quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A ocasião faz o ladrão


Uma amiga foi no McDonald's com o namorado americano e ele perguntou o que ela queria e fez o pedido para a balconista “Por favor, dois McDouble, duas batatas grandes, chicken nuggets e duas Cocas grandes” imediatamente ela exclamou “Duas Cocas grandes? Não tem necessidade de duas e nem de serem grandes, já que são refis podemos pegar uma só pequena e encher toda vez que acabar”. Ele ficou sem entender qual era o propósito dela e pegou as duas Cocas de qualquer jeito.

O que vocês entendem por essa introdução? Que americano é mané e brasileiro é malandro? Pode até ser, mas a questão é: o povo americano não tem necessidade de ficar de malandragem pra todo lado. Uma Coca grande no McDonald's custa menos de 2 doláres, e você não precisa ficar levantando e enchendo o copo toda hora que acabar, que era o que ia acontecer se eles tivessem pego apenas um refrigerante pequeno. E além de tudo ele foi honesto, se tem duas pessoas que estão com sede, o justo é pagar por duas, não é mesmo? Mas a minha amiga é brasileira - e Aupair - então a primeira coisa que ela pensou foi em economizar, e é por isso que nós sempre somos os malandros da história.

Dizem que dinheiro não traz felicidade, que dinheiro não resolve todos os problemas, que dinheiro é maldito. Analisando por outro lado veja a comparação do Brasil e dos Estados Unidos:

Nos Estados Unidos, a maioria da população já nasce numa família bem estruturada financeiramente. O menino de 3 anos que eu tomo conta, por exemplo, tem mais dinheiro guardado do que eu, que faz 7 anos que não fico desempregada. Até ele crescer, ir pra faculdade e arrumar um emprego os pais dele vão o sustentar. É assim que uma família americana tradicional vive ao longo de sua vida, com muito conforto, viagens, boa assistência médica, boa educação, diversão etc.

No Brasil, a maiorida da população já nasce fudido, muitos sem nem ter onde morar, recebem uma péssima educação em escolas públicas, começam a trabalhar de mão de obra barata para pagar a própria faculdade, isso se o cidadão for corajoso e enfrentar o sufuco que é estudar e trabalhar ao mesmo tempo. É uma parcela pequena que realmente recebem em mãos um diploma de graduação e uma parcela menor ainda que tem esse certificado emitido por uma faculdade de boa qualidade e bem nomeada. Depois da difícil jornada dos estudos, vem a dificuldade de arrumar um emprego: muita concorrência e exigências absurdas. Isso para a grande maioria, que nasce pobre, não vou nem contar com os burguesinhos que tem de tudo e do melhor porque eles são uma parcela ridicularmente pequena por isso, quase inexistentes.

Reparem como muitos brasileiros querem tirar vantagem em cima de tudo, são descrente, invejam o vizinho que comprou um carro zero, invejam o colega de trabalho que comprou um apartamento novinho, passam pra trás amigos por causa de dinheiro, abandonam estudos para sustentar a família e isso sem mencionar o mais triste: entram para a vida do crime. Como na música do Racionais diz: “...tinha um pretinho, seu caderno era um fuzil”.

Não sou do tipo que em qualquer ocasião digo “Ah, é tudo culpa do Sistema”, eu sei sim, que muitos brasileiros não tiveram nem família e hoje são muito bem-sucedidos e concordo que nada é impossível quando você realmente quer algo. Mas que tem que ter muito peito para enfrentar a vida no Brasil, isso ninguém pode negar.

Bom, a minha amiga do caso da Coca não está mais namorando o tal do americano, mas se ela (de novo) ou alguma de vocês passarem por uma situação parecida, lembrem desses argumentos que aqui postei.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Todo mundo vai ser vítima dos INIIs um dia.


Das vezes que eu exclamo “Aff”, a que mais sai com ar de indignação é quando algum INII (Indivíduo Não Identificado da Internet) me adiciona no orkut, facebook e afins. Eu odeio acessar minhas páginas e me deparar com aqueles requerimentos do tipo de pessoa que solicita a minha amizade, como se eu fosse uma celebridade e ter a minha fotinho lá no meio dos amigos da criatura vai fazer dele uma pessoa mais feliz.

Enfim, eis que um dia desses abro uma das minhas páginas internéticas e me deparo com uma criatura que: não lê meu blog, não é amigo de amigo meu, não é amigo meu de infância, não é amigo da faculdade, não é amigo de curso de inglês, não é amigo de bairro, não é Aupair, nem se quer mora perto de mim. Ou seja: sem sombra de dúvida era um INII.

Aceitei só porque eu tinha uma amiga em comum com o INII e pensei que talvez poderia ser alguém que eu conheci e não tava lembrada, e eu sempre penso “Nesse mundo não devemos destratar ninguém, você nunca sabe se vai precisar da ajuda daquela pessoa”. No dia seguinte, me deparei com uma mensagem dele que dizia o seguinte:

“A princesa que a minha mãe contava nas histórias de ninar demorou para aparecer, mas graças à internet eu achei”

Não foi exatamente com essas palavras, mas algo tosco bem desse nível. Foi ai que eu tive que soltar um bem inspirado “AFF, PUTAQUEPARIU!”. A tosquisse do indivídio foi tanta que nem consegui responder, mas mesmo que eu quisesse, me fala, uma coisa dessa vai se responder como? Um cara que acha que adicinando meninas desconhecidas em redes na internet vai conseguir alguma coisa, eu tô fora. Ele ficou só na vontade de ter um romance internêtico com uma princesa do livro de ninar.

Mas a comunidade dos INII não é somente composta pelo sexo masculino, acho que até existem mais mulheres anônimas do que homens. E a desculpa dessas pessoas são sempre a mesma “Quero fazer pesquisas na internet, mas não quero me expor”, porque não assume logo que só quer xeretar a vida alheia?

Digo isso, porque até da Minnie eu já recebi recado pedindo liberação para acessar meu blog (quando era bloqueado). Nossa, me senti super lisonjeada até personagens da Disney estão lendo o meu blog. A história é a seguinte: a pessoa tinha um orkut fake, seu nome e sua foto eram da personagem Minnie, ela tinha menos amigos do que um nerd no Ensino Médio e algumas comunidades relacionadas à Aupair. Bem, eu não sou mãe Diná e não tenho como saber se a pessoa realmente estava interessada em informações sobre Aupair ou se era algum engraçadinho ou engraçadinha tentando ler as minhas histórias no blog, só pra ter o prazer de saber o que anda acontecendo na minha vida. Eu acho a segunda opção bem mais provável, mas como não tenho poderes paranormais, eu só tento de todo jeito me proteger dessas aberrações que a tecnologia promove.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aventura na Califórnia: Los Angeles


Desembarcamos em San Diego numa segunda pela manhã, pegamos o carro que haviamos reservado para alugar e fomos em direção à Los Angeles fazendo a costa, parando nas praias. A primeira parada foi Laguna Beach. Foi a praia que mais gostei. É um lugar muito tranquilo, bonito e limpo. É tudo muito igual àqueles seriados e filmes sobre as praias da Califórnia, os salva vidas loiros de pele morena sentados naquelas cabines, muitos surfistas, a galera usando manga-comprida por cima do biquine por causa do ventinho gelado, as gaivotas na areia, as palmeiras, as casas e pousadas de janelas gigantes de vidro, corpos sarados, coroas usando shorts caqui e madames de chapéu grande. Eu quase pude ver a Pamela Anderson usando aquele maiô vermelho correndo com uma boia na mão pela areia com seus megas melões de silicone que nem se movia de tão duro.

A próxima praia que paramos foi mais um cenário de seriado americano: Newport Beach, onde é gravado o seriado The O.C. Não achei a praia muito bonita não pra falar a verdade, mas fomos explorar mesmo assim, tiramos bastante fotos e paramos no Subway pra almoçar. Depois do nosso almoço, seguimos em direção à Santa Mônica, achei a praia sem graça também, mas o píer é bem bonitinho, onde tem a roda gigante que é cartão postal. E nossa última parada foi em Venice Beach, praia sem graça, mas a galera é estilosa demais, muita gente andando de skate.

Foi um sonho realizado estar nessas praias da Califórnia que são tão famosas, tem lugares lindos mas confesso que até em São Paulo temos praias do mesmo nível, e com toda certeza as nossas praias do Nordeste ganham disparadamente das daqui.

Quando terminamos essa jornada de praias fomos para Los Angeles downtown para fazer check in no hostel. Chegamos, com muito esforço, num bairro chinês até que o GPS disse “Arrived at the destination on right”, mas não vimos nada. Paramos o carro na rua e fomos lá a pé com as reservas impressas na mão. Foi ai que nos deparamos com um prédio com uma faixa escrito o nome do hostel ao lado de mais um monte de placas em japonês, chinês, ou sei lá que raio, que me deixava até tonta de olhar, cercado com um portão branco trancado e lá dentro tinha um senhorzinho de olhos puxados com uniforme de segurança. “Excuse-me, we have reservations for this hostel, is it open?” eu falei e o senhorzinho respondeu “telephone, hosanna house, telephone” - Hosanna House era o nome do hostel - e apontava para um papel rasgado grudado no portão com um número meio apagado escrito à mão. Ligamos para o hostel e ninguém atendia. Perguntei novamente para o senhorzinho “Is it working?” e apontei para o hostel e ele só repetia “UOKIN? UOKIN? TELEPHONE”, ou seja, ele não falava um A em inglês e não conseguimos entender o que ele tava tentando dizer. O fato do hostel parecer que não existia ou estava fechado era cômico e trágico ao mesmo tempo e a gente não sabia se ria ou chorava. Acabamos num ataque de riso.

Voltamos para o carro e digitamos “hotel”no GPS, apareceu um motel que era bem pertinho de onde estavamos, e motel é sempre mais barato que hotel. Chegamos lá e o quarto com uma cama de casal era 50 dólares por noite, dividido por duas, ia ficar só 25 doláres para cada uma. Ficamos felizes da vida, o lugar era bem podrinho, mas pra quem já tinha ficado em hostel que o chuveiro era gelado (em Vegas), e hostel que os hospedes costumam fazer sexo barulhento no meio da noite (em San Francisco), eu e a Pinup tava luxando naquele motelzinho podre, pelo menos conseguimos dormir no silêncio e o chuveiro era quentinho.

Na manhã seguinte fomos passear na Hollywood Boulevard, a rua onde tem a calçada da fama, o Kodak Theatre, o Chinese Theatre, o Museu de Cera etc. É apenas uma rua e pode parecer bobeira, mas é realmente emocionante estar ali sabendo que celebridades passaram por ali, ir no Kodak Theatre e pensar que a cerimônia do Oscar é realizada ali dá um friozinho na barriga, ver funcionários carregando equipamentos de filmagem pra todo lado, estava até rolando uma filmagem de alguma coisa num ponto da rua que passamos.



Pra mim, o mais legal foi chegar relativamente próximo do Hollywood Sign, aquela placa enorme escrita “Hollywood”, de vários pontos da cidade é possível vê-la, mas eu queria muito chegar mais perto, então pesquisamos no GPS e depois de nos perdemos muitas vezes e subimos um morro de ruas muito estreitas, conseguimos chegar até a última rua onde é permitido. Apesar de ainda estarmos um pouco longe, a placa é enorme e bem em cima dum morro, dava pra ver nitidamente e tirar muitas fotos legais. Poucos dias antes de viajar eu assisti o filme “The Runaways”, tem uma cena em que as meninas da banda sobem lá no topo do Hollywood Sign pra fumar maconha. Quando cheguei lá fiquei olhando pra placa e pensando “Caralho, a Joan Jett subiu ali pra fumar maconha, e eu tô aqui”, claro que eu não consegui chegar lá no topo da placa que nem elas e também não ia acender um baseado, mas fiquei imaginando aquele lugar nos anos 70 e elas bem louca subindo aquele barranco. Foi uma sensação muito foda!

Seguimos depois para Beverly Hills, paramos o carro na porta da casa onde foi gravado o “The Osbournes” da MTV, mas não tinha nada demais para ver, demos umas voltinhas por lá, mas infelizmente a vizinhança tava bem tranquila e não dei sorte de ver a Britney Spears dando os chiliques dela ou a Angelina Jolie e o Brad Pitt se pegando nos tapas. Passamos também pela Rodeo Drive, é uma rua por ali que só tem lojas de grife caríssimas e é onde as celebridades costumam fazer compras. A minha mãe adora canetas, então eu adquiri uma canetinha da Mont Blanc como lembrancinha para ela... logo em seguida eu caí da cama. (risos)

No nosso segundo dia em Los Angeles reservamos para ir no Universal Studios, gastei 100 dólares contando com a comida, mas valeu a pena. O parque é bem legal, o tour pelos sets de filmagem é muito interessante, passamos pelos sets de filmagens do seriado Desperate Housewives e dos filmes Guerra dos Mundos, Psicose, Grinch e outros. Curiosidade: o cenário dos dois últimos são um bem atrás do outro. No tour eles também mostram como são feitos alguns efeitos especiais como: fazer chover, explosões e carros voando. Passamos por um corredor 3D do Jurassic Park que parece que os dinossauros tão brigando bem do nosso lado e também vimos alguns carros usados nas filmagens dos filmes “Veloses e Furiosos”e “De Volta para o Futuro”, esse último claro que eu não perdi a oportunidade de tirar foto, eu tinha esse filme até gravado em fita VHS quando era criança , adorava assistir repetidas vezes e ficava matutando se era mesmo possível um carro te levar para o passado ou para o futuro.

Quando saímos do parque já seguimos direto para o hostel em San Diego, e nossa aventura pela cidade onde acontece toda magia do cinema acabou por aqui. Para mim, que sou apaixonada por cinema, foi emocionante, fiquei mesmo arrepiada de estar no lugar onde aconteceram muitas coisas que marcaram minha infância ou adolescência, realmente inesquecível.

sábado, 11 de setembro de 2010

Prêmio "Pegação Zero 2010"


Vocês vão rir, mas vou contar mesmo assim, esse Verão teve muitas histórias pra contar, mas eu não fui tão pegadora e inexplicavelmente consegui atingir a marca de uns belos meses sem sexo, eu tô perdendo feio pras minhas amigas que tão de vento em popa pegando geral e até levando peguete escondido para a casa dos hosts, enquanto eu... coitada, não tô pegando nem gripe.

O que será que aconteceu? Bom, pura má sorte... tô encalhada porque só me meto em confusão. Tudo começou quando até Maio desse ano eu estava encanada num palhaço lá do Brasil, de tanta palhaçada no meu picadeiro que ele aprontou, resolvi demiti-lo, pois então, deletei ele de todas as minhas redes internéticas, decidi esquecê-lo e nunca mais falei com ele.

O Verão entrou e eu comecei as entrevistas com novos palhaços, afinal das contas, o picadeiro nunca pode ficar vazio, até que encanei num roommate da minha amiga, bonitinho, gostosinho, personal trainer... e vocês perguntam “Claro que você tirou o atraso com o figura, certo Mari?" ...Errado...Depois que beijei ele, descobri que a minha amiga (roommate dele) ficou chatiada. Eu sabia que ela achava ele gracinha mas, por causa da amizade que eles tem, até a própria já tinha me falado que não iria rolar nada entre eles, mas não tinha noção que o sentimento dela por ele era grande suficiente pra ela ficar bem brava comigo. Eu já sabia que o cara é bem palhacinho, tanto é que no dia seguinte ele já tava beijando outra mina, na minha cara, na cara dela, na cara de todo mundo.

Mas, uma bela noite lá vamos nós sair, não me lembro nem pra onde fomos, sei que bebi muito e ele também, acabamos todos numa after party na casa dele... todo mundo durmiu...só ficou nós dois bem loucos tomando vinho... pra queee??? Não deu outra... quando fui ver já tava beijando ele de novo, mas que fique claro... eu não dei “ataque animal planet” foi vontade enrrustida de se pegar das duas partes. Não rolou sexo, dormi na cama dele, mas a sobridez começou a aparecer e percebi que aquilo poderia dar merda, não poderia mudar o fato de ter beijado ele de novo, mas o peso na conciência bateu forte e eu não consegui fazer nada com ele. Enfim, da outra vez ela ficou brava, mas compreendeu e estavamos tendo uma amizade normal, mas dessa ela ficou uma arara. De início eu pensei que tinha ficado encanadinha na dele, conversei com ela pra ela me esclarecer o que pegava entre eles, mas depois percebi que não valia a pena, ela é uma amiga muito querida e por mais que eu não concorde com alguns pontos de vista dela, o cara não vale a pena e no fim eu realmente percebi que era fogo de palha e logo desencanei do palhaço.

Depois desse rolo todo, eu embarquei pra minha tão sonhada viagem para a West Coast, como vocês já sabem, comecei por Vegas e fui na maldade já pensando “Essa Vegas não vai me esquecer nunca mais”. E deu no que deu... a história do Mr. Smile que eu já contei no post de Vegas. MEO, como é que eu vou pra Vegas e encano num palhacinho (no diminutivo porque ele é fofo) que namora? E ainda por cima fico apaixonadinha... isso mesmo, apaixonadinha. Enfim, mais um sem potêncial para tirar meu atraso, só pode ser praga do palhaço lá do Brasil.

Assim que voltei dessas férias, fui pra Disney com a minha host family, fiquei 7 dias só vendo criança pra lá e pra cá, ou seja, pegação zero. Assim que cheguei fui correndo encontrar as minhas amigas para elas me ajudarem a desencalhar, uma delas deu uma festa com direito a DJ e tudo. Uma outra amiga levou pra festa dois ingleses que ela conheceu na aula de futebol das kids que ela toma conta. Os dois bem novinhos, mas umas belezinhas. Ela pegou um deles, só que bem no começo da festa ela deu PT e acabou dormindo no banheiro. Todo mundo na festa ficou louco, não sobrou um pra contar o que aconteceu lá... depois de incontáveis shots de pitú e vodka o inglês que a minha amiga pegou começou a dar em cima de mim foderoso. Depois do russo, que eu peguei uma vez, juro que esse cara foi o segundo mais xavequeiro da face da terra que eu já conheci. A carne é fraca e acabei beijando o palhaço, eu tava tão bêbada, que pensando na minha amiga (que até então eu sabia que ela tinha dado PT, mas não tinha idéia onde ela tava) começei a chorar no colo do cara. Vergonha total! Ele queria de qualquer jeito terminar o serviço, mas não consegui novamente fazer nada com ele, a culpa bateu pesado. Na manhã seguinte, todo mundo tava dormindo jogado pela casa, a minha amiga me perguntou se eu tinha beijado ele, eu fiquei toda errada, mas depois disse que sim, ela nem ligando foi lá e pegou ele de novo. Ele era muito cafajeste e ela sabia, então acabamos tirando mô sarro da história depois. O inglês já voltou pra Inglaterra e até recebeu um apelido de uns amigos nossos que ficaram sabendo do que aconteceu depois e disse que ele é fera por ter pegado duas brasileiras na mesma noite, e o apelido foi: Coach Rick, The Legend.

Depois dessa piada do Coach Rick, foi feriado prolongado e fui convidada pra ir pra praia em Delaware, detalhe: perto de onde o Mr. Smile mora, a Santa Antônia armou um esquema pra nos encontrarmos, mas não deu certo porque ele tinha um casamento pra ir. No fim, de novo falei “vou na maldade pra essa praia”, acabei saindo no zero a zero, sem pegar nem gripe. Nunca mais falo que vou pra lugar nenhum na maldade.

PeloamordeDeus, o negócio tá mesmo difícil, o pior é que depois de Vegas, meu espírito de piriguete sumiu, não fico mais caçando palhaços, não ligo mais pra ficar flertando com palhaços em baladas, nem fico mais na febre para sair no fim de semana, só me interesso quando o assunto é Mr. Smile. Bom enquanto eu fujo de admitir pra mim mesma que esse palhacinho me fisgou, eu continuo disparada em primeiro lugar na competição “Pegação Zero 2010”, se continuar assim vou ganhar medalha de ouro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Aventura na Califórnia: San Francisco


Da balada em Vegas direto para San Francisco, desembarcamos no aeroporto de SF às 8 da manhã, tinhamos dormido apenas 2 horas na noite anterior, ou seja, praticamente 24 horas sem dormir. Eu e a Pinup não aprontamos muito por lá, na verdade fomos pagar os pecados que cometemos em Vegas (depois vcs vão entender) foi um passeio mais light, por isso, esse post será mais informativo e bem útil pra quem pretende visitar a cidade.

Ao chegar no hostel, só largamos as malas e fomos explorar a cidade, tinhamos apenas um mapa e idéia dos pontos turísticos que queriamos visitar. Mas, não esperavamos que a cidade seria consideravelmente grande, a maioria dos lugares que queriamos ir eram bem afastados um do outro e pra piorar o sistema de transporte é completamente confuso, existe mais de uma empresa de trem, metro e ônibus atuando, então cada sistema (tarifas e horário de funcionamento) é diferente, dando nó no cérebro de qualquer turista. Primeiro saimos andamos pela redondeza, perdemos um pouco de tempo nessa parte porque nossas energias já estavam esgotadas e não conseguiamos mais processar nenhuma informação, por fim decidimos ir direto na Golden Gate Brigde, só que perdemos o ônibus, então mudamos o rumo para o Píer 39 para tentar comprar ingresso para o Alcatraz. As dicas começam aqui:

1-) Antes de chegar em SF eu aconselho pegar o endereço de todas as atrações turísticas que vc quer ver e procurar no Google as direções de como chegar do hotel/albergue que vc vai se hospedar até elas.

2-) Prepare uma boa verba para condução, se vc estiver a pé, como já citei acima, existem várias linhas de trasnporte público e cada um é um preço diferente, todas caras. E vc vai precisar andar bastante de transporte público, são poucos lugares que dá pra ir à pé.

3-) Não importa onde vc se hospedar, vc pode ficar perdo da Golden Gate Brigde, por exemplo, mas quiser ir na Haigh Street, vai precisar dar um bom rolê pra chegar, ou seja, não tem como se hospedar perto de todos os pontos turísticos.

4-) Se vc tem interesse em visitar o Alcatraz, compre ingresso pela internet com pelo menos 15 dias de antecedência, eles esgotam muito rápido e raramente se acha ingresso na hora ou pro dia seguinte.

Bom, voltando... não conseguimos ingresso para o Alcatraz. Então, fomos ver o Pier 39, de lá andamos para o Fishermans Wharf e a Lombard Street, é uma caminhada boa, mas compensável, essas 3 atrações podem ser feitas em seguida pois são perto uma da outra. O Píer é muito bonito, de lá vc consegue ver a ilha de Alcatraz, tem restaurantes de frutos do mar e lojinhas de lembracinhas. A arquitetura toda de madeira, a decoração e os barcos parados na borda do píer fazem uma combinação bem exótica com o clima frio que a cidade tem.




Nossa próxima parada foi o Fishermans Wharf, um lugar onde os pescadores tem suas vendinhas. Se sente um delicioso cheiro de peixe, camarão e seus semelhantes pra todo lado, os pescadores preparam ciri e lagosta na hora, pegam o bicho vivo cozinham, cortam e colocam no prato com salada e essa preparação é toda feita na sua frente. Fiquei com água na boca de ver as lagostas, bem vermelhinhas, mas fui ver o preço, um pedacinho por 20 doláres, caí na realidade de Aupoor e passei batido por elas.



Depois que vc passa pelo Fishemans Wharf já está próximo da Lombard Street, aquela rua em zig-zag, fomos andando e seguindo pelo mapa, por ali o lugar é lindo, as casinhas são umas grudadinhas nas outras e tombadinhas por causa das ladeiras, a linha do bondinho passa numa rua principal, deixando o visual de cidade histórica. As ladeiras são bem cansativas, tem umas que são verdadeiras paredes, ter um carro de marcha em San Francisco é definitivamente uma péssima idéia. Estavamos subindo a pior ladeira quando falei pra Pinup “Que que isso? Tô me sentindo como se tivesse pagando pecado” ela começou a rir e eu emendei “Nossa Pinup, estamos realmente pagando pecados, os cometidos em Vegas” caimos na risada.

Quando chegamos lá no topo da Lombard St. compesou todo o esforço feito, a vista é de tirar o fôlego, é possível ver milhões das casinhas tombadinhas e do outro lado o mar, é simplismente maravilhoso. Já estava no fim da tarde e estavamos passando frio – outra dica: leve blusa, cachecol e calça comprida mesmo no Verão, a cidade é inexplicavelmente gelada – resolvemos parar num Burger King pra comer, imaginando que estava comendo a lagosta de 20 dólares, mandei um hamburgão de 2 dólares (olha a diferença) pra dentro. Depois de comer, pegamos o ônibus de volta para o hostel.



Nesse hostel o banheiro era fora do quarto, mas pelo menos o chuveiro era quente, o quarto era meio pequeno (de quatro camas também). Percebemos um cheiro de chulé, peguei meu tênis e minha meia cheirei e tava meio cheirando ruím, como a minha meia tava suja desde o dia anterior voltei no banheiro lavei meu pé de novo (eu já tinha tomado banho), mas o chulé do quarto não saiu não, sabe quando vc vem de for a e sente o cheiro do ambiente? Realmente tava desagradável, mas a essas alturas não estavamos mais aguentando ficar em pé, pois já tava quase completando 48 horas sem dormir apropriadamente, então caimos no sono. No meio da noite, fui acordada com um barulho de gemido altíssimo, sim, tinha alguma guria dando pra alguém e gemendo e gritando que o som ecoava no prédio do hostel todo, até barulhos dos tapas que ela levou eu escutei, só ouvia um páááá e ela “aaaaaaaaah”. Até me assustei, até hoje tô em dúvida se ela estava tendo relações com um homem ou com um jumento. A Pinup também acordou, imaginem como estava alto o negócio.

No dia seguinte acordamos cedo e nos trocamos para começar a jornada novamente. Passamos na cozinha do hostel para tomar café, eu e a Pinup ficava olhando para as meninas e tentando adivinhar quem foi a hienna da noite anterior. (risos) Estavamos saindo e conhecemos uma Aupair brasileira que estava chegando naquele momento no hostel, quando me apresentei ela disse “Vc é a Mari que tem um blog?” a Pinup comentou “Nossa Mari, vc tá famosa já” (risos). Convidamos ela pra ir com a gente, e dessa vez fomos para a Golden Gate Brigde. Pegamos o ônibus certo, só que passamos do ponto e o ônibus pegou uma rodovia e não parou mais, o próximo ponto que conseguimos descer já era em outra cidadezinha, e lá vai as 3 patetas (a menina, a Pinup e eu) pagar mais uma condução para pegar um ônibus de volta, nossa nesse dia gastei mô grana de ônibus.

Chegamos finalmente na Brigde, é muito linda, mas estava nublado, minhas fotos não sairam muito bacanas. E o frio continuava, e pra piorar começou a cair uma garoa, coloquei o lenço na cabeça e não tirei mais, as meninas tiraram sarro, mas antes parecer uma muçulmana que um leão com a juba armada (PS: meu cabelo não é à prova d'água).



Depois da Brigde fomos para a Haight St. lá é um ícone dos hippies, é uma rua cheia de barsinhos e lojas alternativas. Vi muita coisa bacana, mas acabei comprando só cartões postais, pois era tudo muito caro. Pela rua tem muita gente estilosa passeando, mendigos tentando ganhar seus trocados com placas como “need 1 dolar 4 weed” (preciso de 1 dólar para maconha) e jovens andando de skate. Nesse cenário foi quando me bateu um calafrio e pensei “Caralho, tô mesmo na Califórnia meo!!!!” Paramos num barsinho, comemos uma pizza e bebemos uma cerveja, depois a menina nova voltou pro hostel e eu e a Pinup pegamos outro ônibus em direção as Casas Vitorianas, são muito bonitas, lembrei de vários filmes e seriados quando chegamos lá.





Depois de uma longa sessão de fotos, voltamos para o hostel, logo em seguida da gente chegou uma loirinha que estava na cama de cima, ela tirou o tênis e deixou bem na ponta da escada do beliche e eu estava sentada na minha cama bem ao lado da escada, de repente subiu mô cheirão de queijo parmesão, eu olhei pra Pinup enrruguei o nariz tipo farejando, a Pinup olhou pra mim e começamos a rir baixinho, segurando a boca. Dai a explicação pro chulé que tava naquele quarto, e eu, que nunca tive chulé, achando que era meu.



E chegou ao fim nossa aventura em San Francisco, amei a cidade e queria ter passado mais tempo, só que tinhamos um longo caminho pela frente ainda... conhecer Los Angeles e San Diego.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A ocasião faz o ladrão


Uma amiga foi no McDonald's com o namorado americano e ele perguntou o que ela queria e fez o pedido para a balconista “Por favor, dois McDouble, duas batatas grandes, chicken nuggets e duas Cocas grandes” imediatamente ela exclamou “Duas Cocas grandes? Não tem necessidade de duas e nem de serem grandes, já que são refis podemos pegar uma só pequena e encher toda vez que acabar”. Ele ficou sem entender qual era o propósito dela e pegou as duas Cocas de qualquer jeito.

O que vocês entendem por essa introdução? Que americano é mané e brasileiro é malandro? Pode até ser, mas a questão é: o povo americano não tem necessidade de ficar de malandragem pra todo lado. Uma Coca grande no McDonald's custa menos de 2 doláres, e você não precisa ficar levantando e enchendo o copo toda hora que acabar, que era o que ia acontecer se eles tivessem pego apenas um refrigerante pequeno. E além de tudo ele foi honesto, se tem duas pessoas que estão com sede, o justo é pagar por duas, não é mesmo? Mas a minha amiga é brasileira - e Aupair - então a primeira coisa que ela pensou foi em economizar, e é por isso que nós sempre somos os malandros da história.

Dizem que dinheiro não traz felicidade, que dinheiro não resolve todos os problemas, que dinheiro é maldito. Analisando por outro lado veja a comparação do Brasil e dos Estados Unidos:

Nos Estados Unidos, a maioria da população já nasce numa família bem estruturada financeiramente. O menino de 3 anos que eu tomo conta, por exemplo, tem mais dinheiro guardado do que eu, que faz 7 anos que não fico desempregada. Até ele crescer, ir pra faculdade e arrumar um emprego os pais dele vão o sustentar. É assim que uma família americana tradicional vive ao longo de sua vida, com muito conforto, viagens, boa assistência médica, boa educação, diversão etc.

No Brasil, a maiorida da população já nasce fudido, muitos sem nem ter onde morar, recebem uma péssima educação em escolas públicas, começam a trabalhar de mão de obra barata para pagar a própria faculdade, isso se o cidadão for corajoso e enfrentar o sufuco que é estudar e trabalhar ao mesmo tempo. É uma parcela pequena que realmente recebem em mãos um diploma de graduação e uma parcela menor ainda que tem esse certificado emitido por uma faculdade de boa qualidade e bem nomeada. Depois da difícil jornada dos estudos, vem a dificuldade de arrumar um emprego: muita concorrência e exigências absurdas. Isso para a grande maioria, que nasce pobre, não vou nem contar com os burguesinhos que tem de tudo e do melhor porque eles são uma parcela ridicularmente pequena por isso, quase inexistentes.

Reparem como muitos brasileiros querem tirar vantagem em cima de tudo, são descrente, invejam o vizinho que comprou um carro zero, invejam o colega de trabalho que comprou um apartamento novinho, passam pra trás amigos por causa de dinheiro, abandonam estudos para sustentar a família e isso sem mencionar o mais triste: entram para a vida do crime. Como na música do Racionais diz: “...tinha um pretinho, seu caderno era um fuzil”.

Não sou do tipo que em qualquer ocasião digo “Ah, é tudo culpa do Sistema”, eu sei sim, que muitos brasileiros não tiveram nem família e hoje são muito bem-sucedidos e concordo que nada é impossível quando você realmente quer algo. Mas que tem que ter muito peito para enfrentar a vida no Brasil, isso ninguém pode negar.

Bom, a minha amiga do caso da Coca não está mais namorando o tal do americano, mas se ela (de novo) ou alguma de vocês passarem por uma situação parecida, lembrem desses argumentos que aqui postei.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Todo mundo vai ser vítima dos INIIs um dia.


Das vezes que eu exclamo “Aff”, a que mais sai com ar de indignação é quando algum INII (Indivíduo Não Identificado da Internet) me adiciona no orkut, facebook e afins. Eu odeio acessar minhas páginas e me deparar com aqueles requerimentos do tipo de pessoa que solicita a minha amizade, como se eu fosse uma celebridade e ter a minha fotinho lá no meio dos amigos da criatura vai fazer dele uma pessoa mais feliz.

Enfim, eis que um dia desses abro uma das minhas páginas internéticas e me deparo com uma criatura que: não lê meu blog, não é amigo de amigo meu, não é amigo meu de infância, não é amigo da faculdade, não é amigo de curso de inglês, não é amigo de bairro, não é Aupair, nem se quer mora perto de mim. Ou seja: sem sombra de dúvida era um INII.

Aceitei só porque eu tinha uma amiga em comum com o INII e pensei que talvez poderia ser alguém que eu conheci e não tava lembrada, e eu sempre penso “Nesse mundo não devemos destratar ninguém, você nunca sabe se vai precisar da ajuda daquela pessoa”. No dia seguinte, me deparei com uma mensagem dele que dizia o seguinte:

“A princesa que a minha mãe contava nas histórias de ninar demorou para aparecer, mas graças à internet eu achei”

Não foi exatamente com essas palavras, mas algo tosco bem desse nível. Foi ai que eu tive que soltar um bem inspirado “AFF, PUTAQUEPARIU!”. A tosquisse do indivídio foi tanta que nem consegui responder, mas mesmo que eu quisesse, me fala, uma coisa dessa vai se responder como? Um cara que acha que adicinando meninas desconhecidas em redes na internet vai conseguir alguma coisa, eu tô fora. Ele ficou só na vontade de ter um romance internêtico com uma princesa do livro de ninar.

Mas a comunidade dos INII não é somente composta pelo sexo masculino, acho que até existem mais mulheres anônimas do que homens. E a desculpa dessas pessoas são sempre a mesma “Quero fazer pesquisas na internet, mas não quero me expor”, porque não assume logo que só quer xeretar a vida alheia?

Digo isso, porque até da Minnie eu já recebi recado pedindo liberação para acessar meu blog (quando era bloqueado). Nossa, me senti super lisonjeada até personagens da Disney estão lendo o meu blog. A história é a seguinte: a pessoa tinha um orkut fake, seu nome e sua foto eram da personagem Minnie, ela tinha menos amigos do que um nerd no Ensino Médio e algumas comunidades relacionadas à Aupair. Bem, eu não sou mãe Diná e não tenho como saber se a pessoa realmente estava interessada em informações sobre Aupair ou se era algum engraçadinho ou engraçadinha tentando ler as minhas histórias no blog, só pra ter o prazer de saber o que anda acontecendo na minha vida. Eu acho a segunda opção bem mais provável, mas como não tenho poderes paranormais, eu só tento de todo jeito me proteger dessas aberrações que a tecnologia promove.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aventura na Califórnia: Los Angeles


Desembarcamos em San Diego numa segunda pela manhã, pegamos o carro que haviamos reservado para alugar e fomos em direção à Los Angeles fazendo a costa, parando nas praias. A primeira parada foi Laguna Beach. Foi a praia que mais gostei. É um lugar muito tranquilo, bonito e limpo. É tudo muito igual àqueles seriados e filmes sobre as praias da Califórnia, os salva vidas loiros de pele morena sentados naquelas cabines, muitos surfistas, a galera usando manga-comprida por cima do biquine por causa do ventinho gelado, as gaivotas na areia, as palmeiras, as casas e pousadas de janelas gigantes de vidro, corpos sarados, coroas usando shorts caqui e madames de chapéu grande. Eu quase pude ver a Pamela Anderson usando aquele maiô vermelho correndo com uma boia na mão pela areia com seus megas melões de silicone que nem se movia de tão duro.

A próxima praia que paramos foi mais um cenário de seriado americano: Newport Beach, onde é gravado o seriado The O.C. Não achei a praia muito bonita não pra falar a verdade, mas fomos explorar mesmo assim, tiramos bastante fotos e paramos no Subway pra almoçar. Depois do nosso almoço, seguimos em direção à Santa Mônica, achei a praia sem graça também, mas o píer é bem bonitinho, onde tem a roda gigante que é cartão postal. E nossa última parada foi em Venice Beach, praia sem graça, mas a galera é estilosa demais, muita gente andando de skate.

Foi um sonho realizado estar nessas praias da Califórnia que são tão famosas, tem lugares lindos mas confesso que até em São Paulo temos praias do mesmo nível, e com toda certeza as nossas praias do Nordeste ganham disparadamente das daqui.

Quando terminamos essa jornada de praias fomos para Los Angeles downtown para fazer check in no hostel. Chegamos, com muito esforço, num bairro chinês até que o GPS disse “Arrived at the destination on right”, mas não vimos nada. Paramos o carro na rua e fomos lá a pé com as reservas impressas na mão. Foi ai que nos deparamos com um prédio com uma faixa escrito o nome do hostel ao lado de mais um monte de placas em japonês, chinês, ou sei lá que raio, que me deixava até tonta de olhar, cercado com um portão branco trancado e lá dentro tinha um senhorzinho de olhos puxados com uniforme de segurança. “Excuse-me, we have reservations for this hostel, is it open?” eu falei e o senhorzinho respondeu “telephone, hosanna house, telephone” - Hosanna House era o nome do hostel - e apontava para um papel rasgado grudado no portão com um número meio apagado escrito à mão. Ligamos para o hostel e ninguém atendia. Perguntei novamente para o senhorzinho “Is it working?” e apontei para o hostel e ele só repetia “UOKIN? UOKIN? TELEPHONE”, ou seja, ele não falava um A em inglês e não conseguimos entender o que ele tava tentando dizer. O fato do hostel parecer que não existia ou estava fechado era cômico e trágico ao mesmo tempo e a gente não sabia se ria ou chorava. Acabamos num ataque de riso.

Voltamos para o carro e digitamos “hotel”no GPS, apareceu um motel que era bem pertinho de onde estavamos, e motel é sempre mais barato que hotel. Chegamos lá e o quarto com uma cama de casal era 50 dólares por noite, dividido por duas, ia ficar só 25 doláres para cada uma. Ficamos felizes da vida, o lugar era bem podrinho, mas pra quem já tinha ficado em hostel que o chuveiro era gelado (em Vegas), e hostel que os hospedes costumam fazer sexo barulhento no meio da noite (em San Francisco), eu e a Pinup tava luxando naquele motelzinho podre, pelo menos conseguimos dormir no silêncio e o chuveiro era quentinho.

Na manhã seguinte fomos passear na Hollywood Boulevard, a rua onde tem a calçada da fama, o Kodak Theatre, o Chinese Theatre, o Museu de Cera etc. É apenas uma rua e pode parecer bobeira, mas é realmente emocionante estar ali sabendo que celebridades passaram por ali, ir no Kodak Theatre e pensar que a cerimônia do Oscar é realizada ali dá um friozinho na barriga, ver funcionários carregando equipamentos de filmagem pra todo lado, estava até rolando uma filmagem de alguma coisa num ponto da rua que passamos.



Pra mim, o mais legal foi chegar relativamente próximo do Hollywood Sign, aquela placa enorme escrita “Hollywood”, de vários pontos da cidade é possível vê-la, mas eu queria muito chegar mais perto, então pesquisamos no GPS e depois de nos perdemos muitas vezes e subimos um morro de ruas muito estreitas, conseguimos chegar até a última rua onde é permitido. Apesar de ainda estarmos um pouco longe, a placa é enorme e bem em cima dum morro, dava pra ver nitidamente e tirar muitas fotos legais. Poucos dias antes de viajar eu assisti o filme “The Runaways”, tem uma cena em que as meninas da banda sobem lá no topo do Hollywood Sign pra fumar maconha. Quando cheguei lá fiquei olhando pra placa e pensando “Caralho, a Joan Jett subiu ali pra fumar maconha, e eu tô aqui”, claro que eu não consegui chegar lá no topo da placa que nem elas e também não ia acender um baseado, mas fiquei imaginando aquele lugar nos anos 70 e elas bem louca subindo aquele barranco. Foi uma sensação muito foda!

Seguimos depois para Beverly Hills, paramos o carro na porta da casa onde foi gravado o “The Osbournes” da MTV, mas não tinha nada demais para ver, demos umas voltinhas por lá, mas infelizmente a vizinhança tava bem tranquila e não dei sorte de ver a Britney Spears dando os chiliques dela ou a Angelina Jolie e o Brad Pitt se pegando nos tapas. Passamos também pela Rodeo Drive, é uma rua por ali que só tem lojas de grife caríssimas e é onde as celebridades costumam fazer compras. A minha mãe adora canetas, então eu adquiri uma canetinha da Mont Blanc como lembrancinha para ela... logo em seguida eu caí da cama. (risos)

No nosso segundo dia em Los Angeles reservamos para ir no Universal Studios, gastei 100 dólares contando com a comida, mas valeu a pena. O parque é bem legal, o tour pelos sets de filmagem é muito interessante, passamos pelos sets de filmagens do seriado Desperate Housewives e dos filmes Guerra dos Mundos, Psicose, Grinch e outros. Curiosidade: o cenário dos dois últimos são um bem atrás do outro. No tour eles também mostram como são feitos alguns efeitos especiais como: fazer chover, explosões e carros voando. Passamos por um corredor 3D do Jurassic Park que parece que os dinossauros tão brigando bem do nosso lado e também vimos alguns carros usados nas filmagens dos filmes “Veloses e Furiosos”e “De Volta para o Futuro”, esse último claro que eu não perdi a oportunidade de tirar foto, eu tinha esse filme até gravado em fita VHS quando era criança , adorava assistir repetidas vezes e ficava matutando se era mesmo possível um carro te levar para o passado ou para o futuro.

Quando saímos do parque já seguimos direto para o hostel em San Diego, e nossa aventura pela cidade onde acontece toda magia do cinema acabou por aqui. Para mim, que sou apaixonada por cinema, foi emocionante, fiquei mesmo arrepiada de estar no lugar onde aconteceram muitas coisas que marcaram minha infância ou adolescência, realmente inesquecível.

sábado, 11 de setembro de 2010

Prêmio "Pegação Zero 2010"


Vocês vão rir, mas vou contar mesmo assim, esse Verão teve muitas histórias pra contar, mas eu não fui tão pegadora e inexplicavelmente consegui atingir a marca de uns belos meses sem sexo, eu tô perdendo feio pras minhas amigas que tão de vento em popa pegando geral e até levando peguete escondido para a casa dos hosts, enquanto eu... coitada, não tô pegando nem gripe.

O que será que aconteceu? Bom, pura má sorte... tô encalhada porque só me meto em confusão. Tudo começou quando até Maio desse ano eu estava encanada num palhaço lá do Brasil, de tanta palhaçada no meu picadeiro que ele aprontou, resolvi demiti-lo, pois então, deletei ele de todas as minhas redes internéticas, decidi esquecê-lo e nunca mais falei com ele.

O Verão entrou e eu comecei as entrevistas com novos palhaços, afinal das contas, o picadeiro nunca pode ficar vazio, até que encanei num roommate da minha amiga, bonitinho, gostosinho, personal trainer... e vocês perguntam “Claro que você tirou o atraso com o figura, certo Mari?" ...Errado...Depois que beijei ele, descobri que a minha amiga (roommate dele) ficou chatiada. Eu sabia que ela achava ele gracinha mas, por causa da amizade que eles tem, até a própria já tinha me falado que não iria rolar nada entre eles, mas não tinha noção que o sentimento dela por ele era grande suficiente pra ela ficar bem brava comigo. Eu já sabia que o cara é bem palhacinho, tanto é que no dia seguinte ele já tava beijando outra mina, na minha cara, na cara dela, na cara de todo mundo.

Mas, uma bela noite lá vamos nós sair, não me lembro nem pra onde fomos, sei que bebi muito e ele também, acabamos todos numa after party na casa dele... todo mundo durmiu...só ficou nós dois bem loucos tomando vinho... pra queee??? Não deu outra... quando fui ver já tava beijando ele de novo, mas que fique claro... eu não dei “ataque animal planet” foi vontade enrrustida de se pegar das duas partes. Não rolou sexo, dormi na cama dele, mas a sobridez começou a aparecer e percebi que aquilo poderia dar merda, não poderia mudar o fato de ter beijado ele de novo, mas o peso na conciência bateu forte e eu não consegui fazer nada com ele. Enfim, da outra vez ela ficou brava, mas compreendeu e estavamos tendo uma amizade normal, mas dessa ela ficou uma arara. De início eu pensei que tinha ficado encanadinha na dele, conversei com ela pra ela me esclarecer o que pegava entre eles, mas depois percebi que não valia a pena, ela é uma amiga muito querida e por mais que eu não concorde com alguns pontos de vista dela, o cara não vale a pena e no fim eu realmente percebi que era fogo de palha e logo desencanei do palhaço.

Depois desse rolo todo, eu embarquei pra minha tão sonhada viagem para a West Coast, como vocês já sabem, comecei por Vegas e fui na maldade já pensando “Essa Vegas não vai me esquecer nunca mais”. E deu no que deu... a história do Mr. Smile que eu já contei no post de Vegas. MEO, como é que eu vou pra Vegas e encano num palhacinho (no diminutivo porque ele é fofo) que namora? E ainda por cima fico apaixonadinha... isso mesmo, apaixonadinha. Enfim, mais um sem potêncial para tirar meu atraso, só pode ser praga do palhaço lá do Brasil.

Assim que voltei dessas férias, fui pra Disney com a minha host family, fiquei 7 dias só vendo criança pra lá e pra cá, ou seja, pegação zero. Assim que cheguei fui correndo encontrar as minhas amigas para elas me ajudarem a desencalhar, uma delas deu uma festa com direito a DJ e tudo. Uma outra amiga levou pra festa dois ingleses que ela conheceu na aula de futebol das kids que ela toma conta. Os dois bem novinhos, mas umas belezinhas. Ela pegou um deles, só que bem no começo da festa ela deu PT e acabou dormindo no banheiro. Todo mundo na festa ficou louco, não sobrou um pra contar o que aconteceu lá... depois de incontáveis shots de pitú e vodka o inglês que a minha amiga pegou começou a dar em cima de mim foderoso. Depois do russo, que eu peguei uma vez, juro que esse cara foi o segundo mais xavequeiro da face da terra que eu já conheci. A carne é fraca e acabei beijando o palhaço, eu tava tão bêbada, que pensando na minha amiga (que até então eu sabia que ela tinha dado PT, mas não tinha idéia onde ela tava) começei a chorar no colo do cara. Vergonha total! Ele queria de qualquer jeito terminar o serviço, mas não consegui novamente fazer nada com ele, a culpa bateu pesado. Na manhã seguinte, todo mundo tava dormindo jogado pela casa, a minha amiga me perguntou se eu tinha beijado ele, eu fiquei toda errada, mas depois disse que sim, ela nem ligando foi lá e pegou ele de novo. Ele era muito cafajeste e ela sabia, então acabamos tirando mô sarro da história depois. O inglês já voltou pra Inglaterra e até recebeu um apelido de uns amigos nossos que ficaram sabendo do que aconteceu depois e disse que ele é fera por ter pegado duas brasileiras na mesma noite, e o apelido foi: Coach Rick, The Legend.

Depois dessa piada do Coach Rick, foi feriado prolongado e fui convidada pra ir pra praia em Delaware, detalhe: perto de onde o Mr. Smile mora, a Santa Antônia armou um esquema pra nos encontrarmos, mas não deu certo porque ele tinha um casamento pra ir. No fim, de novo falei “vou na maldade pra essa praia”, acabei saindo no zero a zero, sem pegar nem gripe. Nunca mais falo que vou pra lugar nenhum na maldade.

PeloamordeDeus, o negócio tá mesmo difícil, o pior é que depois de Vegas, meu espírito de piriguete sumiu, não fico mais caçando palhaços, não ligo mais pra ficar flertando com palhaços em baladas, nem fico mais na febre para sair no fim de semana, só me interesso quando o assunto é Mr. Smile. Bom enquanto eu fujo de admitir pra mim mesma que esse palhacinho me fisgou, eu continuo disparada em primeiro lugar na competição “Pegação Zero 2010”, se continuar assim vou ganhar medalha de ouro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Aventura na Califórnia: San Francisco


Da balada em Vegas direto para San Francisco, desembarcamos no aeroporto de SF às 8 da manhã, tinhamos dormido apenas 2 horas na noite anterior, ou seja, praticamente 24 horas sem dormir. Eu e a Pinup não aprontamos muito por lá, na verdade fomos pagar os pecados que cometemos em Vegas (depois vcs vão entender) foi um passeio mais light, por isso, esse post será mais informativo e bem útil pra quem pretende visitar a cidade.

Ao chegar no hostel, só largamos as malas e fomos explorar a cidade, tinhamos apenas um mapa e idéia dos pontos turísticos que queriamos visitar. Mas, não esperavamos que a cidade seria consideravelmente grande, a maioria dos lugares que queriamos ir eram bem afastados um do outro e pra piorar o sistema de transporte é completamente confuso, existe mais de uma empresa de trem, metro e ônibus atuando, então cada sistema (tarifas e horário de funcionamento) é diferente, dando nó no cérebro de qualquer turista. Primeiro saimos andamos pela redondeza, perdemos um pouco de tempo nessa parte porque nossas energias já estavam esgotadas e não conseguiamos mais processar nenhuma informação, por fim decidimos ir direto na Golden Gate Brigde, só que perdemos o ônibus, então mudamos o rumo para o Píer 39 para tentar comprar ingresso para o Alcatraz. As dicas começam aqui:

1-) Antes de chegar em SF eu aconselho pegar o endereço de todas as atrações turísticas que vc quer ver e procurar no Google as direções de como chegar do hotel/albergue que vc vai se hospedar até elas.

2-) Prepare uma boa verba para condução, se vc estiver a pé, como já citei acima, existem várias linhas de trasnporte público e cada um é um preço diferente, todas caras. E vc vai precisar andar bastante de transporte público, são poucos lugares que dá pra ir à pé.

3-) Não importa onde vc se hospedar, vc pode ficar perdo da Golden Gate Brigde, por exemplo, mas quiser ir na Haigh Street, vai precisar dar um bom rolê pra chegar, ou seja, não tem como se hospedar perto de todos os pontos turísticos.

4-) Se vc tem interesse em visitar o Alcatraz, compre ingresso pela internet com pelo menos 15 dias de antecedência, eles esgotam muito rápido e raramente se acha ingresso na hora ou pro dia seguinte.

Bom, voltando... não conseguimos ingresso para o Alcatraz. Então, fomos ver o Pier 39, de lá andamos para o Fishermans Wharf e a Lombard Street, é uma caminhada boa, mas compensável, essas 3 atrações podem ser feitas em seguida pois são perto uma da outra. O Píer é muito bonito, de lá vc consegue ver a ilha de Alcatraz, tem restaurantes de frutos do mar e lojinhas de lembracinhas. A arquitetura toda de madeira, a decoração e os barcos parados na borda do píer fazem uma combinação bem exótica com o clima frio que a cidade tem.




Nossa próxima parada foi o Fishermans Wharf, um lugar onde os pescadores tem suas vendinhas. Se sente um delicioso cheiro de peixe, camarão e seus semelhantes pra todo lado, os pescadores preparam ciri e lagosta na hora, pegam o bicho vivo cozinham, cortam e colocam no prato com salada e essa preparação é toda feita na sua frente. Fiquei com água na boca de ver as lagostas, bem vermelhinhas, mas fui ver o preço, um pedacinho por 20 doláres, caí na realidade de Aupoor e passei batido por elas.



Depois que vc passa pelo Fishemans Wharf já está próximo da Lombard Street, aquela rua em zig-zag, fomos andando e seguindo pelo mapa, por ali o lugar é lindo, as casinhas são umas grudadinhas nas outras e tombadinhas por causa das ladeiras, a linha do bondinho passa numa rua principal, deixando o visual de cidade histórica. As ladeiras são bem cansativas, tem umas que são verdadeiras paredes, ter um carro de marcha em San Francisco é definitivamente uma péssima idéia. Estavamos subindo a pior ladeira quando falei pra Pinup “Que que isso? Tô me sentindo como se tivesse pagando pecado” ela começou a rir e eu emendei “Nossa Pinup, estamos realmente pagando pecados, os cometidos em Vegas” caimos na risada.

Quando chegamos lá no topo da Lombard St. compesou todo o esforço feito, a vista é de tirar o fôlego, é possível ver milhões das casinhas tombadinhas e do outro lado o mar, é simplismente maravilhoso. Já estava no fim da tarde e estavamos passando frio – outra dica: leve blusa, cachecol e calça comprida mesmo no Verão, a cidade é inexplicavelmente gelada – resolvemos parar num Burger King pra comer, imaginando que estava comendo a lagosta de 20 dólares, mandei um hamburgão de 2 dólares (olha a diferença) pra dentro. Depois de comer, pegamos o ônibus de volta para o hostel.



Nesse hostel o banheiro era fora do quarto, mas pelo menos o chuveiro era quente, o quarto era meio pequeno (de quatro camas também). Percebemos um cheiro de chulé, peguei meu tênis e minha meia cheirei e tava meio cheirando ruím, como a minha meia tava suja desde o dia anterior voltei no banheiro lavei meu pé de novo (eu já tinha tomado banho), mas o chulé do quarto não saiu não, sabe quando vc vem de for a e sente o cheiro do ambiente? Realmente tava desagradável, mas a essas alturas não estavamos mais aguentando ficar em pé, pois já tava quase completando 48 horas sem dormir apropriadamente, então caimos no sono. No meio da noite, fui acordada com um barulho de gemido altíssimo, sim, tinha alguma guria dando pra alguém e gemendo e gritando que o som ecoava no prédio do hostel todo, até barulhos dos tapas que ela levou eu escutei, só ouvia um páááá e ela “aaaaaaaaah”. Até me assustei, até hoje tô em dúvida se ela estava tendo relações com um homem ou com um jumento. A Pinup também acordou, imaginem como estava alto o negócio.

No dia seguinte acordamos cedo e nos trocamos para começar a jornada novamente. Passamos na cozinha do hostel para tomar café, eu e a Pinup ficava olhando para as meninas e tentando adivinhar quem foi a hienna da noite anterior. (risos) Estavamos saindo e conhecemos uma Aupair brasileira que estava chegando naquele momento no hostel, quando me apresentei ela disse “Vc é a Mari que tem um blog?” a Pinup comentou “Nossa Mari, vc tá famosa já” (risos). Convidamos ela pra ir com a gente, e dessa vez fomos para a Golden Gate Brigde. Pegamos o ônibus certo, só que passamos do ponto e o ônibus pegou uma rodovia e não parou mais, o próximo ponto que conseguimos descer já era em outra cidadezinha, e lá vai as 3 patetas (a menina, a Pinup e eu) pagar mais uma condução para pegar um ônibus de volta, nossa nesse dia gastei mô grana de ônibus.

Chegamos finalmente na Brigde, é muito linda, mas estava nublado, minhas fotos não sairam muito bacanas. E o frio continuava, e pra piorar começou a cair uma garoa, coloquei o lenço na cabeça e não tirei mais, as meninas tiraram sarro, mas antes parecer uma muçulmana que um leão com a juba armada (PS: meu cabelo não é à prova d'água).



Depois da Brigde fomos para a Haight St. lá é um ícone dos hippies, é uma rua cheia de barsinhos e lojas alternativas. Vi muita coisa bacana, mas acabei comprando só cartões postais, pois era tudo muito caro. Pela rua tem muita gente estilosa passeando, mendigos tentando ganhar seus trocados com placas como “need 1 dolar 4 weed” (preciso de 1 dólar para maconha) e jovens andando de skate. Nesse cenário foi quando me bateu um calafrio e pensei “Caralho, tô mesmo na Califórnia meo!!!!” Paramos num barsinho, comemos uma pizza e bebemos uma cerveja, depois a menina nova voltou pro hostel e eu e a Pinup pegamos outro ônibus em direção as Casas Vitorianas, são muito bonitas, lembrei de vários filmes e seriados quando chegamos lá.





Depois de uma longa sessão de fotos, voltamos para o hostel, logo em seguida da gente chegou uma loirinha que estava na cama de cima, ela tirou o tênis e deixou bem na ponta da escada do beliche e eu estava sentada na minha cama bem ao lado da escada, de repente subiu mô cheirão de queijo parmesão, eu olhei pra Pinup enrruguei o nariz tipo farejando, a Pinup olhou pra mim e começamos a rir baixinho, segurando a boca. Dai a explicação pro chulé que tava naquele quarto, e eu, que nunca tive chulé, achando que era meu.



E chegou ao fim nossa aventura em San Francisco, amei a cidade e queria ter passado mais tempo, só que tinhamos um longo caminho pela frente ainda... conhecer Los Angeles e San Diego.

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