quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Último post do ano: O Murphy resolveu me adotar!


Em inglês "Anything that can go wrong, will go wrong". Em Português “Se alguma coisa pode dar errado, dará”. Esse definitivamente é o lema do meu fim de ano.

Eu já nunca fui de simpatizar com festas de fim de ano, principalmente com o Natal. Essa deveria ser uma época legal, que a gente passa com a família, ganha presentes, come comida gostosa, tira férias, viaja, mas pra mim acontece tudo ao contrário. No fim de todo ano sempre alguma coisa dá errado e acaba com as minhas festas. O Murphy sempre resolve me atormentar nessa época do ano.

Pra começar, Natal sem família já é depressivo. Mas como eu não posso fazer nada, porque a minha família tá a 7 mil kilometros de distância, tento me distrair da melhor maneira que posso. Esse ano eu estava feliz porque recebi um convite super fofo, dos pais do cara que eu estava ficando pra passar Natal com eles. Como eu já sabia que eles eram gente boa (porque os conheci numa outra ocasião) eu comprei presentes e roupa nova, entrei totalmente no clima. Só que eu esqueci que “Se alguma coisa pode dar errado, dará” e assim foi. Dois dias antes do Natal, o palhaço terminou comigo, sem mais nem menos... Essa história é bem longa, numa outra oportunidade eu conto melhor. No fundo no fundo eu sempre soube que estava me metendo em encrenca ficando com esse palhaço, mas estava indo tudo bem e eu resolvi levar adiante, só que o Murphy não deixou barato e logo aplicou a lei dele pra cima de mim. Conclusão, passei um Natal até que bacana com a minha host family, eles me trataram super bem e ganhei presentes legais, mas nada me animou muito, fiquei muito chatiada o feriado de Natal todo.

Pra não ficar sozinha, resolvi sair de balada com uma amiga e dois amigos dela no dia 25 a noite. Tudo estava meio morto e borocoxo, mas encontramos um lugar aberto. Não tinha muita gente e o único cara que puxou a minha amiga pra dançar era muito zuado, ela se recusou e ele disse “não se preocupe, eu não quero nada, eu sou viado, meu namorado tá bem ali ó”, então ela continuou a dançar. Enfim, estava tudo bem até a hora de ir embora. Deixamos os casacos e as bolsas em cima duma mesa, mas pra nossa surpresa, a bolsa da minha amiga e meu casaco tinham sumido. Ela quem estava dirigindo, e só não carregava a chave do carro dentro na bolsa, como também a chave reserva.

Um frio de 0 grau e eu usando uma camisa de botão emprestada, saimos da balada sem saber o que fazer. Na esperança que alguém tinha pego por engano, tentamos ligar para o celular dela (que também estava dentro da bolsa) mas ninguém atendia. Então resolvemos largar o carro dela lá e pegar um taxi. Eu que fiquei com a conta do taxi porque ninguém mais tinha cash – guarda essa informação que vai ser importante mais pra frente – então, chegamos em casa, eu peguei o meu carro e fui levar a minha amiga e os 2 meninos em casa – detalhe: eles moravam a 50 minutos de distância da minha casa.

Estava previsto para cair uma tempestade de neve que começaria as 4 da manhã daquele dia, então fui leva-los e voltei correndo, com medo de pegar neve pelo caminho. Cheguei em casa tão cansada, mas tão cansada, que tirei a calça jeans e o sapato e dormi com a roupa de baixo toda e de maquiagem.

No dia seguinte, um dos meninos (que estava com a gente, que apelidarei de Ogro), ficou de leva-la onde o carro estava largado, e de lá ela ligaria pra um chaveiro. Mas ele fez corpo mole e não a levou, ela teve que ligar para outra amiga que fez esse enorme favor. Depois de 3 horas, muito trabalho e 250 dólares mais pobre (sim, ela teve que pagar tudo isso para fazer outra chave) finalmente ela pegou o carro e voltou pra casa. Nisso, ela viu no Facebook que um cara enviou uma mensagem pra ela dizendo que estava com a bolsa e o casaco. Ela me ligou e nós fomos num restaurante encontrar o imbecil que disse que havia pego as nossas coisas por engano.

O cara apareceu, entregou nossas coisas, pediu desculpas e vazou... quando ele virou as costas minha amiga disse “Mari, esse cara é o namorado do viado que dançou comigo”. E concluímos que aquele bixa infeliz tinha pegado nossas coisas de propósito porque deve ter ficado com ciúmes do namoradinho dele ter dançado com a minha amiga. A raiva foi imensa, principalmente para ela que gastou mô grana, mas pelo menos ela recuperou a bolsa, e eu o meu casaco.

Essa amiga ia fazer uma festa na casa dela para o Ano Novo, mas essa história influenciou em tudo. Primeiro porque ela ia dar um jantar, mas depois do arrombo no bolso de 250 dólares, ela ficou sem grana. E também o menino que fez corpo mole para ajudar é roomate dela, então ela ficou com raiva dele, desanimou da festa e achou melhor cancelar. Eu ia deixar a história do taxi quieta – lembra que fui eu que paguei o taxi? – pois então, mas como o menino deu mancada com ela, eu falei “Amiga, cobra o dinheiro do taxi do Ogro e pega pra você”. E ela cobrou, sabe o que ele respondeu?... “Eu gastei 160 dólares naquela noite, e paguei um monte de cervejas para a Mari, não vou pagar taxi nenhum”. O Ogro havia me pagado 2 cervejas Bud Light, a mais barata do mercado, e eu não pedi, ele que ofereceu. Falei pra ela deixar pra lá, e por isso escolhi o apelido de Ogro.

Bom, para o Ano Novo, nós tinhamos algumas opções além da festa na casa dela. Uma festa numa casa no lago, uma outra festa num hotel em Baltimore e uma balada em Arlington. No fim, a festa na casa do lago miou, a festa no hotel também e quando fomos pesquisar a balada, o ingresso havia aumentado de preço. Puta quel pareu, o que falta mais pra dar errado nessa porcaria de festas de fim de ano? Claro que eu vou arrumar algo pra fazer, mas se o Murphy continuar na minha bota, vou acabar sozinha no meio da rua soltando fogos, e acabar presa, porque nem pra comemorar Ano Novo pode se fazer barulho nesse país.

Ah, já ia me esquecendo: HAPPY NEW YEAR, EVERYBODY! I GUESS...

3 comentários:

  1. Mariiiiiiiiizinha, Murphy pode ter te adotado mas como sempre digo: tem coisas q só com vc!!LMAOOOOOOO very much!! And guess what? I'm in Vegas, baby e hj almocei/jantei no Bellagio e adivinha do q lembrei??? ahahahahahah Amanhã te ligo pq o seu 2011 vai ter q ser pra lá de super depois dessa "adoção"de Murphy ahahahhaha

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  2. eu morri de rir no final pq imaginei vc no frio soltando fogos na leonard drive e sendo presa bebada e mandando os policiais p putaquepariu hauhuahhhahhhhhhh só vc mineis

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  3. Mari eu choro de rir das suas histórias, foi bom saber que não foi só o meu final de ano que foi um desastre kkk!... Mas pelo menos conseguiu recuperar a bolsa!
    Feliz Ano Novo hehehehe

    http://flordelis02.blogspot.com/

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Último post do ano: O Murphy resolveu me adotar!


Em inglês "Anything that can go wrong, will go wrong". Em Português “Se alguma coisa pode dar errado, dará”. Esse definitivamente é o lema do meu fim de ano.

Eu já nunca fui de simpatizar com festas de fim de ano, principalmente com o Natal. Essa deveria ser uma época legal, que a gente passa com a família, ganha presentes, come comida gostosa, tira férias, viaja, mas pra mim acontece tudo ao contrário. No fim de todo ano sempre alguma coisa dá errado e acaba com as minhas festas. O Murphy sempre resolve me atormentar nessa época do ano.

Pra começar, Natal sem família já é depressivo. Mas como eu não posso fazer nada, porque a minha família tá a 7 mil kilometros de distância, tento me distrair da melhor maneira que posso. Esse ano eu estava feliz porque recebi um convite super fofo, dos pais do cara que eu estava ficando pra passar Natal com eles. Como eu já sabia que eles eram gente boa (porque os conheci numa outra ocasião) eu comprei presentes e roupa nova, entrei totalmente no clima. Só que eu esqueci que “Se alguma coisa pode dar errado, dará” e assim foi. Dois dias antes do Natal, o palhaço terminou comigo, sem mais nem menos... Essa história é bem longa, numa outra oportunidade eu conto melhor. No fundo no fundo eu sempre soube que estava me metendo em encrenca ficando com esse palhaço, mas estava indo tudo bem e eu resolvi levar adiante, só que o Murphy não deixou barato e logo aplicou a lei dele pra cima de mim. Conclusão, passei um Natal até que bacana com a minha host family, eles me trataram super bem e ganhei presentes legais, mas nada me animou muito, fiquei muito chatiada o feriado de Natal todo.

Pra não ficar sozinha, resolvi sair de balada com uma amiga e dois amigos dela no dia 25 a noite. Tudo estava meio morto e borocoxo, mas encontramos um lugar aberto. Não tinha muita gente e o único cara que puxou a minha amiga pra dançar era muito zuado, ela se recusou e ele disse “não se preocupe, eu não quero nada, eu sou viado, meu namorado tá bem ali ó”, então ela continuou a dançar. Enfim, estava tudo bem até a hora de ir embora. Deixamos os casacos e as bolsas em cima duma mesa, mas pra nossa surpresa, a bolsa da minha amiga e meu casaco tinham sumido. Ela quem estava dirigindo, e só não carregava a chave do carro dentro na bolsa, como também a chave reserva.

Um frio de 0 grau e eu usando uma camisa de botão emprestada, saimos da balada sem saber o que fazer. Na esperança que alguém tinha pego por engano, tentamos ligar para o celular dela (que também estava dentro da bolsa) mas ninguém atendia. Então resolvemos largar o carro dela lá e pegar um taxi. Eu que fiquei com a conta do taxi porque ninguém mais tinha cash – guarda essa informação que vai ser importante mais pra frente – então, chegamos em casa, eu peguei o meu carro e fui levar a minha amiga e os 2 meninos em casa – detalhe: eles moravam a 50 minutos de distância da minha casa.

Estava previsto para cair uma tempestade de neve que começaria as 4 da manhã daquele dia, então fui leva-los e voltei correndo, com medo de pegar neve pelo caminho. Cheguei em casa tão cansada, mas tão cansada, que tirei a calça jeans e o sapato e dormi com a roupa de baixo toda e de maquiagem.

No dia seguinte, um dos meninos (que estava com a gente, que apelidarei de Ogro), ficou de leva-la onde o carro estava largado, e de lá ela ligaria pra um chaveiro. Mas ele fez corpo mole e não a levou, ela teve que ligar para outra amiga que fez esse enorme favor. Depois de 3 horas, muito trabalho e 250 dólares mais pobre (sim, ela teve que pagar tudo isso para fazer outra chave) finalmente ela pegou o carro e voltou pra casa. Nisso, ela viu no Facebook que um cara enviou uma mensagem pra ela dizendo que estava com a bolsa e o casaco. Ela me ligou e nós fomos num restaurante encontrar o imbecil que disse que havia pego as nossas coisas por engano.

O cara apareceu, entregou nossas coisas, pediu desculpas e vazou... quando ele virou as costas minha amiga disse “Mari, esse cara é o namorado do viado que dançou comigo”. E concluímos que aquele bixa infeliz tinha pegado nossas coisas de propósito porque deve ter ficado com ciúmes do namoradinho dele ter dançado com a minha amiga. A raiva foi imensa, principalmente para ela que gastou mô grana, mas pelo menos ela recuperou a bolsa, e eu o meu casaco.

Essa amiga ia fazer uma festa na casa dela para o Ano Novo, mas essa história influenciou em tudo. Primeiro porque ela ia dar um jantar, mas depois do arrombo no bolso de 250 dólares, ela ficou sem grana. E também o menino que fez corpo mole para ajudar é roomate dela, então ela ficou com raiva dele, desanimou da festa e achou melhor cancelar. Eu ia deixar a história do taxi quieta – lembra que fui eu que paguei o taxi? – pois então, mas como o menino deu mancada com ela, eu falei “Amiga, cobra o dinheiro do taxi do Ogro e pega pra você”. E ela cobrou, sabe o que ele respondeu?... “Eu gastei 160 dólares naquela noite, e paguei um monte de cervejas para a Mari, não vou pagar taxi nenhum”. O Ogro havia me pagado 2 cervejas Bud Light, a mais barata do mercado, e eu não pedi, ele que ofereceu. Falei pra ela deixar pra lá, e por isso escolhi o apelido de Ogro.

Bom, para o Ano Novo, nós tinhamos algumas opções além da festa na casa dela. Uma festa numa casa no lago, uma outra festa num hotel em Baltimore e uma balada em Arlington. No fim, a festa na casa do lago miou, a festa no hotel também e quando fomos pesquisar a balada, o ingresso havia aumentado de preço. Puta quel pareu, o que falta mais pra dar errado nessa porcaria de festas de fim de ano? Claro que eu vou arrumar algo pra fazer, mas se o Murphy continuar na minha bota, vou acabar sozinha no meio da rua soltando fogos, e acabar presa, porque nem pra comemorar Ano Novo pode se fazer barulho nesse país.

Ah, já ia me esquecendo: HAPPY NEW YEAR, EVERYBODY! I GUESS...

3 comentários:

  1. Mariiiiiiiiizinha, Murphy pode ter te adotado mas como sempre digo: tem coisas q só com vc!!LMAOOOOOOO very much!! And guess what? I'm in Vegas, baby e hj almocei/jantei no Bellagio e adivinha do q lembrei??? ahahahahahah Amanhã te ligo pq o seu 2011 vai ter q ser pra lá de super depois dessa "adoção"de Murphy ahahahhaha

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  2. eu morri de rir no final pq imaginei vc no frio soltando fogos na leonard drive e sendo presa bebada e mandando os policiais p putaquepariu hauhuahhhahhhhhhh só vc mineis

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  3. Mari eu choro de rir das suas histórias, foi bom saber que não foi só o meu final de ano que foi um desastre kkk!... Mas pelo menos conseguiu recuperar a bolsa!
    Feliz Ano Novo hehehehe

    http://flordelis02.blogspot.com/

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