quinta-feira, 4 de novembro de 2010

No fundo sua mãe tinha razão, não tinha?


A minha mãe sempre dizia, “Evite casar, mas se gostar de alguém, ele tem que pagar tudo pra você, tem te tratar bem, correr atrás e se precisar ir te buscar até no inferno”. Mas a idiota aqui, de vez em quando, se esquece dessas sábias palavras e acaba se metendo onde não deve.

Em Maio deste ano eu demiti o palhaço que fez o número mais duradouro e memorável no meu picadeiro, e não muito tempo depois disso me apareceu outro: todo fofo, carinhoso, fazendo tudo pra me agradar, demonstrando interesse, me chamando de apelidinhos carinhosos, me elogiando, pronto, completou todos os requisitos exigidos e preencheu a vaga do palhaço anterior.

O conheci numa situação inusitada: Vegas, viagem de verão, bêbada, balada, ele namorava, não quis ficar comigo, ele segurou a minha mão no hall do hotel, eu roubei um beijo, ele ficou pasmo e eu encanada. Para ficar mais fácil a compreensão, o palhaço que me refiro é o Sorriso, aquele que eu já contei um pouco nuns posts por ai. Começou tudo muito romântico, coisa de filme, coisa de novela, mas como a personagem principal sou eu, é lógico que não poderia terminar nas mil maravilhas, né? Esse meu drama tá mais ou menos igual aquele filme “500 dias com ela”, quem já assistiu sabe como é drástico.

Long story short, como dizem aqui e significa “resumindo uma história longa”. Depois que ele terminou com a namorada (na volta de Vegas), com a mãozinha da Santa Antônia (cunhada dele), começamos o contato, tentamos nos encontrar na praia uma vez, mas não deu certo. Como moramos a 2 horas de distância um do outro, o chat do Facebook, o Skype e o AIM eram os canais de comunicação. Eu entrava na net só pra falar com ele e vice-versa, e quando não dava pra entrar na net, era o telefone. Nessa nos conhecemos muito, os assuntos eram os mais variados... chegamos a ficar conversando das 11 da noite até às 4 da manhã. Não deixavamos de nos falar nem um dia sequer.

Até que marcamos de passar um final de semana juntos em Baltimore, ele me levou num jogo de futebol americano e passamos a noite num hotel. Apesar da timidez e da situação embaraçosa, foi perfeito. E depois disso ficou mais intenso, eu mais apaixonadinha e ele também (pelo que parecia). Ele chegou a me ligar bêbado às 4 da manhã, me mandar mensagens dizendo “I miss you”, “I want to kiss you”, “You make me happy”, “It's about heart” e coisas do tipo. Eu sempre respondia com a mesma coisa “I miss you too”, “I want to kiss you too” etc. Ele faz parte de uma das forças armadas dos Estados Unidos e até me convidou pra ir no baile de comemoração de aniversário deles, onde cada um dos membros tem que levar um date. Eu tava ficando muito empolgadinha, achando que havia encontrado o cara dos sonhos, em quase dois anos experimentando americanos (e algumas outras nacionalidades), nunca nenhum tinha sido tão legal comigo.

Só que um dia, numa conversa pelo telefone, eu disse “I miss you” e ele desconversou dizendo que a gente não se conheceu o suficiente ainda pra sentir falta um do outro e tal. A minha ficha caiu depois de um outro fim de semana que passamos juntos, e ele nitidamente estava agindo com uma sensatez inexplicável, e eu fiquei pensando o porquê daquela reação do nada.

Existem vários motivos a considerar: ele sabe que meu programa de Aupair está acabando, e talvez ele não queira se envolver porque eu vou embora, mas olhando pelo outro lado, independente do que eu vou fazer no meu futuro, eu disse à ele que com certeza iria voltar pros Estados Unidos em breve para fazer mestrado e tentar um emprego aqui, então esse não é um motivo plausível.

Outro motivo é a situação dele. Ele acabou de entrar na law school, acabou de terminar um namoro, mora com os pais para evitar gastos extras, é dois anos mais novo que eu, resumindo é um muleque. E os americanos planejam absolutamente tudo e seguem isso sem mudanças. Geralmente os planos deles são: terminar facu, ficar na putaria, arrumar uma namorada aos 29 anos e meio e casar aos 30. Percebi que o Sorriso não foge desse padrão e mesmo que ele esteja gostando muito de mim, ele vai passar por cima do sentimento para cumprir esse ciclo.

E o terceiro motivo é que ele terminou o namoro pouco antes de começarmos a ficar, então, sei la, de repente essa menina ainda tá rodeando e eu não sei.

Minha mãe sempre tem razão, eu não sei porque ainda continuo teimando com ela na maioria das coisas, mas eu juro pra mim mesma, que pelo menos esse conselho dela eu vou começar a seguir à risca.

5 comentários:

  1. Mari, pelo q vi no post as coisas continuam sem se ajeitar!Penaaaaaaaa! Eu torcia pelo final de novela! Precisamos nos encontrar pra conversar menos publicamente huahuahuahua

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  2. Situação complicada...mas pense que o que tiver de ser será amiga. É assim que tô pensando também e espero que esse filme começado em Vegas tenha um final feliz ou que pelo menos fique gravado em nossas memórias como momentos maravilhosos vividos em uma época sofrida mas divertida :)

    ResponderExcluir
  3. hhahahahhaha so rindo amiga, i'm sorry!! Mas o lance do ciclo e muito real, como pode os americanos serem tao "mecanicos" ???

    ResponderExcluir
  4. Adorei esse conselho da sua mae!!! Vou tentar seguir a risca, Mari!!! hahaahaha

    Boa sorte!!!

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

No fundo sua mãe tinha razão, não tinha?


A minha mãe sempre dizia, “Evite casar, mas se gostar de alguém, ele tem que pagar tudo pra você, tem te tratar bem, correr atrás e se precisar ir te buscar até no inferno”. Mas a idiota aqui, de vez em quando, se esquece dessas sábias palavras e acaba se metendo onde não deve.

Em Maio deste ano eu demiti o palhaço que fez o número mais duradouro e memorável no meu picadeiro, e não muito tempo depois disso me apareceu outro: todo fofo, carinhoso, fazendo tudo pra me agradar, demonstrando interesse, me chamando de apelidinhos carinhosos, me elogiando, pronto, completou todos os requisitos exigidos e preencheu a vaga do palhaço anterior.

O conheci numa situação inusitada: Vegas, viagem de verão, bêbada, balada, ele namorava, não quis ficar comigo, ele segurou a minha mão no hall do hotel, eu roubei um beijo, ele ficou pasmo e eu encanada. Para ficar mais fácil a compreensão, o palhaço que me refiro é o Sorriso, aquele que eu já contei um pouco nuns posts por ai. Começou tudo muito romântico, coisa de filme, coisa de novela, mas como a personagem principal sou eu, é lógico que não poderia terminar nas mil maravilhas, né? Esse meu drama tá mais ou menos igual aquele filme “500 dias com ela”, quem já assistiu sabe como é drástico.

Long story short, como dizem aqui e significa “resumindo uma história longa”. Depois que ele terminou com a namorada (na volta de Vegas), com a mãozinha da Santa Antônia (cunhada dele), começamos o contato, tentamos nos encontrar na praia uma vez, mas não deu certo. Como moramos a 2 horas de distância um do outro, o chat do Facebook, o Skype e o AIM eram os canais de comunicação. Eu entrava na net só pra falar com ele e vice-versa, e quando não dava pra entrar na net, era o telefone. Nessa nos conhecemos muito, os assuntos eram os mais variados... chegamos a ficar conversando das 11 da noite até às 4 da manhã. Não deixavamos de nos falar nem um dia sequer.

Até que marcamos de passar um final de semana juntos em Baltimore, ele me levou num jogo de futebol americano e passamos a noite num hotel. Apesar da timidez e da situação embaraçosa, foi perfeito. E depois disso ficou mais intenso, eu mais apaixonadinha e ele também (pelo que parecia). Ele chegou a me ligar bêbado às 4 da manhã, me mandar mensagens dizendo “I miss you”, “I want to kiss you”, “You make me happy”, “It's about heart” e coisas do tipo. Eu sempre respondia com a mesma coisa “I miss you too”, “I want to kiss you too” etc. Ele faz parte de uma das forças armadas dos Estados Unidos e até me convidou pra ir no baile de comemoração de aniversário deles, onde cada um dos membros tem que levar um date. Eu tava ficando muito empolgadinha, achando que havia encontrado o cara dos sonhos, em quase dois anos experimentando americanos (e algumas outras nacionalidades), nunca nenhum tinha sido tão legal comigo.

Só que um dia, numa conversa pelo telefone, eu disse “I miss you” e ele desconversou dizendo que a gente não se conheceu o suficiente ainda pra sentir falta um do outro e tal. A minha ficha caiu depois de um outro fim de semana que passamos juntos, e ele nitidamente estava agindo com uma sensatez inexplicável, e eu fiquei pensando o porquê daquela reação do nada.

Existem vários motivos a considerar: ele sabe que meu programa de Aupair está acabando, e talvez ele não queira se envolver porque eu vou embora, mas olhando pelo outro lado, independente do que eu vou fazer no meu futuro, eu disse à ele que com certeza iria voltar pros Estados Unidos em breve para fazer mestrado e tentar um emprego aqui, então esse não é um motivo plausível.

Outro motivo é a situação dele. Ele acabou de entrar na law school, acabou de terminar um namoro, mora com os pais para evitar gastos extras, é dois anos mais novo que eu, resumindo é um muleque. E os americanos planejam absolutamente tudo e seguem isso sem mudanças. Geralmente os planos deles são: terminar facu, ficar na putaria, arrumar uma namorada aos 29 anos e meio e casar aos 30. Percebi que o Sorriso não foge desse padrão e mesmo que ele esteja gostando muito de mim, ele vai passar por cima do sentimento para cumprir esse ciclo.

E o terceiro motivo é que ele terminou o namoro pouco antes de começarmos a ficar, então, sei la, de repente essa menina ainda tá rodeando e eu não sei.

Minha mãe sempre tem razão, eu não sei porque ainda continuo teimando com ela na maioria das coisas, mas eu juro pra mim mesma, que pelo menos esse conselho dela eu vou começar a seguir à risca.

5 comentários:

  1. Mari, pelo q vi no post as coisas continuam sem se ajeitar!Penaaaaaaaa! Eu torcia pelo final de novela! Precisamos nos encontrar pra conversar menos publicamente huahuahuahua

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  2. Situação complicada...mas pense que o que tiver de ser será amiga. É assim que tô pensando também e espero que esse filme começado em Vegas tenha um final feliz ou que pelo menos fique gravado em nossas memórias como momentos maravilhosos vividos em uma época sofrida mas divertida :)

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  3. hhahahahhaha so rindo amiga, i'm sorry!! Mas o lance do ciclo e muito real, como pode os americanos serem tao "mecanicos" ???

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  4. Adorei esse conselho da sua mae!!! Vou tentar seguir a risca, Mari!!! hahaahaha

    Boa sorte!!!

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