quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Casos de Happy Hour


Uma das coisas mais engraçadas que acontece durante a melhor estação do ano é o Happy Hour de Arlington, que até às 9 da noite a cerveja é US $1,50. Imagina a Aupairzaiada fazendo a festa depois do expediente. Descobri isso o ano passado e esse ano fiz questão de apresentar para as novatas essa terapia que são as quartas-feiras durante o Verão.

Existem dois bares, um é o da cerveja barata e o outro é onde vamos depois das 9 – quando acaba a promoção da cerveja – para dançar depois que já estamos alegrinhas de álcool. E como tem gatinhos nesses dois bares, viu?! Perdi as contas de quantos números de telefones eu peguei lá, beijei alguns e também arrumei uns tranqueiras.

Certa vez fui pra lá com mais 2 amigas, uma foi encontrar um peguete e a outra acabou se enrroscando com outro na pista de dança, e o que foi de mim? Bom, fiquei sozinha caçando o que fazer. Eu já tinha reparado num belezinha desde que cheguei e ele, pelo jeito, também tinha reparado em mim porque não parava de olhar, mas também não chegava. Ficou nessa de olhares até que ele resolveu se aproximar e perguntar se eu estava acompanhada, eu disse que não e começamos a conversar.

Depois de uns minutos de conversa, fomos dançar e acabamos nos beijando, entre as conversas e a dança reparei que ele se achava um pouco. Toda hora ficava falando coisas do tipo “Vc não acha que nós dois somos atraentes juntos?” ou “Vc não acha que sou bonito?”. Teve uma hora que ele me pediu pra falar algo interessante sobre mim e eu falei que eu sou uma pessoa esperta e ai perguntei a mesma coisa pra ele e ele respondeu “Meus amigos dizem que eu sou o mais bonito entre eles”. E ele dançando... passava a mão no cabelo toda hora, fazia uns passinhos que parecia que tinha ensaiado. Sem contar que quando a música falava alguma coisa do tipo “I love you/ You are my love” ele me falava “Canta essa música pra mim”.

Aaaah não, eu fui obrigada a começar a tirar sarro, perguntei se o sonho dele era entrar pro Backstreet Boys, quanto tempo ele demorava para se arrumar, se ele beijava o próprio reflexo no espelho, se ele se lambia. Eu só aguentei porque ele tinha um senso de humor ótimo e foi super fofo, por esses motivos dei meu telefone pra ele e assim que eu sai do bar ele me mandou mensagem dizendo que tinha se divertido muito comigo. Bom, depois dessa encontrei ele só mais uma vez e nunca mais... realmente muito metrosexual e muito mulecão... pelo menos serviu pra dar umas boas risadas.

Uma outra vez conheci um cara que era apenas 1 dia mais velho que eu, pronto bastou essa coincidência para que ele achasse que eu fosse a mulher da vida dele. Tudo bem que eu gosto de caras que me tratem bem, mas grude demais também não dá, ainda por cima quando vc acabou de conhecer a pessoa. Esse ai, tinha bebido demais e não desgrudava de mim. No fim perdeu a carona dos amigos e eu tive que levar o bêbado até uma estação de metro super longe. O cara era tão inconveniente que queria ficar passando a mão em mim enquando eu dirigia, eu não disfarcei minha cara de irritada, ele percebeu, pegou meu telefone mas nunca entrou em contato comigo, dei graças a Deus.

A terceira aberração que esse Happy Hour me rendeu foi um cara que uma vez que eu estava prestes a ir embora ele chegou pra conversar, dei meu número porque ele era gracinha e na quarta feira seguinte nos encontramos lá de novo e ficamos, mas depois fui reparar o quão brega ele era. Jésus, o cara tava com aquelas calças jeans *esquenta-coração e um tênis Nike antigo estilo só-uso-porque-ganhei-da-minha-vó-de-Natal. Dispistei na mesma noite, tava até queimando meu filme (risos).

Não só eu que tenho histórias bizarras providas desses happy hours, todas as minha amigas que iam comigo também tem megas aventuras para contar. Uma delas levou o peguete pra casa escondido dos hosts parents, sim, os dois beberam tanto que não tinham condições de dirigir, todo mundo já tinha ido embora e como a casa dela era bem mais perto, ela pegou ele botou no carro e dirigiu cuidadosamente até em casa (tiveram sorte de não encontrar nenhuma *polícia come-ninguém no meio do caminho). Andando nas pontas dos pé e num silêncio impecável eles entraram pela porta do basement, no dia seguinte ela deu café da manhã pra ele e o levou de volta onde ele tinha largado o carro dele. Foi uma loucura, mas ela se divertiu muito porque o cara era bem bacana. Uma outra amiga minha já não teve muita sorte, conheceu um figura, foi pra casa dele, quando estava no meio do bem-bom num sofá no basement, uma pessoa gritou da escada “Fulano, não importa quem seja que está ai com vc, manda ela embora”. Minha amiga ficou assustada, o cara morava com a mãe e ainda por cima uma mãe louca. Ela se vestiu e ralou peito.

Infelizmente o Verão já se foi e uma onda de frio já veio e acho que pra ficar, mas essas lembranças permanecerão na memória. (risos)

*Calça-esquenta-coração são aqueles jeans com o cavalo enorme, cintura alta, rídiculas por sinal e que se usava quando eu nasci.

*2 Polícia come-ninguém é aquele policial que para garotas usando óculos, que não fizeram absolutamente nada de errado no trânsito somente porque não tem nada melhor para fazer e porque provavelmente não come ninguém a muito tempo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Baboseira

Novamente, me desculpem meus leitores a demora para atualizar. Novamente algumas coisas tem acontecido e ocupando meu precioso tempo (risos). Brincadeira essa parte, mas realmente estou um pouco sem cabeça para escrever, mas não se preocupem estou trabalhando já em alguns textos e logo logo vou publicar algumas coisas engraçadas sobre a minha vida privada e escancarada pra vocês darem risada.


Enquanto isso não acontece, eu achei nos meus arquivos um poema do Boça do Hermes e Renato. Eu particularmente achei muito engraçado, porque é uma tiração de sarro de cantores e poetas brasileiros. Eu estudei Letras, ou seja, eu deveria ser a maior fã de MPB, de poemas e dessas coisas todas. Eu até gosto, eu escrevo poemas também (segredo, não contem pra ninguém) mas tem muita coisa nesse mundo dos intelectuais que eu acho um puta saco, como - atenção: não todos, mas alguns - filmes alternativos, peças de teatro, MPB, Bossa Nova e por ai vai. Meo, repara se não tem umas coisas que não faz sentido nenhum, tem gente que sai poetizando tudo e o resultado é um monte de baboseira. Confiram o vídeo e vocês vão entender o que estou falando:

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Casos de Happy Hour


Uma das coisas mais engraçadas que acontece durante a melhor estação do ano é o Happy Hour de Arlington, que até às 9 da noite a cerveja é US $1,50. Imagina a Aupairzaiada fazendo a festa depois do expediente. Descobri isso o ano passado e esse ano fiz questão de apresentar para as novatas essa terapia que são as quartas-feiras durante o Verão.

Existem dois bares, um é o da cerveja barata e o outro é onde vamos depois das 9 – quando acaba a promoção da cerveja – para dançar depois que já estamos alegrinhas de álcool. E como tem gatinhos nesses dois bares, viu?! Perdi as contas de quantos números de telefones eu peguei lá, beijei alguns e também arrumei uns tranqueiras.

Certa vez fui pra lá com mais 2 amigas, uma foi encontrar um peguete e a outra acabou se enrroscando com outro na pista de dança, e o que foi de mim? Bom, fiquei sozinha caçando o que fazer. Eu já tinha reparado num belezinha desde que cheguei e ele, pelo jeito, também tinha reparado em mim porque não parava de olhar, mas também não chegava. Ficou nessa de olhares até que ele resolveu se aproximar e perguntar se eu estava acompanhada, eu disse que não e começamos a conversar.

Depois de uns minutos de conversa, fomos dançar e acabamos nos beijando, entre as conversas e a dança reparei que ele se achava um pouco. Toda hora ficava falando coisas do tipo “Vc não acha que nós dois somos atraentes juntos?” ou “Vc não acha que sou bonito?”. Teve uma hora que ele me pediu pra falar algo interessante sobre mim e eu falei que eu sou uma pessoa esperta e ai perguntei a mesma coisa pra ele e ele respondeu “Meus amigos dizem que eu sou o mais bonito entre eles”. E ele dançando... passava a mão no cabelo toda hora, fazia uns passinhos que parecia que tinha ensaiado. Sem contar que quando a música falava alguma coisa do tipo “I love you/ You are my love” ele me falava “Canta essa música pra mim”.

Aaaah não, eu fui obrigada a começar a tirar sarro, perguntei se o sonho dele era entrar pro Backstreet Boys, quanto tempo ele demorava para se arrumar, se ele beijava o próprio reflexo no espelho, se ele se lambia. Eu só aguentei porque ele tinha um senso de humor ótimo e foi super fofo, por esses motivos dei meu telefone pra ele e assim que eu sai do bar ele me mandou mensagem dizendo que tinha se divertido muito comigo. Bom, depois dessa encontrei ele só mais uma vez e nunca mais... realmente muito metrosexual e muito mulecão... pelo menos serviu pra dar umas boas risadas.

Uma outra vez conheci um cara que era apenas 1 dia mais velho que eu, pronto bastou essa coincidência para que ele achasse que eu fosse a mulher da vida dele. Tudo bem que eu gosto de caras que me tratem bem, mas grude demais também não dá, ainda por cima quando vc acabou de conhecer a pessoa. Esse ai, tinha bebido demais e não desgrudava de mim. No fim perdeu a carona dos amigos e eu tive que levar o bêbado até uma estação de metro super longe. O cara era tão inconveniente que queria ficar passando a mão em mim enquando eu dirigia, eu não disfarcei minha cara de irritada, ele percebeu, pegou meu telefone mas nunca entrou em contato comigo, dei graças a Deus.

A terceira aberração que esse Happy Hour me rendeu foi um cara que uma vez que eu estava prestes a ir embora ele chegou pra conversar, dei meu número porque ele era gracinha e na quarta feira seguinte nos encontramos lá de novo e ficamos, mas depois fui reparar o quão brega ele era. Jésus, o cara tava com aquelas calças jeans *esquenta-coração e um tênis Nike antigo estilo só-uso-porque-ganhei-da-minha-vó-de-Natal. Dispistei na mesma noite, tava até queimando meu filme (risos).

Não só eu que tenho histórias bizarras providas desses happy hours, todas as minha amigas que iam comigo também tem megas aventuras para contar. Uma delas levou o peguete pra casa escondido dos hosts parents, sim, os dois beberam tanto que não tinham condições de dirigir, todo mundo já tinha ido embora e como a casa dela era bem mais perto, ela pegou ele botou no carro e dirigiu cuidadosamente até em casa (tiveram sorte de não encontrar nenhuma *polícia come-ninguém no meio do caminho). Andando nas pontas dos pé e num silêncio impecável eles entraram pela porta do basement, no dia seguinte ela deu café da manhã pra ele e o levou de volta onde ele tinha largado o carro dele. Foi uma loucura, mas ela se divertiu muito porque o cara era bem bacana. Uma outra amiga minha já não teve muita sorte, conheceu um figura, foi pra casa dele, quando estava no meio do bem-bom num sofá no basement, uma pessoa gritou da escada “Fulano, não importa quem seja que está ai com vc, manda ela embora”. Minha amiga ficou assustada, o cara morava com a mãe e ainda por cima uma mãe louca. Ela se vestiu e ralou peito.

Infelizmente o Verão já se foi e uma onda de frio já veio e acho que pra ficar, mas essas lembranças permanecerão na memória. (risos)

*Calça-esquenta-coração são aqueles jeans com o cavalo enorme, cintura alta, rídiculas por sinal e que se usava quando eu nasci.

*2 Polícia come-ninguém é aquele policial que para garotas usando óculos, que não fizeram absolutamente nada de errado no trânsito somente porque não tem nada melhor para fazer e porque provavelmente não come ninguém a muito tempo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Baboseira

Novamente, me desculpem meus leitores a demora para atualizar. Novamente algumas coisas tem acontecido e ocupando meu precioso tempo (risos). Brincadeira essa parte, mas realmente estou um pouco sem cabeça para escrever, mas não se preocupem estou trabalhando já em alguns textos e logo logo vou publicar algumas coisas engraçadas sobre a minha vida privada e escancarada pra vocês darem risada.


Enquanto isso não acontece, eu achei nos meus arquivos um poema do Boça do Hermes e Renato. Eu particularmente achei muito engraçado, porque é uma tiração de sarro de cantores e poetas brasileiros. Eu estudei Letras, ou seja, eu deveria ser a maior fã de MPB, de poemas e dessas coisas todas. Eu até gosto, eu escrevo poemas também (segredo, não contem pra ninguém) mas tem muita coisa nesse mundo dos intelectuais que eu acho um puta saco, como - atenção: não todos, mas alguns - filmes alternativos, peças de teatro, MPB, Bossa Nova e por ai vai. Meo, repara se não tem umas coisas que não faz sentido nenhum, tem gente que sai poetizando tudo e o resultado é um monte de baboseira. Confiram o vídeo e vocês vão entender o que estou falando:

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