terça-feira, 27 de julho de 2010

PQP, outra multa?


Dirigi por um ano no Brasil, antes de vir pra cá, e nunca levei uma multa, quando cheguei aqui, logo no terceiro mês tomei uma multa por ter estacionado em local proibido, depois levei uma por velocidade, depois de um tempo levei mais uma por não ter um carona e esses dias tomei outra por passar no farol vermelho. Pow, depois de tantas multas assim será que eu sou uma motorista imprudente?

Mas, pera-lá, dirigir nos Estados Unidos é uma PAIN IN THE ASS. Eles são extremamente cautelosos, não que isso seja ruím, mas é um exagero tão grande de cuidados no trânsito que eles parecem um bando de aprendizes atrás do volante.

Fazem trânsito até se uma ervilha atravessar a rua, literalmente param por completo se for dobrar uma esquina, não sabem posicionar o carro no trânsito, quando param em fila deixam uma vaga que cabe um metro entre um carro e outro, ocasionando bloqueio das intersecções, porra, o que custa o imbecil ficar um pouquinho mais perto do carro da frente, pra vc conseguir encaixar o seu carro na faixa sem bloquear o caminho?

Eles dirigem tão devagar que eu fui entender o porquê só depois que vi uma infeliz com uma pasta aberta em cima do volante ESCREVENDO! Fala se isso não é motivo de buzinar na orelha da idiota? Eles utilizam o carro pra tirar cochilo, comer, falar no celular, ler, estudar, fazer relatórios, conversar, MENOS pra se locomover.

Fora que, todo raio de lugar que vc vá é um inferno para estacionar na rua, em todos os lugares só pode estacionar com cartão de permissão (que vc obtém se for residente daquela área) ou tem parquímetro, que só aceita moedas de 25 centavos e são de graça só nos finais de semana e feriados, e olhe lá, porque cada lugar que vc vai funciona diferente. Por exemplo, tem região que pode estacionar de graça depois das 18h, mas é só dirigir mais 3 quadras pra frente e tudo muda e estacionar na rua pode ser pago até às 22h. E como é que eu sei dessa palhaçada toda de mudança de horário, onde posso estacionar, onde não posso? E eu respondo: porque há pelo menos 572 placas nas calçadas, com 354 explicações dos horários que pode estacionar e que não pode. Ai vc perde seu dia inteiro lendo a porra da placa até entender as regras e saber se vc pode largar seu carro lá sem medo de ser multado.E ainda por cima, estacionamento pago são poucos, e os que tem são caríssimos.

E a velocidade, putz...nem me fala que da raiva. Todo mundo tem uns puta carrões e não pode acelerar em quase lugar nenhum, o limite de velocidade é ridículo, tem avenidas gigantes que só pode andar a 25 milhas por hora, é tão devagar que mal parece que vc ta se locomovendo.

Ter cuidados no trânsito é uma coisa, vc pode ter cuidados mas agilizar também, mas aqui não tem dessas, por isso, pra quem vai vir morar por essas bandas já fiquem espertos ou vc entra no ritmo da lerdeza, ou vc toma multa adoidado que nem eu.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Trip to Milwaukee and Chicago!

Minha viagem da Califórnia está chegando e eu ainda não contei sobre a trip pra Milwaukee e Chicago. Então, antes que eu me aventure na West Coast, deixa eu contar logo.

Diferente das outras viagens que fiz por aqui, essa foi uma viagem bem light, ou seja, sem pegação, sem sair a noite, sem tomar porre, sem parar em apartamento de palhaços etc. Quando contei isso para uma outra amiga que não foi, ela disse “nossa, então foi um saco”. Cai na risada, mas não foi não, pelo contrário, foi uma viagem bem diferente das que eu estou acostumada, mas bem divertida e aproveitosa.

Milwaukee é uma cidade pequena no Estado de Winsconsin, não é um ponto turístico e não tem nenhuma atração que se diga imperdível, eu fui parar nesse fim de mundo porque uma amiga minha tem um cunhado que mora lá. Ela me convidou e disse que poderiamos passear em Chicago também, que é apenas uma hora de distância, eu achei uma boa idéia e embarquei.

Ele (o cunhado) foi um amor de pessoa e nos hospedou super bem na casa dele, não tive do que reclamar, tive um conforto que não tive na maioria das viagens que já fiz. Logo quando chegamos fomos à um jogo de baseball, o jogo era Milwaukee Brewers vs. Seatle Marines. O time da casa perdeu, mas pra mim foi emocionante do mesmo jeito, é um pouco cansativo porque o jogo dura aproximadamente 3 horas, mas eu nunca tinha ido a um jogo antes então foi o máximo. Lembrei muito do desenho do Perna-longa que eu assistia quando era pequena.



A noite fomos no Summer Fest, um festival de música que dura vários dias e toca várias bandas, teve shows de bandas bem famosas, mas como era meio caro, compramos o mais barato que dava direito a assistir só algumas bandas, vimos o show de uma banda chamada Cage the Elephant, eu AMEI, agora não paro de escutar. Depois fomos procurar algo pra comer e tinha até um quiosque de churrasquinho brasileiro, pedi um espeto de linguiça, não era tão parecido, mas deu pra ser feliz.


No dia seguinte, passeamos por Milwaukee, não tem muito o que ver, mas a cidade é bem bonitinha. A irmã e o namorado do cara que nos hospedou estavam lá também, eles são bem bacanas e no fim do dia, fizemos um churras americano e ficamos lá na casa hanging out e bebendo cerveja.

No terceiro dia, fomos bem cedo pra Chicago. Começamos fazendo um passeio de barco pelo lago Michigan. Depois almoçamos num restaurante de frutos do mar chamado Bubba Gump, cada mesa tem uma placa que um lado é escrito run forest run e do outro stop forest stop que é para o garçom saber se vc precisa de alguma coisa. Pedi um prato que vinha arroz, aquele creminho de casquinha de ciri e camarão, foi a melhor sea food que já comi nos Estados Unidos.





Depois seguimos para o Sears Tower (é um prédio super alto que vê Chicago toda), depois vimos o Bean e aquele display que aparece rostos de pessoas diversas que cospem àgua. Terminamos o dia jantando no Giordano's, onde servem uma pizza que é famosa em Chicago, a pizza parece uma torta de tão grande.







De volta em Milwaukee, no dia seguinte, fomos numa outlet, comprei um tênis da Adidas por 8 dólares porque um pé era tamanho 7 e o outro 7 e ½, quando provei notei um pouco de diferença, mas me deram um desconto tão grande que eu pensei “pow, vou levar”. À noite fomos jantar num restaurante/bar inusitado chamado Safe House, é todo decorado com coisas sobre espiões, a entrada é uma portinha bem discreta e quando vc entra uma voz pergunta umas charadas ou pede pra vc dançar ou cantar alguma marchinha tipica americana, enquanto vc paga esse mico, dentro do bar há televisões que o pessoal pode te assistir. Eu não fazia idéia que raio de música a mulher pediu pra cantarmos, então só fiquei imitando a coreografia que o pessoal que tava com a gente fazia, micão! hahahahahha

Esse poster é no banheiro feminino do Safe House:


E no último dia da nossa viagem fomos no Zoológico de Milwaukee, é bem legal, adorei os gorilas, por alguma razão. E no fim da tarde eu e a minha amiga embarcamos de volta pra Washington,DC.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Festa de arromba na casa dos hosts.


As duas semanas anteriores pra mim foram uma beleza, depois de 2 meses trabalhando que nem uma condenada já tava na hora de ter um pouco de diversão. Viajei com uma amiga pra Milwaukee e Chicago, ficamos 5 dias e assim que voltei meus hosts tinham ido pra praia, ou seja, fiquei mais 4 dias em casa sozinha. Sobre a viagem conto depois em outro post, porque num desses dias que eu estava sozinha aproveitei pra chamar alguns amigos e fazer um churras em casa que virou uma festa de arromba. Claro que perguntei pros meus hosts se eu poderia receber alguns amigos aqui em casa e eles concordaram de boa e até compraram um bujãozinho pra churrasqueira.

Arrecadei 10 dólares de cada menina que disse que iria, e contando que trouxessem bebidas, cada uma poderia trazer um convidado, a tarde fui com algumas amigas comprar as carnes e as coisas no mercado brasileiro e o churras começou às 8 da noite. Havia convidado um amigo que é músico e ele trouxe uma caixa de som animal ligou o Ipod dele e foi uma belezinha.

Fiz o churras no deck (do lado de fora da casa). E como aquele lugar encheu, viu. Depois de umas tantas, todo mundo já estava bem alegre de cerveja, shots de tequila e vodka (inclusive eu) e foi ai que conectei meu lap na caixa de som e começei uma seleção de black (que aqui se chama de hip hop) e a galera começou a se animar mais, o ponto máximo da festa foi quando coloquei samba e funk...as brasileiras se acabaram de dançar e os americanos (que eu nem conhecia porque eram amigos de amigos) ficaram em volta admirados como a gente se divertia, uns se arriscaram, entraram no meio da roda e até “glamurosa rainha do funk” dançaram. E eu tive que dançar a música Alejandro da Lady Gaga porque fui inventar de falar pras meninas que eu sabia a coreografia. Hahshash foi comédia.

A galera tava se divertindo horrores e de meia em meia hora a gente entrava na cozinha para tomar shots. Mas quando foi mais ou menos meia noite e meia, a polícia bateu na porta e pediu pra abaixar o som, só pra acabar com a graça. Quando me chamaram dizendo que a polícia tava na porta, eu só desliguei o som e fui falar com eles, a guardinha foi sussegada, ela pediu pra desligar o som mas que eu poderia continuar a party dentro da casa sem muito barulho. Coloquei todo mundo pra dentro mas em pouco tempo todo mundo foi embora e acabou tudo lá pra uma e meia. No dia seguinte os comentários foram os melhores, todo mundo amou o churras, a comida, as carnes, recebi várias mensagens agradecendo por ter convidado, tinha alguns convidados estrangeiros (meninas e meninos) e eles foram os que mais se divertiram, disseram que a gente (brasileiros) é que sabemos nos divertir de verdade. Na hora das danças um lá comentou que nunca tinha visto tantas meninas juntas se divertindo por si só.

Foi um sucesso de churrasco, no dia seguinte acordei com uma ressaca tremenda mas fui limpar a zona, duas amigas que dormiram em casa me ajudaram...até que não tinha muita bagunça, só recolhemos o lixo, passamos um aspirador onde derrubaram farofa e lavamos a louça toda. Colocamos os 5 sacos de lixo no porta-malas do carro e fomos dispensar (porque é lógico que eu não ia jogar aquele monte de garrafas de cerveja no meu lixo), acabamos dispensando o lixo no DMV (lugar onde tira carta de motorista, tipo o Detran de SP) porque fomos buscar uma amiga lá e tinha uma cassamba de lixo...olhei pra ela, ela olhou pra mim e eu disse “é aqui mesmo que vou dispensar essa lixaiada toda”. E assim foi!

Meus hosts já chegaram de viagem, perguntaram como foi o churras eu disse que foi muito legal, até agora ninguém comentou nada de polícia, mas se algum vizinho fofoqueiro falar pra eles, eu vou dar uma de tonta e dizer que tinha esquecido que na América não se pode se divertir muito que a polícia te leva preso. HAUshIAUShASiuhAS!!!

terça-feira, 27 de julho de 2010

PQP, outra multa?


Dirigi por um ano no Brasil, antes de vir pra cá, e nunca levei uma multa, quando cheguei aqui, logo no terceiro mês tomei uma multa por ter estacionado em local proibido, depois levei uma por velocidade, depois de um tempo levei mais uma por não ter um carona e esses dias tomei outra por passar no farol vermelho. Pow, depois de tantas multas assim será que eu sou uma motorista imprudente?

Mas, pera-lá, dirigir nos Estados Unidos é uma PAIN IN THE ASS. Eles são extremamente cautelosos, não que isso seja ruím, mas é um exagero tão grande de cuidados no trânsito que eles parecem um bando de aprendizes atrás do volante.

Fazem trânsito até se uma ervilha atravessar a rua, literalmente param por completo se for dobrar uma esquina, não sabem posicionar o carro no trânsito, quando param em fila deixam uma vaga que cabe um metro entre um carro e outro, ocasionando bloqueio das intersecções, porra, o que custa o imbecil ficar um pouquinho mais perto do carro da frente, pra vc conseguir encaixar o seu carro na faixa sem bloquear o caminho?

Eles dirigem tão devagar que eu fui entender o porquê só depois que vi uma infeliz com uma pasta aberta em cima do volante ESCREVENDO! Fala se isso não é motivo de buzinar na orelha da idiota? Eles utilizam o carro pra tirar cochilo, comer, falar no celular, ler, estudar, fazer relatórios, conversar, MENOS pra se locomover.

Fora que, todo raio de lugar que vc vá é um inferno para estacionar na rua, em todos os lugares só pode estacionar com cartão de permissão (que vc obtém se for residente daquela área) ou tem parquímetro, que só aceita moedas de 25 centavos e são de graça só nos finais de semana e feriados, e olhe lá, porque cada lugar que vc vai funciona diferente. Por exemplo, tem região que pode estacionar de graça depois das 18h, mas é só dirigir mais 3 quadras pra frente e tudo muda e estacionar na rua pode ser pago até às 22h. E como é que eu sei dessa palhaçada toda de mudança de horário, onde posso estacionar, onde não posso? E eu respondo: porque há pelo menos 572 placas nas calçadas, com 354 explicações dos horários que pode estacionar e que não pode. Ai vc perde seu dia inteiro lendo a porra da placa até entender as regras e saber se vc pode largar seu carro lá sem medo de ser multado.E ainda por cima, estacionamento pago são poucos, e os que tem são caríssimos.

E a velocidade, putz...nem me fala que da raiva. Todo mundo tem uns puta carrões e não pode acelerar em quase lugar nenhum, o limite de velocidade é ridículo, tem avenidas gigantes que só pode andar a 25 milhas por hora, é tão devagar que mal parece que vc ta se locomovendo.

Ter cuidados no trânsito é uma coisa, vc pode ter cuidados mas agilizar também, mas aqui não tem dessas, por isso, pra quem vai vir morar por essas bandas já fiquem espertos ou vc entra no ritmo da lerdeza, ou vc toma multa adoidado que nem eu.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Trip to Milwaukee and Chicago!

Minha viagem da Califórnia está chegando e eu ainda não contei sobre a trip pra Milwaukee e Chicago. Então, antes que eu me aventure na West Coast, deixa eu contar logo.

Diferente das outras viagens que fiz por aqui, essa foi uma viagem bem light, ou seja, sem pegação, sem sair a noite, sem tomar porre, sem parar em apartamento de palhaços etc. Quando contei isso para uma outra amiga que não foi, ela disse “nossa, então foi um saco”. Cai na risada, mas não foi não, pelo contrário, foi uma viagem bem diferente das que eu estou acostumada, mas bem divertida e aproveitosa.

Milwaukee é uma cidade pequena no Estado de Winsconsin, não é um ponto turístico e não tem nenhuma atração que se diga imperdível, eu fui parar nesse fim de mundo porque uma amiga minha tem um cunhado que mora lá. Ela me convidou e disse que poderiamos passear em Chicago também, que é apenas uma hora de distância, eu achei uma boa idéia e embarquei.

Ele (o cunhado) foi um amor de pessoa e nos hospedou super bem na casa dele, não tive do que reclamar, tive um conforto que não tive na maioria das viagens que já fiz. Logo quando chegamos fomos à um jogo de baseball, o jogo era Milwaukee Brewers vs. Seatle Marines. O time da casa perdeu, mas pra mim foi emocionante do mesmo jeito, é um pouco cansativo porque o jogo dura aproximadamente 3 horas, mas eu nunca tinha ido a um jogo antes então foi o máximo. Lembrei muito do desenho do Perna-longa que eu assistia quando era pequena.



A noite fomos no Summer Fest, um festival de música que dura vários dias e toca várias bandas, teve shows de bandas bem famosas, mas como era meio caro, compramos o mais barato que dava direito a assistir só algumas bandas, vimos o show de uma banda chamada Cage the Elephant, eu AMEI, agora não paro de escutar. Depois fomos procurar algo pra comer e tinha até um quiosque de churrasquinho brasileiro, pedi um espeto de linguiça, não era tão parecido, mas deu pra ser feliz.


No dia seguinte, passeamos por Milwaukee, não tem muito o que ver, mas a cidade é bem bonitinha. A irmã e o namorado do cara que nos hospedou estavam lá também, eles são bem bacanas e no fim do dia, fizemos um churras americano e ficamos lá na casa hanging out e bebendo cerveja.

No terceiro dia, fomos bem cedo pra Chicago. Começamos fazendo um passeio de barco pelo lago Michigan. Depois almoçamos num restaurante de frutos do mar chamado Bubba Gump, cada mesa tem uma placa que um lado é escrito run forest run e do outro stop forest stop que é para o garçom saber se vc precisa de alguma coisa. Pedi um prato que vinha arroz, aquele creminho de casquinha de ciri e camarão, foi a melhor sea food que já comi nos Estados Unidos.





Depois seguimos para o Sears Tower (é um prédio super alto que vê Chicago toda), depois vimos o Bean e aquele display que aparece rostos de pessoas diversas que cospem àgua. Terminamos o dia jantando no Giordano's, onde servem uma pizza que é famosa em Chicago, a pizza parece uma torta de tão grande.







De volta em Milwaukee, no dia seguinte, fomos numa outlet, comprei um tênis da Adidas por 8 dólares porque um pé era tamanho 7 e o outro 7 e ½, quando provei notei um pouco de diferença, mas me deram um desconto tão grande que eu pensei “pow, vou levar”. À noite fomos jantar num restaurante/bar inusitado chamado Safe House, é todo decorado com coisas sobre espiões, a entrada é uma portinha bem discreta e quando vc entra uma voz pergunta umas charadas ou pede pra vc dançar ou cantar alguma marchinha tipica americana, enquanto vc paga esse mico, dentro do bar há televisões que o pessoal pode te assistir. Eu não fazia idéia que raio de música a mulher pediu pra cantarmos, então só fiquei imitando a coreografia que o pessoal que tava com a gente fazia, micão! hahahahahha

Esse poster é no banheiro feminino do Safe House:


E no último dia da nossa viagem fomos no Zoológico de Milwaukee, é bem legal, adorei os gorilas, por alguma razão. E no fim da tarde eu e a minha amiga embarcamos de volta pra Washington,DC.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Festa de arromba na casa dos hosts.


As duas semanas anteriores pra mim foram uma beleza, depois de 2 meses trabalhando que nem uma condenada já tava na hora de ter um pouco de diversão. Viajei com uma amiga pra Milwaukee e Chicago, ficamos 5 dias e assim que voltei meus hosts tinham ido pra praia, ou seja, fiquei mais 4 dias em casa sozinha. Sobre a viagem conto depois em outro post, porque num desses dias que eu estava sozinha aproveitei pra chamar alguns amigos e fazer um churras em casa que virou uma festa de arromba. Claro que perguntei pros meus hosts se eu poderia receber alguns amigos aqui em casa e eles concordaram de boa e até compraram um bujãozinho pra churrasqueira.

Arrecadei 10 dólares de cada menina que disse que iria, e contando que trouxessem bebidas, cada uma poderia trazer um convidado, a tarde fui com algumas amigas comprar as carnes e as coisas no mercado brasileiro e o churras começou às 8 da noite. Havia convidado um amigo que é músico e ele trouxe uma caixa de som animal ligou o Ipod dele e foi uma belezinha.

Fiz o churras no deck (do lado de fora da casa). E como aquele lugar encheu, viu. Depois de umas tantas, todo mundo já estava bem alegre de cerveja, shots de tequila e vodka (inclusive eu) e foi ai que conectei meu lap na caixa de som e começei uma seleção de black (que aqui se chama de hip hop) e a galera começou a se animar mais, o ponto máximo da festa foi quando coloquei samba e funk...as brasileiras se acabaram de dançar e os americanos (que eu nem conhecia porque eram amigos de amigos) ficaram em volta admirados como a gente se divertia, uns se arriscaram, entraram no meio da roda e até “glamurosa rainha do funk” dançaram. E eu tive que dançar a música Alejandro da Lady Gaga porque fui inventar de falar pras meninas que eu sabia a coreografia. Hahshash foi comédia.

A galera tava se divertindo horrores e de meia em meia hora a gente entrava na cozinha para tomar shots. Mas quando foi mais ou menos meia noite e meia, a polícia bateu na porta e pediu pra abaixar o som, só pra acabar com a graça. Quando me chamaram dizendo que a polícia tava na porta, eu só desliguei o som e fui falar com eles, a guardinha foi sussegada, ela pediu pra desligar o som mas que eu poderia continuar a party dentro da casa sem muito barulho. Coloquei todo mundo pra dentro mas em pouco tempo todo mundo foi embora e acabou tudo lá pra uma e meia. No dia seguinte os comentários foram os melhores, todo mundo amou o churras, a comida, as carnes, recebi várias mensagens agradecendo por ter convidado, tinha alguns convidados estrangeiros (meninas e meninos) e eles foram os que mais se divertiram, disseram que a gente (brasileiros) é que sabemos nos divertir de verdade. Na hora das danças um lá comentou que nunca tinha visto tantas meninas juntas se divertindo por si só.

Foi um sucesso de churrasco, no dia seguinte acordei com uma ressaca tremenda mas fui limpar a zona, duas amigas que dormiram em casa me ajudaram...até que não tinha muita bagunça, só recolhemos o lixo, passamos um aspirador onde derrubaram farofa e lavamos a louça toda. Colocamos os 5 sacos de lixo no porta-malas do carro e fomos dispensar (porque é lógico que eu não ia jogar aquele monte de garrafas de cerveja no meu lixo), acabamos dispensando o lixo no DMV (lugar onde tira carta de motorista, tipo o Detran de SP) porque fomos buscar uma amiga lá e tinha uma cassamba de lixo...olhei pra ela, ela olhou pra mim e eu disse “é aqui mesmo que vou dispensar essa lixaiada toda”. E assim foi!

Meus hosts já chegaram de viagem, perguntaram como foi o churras eu disse que foi muito legal, até agora ninguém comentou nada de polícia, mas se algum vizinho fofoqueiro falar pra eles, eu vou dar uma de tonta e dizer que tinha esquecido que na América não se pode se divertir muito que a polícia te leva preso. HAUshIAUShASiuhAS!!!

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