terça-feira, 15 de junho de 2010

Programa de Índio em New York.


Todas as viagens que faço aqui sempre tenho boas aventuras, esse fim de semana inventei de ir pra New York para fazer algo fora da rotina, mas não foi muito memorável não. Ia ter um show do Paralamas de graça no Central Park no sábado à noite, então chamei umas amigas para ir no show e aproveitar o fim de semana lá.

Um amigo, que conhecemos a pouco tempo, também quis ir e disse que poderia dirigir, então fomos ele, 3 amigas e eu. Trabalhei de manhã então combinamos de sair à 1 da tarde, mas acabamos nos atrasando e daqui até lá são 4 horas dirigindo sem parar. Conclusão...chegamos atrasados no show, ficamos presos numa fila, quando os seguranças resolveram nos liberar, que botamos o pé lá dentro, eu escutei o Hebert Viana falando “Valeu Galera, Obrigado”. Eu fiquei chateada de perder o show, mas ainda estava na esperança de aproveitar a noite na cidade que não dorme e o domingo durante o dia.

Não deu nem 5 min lá dentro já estavamos lendo essa placa ai...


O nosso amigo encontrou outros amigos e foi pra um bar, só que eu e as meninas queria alguma coisa mais agitada. Das opções que tinhamos a única que se encaixava era a Pacha, pois era a mais barata e a mais perto, claro que NYC tem milhares de opções e de lugares inusitados para ir, mas não haviamos planejado nada e as melhores baladas só entra pagando uma fortuna, ou se tiver esquema com alguém que trabalha lá , ou acompanhada com caras ricos etc.

Acabamos indo pra Pacha, antes fomos fazer check in no hostel, 43 pau...e começou a gastança. Todas prontas, pegamos um taxi, chegamos no lugar. Eu já tinha ido lá em Janeiro, quando a minha irmã veio me visitar, nós não gostamos muito do pessoal que frequentava, mas o ambiente era bem legal e o DJ mandava muito bem, daquela vez foi bem divertido, tinha umas pessoas feias, mas tinha uns gatinhos que se salvavam, mas dessa... o lugar tava um verdadeiro show de horrores, uma figura mais feia que a outra: negonas gordonas com uns vestidos transparentes usando calcinha fio dental, velho de cabelo comprido e oxigênado usando calça branca com cinto de fivela dourada gigantesca, homem-peito-de-pombo e baixinhos, indianos, ticanos, e tudo quanto é raça feia que vc pode imaginar estavam presentes no lugar. Juro que os únicos que vimos que prestavam, eram 3 alemães que eram muito metidos, uma das minhas amigas tentou puxar conversa, mas não colou.Fomos embora super cedo.

No dia seguinte, lá vamos nós fazer check out às 11 da manhã. Novamente não tinhamos destino, saimos cada uma com uma mochila pesada nas costas, tomamos café e fomos andar no Central Park, porque uma das entradas era perto do hostel, mas não tinha nada de muito interessante, eu pelo menos, já conheci as partes mais bonitas do parque, então eu tava whatever. Cansamos rápido, claro, ai o menino que veio com a gente ligou dizendo que tava indo pra um bar assistir o jogo da Alemanha x Austrália, então pegamos o metro para encontra-lo. Só que estava acontecendo uma parada de Porto Rico na 5th Avenida e o bar era no east side, ficamos 45 minutos presas no west side, esperando para poder atravessar para o outro lado, pior do que esperar, foi ficar apertada com um bando de porto riquenhos feios, desdentados, fedidos, suados e ainda por cima, querendo graça com a gente. Quando finalmente abriram passagem e conseguimos atravessar, chegamos no endereço do bar...mas não achavamos o tal do bar, e quando ligamos pro menino descobrimos que estavamos no lugar errado...estavamos na 3rd Ave com a 74th e a porra do bar, na verdade era na 3rd com a 11th. Imagina o quão estavamos longe. A confusão de endereço aconteceu porque o menino é americano, mas fala português, então era ora falando inglês, ora falando português e a comunicação falhou na hora de passar o endereço. Eu sentei no chão e quase chorei, as meninas concordaram de pegar um taxi, nessa já tinhamos perdido o primeiro tempo do jogo.

Quando finalmente chegamos no bar, assistimos o segundo tempo. Tinha alguns alemães gracinhas, mas eu não tinha nem forças para soltar minhas pérolas. Saímos de lá, comemos no bar do lado, pegamos o metro até onde tava o carro e finalmente demos linha na pipa. Nós estavamos exaustas, os ombros doendo de tanto carregar peso, as carteiras vazias, os cabelos descabelados, os desodorantes vencidos, os dentes sujos sem escovar o dia inteiro, a roupa suja e pra completar, com sono. Essa viagem serviu para eu gastar dinheiro que eu nem tinha, o engraçado disso tudo foi quando nosso amigo americano xingou um cara no trânsito de “arrombado” depois de ter algumas aulas sobre palavrões em português. (HAUshIAUShIAUshUIASh)

3 comentários:

  1. HAHAHHA, Programa de indio meeeesmo heim?!!
    Adoro ler suas histórias, eu dou muita risada! :P

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  2. Ai Ai nem sem de quem vc esta falando!!!rsrsrrs

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  3. Mais um gringo que fala portugues... que fofo. Desde que sai da terra de santa cruz tenho encontrando bastante gringo que fala portugues. Nao posso com eles, acho um charme aquele sotaque gringo arranhando um portugues de aluno de alfabetizacao. Eu nao entender direito o que voce querer falar.Nao sei vcs , mas eu adoro, dah vontade de ensinar todo o be a ba pro menino com a maior paciencia do mundo...

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Programa de Índio em New York.


Todas as viagens que faço aqui sempre tenho boas aventuras, esse fim de semana inventei de ir pra New York para fazer algo fora da rotina, mas não foi muito memorável não. Ia ter um show do Paralamas de graça no Central Park no sábado à noite, então chamei umas amigas para ir no show e aproveitar o fim de semana lá.

Um amigo, que conhecemos a pouco tempo, também quis ir e disse que poderia dirigir, então fomos ele, 3 amigas e eu. Trabalhei de manhã então combinamos de sair à 1 da tarde, mas acabamos nos atrasando e daqui até lá são 4 horas dirigindo sem parar. Conclusão...chegamos atrasados no show, ficamos presos numa fila, quando os seguranças resolveram nos liberar, que botamos o pé lá dentro, eu escutei o Hebert Viana falando “Valeu Galera, Obrigado”. Eu fiquei chateada de perder o show, mas ainda estava na esperança de aproveitar a noite na cidade que não dorme e o domingo durante o dia.

Não deu nem 5 min lá dentro já estavamos lendo essa placa ai...


O nosso amigo encontrou outros amigos e foi pra um bar, só que eu e as meninas queria alguma coisa mais agitada. Das opções que tinhamos a única que se encaixava era a Pacha, pois era a mais barata e a mais perto, claro que NYC tem milhares de opções e de lugares inusitados para ir, mas não haviamos planejado nada e as melhores baladas só entra pagando uma fortuna, ou se tiver esquema com alguém que trabalha lá , ou acompanhada com caras ricos etc.

Acabamos indo pra Pacha, antes fomos fazer check in no hostel, 43 pau...e começou a gastança. Todas prontas, pegamos um taxi, chegamos no lugar. Eu já tinha ido lá em Janeiro, quando a minha irmã veio me visitar, nós não gostamos muito do pessoal que frequentava, mas o ambiente era bem legal e o DJ mandava muito bem, daquela vez foi bem divertido, tinha umas pessoas feias, mas tinha uns gatinhos que se salvavam, mas dessa... o lugar tava um verdadeiro show de horrores, uma figura mais feia que a outra: negonas gordonas com uns vestidos transparentes usando calcinha fio dental, velho de cabelo comprido e oxigênado usando calça branca com cinto de fivela dourada gigantesca, homem-peito-de-pombo e baixinhos, indianos, ticanos, e tudo quanto é raça feia que vc pode imaginar estavam presentes no lugar. Juro que os únicos que vimos que prestavam, eram 3 alemães que eram muito metidos, uma das minhas amigas tentou puxar conversa, mas não colou.Fomos embora super cedo.

No dia seguinte, lá vamos nós fazer check out às 11 da manhã. Novamente não tinhamos destino, saimos cada uma com uma mochila pesada nas costas, tomamos café e fomos andar no Central Park, porque uma das entradas era perto do hostel, mas não tinha nada de muito interessante, eu pelo menos, já conheci as partes mais bonitas do parque, então eu tava whatever. Cansamos rápido, claro, ai o menino que veio com a gente ligou dizendo que tava indo pra um bar assistir o jogo da Alemanha x Austrália, então pegamos o metro para encontra-lo. Só que estava acontecendo uma parada de Porto Rico na 5th Avenida e o bar era no east side, ficamos 45 minutos presas no west side, esperando para poder atravessar para o outro lado, pior do que esperar, foi ficar apertada com um bando de porto riquenhos feios, desdentados, fedidos, suados e ainda por cima, querendo graça com a gente. Quando finalmente abriram passagem e conseguimos atravessar, chegamos no endereço do bar...mas não achavamos o tal do bar, e quando ligamos pro menino descobrimos que estavamos no lugar errado...estavamos na 3rd Ave com a 74th e a porra do bar, na verdade era na 3rd com a 11th. Imagina o quão estavamos longe. A confusão de endereço aconteceu porque o menino é americano, mas fala português, então era ora falando inglês, ora falando português e a comunicação falhou na hora de passar o endereço. Eu sentei no chão e quase chorei, as meninas concordaram de pegar um taxi, nessa já tinhamos perdido o primeiro tempo do jogo.

Quando finalmente chegamos no bar, assistimos o segundo tempo. Tinha alguns alemães gracinhas, mas eu não tinha nem forças para soltar minhas pérolas. Saímos de lá, comemos no bar do lado, pegamos o metro até onde tava o carro e finalmente demos linha na pipa. Nós estavamos exaustas, os ombros doendo de tanto carregar peso, as carteiras vazias, os cabelos descabelados, os desodorantes vencidos, os dentes sujos sem escovar o dia inteiro, a roupa suja e pra completar, com sono. Essa viagem serviu para eu gastar dinheiro que eu nem tinha, o engraçado disso tudo foi quando nosso amigo americano xingou um cara no trânsito de “arrombado” depois de ter algumas aulas sobre palavrões em português. (HAUshIAUShIAUshUIASh)

3 comentários:

  1. HAHAHHA, Programa de indio meeeesmo heim?!!
    Adoro ler suas histórias, eu dou muita risada! :P

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  2. Ai Ai nem sem de quem vc esta falando!!!rsrsrrs

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  3. Mais um gringo que fala portugues... que fofo. Desde que sai da terra de santa cruz tenho encontrando bastante gringo que fala portugues. Nao posso com eles, acho um charme aquele sotaque gringo arranhando um portugues de aluno de alfabetizacao. Eu nao entender direito o que voce querer falar.Nao sei vcs , mas eu adoro, dah vontade de ensinar todo o be a ba pro menino com a maior paciencia do mundo...

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