quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tem coisas que só acontecem com au pairs.


Era meia-noite quando uma amiga me ligou perguntando o que eu estava fazendo. Como ela disse que tinha uma festa pra ir que o peguete dela tinha convidado, eu fiz outros planos. Ela já estava na tal festa e disse que tava um saco e se não arrumasse nada melhor para fazer ia pra casa. Eu já estava muito longe, fui parar na casa de uns amigos de uma amiga numa cidade à uns 40 min de distância, então não podia ajudar muito e no fim ela decidiu ir pra casa mesmo.

No outro dia de manhã, ela me conta que, enquanto tava na festa encheu o latão, bebeu mais cerveja do que caberia num barril. A festa tava um porre e ela caindo de sono, tonta e bêbada, então ela saiu fora de lá em direção à estação de metro para voltar pra casa.

Quando chegou na estação, o próximo metro só viria em 20 minutos, nessa ela cochilou num banco e perdeu o metro. Sorte que não era o último e o próximo veio depois de mais 20 minutos, a essa altura as 8 long necks que ela tinha bebido começaram a embrulhar o estômago e ela começou a passar mal.

Quando ela levantou pra entrar no trem, nem andar direito ela tava conseguindo. Mesmo assim, entrou, sentou e as sacudidas fizeram com que ela piorasse, e duas estações depois ela desceu pra vômitar. Foi num cantinho e "chamou o Hugo", e pensou “Vô sair e pegar um taxi”, só que quando ela chegou na porta de saída, a estação tava fechada, as grades cheias de cadeados e tudo mais. Ela rodou, rodou e não achou nenhuma saída, o lugar tava deserto, fechado, tudo apagado e ela trancada lá dentro. A estação tinha fechado e ninguém viu que havia um passageiro lá dentro ainda.


Ela não sabia o que fazer, apertou um botão de emergência, soou um alarme mas nada de aparecer alguém, ela já tava vendo a hora que ia deitar no banco e esperar até a estação abrir de novo pra pegar o metro e voltar pra casa finalmente, nessa passou a bebedeira e o sono e ela começou a se irritar. Foi quando ela achou um número de emergência e ligou, o “resgate” finalmente tava indo. Só que, meia hora depois e nada. Ai ela se tocou que tinha dado informação errada e ligou de novo pra falar a estação certa que ela estava, depois de uns 10 minutos finalmente chegaram uns caras lá, abriram o portão pra ela sair e além de ficar umas 3 horas presa, teve que aguentar os seguranças a interrogando como ela havia entrado no metro se tava fechado e ela respondeu “Na verdade, eu não entrei aqui, eu nunca cheguei a sair isso sim”. Mas no fim das contas até deram uma carona até a estação mais próxima da casa dela. E enquanto essa aventura toda acontecia, eu tava sussegada bebendo umas cervejas achando que ela tinha arrumado um rolê firmeza. Só com Aupair mesmo pra acontecer uma coisa dessas. Eu ri!

4 comentários:

  1. Poiseh.. c'est moi... mas a realidade foi bem mais tensa, parecia que eu estava num filme de terror! e uma pessoa mascarada c uma faca ia aparecer a qlq momento!!!!

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tem coisas que só acontecem com au pairs.


Era meia-noite quando uma amiga me ligou perguntando o que eu estava fazendo. Como ela disse que tinha uma festa pra ir que o peguete dela tinha convidado, eu fiz outros planos. Ela já estava na tal festa e disse que tava um saco e se não arrumasse nada melhor para fazer ia pra casa. Eu já estava muito longe, fui parar na casa de uns amigos de uma amiga numa cidade à uns 40 min de distância, então não podia ajudar muito e no fim ela decidiu ir pra casa mesmo.

No outro dia de manhã, ela me conta que, enquanto tava na festa encheu o latão, bebeu mais cerveja do que caberia num barril. A festa tava um porre e ela caindo de sono, tonta e bêbada, então ela saiu fora de lá em direção à estação de metro para voltar pra casa.

Quando chegou na estação, o próximo metro só viria em 20 minutos, nessa ela cochilou num banco e perdeu o metro. Sorte que não era o último e o próximo veio depois de mais 20 minutos, a essa altura as 8 long necks que ela tinha bebido começaram a embrulhar o estômago e ela começou a passar mal.

Quando ela levantou pra entrar no trem, nem andar direito ela tava conseguindo. Mesmo assim, entrou, sentou e as sacudidas fizeram com que ela piorasse, e duas estações depois ela desceu pra vômitar. Foi num cantinho e "chamou o Hugo", e pensou “Vô sair e pegar um taxi”, só que quando ela chegou na porta de saída, a estação tava fechada, as grades cheias de cadeados e tudo mais. Ela rodou, rodou e não achou nenhuma saída, o lugar tava deserto, fechado, tudo apagado e ela trancada lá dentro. A estação tinha fechado e ninguém viu que havia um passageiro lá dentro ainda.


Ela não sabia o que fazer, apertou um botão de emergência, soou um alarme mas nada de aparecer alguém, ela já tava vendo a hora que ia deitar no banco e esperar até a estação abrir de novo pra pegar o metro e voltar pra casa finalmente, nessa passou a bebedeira e o sono e ela começou a se irritar. Foi quando ela achou um número de emergência e ligou, o “resgate” finalmente tava indo. Só que, meia hora depois e nada. Ai ela se tocou que tinha dado informação errada e ligou de novo pra falar a estação certa que ela estava, depois de uns 10 minutos finalmente chegaram uns caras lá, abriram o portão pra ela sair e além de ficar umas 3 horas presa, teve que aguentar os seguranças a interrogando como ela havia entrado no metro se tava fechado e ela respondeu “Na verdade, eu não entrei aqui, eu nunca cheguei a sair isso sim”. Mas no fim das contas até deram uma carona até a estação mais próxima da casa dela. E enquanto essa aventura toda acontecia, eu tava sussegada bebendo umas cervejas achando que ela tinha arrumado um rolê firmeza. Só com Aupair mesmo pra acontecer uma coisa dessas. Eu ri!

4 comentários:

  1. Poiseh.. c'est moi... mas a realidade foi bem mais tensa, parecia que eu estava num filme de terror! e uma pessoa mascarada c uma faca ia aparecer a qlq momento!!!!

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