dele no site, ele era 3 anos mais velho que eu, e como eu só saio com cara mais novo, era a minha chance de testar uma coisa nova. Marquei o date, cheguei lá e descobri que na verdade ele era 7 anos mais velho, mas não aparentava e até que era gatinho.

Estavamos sentados no bar e a conversa começou ficar esquisita, e ele perguntava: “Vc prefere cozinhar ou limpar a cozinha? Gosta de gato ou cachorro? Prefere trabalhar fora ou ficar em casa olhando as crianças?” eu, com uma enorme cara de interrogação respondi “Peraí, essas perguntas estão um pouco estranhas para um primeiro encontro”. Conversa vai, conversa vem, ele lança “Levanta um pouco, por favor” – eu toda inocente levantei – ele pegou na minha mão me rodou e disse “É, vc tem um corpo legal”. Eu tratei de ir embora dali o mais rápido possível. O cara continuou no meu pé e eu resolvi dar outra chance. Saimos de novo, dessa vez para jantar, e ele só deu bola fora de novo.

Cardápio em inglês não é fácil de entender, são temperos e comidas estranhas que às vezes é um desafio saber o que é. Então para evitar de comer algo que me desse dor de barriga, ou ter que engolir algo super apimentado e pagar mô mico, eu pedi só uma salada. E ele lança a primeira pérola da noite “Meninas como vc sempre pedem salada quando saem com um cara e quando chegam em casa devoram a geladeira, né?”. Realmente eu ia chegar em casa e jantar de novo, porque uma saladinha não ia me sustentar a noite inteira, mas isso é comentário que se faça? Dei uma risadinha sem graça e disse “É que eu não estou com muita fome, hihi hihi” mas por dentro tava gritando “Nossa, cala a boca, otário”.

Depois de enfiar a salada goela abaixo o mais rápido que pude, disse que tinha que ir embora. O carro dele estava um pouco longe do restaurante, como o meu tava bem na porta ofereci uma carona até o carro dele, liguei o rádio e eu estava tocando o CD do Cansei de Ser Sexy, e comentei “Essa banda é lá da minha cidade” e o infeliz disse “Ela não tem ritmo nenhum pra cantar, parece que está falando a música”. Puta que pariu, que cara mala, além de tudo vem criticar a banda que eu gosto.

Depois desse date, o palhaço ficava me mandando mensagem direto me convidando pra ver apartamento com ele – ele disse que ia comprar um apê novo – depois me mandava mensagem perguntando se eu queria dar uma volta na BMW nova dele. Aff, achando que ia me impressionar. Eu inventava que estava fazendo um curso super difícil e tinha que estudar, ou que ia trabalhar até tarde e sempre declinava os convites dele. Até que um dia ele desistiu.

Ainda tenho cadastro nesse site, quando não tenho o que fazer acesso pra descontrair. Definitivamente, isso é uma coisa que pessoas solteiras deveriam conferir, se não der certo com ninguém, pelo menos vai te garantir boas risadas.

PS: Galera, o template do blog está em reforma, eu não sei se está sendo possivel comentar, caso vc não consiga, please, me mande um e-mail: fale.com.mari@hotmail.com. THANKS ;)

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Dança dos Desempregados




Nossa, fazia tempo que eu não entrava nessa dança.Trabalhei 5 anos na mesma empresa e só sai de lá quando fui embarcar para ser  au pair.

E porque que eu fui sair de lá? Para melhorar meu currículo, claro. Porque pessoas que moraram fora costumavam ganhar o dobro que eu ganhava. Bom, feliz da vida passei 2 anos fora, e meus objetivos foram cumpridos:

Fluência no Inglês – ✔
Estudar - ✔
Viagens pelo país – ✔
Maturidade – ✔

Pronto, hora de voltar para a terrinha onde nasci. Esperançosa e orgulhosa, eis minha carta de apresentação:

Prezado senhor (a),

Estou me candidatando à vaga de blá blá blá existente no seu quadro de funcionários.

Morei nos Estados Unidos por dois anos, voltei ao Brasil há pouco tempo e procuro minha recolocação no mercado de trabalho.

Sou formada em Letras, falo inglês fluente e espanhol básico. Fiz diversos cursos de Inglês e Espanhol no exterior. Tenho experiência como blá blá blá...

Me disponho à prestar mais informações.

Atenciosamente,
Mari Proença.

Tudo bem que nunca fui uma CEO, nunca cheguei nem perto disso, mas tenho bom senso e só me candidato à vagas compatíveis com o meu perfil. Se os caras pedem um Gerente de Marketing, não é porque eu já trabalhei como assistente dessa área e comprei pãozinho pro chefe tomar café que eu vou tentar o cargo, pois certamente vão exigir experiência na gerência e formação na área, ou seja, qualificações que eu não tenho. Claro, por isso tenho me candidatado à vagas de: Professora, Secretária, Recepcionista, Analista, Assistente, Auxiliar... e por ai vai. Alguma coisa que se relacione com o meu perfil profissional, mas não esperava que os salários tavam tão ruíns.

A questão é a seguinte, eu me cadastrei à diversas vagas de Secretária – PS: o salário de uma Secretária Bilíngue, bilíngue mesmo, que tem que falar com os caras lá na gringa, é de R$2.000 à R$5.000 reais – as exigências básicas são: Formação em Letras ou Secretariado, Inglês fluente e experiência na função. Putz, não tenho experiência, apesar de conhecer rotinas administrativas, nunca fui uma secretária, mas “pulei essa parte” e me candidatei mesmo assim, pois minha pretenção salarial era 2 mil. Conclusão: nenhum contato.

Pensei “tenho que baixar minha bolinha porque ser Secretária não vai rolar”. Comecei a dar mais ênfase pras vagas de professora, que na verdade foi a minha primeira opção até ir numa entrevista no CNA...

Cheguei lá e fiz uma prova de 1 hora e meia de duração, depois da prova o Coordenador da Unidade foi conversar comigo...tudo em inglês.

Mari: blá blá blá em inglês.
Entrevistador: Hmmmm, really?
Mari: Yes, mais blá blá blá em inglês.
Entrevistador: Nice. Why do you want to be a teacher?
Mari: Blá blá blá Wiskas sachê.
Entrevistador: ….zzzzzzz...zzzzzz....zzzz

O cara me mostrou toda a escola e me explicou como era o processo seletivo: “Bom, depois que eu pegar o resultado dessa prova que você acabou de fazer, eu vou te ligar, ai você comparece aqui novamente e apresenta uma aula pra mim, se eu aprovar sua aula, você passará por um treinamento eliminatório de uma semana, passando pelo treinamento, você apresentará uma aula para os funcionários lá do treinamento, eles aprovando sua aula, a gente vai ver quais classes vamos te dar e você começa a trabalhar.”

Ok, processo um pouco complicado, mas é hora de saber os benefícios, ai que foi a decepção, eles pagavam 11 reais por hora/aula, 70 reais de vale refeição (Seee você trabalhar um X de horas lá por mês), vale transporte e assitência médica. Bom... era certeza absoluta que ele não ia me dar turma de alunos suficiente para que eu pudesse pelo menos ganhar mais do que eu ganhava antes de embarcar pra Terrinha do Tio Sam. Fora que era bem provável que eu pegasse uns horários assim: Segunda e Quarta classes das 8h às 10h pausa depois das 15h às 17h... A Unidade era em Santana, o que que eu ia fazer nesses buracos de horário? Voltar pra casa e gastar mais condução... Tcs Tcs Tcs...sem condições.

Convencida que professor é uma profissão ingrata, comecei a me cadastrar em vagas para Recepcionista Bilíngue, Agente de Turismo Bilíngue, Atendimento ao Cliente Bilíngue, Assistente de sei lá o que Bilíngue, C#@$lho a Quatro Bilíngue... Qualquer coisa que eu pudesse aproveitar todo o rolê que dei nos Estados Unidos para aprender o maldito do Inglês.

Recebi alguns contatos e percebi que, eu só obtia retorno de vagas que exigiam menos do que o meu currículo oferece, por exemplo, vagas que exigem só ensino médio ou superior cursando, sendo que eu tenho superior completo, ou vagas que exigem inglês intermediário, sendo que meu inglês é fluente. E claro, para exigências poucas...salário baixo. Nada feito!

No Infojobs, toda vaga que eu me candidato tem a observação no rodapé “ + de 50 pessoas já se candidataram nessa vaga”. O que acontece é que as pessoas precisam trabalhar e quando não conseguem o emprego dos sonhos, começam a apelar. Por isso, uma vaga de Recepcionista que exige inglês intermediário e o cara vê o meu currículo, é mais que lógico que ele vai ligar pra mim, que fiz Inglês desde que o Brasil foi descoberto e morei fora, e não pra uma candidata que tá fazendo cursinho no Wizard. Da mesma forma que uma vaga de Secretária que exige experiência e inglês fluente, o cara não vai me ligar, porque vai ter mais de 50 candidatos com as mesmas qualificações que as minhas plus experiência na área.

Moral da história: eu continuo tentando...pois sou brasileira e não desisto nunca, e vocês que não estão na dança dos desempregados, segurem seus empregos e façam de tudo pra sempre incluir algo a mais no seu currículo, porque quando você pensa que é o fodão... pode apostar que tem um concorrente mais foda que você.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A volta não é fácil


Quando eu cheguei na casa da minha host family pela primeira vez, já tinha um computador no meu quarto e eu ficava a noite toda na internet conversando com amigos do Brasil, mas na segunda semana que estava lá, o computador quebrou. Eu ainda não tinha laptop, fiquei sem comunicação com o Brasil. Eu usava o computador deles de vez em quando para olhar meus e-mails, mas não conseguia acessar MSN, orkut, facebook e nada disso porque meu host bloqueava por causa das crianças.

Foi quando bateu o primeiro desespero, eu me toquei que estava ali, sem amigos por perto, sem pessoas que pudessem falar Português comigo, na primeira noite sem o computador no meu quarto eu fui dormir chorando, eu me senti tão sozinha e perdida, abandonada num porão de uma família que eu tinha acabado de conhecer. Foi horrível.

Eles demoraram um mês para consertar o computador, eu já tinha comprado um GPS e não tinha mais medo de me perder. Então depois do meu expediente, eu pegava o carro e cada dia ia na casa de uma Aupair diferente para usar a internet. E assim, sem querer, meu ciclo de amizade foi aumentando e a minha necessidade de ficar online em contato com o que estava acontecendo no Brasil sumiu.

Quando me dei conta, eu já tirava de letra as dificuldades que encontrava no dia a dia, eu não me sentia mais sozinha, eu fui me acostumando à uma vida completamente diferente, eu conheci pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo, preconceitos que eu tinha foram banidos, eu criei à minha volta um lar, minha mente foi aberta e eu adquiri conhecimentos e vivi coisas jamais imaginadas pela minha pessoa antes dessa experiência. Eu mudei.

Cada dia foi importante, cada pessoa que eu conheci e cada momento que eu vivi foram cruciais. Os sofrimentos e as alegrias, tudo. Peguei pra mim costumes americanos, não os maus, mas os bons, inseri na minha cultura o que achei de mais interessante no povo americano, como: reciclar, não jogar lixo na rua em nenhuma hipótese, não desperdiçar comida, não reparar na roupa e nem cuidar da vida dos outros, cumprimentar os vizinhos, dançar de qualquer jeito...

Em muitos momentos senti muita falta do meu país, da minha família, da minha casa, dos meus amigos, da comida, do senso de humor brasileiro, dos programas de televisão, da alegria do povo mesmo sendo uma população pobre em sua maioria, dos churrascos...

O que eu vivi nos Estados Unidos foi inesquecível, mas qual seria a razão de ficar lá pra sempre, sem poder sentir o gostinho do país que eu nasci e vivi 24 anos da minha vida? Pensei comigo “Preciso viver o Brasil, matar a saudade, preciso dar uma chance para ver o que acontece” por isso voltei.

Eu não arrumei emprego ainda – motivo: ofertas de salário vergonhosas – não desisti, ainda estou à procura. É estranho morar de novo na casa dos pais, eu tenho quase 27 anos e a minha mãe ainda tem umas preocupações que me irritam. Brigas com irmãos começam, mancadas dos amigos também, ouvir cantada de peão na rua faz parte, metro lotado e gente mau educada no trânsito, crianças pedindo esmola... Ai as coisas boas começam a passar... saudade da família...passa, saudade da comida... passa, saudade dos amigos... passa. O mesmo desespero que senti quando o computador do meu quarto quebrou, eu senti depois que mágica de estar de volta passou.

Quando você mora fora, você muda. Mas quando você está de volta pra casa percebe que tudo e todos serão sempre os mesmos. É como se eles tivessem parado no tempo enquanto você estava vivendo.

PS: atingi mais de 100 seguidores. Uhuuuu, valeu galera =)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Última semana nos Estados Unidos



(Texto escrito há 3 semanas, antes de eu chegar no Brasil)

Hoje eu volto pra casa, depois de 2 anos muito, muito longe. Eu mal posso explicar o sentimento, só garanto que é muito ruím. A nova Aupair – que vai me substituir – já chegou. Eu já mudei para outro quarto, minhas coisas já estão todas empacotadas, não tenho mais celular, não tenho mais a chave do carro, e as minhas crianças já estão até acostumados com a idéia. Hoje depois da janta meu menino de 4 anos veio no meu quarto me falar “Mari, your car is Tereza's car now”. Eu ri.

Muitas vezes eu quis ficar, muitas vezes eu quis ir embora. Mas agora que chegou a hora, eu começo a pensar nas coisas boas que eu vivi aqui e que tudo passou e vai ter que ficar pra trás. Mas, a vida é assim, o mundo deu muitas voltas e no fim eu vi que eu tinha mesmo que voltar pro Brasil. Tristezas à parte, na minha última semana por aqui teve um feriado no meio. Então, resolvi me acabar de sair. Consegui ver todos os amigos que eu queria me despedir, isso foi muito bom.

Sai 5 dias seguidos - de quarta à domingo - comecei a jornada, adivinha onde? No Union Jack's, claro, o barsinho que vivi várias histórias (principalmente no Happy Hour). Tava bem legal, cheio de gatos. Logo que entrei já bati o olho em um e comentei com as meninas... E uma das minhas amigas cutucou ele e apontou pra mim e ele veio falar comigo (passei mô vergonha, mas valeu a pena). O cara foi modelo, modelo mesmo, profissional... ele me mostrou umas fotos no celular de uns trabalhos que ele fez... e na hora pensei “Nossa Senhora, eu não creio que esse cara tá me dando moral”. Sério, o cara era muito gato. Alto, cabelo loiro escuro, olhos esverdiados. Tórax, barriguinha, bíceps, tudo nele era uma delicinha. Dançamos, conversamos e tal. Não rolou beijo – é bem raro conseguir beijar um americano logo que conhece – mas ele pediu meu telefone. E eu, claro, já logo avisei que ia embora de volta pro Brasil na terça-feira e ele disse que me ligaria antes.

Chegou sexta e ele não tinha ligado, então eu resolvi mandar mensagem na caruda. Ele me respondeu e nos encontrando numa balada. Dançamos o tempo todo, beijei ele, mas como americano não beija de língua, ele ficou impressionado, começou até a suar. Eu não tava acreditando que estava com um monumento daquele: Gato, bem vestido e cheiroso, e ele que estava nervoso porque eu o beijei de verdade. Cada uma, eu ri.

Eu não via a hora da balada fechar pra ele me convidar pra ir pra casa dele (vaca - rs). No fim das contas, as minhas amigas foram embora, eu fiquei lá com ele, mas acabei descubrindo que o belezinha morava com os pais, ou seja, lá vai a Mari voltar pra casa chupando o dedo. Liguei pras meninas e elas voltaram pra me pegar. Fiquei frustrada de ter que ir pra casa dormir sozinha e deixar aquele corpinho ir embora. Como eu não tinha tempo para perder, no sábado, mandei mensagem de novo. Mas ele nunca me respondeu. Acho que ficou com medo de mim.

Bom, no sábado lá vai eu e umas amigas na nossa quarta noite consecutiva saindo de balada. Fomos pra uma balada em DC que eu já tinha ido algumas vezes e gostei. Estava eu dançando sussegada, quando entra um carinha que eu já tinha pegado no Verão passado e que no último mês eu trombei ele umas 4 vezes em lugares aleatórios. Dessa vez, ele resolveu vir falar comigo. Se aproximou e disse “Eu lembro de vc, como é seu nome mesmo?” e ele puxou um papinho e depois vazou e não voltou mais. Ainda bem, porque ele até que é bem bonitinho, mas muito idiotão. PS: já contei dele nesse post aqui: Casos de Happy Hour. Ele é o metrosexual.

No domingo o destino foi DC também. A balada que fomos tava meio vazia – o pessoal é meio mole , mesmo sendo feriado na segunda, são poucas baladas que abrem – mas tava divertido, ficamos lá umas horinhas e resolvemos ir embora depois que começou a chegar muito cara chato na gente. A motorista tinha bebido um copo de vodka com suco e deu o carro pra outra menina dirigir – que tinha bebido 5 vezes mais do que ela, o carro não era meu e eu não as conhecia muito bem, então nem palpitei – estavamos no nosso caminho, indo para casa, quando a motorista começou a fazer graça com os caras do carro do lado. Não deu em nada e os caras vazaram, um pouco depois uma luz de cegar estava nos seguindo. Sim, era a polícia.

Pronto, o fiofó prendeu, já estavamos certa de que a motorista ia ser presa. A dona do carro estava em pânico, ela é peruana e ficava falando em espanhol misturado com inglês “Vamos a ser arretado. My car can't have tickets”. Enquanto isso eu e a minha amiga no banco de trás reviravamos as bolsas à procura de um chiclete para disfarçar o bafo de alcóol da motorista.

Depois de uma pequena espera, uma policial veio falar com a gente, perguntou um monte de coisas, pediu a carta de motorista e documentos do carro. Chamou a motorista para conversar lá fora, foi aí que tivemos certeza que iriamos passar a noite na delegacia. Quando a menina voltou foi uma surpresa, a policial não deu multa, não deu teste de bafometro e nada. Só pediu para ela dirigir com mais atenção porque sentiu cheiro de alcoól dentro do carro e acreditava que vinha dos outros passageiros. Foi uma puta sorte, porque a menina que dirigia já tinha dois registros na policia por dirigir bêbada e um pouco antes de deixarmos a balada naquela noite, ela tinha acabado de tomar 2 shots de sei lá o que. E eu e as outras duas meninas que tinhamos bebido quase nada (ou nada) que saimos de bêbadas da história... Hahahahah.

Me diverti muito e aproveitei bem minha última semana nos Estados Unidos, só faltou pegar de jeito o bonitão modelo para fechar com chave de ouro. Mas ele e a América que me aguarde... um dia eu ainda volto.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mais um Natal...


Sem muito lero lero nesse post. Estou aqui atualizando, porque tá feio já esse blog abandonado. Desde o último post muitas coisas aconteceram, o bom é que foi pra melhor. Me inspirarei com esses acontecimentos depois para contar mais detalhes em novos posts.

Nesse post só quero desejar um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo, espero que todos tenham tido um ano de muitas surpresas boas e crescimento, como foi pra mim.

Em 2011 foi marcado pela minha volta ao Brasil, o sofrimento que foi minha readaptação, as pessoas que reencontrei, algumas boas e outras não. Esse ano foi de muito aprendizado como tem sido todos os anos da minha vida.

Amanhã (24 de Dezembro de 2011) embarco para os Estados Unidos novamente, mas dessa vez somente para passar férias. Estou ansiosa para ver como esta aquele lugar que deixei à quase 1 ano. Espero que seja umas férias bem legais para eu contar os “causos” pra vocês quando voltar.

Obrigada a todos os leitores e vamos ver o que espera pela gente em 2012.

sábado, 24 de setembro de 2011

Se recuperar de um pé na bunda não é fácil.


Cara, o destino é muito irônico mesmo. Na verdade não acredito muito em destino, mas o fato é que certa vez escrevi um post aqui no blog sobre o quanto eu precisava ir pra Vegas, porque como não tenho sorte no amor, então ficaria milionária com apenas uma moedinha de 25 cents.

Um tempão depois de ter escrito esse texto, amando absolutamente somente à mim mesma e com o espírito da piriguete encarnado, finalmente fui de férias pra Las Vegas. Num cassino, joguei apenas a moedinha 25 centavos mas não ganhei nada. Pela lógica, eu deveria ter ficado rica, ao invés disso, conheci um cara que foi um vírus, mexeu comigo e até hoje estou formatando minha cabeça para deleta-lo de vez da memória.

Eu nunca tinha sido tão atingida daquele jeito. Claro, já levei outros foras, mas é diferente quando é de um cara na balada, no bar, na praia. Agora quando a pessoa vira algo significante pra você, o fora fica muito mais dolorido. Já passei por dois pés na bunda bem marcantes, um deles ainda estou na fase de recuparação.

A primeira vez que levei um fora desses foi de um cara que ficamos juntos mais ou menos um mês, o tempo foi pouco, mas o suficiente para despertar em mim um sentimento que nem eu sei o que era. Sei que ele me dispensou e voltou com a ex, eu chorei, mandei e-mail pra ex dele, falei mal, fiz o escambal. Demorei pra esquecer, eu achei que ele era “O Cara”, mas um belo dia... passou. Na verdade a gente só esquece de um amor com outro, ou melhor dizendo, esquece de um sofrimento com outro. Comigo foi bem assim, esqueci desse palhaço, porque o tal de Vegas tomou seu lugar. E o que era pra ser um conto de fadas, virou um pesadelo.

Como já comentei, conheci o palhaço em Vegas...e depois disso vivemos momentos de casal “felizes para sempre”, mas ele acabou me dando um fora. Me senti na pele do carinha do filme 500 Dias com Ela (no filme a menina ilude o coitado do rapaz e depois que ele tá completamente apaixonado ela dá um fora nele). Veja o trailer:



Chorei até, não entendia o porque daquilo. Ele literalmente acabou com as minhas festas de final de ano. Faltavam apenas 2 dias para a festa de Natal, que eu iria passar na casa dos pais dele, quando ele me ligou e terminou tudo. Eu já tinha comprado presentes e os baralho a quatro. Enfim, não consegui achar graça em mais nada, não parava de pensar no que tinha acontecido, não conseguia celebrar. Enquanto todos estavam em clima de festas rindo e trocando presentes, eu fingia também estar saltitante. Passei o Natal com a minha host family, eles sabiam o que tinha acontecido e tentaram me animar. Minhas amigas também tentaram melhorar meu astral, me levaram pra várias baladas e passeios, mas no fim, eu voltava pra casa dirigindo sozinha na Highway, escutando música triste e chorando. No ano novo, eu comemorei só à meia noite, depois sentei e fiquei só observando minhas amigas curtirem a noite, enquanto o que eu mais queria era ir embora e dormir.

Logo depois eu voltei para o Brasil. Percebi que toda vez que eu ficava online no facebook ele ficava off. Foi ai que resolvi ser radical e o deletei da página e nunca mais falei com o palhaço. Foi uma época difícil, o que ele fez comigo deixou ainda mais difícil a minha readaptação ao Brasil, mas aos poucos fui ocupando minha cabeça com outras coisas parei de pensar nele e esqueci – bom, pelo menos achei que tinha esquecido. Até que um belo dia, quase um ano depois que essa história começou, fuçando na internet e jogando verde nas pessoas, descubri que ele estava ficando com uma brasileira. Pronto, o sentimento que eu achei que já tinha acabado voltou, e numa madrugada bêbada, mandei mensagem pra ele falando que ele me dava nojo – vai troxa, quem mandou ser xereta! Por sua vez, ele respondeu educadamente e até tentou puxar assunto, mas eu deletei a mensagem e não respondi mais.

No mesmo dia, resolvi ser mais radical ainda, rasguei as fotos dele dos meus álbuns e os tickets de eventos que tinhamos ido, deletei as fotos de nós dois do meu computador – e limpei a lixeira – e joguei os presentes que ele tinha me dado no lixo. Bom, as evidências do que aconteceu entre nós não existem mais, e assim vou seguindo em busca do próximo palhaço pra começar tudo de novo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Não lembro da cara dele, mas do adesivo...



(Episódio ocorrido quando eu ainda era au pair nos Estados Unidos)

Era uma quinta-feira à noite e eu e uma amiga resolvemos sair pra descontrair depois de um longo dia de trabalho. Lembrei de um pub que tinha ido uma vez e que às quintas costumava ficar cheio, e lá fomos nós.

Estavamos dançando na pista quando chegou dois caras e começaram a dançar com a gente. Eles até que eram bonitinhos, e acabei ficando com um deles. Depois de um tempinho que estavamos dançando, deixei o belezinha na pista enquanto fui ao banheiro. Quando voltei ele já estava dançando com outra menina. Fiquei na minha e fui embora sem falar com ele de novo. Eu não tinha pegado contato e até o nome dele eu havia esquecido.

Depois de uma semana fui lavar umas roupas e entre elas a calça que eu havia usado no dia que fui naquele pub, no bolso tinha um adesivo. O cara que fiquei naquela noite me deu esse adesivo que era da banda que ele tocava, eu coloquei no bolso e esqueci. Guardei o tal adesivo numa gaveta de tranqueiras e lá ficou.

Mais ou menos 6 meses depois desse ocorrido, num belo fim de semana, eu e mais duas amigas – que serão Mulher Gato e Lara Croft – já estavamos cansadas de ir para as mesmas baladas e resolvemos ir pra algum lugar diferente. Fomos parar numa rua em Washington,DC que tinha alguns barsinhos e baladinhas alternativas. Uma das minhas amigas tinha achado na internet esse bar que ia tocar umas bandas ao vivo. Logo que chegamos, na porta do bar, fizemos amizade com integrantes de uma das bandas que ia tocar, eles eram legais e resolvemos conferir.

Enquanto esperavamos para ver os nossos novos amigos tocarem, conferimos também o show de uma outra banda que tocou antes deles. Enquanto assistiamos o show , eu e as meninas concordamos em gênero, número e grau que o vocalista da tal banda que estava tocando era mô gracinha. Estavamos nos divertindo à beça, os novos amigos (e que viraram bons amigos depois disso) pagando cerveja pra gente e a gente pagando pau pro vocalista da outra banda.

Quando a banda terminou de tocar fomos falar com um deles (o baixista), o cara era gente boa, conversou com a gente e nos deu um adesivo da banda, na hora que eu bati o olho no adesivo me veio uma lembrança, eu já tinha visto aquele adesivo antes e daí lembrei “puta que pariu, é a banda daquele palhaço que peguei outro dia num pub”. Disfarçadamente falei no ouvido da Mulher Gato “meo, eu já peguei um cara dessa banda, mas não sei qual deles”, que por sua vez passou a notícia para a Lara e começamos a rir e o baixista não entendeu nada. De repente chegou junto o vocalista da banda (o que estavamos pagando pau), eu olhei pra cara dele, ele olhou pra minha cara e eu lembrei “foi esse, foi esse que eu peguei”. Meo, jamais eu ia imaginar que encontraria aquele cara de novo, e foi muito engraçado porque ficamos o show inteiro comentando dele.

No fim, fizemos amizade com todos os caras da banda, e como não perco tempo... chamei o tal palhacinho de canto e falei “I know you”. E ele disse “I know you too” LOL.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O que os palhaços andam falando por ai...pérolas.


Nada como pérolas de palhaços que eu mesma ouvi, ou amigas me contaram, para atualizar esse blog que faz tempo que não traz umas historinhas da minha comédia vida privada. Começarei com duas pérolas que amigas me contaram.

Esclarecimento sobre os personagens: Palhaço = homem imbecil; Empresária Circense: mulher que lida com os palhaços. (créditos : Blog Homem é Tudo Palhaço)

Uma amiga foi numa balada e ficou com um gracinha, passou o telefone, ele era fofo e realmente ligou pra marcar um segundo encontro:

Empresária Circense: Oi Palhacinho, tudo bem e você?
Palhacinho: Tudo, tô te ligando pra gente combinar de se ver de novo e tal.
Empresária Circense: Aah, legal!
Palhacinho: Então né? vai rolar uma micareta semana que vem, ta a fim de ir?
Empresária Circense: Micareta?????

Comentários: Micareta combina bem com aquela música “Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”... Segundo encontro numa micareta? Bom... é um palhaço mesmo.

Na balada, estava minha amiga, o cara chegou nela e disse:

Palhaço: Oi tudo bem?
Empresária Circense: Oi, tudo e com você?
Ele: Tudo ótimo, posso te fazer uma pergunta?
Empresária Circense: Pode.
Palhaço: Você beijaria o Brad Pitt se ele estivesse aqui agora?
Empresária Circense: Provavelmente (rindo)
Palhaço: Se eu te disser que minha mãe sempre fala que sou igualzinho ao Brad vc acredita?
Empresária Circense: Hahahahaha não!

Comentários: Cantada infeliz.

Estava eu no MSN quando um palhaço (que eu nunca peguei e nunca tive a intenção de pegar) me chama:

Palhaço: Iai Mari, tudo bem?
Eu (Empresária Circense): Tudo e você?
Palhaço: Vamos marcar alguma coisa e tal. Tô vendo suas fotos aqui no Face, tô pirando nelas heim.
Palhaço: ?
Mari is offline

Comentários: Preferi ficar off, que raio se responde para uma pessoa que diz estar "pirando" nas suas fotos?

Fui num bar com umas amigas e chega um palhaço em mim:

Você gosta de sexo?
Eu (Empresária Circense): Queee?
Palhaço: S-E-X-O. – E começou a fazer o movimento com as mãos simulando um ato sexual.

Único comentário: P-A-L-H-A-Ç-O

Conheci, certa vez, um palhaço (americano) pelo site de relacionamento.
Palhaço: Você já deu pra muitos caras?
Eu (Empresária Circense): Queeeee??
Palhaço: É que aparentemente brasileiros fazem e gostam bastante de sexo.

Comentários: Além de palhaço, é daqueles geograficamente e culturalmente ignorantes. PS: pior raça.

Num belo dia de calor andando feliz pela rua no meu horário de almoço e chupando um sorvete, escuto: Huuuum, que sorvete gostoso!

Comentários: pedreiro.

Num dia aparentemente normal, minha irmã estava indo trabalhar, quando para um cara ao seu lado no metro e fica a olhando dos pés à cabeça e sussurando e lambendo os lábios “Huum, delicinha, xoxotinha”.

Comentários: CHEGA... essa foi pra acabar!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Pelo amor... que desatualizado isso aqui está.

I'm really sorry, estou mais do que atrasada com as atualizações desse blog. Como não sou mais Aupair, sei que o público deu uma caída, porque a maioria dos leitores eram futuras Aupairs que adoravam ler minhas aventuras nos US.

Bom, de volta ao Brasil, é tudo diferente, a vida é outra, as aventuras bem menos e as inspirações são outras. Mas isso não significa que deixarei de postar por aqui. Ainda tenho coisa pra contar de quando eu ainda era Aupair, e também algumas coisas novas vividas em terras brasileiras, só me falta um pouco de tempo e inspiração, mas prometo que logo logo terei novos textos.

Hoje vim só dar um hello mesmo e postar um vídeo da Amy, para fazer uma homenagem. Sou muito fã dela, e fiquei super triste com sua morte. Não me interessa o que ela fazia com vida dela. Ela foi uma grande cantora, com uma voz incomparável, com músicas ótimas e letras inspiradoras, e pelo que já vi e li sobre ela, era também uma pessoa com um bom coração. Mas infelizmente deixou que a depressão, drogas e bebidas direcionassem sua vida.

Essa é uma das minhas músicas favoritas "Me and Mr.Jones" que fala sobre algum dos palhaços que ela se envolveu, as partes que mais gosto são no começo que ela fala "What kind of fuckery is this?" que significa tipo "Mas que putaria é essa?" e na parte que ela diz "Nowadays you don't mean dick to me" (que pode ser interpretada de várias formas mas tudo no mesmo sentido) que é "Hoje em dia você não significa merda nenhuma pra mim". A palavra "dick" significa pau, então também pode entender como "Hoje em dia você não é nem um pau pra mim"... ou seja, o que ela quis dizer é que o cara é um bosta pra ela hahahhaah AMY vc é FODA!!! We'll miss you :(

domingo, 8 de maio de 2011

Tô apertada, vamos atrás daquela árvore.


Na vida de au pair não existe ficar um fim de semana dentro de casa de host family, ou você sai, ou fica com a sensação de que trabalhou no seu fim de semana de folga. Ainda bem que sempre tive amigas camaradas, e que tinham esquemas todo freaking weekend.

Num belo fim de semana de Outono, uma amiga minha – que apelidarei de Mulher Gato – arrumou um esquema. Ela conhecia outras au pairs que moravam na Carolina do Sul, e que iam passear em DC com uns peguetes que elas arrumaram, eles combinaram de ir numa balada em que conheciam o dono. Conheciam o dono? Certeza que seria mesa VIP e bebida na faixa, claro que eu e a Mulher Gato nos infiltramos no esquema.

E lá vamos nós, deixei meu carro no estacionamento e pegamos o metro. Chegamos na balada e a tal galera já estava lá... entramos, e como esperado, vodka a noite inteira na faixa. Não tinha nenhum cara que desse pra pegar, mas a galera era gente boa e foi muito divertido.

Depois de incontáveis copos de vodka com tudo quanto é coisa, a balada fechou e essas alturas eu e a Mulher Gato estavamos beeem pra lá de bêbadas. Fomos as últimas a sair, e só saimos porque os funcionários já estavam até varrendo o local, as luzes estavam acesas e o DJ já tinha desligado o som.

Já na rua, agradecemos a todos, demos tchau e seguimos nosso caminho, sem perceber que já era super tarde e o metro já tinha fechado. Depois de andar uns 2 quarterões que a Mulher Gato olhou no relógio e disse “Mari, o metro já fechou”. Que vacilo! Estamos bem longinho de casa e do estacionamento que havia deixado meu carro. Mas não tinha outro jeito e pegamos um taxi até meu carro, lembro que fui o caminho todo tontinha, com a janela aberta e com a cabeça pra fora, me contorcendo porque queria fazer xixi, e no estado que eu tava se demorasse mais um pouquinho eu ia fazer nas calças.

Assim que descemos do taxi, a Mulher Gato também tava muito apertada, pagamos o taxi, mal esperamos ele ir embora e corremos pra trás da primeira árvore que avistamos, baixamos as calças e fizemos xixi ali mesmo. O xixi não acabava mais, e ainda com as calças arriadas é que percebemos que a árvore não tinha uma freaking folha pra nos tampar, tava peladinha,seca, não escondia nada... Claro, era OUTONO!

Já que não tinha jeito mesmo e nossas bundas à mostra, caimos na risada. Quando terminamos, fomos pegar o carro. Eu morava à mais ou menos 3 minutos de distância dali, só que a bebedera era tanta que eu não tinha condições nem de ligar o carro, muito menos ir pra casa. E acabamos dormindo lá mesmo. Essa do xixi ficou pra história, depois disso, toda árvore que viamos sem nenhuma folha, era motivo de piada.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sites de relacionamento


Nunca tinha passado pela minha cabeça fazer um cadastro num site de relacionamento, pelo contrário, achava uma coisa ridícula. Até chegar nos Estados Unidos e uma amiga me contar sobre um site que ela tinha cadastro e já tinha conhecido vários caras legais.

Pensei “Porque não?”. Fiz cadastro no tal site e todo dia eu checava minha caixa de mensagens pra ver se alguém tinha me escrito. E foi assim que conheci o primeiro americano que eu fiquei. Depois de algumas conversinhas pela net, encontrei ele num shopping perto de casa. Fiquei um pouco com medo e até levei duas amigas só pra ver o cara e ir embora, mas foi bobeira porque o cara era gente boa e estava ali realmente para um encontro e nada mais.

Eu estava supernervosa, era a primeira vez que estava saindo com um americano, eu tinha acabado de chegar nos Estados Unidos e meu inglês tava um lixo. Mas ele era tão bacana que a conversa fluiu super bem, conseguimos nos entender sem problemas. Fomos num bar/restaurante dentro do shopping e conversamos por horas.Vi que esse lance de sites de relacionamento era até que um bom negócio. E assim foi, tive outros encontros mais ou menos no mesmo esquema - no shopping, no bar/restaurante.

Era até que divertido navegar por esses sites, é muito engraçado as coisas que se vê. Cada um que parecia brincadeira, fotos bizarras, profiles idiotas, frases clichês etc e tal. Alguns mandavam mensagens com piadinhas americanas totalmente sem graça tipo “Vc sabe quanto pesa um urso polar?”. Eu não sei a resposta porque – obvio – não respondi esse cara. E tem os malucos também que mandam “...Eu sou muito bem de vida e procuro uma esposa, te darei tudo que quiser...”.

Mas às vezes conhecer alguém da net, pode ser desastroso. Uma certa vez encontrei um cara que além de não ser gatinho, como parecia nas fotos, era meio chato. Depois dessa experiência, fiquei mais esperta, marcava os dates na sexta ou no sábado lá pelas 7 da noite – hora de jantar – então, o cara pagava a janta e as bebidas. Se ele fosse feio e/ou chato, pelo menos eu tinha jantado de graça. (parece maldoso, mas com o salário que eu ganhava, uma janta de graça era lucro). Minhas amigas já ficavam me esperando de carro no estacionamento do shopping, se fosse o caso, eu já dava um “tchau, tenho que ir” para o cara e me mandava pra balada com elas.

No fim das contas conheci um cara que me fez até desistir dessa de sites de relacionamento. Conforme o perfil dele no site, ele era 3 anos mais velho que eu, e como eu só saio com cara mais novo, era a minha chance de testar uma coisa nova. Marquei o date, cheguei lá e descobri que na verdade ele era 7 anos mais velho, mas não aparentava e até que era gatinho.

Estavamos sentados no bar e a conversa começou ficar esquisita, e ele perguntava: “Vc prefere cozinhar ou limpar a cozinha? Gosta de gato ou cachorro? Prefere trabalhar fora ou ficar em casa olhando as crianças?” eu, com uma enorme cara de interrogação respondi “Peraí, essas perguntas estão um pouco estranhas para um primeiro encontro”. Conversa vai, conversa vem, ele lança “Levanta um pouco, por favor” – eu toda inocente levantei – ele pegou na minha mão me rodou e disse “É, vc tem um corpo legal”. Eu tratei de ir embora dali o mais rápido possível. O cara continuou no meu pé e eu resolvi dar outra chance. Saimos de novo, dessa vez para jantar, e ele só deu bola fora de novo.

Cardápio em inglês não é fácil de entender, são temperos e comidas estranhas que às vezes é um desafio saber o que é. Então para evitar de comer algo que me desse dor de barriga, ou ter que engolir algo super apimentado e pagar mô mico, eu pedi só uma salada. E ele lança a primeira pérola da noite “Meninas como vc sempre pedem salada quando saem com um cara e quando chegam em casa devoram a geladeira, né?”. Realmente eu ia chegar em casa e jantar de novo, porque uma saladinha não ia me sustentar a noite inteira, mas isso é comentário que se faça? Dei uma risadinha sem graça e disse “É que eu não estou com muita fome, hihi hihi” mas por dentro tava gritando “Nossa, cala a boca, otário”.

Depois de enfiar a salada goela abaixo o mais rápido que pude, disse que tinha que ir embora. O carro dele estava um pouco longe do restaurante, como o meu tava bem na porta ofereci uma carona até o carro dele, liguei o rádio e eu estava tocando o CD do Cansei de Ser Sexy, e comentei “Essa banda é lá da minha cidade” e o infeliz disse “Ela não tem ritmo nenhum pra cantar, parece que está falando a música”. Puta que pariu, que cara mala, além de tudo vem criticar a banda que eu gosto.

Depois desse date, o palhaço ficava me mandando mensagem direto me convidando pra ver apartamento com ele – ele disse que ia comprar um apê novo – depois me mandava mensagem perguntando se eu queria dar uma volta na BMW nova dele. Aff, achando que ia me impressionar. Eu inventava que estava fazendo um curso super difícil e tinha que estudar, ou que ia trabalhar até tarde e sempre declinava os convites dele. Até que um dia ele desistiu.

Ainda tenho cadastro nesse site, quando não tenho o que fazer acesso pra descontrair. Definitivamente, isso é uma coisa que pessoas solteiras deveriam conferir, se não der certo com ninguém, pelo menos vai te garantir boas risadas.

PS: Galera, o template do blog está em reforma, eu não sei se está sendo possivel comentar, caso vc não consiga, please, me mande um e-mail: fale.com.mari@hotmail.com. THANKS ;)

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Dança dos Desempregados




Nossa, fazia tempo que eu não entrava nessa dança.Trabalhei 5 anos na mesma empresa e só sai de lá quando fui embarcar para ser  au pair.

E porque que eu fui sair de lá? Para melhorar meu currículo, claro. Porque pessoas que moraram fora costumavam ganhar o dobro que eu ganhava. Bom, feliz da vida passei 2 anos fora, e meus objetivos foram cumpridos:

Fluência no Inglês – ✔
Estudar - ✔
Viagens pelo país – ✔
Maturidade – ✔

Pronto, hora de voltar para a terrinha onde nasci. Esperançosa e orgulhosa, eis minha carta de apresentação:

Prezado senhor (a),

Estou me candidatando à vaga de blá blá blá existente no seu quadro de funcionários.

Morei nos Estados Unidos por dois anos, voltei ao Brasil há pouco tempo e procuro minha recolocação no mercado de trabalho.

Sou formada em Letras, falo inglês fluente e espanhol básico. Fiz diversos cursos de Inglês e Espanhol no exterior. Tenho experiência como blá blá blá...

Me disponho à prestar mais informações.

Atenciosamente,
Mari Proença.

Tudo bem que nunca fui uma CEO, nunca cheguei nem perto disso, mas tenho bom senso e só me candidato à vagas compatíveis com o meu perfil. Se os caras pedem um Gerente de Marketing, não é porque eu já trabalhei como assistente dessa área e comprei pãozinho pro chefe tomar café que eu vou tentar o cargo, pois certamente vão exigir experiência na gerência e formação na área, ou seja, qualificações que eu não tenho. Claro, por isso tenho me candidatado à vagas de: Professora, Secretária, Recepcionista, Analista, Assistente, Auxiliar... e por ai vai. Alguma coisa que se relacione com o meu perfil profissional, mas não esperava que os salários tavam tão ruíns.

A questão é a seguinte, eu me cadastrei à diversas vagas de Secretária – PS: o salário de uma Secretária Bilíngue, bilíngue mesmo, que tem que falar com os caras lá na gringa, é de R$2.000 à R$5.000 reais – as exigências básicas são: Formação em Letras ou Secretariado, Inglês fluente e experiência na função. Putz, não tenho experiência, apesar de conhecer rotinas administrativas, nunca fui uma secretária, mas “pulei essa parte” e me candidatei mesmo assim, pois minha pretenção salarial era 2 mil. Conclusão: nenhum contato.

Pensei “tenho que baixar minha bolinha porque ser Secretária não vai rolar”. Comecei a dar mais ênfase pras vagas de professora, que na verdade foi a minha primeira opção até ir numa entrevista no CNA...

Cheguei lá e fiz uma prova de 1 hora e meia de duração, depois da prova o Coordenador da Unidade foi conversar comigo...tudo em inglês.

Mari: blá blá blá em inglês.
Entrevistador: Hmmmm, really?
Mari: Yes, mais blá blá blá em inglês.
Entrevistador: Nice. Why do you want to be a teacher?
Mari: Blá blá blá Wiskas sachê.
Entrevistador: ….zzzzzzz...zzzzzz....zzzz

O cara me mostrou toda a escola e me explicou como era o processo seletivo: “Bom, depois que eu pegar o resultado dessa prova que você acabou de fazer, eu vou te ligar, ai você comparece aqui novamente e apresenta uma aula pra mim, se eu aprovar sua aula, você passará por um treinamento eliminatório de uma semana, passando pelo treinamento, você apresentará uma aula para os funcionários lá do treinamento, eles aprovando sua aula, a gente vai ver quais classes vamos te dar e você começa a trabalhar.”

Ok, processo um pouco complicado, mas é hora de saber os benefícios, ai que foi a decepção, eles pagavam 11 reais por hora/aula, 70 reais de vale refeição (Seee você trabalhar um X de horas lá por mês), vale transporte e assitência médica. Bom... era certeza absoluta que ele não ia me dar turma de alunos suficiente para que eu pudesse pelo menos ganhar mais do que eu ganhava antes de embarcar pra Terrinha do Tio Sam. Fora que era bem provável que eu pegasse uns horários assim: Segunda e Quarta classes das 8h às 10h pausa depois das 15h às 17h... A Unidade era em Santana, o que que eu ia fazer nesses buracos de horário? Voltar pra casa e gastar mais condução... Tcs Tcs Tcs...sem condições.

Convencida que professor é uma profissão ingrata, comecei a me cadastrar em vagas para Recepcionista Bilíngue, Agente de Turismo Bilíngue, Atendimento ao Cliente Bilíngue, Assistente de sei lá o que Bilíngue, C#@$lho a Quatro Bilíngue... Qualquer coisa que eu pudesse aproveitar todo o rolê que dei nos Estados Unidos para aprender o maldito do Inglês.

Recebi alguns contatos e percebi que, eu só obtia retorno de vagas que exigiam menos do que o meu currículo oferece, por exemplo, vagas que exigem só ensino médio ou superior cursando, sendo que eu tenho superior completo, ou vagas que exigem inglês intermediário, sendo que meu inglês é fluente. E claro, para exigências poucas...salário baixo. Nada feito!

No Infojobs, toda vaga que eu me candidato tem a observação no rodapé “ + de 50 pessoas já se candidataram nessa vaga”. O que acontece é que as pessoas precisam trabalhar e quando não conseguem o emprego dos sonhos, começam a apelar. Por isso, uma vaga de Recepcionista que exige inglês intermediário e o cara vê o meu currículo, é mais que lógico que ele vai ligar pra mim, que fiz Inglês desde que o Brasil foi descoberto e morei fora, e não pra uma candidata que tá fazendo cursinho no Wizard. Da mesma forma que uma vaga de Secretária que exige experiência e inglês fluente, o cara não vai me ligar, porque vai ter mais de 50 candidatos com as mesmas qualificações que as minhas plus experiência na área.

Moral da história: eu continuo tentando...pois sou brasileira e não desisto nunca, e vocês que não estão na dança dos desempregados, segurem seus empregos e façam de tudo pra sempre incluir algo a mais no seu currículo, porque quando você pensa que é o fodão... pode apostar que tem um concorrente mais foda que você.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A volta não é fácil


Quando eu cheguei na casa da minha host family pela primeira vez, já tinha um computador no meu quarto e eu ficava a noite toda na internet conversando com amigos do Brasil, mas na segunda semana que estava lá, o computador quebrou. Eu ainda não tinha laptop, fiquei sem comunicação com o Brasil. Eu usava o computador deles de vez em quando para olhar meus e-mails, mas não conseguia acessar MSN, orkut, facebook e nada disso porque meu host bloqueava por causa das crianças.

Foi quando bateu o primeiro desespero, eu me toquei que estava ali, sem amigos por perto, sem pessoas que pudessem falar Português comigo, na primeira noite sem o computador no meu quarto eu fui dormir chorando, eu me senti tão sozinha e perdida, abandonada num porão de uma família que eu tinha acabado de conhecer. Foi horrível.

Eles demoraram um mês para consertar o computador, eu já tinha comprado um GPS e não tinha mais medo de me perder. Então depois do meu expediente, eu pegava o carro e cada dia ia na casa de uma Aupair diferente para usar a internet. E assim, sem querer, meu ciclo de amizade foi aumentando e a minha necessidade de ficar online em contato com o que estava acontecendo no Brasil sumiu.

Quando me dei conta, eu já tirava de letra as dificuldades que encontrava no dia a dia, eu não me sentia mais sozinha, eu fui me acostumando à uma vida completamente diferente, eu conheci pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo, preconceitos que eu tinha foram banidos, eu criei à minha volta um lar, minha mente foi aberta e eu adquiri conhecimentos e vivi coisas jamais imaginadas pela minha pessoa antes dessa experiência. Eu mudei.

Cada dia foi importante, cada pessoa que eu conheci e cada momento que eu vivi foram cruciais. Os sofrimentos e as alegrias, tudo. Peguei pra mim costumes americanos, não os maus, mas os bons, inseri na minha cultura o que achei de mais interessante no povo americano, como: reciclar, não jogar lixo na rua em nenhuma hipótese, não desperdiçar comida, não reparar na roupa e nem cuidar da vida dos outros, cumprimentar os vizinhos, dançar de qualquer jeito...

Em muitos momentos senti muita falta do meu país, da minha família, da minha casa, dos meus amigos, da comida, do senso de humor brasileiro, dos programas de televisão, da alegria do povo mesmo sendo uma população pobre em sua maioria, dos churrascos...

O que eu vivi nos Estados Unidos foi inesquecível, mas qual seria a razão de ficar lá pra sempre, sem poder sentir o gostinho do país que eu nasci e vivi 24 anos da minha vida? Pensei comigo “Preciso viver o Brasil, matar a saudade, preciso dar uma chance para ver o que acontece” por isso voltei.

Eu não arrumei emprego ainda – motivo: ofertas de salário vergonhosas – não desisti, ainda estou à procura. É estranho morar de novo na casa dos pais, eu tenho quase 27 anos e a minha mãe ainda tem umas preocupações que me irritam. Brigas com irmãos começam, mancadas dos amigos também, ouvir cantada de peão na rua faz parte, metro lotado e gente mau educada no trânsito, crianças pedindo esmola... Ai as coisas boas começam a passar... saudade da família...passa, saudade da comida... passa, saudade dos amigos... passa. O mesmo desespero que senti quando o computador do meu quarto quebrou, eu senti depois que mágica de estar de volta passou.

Quando você mora fora, você muda. Mas quando você está de volta pra casa percebe que tudo e todos serão sempre os mesmos. É como se eles tivessem parado no tempo enquanto você estava vivendo.

PS: atingi mais de 100 seguidores. Uhuuuu, valeu galera =)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Última semana nos Estados Unidos



(Texto escrito há 3 semanas, antes de eu chegar no Brasil)

Hoje eu volto pra casa, depois de 2 anos muito, muito longe. Eu mal posso explicar o sentimento, só garanto que é muito ruím. A nova Aupair – que vai me substituir – já chegou. Eu já mudei para outro quarto, minhas coisas já estão todas empacotadas, não tenho mais celular, não tenho mais a chave do carro, e as minhas crianças já estão até acostumados com a idéia. Hoje depois da janta meu menino de 4 anos veio no meu quarto me falar “Mari, your car is Tereza's car now”. Eu ri.

Muitas vezes eu quis ficar, muitas vezes eu quis ir embora. Mas agora que chegou a hora, eu começo a pensar nas coisas boas que eu vivi aqui e que tudo passou e vai ter que ficar pra trás. Mas, a vida é assim, o mundo deu muitas voltas e no fim eu vi que eu tinha mesmo que voltar pro Brasil. Tristezas à parte, na minha última semana por aqui teve um feriado no meio. Então, resolvi me acabar de sair. Consegui ver todos os amigos que eu queria me despedir, isso foi muito bom.

Sai 5 dias seguidos - de quarta à domingo - comecei a jornada, adivinha onde? No Union Jack's, claro, o barsinho que vivi várias histórias (principalmente no Happy Hour). Tava bem legal, cheio de gatos. Logo que entrei já bati o olho em um e comentei com as meninas... E uma das minhas amigas cutucou ele e apontou pra mim e ele veio falar comigo (passei mô vergonha, mas valeu a pena). O cara foi modelo, modelo mesmo, profissional... ele me mostrou umas fotos no celular de uns trabalhos que ele fez... e na hora pensei “Nossa Senhora, eu não creio que esse cara tá me dando moral”. Sério, o cara era muito gato. Alto, cabelo loiro escuro, olhos esverdiados. Tórax, barriguinha, bíceps, tudo nele era uma delicinha. Dançamos, conversamos e tal. Não rolou beijo – é bem raro conseguir beijar um americano logo que conhece – mas ele pediu meu telefone. E eu, claro, já logo avisei que ia embora de volta pro Brasil na terça-feira e ele disse que me ligaria antes.

Chegou sexta e ele não tinha ligado, então eu resolvi mandar mensagem na caruda. Ele me respondeu e nos encontrando numa balada. Dançamos o tempo todo, beijei ele, mas como americano não beija de língua, ele ficou impressionado, começou até a suar. Eu não tava acreditando que estava com um monumento daquele: Gato, bem vestido e cheiroso, e ele que estava nervoso porque eu o beijei de verdade. Cada uma, eu ri.

Eu não via a hora da balada fechar pra ele me convidar pra ir pra casa dele (vaca - rs). No fim das contas, as minhas amigas foram embora, eu fiquei lá com ele, mas acabei descubrindo que o belezinha morava com os pais, ou seja, lá vai a Mari voltar pra casa chupando o dedo. Liguei pras meninas e elas voltaram pra me pegar. Fiquei frustrada de ter que ir pra casa dormir sozinha e deixar aquele corpinho ir embora. Como eu não tinha tempo para perder, no sábado, mandei mensagem de novo. Mas ele nunca me respondeu. Acho que ficou com medo de mim.

Bom, no sábado lá vai eu e umas amigas na nossa quarta noite consecutiva saindo de balada. Fomos pra uma balada em DC que eu já tinha ido algumas vezes e gostei. Estava eu dançando sussegada, quando entra um carinha que eu já tinha pegado no Verão passado e que no último mês eu trombei ele umas 4 vezes em lugares aleatórios. Dessa vez, ele resolveu vir falar comigo. Se aproximou e disse “Eu lembro de vc, como é seu nome mesmo?” e ele puxou um papinho e depois vazou e não voltou mais. Ainda bem, porque ele até que é bem bonitinho, mas muito idiotão. PS: já contei dele nesse post aqui: Casos de Happy Hour. Ele é o metrosexual.

No domingo o destino foi DC também. A balada que fomos tava meio vazia – o pessoal é meio mole , mesmo sendo feriado na segunda, são poucas baladas que abrem – mas tava divertido, ficamos lá umas horinhas e resolvemos ir embora depois que começou a chegar muito cara chato na gente. A motorista tinha bebido um copo de vodka com suco e deu o carro pra outra menina dirigir – que tinha bebido 5 vezes mais do que ela, o carro não era meu e eu não as conhecia muito bem, então nem palpitei – estavamos no nosso caminho, indo para casa, quando a motorista começou a fazer graça com os caras do carro do lado. Não deu em nada e os caras vazaram, um pouco depois uma luz de cegar estava nos seguindo. Sim, era a polícia.

Pronto, o fiofó prendeu, já estavamos certa de que a motorista ia ser presa. A dona do carro estava em pânico, ela é peruana e ficava falando em espanhol misturado com inglês “Vamos a ser arretado. My car can't have tickets”. Enquanto isso eu e a minha amiga no banco de trás reviravamos as bolsas à procura de um chiclete para disfarçar o bafo de alcóol da motorista.

Depois de uma pequena espera, uma policial veio falar com a gente, perguntou um monte de coisas, pediu a carta de motorista e documentos do carro. Chamou a motorista para conversar lá fora, foi aí que tivemos certeza que iriamos passar a noite na delegacia. Quando a menina voltou foi uma surpresa, a policial não deu multa, não deu teste de bafometro e nada. Só pediu para ela dirigir com mais atenção porque sentiu cheiro de alcoól dentro do carro e acreditava que vinha dos outros passageiros. Foi uma puta sorte, porque a menina que dirigia já tinha dois registros na policia por dirigir bêbada e um pouco antes de deixarmos a balada naquela noite, ela tinha acabado de tomar 2 shots de sei lá o que. E eu e as outras duas meninas que tinhamos bebido quase nada (ou nada) que saimos de bêbadas da história... Hahahahah.

Me diverti muito e aproveitei bem minha última semana nos Estados Unidos, só faltou pegar de jeito o bonitão modelo para fechar com chave de ouro. Mas ele e a América que me aguarde... um dia eu ainda volto.

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