segunda-feira, 29 de março de 2010

Os pais que tenho.



Eu com 1 ano de idade curtindo um som haha

Não nasci em berço de ouro e meus pais nunca puderam me dar luxos. Estudei a vida toda em escola pública, e pra ter roupinhas da moda e fazer facu eu tinha dois empregos de telemarketing. Mas nunca tive motivo pra reclamar, sempre tive casa, comida, roupa lavada, passeios, alguns brinquedos, nada de exageros, mas tinha. Desde que comecei a trabalhar nunca precisei ajudar em casa, meus pais sempre diziam "Queremos que vc trabalhe para bancar suas coisas e seus estudos, dentro de casa a gente segura a onda".

Minha mãe é uma pessoa que não teve
muitas oportunidades na vida, quando ela se formou na faculdade eu tinha 12 anos já. A admiro muito, ela é muito esforçada e trabalhadora. Ela não desiste fácil de algo que quer, ela sempre deu um jeito de driblar as dificuldades e correr atrás. Eu me espelho nela sempre que quero alguma coisa, eu puxei ela nesse ponto, eu sempre vou até o fim quando quero algo.

Meu pai já é mais rebelde, mas mesmo sendo cabeção às vezes, eu não trocaria ele por nenhum outro pai nesse mundo, eu também o admiro muito. Nunca conheci um cara tão inteligente quanto ele, pode perguntar pra quem o conhece, ele é patricamente uma enciclopédia ambulante. Sempre me orgulhei quando, na escola, a professora falava sobre algum assunto e eu já sabia porque meu pai já tinha me falado a respeito. Quando eu tinha dúvidas de qualquer coisa, eu recorria a ele, porque eu sabia, que mais do que qualquer outra pessoa, ele saberia me explicar. Além disso o cara é criativo e engraçado a beça. Ficar cinco minutos do lado do meu pai, é risada na certa. E as piadas dele são as melhores, o senso de humor dele crítico e sarcástico é de fazer qualquer um mijar de rir.

Os dois são de tirar o chápeu. Eu posso chegar pros meus pais e ter uma conversa aberta sobre qualquer assunto que nossas opiniões vão bater, claro que entre uma coisa e outra rola uma discordância, pelo fato eu ser de filha deles, de uma geração mais moderna etc e tal, mas no geral tudo bate, porque eles são cabeça aberta, tem senso crítico e opinião pra tudo.

Apesar de algumas dificuldades, que é uma coisa que não tem como escapar na vida, eu agradeço muito pela minha criação. Eu sou feliz pela pessoa que sou, e vejo que tudo em mim é reflexo dos meus pais, desde o meu modo de pensar até o meu gosto musical, desde criança meus ouvidos já foram afinados para escutar boa música. Inclusive, minha irmã me mandou um recado no orkut, que foi o que me inspirou a escrever esse post. Enquanto crianças por ai vivem catarolando Rebolation, eu cantava Titãs:

Recado da minha irmã no meu Orkut:

"a mae para aqui do meu lado agora e fala 'olha o que tata cantava quando era pequena': 'áatu, sai du buáacu, la la, aãnha sai du sapatu, balata sai do igoto, la la úú cidadão cilivizado'... vc com certeza n lembra."

quinta-feira, 25 de março de 2010

Que macabro, eu heim!!!


Nunca tinha parado pra pensar porque os filmes de terror e suspense americanos são tão cabreiros, tem uns filmes trash claro, mas já assisti muitos que tiraram meu sono,
tipo "Os Espíritos", "Os Outros", "Atividades Paranormais" e "O Exorcista". Esse último muita gente acha um lixo, mas eu tenho um trauma desse filme. Quando eu tinha por volta dos 10 anos, eu enchia o saco dos meus pais que queria assistir, eles me alertaram que era assustador, mas eu pentelhava. Um dia eles deixaram, fiquei 1 semana sem dormir e até hoje fico impressionada quando assisto.


Nas primeiras semanas de Estados Unidos já conclui que o lugar é meio macabro, jurei nunca assistir um filme de terror aqui, tudo que eu via parecia que eu estava dentro de um filme por causa dos porões das casas, onde geralmente acontecem os assassinatos ou são mal assombrados, as estradas escuras, onde os maníacos perseguem as vítimas, os caras esquisitos com cara de psicopata tipo Buffalo Bill, do filme "Silêncio dos Inocentes", os trituradores nas pias da cozinha, que sempre trituram os dedos da galera etc.

Já vi e passei por cada uma que gelou minha espinha. Como uma vez que eu me perdi indo pro curso. Muitos lugares não tem iluminação pública, e fui parar numa estradinha escura que parecia "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado", pra piorar ainda me aparece um veado no canto da estrada.

Outro dia fui numa igreja ver uns cursos de inglês (dica pra quem vem pra ca: as igrejas oferecem cursos de graça). A tal igreja era tão grande que eu e minha amiga nos perdemos, de repente, estavamos na frente de um cemitério (detalhe, era noite). O jardim da igreja era um cemitério e ainda por cima tinha uns bancos de frente pro cenário, com qual intuito? Pra galera sentar e ficar observando as covas?

Outro dia lendo o jornal notei que existe uma sessão que anuncia os mortos da semana pela região e ainda com a foto da pessoa pra o leitor lembrar bem da cara do falecido, li também uma reportagem de um assassino estuprador que atacava desde 1993 e até hoje ninguém conseguiu pega-lo e, pra piorar, ele tava atacando aqui na Virginia.

Também reparei que existem casas funerárias e lojas de "artigos para mortos" em cada esquina. Outro dia, andando na rua, passei em frente de uma loja que vendia lápides e elas estavam expostas na calçada para os clientes poderem escolher.

Ah, sem contar os barulhos esquisitos nas casas, fui dormir na casa de uma amiga, de madrugada ouvi um portão bater a cada uma hora, passei a noite inteira matutando que raios um fdp de um fantasma tava batendo um portão de madrugada, no outro dia ela me disse que era o aquecedor, a casa é muito velha e o aquecedor uma antiguidade. Aff!!!

Mas não são só os cenários de filme que assustam, o povo também é bizarro. Reparei uma foto de um bebezinho "dormindo" na estante da sala na casa da minha host family.  Depois descobri que a foto do bebe era um filho que eles (a familia) tiveram mas nasceu morto.

Vi um cara certa vez no Burguer King, barbudo usando um jeans bem surrado e uma bota marrom, bem jeito de psicopata, o cara me deu uma olhada tipo "arram, próxima vítima" peguei meu lanche e vazei correndo dali.

A minha vizinha da frente é uma velha, toda vez que eu to saindo à noite, a velha tá na porta parada com um cigarro na mão, a primeira vez que vi pensei que fosse uma assombração.

Mas a gente acaba se acostumando com essas coisas e até já assisto filmes de terror, não me sinto mais dentro deles e não tenho mais medo. As estradas escuras, os trituradores de pia, as casas funerárias e as esquisitisses já viraram parte do meu cotidiano. Agora eu sei porque nos filmes quando a assombração tá atrás da porta, a vítima sempre insiste em abrir-la pra ver o que é, ao invés de sair correndo, porque bizarrice é tão normal para os americanos que isso não os temem.

terça-feira, 23 de março de 2010

Não tem como fugir


Ultimamente o que mais tenho desejado é estar de volta no Brasil, o motivo não é nenhum problema com meu trabalho, apesar de eu ter que cobrar meu pagamento toda vez porque se não eles esquecem, não estou de cara virada com a minha host family, pelo contrário, eles estão sendo super de boa por eu estar fazendo muitos extras, e compreensíveis pelo fato de que não tenho muito tempo pra participar da família, depois de conversar com eles sobre isso vi que eles entendem que salário de Aupair é uma piada e por isso que eu trabalho tanto.

As Aupairs que conheço que desistiram do programa, o motivo foi não ter dado certo com a família, nunca ouvi histórias de Aupair que foi embora porque estava com saudade do namorado, da família, da comida brasileira ou porque simplismente enjoou dos Estados Unidos. Mas é muito complicado quando você enjoa ou a saudade aperta muito, e é isso que tem acontecido comigo.

Algumas coisas acontecem que eu penso "Pô, se eu tivesse no Brasil, não teria que passar por isso". É especialmente complicado porque a gente tá aqui sozinha, mesmo que sua host family seja bacana e que você faça muitas amizades, NADA se compara com suas verdadeiras amizades e a família no Brasil. Ninguém vai te ajudar ou lembrar de você quando você precisar, aqui é você e Deus.

Já enjoei também de tudo por aqui, das baladas, dos restaurantes, das pessoas, ou seja, de tudo. Essa área onde moro é muito boa então não posso reclamar de tudo, mas pra quem é de São Paulo, que está acostumada a ter entertenimento 24 horas de segunda a segunda, aqui é um lixo.

No meu primeiro ano inteirinho, eu não tive homesick, senti saudades claro, mas nunca desejei que o tempo passasse logo pra eu voltar pra casa, coisa que tenho desejado, mas eu sei qual é o problema: É O SEGUNDO ANO COMO AUPAIR. Como já comentei em outro post, eu já estou calejada e não tenho mais paciência com certas coisas aqui, só estou aliviada porque eu ouço isso de todas as Aupairs que estão aqui por mais de um ano.

Acho que pensando tanto nisso, tive um sonho essa noite que me deu uma acordada. Apesar de tudo isso, NÃO se preocupem, vocês que estão no Brasil, não verão minha cara mais cedo não. Enquanto o problema é só saudade eu ainda vou levando. Bom, no sonho eu estava chegando no aeroporto de Garulhos, me esperando tava só a minha irmã, ai eu disse "Nossa, fulado, ciclano, beltrano disse que viria e nem o pai e a mãe tão aqui". Ai ela respondia "Tata, se liga, tamo no meio da semana o povo tem mais o que fazer né?".

Saimos do aeroporto e lá estava minha azeitona preta (meu carro) estacionado, ai minha irmã me deu a chave e disse "toma, é seu de volta". Eu toda feliz, sentei no banco no motorista muito empolgada para dirigir finalmente o meu carro sem me preocupar com nada, eis que eu não conseguia nem sair da vaga, motivos: direção não-hidráulica (volante DURO para cassete), janelas que abriam à manivela, marcha manual e embreagem num trânsito de neoróticos. Travei e passei o volante pra ela de volta.

Ao chegar em casa era uma alegria ver a minha família de novo, minha mãe tinha feito um banquete, mas eu comia e passava mal, não descia nada. Ai eu saia com a minha
irmã e ela parou pra comprar sei lá o que, e eu não aguentava ficar lá porque ela tinha estacionado perto de uma valeta que fedia esgoto, no caminho de volta pra casa minha rinite atacou e eu não parava de espirrar de tanta poluição, meus ouvidos doiam com as buzinas dos carros, eu ficava pasma com as favelas e com as pessoas mendigando na rua e ao voltar pra casa minha mãe dizia "Vc não tem mais quarto, vai ter que procurar lugar pra dormir". Era uma sensação horrível estar de volta ao Brasil, eu não aguentava a podridão do lugar e eu parecia não pertencer ali mais.

Enfim, não adianta querer apressar as coisas, tudo tem seu tempo, e me toquei que, não importa o que eu faça ou onde eu esteja, eu sempre terei que enfrentar problemas.

domingo, 21 de março de 2010

Rapidinhas: Pérolas dos artistas circenses!


Oi Gente, acabou mais um fim de semana, ainda bem, porque o meu foi uma bosta, mas não vim falar sobre isso. O assunto é outro:

Lendo o blog Homem é Tudo Palhaço, li uma frase que achei interessante:

"Homem é tudo palhaço, se não me faz gozar, pelo menos me faz rir"

Pensando nisso, comecei a coletar algumas pérolas que já ouvi de alguns tradicionais artistas circenses.




Consersando no MSN com um palhaço, que eu já peguei, ele me solta a seguinte piada:

Palhaço: Sua irmã é uma gracinha heim
Eu: Claro, é da família.
Palhaço: Ela tem namorado?
Eu: Na boa, não rolaria nada heim
Palhaço: Por que? Você não deixaria?

Mal sabe ele que não pegaria ele de novo nem pintado de ouro. ¬¬ !!!

Peguei um palhaço uma certa vez, e esses dias me deparei com o seguinte recado no meu Facebook:

"Oi menina, como vc está? Eu comprei uma moto"

Iiiiiiiii o Kiko? ¬¬

A seguinte vem de um palhaço que merece o prémio "Palhaço mais engraçado de 2010", que é o cara que queria fazer bacanal de brasileiras, eu já comentei aqui em outros posts, segue a piada:

Palhaço: Você é tão gracinha
Eu: Obrigada ^^
Palhaço: Sério, você é a mais linda de todas.
Eu: Obrigada de novo, mas se não me engano, você tá de conversinha com a minha amiga.
Palhaço: Mas depois que eu te conheci, me interessei mais por você.
Eu: éééé, mais eu não acho isso muito legal.
Palhaço: Eu acho normal, conheci ela, depois conheci você através dela e agora gostaria de sair com você. Nunca aconteceu isso com você?

Como diz as meninas do blog Homem é Tudo Palhaço "Achei tudo uma grande palhaçada"

Muito obrigada a todos que estão me seguindo e comentando. Boa Semana pra vocês ;)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Mulher Sem-noção!


Não costumo xeretar orkuts alheios, podem me chamar de mentirosa, mas das vezes que entro na net é pra ler blogs, responder e-mails, baixar músicas, atualizar minhas 350páginas (orkut, facebook, fotolog, blog, twitter), ou pra pesquisa em geral, então fico com preguiça de ficar clicando nas atualizações do povo. Mas outro dia eu estava preparando umas aulas, e fiquei de saco cheio de tanta pesquisa que resolvi dar uma pausa, logar no Orkut e ficar de bobeira. Vi algumas atualizações e resolvi clicar para xeretar, nessa de clica aqui, clica ali, cheguei num albúm de um indivíduo xis, xeretei todos os albuns dele e descobri que o indivíduo namora com uma garota siliconada.

Não, o problema não é o silicone, eu assumo que se tivesse grana e coragem até eu colocaria. O problema é que em TODAS as fotos a bonitona aparecia com a metade dos peitos pra fora. Claro que se a mulher tem um peitão, vai querer mostrar e tal, mas tem necessidade de usar um decote gigante numa festa em família?

Meu professor de inglês comentou outro dia que, as mulheres muçulmanas tem que andar cobertas porque o alcorão diz que a mulher é algo que desperta o desejo dos homens,
por isso elas tem que esconder sua sensualidade natural e a restringir ao seu marido e ao ambiente familiar. Acho isso primitivo, até parece que os homens vão agir como animais ao verem uma mulher na rua e vão sair atrás que nem cachorro no cio (apesar de existir homens que quase fazem isso).

Mas, que nem diz minha mãe, não precisa ser nem 8 nem 80. Já escutei umas coisas como "Ah, mas qual é o problema de mostrar o corpo? O mundo é livre". Pô, eu também concordo que o mundo é livre e que as mulheres devem sim usar roupa curta, BUT já ouviram a expressão "toda regra tem exceção"? Roupa curta e decotada usa-se, no meu ponto de vista (e acho que no ponto de vista de todas pessoas de bom senso), quando se quer chamar atenção ou quando é Verão, praia, piscina e os escambal. Chama-se mais atenção ainda se a mulher deixa a mostra o que mais tem de valor (peito, barriga, bunda ou pernas) e quando, as roupas curtas, são usadas por potrancas (mulheres corpudas). Por isso existem os lugares e ocasiões apropriados pra usar roupas chamativas.

Então, fiquei pensando eu: Com qual intuito essa guria tava usando um pedacinho de pano (de tão pequeno não dá nem pra chamar de blusinha) numa festa em família? Onde marcavam presença pai, mãe, vó, vô, tio, sobrinhos, cachorro e vizinho do rapaz? Inclusive, tinha uma foto da moçoila do lado da vovó, que a velhinha (tadinha) parece até intimidada com os melões da sem-noção. Falta de senso comum total da parte dela, e dele também, que poderia ter dado um toque que ela tava sendo convidada para uma comemoração descente em família e não pra uma micareta ou baile funk.

Ontem fui numa comemoração do St. Patrick's Day e tinha uma sem-noção igual a namorada do cara do orkut, usando um vestido que parecia mais uma blusinha, com a bunda praticamente de fora, num salto enorme, um cabelo loiro tipo Pamela Anderson e uma maquiagem bem de puta, tudo isso pra ir num bar meio baladinha sussa, numa cidadezinha sussa também. Pra quê? Tsc Tsc Tcs, só lamento!

Bom fim de semana pra todos ;)

terça-feira, 16 de março de 2010

Ah, vai pra piiiiiiiiii que te pariu, né?


O titulo do post é um palavrão sim, idai? E não me venha ser antiquado que quando a gente tá incorformada (o), só eles pra expressarem exatamente o que sentimos.

Deixando os caralhos, merdas e porras de lado, deixa eu explicar o motivo da revolta: HOMENS. Ah Haha(risadinha sem graça). Of course my horse! Desculpem meus amigos, eu deveria ter nascido um de vocês, só assim me livraria das palhaçadas que vocês adoram aprontar com a gente.

Eu sou vítima de patifaria masculina a toda hora, mas no momento não estou particularmente revoltada com nenhum engraçadinho, o que me inspirou mesmo a escrever esse post foi algumas coisas que já aconteceram comigo e com algumas amigas. Infelizmente não posso narrar os absurdos, vulgo historinhas,das minhas amigas porque não desrespeita a mim, sendo assim, não quero expor ninguém e nem arrumar encrenca com os envolvidos. E as que aconteceram comigo, uma eu não posso contar e o resto eu já postei por ai. Mas, vamos à minha reflecção sobre o assunto:

Eu nunca quis colocar a culpa nos homens, eu gosto de ser justa, porque tanto homem quanto mulher são seres humanos e consequentemente cometem erros, mas uma coisa é fatíssimo (palavra que não existe, mas quero que se foda o português agora também) existem muito mais mulheres trouxas de homens do que o contrário. Comece pela sua própria família, quem já traiu ou você acha que trairia: seu pai ou sua mãe? Garanto que a maioria vai responder o pai.

Vou começar citando alguns velhos amigos meus: Um deles namorava e tinha duas amantes. O outro que trabalhava comigo, era noivo e fazia a rapa lá no trabalho. O outro namorava e continuava de tititi com a ex. O outro comeu a prima da namorada. O outro xaveca a amiga da namorada. Bom, esses são os que eu me lembro agora, e não é mentira isso não, tem pessoas que vão ler isso aqui e vão saber exatamente de quem eu estou falando.

Eu já fiz um post especial contando os meus desastres amorosos, quem leu sabe que eu fui a escolhida, através de um sorteio entre 9 bilhões de pessoas(que é a população mundial segundo estatisticas da Veja), para ser cobaia do cupído quando ele estava aprendendo a usar o arco e fleixa. Então neeem preciso dizer aqui as palhaçadas que eu já fui vítima, né??

O que fazer para evitar esses aborrecimentos causados pelo sexo masculino? Opções:

a) Não se envolver mais com homens. (possível só para lésbicas)
b) Se internar num convento e virar freira. (é, acho que pra quem já conhece o pecado, fica meio difícil)
c) Ser uma vaca e adotar o lema "pegue mais não se apegue". (Essa não é cem por cento garantida, mas é a solução comprovada até hoje que mais deu resultados)

Pior que eu já tentei fazer isso, mas eu não tenho a piranha dentro de mim (como diz uma amiga), como algumas mulheres têm. Deixa eu explicar, quando vc tem o espírito da piranha encostado, é incrível como nenhum cafajeste cola em você. Agora quando é a santinha, só pilantra que aparece.

As minhas tentativas de ser vaca foram milhares, mas nenhuma funcionou. Já falei na cara de um que eu estava dando pra outro, já quebrei chamada, já ignorei mensagens no celular, já fiquei com um e dei bola pra outro na cara do imbecil. E NADA disso adiantou, no final quem acaba sendo a imbecil sou eu. Eu acho que eu não sei ser vaca, preciso de um curso.

Enfim, enquanto eu matuto aqui o que eu estou fazendo de errado, quem souber de algum cursinho entitulado "Seja uma Piriguete", "Aprenda a ser uma vaca em 10 passos" ou "Saiba afastar os cafajestes, sendo mais cafajestes do que eles", por favor, me avisem ;)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Qual é o destino de uma Au pair?


Durante a experiência como Au pair, a gente passa por uma fase de começar a comparar a vida aqui e a vida no Brasil, não preciso nem dizer que a vida aqui é bem mais fácil, ganhar dinheiro, comprar, viajar, ter carro, viver com conforto, tudo exige menos esforço. Fora que a segurança pública da de 100 a 0 no Brasil. Questiono eu, quem não gostaria de morar num lugar assim? Quando vc está uma vez aqui, fica pensando numa forma de ficar, de não ter que enfrentar a dificuldade de novo de que é a vida no Brasil. A gente fica inconformada com a tamanha diferença que é o desenvolvimento entre os dois paises.

Pois então, eu passei por essa fase, de revolta com o Brasil, quando estava mais ou menos no meu sétimo ou oitavo mês de Aupair. Fiquei pensando em formas de trocar meu visto, de estudar e trabalhar aqui e tudo mais. Conheço muitas Aupairs que ficaram, mudaram o visto para estudante ou casaram. Comecei a pesquisar como funcionava os esquemas pra ficar, até então só uma coisa eu tinha certeza: ilegal eu não fico.

Conversei com uma porrada de gente, pesquisei na net, analisei as situações, avaliei os prós e contras e cheguei numa conclusão que não era tão fácil quanto eu imaginava. Aqui vai uma idéia de como funciona:

Meu visto é de trabalho e estudo. Que dá direito de ficar até 1 ano com uma família regularizada no programa de Aupair, no final desse 1 ano, se vc quiser pode estender pra mais 6, 9 ou 12 mêses e ficar mais esse tempo legal no país. No fim de tudo, tem que voltar. Quando meu primeiro ano acabou, achei que passou tão rápido que acabei estendendo por mais 1 ano.

Muitas Aupairs trocam o visto para estudante, que funciona o seguinte: primeiro tem que ter um sponsor (que é uma pessoa que vai provar que tem uma grana preta no banco e ser reponsável por vc), ai vc se matricula numa escola que dê o visto, pode ser Faculdade ou Escola de ESL (English as Second Language) e vc pega um visto que permite que vc fique no país até acabar seu curso. Detalhe: com visto de estudante não pode trabalhar, a galera trabalha ilegal.

Muitas começam a fazer facu porque assim já pega um visto de longo prazo, ou seja até o fim da facu, o problema é que pra bancar uma facu é caríssimo. O esquema que elas fazem é arrumar uma família americana que seja seu sponsor, e assim vc trabalha como nanny deles, tem todos benefícios que uma Aupair tem (mora com eles, tem comida, carro, cel etc) e eles pagam um salário muito maior que o de Aupair e vc tem condições de pagar sua facu, ou algumas famílias também oferecem de pagar sua facu e pagar um salário inferior, o que dá na mesma. Essa foi uma opção descartada por mim, primeiro porque eu não aturaria olhar criança e morar na casa dos outros por mais 4 anos. Segundo que eu já sou formada, estou com 26 anos, ou seja, um pouco velha pra começar tudo de novo, eu preciso me inserir no mercado de trabalho, se eu for esperar terminar outra facu pra fazer isso, vou estar com 30 anos, super velha pra começar uma carreira do zero, nem pensar!

Fiquei sabendo que era possível mandar traduzir o diploma e eles aceitavam aqui. Ai pensei, poxa eu poderia mandar traduzir meu diploma, procurar um emprego bacana,
conseguir um visto de trabalho e quem sabe, fazer um mestrado. Rárá! Sonho meu, sonho meu! Não conheço ninguém que fez isso. Estrangeiro aqui só presta pra ser mão de obra barata, então, o máximo que eu conseguiria era um emprego de garçonete, ganhar um dinheirinho com as gorjetas, mas ter que bancar aluguel, comprar carro, comida, e contas. Outro esquema inviável.

O último esquema que sobrou foi: Casar! Esse esquema ai é o mais popular entre as Aupairs, conheço meninas a rodo que casaram. Na minha época de revolta com o Brasil,
pensei, se eu arrumar um namorado que eu goste eu caso sem dó quando estiver acabando meu programa de Aupair, ai viro cidadã arrumo um emprego bacana e pronto.
Mas, isso também não é tão fácil, primeiro que arrumar um cara que eu goste tá difícil (eu nunca casaria por interesse), segundo que eu jamais pensei em casar primeiro e depois ter sucesso profissional, terceiro que para conseguir o Green Card, o cara que vc casou tem que provar que tem grana suficiente para te bancar e uma série de coisas burocráticas.

Conheço um caso de uma Aupair que, começou a namorar um americano, o cara era um universitário duro. A "esperta" engravidou, depois casou, mas o cara não tinha grana pra bancar nem um aluguel pra eles morarem, a host family dela (por sorte) deixou o casal morar no porão e continuar trabalhando pra eles mesmo ela estando grávida, é claro que essas horas ela já tinha sido expulsa do programa de Aupair. Não sei mais o que aconteceu, só sei que tava complicado pra ela pegar o cartão verde dela porque o cara é um pé rapado e, como eu falei, esse negócio de pegar cartão verde é um pouco burocrático.

Depois de analisar bem essa possibilidade, pensei, isso não é pra mim, não adinta forçar a barra. Eu sou extremamente ambiciosa, o meu sonho é ser uma profissinal bem sucedida, e quem sabe até influente. Não me imagino dona de casa e ainda sendo sustentada por marido, ou me enfiar numa furada que nem essa menina que citei. ESQUEMA DESCARTADO!

O que me sobrou agora? Bem, tirei da minha cabeça essa idéia de ficar aqui pra sempre a um tempo já, porque acabei percebendo que era uma fase de revolta mesmo e que cada um tem algo na vida a seguir, se as coisas não estão favorecendo pra eu ficar forever, não é pra ser. Eu sinto de coração que tudo que acontece tem um porque e no fim é só pra sermos felizes mesmo, cada Aupair sabe o que será melhor pra ela, e no meu caso, não é um Green Card que vai me fazer feliz.

terça-feira, 9 de março de 2010

Random...


Minha meta é atualizar o blog pelo menos 4 vezes por mês. As últimas semanas tem sido super busy, por isso, não estou parando pra escrever. Além de eu estar super
atarefada com muitas coisas que estão acontecendo (já já eu conto). A única coisa que tem passado pela minha cabeça é um fato/coisa/problema que não posso escrever about it.
Então isso tem dificuldado minhas inspirações, mas vou contar um pouco do que tem acontecido nas últimas semanas.

Estou super atarefada ultimamente porque surgiram algumas oportunidades e estou me virando em dobro pra fazer tudo. Tenho sorte com minha host family porque eu trabalho
pra eles 3 vezes por semana, e só às vezes, eu trabalho mais que isso, ou seja, tenho a lot of free time. Uma amiga minha brasileira, sabia disso e é professora numa Ong que, em parceria com mães brasileiras da Virginia, possuem uma escolinha de Português, o intuito é que filhos de brasileiros que moram nos Estados Unidos possam ter contato com a língua e a cultura brasileira. Ela me indicou lá e comecei a dar aula de Português às quintas-feiras para uma turminha de 3 anos, foi super desafio, mas adorei, na semana seguinte a Diretora da Ong me convidou para assumir outra turminha de 4 anos aos sábados, aceitei o desafio de novo. Faz duas semanas que estou lá e estou adorando, as crianças sugam minhas energias, mas é MUITO gratificante quando a gente percebe o resultado, ensinei uma musiquinha pra eles uma vez, na segunda aula já estavam todos cantando, até aqueles que não falam português at all já sairam cantarolando "Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar...". Está sendo uma experiência maravilhosa.

Fora isso, conheci um casal que tem um filhinho de 1 ano e meio, eles me chamaram pra cuidar do menininho nos dias que eu tenho de folga com a minha host family, comecei essa semana. Conclusão, estou trabalhando em 3 empregos (hahahahhaha), jamais pensaria que eu teria todas essas oportunidades, mas uma coisa é fato, fui atrás de tudo isso, sou ambiciosa, não aguento ficar parada, se eu tenho qualquer tempo livre eu tento me ocupar, principalmente se for pra ganhar uns dólares a mais. É desgastante trabalhar tanto, mas eu aguento o tranco, penso "Se eu aguento badalar a noite toda, porque não aguentaria trabalhar?" E assim vou levando.

Mudando do trabalho para a badalação, esse fim de semana fui numa festa brasileira numa balada em DC. Bebi uma caipirinha que um amigo levou, mas o efeito durou pouco e logo comecei a ficar bored, ainda mais quando começaram a tocar Bruno e Marroni, deitei num sofá e dormi, foi ai que percebi o quanto eu estava cansada. Eu também não me empolguei muito porque a banda só tocava os lixos brasileiros: forró, pagode, sertanejo, axé, coisa que eu não curtia no Brasil, muito menos aqui. Os meus amigos que tavam lá, alopraram muito, dançaram e tiraram sarro, mesmo a música sendo ruím, mas é que além de estar cansada eu não tinha álcool suficiente no sangue pra entrar no clima deles, I mean, pra mim, quando o DJ/Banda são ruíns, só bêbada pra aguentar. No fim das contas, as fotos que registraram esse fim de semana foram eu dormindo e babando no sofá da balada. (hAUshUAShuAshuAsh)

Outra coisa que aconteceu que eu preciso contar é, aquele cara que eu mencionei no post "Pra cima de muá?", ainda tá na área, quer dizer, estava, porque depois dessa foi deletado de vez. A história foi a seguinte, eu e a minha amiga (vítima principal)resolvemos zuar com a cara dele, porque ele foi falar pra ela que estava chatiado comigo, ai peguei o número dele com ela e mandei uma mensagem bem tonta pedindo desculpa se eu havia o ofendido. O belezinha abriu as asinhas de novo (sabia que ele faria isso) e teve a cara de pau de me chamar pra jantar, além disso, no dia anterior ele deixou um recado no Facebook da nossa outra amiga (uma terceira) dizendo que a achava muito bonita. NÃÃÃÃO, esse merece uma surra!

Está confusa a história? Ok, vou explicar a bagunça, o que acontece é o seguinte: esse mané conheceu a minha amiga, começou a flertar com ela, ai me conheceu, me adicionou no
Facebook e começou a me xavecar, logo em seguida, ele adicionou a nossa outra amiga (que é essa terceira que ele deixou o recado no Facebook, dizendo que ela era linda).

Conclusão, eu respondi a mensagem do jantar bem grossa: "I'm not interested, thx anyway". O bicho virou uma arara que até me xingou. Pensa no sangue que subiu na minha
cabeça. Eu não deveria neeem ter dado mais corda, e nem essa mensagem deveria ter respondido, mas não aguentei, respondi o otário perguntando como ele ousava a falar
comigo daquele jeito, sendo que ele nem me conhece, que as pessoas que eu saio sabem que eu não sou nada do que ele falou, que eu não precisava provar nada pra ele, que
eu não devia satisfação de nada para um fucking jerk and loser, e que ele tava bloqueado e deletado de tudo. Depois dessa, o bichinho ficou mais puto que uma arara e me mandou 5 mensagens seguidas, que eu neeeem tive o trabalho de ler. Aaah, como eu queria que esse babaca tivesse no Brasil, eu ia chamar um monte de amigos pra dar uma surra nele pra ele aprender como se fala e como se trata uma mulher. Sem comentários!

Então são essas as novidades, apesar de ter aquele fato/coisa/problema, que eu mencionei, na cabeça martelando a toda hora, eu prometo me concentrar mais para contar as estripulias de uma Aupair chamada Mari Proença.

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Festa estranha, com gente esquisita..."


Fui numa house party final de semana passado que foi muito comédia de tão bizarro. Eu estava de carona, uma amiga se propôs dirigir, deixei meu carro na casa dela e de lá fomos, pensei "eba vou poder beber um pouco". Quando chegamos na festa, não estava muito cheia, e não tinha nenhum tchutchugether. Pensei em beber umas brejas e ficar sussa só curtindo, só que as brejas estavam quentes.

Como esse povo é burro (na America em geral), vários montes de neve na rua e no jardim, o povo ao invés de enfiar as brejas na neve, eles iam colocando as brejas que o povo ia trazendo num cooler. Meo, cooler é pra manter a merda gelada e não para gelar uma breja que tá choca. E lá vai eu e a minha amiga na rua enfiar as brejas na neve.

Nessa bebi 3 long-necks, e deu vontade de fazer xixi. Eu já tinha ido no banheiro assim que cheguei na festa, e reparei que a tampa do vaso tava levantada e tinha uns pentelhos grudados no vaso (Ecaaaa!!!). Depois das brejas, fui no banheiro de novo, percebi que eu não conseguia mais me equilibrar pra fazer xixi em pé, apesar da pouca quantidade, os efeitos do álcool já tinham começado, parei na frente da privada e fiquei pensando "Eu quero fazer xixi, só que eu tenho certeza que tinha uns pentelhos nessa privada" - Anexo: eu não estava mais vendo os pentelhos! - Mas, eu não conseguia me equilibrar, fiquei parada de frente pra privada, falando comigo mesma "Mari, como vc vai fazer xixi ai? Ta cheio de pentelho nessa privada". Ai tirei o casaco, pendurei na porta, baixei, segurei as calças pra frente e pensei "Vou fazer uma acrobacia aqui, se o xixi escorrer pelas pernas, pelo menos eu não sentei nos pentelhos". E assim a difícil missão de fazer xixi bêbada foi completa com sucesso. Ufa!

O lugar era uma townhouse, são casas que o dono aluga os quartos para estudantes, tipo pensão. Geralmente essas casas são precárias, banheiros toscos, cozinhas pequenas, quartos frios etc. As que não são precárias, são bem simples, mas tem um pouco de conforto, pelo menos. Que não era o caso dessa casa que fizeram a house party. Aupairs, que estão acostumadas a morar nos casarões das hosts families, quando se depara com uma casinha humilde não se sente a vontade. Fiquei imaginando, como o pessoal que morava naquela casa aguentava tomar banho naquele banheiro sujo e comer naquela cozinha mais suja ainda.

Depois de um tempinho que estava na festa, descobri que era uma festa de nacionalidades, tinha franceses, brasileiros, chilenos e sei lá mais o que. Tava ai explicado porque não tinha nenhum tchutchugether na festa (hUHASuAhAsuhasha). De repente, chegou um cara gracinha, eu e as minhas amigas concordaram que ele era o único que se salvava ali. Mas o cara não dava confiança pra ninguém. Eu tava de boa, nem me atrevi a jogar nenhum xaveco furado, até porque o cara nem olhou pro meu lado e as meninas estavam pagando um pau e o viram primeiro, não cogitei possibilidade nenhuma, tava sussa mesmo.

Nós fomos em 7 meninas, 6 brasileiras e 1 francesa, não que eu seja nenhuma Miss, aliás tô bem longe disso, mas vamos combinar que a francesinha era esquisitinha. Pois não é que a guria prendeu a atenção do gracinha e ficou conversando com ele mô tempão, não pegou, mas saiu de lá pra ir pra uma balada acompanhada dele e do amigo dele. Até apostamos se ela ia pegar o cara, mas não tive contato mais, então não sei. Eu apostei que ela não pegaria, porque, percebi que o cara era meio estrelinha ou namorava, não vi ele dando trela pra nenhuma menina, só conversando de boa, o amigo dele era bem feinho e não desgrudava da francesa, pra mim quem queria pegar era o amigo feinho e o gracinha estava só dando uma força. Mas, de qualquer forma, ela foi mais esperta que as 6 brasileiras juntas.

A festa tava bizarra, cada figurinha. Tinha um cara magrelinho, baixinho, com cara de velho e com uma cicatriz no pescoço, que quando a minha amiga viu disse: - Nossa meteram a faca no pescoço dele. - Mijei!!! O coitado tava tão bêbado que não conseguia nem fechar o ziper da blusa, minha amiga fez a boa ação do dia e foi ajudá-lo. Uma outra francesa doida, começou a dançar Seu Jorge (uma das brasileiras tinha levado pra tocar) e desceu até o chão. Um francês disse do nada para gente em Português "Oi bonitinha, tapinha na bundinha", ele aprendeu isso quando foi pra Miami, inclusive ele ficou no mesmo Albergue que eu quando fui pra lá, a dona é brasileira. Mas esse ai era gente boa,até o adicionei ele no facebook. Um outro, que eu não sei de onde era, disse "Eu sou mané" pensando que estava falando "I have the swagga" (algo tipo 'Eu tenho o estilo'), confiram o vídeo:



Eu não passei da terceira breja, porque fui lá fora pegar uma na neve e ao parar e olhar brisadamente para a rua, percebi que a rua tava se mexendo, então pensei "Ops, melhor parar por aqui, porque pode ser que não de tempo da brisa passar antes de eu ter que dirigir de novo pra casa". Nisso o gracinha tava lá fora e puxei uma conversinha - vcs vão falar "Lá vai a xavequeira/piriguete"- mas não, como eu disse, estava de boa, troquei meia palavra e vi que ele tava bem na dele mesmo, por isso apostei que a francesa não ia pegar. O cara era americano, putz, o único que se salvava era americano, não tem jeito, esses manés perseguem! (hAuhaUhuahUASHUshasuhs)

Voltei pra dentro da casa e sentei no sofá e chegou um carinha meio perto, ai a minha amiga me vira e fala: - Mari, olha aquele loirinho ali, estilo surfistinha da Califórnia, vc não gosta? - Eu dei um look no cara da cabeça aos pés e falei: - Meo, ele não tem nada de estilo surfistinha, muito menos da Califórnia, aliás, que estilo ele é? - E ela respondeu: - Estilo palhaço! (HAUshUAshUShaUshAUShUASh Mijei)

Só tocava música latida na porra do baguiu (giria vinda da ZL de SP), ai vi o Ipod dando sopa e fui lá fuçar o que eles tinham de bom, achei CSS (ADOROOO), coloquei pra tocar, ai chegou um francês todo sorridente me falar "HI", quase caí pra trás, o cara tinha um túmulo na boca, porque fedia mais que esgoto aberto. Eu não queria ser seca, mas tive que ser um pouco porque não tava nem um pouco a fim de conversar com alguém com bafo de onça e ainda mais bêbado.

Eu e as meninas, sem a francesa, voltamos para casa mas a festa ainda não tinha acabado, ficamos meio de saco cheio porque tinha acabado as coisas engraçadas e resolvemos ralá peito (como diz os personagens do Cidade de Deus), mas valeu a beça, fazia tempo que não dava tanta risada. No caminho de volta, eu já fui falando pra elas "Gente, aguardem o próximo post do blog sobre essa festa bizarra".(hAUshaushUASHuahs)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Meu niver de 26 anos!


Horas durmidas: 4
Shots: 3
Cervejas: perdi as contas
Ligações recebidas from Brazil: 1
Ligações e mensagens no cel recebidas from USA: não sei bem ao certo, umas 10, sei lá.
Recados no orkut/facebook/fotolog/blog: não tenho idéia.

MUITO OBRIGADA A TODOS PELOS CUMPRIMENTOS!

Aeeeeh! Mais um ano de vida adicionado na minha bagagem, aumento notável dos cabelos brancos e os cantinhos dos olhos já começam a enrrugar. Sei que vocês vão pensar "Nossa, que exagero!!!" Pior que não é não! Segredo de Estado: eu já pintei meu cabelo uma vez por causa dos fios brancos que eu não estava mais dando conta de arrancar com a pinça. Tem dias, que eu paro na frente do espelho com uma pinça e fico brisando arrancando os malditos. E sobre as ruguinhas, ok, é um pouco de exagero sim, mas outro dia eu tirei uma foto sorrindo que os cantinhos dos meu olhos ficaram bem enrrugadinhos e nem fui eu quem reparou, foi a minha irmã que disse: - Nossa Tata, tá aparecendo rugas já em você, olha essa foto!! - Ai!! A foto com um cenário de neve tão bonito ao fundo, a minha cara de veia estragou!

Já me fizeram um comentário quando eu fiz 25 anos: - Mari, você já pode começar a usar o Renew da Avon. E esse ano a minha melhor amiga me disse que percebeu como os anos correm, depois que preencheu um formulário de sei la o que, que sempre tem aquelas perguntas que separa as idades por classes:

Quantos anos você tem?

a) 18 a 25
b) 26 a 30
c) 31 a 35

Ela se tocou que estava assinalando a letra B pela primeira vez (ela tem a mesma idade que eu) e se desesperou.

Bom, a data é triste, mas como é tradição tem que comemorar. Meu dia foi normal, quer dizer, um pouco corrido, como toda sexta-feira, começo a trabalhar bem cedo. Entre uma troca de frauda e outra, eu fiz chapinha no cabelo, as unhas e a sobrancelha, claro adiantando a preparação da balada a noite.

Fiquei off às 15h e corri para a casa de uma amiga para preparar uma aula que eu tinha que dar no dia seguinte - depois conto mais a respeito - fiz o que tinha que fazer e sai correndo para fazer um babysitter para a ex host family de uma amiga. Fui semi-pronta para a balada, quando os pais das crianças chegaram sai correndo pra encontrar as amigas. Cheguei atrasada e a galera já tava toda lá, havia convidado algumas pessoas para ir num bar/baladinha aqui perto.

Quase todo mundo que eu chamei foi, até minha amiguinha que se mudou laaaa pra North Carolina deu o ar da graça. Aqui tem uma tradição que a aniversáriante veste uma coroinha na cabeça e/ou uma faixa de "Happy Birthday" e o pessoal paga bebida pra você. Então, lá vou eu com a coroinha e a faixa para chamar atenção e ganhar os shots. Funcionou que foi uma beleza.



Depois dos shots na cabeça tudo começou a ficar mais engraçado, principalmente quando chegou um dito cujo que eu costumo ter um affair, mas não dá muito certo porque ele é player. Fiz pouco caso, e ele ficou me seguindo em todo lugar, a figura tava bem mais pra lá do que pra cá, foi um saquinho, mas eu adorei, porque nego achou que ia me levar pra casa e não conseguiu. (HasHUAshuAHsiuha) Enfim, até dancei no balcão do bar me sentindo no filme Show Bar. Foi muito legal!!!!



Hoje minha host family me levou pra jantar e fizeram um bolo, ganhei chocolates e maquiagem e meu menino de 7 anos fez um cartão super fofo, éssidois!



Apesar do tempo passar rápido e eu ter meio que medo de perder as coisas boas da vida que vivemos só até os 30, é bom ficar mais velha, mais experiente, mais vivida,
menos amadora. cada fase tem suas prioridades, e eu acho que estou fazendo um bom aproveito de cada ano meu de vida!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Os pais que tenho.



Eu com 1 ano de idade curtindo um som haha

Não nasci em berço de ouro e meus pais nunca puderam me dar luxos. Estudei a vida toda em escola pública, e pra ter roupinhas da moda e fazer facu eu tinha dois empregos de telemarketing. Mas nunca tive motivo pra reclamar, sempre tive casa, comida, roupa lavada, passeios, alguns brinquedos, nada de exageros, mas tinha. Desde que comecei a trabalhar nunca precisei ajudar em casa, meus pais sempre diziam "Queremos que vc trabalhe para bancar suas coisas e seus estudos, dentro de casa a gente segura a onda".

Minha mãe é uma pessoa que não teve
muitas oportunidades na vida, quando ela se formou na faculdade eu tinha 12 anos já. A admiro muito, ela é muito esforçada e trabalhadora. Ela não desiste fácil de algo que quer, ela sempre deu um jeito de driblar as dificuldades e correr atrás. Eu me espelho nela sempre que quero alguma coisa, eu puxei ela nesse ponto, eu sempre vou até o fim quando quero algo.

Meu pai já é mais rebelde, mas mesmo sendo cabeção às vezes, eu não trocaria ele por nenhum outro pai nesse mundo, eu também o admiro muito. Nunca conheci um cara tão inteligente quanto ele, pode perguntar pra quem o conhece, ele é patricamente uma enciclopédia ambulante. Sempre me orgulhei quando, na escola, a professora falava sobre algum assunto e eu já sabia porque meu pai já tinha me falado a respeito. Quando eu tinha dúvidas de qualquer coisa, eu recorria a ele, porque eu sabia, que mais do que qualquer outra pessoa, ele saberia me explicar. Além disso o cara é criativo e engraçado a beça. Ficar cinco minutos do lado do meu pai, é risada na certa. E as piadas dele são as melhores, o senso de humor dele crítico e sarcástico é de fazer qualquer um mijar de rir.

Os dois são de tirar o chápeu. Eu posso chegar pros meus pais e ter uma conversa aberta sobre qualquer assunto que nossas opiniões vão bater, claro que entre uma coisa e outra rola uma discordância, pelo fato eu ser de filha deles, de uma geração mais moderna etc e tal, mas no geral tudo bate, porque eles são cabeça aberta, tem senso crítico e opinião pra tudo.

Apesar de algumas dificuldades, que é uma coisa que não tem como escapar na vida, eu agradeço muito pela minha criação. Eu sou feliz pela pessoa que sou, e vejo que tudo em mim é reflexo dos meus pais, desde o meu modo de pensar até o meu gosto musical, desde criança meus ouvidos já foram afinados para escutar boa música. Inclusive, minha irmã me mandou um recado no orkut, que foi o que me inspirou a escrever esse post. Enquanto crianças por ai vivem catarolando Rebolation, eu cantava Titãs:

Recado da minha irmã no meu Orkut:

"a mae para aqui do meu lado agora e fala 'olha o que tata cantava quando era pequena': 'áatu, sai du buáacu, la la, aãnha sai du sapatu, balata sai do igoto, la la úú cidadão cilivizado'... vc com certeza n lembra."

quinta-feira, 25 de março de 2010

Que macabro, eu heim!!!


Nunca tinha parado pra pensar porque os filmes de terror e suspense americanos são tão cabreiros, tem uns filmes trash claro, mas já assisti muitos que tiraram meu sono,
tipo "Os Espíritos", "Os Outros", "Atividades Paranormais" e "O Exorcista". Esse último muita gente acha um lixo, mas eu tenho um trauma desse filme. Quando eu tinha por volta dos 10 anos, eu enchia o saco dos meus pais que queria assistir, eles me alertaram que era assustador, mas eu pentelhava. Um dia eles deixaram, fiquei 1 semana sem dormir e até hoje fico impressionada quando assisto.


Nas primeiras semanas de Estados Unidos já conclui que o lugar é meio macabro, jurei nunca assistir um filme de terror aqui, tudo que eu via parecia que eu estava dentro de um filme por causa dos porões das casas, onde geralmente acontecem os assassinatos ou são mal assombrados, as estradas escuras, onde os maníacos perseguem as vítimas, os caras esquisitos com cara de psicopata tipo Buffalo Bill, do filme "Silêncio dos Inocentes", os trituradores nas pias da cozinha, que sempre trituram os dedos da galera etc.

Já vi e passei por cada uma que gelou minha espinha. Como uma vez que eu me perdi indo pro curso. Muitos lugares não tem iluminação pública, e fui parar numa estradinha escura que parecia "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado", pra piorar ainda me aparece um veado no canto da estrada.

Outro dia fui numa igreja ver uns cursos de inglês (dica pra quem vem pra ca: as igrejas oferecem cursos de graça). A tal igreja era tão grande que eu e minha amiga nos perdemos, de repente, estavamos na frente de um cemitério (detalhe, era noite). O jardim da igreja era um cemitério e ainda por cima tinha uns bancos de frente pro cenário, com qual intuito? Pra galera sentar e ficar observando as covas?

Outro dia lendo o jornal notei que existe uma sessão que anuncia os mortos da semana pela região e ainda com a foto da pessoa pra o leitor lembrar bem da cara do falecido, li também uma reportagem de um assassino estuprador que atacava desde 1993 e até hoje ninguém conseguiu pega-lo e, pra piorar, ele tava atacando aqui na Virginia.

Também reparei que existem casas funerárias e lojas de "artigos para mortos" em cada esquina. Outro dia, andando na rua, passei em frente de uma loja que vendia lápides e elas estavam expostas na calçada para os clientes poderem escolher.

Ah, sem contar os barulhos esquisitos nas casas, fui dormir na casa de uma amiga, de madrugada ouvi um portão bater a cada uma hora, passei a noite inteira matutando que raios um fdp de um fantasma tava batendo um portão de madrugada, no outro dia ela me disse que era o aquecedor, a casa é muito velha e o aquecedor uma antiguidade. Aff!!!

Mas não são só os cenários de filme que assustam, o povo também é bizarro. Reparei uma foto de um bebezinho "dormindo" na estante da sala na casa da minha host family.  Depois descobri que a foto do bebe era um filho que eles (a familia) tiveram mas nasceu morto.

Vi um cara certa vez no Burguer King, barbudo usando um jeans bem surrado e uma bota marrom, bem jeito de psicopata, o cara me deu uma olhada tipo "arram, próxima vítima" peguei meu lanche e vazei correndo dali.

A minha vizinha da frente é uma velha, toda vez que eu to saindo à noite, a velha tá na porta parada com um cigarro na mão, a primeira vez que vi pensei que fosse uma assombração.

Mas a gente acaba se acostumando com essas coisas e até já assisto filmes de terror, não me sinto mais dentro deles e não tenho mais medo. As estradas escuras, os trituradores de pia, as casas funerárias e as esquisitisses já viraram parte do meu cotidiano. Agora eu sei porque nos filmes quando a assombração tá atrás da porta, a vítima sempre insiste em abrir-la pra ver o que é, ao invés de sair correndo, porque bizarrice é tão normal para os americanos que isso não os temem.

terça-feira, 23 de março de 2010

Não tem como fugir


Ultimamente o que mais tenho desejado é estar de volta no Brasil, o motivo não é nenhum problema com meu trabalho, apesar de eu ter que cobrar meu pagamento toda vez porque se não eles esquecem, não estou de cara virada com a minha host family, pelo contrário, eles estão sendo super de boa por eu estar fazendo muitos extras, e compreensíveis pelo fato de que não tenho muito tempo pra participar da família, depois de conversar com eles sobre isso vi que eles entendem que salário de Aupair é uma piada e por isso que eu trabalho tanto.

As Aupairs que conheço que desistiram do programa, o motivo foi não ter dado certo com a família, nunca ouvi histórias de Aupair que foi embora porque estava com saudade do namorado, da família, da comida brasileira ou porque simplismente enjoou dos Estados Unidos. Mas é muito complicado quando você enjoa ou a saudade aperta muito, e é isso que tem acontecido comigo.

Algumas coisas acontecem que eu penso "Pô, se eu tivesse no Brasil, não teria que passar por isso". É especialmente complicado porque a gente tá aqui sozinha, mesmo que sua host family seja bacana e que você faça muitas amizades, NADA se compara com suas verdadeiras amizades e a família no Brasil. Ninguém vai te ajudar ou lembrar de você quando você precisar, aqui é você e Deus.

Já enjoei também de tudo por aqui, das baladas, dos restaurantes, das pessoas, ou seja, de tudo. Essa área onde moro é muito boa então não posso reclamar de tudo, mas pra quem é de São Paulo, que está acostumada a ter entertenimento 24 horas de segunda a segunda, aqui é um lixo.

No meu primeiro ano inteirinho, eu não tive homesick, senti saudades claro, mas nunca desejei que o tempo passasse logo pra eu voltar pra casa, coisa que tenho desejado, mas eu sei qual é o problema: É O SEGUNDO ANO COMO AUPAIR. Como já comentei em outro post, eu já estou calejada e não tenho mais paciência com certas coisas aqui, só estou aliviada porque eu ouço isso de todas as Aupairs que estão aqui por mais de um ano.

Acho que pensando tanto nisso, tive um sonho essa noite que me deu uma acordada. Apesar de tudo isso, NÃO se preocupem, vocês que estão no Brasil, não verão minha cara mais cedo não. Enquanto o problema é só saudade eu ainda vou levando. Bom, no sonho eu estava chegando no aeroporto de Garulhos, me esperando tava só a minha irmã, ai eu disse "Nossa, fulado, ciclano, beltrano disse que viria e nem o pai e a mãe tão aqui". Ai ela respondia "Tata, se liga, tamo no meio da semana o povo tem mais o que fazer né?".

Saimos do aeroporto e lá estava minha azeitona preta (meu carro) estacionado, ai minha irmã me deu a chave e disse "toma, é seu de volta". Eu toda feliz, sentei no banco no motorista muito empolgada para dirigir finalmente o meu carro sem me preocupar com nada, eis que eu não conseguia nem sair da vaga, motivos: direção não-hidráulica (volante DURO para cassete), janelas que abriam à manivela, marcha manual e embreagem num trânsito de neoróticos. Travei e passei o volante pra ela de volta.

Ao chegar em casa era uma alegria ver a minha família de novo, minha mãe tinha feito um banquete, mas eu comia e passava mal, não descia nada. Ai eu saia com a minha
irmã e ela parou pra comprar sei lá o que, e eu não aguentava ficar lá porque ela tinha estacionado perto de uma valeta que fedia esgoto, no caminho de volta pra casa minha rinite atacou e eu não parava de espirrar de tanta poluição, meus ouvidos doiam com as buzinas dos carros, eu ficava pasma com as favelas e com as pessoas mendigando na rua e ao voltar pra casa minha mãe dizia "Vc não tem mais quarto, vai ter que procurar lugar pra dormir". Era uma sensação horrível estar de volta ao Brasil, eu não aguentava a podridão do lugar e eu parecia não pertencer ali mais.

Enfim, não adianta querer apressar as coisas, tudo tem seu tempo, e me toquei que, não importa o que eu faça ou onde eu esteja, eu sempre terei que enfrentar problemas.

domingo, 21 de março de 2010

Rapidinhas: Pérolas dos artistas circenses!


Oi Gente, acabou mais um fim de semana, ainda bem, porque o meu foi uma bosta, mas não vim falar sobre isso. O assunto é outro:

Lendo o blog Homem é Tudo Palhaço, li uma frase que achei interessante:

"Homem é tudo palhaço, se não me faz gozar, pelo menos me faz rir"

Pensando nisso, comecei a coletar algumas pérolas que já ouvi de alguns tradicionais artistas circenses.




Consersando no MSN com um palhaço, que eu já peguei, ele me solta a seguinte piada:

Palhaço: Sua irmã é uma gracinha heim
Eu: Claro, é da família.
Palhaço: Ela tem namorado?
Eu: Na boa, não rolaria nada heim
Palhaço: Por que? Você não deixaria?

Mal sabe ele que não pegaria ele de novo nem pintado de ouro. ¬¬ !!!

Peguei um palhaço uma certa vez, e esses dias me deparei com o seguinte recado no meu Facebook:

"Oi menina, como vc está? Eu comprei uma moto"

Iiiiiiiii o Kiko? ¬¬

A seguinte vem de um palhaço que merece o prémio "Palhaço mais engraçado de 2010", que é o cara que queria fazer bacanal de brasileiras, eu já comentei aqui em outros posts, segue a piada:

Palhaço: Você é tão gracinha
Eu: Obrigada ^^
Palhaço: Sério, você é a mais linda de todas.
Eu: Obrigada de novo, mas se não me engano, você tá de conversinha com a minha amiga.
Palhaço: Mas depois que eu te conheci, me interessei mais por você.
Eu: éééé, mais eu não acho isso muito legal.
Palhaço: Eu acho normal, conheci ela, depois conheci você através dela e agora gostaria de sair com você. Nunca aconteceu isso com você?

Como diz as meninas do blog Homem é Tudo Palhaço "Achei tudo uma grande palhaçada"

Muito obrigada a todos que estão me seguindo e comentando. Boa Semana pra vocês ;)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Mulher Sem-noção!


Não costumo xeretar orkuts alheios, podem me chamar de mentirosa, mas das vezes que entro na net é pra ler blogs, responder e-mails, baixar músicas, atualizar minhas 350páginas (orkut, facebook, fotolog, blog, twitter), ou pra pesquisa em geral, então fico com preguiça de ficar clicando nas atualizações do povo. Mas outro dia eu estava preparando umas aulas, e fiquei de saco cheio de tanta pesquisa que resolvi dar uma pausa, logar no Orkut e ficar de bobeira. Vi algumas atualizações e resolvi clicar para xeretar, nessa de clica aqui, clica ali, cheguei num albúm de um indivíduo xis, xeretei todos os albuns dele e descobri que o indivíduo namora com uma garota siliconada.

Não, o problema não é o silicone, eu assumo que se tivesse grana e coragem até eu colocaria. O problema é que em TODAS as fotos a bonitona aparecia com a metade dos peitos pra fora. Claro que se a mulher tem um peitão, vai querer mostrar e tal, mas tem necessidade de usar um decote gigante numa festa em família?

Meu professor de inglês comentou outro dia que, as mulheres muçulmanas tem que andar cobertas porque o alcorão diz que a mulher é algo que desperta o desejo dos homens,
por isso elas tem que esconder sua sensualidade natural e a restringir ao seu marido e ao ambiente familiar. Acho isso primitivo, até parece que os homens vão agir como animais ao verem uma mulher na rua e vão sair atrás que nem cachorro no cio (apesar de existir homens que quase fazem isso).

Mas, que nem diz minha mãe, não precisa ser nem 8 nem 80. Já escutei umas coisas como "Ah, mas qual é o problema de mostrar o corpo? O mundo é livre". Pô, eu também concordo que o mundo é livre e que as mulheres devem sim usar roupa curta, BUT já ouviram a expressão "toda regra tem exceção"? Roupa curta e decotada usa-se, no meu ponto de vista (e acho que no ponto de vista de todas pessoas de bom senso), quando se quer chamar atenção ou quando é Verão, praia, piscina e os escambal. Chama-se mais atenção ainda se a mulher deixa a mostra o que mais tem de valor (peito, barriga, bunda ou pernas) e quando, as roupas curtas, são usadas por potrancas (mulheres corpudas). Por isso existem os lugares e ocasiões apropriados pra usar roupas chamativas.

Então, fiquei pensando eu: Com qual intuito essa guria tava usando um pedacinho de pano (de tão pequeno não dá nem pra chamar de blusinha) numa festa em família? Onde marcavam presença pai, mãe, vó, vô, tio, sobrinhos, cachorro e vizinho do rapaz? Inclusive, tinha uma foto da moçoila do lado da vovó, que a velhinha (tadinha) parece até intimidada com os melões da sem-noção. Falta de senso comum total da parte dela, e dele também, que poderia ter dado um toque que ela tava sendo convidada para uma comemoração descente em família e não pra uma micareta ou baile funk.

Ontem fui numa comemoração do St. Patrick's Day e tinha uma sem-noção igual a namorada do cara do orkut, usando um vestido que parecia mais uma blusinha, com a bunda praticamente de fora, num salto enorme, um cabelo loiro tipo Pamela Anderson e uma maquiagem bem de puta, tudo isso pra ir num bar meio baladinha sussa, numa cidadezinha sussa também. Pra quê? Tsc Tsc Tcs, só lamento!

Bom fim de semana pra todos ;)

terça-feira, 16 de março de 2010

Ah, vai pra piiiiiiiiii que te pariu, né?


O titulo do post é um palavrão sim, idai? E não me venha ser antiquado que quando a gente tá incorformada (o), só eles pra expressarem exatamente o que sentimos.

Deixando os caralhos, merdas e porras de lado, deixa eu explicar o motivo da revolta: HOMENS. Ah Haha(risadinha sem graça). Of course my horse! Desculpem meus amigos, eu deveria ter nascido um de vocês, só assim me livraria das palhaçadas que vocês adoram aprontar com a gente.

Eu sou vítima de patifaria masculina a toda hora, mas no momento não estou particularmente revoltada com nenhum engraçadinho, o que me inspirou mesmo a escrever esse post foi algumas coisas que já aconteceram comigo e com algumas amigas. Infelizmente não posso narrar os absurdos, vulgo historinhas,das minhas amigas porque não desrespeita a mim, sendo assim, não quero expor ninguém e nem arrumar encrenca com os envolvidos. E as que aconteceram comigo, uma eu não posso contar e o resto eu já postei por ai. Mas, vamos à minha reflecção sobre o assunto:

Eu nunca quis colocar a culpa nos homens, eu gosto de ser justa, porque tanto homem quanto mulher são seres humanos e consequentemente cometem erros, mas uma coisa é fatíssimo (palavra que não existe, mas quero que se foda o português agora também) existem muito mais mulheres trouxas de homens do que o contrário. Comece pela sua própria família, quem já traiu ou você acha que trairia: seu pai ou sua mãe? Garanto que a maioria vai responder o pai.

Vou começar citando alguns velhos amigos meus: Um deles namorava e tinha duas amantes. O outro que trabalhava comigo, era noivo e fazia a rapa lá no trabalho. O outro namorava e continuava de tititi com a ex. O outro comeu a prima da namorada. O outro xaveca a amiga da namorada. Bom, esses são os que eu me lembro agora, e não é mentira isso não, tem pessoas que vão ler isso aqui e vão saber exatamente de quem eu estou falando.

Eu já fiz um post especial contando os meus desastres amorosos, quem leu sabe que eu fui a escolhida, através de um sorteio entre 9 bilhões de pessoas(que é a população mundial segundo estatisticas da Veja), para ser cobaia do cupído quando ele estava aprendendo a usar o arco e fleixa. Então neeem preciso dizer aqui as palhaçadas que eu já fui vítima, né??

O que fazer para evitar esses aborrecimentos causados pelo sexo masculino? Opções:

a) Não se envolver mais com homens. (possível só para lésbicas)
b) Se internar num convento e virar freira. (é, acho que pra quem já conhece o pecado, fica meio difícil)
c) Ser uma vaca e adotar o lema "pegue mais não se apegue". (Essa não é cem por cento garantida, mas é a solução comprovada até hoje que mais deu resultados)

Pior que eu já tentei fazer isso, mas eu não tenho a piranha dentro de mim (como diz uma amiga), como algumas mulheres têm. Deixa eu explicar, quando vc tem o espírito da piranha encostado, é incrível como nenhum cafajeste cola em você. Agora quando é a santinha, só pilantra que aparece.

As minhas tentativas de ser vaca foram milhares, mas nenhuma funcionou. Já falei na cara de um que eu estava dando pra outro, já quebrei chamada, já ignorei mensagens no celular, já fiquei com um e dei bola pra outro na cara do imbecil. E NADA disso adiantou, no final quem acaba sendo a imbecil sou eu. Eu acho que eu não sei ser vaca, preciso de um curso.

Enfim, enquanto eu matuto aqui o que eu estou fazendo de errado, quem souber de algum cursinho entitulado "Seja uma Piriguete", "Aprenda a ser uma vaca em 10 passos" ou "Saiba afastar os cafajestes, sendo mais cafajestes do que eles", por favor, me avisem ;)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Qual é o destino de uma Au pair?


Durante a experiência como Au pair, a gente passa por uma fase de começar a comparar a vida aqui e a vida no Brasil, não preciso nem dizer que a vida aqui é bem mais fácil, ganhar dinheiro, comprar, viajar, ter carro, viver com conforto, tudo exige menos esforço. Fora que a segurança pública da de 100 a 0 no Brasil. Questiono eu, quem não gostaria de morar num lugar assim? Quando vc está uma vez aqui, fica pensando numa forma de ficar, de não ter que enfrentar a dificuldade de novo de que é a vida no Brasil. A gente fica inconformada com a tamanha diferença que é o desenvolvimento entre os dois paises.

Pois então, eu passei por essa fase, de revolta com o Brasil, quando estava mais ou menos no meu sétimo ou oitavo mês de Aupair. Fiquei pensando em formas de trocar meu visto, de estudar e trabalhar aqui e tudo mais. Conheço muitas Aupairs que ficaram, mudaram o visto para estudante ou casaram. Comecei a pesquisar como funcionava os esquemas pra ficar, até então só uma coisa eu tinha certeza: ilegal eu não fico.

Conversei com uma porrada de gente, pesquisei na net, analisei as situações, avaliei os prós e contras e cheguei numa conclusão que não era tão fácil quanto eu imaginava. Aqui vai uma idéia de como funciona:

Meu visto é de trabalho e estudo. Que dá direito de ficar até 1 ano com uma família regularizada no programa de Aupair, no final desse 1 ano, se vc quiser pode estender pra mais 6, 9 ou 12 mêses e ficar mais esse tempo legal no país. No fim de tudo, tem que voltar. Quando meu primeiro ano acabou, achei que passou tão rápido que acabei estendendo por mais 1 ano.

Muitas Aupairs trocam o visto para estudante, que funciona o seguinte: primeiro tem que ter um sponsor (que é uma pessoa que vai provar que tem uma grana preta no banco e ser reponsável por vc), ai vc se matricula numa escola que dê o visto, pode ser Faculdade ou Escola de ESL (English as Second Language) e vc pega um visto que permite que vc fique no país até acabar seu curso. Detalhe: com visto de estudante não pode trabalhar, a galera trabalha ilegal.

Muitas começam a fazer facu porque assim já pega um visto de longo prazo, ou seja até o fim da facu, o problema é que pra bancar uma facu é caríssimo. O esquema que elas fazem é arrumar uma família americana que seja seu sponsor, e assim vc trabalha como nanny deles, tem todos benefícios que uma Aupair tem (mora com eles, tem comida, carro, cel etc) e eles pagam um salário muito maior que o de Aupair e vc tem condições de pagar sua facu, ou algumas famílias também oferecem de pagar sua facu e pagar um salário inferior, o que dá na mesma. Essa foi uma opção descartada por mim, primeiro porque eu não aturaria olhar criança e morar na casa dos outros por mais 4 anos. Segundo que eu já sou formada, estou com 26 anos, ou seja, um pouco velha pra começar tudo de novo, eu preciso me inserir no mercado de trabalho, se eu for esperar terminar outra facu pra fazer isso, vou estar com 30 anos, super velha pra começar uma carreira do zero, nem pensar!

Fiquei sabendo que era possível mandar traduzir o diploma e eles aceitavam aqui. Ai pensei, poxa eu poderia mandar traduzir meu diploma, procurar um emprego bacana,
conseguir um visto de trabalho e quem sabe, fazer um mestrado. Rárá! Sonho meu, sonho meu! Não conheço ninguém que fez isso. Estrangeiro aqui só presta pra ser mão de obra barata, então, o máximo que eu conseguiria era um emprego de garçonete, ganhar um dinheirinho com as gorjetas, mas ter que bancar aluguel, comprar carro, comida, e contas. Outro esquema inviável.

O último esquema que sobrou foi: Casar! Esse esquema ai é o mais popular entre as Aupairs, conheço meninas a rodo que casaram. Na minha época de revolta com o Brasil,
pensei, se eu arrumar um namorado que eu goste eu caso sem dó quando estiver acabando meu programa de Aupair, ai viro cidadã arrumo um emprego bacana e pronto.
Mas, isso também não é tão fácil, primeiro que arrumar um cara que eu goste tá difícil (eu nunca casaria por interesse), segundo que eu jamais pensei em casar primeiro e depois ter sucesso profissional, terceiro que para conseguir o Green Card, o cara que vc casou tem que provar que tem grana suficiente para te bancar e uma série de coisas burocráticas.

Conheço um caso de uma Aupair que, começou a namorar um americano, o cara era um universitário duro. A "esperta" engravidou, depois casou, mas o cara não tinha grana pra bancar nem um aluguel pra eles morarem, a host family dela (por sorte) deixou o casal morar no porão e continuar trabalhando pra eles mesmo ela estando grávida, é claro que essas horas ela já tinha sido expulsa do programa de Aupair. Não sei mais o que aconteceu, só sei que tava complicado pra ela pegar o cartão verde dela porque o cara é um pé rapado e, como eu falei, esse negócio de pegar cartão verde é um pouco burocrático.

Depois de analisar bem essa possibilidade, pensei, isso não é pra mim, não adinta forçar a barra. Eu sou extremamente ambiciosa, o meu sonho é ser uma profissinal bem sucedida, e quem sabe até influente. Não me imagino dona de casa e ainda sendo sustentada por marido, ou me enfiar numa furada que nem essa menina que citei. ESQUEMA DESCARTADO!

O que me sobrou agora? Bem, tirei da minha cabeça essa idéia de ficar aqui pra sempre a um tempo já, porque acabei percebendo que era uma fase de revolta mesmo e que cada um tem algo na vida a seguir, se as coisas não estão favorecendo pra eu ficar forever, não é pra ser. Eu sinto de coração que tudo que acontece tem um porque e no fim é só pra sermos felizes mesmo, cada Aupair sabe o que será melhor pra ela, e no meu caso, não é um Green Card que vai me fazer feliz.

terça-feira, 9 de março de 2010

Random...


Minha meta é atualizar o blog pelo menos 4 vezes por mês. As últimas semanas tem sido super busy, por isso, não estou parando pra escrever. Além de eu estar super
atarefada com muitas coisas que estão acontecendo (já já eu conto). A única coisa que tem passado pela minha cabeça é um fato/coisa/problema que não posso escrever about it.
Então isso tem dificuldado minhas inspirações, mas vou contar um pouco do que tem acontecido nas últimas semanas.

Estou super atarefada ultimamente porque surgiram algumas oportunidades e estou me virando em dobro pra fazer tudo. Tenho sorte com minha host family porque eu trabalho
pra eles 3 vezes por semana, e só às vezes, eu trabalho mais que isso, ou seja, tenho a lot of free time. Uma amiga minha brasileira, sabia disso e é professora numa Ong que, em parceria com mães brasileiras da Virginia, possuem uma escolinha de Português, o intuito é que filhos de brasileiros que moram nos Estados Unidos possam ter contato com a língua e a cultura brasileira. Ela me indicou lá e comecei a dar aula de Português às quintas-feiras para uma turminha de 3 anos, foi super desafio, mas adorei, na semana seguinte a Diretora da Ong me convidou para assumir outra turminha de 4 anos aos sábados, aceitei o desafio de novo. Faz duas semanas que estou lá e estou adorando, as crianças sugam minhas energias, mas é MUITO gratificante quando a gente percebe o resultado, ensinei uma musiquinha pra eles uma vez, na segunda aula já estavam todos cantando, até aqueles que não falam português at all já sairam cantarolando "Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar...". Está sendo uma experiência maravilhosa.

Fora isso, conheci um casal que tem um filhinho de 1 ano e meio, eles me chamaram pra cuidar do menininho nos dias que eu tenho de folga com a minha host family, comecei essa semana. Conclusão, estou trabalhando em 3 empregos (hahahahhaha), jamais pensaria que eu teria todas essas oportunidades, mas uma coisa é fato, fui atrás de tudo isso, sou ambiciosa, não aguento ficar parada, se eu tenho qualquer tempo livre eu tento me ocupar, principalmente se for pra ganhar uns dólares a mais. É desgastante trabalhar tanto, mas eu aguento o tranco, penso "Se eu aguento badalar a noite toda, porque não aguentaria trabalhar?" E assim vou levando.

Mudando do trabalho para a badalação, esse fim de semana fui numa festa brasileira numa balada em DC. Bebi uma caipirinha que um amigo levou, mas o efeito durou pouco e logo comecei a ficar bored, ainda mais quando começaram a tocar Bruno e Marroni, deitei num sofá e dormi, foi ai que percebi o quanto eu estava cansada. Eu também não me empolguei muito porque a banda só tocava os lixos brasileiros: forró, pagode, sertanejo, axé, coisa que eu não curtia no Brasil, muito menos aqui. Os meus amigos que tavam lá, alopraram muito, dançaram e tiraram sarro, mesmo a música sendo ruím, mas é que além de estar cansada eu não tinha álcool suficiente no sangue pra entrar no clima deles, I mean, pra mim, quando o DJ/Banda são ruíns, só bêbada pra aguentar. No fim das contas, as fotos que registraram esse fim de semana foram eu dormindo e babando no sofá da balada. (hAUshUAShuAshuAsh)

Outra coisa que aconteceu que eu preciso contar é, aquele cara que eu mencionei no post "Pra cima de muá?", ainda tá na área, quer dizer, estava, porque depois dessa foi deletado de vez. A história foi a seguinte, eu e a minha amiga (vítima principal)resolvemos zuar com a cara dele, porque ele foi falar pra ela que estava chatiado comigo, ai peguei o número dele com ela e mandei uma mensagem bem tonta pedindo desculpa se eu havia o ofendido. O belezinha abriu as asinhas de novo (sabia que ele faria isso) e teve a cara de pau de me chamar pra jantar, além disso, no dia anterior ele deixou um recado no Facebook da nossa outra amiga (uma terceira) dizendo que a achava muito bonita. NÃÃÃÃO, esse merece uma surra!

Está confusa a história? Ok, vou explicar a bagunça, o que acontece é o seguinte: esse mané conheceu a minha amiga, começou a flertar com ela, ai me conheceu, me adicionou no
Facebook e começou a me xavecar, logo em seguida, ele adicionou a nossa outra amiga (que é essa terceira que ele deixou o recado no Facebook, dizendo que ela era linda).

Conclusão, eu respondi a mensagem do jantar bem grossa: "I'm not interested, thx anyway". O bicho virou uma arara que até me xingou. Pensa no sangue que subiu na minha
cabeça. Eu não deveria neeem ter dado mais corda, e nem essa mensagem deveria ter respondido, mas não aguentei, respondi o otário perguntando como ele ousava a falar
comigo daquele jeito, sendo que ele nem me conhece, que as pessoas que eu saio sabem que eu não sou nada do que ele falou, que eu não precisava provar nada pra ele, que
eu não devia satisfação de nada para um fucking jerk and loser, e que ele tava bloqueado e deletado de tudo. Depois dessa, o bichinho ficou mais puto que uma arara e me mandou 5 mensagens seguidas, que eu neeeem tive o trabalho de ler. Aaah, como eu queria que esse babaca tivesse no Brasil, eu ia chamar um monte de amigos pra dar uma surra nele pra ele aprender como se fala e como se trata uma mulher. Sem comentários!

Então são essas as novidades, apesar de ter aquele fato/coisa/problema, que eu mencionei, na cabeça martelando a toda hora, eu prometo me concentrar mais para contar as estripulias de uma Aupair chamada Mari Proença.

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Festa estranha, com gente esquisita..."


Fui numa house party final de semana passado que foi muito comédia de tão bizarro. Eu estava de carona, uma amiga se propôs dirigir, deixei meu carro na casa dela e de lá fomos, pensei "eba vou poder beber um pouco". Quando chegamos na festa, não estava muito cheia, e não tinha nenhum tchutchugether. Pensei em beber umas brejas e ficar sussa só curtindo, só que as brejas estavam quentes.

Como esse povo é burro (na America em geral), vários montes de neve na rua e no jardim, o povo ao invés de enfiar as brejas na neve, eles iam colocando as brejas que o povo ia trazendo num cooler. Meo, cooler é pra manter a merda gelada e não para gelar uma breja que tá choca. E lá vai eu e a minha amiga na rua enfiar as brejas na neve.

Nessa bebi 3 long-necks, e deu vontade de fazer xixi. Eu já tinha ido no banheiro assim que cheguei na festa, e reparei que a tampa do vaso tava levantada e tinha uns pentelhos grudados no vaso (Ecaaaa!!!). Depois das brejas, fui no banheiro de novo, percebi que eu não conseguia mais me equilibrar pra fazer xixi em pé, apesar da pouca quantidade, os efeitos do álcool já tinham começado, parei na frente da privada e fiquei pensando "Eu quero fazer xixi, só que eu tenho certeza que tinha uns pentelhos nessa privada" - Anexo: eu não estava mais vendo os pentelhos! - Mas, eu não conseguia me equilibrar, fiquei parada de frente pra privada, falando comigo mesma "Mari, como vc vai fazer xixi ai? Ta cheio de pentelho nessa privada". Ai tirei o casaco, pendurei na porta, baixei, segurei as calças pra frente e pensei "Vou fazer uma acrobacia aqui, se o xixi escorrer pelas pernas, pelo menos eu não sentei nos pentelhos". E assim a difícil missão de fazer xixi bêbada foi completa com sucesso. Ufa!

O lugar era uma townhouse, são casas que o dono aluga os quartos para estudantes, tipo pensão. Geralmente essas casas são precárias, banheiros toscos, cozinhas pequenas, quartos frios etc. As que não são precárias, são bem simples, mas tem um pouco de conforto, pelo menos. Que não era o caso dessa casa que fizeram a house party. Aupairs, que estão acostumadas a morar nos casarões das hosts families, quando se depara com uma casinha humilde não se sente a vontade. Fiquei imaginando, como o pessoal que morava naquela casa aguentava tomar banho naquele banheiro sujo e comer naquela cozinha mais suja ainda.

Depois de um tempinho que estava na festa, descobri que era uma festa de nacionalidades, tinha franceses, brasileiros, chilenos e sei lá mais o que. Tava ai explicado porque não tinha nenhum tchutchugether na festa (hUHASuAhAsuhasha). De repente, chegou um cara gracinha, eu e as minhas amigas concordaram que ele era o único que se salvava ali. Mas o cara não dava confiança pra ninguém. Eu tava de boa, nem me atrevi a jogar nenhum xaveco furado, até porque o cara nem olhou pro meu lado e as meninas estavam pagando um pau e o viram primeiro, não cogitei possibilidade nenhuma, tava sussa mesmo.

Nós fomos em 7 meninas, 6 brasileiras e 1 francesa, não que eu seja nenhuma Miss, aliás tô bem longe disso, mas vamos combinar que a francesinha era esquisitinha. Pois não é que a guria prendeu a atenção do gracinha e ficou conversando com ele mô tempão, não pegou, mas saiu de lá pra ir pra uma balada acompanhada dele e do amigo dele. Até apostamos se ela ia pegar o cara, mas não tive contato mais, então não sei. Eu apostei que ela não pegaria, porque, percebi que o cara era meio estrelinha ou namorava, não vi ele dando trela pra nenhuma menina, só conversando de boa, o amigo dele era bem feinho e não desgrudava da francesa, pra mim quem queria pegar era o amigo feinho e o gracinha estava só dando uma força. Mas, de qualquer forma, ela foi mais esperta que as 6 brasileiras juntas.

A festa tava bizarra, cada figurinha. Tinha um cara magrelinho, baixinho, com cara de velho e com uma cicatriz no pescoço, que quando a minha amiga viu disse: - Nossa meteram a faca no pescoço dele. - Mijei!!! O coitado tava tão bêbado que não conseguia nem fechar o ziper da blusa, minha amiga fez a boa ação do dia e foi ajudá-lo. Uma outra francesa doida, começou a dançar Seu Jorge (uma das brasileiras tinha levado pra tocar) e desceu até o chão. Um francês disse do nada para gente em Português "Oi bonitinha, tapinha na bundinha", ele aprendeu isso quando foi pra Miami, inclusive ele ficou no mesmo Albergue que eu quando fui pra lá, a dona é brasileira. Mas esse ai era gente boa,até o adicionei ele no facebook. Um outro, que eu não sei de onde era, disse "Eu sou mané" pensando que estava falando "I have the swagga" (algo tipo 'Eu tenho o estilo'), confiram o vídeo:



Eu não passei da terceira breja, porque fui lá fora pegar uma na neve e ao parar e olhar brisadamente para a rua, percebi que a rua tava se mexendo, então pensei "Ops, melhor parar por aqui, porque pode ser que não de tempo da brisa passar antes de eu ter que dirigir de novo pra casa". Nisso o gracinha tava lá fora e puxei uma conversinha - vcs vão falar "Lá vai a xavequeira/piriguete"- mas não, como eu disse, estava de boa, troquei meia palavra e vi que ele tava bem na dele mesmo, por isso apostei que a francesa não ia pegar. O cara era americano, putz, o único que se salvava era americano, não tem jeito, esses manés perseguem! (hAuhaUhuahUASHUshasuhs)

Voltei pra dentro da casa e sentei no sofá e chegou um carinha meio perto, ai a minha amiga me vira e fala: - Mari, olha aquele loirinho ali, estilo surfistinha da Califórnia, vc não gosta? - Eu dei um look no cara da cabeça aos pés e falei: - Meo, ele não tem nada de estilo surfistinha, muito menos da Califórnia, aliás, que estilo ele é? - E ela respondeu: - Estilo palhaço! (HAUshUAshUShaUshAUShUASh Mijei)

Só tocava música latida na porra do baguiu (giria vinda da ZL de SP), ai vi o Ipod dando sopa e fui lá fuçar o que eles tinham de bom, achei CSS (ADOROOO), coloquei pra tocar, ai chegou um francês todo sorridente me falar "HI", quase caí pra trás, o cara tinha um túmulo na boca, porque fedia mais que esgoto aberto. Eu não queria ser seca, mas tive que ser um pouco porque não tava nem um pouco a fim de conversar com alguém com bafo de onça e ainda mais bêbado.

Eu e as meninas, sem a francesa, voltamos para casa mas a festa ainda não tinha acabado, ficamos meio de saco cheio porque tinha acabado as coisas engraçadas e resolvemos ralá peito (como diz os personagens do Cidade de Deus), mas valeu a beça, fazia tempo que não dava tanta risada. No caminho de volta, eu já fui falando pra elas "Gente, aguardem o próximo post do blog sobre essa festa bizarra".(hAUshaushUASHuahs)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Meu niver de 26 anos!


Horas durmidas: 4
Shots: 3
Cervejas: perdi as contas
Ligações recebidas from Brazil: 1
Ligações e mensagens no cel recebidas from USA: não sei bem ao certo, umas 10, sei lá.
Recados no orkut/facebook/fotolog/blog: não tenho idéia.

MUITO OBRIGADA A TODOS PELOS CUMPRIMENTOS!

Aeeeeh! Mais um ano de vida adicionado na minha bagagem, aumento notável dos cabelos brancos e os cantinhos dos olhos já começam a enrrugar. Sei que vocês vão pensar "Nossa, que exagero!!!" Pior que não é não! Segredo de Estado: eu já pintei meu cabelo uma vez por causa dos fios brancos que eu não estava mais dando conta de arrancar com a pinça. Tem dias, que eu paro na frente do espelho com uma pinça e fico brisando arrancando os malditos. E sobre as ruguinhas, ok, é um pouco de exagero sim, mas outro dia eu tirei uma foto sorrindo que os cantinhos dos meu olhos ficaram bem enrrugadinhos e nem fui eu quem reparou, foi a minha irmã que disse: - Nossa Tata, tá aparecendo rugas já em você, olha essa foto!! - Ai!! A foto com um cenário de neve tão bonito ao fundo, a minha cara de veia estragou!

Já me fizeram um comentário quando eu fiz 25 anos: - Mari, você já pode começar a usar o Renew da Avon. E esse ano a minha melhor amiga me disse que percebeu como os anos correm, depois que preencheu um formulário de sei la o que, que sempre tem aquelas perguntas que separa as idades por classes:

Quantos anos você tem?

a) 18 a 25
b) 26 a 30
c) 31 a 35

Ela se tocou que estava assinalando a letra B pela primeira vez (ela tem a mesma idade que eu) e se desesperou.

Bom, a data é triste, mas como é tradição tem que comemorar. Meu dia foi normal, quer dizer, um pouco corrido, como toda sexta-feira, começo a trabalhar bem cedo. Entre uma troca de frauda e outra, eu fiz chapinha no cabelo, as unhas e a sobrancelha, claro adiantando a preparação da balada a noite.

Fiquei off às 15h e corri para a casa de uma amiga para preparar uma aula que eu tinha que dar no dia seguinte - depois conto mais a respeito - fiz o que tinha que fazer e sai correndo para fazer um babysitter para a ex host family de uma amiga. Fui semi-pronta para a balada, quando os pais das crianças chegaram sai correndo pra encontrar as amigas. Cheguei atrasada e a galera já tava toda lá, havia convidado algumas pessoas para ir num bar/baladinha aqui perto.

Quase todo mundo que eu chamei foi, até minha amiguinha que se mudou laaaa pra North Carolina deu o ar da graça. Aqui tem uma tradição que a aniversáriante veste uma coroinha na cabeça e/ou uma faixa de "Happy Birthday" e o pessoal paga bebida pra você. Então, lá vou eu com a coroinha e a faixa para chamar atenção e ganhar os shots. Funcionou que foi uma beleza.



Depois dos shots na cabeça tudo começou a ficar mais engraçado, principalmente quando chegou um dito cujo que eu costumo ter um affair, mas não dá muito certo porque ele é player. Fiz pouco caso, e ele ficou me seguindo em todo lugar, a figura tava bem mais pra lá do que pra cá, foi um saquinho, mas eu adorei, porque nego achou que ia me levar pra casa e não conseguiu. (HasHUAshuAHsiuha) Enfim, até dancei no balcão do bar me sentindo no filme Show Bar. Foi muito legal!!!!



Hoje minha host family me levou pra jantar e fizeram um bolo, ganhei chocolates e maquiagem e meu menino de 7 anos fez um cartão super fofo, éssidois!



Apesar do tempo passar rápido e eu ter meio que medo de perder as coisas boas da vida que vivemos só até os 30, é bom ficar mais velha, mais experiente, mais vivida,
menos amadora. cada fase tem suas prioridades, e eu acho que estou fazendo um bom aproveito de cada ano meu de vida!

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