sexta-feira, 25 de junho de 2010

O picadeiro não pode parar: as últimas pérolas dos palhaços.


Vocês sabiam que o livro “Homem é tudo palhaço” foi lançado? O livro surgiu do blog Homem é Tudo Palhaço onde as leitoras e as próprias autoras do blog relatam inusitadas pérolas dos artistas circenses, as histórias são verídicas. É hilário, recomendo vocês conferirem.

Faz tempo que eu não falo mal dos nossos palhacinhos queridos por aqui, então hoje fiz outro post especial depois de ter coletado mais algumas palhaçadas que eles adoram apresentar no nosso picadeiro.

Começando pelo número circense mais recente e que aconteceu no meu picadeiro. O protagonista da palhaçada foi um otário que conheci na praia no último feriado, mas eu já tinha notado que ele era um palhaço pelas atitudes dele, já comecei a desconfiar quando, antes de me levar pro seu apê, o espertalhão me convidou pra ir pro Hawai...pronto, ai ele cagou total, ele forçou o estilo estou-sendo-fofo-só-pra-te-comer, putz e justo com quem? Mas, como eu já tava no meio do caminho e como diz uma ex colega de trabalho “já tô aqui, já tá pago, já peguei coisa pior, tem todos dentes na boca” eu continuei a jornada até o apê dele. Quando chegou lá percebi que ele tava querendo fazer umas graças comigo e com a minha outra amiga francesa, cortei o barato do palhacinho logo. Na manhã seguinte ele me tratou super frio e ainda por cima o peguei secando a bunda da francesa, eu cheguei até a comentar com a amiga brasileira que tava junto. Anyway, a brasileira tinha beijado o amigo do palhacinho e continuou ficando com ele depois do feriado na praia, tanto é que no final de semana que vem ela vai pra cidade dele visitá-lo, ai numa conversa pelo Facebook o peguete dela vira e lança “Ow, o Broxanildo (pseudônimo esdruluxo que inventei para caracterizar o palhaço) pediu para você trazer sua amiga” e ela perguntou “A Mari, a brasileira?” e ele “Não, a francesa” e ela “¬¬”. Gente, esse merece ou não merece ser promovido a, pelo menos, Coordenador do picadeiro?



Esses dias eu estava sussa em casa quando chega uma mensagem no meu celular “Oi, cheguei da Europa, vamos ver se vc se lembra de mim”. Eu tinha certeza absolutíssima que não conhecia ninguém que tinha ido para a Europa e respondi a mensagem questionando quem era. Descobri que o palhaço era amigo de um cara que eu tinha conhecido num bar, nesse dia eu fiquei horas conversando com um gatinho e no fim chegou um amigo dele alemão (era o cão chupando manga) e conversando com a gente, comentou que ia pra Alemanha de férias no dia seguinte. Quando saquei meu celular da bolsa para pegar o número do bonitinho, o amigo intrometido sacou o dele e pediu meu número e eu fiz aquela cara de cocô (mole ainda por cima) mas não quis ser mal educada e dei o número, não achei que o cara ia ser tão sem-noção de me mandar mensagens sabendo que eu ia supostamente ser peguete do amigo dele, mas ele mandou mensagem mesmo assim. Muito provavelmente esse palhaço tava pensando que eu não me importaria de sair com ele mesmo depois de horas flertando com o amigo dele. Foi uma palhaçada mesmo, viu!

Ontem fui almoçar com uma amiga, e ela me contou que conheceu um gatinho na rua quando estava saindo de uma balada, ela deu carona pra ele e acabaram ficando. O cara era maior belezinha, e ela pensou “Opa, lucrei essa noite”. O cara não parou de entrar em contato com ela então marcaram de se ver na semana, ela se arrumou toda achando que eles iam jantar, e foi buscá-lo numa estação de metrô, chegou lá o cara fez ela estacionar numa escola e contou que não poderia ficar passeando com ela porque tinha uma namorada que morava com ele, mas que tinha gostado muito de ficar com ela, que nunca tinha sentido uma química tão forte e esses discursos circenses que já conhecemos de cor e salteado. Como disse anteriormente “já tô aqui, já tá pago, já peguei coisa pior, tem todos dentes na boca” ela ficou com o cara de novo, e durante a semana toda o cara saia de casa dizendo pra namorada que ia correr, mas ia encontrar a minha amiga. Ela é solteira e ainda por cima logo logo vai embora dos Estados Unidos, vc acha que ela tá ligando? O palhaço é que deveria respeitar a namorada, mas...homem é tudo palhaço e isso nunca vai mudar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tem coisas que só acontecem com au pairs.


Era meia-noite quando uma amiga me ligou perguntando o que eu estava fazendo. Como ela disse que tinha uma festa pra ir que o peguete dela tinha convidado, eu fiz outros planos. Ela já estava na tal festa e disse que tava um saco e se não arrumasse nada melhor para fazer ia pra casa. Eu já estava muito longe, fui parar na casa de uns amigos de uma amiga numa cidade à uns 40 min de distância, então não podia ajudar muito e no fim ela decidiu ir pra casa mesmo.

No outro dia de manhã, ela me conta que, enquanto tava na festa encheu o latão, bebeu mais cerveja do que caberia num barril. A festa tava um porre e ela caindo de sono, tonta e bêbada, então ela saiu fora de lá em direção à estação de metro para voltar pra casa.

Quando chegou na estação, o próximo metro só viria em 20 minutos, nessa ela cochilou num banco e perdeu o metro. Sorte que não era o último e o próximo veio depois de mais 20 minutos, a essa altura as 8 long necks que ela tinha bebido começaram a embrulhar o estômago e ela começou a passar mal.

Quando ela levantou pra entrar no trem, nem andar direito ela tava conseguindo. Mesmo assim, entrou, sentou e as sacudidas fizeram com que ela piorasse, e duas estações depois ela desceu pra vômitar. Foi num cantinho e "chamou o Hugo", e pensou “Vô sair e pegar um taxi”, só que quando ela chegou na porta de saída, a estação tava fechada, as grades cheias de cadeados e tudo mais. Ela rodou, rodou e não achou nenhuma saída, o lugar tava deserto, fechado, tudo apagado e ela trancada lá dentro. A estação tinha fechado e ninguém viu que havia um passageiro lá dentro ainda.


Ela não sabia o que fazer, apertou um botão de emergência, soou um alarme mas nada de aparecer alguém, ela já tava vendo a hora que ia deitar no banco e esperar até a estação abrir de novo pra pegar o metro e voltar pra casa finalmente, nessa passou a bebedeira e o sono e ela começou a se irritar. Foi quando ela achou um número de emergência e ligou, o “resgate” finalmente tava indo. Só que, meia hora depois e nada. Ai ela se tocou que tinha dado informação errada e ligou de novo pra falar a estação certa que ela estava, depois de uns 10 minutos finalmente chegaram uns caras lá, abriram o portão pra ela sair e além de ficar umas 3 horas presa, teve que aguentar os seguranças a interrogando como ela havia entrado no metro se tava fechado e ela respondeu “Na verdade, eu não entrei aqui, eu nunca cheguei a sair isso sim”. Mas no fim das contas até deram uma carona até a estação mais próxima da casa dela. E enquanto essa aventura toda acontecia, eu tava sussegada bebendo umas cervejas achando que ela tinha arrumado um rolê firmeza. Só com Aupair mesmo pra acontecer uma coisa dessas. Eu ri!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sou Verde e Amarelo de coração!


Eu nunca fui patriota, pelo contrário, sempre fui revoltada com o Brasil, eu não entendia como outros países poderiam ser tão melhores do que o meu e lamentava todo dia por ser brasileira. Eu ficava revoltada e pensava “bem que eu poderia ser gringa, ter todos os direitos que um cidadão deveria ter: boa educação nas escolas, pais que pudessem pagar minha faculdade, oportunidades de ter um bom emprego, casa própria, carro, ou seja, tudo para ter uma vida confortável".

Depois de um tempo morando num lugar, a gente vê como as coisas funcionam na realidade, aqui percebi mais ainda como o povo brasileiro idolatra qualquer merda que não é sua, ao invés de fazer alguma coisa pra melhorar o próprio país, ficam que nem uns idiotas lambendo os fiofós dos gringos. Pior, sem saber que a cultura e o país deles também tem seus podres. Segue alguns podres que vi por aqui:

Os americanos são amigáveis, mas falsos. Conheço vários americanos que tratam as pessoas super bem mas se eles não precisam de você, te tratam tão mal que até parece que tem duas personalidades. Essa queixa não é só minha, eu já li que 1 a cada 4 americanos tem problemas mentais.

Muitos americanos, que contratam estrangeiros para trabalhar pra eles, aproveitam para explorar. Não  querem pagar férias, pagam uma merreca e fazem eles trabalharem jornadas duplas. Isso porque muitos são ilegais e não tem direito de reclamar. Muitas au pairs são exploradas, mesmo tendo respaudo da agência, as au pairs tem que pensar bem antes de reclamar de alguma coisa porque as Host Families estão sempre com a razão.

Eles são super repressores, tem regras pra tudo, não se pode fazer nada que a polícia já tá na sua cola. Maaas, por baixo dos panos é a uma Babilônia. Se você pensa que os jovens no Brasil são drogados, é porque você não viu aqui. 

Sexo então, nem se fala, você acha que no Brasil as meninas são precoces. Vem morar aqui pra você ver, vem?!. Na high school (o ensino médio no Brasil), as meninas de 13, 14 anos só pensam em putaria. Mal sairam das fraudas - literalmente, porque aqui eu já vi criança de 4 anos usando frauda - e  já deram pra metade dos meninos da escola.

E a ignorância deles em geografia? Eles recebem uma ótima educação mesmo em escolas públicas, mas mesmo assim, a grande maioria não sabe nada a respeito de outros países e outras culturas. Eu já comentei que quando falo que sou do Brasil eles tentam falar em espanhol comigo.  Outro dia sai com um infeliz que me perguntou se tirando a cidade de São Paulo, o resto do Brasil era tudo mato e fazendas. A professora de uma amiga minha tirou sarro das próprias raízes e contou a seguinte piada numa aula: como se chama uma pessoa que fala 3 línguas? … Trilíngue, como se chama uma pessoa que fala 2 línguas?... Bilíngue... e como se chama uma pessoa que só fala uma língua? … Americano. É realmente impressionante como muitos deles nunca visitaram outro país e nem tem vontade. Se fosse no Brasil, eu entenderia, porque o povo é pobre e viajar, ainda mais pra fora, é caríssimo, mas aqui, até uma faxineira, juntando grana por 2 meses, consegue fazer um mochilão pela Europa.

O que eu vi aqui, muita gente não tem nem idéia, e tem muitas outras coisas que eu nem vou entrar no mérito. A saúde, por exemplo, não existem hospitais de graça e os particulares são super caros.

Claro que existe a parte boa dos hábitos americanos, como: reciclar lixo, incentivo à leitura desde criança, o governo reserva boa verba para a educação etc. (fiz um vlog recente falando a respeito disso, clique aqui para assistir).

Lembrando que o que eu relato aqui é relacionado à uma maioria, sempre existem exceções, já conheci americanos que falam outra língua, que já moraram fora, que sabem até mais coisas sobre o Brasil do que eu, que não é aquele típico American Idiot da música do Green Day.

Uma das coisas que eu aprendi morando fora foi valorizar a minha própria cultura, e absorver o que as demais culturas tem de bom pra oferecer, e não ficar idolatrando outros países sem nem saber nada sobre eles. 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Programa de Índio em New York.


Todas as viagens que faço aqui sempre tenho boas aventuras, esse fim de semana inventei de ir pra New York para fazer algo fora da rotina, mas não foi muito memorável não. Ia ter um show do Paralamas de graça no Central Park no sábado à noite, então chamei umas amigas para ir no show e aproveitar o fim de semana lá.

Um amigo, que conhecemos a pouco tempo, também quis ir e disse que poderia dirigir, então fomos ele, 3 amigas e eu. Trabalhei de manhã então combinamos de sair à 1 da tarde, mas acabamos nos atrasando e daqui até lá são 4 horas dirigindo sem parar. Conclusão...chegamos atrasados no show, ficamos presos numa fila, quando os seguranças resolveram nos liberar, que botamos o pé lá dentro, eu escutei o Hebert Viana falando “Valeu Galera, Obrigado”. Eu fiquei chateada de perder o show, mas ainda estava na esperança de aproveitar a noite na cidade que não dorme e o domingo durante o dia.

Não deu nem 5 min lá dentro já estavamos lendo essa placa ai...


O nosso amigo encontrou outros amigos e foi pra um bar, só que eu e as meninas queria alguma coisa mais agitada. Das opções que tinhamos a única que se encaixava era a Pacha, pois era a mais barata e a mais perto, claro que NYC tem milhares de opções e de lugares inusitados para ir, mas não haviamos planejado nada e as melhores baladas só entra pagando uma fortuna, ou se tiver esquema com alguém que trabalha lá , ou acompanhada com caras ricos etc.

Acabamos indo pra Pacha, antes fomos fazer check in no hostel, 43 pau...e começou a gastança. Todas prontas, pegamos um taxi, chegamos no lugar. Eu já tinha ido lá em Janeiro, quando a minha irmã veio me visitar, nós não gostamos muito do pessoal que frequentava, mas o ambiente era bem legal e o DJ mandava muito bem, daquela vez foi bem divertido, tinha umas pessoas feias, mas tinha uns gatinhos que se salvavam, mas dessa... o lugar tava um verdadeiro show de horrores, uma figura mais feia que a outra: negonas gordonas com uns vestidos transparentes usando calcinha fio dental, velho de cabelo comprido e oxigênado usando calça branca com cinto de fivela dourada gigantesca, homem-peito-de-pombo e baixinhos, indianos, ticanos, e tudo quanto é raça feia que vc pode imaginar estavam presentes no lugar. Juro que os únicos que vimos que prestavam, eram 3 alemães que eram muito metidos, uma das minhas amigas tentou puxar conversa, mas não colou.Fomos embora super cedo.

No dia seguinte, lá vamos nós fazer check out às 11 da manhã. Novamente não tinhamos destino, saimos cada uma com uma mochila pesada nas costas, tomamos café e fomos andar no Central Park, porque uma das entradas era perto do hostel, mas não tinha nada de muito interessante, eu pelo menos, já conheci as partes mais bonitas do parque, então eu tava whatever. Cansamos rápido, claro, ai o menino que veio com a gente ligou dizendo que tava indo pra um bar assistir o jogo da Alemanha x Austrália, então pegamos o metro para encontra-lo. Só que estava acontecendo uma parada de Porto Rico na 5th Avenida e o bar era no east side, ficamos 45 minutos presas no west side, esperando para poder atravessar para o outro lado, pior do que esperar, foi ficar apertada com um bando de porto riquenhos feios, desdentados, fedidos, suados e ainda por cima, querendo graça com a gente. Quando finalmente abriram passagem e conseguimos atravessar, chegamos no endereço do bar...mas não achavamos o tal do bar, e quando ligamos pro menino descobrimos que estavamos no lugar errado...estavamos na 3rd Ave com a 74th e a porra do bar, na verdade era na 3rd com a 11th. Imagina o quão estavamos longe. A confusão de endereço aconteceu porque o menino é americano, mas fala português, então era ora falando inglês, ora falando português e a comunicação falhou na hora de passar o endereço. Eu sentei no chão e quase chorei, as meninas concordaram de pegar um taxi, nessa já tinhamos perdido o primeiro tempo do jogo.

Quando finalmente chegamos no bar, assistimos o segundo tempo. Tinha alguns alemães gracinhas, mas eu não tinha nem forças para soltar minhas pérolas. Saímos de lá, comemos no bar do lado, pegamos o metro até onde tava o carro e finalmente demos linha na pipa. Nós estavamos exaustas, os ombros doendo de tanto carregar peso, as carteiras vazias, os cabelos descabelados, os desodorantes vencidos, os dentes sujos sem escovar o dia inteiro, a roupa suja e pra completar, com sono. Essa viagem serviu para eu gastar dinheiro que eu nem tinha, o engraçado disso tudo foi quando nosso amigo americano xingou um cara no trânsito de “arrombado” depois de ter algumas aulas sobre palavrões em português. (HAUshIAUShIAUshUIASh)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Irmã mais velha é o C...lho!


Depois de 6 meses que eu cheguei aqui minha host me adicionou no Facebook, foi uma merda porque, além dela ser super xereta, ela fica o dia todo na net e não queria que ela ficasse gançando minha vida. Então tenho que ficar restringindo o que eu escrevo, as fotos que posto, os comentários que faço, os convites de programas que aceito, as fotos que o povo me taga etc. As atualizações do meu blog eu divulgo em todos meus meios de comunicação internéticos, e agora com essa onda de tradutores online, era fácil fácil dela descobrir o que eu escrevo. Mas agora, com o blog bloqueado, me sinto mais a vontade para falar mal da vida de Aupair, então por isso que vou é começar agora!!!

Outro dia meu host me perguntou qual era a pior parte de participar de um programa de intercâmbio, respondi que é ficar longe da família e dos amigos. Claro que isso é verdade, mas pra ser sincera, a pior parte mesmo é ter que morar com uma Host Family.

Sou uma pessoa faladora, extrovertida, social, mas eu também tenho meus momentos de ser reservada, de ficar no sussego, sozinha no meu quarto escutando música, e quando vc mora com uma família cheia de crianças pentelhas e barulhentas, NÃO existe ter paz. Devido a isso tivemos um problema no fim do ano passado. Depois do Natal cheguei em casa e me deparei com uma cartinha na porta do meu quarto. Minha host tinha escrito 2 páginas que resumidamente ela reclamava que eu saia demais ou ficava trancada no quarto e não ficava muito com a família. Ai que mora o GRANDE problema de ser Aupair.

As agências de viagem vendem o programa com a seguinte idéia “Aupair não é uma empregada e sim um membro da família”, tanto é que o slogan da STB (agência de turismo que vende esse programa) é “Big Sister Aupair”. A minha queridissima host comentou na carta que eu tinha que me ver como uma irmã das crianças e não como uma employee (contratada/empregada). No fim da minha leitura, eu cheguei à conclusão que as Hosts Families fazem tanta questão que sejamos “um membro da família” porque dessa forma eles exploram a gente e dizem que estamos apenas “participando da vida da família como um membro qualquer”. A fofa (minha host) chegou a pedir para eu começar a ir na escola das crianças - para participar das atividades deles -, jogar video-game depois da janta, fazer sessão cinema - quando eles alugarem um filme novo pras crianças -, jogar jogo de tabuleiro etc. Agora vcs me perguntam "o que tem de errado nisso, Mari?" PORRA, ela queria que eu fizesse esssas coisas NAS MINHAS HORAS VAGAAAS. Vê se pode!!!

Eu trabalho o dia inteiro, o meu menino pequeno não dorme, eu fico exausta de brincar com ele e ainda chega nas minhas horas vagas eles querem que eu fique “participando” das atividades da família? Isso tudo é apenas um disfarce para além deu ficar o dia todo trabalhando, pra depois do expediente continuar lá distraindo as crianças deles, enquanto a bonita fica na internet e o bonito lendo jornal. Aaah, vai pra puta que pariu, né?

Apesar de todo mal, minha Host Family não é das piores, por isso, não quis arrumar encrenca, respondi à carta da fofa esclarecendo minhas razões de estar sempre fora, ou no meu quarto, nas horas vagas, ela pareceu – ou fingiu – entender, também fingi entender as razões dela e, por um tempo, a paz reinou de novo. Depois de um tempo, a merda começou tudo de novo, até que a vaca conseguiu arruinar meus babysits extras que eu fazia, me dando mais horas de trabalho de pirraça. Enfim, de um jeito ou de outro Aupair só toma, aguento essa palhaçada toda porque sempre fui decidida a terminar tudo que comecei, e a experiência de Aupair também tem muitos benefícios, mas que essa palhaçada deveria se chamar BIG SLAVE SISTER, deveria!!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O Dia dos Namorados


O Dia dos Namorados está se aproximando, mais melancólico pra mim porque nos Estados Unidos a besterada é comemorada em Fevereiro, então passo por essa celebração duas vezes. Não acho que os solteiros deveriam ficar se lamentando, mas concordo que pra aqueles que passam a Dia dos Namorados sozinhos é um tanto deprê.

Esse é o quarto ano consecutivo que eu passo essa data sozinha, bom, esse ano eu tive uma compania no Valentine's Day em Fevereiro, mas depois do “romântico” date eu sai repetindo pra mim mesma o provérbio “antes só do que mal acompanhada...antes só do que mal acompanhada...antes só do que mal acompanhada...”.

O desastre foi o seguinte, eu estava ficando com um cara fazia mais de dois meses, nos viamos praticamente toda semana, tinha hora que eu achava que ele queria algo sério, tinha hora que eu achava que ele tava de palhaçada, eu estava bem confusa. O Dia dos Namorados caiu num domingo, e ele me chamou pra sair na noite anterior, fomos num bar com um bando de amigos dele, dormi na casa dele e na manhã seguinte ele perguntou se eu sabia que era Dia dos Namorados, eu disse que sim... mas ele não disse nada. Me levou embora, pois tinha que fazer sei lá o que, e perguntou se eu queria jantar à noite, eu pensei “Bom, acho que ele preparou alguma coisa legal”.

Eu tava em casa me arrumando, quando o palhaço me liga perto da hora que tinhamos marcado, dizendo que não conseguiu reservar nenhum restaurante e que iriamos jantar na casa dele mesmo. Moral da história, o Bozo não havia planejado nada de bacana pra fazermos em pleno Dia dos Namorados, o que ele esquematizou foi o mais cômodo pra ele: eu ir pra casa dele, jantarmos e depois euzinha de sobremesa.

Já estavamos saindo há um tempinho, se ele quisesse alguma coisa séria comigo, teria planejado alguma coisa legal ou comprado nem que fosse uma rosa de 1 dólar, mas não, o que ele tinha em mente era ter só mais uma foda comum, como se fosse qualquer outro fim de semana. Final da história: palhaço demitido!!!

Li uma reportagem hoje muito interessante “Porque eu não consigo namorar?”. E o que os psicólogos dizem é o que todos nós já temos uma idéia mas não abrimos o olho pra verdade: o auto boicote, pelo medo de sofrer ou esperar a pessoa perfeita, afastamos invonluntáriamente os bons pretendentes. Clique no link e dê uma lida.

Bom, para aqueles que namoram, um feliz Dia dos Namorados, para os solteiros, um feliz flerte, mas o que não desejo para ninguém é um Dia dos Namorados que nem o que eu tive esse ano, Aff!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Feriado prolongado na praia, eeeita nois!


No post anterior eu comentei sobre a chegada do Verão, e ele nem chegou, mas o calor já está dando as caras e eu aproveitei esse ar da graça plus o feriado prolongado (que caiu na segunda) para conhecer uma das praias mais próximas por aqui, que é a Ocean City em Maryland.

Uma amiga deu a idéia de ir pra lá, mas foi meio em cima da hora então os hoteis já estavam todos lotados. Mesmo assim, topei ir com ela e mais uma amiga francesa na loucura e dormir no carro mesmo, afinal iriamos ficar só do domingo pra segunda mesmo e eu ainda falei brincando “dá nada não, a gente conhece uns gatinhos e dorme na casa deles”, mal eu sabia que o plano daria certo.

Chegamos lá a tarde no domingo e encontramos uns amigos meus brasileiros na praia, eles estavam num hotel desde sexta, ficamos curtindo a praia e depois eles nos emprestaram o banheiro para tomarmos um banho, nos trocamos lá e fomos pra uma tal de balada chamada Seacrets, já tinhamos sido alertadas que o lugar era muito massa e que deveriamos chegar cedo porque depois de um certo horário a fila era gigantesca. Cheguei no lugar e não acreditei, era mesmo enorme, muitos ambientes, bandas ao vivo, pista de dança, barsinhos na praia com mesas dentro da água, era simplismente o paraíso, nem em Miami vi um lugar parecido. E ainda fica aberto o dia inteiro até às 2 da manhã, chegamos lá às 19h.

Quando o lugar começou a encher mais, eu e as meninas descidimos dar uns roles pra apreciar os tchutchugethers. Eu tava sóbrea, mesmo bebendo pra caramba não senti brisa nenhuma, mas já estou frequentando as aulas de "Seja cara de pau sem beber" então resolvi parar de gastar e mexer com os carinhas sóbrea mesmo. E foi nessa que passando por um barsinho, avistei uns belezinhas sentados numa mesa, vi que eles olharam então não pensei duas vezes, puxei a brasileira e a francesa e logo fui falando “Hi Guys, what's up?” e eles nos convidaram para sentar na mesa com eles.

Papo vai, papo vem, contamos que iriamos dormir no carro, eles ficaram indignados e logo ofereceram um serviço de quarto completo: cama, lençol, travesseiro, toalha e chuveiro. Disseram que não eram pervertidos e que dormiriam no chão pra gente dormir nas camas. Arram, sei viu!!! Mas anyway, eu jamais deixaria uns belezinhas daqueles dormirem no chão. (hUAShaushahshahaUAh)

Ficamos o resto da baladas com eles, depois do papo na mesa fomos dançar, foi ai que eles nos pagaram uns shots e me deu um calor que eu dei uma de americana e começei a dançar que nem elas (um jeito, vamos dizer assim, abusado) com o belezinha que eu já tava de olho, e nessa a gente se beijou. A minha amiga brasileira beijou o outro belezinha, e a francesa acabou beijando nosso amigo brasileiro (pq o terceiro amigo dos tchutchugethers era um mole e não chegou nela hAsuhaUShuHSA).

Quando a balada acabou, lá vamos nós para o apê dos tchutchugethers – anexo: lembrem-se, a cultura aqui é completamente diferente, a maioria dos caras são mega respeitadores, eles não te tocam enquanto vc não deixar claro que está a fim, e ir pra casa de um cara que vc mal conhece não significa que vc quer dar pra ele, qualquer dia vou escrever um post só contado sobre isso – chegando no hotel que eles tavam, tinha uma cama de casal e um sofá cama. Minha amiga deitou na cama com o peguete dela, e eu deitei no sofá cama, quando fui ao banheiro e voltei o carinha que eu tinha pegado disse que iriamos dormir eu, ele e a francesa juntos, pensei “beleza, não vou deixar a menina dormir no chão, mas se ele ta pensando que vai pegar as duas tá muito enganado”, percebi que ele era meio jerk, mas não estava ligando, só queria me divertir mesmo.

Na manhã seguinte, eles foram embora (eram da Pennsylvania) e a gente resolveu ir pra Seacrets de novo. MelDeus! Aquele lugar é mais paraíso de dia do que à noite, só gatos, avistei um que era um Deus Grego, passei sorrindo pra ele e foi moleza pra puxar conversa, e eu não tava bêbada de novo (tô seguindo direitinho a cartilha das aulas). Ele até nos convidou para ir na piscina do hotel dele, mas descidimos não ir porque já tava tarde e precisavamos pegar a estrada de volta.

No fim, cheguei em casa às 11 da noite, super cansada, mas muito satisfeita com a aventura. Esse Verão promete!!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O picadeiro não pode parar: as últimas pérolas dos palhaços.


Vocês sabiam que o livro “Homem é tudo palhaço” foi lançado? O livro surgiu do blog Homem é Tudo Palhaço onde as leitoras e as próprias autoras do blog relatam inusitadas pérolas dos artistas circenses, as histórias são verídicas. É hilário, recomendo vocês conferirem.

Faz tempo que eu não falo mal dos nossos palhacinhos queridos por aqui, então hoje fiz outro post especial depois de ter coletado mais algumas palhaçadas que eles adoram apresentar no nosso picadeiro.

Começando pelo número circense mais recente e que aconteceu no meu picadeiro. O protagonista da palhaçada foi um otário que conheci na praia no último feriado, mas eu já tinha notado que ele era um palhaço pelas atitudes dele, já comecei a desconfiar quando, antes de me levar pro seu apê, o espertalhão me convidou pra ir pro Hawai...pronto, ai ele cagou total, ele forçou o estilo estou-sendo-fofo-só-pra-te-comer, putz e justo com quem? Mas, como eu já tava no meio do caminho e como diz uma ex colega de trabalho “já tô aqui, já tá pago, já peguei coisa pior, tem todos dentes na boca” eu continuei a jornada até o apê dele. Quando chegou lá percebi que ele tava querendo fazer umas graças comigo e com a minha outra amiga francesa, cortei o barato do palhacinho logo. Na manhã seguinte ele me tratou super frio e ainda por cima o peguei secando a bunda da francesa, eu cheguei até a comentar com a amiga brasileira que tava junto. Anyway, a brasileira tinha beijado o amigo do palhacinho e continuou ficando com ele depois do feriado na praia, tanto é que no final de semana que vem ela vai pra cidade dele visitá-lo, ai numa conversa pelo Facebook o peguete dela vira e lança “Ow, o Broxanildo (pseudônimo esdruluxo que inventei para caracterizar o palhaço) pediu para você trazer sua amiga” e ela perguntou “A Mari, a brasileira?” e ele “Não, a francesa” e ela “¬¬”. Gente, esse merece ou não merece ser promovido a, pelo menos, Coordenador do picadeiro?



Esses dias eu estava sussa em casa quando chega uma mensagem no meu celular “Oi, cheguei da Europa, vamos ver se vc se lembra de mim”. Eu tinha certeza absolutíssima que não conhecia ninguém que tinha ido para a Europa e respondi a mensagem questionando quem era. Descobri que o palhaço era amigo de um cara que eu tinha conhecido num bar, nesse dia eu fiquei horas conversando com um gatinho e no fim chegou um amigo dele alemão (era o cão chupando manga) e conversando com a gente, comentou que ia pra Alemanha de férias no dia seguinte. Quando saquei meu celular da bolsa para pegar o número do bonitinho, o amigo intrometido sacou o dele e pediu meu número e eu fiz aquela cara de cocô (mole ainda por cima) mas não quis ser mal educada e dei o número, não achei que o cara ia ser tão sem-noção de me mandar mensagens sabendo que eu ia supostamente ser peguete do amigo dele, mas ele mandou mensagem mesmo assim. Muito provavelmente esse palhaço tava pensando que eu não me importaria de sair com ele mesmo depois de horas flertando com o amigo dele. Foi uma palhaçada mesmo, viu!

Ontem fui almoçar com uma amiga, e ela me contou que conheceu um gatinho na rua quando estava saindo de uma balada, ela deu carona pra ele e acabaram ficando. O cara era maior belezinha, e ela pensou “Opa, lucrei essa noite”. O cara não parou de entrar em contato com ela então marcaram de se ver na semana, ela se arrumou toda achando que eles iam jantar, e foi buscá-lo numa estação de metrô, chegou lá o cara fez ela estacionar numa escola e contou que não poderia ficar passeando com ela porque tinha uma namorada que morava com ele, mas que tinha gostado muito de ficar com ela, que nunca tinha sentido uma química tão forte e esses discursos circenses que já conhecemos de cor e salteado. Como disse anteriormente “já tô aqui, já tá pago, já peguei coisa pior, tem todos dentes na boca” ela ficou com o cara de novo, e durante a semana toda o cara saia de casa dizendo pra namorada que ia correr, mas ia encontrar a minha amiga. Ela é solteira e ainda por cima logo logo vai embora dos Estados Unidos, vc acha que ela tá ligando? O palhaço é que deveria respeitar a namorada, mas...homem é tudo palhaço e isso nunca vai mudar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tem coisas que só acontecem com au pairs.


Era meia-noite quando uma amiga me ligou perguntando o que eu estava fazendo. Como ela disse que tinha uma festa pra ir que o peguete dela tinha convidado, eu fiz outros planos. Ela já estava na tal festa e disse que tava um saco e se não arrumasse nada melhor para fazer ia pra casa. Eu já estava muito longe, fui parar na casa de uns amigos de uma amiga numa cidade à uns 40 min de distância, então não podia ajudar muito e no fim ela decidiu ir pra casa mesmo.

No outro dia de manhã, ela me conta que, enquanto tava na festa encheu o latão, bebeu mais cerveja do que caberia num barril. A festa tava um porre e ela caindo de sono, tonta e bêbada, então ela saiu fora de lá em direção à estação de metro para voltar pra casa.

Quando chegou na estação, o próximo metro só viria em 20 minutos, nessa ela cochilou num banco e perdeu o metro. Sorte que não era o último e o próximo veio depois de mais 20 minutos, a essa altura as 8 long necks que ela tinha bebido começaram a embrulhar o estômago e ela começou a passar mal.

Quando ela levantou pra entrar no trem, nem andar direito ela tava conseguindo. Mesmo assim, entrou, sentou e as sacudidas fizeram com que ela piorasse, e duas estações depois ela desceu pra vômitar. Foi num cantinho e "chamou o Hugo", e pensou “Vô sair e pegar um taxi”, só que quando ela chegou na porta de saída, a estação tava fechada, as grades cheias de cadeados e tudo mais. Ela rodou, rodou e não achou nenhuma saída, o lugar tava deserto, fechado, tudo apagado e ela trancada lá dentro. A estação tinha fechado e ninguém viu que havia um passageiro lá dentro ainda.


Ela não sabia o que fazer, apertou um botão de emergência, soou um alarme mas nada de aparecer alguém, ela já tava vendo a hora que ia deitar no banco e esperar até a estação abrir de novo pra pegar o metro e voltar pra casa finalmente, nessa passou a bebedeira e o sono e ela começou a se irritar. Foi quando ela achou um número de emergência e ligou, o “resgate” finalmente tava indo. Só que, meia hora depois e nada. Ai ela se tocou que tinha dado informação errada e ligou de novo pra falar a estação certa que ela estava, depois de uns 10 minutos finalmente chegaram uns caras lá, abriram o portão pra ela sair e além de ficar umas 3 horas presa, teve que aguentar os seguranças a interrogando como ela havia entrado no metro se tava fechado e ela respondeu “Na verdade, eu não entrei aqui, eu nunca cheguei a sair isso sim”. Mas no fim das contas até deram uma carona até a estação mais próxima da casa dela. E enquanto essa aventura toda acontecia, eu tava sussegada bebendo umas cervejas achando que ela tinha arrumado um rolê firmeza. Só com Aupair mesmo pra acontecer uma coisa dessas. Eu ri!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sou Verde e Amarelo de coração!


Eu nunca fui patriota, pelo contrário, sempre fui revoltada com o Brasil, eu não entendia como outros países poderiam ser tão melhores do que o meu e lamentava todo dia por ser brasileira. Eu ficava revoltada e pensava “bem que eu poderia ser gringa, ter todos os direitos que um cidadão deveria ter: boa educação nas escolas, pais que pudessem pagar minha faculdade, oportunidades de ter um bom emprego, casa própria, carro, ou seja, tudo para ter uma vida confortável".

Depois de um tempo morando num lugar, a gente vê como as coisas funcionam na realidade, aqui percebi mais ainda como o povo brasileiro idolatra qualquer merda que não é sua, ao invés de fazer alguma coisa pra melhorar o próprio país, ficam que nem uns idiotas lambendo os fiofós dos gringos. Pior, sem saber que a cultura e o país deles também tem seus podres. Segue alguns podres que vi por aqui:

Os americanos são amigáveis, mas falsos. Conheço vários americanos que tratam as pessoas super bem mas se eles não precisam de você, te tratam tão mal que até parece que tem duas personalidades. Essa queixa não é só minha, eu já li que 1 a cada 4 americanos tem problemas mentais.

Muitos americanos, que contratam estrangeiros para trabalhar pra eles, aproveitam para explorar. Não  querem pagar férias, pagam uma merreca e fazem eles trabalharem jornadas duplas. Isso porque muitos são ilegais e não tem direito de reclamar. Muitas au pairs são exploradas, mesmo tendo respaudo da agência, as au pairs tem que pensar bem antes de reclamar de alguma coisa porque as Host Families estão sempre com a razão.

Eles são super repressores, tem regras pra tudo, não se pode fazer nada que a polícia já tá na sua cola. Maaas, por baixo dos panos é a uma Babilônia. Se você pensa que os jovens no Brasil são drogados, é porque você não viu aqui. 

Sexo então, nem se fala, você acha que no Brasil as meninas são precoces. Vem morar aqui pra você ver, vem?!. Na high school (o ensino médio no Brasil), as meninas de 13, 14 anos só pensam em putaria. Mal sairam das fraudas - literalmente, porque aqui eu já vi criança de 4 anos usando frauda - e  já deram pra metade dos meninos da escola.

E a ignorância deles em geografia? Eles recebem uma ótima educação mesmo em escolas públicas, mas mesmo assim, a grande maioria não sabe nada a respeito de outros países e outras culturas. Eu já comentei que quando falo que sou do Brasil eles tentam falar em espanhol comigo.  Outro dia sai com um infeliz que me perguntou se tirando a cidade de São Paulo, o resto do Brasil era tudo mato e fazendas. A professora de uma amiga minha tirou sarro das próprias raízes e contou a seguinte piada numa aula: como se chama uma pessoa que fala 3 línguas? … Trilíngue, como se chama uma pessoa que fala 2 línguas?... Bilíngue... e como se chama uma pessoa que só fala uma língua? … Americano. É realmente impressionante como muitos deles nunca visitaram outro país e nem tem vontade. Se fosse no Brasil, eu entenderia, porque o povo é pobre e viajar, ainda mais pra fora, é caríssimo, mas aqui, até uma faxineira, juntando grana por 2 meses, consegue fazer um mochilão pela Europa.

O que eu vi aqui, muita gente não tem nem idéia, e tem muitas outras coisas que eu nem vou entrar no mérito. A saúde, por exemplo, não existem hospitais de graça e os particulares são super caros.

Claro que existe a parte boa dos hábitos americanos, como: reciclar lixo, incentivo à leitura desde criança, o governo reserva boa verba para a educação etc. (fiz um vlog recente falando a respeito disso, clique aqui para assistir).

Lembrando que o que eu relato aqui é relacionado à uma maioria, sempre existem exceções, já conheci americanos que falam outra língua, que já moraram fora, que sabem até mais coisas sobre o Brasil do que eu, que não é aquele típico American Idiot da música do Green Day.

Uma das coisas que eu aprendi morando fora foi valorizar a minha própria cultura, e absorver o que as demais culturas tem de bom pra oferecer, e não ficar idolatrando outros países sem nem saber nada sobre eles. 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Programa de Índio em New York.


Todas as viagens que faço aqui sempre tenho boas aventuras, esse fim de semana inventei de ir pra New York para fazer algo fora da rotina, mas não foi muito memorável não. Ia ter um show do Paralamas de graça no Central Park no sábado à noite, então chamei umas amigas para ir no show e aproveitar o fim de semana lá.

Um amigo, que conhecemos a pouco tempo, também quis ir e disse que poderia dirigir, então fomos ele, 3 amigas e eu. Trabalhei de manhã então combinamos de sair à 1 da tarde, mas acabamos nos atrasando e daqui até lá são 4 horas dirigindo sem parar. Conclusão...chegamos atrasados no show, ficamos presos numa fila, quando os seguranças resolveram nos liberar, que botamos o pé lá dentro, eu escutei o Hebert Viana falando “Valeu Galera, Obrigado”. Eu fiquei chateada de perder o show, mas ainda estava na esperança de aproveitar a noite na cidade que não dorme e o domingo durante o dia.

Não deu nem 5 min lá dentro já estavamos lendo essa placa ai...


O nosso amigo encontrou outros amigos e foi pra um bar, só que eu e as meninas queria alguma coisa mais agitada. Das opções que tinhamos a única que se encaixava era a Pacha, pois era a mais barata e a mais perto, claro que NYC tem milhares de opções e de lugares inusitados para ir, mas não haviamos planejado nada e as melhores baladas só entra pagando uma fortuna, ou se tiver esquema com alguém que trabalha lá , ou acompanhada com caras ricos etc.

Acabamos indo pra Pacha, antes fomos fazer check in no hostel, 43 pau...e começou a gastança. Todas prontas, pegamos um taxi, chegamos no lugar. Eu já tinha ido lá em Janeiro, quando a minha irmã veio me visitar, nós não gostamos muito do pessoal que frequentava, mas o ambiente era bem legal e o DJ mandava muito bem, daquela vez foi bem divertido, tinha umas pessoas feias, mas tinha uns gatinhos que se salvavam, mas dessa... o lugar tava um verdadeiro show de horrores, uma figura mais feia que a outra: negonas gordonas com uns vestidos transparentes usando calcinha fio dental, velho de cabelo comprido e oxigênado usando calça branca com cinto de fivela dourada gigantesca, homem-peito-de-pombo e baixinhos, indianos, ticanos, e tudo quanto é raça feia que vc pode imaginar estavam presentes no lugar. Juro que os únicos que vimos que prestavam, eram 3 alemães que eram muito metidos, uma das minhas amigas tentou puxar conversa, mas não colou.Fomos embora super cedo.

No dia seguinte, lá vamos nós fazer check out às 11 da manhã. Novamente não tinhamos destino, saimos cada uma com uma mochila pesada nas costas, tomamos café e fomos andar no Central Park, porque uma das entradas era perto do hostel, mas não tinha nada de muito interessante, eu pelo menos, já conheci as partes mais bonitas do parque, então eu tava whatever. Cansamos rápido, claro, ai o menino que veio com a gente ligou dizendo que tava indo pra um bar assistir o jogo da Alemanha x Austrália, então pegamos o metro para encontra-lo. Só que estava acontecendo uma parada de Porto Rico na 5th Avenida e o bar era no east side, ficamos 45 minutos presas no west side, esperando para poder atravessar para o outro lado, pior do que esperar, foi ficar apertada com um bando de porto riquenhos feios, desdentados, fedidos, suados e ainda por cima, querendo graça com a gente. Quando finalmente abriram passagem e conseguimos atravessar, chegamos no endereço do bar...mas não achavamos o tal do bar, e quando ligamos pro menino descobrimos que estavamos no lugar errado...estavamos na 3rd Ave com a 74th e a porra do bar, na verdade era na 3rd com a 11th. Imagina o quão estavamos longe. A confusão de endereço aconteceu porque o menino é americano, mas fala português, então era ora falando inglês, ora falando português e a comunicação falhou na hora de passar o endereço. Eu sentei no chão e quase chorei, as meninas concordaram de pegar um taxi, nessa já tinhamos perdido o primeiro tempo do jogo.

Quando finalmente chegamos no bar, assistimos o segundo tempo. Tinha alguns alemães gracinhas, mas eu não tinha nem forças para soltar minhas pérolas. Saímos de lá, comemos no bar do lado, pegamos o metro até onde tava o carro e finalmente demos linha na pipa. Nós estavamos exaustas, os ombros doendo de tanto carregar peso, as carteiras vazias, os cabelos descabelados, os desodorantes vencidos, os dentes sujos sem escovar o dia inteiro, a roupa suja e pra completar, com sono. Essa viagem serviu para eu gastar dinheiro que eu nem tinha, o engraçado disso tudo foi quando nosso amigo americano xingou um cara no trânsito de “arrombado” depois de ter algumas aulas sobre palavrões em português. (HAUshIAUShIAUshUIASh)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Irmã mais velha é o C...lho!


Depois de 6 meses que eu cheguei aqui minha host me adicionou no Facebook, foi uma merda porque, além dela ser super xereta, ela fica o dia todo na net e não queria que ela ficasse gançando minha vida. Então tenho que ficar restringindo o que eu escrevo, as fotos que posto, os comentários que faço, os convites de programas que aceito, as fotos que o povo me taga etc. As atualizações do meu blog eu divulgo em todos meus meios de comunicação internéticos, e agora com essa onda de tradutores online, era fácil fácil dela descobrir o que eu escrevo. Mas agora, com o blog bloqueado, me sinto mais a vontade para falar mal da vida de Aupair, então por isso que vou é começar agora!!!

Outro dia meu host me perguntou qual era a pior parte de participar de um programa de intercâmbio, respondi que é ficar longe da família e dos amigos. Claro que isso é verdade, mas pra ser sincera, a pior parte mesmo é ter que morar com uma Host Family.

Sou uma pessoa faladora, extrovertida, social, mas eu também tenho meus momentos de ser reservada, de ficar no sussego, sozinha no meu quarto escutando música, e quando vc mora com uma família cheia de crianças pentelhas e barulhentas, NÃO existe ter paz. Devido a isso tivemos um problema no fim do ano passado. Depois do Natal cheguei em casa e me deparei com uma cartinha na porta do meu quarto. Minha host tinha escrito 2 páginas que resumidamente ela reclamava que eu saia demais ou ficava trancada no quarto e não ficava muito com a família. Ai que mora o GRANDE problema de ser Aupair.

As agências de viagem vendem o programa com a seguinte idéia “Aupair não é uma empregada e sim um membro da família”, tanto é que o slogan da STB (agência de turismo que vende esse programa) é “Big Sister Aupair”. A minha queridissima host comentou na carta que eu tinha que me ver como uma irmã das crianças e não como uma employee (contratada/empregada). No fim da minha leitura, eu cheguei à conclusão que as Hosts Families fazem tanta questão que sejamos “um membro da família” porque dessa forma eles exploram a gente e dizem que estamos apenas “participando da vida da família como um membro qualquer”. A fofa (minha host) chegou a pedir para eu começar a ir na escola das crianças - para participar das atividades deles -, jogar video-game depois da janta, fazer sessão cinema - quando eles alugarem um filme novo pras crianças -, jogar jogo de tabuleiro etc. Agora vcs me perguntam "o que tem de errado nisso, Mari?" PORRA, ela queria que eu fizesse esssas coisas NAS MINHAS HORAS VAGAAAS. Vê se pode!!!

Eu trabalho o dia inteiro, o meu menino pequeno não dorme, eu fico exausta de brincar com ele e ainda chega nas minhas horas vagas eles querem que eu fique “participando” das atividades da família? Isso tudo é apenas um disfarce para além deu ficar o dia todo trabalhando, pra depois do expediente continuar lá distraindo as crianças deles, enquanto a bonita fica na internet e o bonito lendo jornal. Aaah, vai pra puta que pariu, né?

Apesar de todo mal, minha Host Family não é das piores, por isso, não quis arrumar encrenca, respondi à carta da fofa esclarecendo minhas razões de estar sempre fora, ou no meu quarto, nas horas vagas, ela pareceu – ou fingiu – entender, também fingi entender as razões dela e, por um tempo, a paz reinou de novo. Depois de um tempo, a merda começou tudo de novo, até que a vaca conseguiu arruinar meus babysits extras que eu fazia, me dando mais horas de trabalho de pirraça. Enfim, de um jeito ou de outro Aupair só toma, aguento essa palhaçada toda porque sempre fui decidida a terminar tudo que comecei, e a experiência de Aupair também tem muitos benefícios, mas que essa palhaçada deveria se chamar BIG SLAVE SISTER, deveria!!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O Dia dos Namorados


O Dia dos Namorados está se aproximando, mais melancólico pra mim porque nos Estados Unidos a besterada é comemorada em Fevereiro, então passo por essa celebração duas vezes. Não acho que os solteiros deveriam ficar se lamentando, mas concordo que pra aqueles que passam a Dia dos Namorados sozinhos é um tanto deprê.

Esse é o quarto ano consecutivo que eu passo essa data sozinha, bom, esse ano eu tive uma compania no Valentine's Day em Fevereiro, mas depois do “romântico” date eu sai repetindo pra mim mesma o provérbio “antes só do que mal acompanhada...antes só do que mal acompanhada...antes só do que mal acompanhada...”.

O desastre foi o seguinte, eu estava ficando com um cara fazia mais de dois meses, nos viamos praticamente toda semana, tinha hora que eu achava que ele queria algo sério, tinha hora que eu achava que ele tava de palhaçada, eu estava bem confusa. O Dia dos Namorados caiu num domingo, e ele me chamou pra sair na noite anterior, fomos num bar com um bando de amigos dele, dormi na casa dele e na manhã seguinte ele perguntou se eu sabia que era Dia dos Namorados, eu disse que sim... mas ele não disse nada. Me levou embora, pois tinha que fazer sei lá o que, e perguntou se eu queria jantar à noite, eu pensei “Bom, acho que ele preparou alguma coisa legal”.

Eu tava em casa me arrumando, quando o palhaço me liga perto da hora que tinhamos marcado, dizendo que não conseguiu reservar nenhum restaurante e que iriamos jantar na casa dele mesmo. Moral da história, o Bozo não havia planejado nada de bacana pra fazermos em pleno Dia dos Namorados, o que ele esquematizou foi o mais cômodo pra ele: eu ir pra casa dele, jantarmos e depois euzinha de sobremesa.

Já estavamos saindo há um tempinho, se ele quisesse alguma coisa séria comigo, teria planejado alguma coisa legal ou comprado nem que fosse uma rosa de 1 dólar, mas não, o que ele tinha em mente era ter só mais uma foda comum, como se fosse qualquer outro fim de semana. Final da história: palhaço demitido!!!

Li uma reportagem hoje muito interessante “Porque eu não consigo namorar?”. E o que os psicólogos dizem é o que todos nós já temos uma idéia mas não abrimos o olho pra verdade: o auto boicote, pelo medo de sofrer ou esperar a pessoa perfeita, afastamos invonluntáriamente os bons pretendentes. Clique no link e dê uma lida.

Bom, para aqueles que namoram, um feliz Dia dos Namorados, para os solteiros, um feliz flerte, mas o que não desejo para ninguém é um Dia dos Namorados que nem o que eu tive esse ano, Aff!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Feriado prolongado na praia, eeeita nois!


No post anterior eu comentei sobre a chegada do Verão, e ele nem chegou, mas o calor já está dando as caras e eu aproveitei esse ar da graça plus o feriado prolongado (que caiu na segunda) para conhecer uma das praias mais próximas por aqui, que é a Ocean City em Maryland.

Uma amiga deu a idéia de ir pra lá, mas foi meio em cima da hora então os hoteis já estavam todos lotados. Mesmo assim, topei ir com ela e mais uma amiga francesa na loucura e dormir no carro mesmo, afinal iriamos ficar só do domingo pra segunda mesmo e eu ainda falei brincando “dá nada não, a gente conhece uns gatinhos e dorme na casa deles”, mal eu sabia que o plano daria certo.

Chegamos lá a tarde no domingo e encontramos uns amigos meus brasileiros na praia, eles estavam num hotel desde sexta, ficamos curtindo a praia e depois eles nos emprestaram o banheiro para tomarmos um banho, nos trocamos lá e fomos pra uma tal de balada chamada Seacrets, já tinhamos sido alertadas que o lugar era muito massa e que deveriamos chegar cedo porque depois de um certo horário a fila era gigantesca. Cheguei no lugar e não acreditei, era mesmo enorme, muitos ambientes, bandas ao vivo, pista de dança, barsinhos na praia com mesas dentro da água, era simplismente o paraíso, nem em Miami vi um lugar parecido. E ainda fica aberto o dia inteiro até às 2 da manhã, chegamos lá às 19h.

Quando o lugar começou a encher mais, eu e as meninas descidimos dar uns roles pra apreciar os tchutchugethers. Eu tava sóbrea, mesmo bebendo pra caramba não senti brisa nenhuma, mas já estou frequentando as aulas de "Seja cara de pau sem beber" então resolvi parar de gastar e mexer com os carinhas sóbrea mesmo. E foi nessa que passando por um barsinho, avistei uns belezinhas sentados numa mesa, vi que eles olharam então não pensei duas vezes, puxei a brasileira e a francesa e logo fui falando “Hi Guys, what's up?” e eles nos convidaram para sentar na mesa com eles.

Papo vai, papo vem, contamos que iriamos dormir no carro, eles ficaram indignados e logo ofereceram um serviço de quarto completo: cama, lençol, travesseiro, toalha e chuveiro. Disseram que não eram pervertidos e que dormiriam no chão pra gente dormir nas camas. Arram, sei viu!!! Mas anyway, eu jamais deixaria uns belezinhas daqueles dormirem no chão. (hUAShaushahshahaUAh)

Ficamos o resto da baladas com eles, depois do papo na mesa fomos dançar, foi ai que eles nos pagaram uns shots e me deu um calor que eu dei uma de americana e começei a dançar que nem elas (um jeito, vamos dizer assim, abusado) com o belezinha que eu já tava de olho, e nessa a gente se beijou. A minha amiga brasileira beijou o outro belezinha, e a francesa acabou beijando nosso amigo brasileiro (pq o terceiro amigo dos tchutchugethers era um mole e não chegou nela hAsuhaUShuHSA).

Quando a balada acabou, lá vamos nós para o apê dos tchutchugethers – anexo: lembrem-se, a cultura aqui é completamente diferente, a maioria dos caras são mega respeitadores, eles não te tocam enquanto vc não deixar claro que está a fim, e ir pra casa de um cara que vc mal conhece não significa que vc quer dar pra ele, qualquer dia vou escrever um post só contado sobre isso – chegando no hotel que eles tavam, tinha uma cama de casal e um sofá cama. Minha amiga deitou na cama com o peguete dela, e eu deitei no sofá cama, quando fui ao banheiro e voltei o carinha que eu tinha pegado disse que iriamos dormir eu, ele e a francesa juntos, pensei “beleza, não vou deixar a menina dormir no chão, mas se ele ta pensando que vai pegar as duas tá muito enganado”, percebi que ele era meio jerk, mas não estava ligando, só queria me divertir mesmo.

Na manhã seguinte, eles foram embora (eram da Pennsylvania) e a gente resolveu ir pra Seacrets de novo. MelDeus! Aquele lugar é mais paraíso de dia do que à noite, só gatos, avistei um que era um Deus Grego, passei sorrindo pra ele e foi moleza pra puxar conversa, e eu não tava bêbada de novo (tô seguindo direitinho a cartilha das aulas). Ele até nos convidou para ir na piscina do hotel dele, mas descidimos não ir porque já tava tarde e precisavamos pegar a estrada de volta.

No fim, cheguei em casa às 11 da noite, super cansada, mas muito satisfeita com a aventura. Esse Verão promete!!!

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