quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vegas ... Aaaaah Vegas!!!


Essa viagem vou ter que contar em capítulos afinal de contas umas férias de 9 dias em que conheci 9 lugares e rolou de dormir no hotel mais caro de Vegas à diarréia, é impossível resumir em um post só. Vou começar por Vegas, que apesar de não ser no Estado da Califórnia, e sim em Nevada, fica perto.

Conhecer a Califórnia sempre foi meu sonho, cresci assistindo seriados, filmes americanos e escutando rock'n'roll. E no cenário de música e arte americana, o que acontecia na Califórnia sempre me fascinou: hippies, punk rock e hardcore, praias, surf, skate, gente bonita e estilosa etc. Desde que eu pisei nos Estados Unidos pensei “não saio daqui sem conhecer a Costa Oeste, mais conhecida como West Coast, de jeito nenhum”.

Foi ai que planejei minha trip com mais uma amiga e depois de torrar o nosso suado dinheirinho em passagens de avião, reserva dos albergues e aluguel de carro. Zero na conta bancária, mas com um sorriso de orelha à orelha anunciei no facebook “Got the tickets to Califórnia”. Foi um dos dias mais emocionantes da minha vida.

Bom, e o dia D chegou, e lá vai eu e a Pinup Girl (pseudônimo para a amiga que me acompanhou nessa aventura – vcs vão saber porque depois) embarcar no aeroporto de Baltimore, longe pra cassete mas saindo de lá era mais barato (C-a-l-a-r-o que nós "au poors" sempre arrumamos um jeito mais barato de fazer as coisas). 

Aviso aos navegantes: Vegas é absolutamente para maiores, cartazes de homens sarados e mulheres semi-nuas anunciando shows de strip-tease são espalhados por todos os cantos. Bem em frente do nosso hostel tinha um estúdio de tatuagem chamado "Precious Slut" (Vagabunda preciosa), sem contar as capelinhas de casamentos que facilita casório que nem as Casas Bahia facilia a compra de uma TV 100 polegadas. 

Enfim, desembarcamos na cidade dos pecados numa quarta à noite, a primeira coisa que vc vê assim que desce do avião é: máquinas de jogos (sim, dentro do aeroporto no hall de embarque e desembarque). Fomos direto pro hostel que inclusive chamava Sin City. Meo, o lugar era zuado. A recepção, lobby, cozinha...era tudo pequeno. Nosso quarto era de quatro camas mixed (mulher e homem misturados) e um banheiro que dividia com o quarto vizinho, e ainda por cima o chuveiro era gelado. Tinha umas bagunças numa cama quando chegamos, e pelas roupas dava pra ver que era um homem. Mas até que tivemos sorte nesse hostel porque nunca trombamos com o cara que tava no nosso quarto e no penúltimo dia ele foi embora e não chegou mais ninguém até a hora do nosso check out, ou seja, tivemos o quarto praticamente só pra nós.

Na quinta de manhã, depois de tomar um café no hostel (que era a única coisa que prestava lá, quer dizer, até que tinha uns europeus delicinhas hospedados lá, mas nem tive tempo de conversar com eles) fomos passear pela Strip - Las Vegas Boulevard (a avenida famosa onde ficam os cassinos). Pegamos um ônibus que paga 7 doláres para andar 24 horas, e que ônibus lerdo da penda, fazia 4 milhas (que dá tranquilamente pra fazer em menos de 20 minutos) em uma fucking hora, parecia metro, a porra parava em todos pontos e cada passageiro que entrava tomava pelo menos 5 minutos da atenção do motorista, pedindo informação e muitas vezes nem embarcava, dava até náuseas de andar naquele ônibus. Mas beleza, conhecemos quase todos os Cassinos, tiramos muitas fotos e gastamos muito com lembrancinhas também. No fim da tarde paramos num bar que a cerveja era 1 dólar, foi quando a Santa Antônia (pseudônimo para outra amiga, que vcs vão saber também o porquê depois) nos ligou dizendo que tava chegando. Mas o que essa amiga ligando tem a ver com a história? … Pausa tudo pra eu explicar …

O noivo dela é das forças armadas e estava em San Diego fazendo um treinamento, e eles dois e mais 8 amigos dele combinaram de ir pra Vegas e calhou que eles chegaram lá no dia seguinte que eu e a Pinup Girl chegamos. A Santa Antônia meio que já tinha esquematizado tudo, tanto é que eu já tinha adicionado o noivo dela no Facebook e ele já tinha até mostrado a minha foto pros amigos todos dele e ela disse “Mari, vô te casar em Vegas”, tá ai o porquê do pseudônimo.

Voltando  … Eu e a Pinup saimos do bar, terminamos nossa jornada de turista e voltamos pro hostel, nos arrumamos e a noite fomos encontrar a Sta. Antônia e a trupe no Bellagio (sim, eles estavam todos hospedados lá, chiquérrimo!) , subimos no quarto deles e quando entramos ... Marine Corps toda lá dentro. Bateu uma vergonha, e de início eu não achei nenhum muito interessante, mas confesso que fui cativada logo de cara pelo sorriso do cunhado da Antônia (entre eles, o irmão do noivo dela estava lá, e também é Marine). E depois de beber champanhe e vinho, o meu dedo podre foi escolher quem? Sim, o do sorriso ... e que NAMORA. PORRA, 8 MARINES SOLTEIROS e eu fui encanar justo no que não podia.

Eu não encano fácil numa pessoa, eu sou muito de curtir o momento, geralmente olho logo a aparência, pego por pegar e não fico pensando muito no indivíduo no dia seguinte, e se outro me aparece, o anterior já trato de enterrar, sim eu sou meio homem pra essas coisas. Mas, o que aconteceu comigo em Vegas não foi bem assim, o tal não se enquadra NADA com o tipo de cara que chama minha atenção. O indivídio é baixinho, cabelos e olhos castanhos, mas eu achei ele tão fofinho que não susseguei enquanto não completei a missão, quer dizer, completei metade da missão, ainda tenho “unfinished bussiness” com essa criatura. 

Antes da balada fomos comer e eu bebi uma caipirinha. Já na balada, foram shots, cervejas, vodka com redbull … ai pronto, baixou o capeta. Eu fui inventar de falar pra Sta. Antônia que eu estava a fim do cunhado dela, ela contou pro noivo, que contou pra ele. Eu não lembro exatamente o que aconteceu devido o excesso de álcool que eu já tinha consumido, só sei que daí em diante eu comecei uma saga pra tentar beijar o coitado. Eu passei a noite toda só dançando com ele, xavecando na cara larga, e só me lembro que ele dizia que tinha namorada mas também só ficava me vigiando, quando eu saia de perto, ele vinha na minha cola.

Quando me dei conta, a galera tinha ido embora e deixaram eu e ele la. Ele pegou na minha mão, com os dedos cruzados tipo namorandinho, e me levou pro quarto. Ele estava na boa intenção mesmo, a Sta. Antônia tinha pedido pra ele me levar porque eu tava tão bebada que não ia saber voltar pro meu hostel.

Maaaaaas eu não perdoei e dei o “Ataque Animal Planet”, li isso num blog que me mijei de rir. Sabe aqueles programas que passa no canal à cabo Animal Planet que mostra uns bichos selvagens atacando os outros bichinhos inocentes? Foi exatamente isso que aconteceu. Fui pra cima dele tão foderoso, o máximo que eu consegui foi um beijo mal dado, lembro que perdi a paciência de tanto que ele fogia de mim, e tentei ir embora umas 30 vezes mas ele não deixou, no fim fui deitar na cama do lado (que era a cama do amigo que estava dividindo quarto com ele, mas não tinha voltado da balada ainda) e cai no sono de sapato e bolsa pendurada.

No dia seguinte às 7 e meia da manhã o amigo dele (dono da cama) chegou e deitou do meu lado, eu acordei no susto olhei para cara dele, ele levantou a cabeça e falou “Hi” com mô voz de chapado … eu nem respondi, levantei da cama num pulo, o Sorriso tava dormindo na outra cama, só sei que vazei correndo. Depois, o amigo contou que chegou no quarto e pensou “Ah, parece que tem uma garota na minha cama, ok”, ele tirou a roupa toda e deitou do meu lado (raxei o bico) eu nem tinha percebido que o cara tava pelado. Eu ainda tava tonta por causa das bebidas e com uma ressaca do cassete, eu só pensava em sumir dali o mais rápido possível. 

E lá vou eu, num sol de raxar o coco, com o cabelo todo amassado, maquiagem borrada, com roupa de balada e salto, saí do Bellagio em direção ao ponto de ônibus, até um velhinho que tava varrendo a rua disse que tinha me visto na noite anterior e lembrava da minha tatuagem. Por um minuto fiquei até com medo do que tinha feito na noite passada. Como assim, o tio que varre a rua lembrava da minha tatuagem?! 

Cheguei no ponto de ônibus com muita dificuldade porque meu pé tava machucando, e peguei o ônibus errado, aff, desci num ponto qualquer e tive que pegar mais dois ônibus pra chegar no hostel. Cheguei lá e lembrei que a chave do quarto tava com a Pinup. Pedi gentilmente para o cara da recepção abrir o quarto pra mim, ainda bem que ele era gente boa. Entrei no quarto e capotei na cama.

A Pinup Girl chegou no hostel umas 10 da manhã, e depois de banho tomado, café da manhã e umas pílulas para dor de cabeça - ressaca do cassete! - nós fomos turistar mais. No caminho a Pinup foi me contando que tinha passado a noite também no Bellagio, que ela saiu da balada depois de mim com um dos amigos Marines. Ela disse que o cara queria tirar fotos dela, dai ela pensou “Pra que?”. E eu já logo pensei: o cara tava indo pra guerra, o noivo da Sta. Antônia e a trupe que tava curtindo em Vegas estavam em treinamento para ir para o Afeganistão e voltariam em 7 meses. Ele queria imprimir as fotos dela e pendurar lá na cabaninha dele na guerra, por isso, apelidei ela de Pinup Girl e fiquei tirando sarro a viagem toda. 

Chegou a noite e fomos pra uma outra balada, encontramos a galera lá de novo, eu fiquei super na minha, nem bebi, porque iriamos embora cedo e a suttle ia nos buscar as 5 da manhã no hostel para nos levarmos para o aeroporto, pois iamos embarcar pra San Francisco. Foi bacana, mas não deu pra curtir muito. O Sorriso conversou comigo normal e ficou o tempo todo na minha cola, e quando ele começou a ficar bebâdo não disfarçou a vontade de me pegar (risada maquiavélica), o tempo todo queria dançar atrás de mim (pq americano só sabe dançar atras da mina) ficava puxando conversa e quando eu saia de perto ele me chamava. Mas, infelizmente, quando deu 2 da manhã, tivemos que ir embora, falei tchau pra ele e pedi desculpa pela maluquisse da noite anterior e ele respondeu “Não precisa se desculpar, não há culpados”.

Essa primeira parada na nossa saga pela West Coast foi de raxar o bico, tudo era motivo de piada, soltamos cada pérola que nem me lembro mais de todas. Deixamos Vegas com um apertinho no coração, não casei por lá. … mas fui fisgada inexplicavelmente, e me parece que a Pinup Girl também ficou.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estou sumida...resumão!


Tenho recebido muitos elogios a respeito do blog ultimamente, confesso que estou meio atrasada com as histórias e peço desculpas à quem lê. Quero começar esse post agradecendo à todos que leêm e que também comentam com outros, isso tem gerado bastante interesse em outras pessoas em lerem minhas maluquices e muitos pedidos de permissão para acessar, infelizmente ainda não posso abrir o blog para o público em geral, pois conto muitas coisas pessoais (e quem lê sabe que as minhas opiniões são fortes) e quero compartilha-las apenas com quem realmente gosta e se diverte com os textos e não com aqueles que entram apenas para xeretar, vocês me entendem, né? Mas num futuro próximo pretendo abrir o blog para acesso público, veremos.

Como eu já comentei por ai, o Verão nesse país é uma putaria, e claro que eu não poderia ficar fora dessa e estou aproveitando cada minuto, afinal de contas quando chega aquele frio de matar é complicado de aguentar, ainda mais quando não se tem um cobertor de orelha. Por isso, tenho abandonado o blog, tenho saido tanto que nem tempo pra escrever as presepadas que ando aprontando eu tenho tido. Por isso, vim contar só um resumão do que anda acontecendo...

Esse Verão tem sido muito aproveitoso pra mim, mal trabalhei, viajei muito, dei festas (inclusive, depois do churrasco que virou festa de arromba, eu dei outra festinha aqui em casa que também bombou, depois conto mais), fui em festas, peguei geral, fui em muitas baladas, dancei, beijei, fiquei bêbada e por ai vai as maluquices.

Uma coisa que me intrigou muito nessa Estação que foi quando a minha host mom me chamou pra conversar e propôs trocar meu visto para estudante pra eu ficar mais 2 anos com eles. Eu fiquei muito tempo pensando nisso, pesquisei tudo a respeito, mas cheguei a conclusão que eu prefiro voltar para o Brasil. Eu já vim decidida a voltar, tem muito mais contras do que prós, e eu sinto de coração que eu tenho que voltar, que algo que vai me deixar feliz está lá, talvez seja meu sucesso profissional...quem sabe?! E se eu estiver enganada, eu volto.

Outra coisa que tem me mantido fora de casa são os happy hours de quarta-feira. Durante o Verão tem um bar meio perto de casa que a cerveja é 1,50 até às 9 da noite. Pra que? Toda quarta-feira eu e as minhas amigas estamos lá batendo cartão... esses happy hours já renderam muitas histórias...que logo logo vão virar post também.

Bom, eu praticamente acabei de voltar de férias da Califórnia e de Vegas... Nossa, essa viagem sim...vai render um post gigantesco (aguardem hahaha). Amanhã bem cedo embarcarei pra Disney World com a minha host family e ficarei por lá 7 dias, por isso já vou me despedindo e prometo que assim que voltar posto mais maluquices aprontadas pela minha pessoa. Beijos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vegas ... Aaaaah Vegas!!!


Essa viagem vou ter que contar em capítulos afinal de contas umas férias de 9 dias em que conheci 9 lugares e rolou de dormir no hotel mais caro de Vegas à diarréia, é impossível resumir em um post só. Vou começar por Vegas, que apesar de não ser no Estado da Califórnia, e sim em Nevada, fica perto.

Conhecer a Califórnia sempre foi meu sonho, cresci assistindo seriados, filmes americanos e escutando rock'n'roll. E no cenário de música e arte americana, o que acontecia na Califórnia sempre me fascinou: hippies, punk rock e hardcore, praias, surf, skate, gente bonita e estilosa etc. Desde que eu pisei nos Estados Unidos pensei “não saio daqui sem conhecer a Costa Oeste, mais conhecida como West Coast, de jeito nenhum”.

Foi ai que planejei minha trip com mais uma amiga e depois de torrar o nosso suado dinheirinho em passagens de avião, reserva dos albergues e aluguel de carro. Zero na conta bancária, mas com um sorriso de orelha à orelha anunciei no facebook “Got the tickets to Califórnia”. Foi um dos dias mais emocionantes da minha vida.

Bom, e o dia D chegou, e lá vai eu e a Pinup Girl (pseudônimo para a amiga que me acompanhou nessa aventura – vcs vão saber porque depois) embarcar no aeroporto de Baltimore, longe pra cassete mas saindo de lá era mais barato (C-a-l-a-r-o que nós "au poors" sempre arrumamos um jeito mais barato de fazer as coisas). 

Aviso aos navegantes: Vegas é absolutamente para maiores, cartazes de homens sarados e mulheres semi-nuas anunciando shows de strip-tease são espalhados por todos os cantos. Bem em frente do nosso hostel tinha um estúdio de tatuagem chamado "Precious Slut" (Vagabunda preciosa), sem contar as capelinhas de casamentos que facilita casório que nem as Casas Bahia facilia a compra de uma TV 100 polegadas. 

Enfim, desembarcamos na cidade dos pecados numa quarta à noite, a primeira coisa que vc vê assim que desce do avião é: máquinas de jogos (sim, dentro do aeroporto no hall de embarque e desembarque). Fomos direto pro hostel que inclusive chamava Sin City. Meo, o lugar era zuado. A recepção, lobby, cozinha...era tudo pequeno. Nosso quarto era de quatro camas mixed (mulher e homem misturados) e um banheiro que dividia com o quarto vizinho, e ainda por cima o chuveiro era gelado. Tinha umas bagunças numa cama quando chegamos, e pelas roupas dava pra ver que era um homem. Mas até que tivemos sorte nesse hostel porque nunca trombamos com o cara que tava no nosso quarto e no penúltimo dia ele foi embora e não chegou mais ninguém até a hora do nosso check out, ou seja, tivemos o quarto praticamente só pra nós.

Na quinta de manhã, depois de tomar um café no hostel (que era a única coisa que prestava lá, quer dizer, até que tinha uns europeus delicinhas hospedados lá, mas nem tive tempo de conversar com eles) fomos passear pela Strip - Las Vegas Boulevard (a avenida famosa onde ficam os cassinos). Pegamos um ônibus que paga 7 doláres para andar 24 horas, e que ônibus lerdo da penda, fazia 4 milhas (que dá tranquilamente pra fazer em menos de 20 minutos) em uma fucking hora, parecia metro, a porra parava em todos pontos e cada passageiro que entrava tomava pelo menos 5 minutos da atenção do motorista, pedindo informação e muitas vezes nem embarcava, dava até náuseas de andar naquele ônibus. Mas beleza, conhecemos quase todos os Cassinos, tiramos muitas fotos e gastamos muito com lembrancinhas também. No fim da tarde paramos num bar que a cerveja era 1 dólar, foi quando a Santa Antônia (pseudônimo para outra amiga, que vcs vão saber também o porquê depois) nos ligou dizendo que tava chegando. Mas o que essa amiga ligando tem a ver com a história? … Pausa tudo pra eu explicar …

O noivo dela é das forças armadas e estava em San Diego fazendo um treinamento, e eles dois e mais 8 amigos dele combinaram de ir pra Vegas e calhou que eles chegaram lá no dia seguinte que eu e a Pinup Girl chegamos. A Santa Antônia meio que já tinha esquematizado tudo, tanto é que eu já tinha adicionado o noivo dela no Facebook e ele já tinha até mostrado a minha foto pros amigos todos dele e ela disse “Mari, vô te casar em Vegas”, tá ai o porquê do pseudônimo.

Voltando  … Eu e a Pinup saimos do bar, terminamos nossa jornada de turista e voltamos pro hostel, nos arrumamos e a noite fomos encontrar a Sta. Antônia e a trupe no Bellagio (sim, eles estavam todos hospedados lá, chiquérrimo!) , subimos no quarto deles e quando entramos ... Marine Corps toda lá dentro. Bateu uma vergonha, e de início eu não achei nenhum muito interessante, mas confesso que fui cativada logo de cara pelo sorriso do cunhado da Antônia (entre eles, o irmão do noivo dela estava lá, e também é Marine). E depois de beber champanhe e vinho, o meu dedo podre foi escolher quem? Sim, o do sorriso ... e que NAMORA. PORRA, 8 MARINES SOLTEIROS e eu fui encanar justo no que não podia.

Eu não encano fácil numa pessoa, eu sou muito de curtir o momento, geralmente olho logo a aparência, pego por pegar e não fico pensando muito no indivíduo no dia seguinte, e se outro me aparece, o anterior já trato de enterrar, sim eu sou meio homem pra essas coisas. Mas, o que aconteceu comigo em Vegas não foi bem assim, o tal não se enquadra NADA com o tipo de cara que chama minha atenção. O indivídio é baixinho, cabelos e olhos castanhos, mas eu achei ele tão fofinho que não susseguei enquanto não completei a missão, quer dizer, completei metade da missão, ainda tenho “unfinished bussiness” com essa criatura. 

Antes da balada fomos comer e eu bebi uma caipirinha. Já na balada, foram shots, cervejas, vodka com redbull … ai pronto, baixou o capeta. Eu fui inventar de falar pra Sta. Antônia que eu estava a fim do cunhado dela, ela contou pro noivo, que contou pra ele. Eu não lembro exatamente o que aconteceu devido o excesso de álcool que eu já tinha consumido, só sei que daí em diante eu comecei uma saga pra tentar beijar o coitado. Eu passei a noite toda só dançando com ele, xavecando na cara larga, e só me lembro que ele dizia que tinha namorada mas também só ficava me vigiando, quando eu saia de perto, ele vinha na minha cola.

Quando me dei conta, a galera tinha ido embora e deixaram eu e ele la. Ele pegou na minha mão, com os dedos cruzados tipo namorandinho, e me levou pro quarto. Ele estava na boa intenção mesmo, a Sta. Antônia tinha pedido pra ele me levar porque eu tava tão bebada que não ia saber voltar pro meu hostel.

Maaaaaas eu não perdoei e dei o “Ataque Animal Planet”, li isso num blog que me mijei de rir. Sabe aqueles programas que passa no canal à cabo Animal Planet que mostra uns bichos selvagens atacando os outros bichinhos inocentes? Foi exatamente isso que aconteceu. Fui pra cima dele tão foderoso, o máximo que eu consegui foi um beijo mal dado, lembro que perdi a paciência de tanto que ele fogia de mim, e tentei ir embora umas 30 vezes mas ele não deixou, no fim fui deitar na cama do lado (que era a cama do amigo que estava dividindo quarto com ele, mas não tinha voltado da balada ainda) e cai no sono de sapato e bolsa pendurada.

No dia seguinte às 7 e meia da manhã o amigo dele (dono da cama) chegou e deitou do meu lado, eu acordei no susto olhei para cara dele, ele levantou a cabeça e falou “Hi” com mô voz de chapado … eu nem respondi, levantei da cama num pulo, o Sorriso tava dormindo na outra cama, só sei que vazei correndo. Depois, o amigo contou que chegou no quarto e pensou “Ah, parece que tem uma garota na minha cama, ok”, ele tirou a roupa toda e deitou do meu lado (raxei o bico) eu nem tinha percebido que o cara tava pelado. Eu ainda tava tonta por causa das bebidas e com uma ressaca do cassete, eu só pensava em sumir dali o mais rápido possível. 

E lá vou eu, num sol de raxar o coco, com o cabelo todo amassado, maquiagem borrada, com roupa de balada e salto, saí do Bellagio em direção ao ponto de ônibus, até um velhinho que tava varrendo a rua disse que tinha me visto na noite anterior e lembrava da minha tatuagem. Por um minuto fiquei até com medo do que tinha feito na noite passada. Como assim, o tio que varre a rua lembrava da minha tatuagem?! 

Cheguei no ponto de ônibus com muita dificuldade porque meu pé tava machucando, e peguei o ônibus errado, aff, desci num ponto qualquer e tive que pegar mais dois ônibus pra chegar no hostel. Cheguei lá e lembrei que a chave do quarto tava com a Pinup. Pedi gentilmente para o cara da recepção abrir o quarto pra mim, ainda bem que ele era gente boa. Entrei no quarto e capotei na cama.

A Pinup Girl chegou no hostel umas 10 da manhã, e depois de banho tomado, café da manhã e umas pílulas para dor de cabeça - ressaca do cassete! - nós fomos turistar mais. No caminho a Pinup foi me contando que tinha passado a noite também no Bellagio, que ela saiu da balada depois de mim com um dos amigos Marines. Ela disse que o cara queria tirar fotos dela, dai ela pensou “Pra que?”. E eu já logo pensei: o cara tava indo pra guerra, o noivo da Sta. Antônia e a trupe que tava curtindo em Vegas estavam em treinamento para ir para o Afeganistão e voltariam em 7 meses. Ele queria imprimir as fotos dela e pendurar lá na cabaninha dele na guerra, por isso, apelidei ela de Pinup Girl e fiquei tirando sarro a viagem toda. 

Chegou a noite e fomos pra uma outra balada, encontramos a galera lá de novo, eu fiquei super na minha, nem bebi, porque iriamos embora cedo e a suttle ia nos buscar as 5 da manhã no hostel para nos levarmos para o aeroporto, pois iamos embarcar pra San Francisco. Foi bacana, mas não deu pra curtir muito. O Sorriso conversou comigo normal e ficou o tempo todo na minha cola, e quando ele começou a ficar bebâdo não disfarçou a vontade de me pegar (risada maquiavélica), o tempo todo queria dançar atrás de mim (pq americano só sabe dançar atras da mina) ficava puxando conversa e quando eu saia de perto ele me chamava. Mas, infelizmente, quando deu 2 da manhã, tivemos que ir embora, falei tchau pra ele e pedi desculpa pela maluquisse da noite anterior e ele respondeu “Não precisa se desculpar, não há culpados”.

Essa primeira parada na nossa saga pela West Coast foi de raxar o bico, tudo era motivo de piada, soltamos cada pérola que nem me lembro mais de todas. Deixamos Vegas com um apertinho no coração, não casei por lá. … mas fui fisgada inexplicavelmente, e me parece que a Pinup Girl também ficou.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estou sumida...resumão!


Tenho recebido muitos elogios a respeito do blog ultimamente, confesso que estou meio atrasada com as histórias e peço desculpas à quem lê. Quero começar esse post agradecendo à todos que leêm e que também comentam com outros, isso tem gerado bastante interesse em outras pessoas em lerem minhas maluquices e muitos pedidos de permissão para acessar, infelizmente ainda não posso abrir o blog para o público em geral, pois conto muitas coisas pessoais (e quem lê sabe que as minhas opiniões são fortes) e quero compartilha-las apenas com quem realmente gosta e se diverte com os textos e não com aqueles que entram apenas para xeretar, vocês me entendem, né? Mas num futuro próximo pretendo abrir o blog para acesso público, veremos.

Como eu já comentei por ai, o Verão nesse país é uma putaria, e claro que eu não poderia ficar fora dessa e estou aproveitando cada minuto, afinal de contas quando chega aquele frio de matar é complicado de aguentar, ainda mais quando não se tem um cobertor de orelha. Por isso, tenho abandonado o blog, tenho saido tanto que nem tempo pra escrever as presepadas que ando aprontando eu tenho tido. Por isso, vim contar só um resumão do que anda acontecendo...

Esse Verão tem sido muito aproveitoso pra mim, mal trabalhei, viajei muito, dei festas (inclusive, depois do churrasco que virou festa de arromba, eu dei outra festinha aqui em casa que também bombou, depois conto mais), fui em festas, peguei geral, fui em muitas baladas, dancei, beijei, fiquei bêbada e por ai vai as maluquices.

Uma coisa que me intrigou muito nessa Estação que foi quando a minha host mom me chamou pra conversar e propôs trocar meu visto para estudante pra eu ficar mais 2 anos com eles. Eu fiquei muito tempo pensando nisso, pesquisei tudo a respeito, mas cheguei a conclusão que eu prefiro voltar para o Brasil. Eu já vim decidida a voltar, tem muito mais contras do que prós, e eu sinto de coração que eu tenho que voltar, que algo que vai me deixar feliz está lá, talvez seja meu sucesso profissional...quem sabe?! E se eu estiver enganada, eu volto.

Outra coisa que tem me mantido fora de casa são os happy hours de quarta-feira. Durante o Verão tem um bar meio perto de casa que a cerveja é 1,50 até às 9 da noite. Pra que? Toda quarta-feira eu e as minhas amigas estamos lá batendo cartão... esses happy hours já renderam muitas histórias...que logo logo vão virar post também.

Bom, eu praticamente acabei de voltar de férias da Califórnia e de Vegas... Nossa, essa viagem sim...vai render um post gigantesco (aguardem hahaha). Amanhã bem cedo embarcarei pra Disney World com a minha host family e ficarei por lá 7 dias, por isso já vou me despedindo e prometo que assim que voltar posto mais maluquices aprontadas pela minha pessoa. Beijos.

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