sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pra cima de muá?


Será que eu lá tenho cara de inocente? Ou de tonta? Questiono isso porque têm cada cara babaca que pensa isso que não tá escrito. Vou contar o que aconteceu...

Uma amiga minha fez um cadastro num site de relacionamento, aqui nos Estados Unidos isso é muito comum, e conheceu um cara. O dito cujo trocou vários e-mails com ela, adicionou
em facebook e os caramba a quatro. Pegou o telefone e a enchia de mensagens de texto (coisa que eles adoram, que eu até já comentei em outro post), doido pra encontrá-la, mas nunca dava certo - detalhe: não dava certo porque ele sempre tinha uma desculpa quando ela o convidava pra se encontrarem em algum bar - e ela acabou desistindo.

Depois de um tempo tendo contato com o tal, por telefone, AIM e facebook, ela acabou percebendo que ele era um babaca que só queria come-lá e de graça - super anexo:
não leve o termo "comer de graça" a mal. O que eu quero dizer com isso é: é lógico que nós, mulheres, sabemos que está cheio de caras que só querem sexo, e muitas vezes nós também queremos o mesmo, só que não gostamos de parecer objetos, então se o cara quer sexo, ele vai ter que ser gentil e agradar a mulher pra conseguir, isso inclui: levar pra jantar, cinema, barsinho etc. Salvo, nos casos de festa-da-rola-lôca que é normal acontecer transa entre homem e mulher que mal se conhecem, mas ai é culpa da bebida, são outros quinhentos (HahaHA).

Voltando ao americano vulgo babaca, ele só a convidava para ir na casa dele assistir filme, às vezes é só assistir filme mesmo, mas esse ai nem queria ir busca-lá, ele dava um monte de desculpas querendo que ela dirigisse até ele. Ah façameofavor, né?! Ela acabou cansando e dizendo na cara dele que não ia fazer o esforço de se deslocar até ele, que se ele quisesse, ele que o fisesse.

Um tempo depois, o sujeito me adicionou no facebook, e começou a me xavecar pelo chat. Aaaah, pra que?! Dei corda pra ele se enforcar. Ele ficava com papinhos pra cima de mim direto via facebook, e continuava tentando convencer a minha amiga de ir na casa dele. Ele tava pensando que iria fazer um bacanal de brasileiras.

Numa conversa no chat, resolvi o convidar para o meu aniversário, bolamos, eu e ela, de fazer o otário pagar tudo e ninguém beijava ele e pronto. Mas a conversa apertou e eu tive que falar umas verdades pra ele. O belezinha disse que iria sim no meu aniversário, porque queria muito me conhecer, que eu era a mais linda de todas, e esses xavecos furados que vocês já conhecem. Ai resolvi responder "Muito obrigada, mas isso é o que todo cara que só quer transar comigo me fala". O imbecil não entendeu na hora, achou que eu tava brincando, e aí eu tive que ser grossa e falar no inglês claro que ele era um otário que estava achando que ia fanfarrar com um monte de brasileiras, porque além de ter me adicionado, o sujeito adicionou outra amiga nossa e até a minha irmã no facebook. O bicho ficou bravo. Disse que eu o ofendi, que eu não o conheço pra falar tantas barbaridades, que ele tinha me achado muito doce e se interessou muito pela minha pessoa.

Foi uma hora de discussão, e enquanto isso eu tentando colar e copiar pra minha amiga no msn. Posso ter cara de tonta, mas não me vem com essas conversinhas de pilantra não. No fim, ele até desconectou o chat de tão "triste" que ficou. Ai que dó!!! Tenho certeza que esse ai nunca mais se mete a besta com uma brasileira.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Colocando uma criança na linha


Vamos admitir, a maioria das candidatas à Aupair não são expert em crianças. E muitas nuncam nem trabalharam com as criaturinhas e correm atrás das experiências com elas depois que resolvem ser Aupair. Os maiores motivos de alguém querer ser Aupair é a vontade de morar num país estrangeiro, aperfeiçoar o Inglês, Green Card, fazer a vida fora, ter certificado de cursos internacionais etc. O último motivo é amar crianças. Come on, admitam vai!!!

Bom, seja lá qual for o motivo maior, a gente sabe a barra que vai enfrentar, porque por mais que você tenha jeito com criança e goste delas, sabe que não é fácil o negócio. Eu mesma, antes de vir, tive poucas experiências cuidando de crianças. Fui baba de duas vizinhas e de um priminho, contei as migalhas para incluir horas de experiência no meu application. Tanto é que fiquei um tempão sem contato de famílias por causa disso, mas também tive problemas quando fiquei online, então as famílias não enxergavam meu perfil no site por um tempo, mas isso é outra história. Mas hoje tiro de letra olhar minhas kids, falo sério quando digo que elas respeitam mais a mim do que os próprios pais.

O assunto desse post é: Como lidar com esses pentelhos dia-a-dia. Uma coisa é verdade, eles são sim um pouco diferentes das crianças brasileiras por dois motivos:

1-) Porque elas não apanham, é muito difícil os pais encostarem um dedo, e quando o fazem, as crianças fazem um escândalo que até os vizinhos chamam a polícia com suspeita de espancamento. Li num blog de uma Aupair, mas acabei saindo da página sem favoritar, que a polícia foi até sua casa interroga-la, porque uma pessoa na rua viu o host dela dando um tapa na Kid dentro do carro e ligou para a polícia, ai pela placa eles encontraram o endereço da família e foram até lá. Imagina que exagero!
Claro que eu não sou a favor de espanacar uma criança, mas sou totalmente a favor delas levarem umas palmadas na bunda para aprenderem a se comportar.

2-) Elas são mimadas demais, não que crianças brasileiras não são, mas são muito menos. Como o povo aqui tem grana, dão tudo que as crianças querem. No Natal é um exagero de presentes, no aniversário, mais presentes, no dia dos namorados, mais presentes, no dia dos animais, mais presentes, no dia do funcionário público, mais presentes, ou seja, todas datas comemorativas são motivos para ganhar presentes. Quando sai na rua, compra tudo que a criança pede e olhe lá se não comprar.

Quando eu cheguei aqui, foi barra. As crianças demoram um tempinho para acostumar com a gente, não querem ficar com você, não querem te obedecer. E a gente não conhece eles, não sabe qual é o tipo de educação que eles estão acostumados a receber, eu não sabia como me comportar, ficava na dúvida: Será que sou rígida ou será que banco a legal? O que será que os pais vão achar da educação que eu der? Mas, depois de um tempo de convivência pegamos mais o jeito com eles, e já sabemos o que funciona e o que não funciona.

Hoje, não sou nenhuma Super Nanny, mas não rebolo mais para lidar com as praguinhas. Eu acho que o jeito que mais funciona é sendo aquela rígida, mas justa. Eles tem um pouco de medo de fazer as coisas e eu brigar, então eles pedem com jeitinho, ai eu deixo. Com os meus meninos, eu sempre os recompenso se eles se comportam bem, dou sorvete, pirulito, doce etc. Deixo eles assistirem TV, brincarem um pouco mais, mas eles sabem que tudo depende deles.

Mas também quando não pode mais assistir TV, jogar vídeo game, hora de almoçar não de tomar sorvete, eu explico porque não pode, sou maleável, se não entende utilizo a tática do Seu Everaldo (meu pai) que tem surtido bons efeitos. Quando eu e meus irmãos começavamos a brigar, e virava aquele barulho e choradeira e meus pais perdiam o controle da situação (acredite, isso acontece muitas vezes), meu pai dava um tapão forte na mesa, na porta do armário, qualquer coisa pra fazer barulho e chamar a atenção, dava um grito mandando a gente ficar quieto e ameaçava de bater se não parassemos. No caso das minhas kids, eu ameaço de ir pro castigo, ou falo que não vou mais levar no parque, no McDonald's etc.

Outra coisa que funciona bem é você planejar algo legal pra fazer com eles pra quando estiver acabando seu horário de trabalho. Pode ser pintar, jogar bola, levar pra algum lugar, dar pirulito, chocolate. Se eles se comportarem o dia todo, você dá o que promoteu, se não, nada feito. Com o tempo eles vão perceber que não terão nada se não te obedecerem.

Incentivar a serem educados e amorosos também é bom. Tratar amorosamente, dar beijos, abraços, incentivar a falar 'obrigado' e 'por favor' é ótimo. Assim, ao verem a sua cara eles vão te tratar do mesmo jeito que você os trata.

A missão é difícil e exige muita paciência, mas nada que mentalizar um mantra todos os dias não resolva. HahAHhAHHAhahHA!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Que piada sem graça, viu!!!


Todo mundo sabe que piada americana é uó! E que eles riem de qualquer coisa. Existem lá uns filmes e uns programas engraçadinhos e tudo mais, mas no geral as piadinhas que eles contam e o senso de humor deles são completamente tontos.

Comecei a perceber a tamanha falta de um bom senso de humor, assim que cheguei aqui e tive meu primeiro contato com a host family. Já começou no aeroporto, o meu host (pai das crianças) levou um fantoche com os olhos esbugalhados e ficava fazendo graça, falava umas bobeiras pra mim, tipo: Hi, what's up?!!! Com voz de desenho animado. Meo, que coisa mais besta, como se eu fosse uma criança que iria rachar o bico da imitação dele.

Depois que comecei a sair e conhecer mais o povo americano, percebi que não era só na minha casa que as piadinhas eram sem graça. Uma noite, estavam duas amigas e eu num bar e chegaram dois americanos para conversar com a gente. Depois de uns minutinhos de conversa, eles perceberam que não estavam agradando muito. Então, foi ai que eu pensei que eles iam se tocar e vazar, mas eu estava enganada. Um deles, inventou de fazer piadinhas para ver se a gente dava risada, ai haja paciência. Que vergonha alheia eu senti daquela criatura, o pior era que enquanto ele tentava ser engraçado, ele apontava e dava aqueles soquinhos no ombro do amigo com um sorriso de tonto e dizia "Go it, Got it?". Eu já tinha visto isso em filme, mas eu não achava que era exatamente assim que eles se comportavam.

Uma vez, fui inventar de conversar sobre filmes de comédia com um peguete. Fui obrigada a falar, sutilmente, que humor americano pra mim não fazia sentido nenhum, como o humor brasileiro poderia ser sem graça para eles também. Aí, ele resolveu contar piada, o que eu fiz pra merecer?  Lá vou eu fingir que era pelo menos um pouquinho engraçado, pra não deixar ele sem graça.

Enquanto isso, na casa da minha host family, as piadinhas sem sal continuavam rolando soltas, principalmente, na hora da janta. Outro dia, minha host acendeu uma vela no balcão da cozinha, a vela já estava toda torta porque ficou um tempão queimando e derretendo, o menino do meio que eu cuido olhou para vela, virou pro irmão mais velho e disse enquando abraçava-o "Fulano, observe essa vela, vem cá que vou te contar o que tem de engraçado nela…" Eu não quis nem ficar perto para ouvir a reflexão pseudo humoristica dele sobre a vela, porque eu não ia aguentar da rir, não da piada, mas sim da cara dele. Pior ainda foi o dia que ele pegou uma revistinha de piadas e começou a ler pra mim. Ai que dor. Só tinha aquelas idiotisses de "Knock Knock. Who's there?".


Voltando ao assunto que a piada brasileira também não faz sentido para eles, isso pode ser verdade, nossos costumes são diferentes, então o humor consequentemente é outro. Mas por outro lado, acho que a gente tem mesmo mais jeito pra piada porque eu já percebi que qualquer coisa que eu falo, meus hosts morrem de rir, juro.

Eu sempre tento puxar assunto com eles na hora da janta (uma coisa que eles adoram é conversar durante o jantar). Pra agradar e treinar meu inglês eu sempre falo alguma besteirinha, só pra não dizer que eu entrei muda e sai calada. Outro dia, eles estavam falando sei la o que sobre melancia e eu disse que no Brasil, a gente costuma dizer que quando uma pessoa gosta de se aparecer, a gente fala pra essa tal pessoa sair na rua com uma melancia pendurada no pescoço. Pra que?? Eles até engasgaram de tanto rir. E olha que eu falei a coisa mais boba que veio na minha cabeça na hora.

Uma das coisas que eu sinto muita falta aqui é de dar boas gargalhadas, quando estou na abstinência de humor, eu entro no Youtube, e começo a caçar vídeos do Hermes e Renato, Pânico, 15 minutos, até o Casseta e Planeta é mais engraçado que os programas de humor americanos. Eu dou cada gargalhada quando resolvo assitir esses vídeos que no outro dia minha chefe perguntou porque eu ria tanto na noite passada.

Então respondi com um sorrisinho "Ah, foi só um pouco de humor brasileiro."

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dai-me paciência, por favor!


Muita neve, frio abaixo de zero, presa em casa, chefe que atrasa o faz-me-rir e banco que quer roubar o dinheiro que você não tem na conta. Me fala o que mais eu preciso pra ficar só mais um pouquinho furiosa?

Já passei tanta raiva nesses um ano e um mês morando nesse país, que acho que tô preparada pra qualquer coisa. Isso era o que eu pensava, mas no começo, até mais ou menos o sexto mês de Estados Unidos, eu tolerava qualquer coisa que acontecia: criança catarrenta chorando, homens imbecis, baladas lixo, gente falsa, morar na casa dos outros, comida horrível, frio insuportável, falta de dinheiro, saudades de casa e por aí vai. Mas tudo isso já deu no saco, cansei de rotina, já não faço questão de fazer cara bonita pra ninguém e de mimar criança chata.

Realmente no segundo ano a gente já está calejada, cheguei a pensar: O que me deu na cabeça pra querer ficar mais um ano nesse lugar? O que me segura aqui ainda são os meus objetivos, que eu não desisto jamais. Quero fazer mais cursos e viajar, estou mentalizando fortemente isso nesse momento pra não cair na tentação de entrar num site de uma Cia Aérea e comprar a primeira passagem saindo de Washington,DC para São Paulo. Detalhe, e usando o limite do cartão do banco e nunca mais pagar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ele era um monstro


As músicas da Lady Gaga tem me inspirado bastante ultimamente. No último CD dela tem uma música chamada "Monster". Na música ela conta que conheceu um cara e não conseguia parar de olhar nos olhos dele. Acabou o levando pra casa, e ele era um lobo disfarçado e comeu seu coração e seu cérebro. Eu via essa música como coisa de filme, bem fantasia. Até que uma noite, num sentido figurado, eu virei a Lady Gaga e um louco que conheci virou o Lobo Mal que ela diz nessa música.



Numa viagem conheci um russo numa balada, começamos a conversar e aos poucos ele foi me contando sua vida, depois de várias vodkas e muita conversa eu me sentia como se tivesse lido um livro sobre a vida dele, eu achei ele um pouco metido. Mas ele tinha alguma coisa que me hipnotizava. Eu senti que ele queria me pegar, mas não queria dar o gostinho de falar. Eu falei que tinha namorado, ele não perguntou, mas soltei porque encaixou no meio de um assunto que estavamos conversando. Percebi logo que ele ficou desapontado na hora então pensei "Yes, cortei as asinhas dele".

Durante a noite toda foram conversas e mais conversas, o cara tinha uma lábia que eu não acreditava. E isso que ele me disse que falava duas línguas e meia, quando perguntei quais eram ele disse russo, francês e meio inglês. Ele jamais podia considerar que falava meio inglês, pois além de se comunicar e expressar opiniões, ele tentou me convencer que eu tinha que ir pro apartamento dele fazer sexo com ele. Podem rir e achar um absurdo, porque nessa hora eu fiquei pasma e mijei de rir. Mas continuei a conversa, porque ele era simplismente fascinante, eu me senti a Bella, no filme "Crepúsculo", quando conhece o Edward. Juro que ele tinha algo que me segurava lá, fazia eu esquecer tudo ao redor, a música, as minhas amigas, a balada, fazia eu querer ficar conversando e olhando nos olhos dele.

Eu falei que eu não ia pra lugar nenhum com ele porque eu não estava a fim. E o mais engraçado era ele tentando me explicar que hoje em dia não é visto como coisa feia, duas pessoas que acabaram de se conhecer transarem. Deixei ele dar as explicações dele, quando ele perguntou se eu concordava, eu disse que sim, que eu também não via o sexo como um tabu, só que eu simplismente não estava a fim.

Imaginem a minha cara diante dessa figura. Ele falava essas coisas tão naturalmente que eu fiquei sem reação e só ria. Eu falei que ele era a pessoa mais cara de pau que eu já havia conhecido na face da terra. E ele dizia: - Mas, porque? Eu só estou sendo sincero, eu sou assim. - Eu tive a maior paciência do mundo, uma porque eu estava bêbada, duas porque apesar dele ser sincero até demais da conta, o senso de humor dele era o melhor (coisa que americano não tem) e fora que ele era uma gracinha. Ele não sussegou a noite inteira, mas, por azar dele, empreguinou na menina errada e não conseguiu a gozada da noite.

Eu perguntei quais garotas ele estava acostumado a sair, ele disse que americanas, então perguntei como elas eram. E ele disse: - Bom, elas gostam de dar. - Taí, mal acostumado é isso que dá.

Fui embora, e ele encheu meu saco pra que eu ligasse no dia seguinte para encontra-lo. Não liguei, é lógico. Mas ele mandou mensagem e eu respondi dizendo que já estava de volta em DC, e ele perguntou quando eu voltaria e eu disse que breve.

Um tempinho depois do episódio, eu resolvi mandar uma mensagem pra criatura dizendo que talvez estava indo pra lá visitar uma amiga. Eu confesso que eu queria muito encontra-lo de novo, o cara não saia da minha cabeça, até googlar coisas sobre a Russia eu fiz. Foi ai que eu tive a surpresa, ele me respondeu que não me encontraria não, porque não queria ficar na vontade que nem eu o deixei da última vez.

Como dizia o Cazé Pesanha, em seu programa na MTV: "NA CARA, NA CARA, NA CARA". Bem no meio da minha fuça, uma resposta dessa até doeu. Fiquei puta da vida o dia inteiro que recebi essa mensagem, mandei outra mensagem perguntando se ele tava brincando, e ele disse que não. Respondi que beleza e que não ia discutir.

Pensando por outro lado, ele não estava falando nada além da verdade, ele só estava numa balada procurando diversão, mas não precisava ser tão estúpido. Se ele fosse um pouco mais esperto, talvez até conseguiria o que ele tava querendo dessa vez, mas foi burro. Como diz na música da Lady Gaga "That boy is a monster. That boy is monster". Esse eu não vou esquecer mais.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ju e Eu em NYC


Vi muitas coisas interessantes em NY, então este post está bem longo e informativo. Ai vai...

Chegou o último fim de semana da minha irmã aqui nos Estados Unidos. Planejamos ir pra NY. Eu já estive lá outras vezes, mas não tinha visto muita coisa. Então foi uma oportunidade perfeita pra eu conhecer melhor a cidade. Por pouco não fomos, porque compramos as passagens para sair de DC na sexta (dia 5) às 11 da manhã, só que às 10 da noite de quinta, recebi um e-mail da compania de ônibus cancelando a viagem, porque estava vindo uma nevasca em direção a área de DC na sexta de manhã. Entramos em desespero, primeiro porque o avião da minha irmã sairia de NY de volta pro Brasil na segunda-feira à noite, de qualquer jeito ela tinha que ir para lá, e segundo porque a gente tinha planejado uma super viagem e ela não estava a fim de ir embora sem conhecer NY. Comecei a caçar, na net, passagens de ônibus para o mesmo momento, achei um ônibus que ia sair às 2 da manhã, na loucura, pegamos um taxi até o local que o ônibus sairia (em DC). Chegamos 20 minutos antes da partida do ônibus, e por sorte, conseguimos comprar passagem na hora e embarcar.

Chegamos no albergue 7 horas da manhã, fizemos check in, pegamos a chave e fomos procurar nosso quarto. Ao chegar no andar não achavamos o quarto de jeito nenhum. Rodamos o andar todo e nada. O número do quarto era 1317, juro que tinha até o 1316 e pulava pro 1318. Quando desistimos e resolvemos descer na recepção pra perguntar, apareceu uma menina e nos mostrou onde era. Ao entrar no quarto, para nossa surpresa, era um quarto com duas camas de casal, televisão com tv a cabo, banheiro, geladeira e microondas. Isso que eu havia reservado só duas camas num quarto coletivo com mais 6 pessoas, porque era mais barato. Começamos a viagem na cagada e com sorte.

O albergue não era lá aquelas maravilhas, não tinha lobby, a cozinha era super pequena, não dava para interagir com a galera que tava hospedada. Mas para quem pagou a metade do preço, tava ótimo. Era muito bem localizado: perto do Central Park, do Metropolitan e do metrô. Ficamos só meio desconfiadas, mas nem ligamos, depois de encontrar um viado brasileiro no corredor que disse pra gente que lá tinha percevejo porque eles hospedavam mendigo. Desculpem a grosseria, mas percevejo deve ter no &%4#@ dele de tanto sair com bicha porca, e outra, mendigo agora fica na rua mendigando o dia todo e a noite paga pra dormir?

No mesmo dia começamos nossa jornada pelo Metropolitan. Atravessamos um pedaço do Central Park e fomos para o lado east onde o museu fica localizado. Foi uma caminhada de 10 minutos. Antes de entrar paramos na frente para comer o famoso hot dog americano que só vem o pão, a salsicha, ketchup e mostarda.




Pagamos 20 dólares para entrar, mas vou dizer uma coisa, se você entrar sem pagar ninguém vai perceber, então para os caras de pau que quiserem arriscar, go for it!

Eu não ligo muito para essas coisas de artes, fui mesmo porque a minha irmã gosta. Mesmo assim, eu não me arrependi, o Museu é lindo e tem muita coisa interessante, eu gostei mais da parte de arte moderna e da egípcia.

No fim da tarde voltamos para o albergue, compramos umas tranqueiras para comer, e claro, uma garrafinha de Tequila, para esquentar o frio de mais ou menos - 10°C. Nos trocamos tomamos uns shots - detalhe que as burras esqueceram de comprar limão - daí dá-lhe shots de tequila só com sal. Foi punk, mas ajudou a esquentar.

Saimos de casa umas 10 e ficamos dando uns roles pela Broadway para dar um tempinho e depois fomos num pub na mesma rua do albergue. Bebemos uma cerveja e veio um colombiano conversar com a gente, Aff! O cara me lança que já tinha fumado maconha no Empire Estate, olha as conversa, agradecemos a cerveja que ele tinha pagado pra nós (por isso deixei ele conversar com a gente, of course my horse) e saimos fora.

No sábado pela manhã, paramos num café para comer o típico ovo frito com toast e batatas (gorduroso, mas gostoso) e fomos para o MOMA (Museu de Arte Moderna), e começou nossa jornada cultural novamente. Estava rolando uma exposição do Tim Burton - anexo: que foi Fodassa!. Na porta havia um aviso "Ingressos esgotados para hoje". Ficamos fula, mas entramos na fila pra comprar então para o dia seguinte. Assim que paramos na fila uma japa vem na nossa direção e fala: - Eu tenho aqui esses ingressos para às 2 e meia, são 2:20 e eu não poderei ir, pega pra vcs. Eu e a Ju simplismente economizamos 20 doláres para entrar. Saimos correndo para entrar no horário. Depois de entrar, até paramos para dar risada de mais uma cagada de sorte na nossa viagem.



Ao sairmos do MOMA, já tinha escurecido, fomos direto para o Empire State e aproveitando passamos pela Times Square. E lá se foram mais 20 doláres na entrada do prédio, menos mal porque que tinhamos economizado com a entrada do MOMA. Subimos 86 andares para ver NYC de cima, lindo de morrer. Pena que estava um vento muito forte e eu não tive muita paciência de ficar lá. Mas deu pra tirar umas fotinhos e até fazer um videozinho.

Bom, chegamos em casa depois de um longo dia de caminhada. Fizemos um lanhe de meatballs (almondêgas) com aquele queijo philadelphia e ketchup, uma combinação não muito saborosa, mas era o que tinha, depois de comidas (no bom sentido) e trocadas, corremos para a Pacha. Chegamos na balada, quase não entramos de graça, mas graças a insistência da Ju (que ainda ta com o espirito "sou brasileira e não desisto nunca"), a mulher deu um vip pra gente. Nós tinhamos nos cadastrado no site para ganhar duas entradas vip, mas chegamos lá a promoter (tinha que ser mulher) disse que teriamos que pagar, eu não tenho paciência com isso e logo queria ir embora, mas a Ju foi lá questionar e entramos. Adoramos o lugar, apesar de muita gente estranha, tinha vários gatinhos, o lugar era grande e o som era bom.

O que eu percebi é que os caras em NY são mais espertos, nenhum chega oferecendo bebida, claro que tem um e outro, mas ao contrário das baladas em DC, que tem muito mais caras que pagam shots só pra vc conversar com eles. Não bebemos nada para não gastar (minhas viagens são sempre com dinheiro contato hahaha) meu pé e o da Ju começaram a doer por causa do salto (eu até aguento salto uma noite inteira, mas com alguns shots na cabeça), e acabamos indo embora mais ou menos 3 da manhã.

No dia seguinte (domingo), fomos na Estátua da Liberdade, ela estava fechada para visitação, então pegamos um ferry que sai de Manhattan e vai pra a Staten Island, que é de graça e você tem a vista linda da Estátua e de Manhattan. No término do passeio, fomos andando até o começo da Broadway onde tem o touro que significa a força que puxa o Mercado Financeiro pra cima, vi no programa Lugar Incomum, que se pegar nas bolas do touro dá sorte. Segue eu e a Ju com a mão nas bolas do coitado:



Fomos seguindo, passamos na Wall Street, e paramos num Starbucks para tomar um chocolate quente, para esquentar um pouquinho. Depois de muitas fotos do coração financeiro de NY, pegamos o metro e fomos para a Times Square encontrar um amigo meu.

Ele tinha nos convidado para uma house party, estavamos muito cansadas mas fomos. Conheci uma figura que mijei de rir. Para você ter uma idéia, bastaram um pouco mais que duas horas ao lado da pessoa para eu descobrir que ele quase engravidou uma ex-namorada, teve um filho com outra mas a criança morreu, teve uma noiva na França, foi deportado de pelo menos 2 países, foi preso aos 14 anos por causa do pai, os pais fumam maconha até hoje e se separam e voltam praticamente todo mês, já frequentou rehab, bateu o carro ao dirigir bebado a 140 kilometros por hora, ficou em coma e levou uma cassetada de pontos pelo corpo. E hoje disse que parou com essas coisas e só fuma maconha de vez em quando. Pense na pessoa mais problemática que você conhece, agora multiplique por 100. Foi bem divertido, a galerinha era style, até colocaram um Damian Marley pra tocar.

Enfim, chegou nosso último dia de aventuras em NY. Como o Central Parque era perto, fomos andar por ele, tiramos algumas fotos e voltamos para fazer check out no albergue, eu fui embora de lá com destino à Chinatown para pegar o ônibus de volta para DC e a Ju ficou esperando a shettle que iria busca-lá e leva-lá para o aeroporto. Antes, eu só gostava de NY, agora eu AMO. Quem tiver a oportunidade, vale muito a pena conferir.

Cheguei em casa com um apertinho no coração, porque não tinha mais a minhã irmã lá fazendo a bagunça dela, e novamente estou aqui longe da minha familia num pais estrangeiro. Mas é isso ai, até a próxima pessoal.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Minha irmã nos Estados Unidos.



Na foto, Ju e Eu na Hot Tub enquanto nevava, na casa de uma amiga, umas das coisas bizarras que fizemos.

Essa é a última semana da minha irmã nos Estados Unidos. Como disse no post anterior, ela despencou lá do Brasil pra encher meu saco, ops, pra me visitar e desde que ela chegou dei muita risada, além de matar um pouco a saudade de ter, pelo menos um, membro da família por perto.

Passeamos muito desde que ela chegou, a levei em lugares turisticos a noite e de dia, não pudemos aproveitar cem por cento, porque eu estou trabalhando, então tivemos que encaixar nossos passeios entre uma folga e outra. Mas, foi muito bacana de qualquer forma. Fomos em baladinhas, ski resort, outlets e nesse fim de semana estamos indo pra Nova York e de lá ela embarca de volta pro Brasil.

Estou postando para contar algumas pérolas que ela soltou até agora, algumas manias de brasileiro quando chega num país estrangeiro.

No primeiro dia que ela chegou aqui em casa, fomos jantar e peguei um copo para colocar coca pra ela, ela pegou o copo e disse: Aff Tata, pra que esse copo enorme? E eu respondi: - Meo, não tem outro. E ela disse: - Tô me sentindo em Itu (cidade no interior de SP que é conhecida como a cidade das coisas grandes), tudo nesse país é enorme!! Começamos a rir e a minha host não entendeu nada.

Outro dia fomos no banco, pra eu depositar um cheque, falei pra ela que iria muito rápido e perguntei se ela queria ir ou me esperar no carro. Ai ela respondeu: - Ah, vou ficar dentro do carro, porque minha bolsa é muito grande e tem muita coisa dentro, ai vai travar a porta giratória. Eu mijei de rir, porque aqui não existe isso de porta giratória e seguranças revistando sua bolsa não. Fui e voltei em menos de cinco minutos, ai ela perguntou: - Nossa Tata, que rápido, não tinha fila? Rachei o bico de novo, eu não sei o que é fila de banco mais não, aqui também não tem essa.

Outro dia, vendo televisão, ela me fala:

Ju: - Tata, hoje é Tuesday?
Eu: - Não Ju, hoje é Wednesday.
Ju: - Aaaah, então Tuesday é amanhã, né?
Eu: - Não Ju, amanhã é Thrusday.
Ju: - Aaaah, já sei, antes de ontem foi Tuesday.
Eu: - Não meeeeeo, antes de ontem foi Monday.
Ju: - Aaaah, então...Quando é Tuesday?
Eu: - Hahuashausasuahsuashausahushasuha. Desisto!

Fim de semana retrasado, fomos pra um Ski Resort. Eu nunca tive vontade de esquiar ou fazer snowboarding, mas ela insistiu que seu sonho era fazer snow um dia. Então eu resolvi ir. Eu já sabia que pra mim ia ser uó. Imaginei que era difícil, e foi mesmo. O Resort era a três horas daqui, fui dirigindo. Chegamos lá, o tempo estava muito zuado, uma neblina horrível e uma chuva muito chata. Não esquiamos no mesmo dia que chegamos, ficamos só luxando no Resort. Que tinha hot tub, piscina aquecida, sauna, spa e mais um monte de coisas. Bom, estavamos na Piscina aquecida e tinha um velho que olhava pra nossa cara de vez em quando. Ai a Ju disse: - Olha esse velho safado, com um monte de filhos e já quer graça com a gente. Quem conhece minha irmã sabe que o volume da voz dela é um pouquinho alto, pra ser modesta, e eu resolvi alertar antes que desse merda, então disse: - Ju, comenta baixo, porque nunca se sabe, se pá esse velho vira pra gente e fala com sotaque de americano "Vôcés saum braseleiras? Porque eo moréi no Brasil e falo Pórtuguês...". Não passou cinco minutos o velho virou pra gente e disse em inglês: - Qual língua vocês estão falando? E eu respondi: - Português. Ai ele disse: - Huuum, minha mãe é brasileira, eu falo um pouquinho de Português. Não aguentei e comecei a rir, mas acho que ele não entendeu o que estavamos falando.

Um dia chegamos em casa a noite de um jantar e tava muito frio. E tinhamos até esquecido que não tinhamos tomado banho ainda, ai falei: - Vixe, vai lá tomar banho você primeiro, eu vou depois. Ai ela: - Ah não Tata, tá muito frio deixa quieto essa história de banho ai. Dei muita risada, além da preguiça para tomar banho fazia tempo que eu não escutava essa gíria de "deixa quieto essa história ai". Mas pra tirar foto ela aguenta qualquer coisa. Fim de semana passado nevou, logo cedo, tava a criança feliz lá na rua, num frio do cão tirando foto e me chamando: - Tata vem, tá nevando, vamos tirar fotos. E fui, reclamando mas fui. Até boneco de neve ela fez, mas eu não ajudei não, muito frio, preguiça, enfim.

A última pérola que ela fez foi no último domingo. Fomos num bar que era Karaoke, a alegre bebeu e ficou mais alegre do que é e foi inventar de cantar Cristina Aguilera, eu e uma outra amiga ficamos só rachando o bico, enquanto o resto do bar fazia cara feia, teve um cara que pediu pra eu falar pra ela se jogar da janela, eu avisei que ela ia pagar mico, maaas, não adiantou. Foi engraçado demais.

O que eu consigo lembrar até agora é isso, fora as caras que ela fez nas baladas ao ver as americanas dançando. Agora é esperar o nosso fim de semana em Nova York. Depois eu volto para contar como foi.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Happy B-Day to me!


Post de aniversário comming soon!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pra cima de muá?


Será que eu lá tenho cara de inocente? Ou de tonta? Questiono isso porque têm cada cara babaca que pensa isso que não tá escrito. Vou contar o que aconteceu...

Uma amiga minha fez um cadastro num site de relacionamento, aqui nos Estados Unidos isso é muito comum, e conheceu um cara. O dito cujo trocou vários e-mails com ela, adicionou
em facebook e os caramba a quatro. Pegou o telefone e a enchia de mensagens de texto (coisa que eles adoram, que eu até já comentei em outro post), doido pra encontrá-la, mas nunca dava certo - detalhe: não dava certo porque ele sempre tinha uma desculpa quando ela o convidava pra se encontrarem em algum bar - e ela acabou desistindo.

Depois de um tempo tendo contato com o tal, por telefone, AIM e facebook, ela acabou percebendo que ele era um babaca que só queria come-lá e de graça - super anexo:
não leve o termo "comer de graça" a mal. O que eu quero dizer com isso é: é lógico que nós, mulheres, sabemos que está cheio de caras que só querem sexo, e muitas vezes nós também queremos o mesmo, só que não gostamos de parecer objetos, então se o cara quer sexo, ele vai ter que ser gentil e agradar a mulher pra conseguir, isso inclui: levar pra jantar, cinema, barsinho etc. Salvo, nos casos de festa-da-rola-lôca que é normal acontecer transa entre homem e mulher que mal se conhecem, mas ai é culpa da bebida, são outros quinhentos (HahaHA).

Voltando ao americano vulgo babaca, ele só a convidava para ir na casa dele assistir filme, às vezes é só assistir filme mesmo, mas esse ai nem queria ir busca-lá, ele dava um monte de desculpas querendo que ela dirigisse até ele. Ah façameofavor, né?! Ela acabou cansando e dizendo na cara dele que não ia fazer o esforço de se deslocar até ele, que se ele quisesse, ele que o fisesse.

Um tempo depois, o sujeito me adicionou no facebook, e começou a me xavecar pelo chat. Aaaah, pra que?! Dei corda pra ele se enforcar. Ele ficava com papinhos pra cima de mim direto via facebook, e continuava tentando convencer a minha amiga de ir na casa dele. Ele tava pensando que iria fazer um bacanal de brasileiras.

Numa conversa no chat, resolvi o convidar para o meu aniversário, bolamos, eu e ela, de fazer o otário pagar tudo e ninguém beijava ele e pronto. Mas a conversa apertou e eu tive que falar umas verdades pra ele. O belezinha disse que iria sim no meu aniversário, porque queria muito me conhecer, que eu era a mais linda de todas, e esses xavecos furados que vocês já conhecem. Ai resolvi responder "Muito obrigada, mas isso é o que todo cara que só quer transar comigo me fala". O imbecil não entendeu na hora, achou que eu tava brincando, e aí eu tive que ser grossa e falar no inglês claro que ele era um otário que estava achando que ia fanfarrar com um monte de brasileiras, porque além de ter me adicionado, o sujeito adicionou outra amiga nossa e até a minha irmã no facebook. O bicho ficou bravo. Disse que eu o ofendi, que eu não o conheço pra falar tantas barbaridades, que ele tinha me achado muito doce e se interessou muito pela minha pessoa.

Foi uma hora de discussão, e enquanto isso eu tentando colar e copiar pra minha amiga no msn. Posso ter cara de tonta, mas não me vem com essas conversinhas de pilantra não. No fim, ele até desconectou o chat de tão "triste" que ficou. Ai que dó!!! Tenho certeza que esse ai nunca mais se mete a besta com uma brasileira.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Colocando uma criança na linha


Vamos admitir, a maioria das candidatas à Aupair não são expert em crianças. E muitas nuncam nem trabalharam com as criaturinhas e correm atrás das experiências com elas depois que resolvem ser Aupair. Os maiores motivos de alguém querer ser Aupair é a vontade de morar num país estrangeiro, aperfeiçoar o Inglês, Green Card, fazer a vida fora, ter certificado de cursos internacionais etc. O último motivo é amar crianças. Come on, admitam vai!!!

Bom, seja lá qual for o motivo maior, a gente sabe a barra que vai enfrentar, porque por mais que você tenha jeito com criança e goste delas, sabe que não é fácil o negócio. Eu mesma, antes de vir, tive poucas experiências cuidando de crianças. Fui baba de duas vizinhas e de um priminho, contei as migalhas para incluir horas de experiência no meu application. Tanto é que fiquei um tempão sem contato de famílias por causa disso, mas também tive problemas quando fiquei online, então as famílias não enxergavam meu perfil no site por um tempo, mas isso é outra história. Mas hoje tiro de letra olhar minhas kids, falo sério quando digo que elas respeitam mais a mim do que os próprios pais.

O assunto desse post é: Como lidar com esses pentelhos dia-a-dia. Uma coisa é verdade, eles são sim um pouco diferentes das crianças brasileiras por dois motivos:

1-) Porque elas não apanham, é muito difícil os pais encostarem um dedo, e quando o fazem, as crianças fazem um escândalo que até os vizinhos chamam a polícia com suspeita de espancamento. Li num blog de uma Aupair, mas acabei saindo da página sem favoritar, que a polícia foi até sua casa interroga-la, porque uma pessoa na rua viu o host dela dando um tapa na Kid dentro do carro e ligou para a polícia, ai pela placa eles encontraram o endereço da família e foram até lá. Imagina que exagero!
Claro que eu não sou a favor de espanacar uma criança, mas sou totalmente a favor delas levarem umas palmadas na bunda para aprenderem a se comportar.

2-) Elas são mimadas demais, não que crianças brasileiras não são, mas são muito menos. Como o povo aqui tem grana, dão tudo que as crianças querem. No Natal é um exagero de presentes, no aniversário, mais presentes, no dia dos namorados, mais presentes, no dia dos animais, mais presentes, no dia do funcionário público, mais presentes, ou seja, todas datas comemorativas são motivos para ganhar presentes. Quando sai na rua, compra tudo que a criança pede e olhe lá se não comprar.

Quando eu cheguei aqui, foi barra. As crianças demoram um tempinho para acostumar com a gente, não querem ficar com você, não querem te obedecer. E a gente não conhece eles, não sabe qual é o tipo de educação que eles estão acostumados a receber, eu não sabia como me comportar, ficava na dúvida: Será que sou rígida ou será que banco a legal? O que será que os pais vão achar da educação que eu der? Mas, depois de um tempo de convivência pegamos mais o jeito com eles, e já sabemos o que funciona e o que não funciona.

Hoje, não sou nenhuma Super Nanny, mas não rebolo mais para lidar com as praguinhas. Eu acho que o jeito que mais funciona é sendo aquela rígida, mas justa. Eles tem um pouco de medo de fazer as coisas e eu brigar, então eles pedem com jeitinho, ai eu deixo. Com os meus meninos, eu sempre os recompenso se eles se comportam bem, dou sorvete, pirulito, doce etc. Deixo eles assistirem TV, brincarem um pouco mais, mas eles sabem que tudo depende deles.

Mas também quando não pode mais assistir TV, jogar vídeo game, hora de almoçar não de tomar sorvete, eu explico porque não pode, sou maleável, se não entende utilizo a tática do Seu Everaldo (meu pai) que tem surtido bons efeitos. Quando eu e meus irmãos começavamos a brigar, e virava aquele barulho e choradeira e meus pais perdiam o controle da situação (acredite, isso acontece muitas vezes), meu pai dava um tapão forte na mesa, na porta do armário, qualquer coisa pra fazer barulho e chamar a atenção, dava um grito mandando a gente ficar quieto e ameaçava de bater se não parassemos. No caso das minhas kids, eu ameaço de ir pro castigo, ou falo que não vou mais levar no parque, no McDonald's etc.

Outra coisa que funciona bem é você planejar algo legal pra fazer com eles pra quando estiver acabando seu horário de trabalho. Pode ser pintar, jogar bola, levar pra algum lugar, dar pirulito, chocolate. Se eles se comportarem o dia todo, você dá o que promoteu, se não, nada feito. Com o tempo eles vão perceber que não terão nada se não te obedecerem.

Incentivar a serem educados e amorosos também é bom. Tratar amorosamente, dar beijos, abraços, incentivar a falar 'obrigado' e 'por favor' é ótimo. Assim, ao verem a sua cara eles vão te tratar do mesmo jeito que você os trata.

A missão é difícil e exige muita paciência, mas nada que mentalizar um mantra todos os dias não resolva. HahAHhAHHAhahHA!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Que piada sem graça, viu!!!


Todo mundo sabe que piada americana é uó! E que eles riem de qualquer coisa. Existem lá uns filmes e uns programas engraçadinhos e tudo mais, mas no geral as piadinhas que eles contam e o senso de humor deles são completamente tontos.

Comecei a perceber a tamanha falta de um bom senso de humor, assim que cheguei aqui e tive meu primeiro contato com a host family. Já começou no aeroporto, o meu host (pai das crianças) levou um fantoche com os olhos esbugalhados e ficava fazendo graça, falava umas bobeiras pra mim, tipo: Hi, what's up?!!! Com voz de desenho animado. Meo, que coisa mais besta, como se eu fosse uma criança que iria rachar o bico da imitação dele.

Depois que comecei a sair e conhecer mais o povo americano, percebi que não era só na minha casa que as piadinhas eram sem graça. Uma noite, estavam duas amigas e eu num bar e chegaram dois americanos para conversar com a gente. Depois de uns minutinhos de conversa, eles perceberam que não estavam agradando muito. Então, foi ai que eu pensei que eles iam se tocar e vazar, mas eu estava enganada. Um deles, inventou de fazer piadinhas para ver se a gente dava risada, ai haja paciência. Que vergonha alheia eu senti daquela criatura, o pior era que enquanto ele tentava ser engraçado, ele apontava e dava aqueles soquinhos no ombro do amigo com um sorriso de tonto e dizia "Go it, Got it?". Eu já tinha visto isso em filme, mas eu não achava que era exatamente assim que eles se comportavam.

Uma vez, fui inventar de conversar sobre filmes de comédia com um peguete. Fui obrigada a falar, sutilmente, que humor americano pra mim não fazia sentido nenhum, como o humor brasileiro poderia ser sem graça para eles também. Aí, ele resolveu contar piada, o que eu fiz pra merecer?  Lá vou eu fingir que era pelo menos um pouquinho engraçado, pra não deixar ele sem graça.

Enquanto isso, na casa da minha host family, as piadinhas sem sal continuavam rolando soltas, principalmente, na hora da janta. Outro dia, minha host acendeu uma vela no balcão da cozinha, a vela já estava toda torta porque ficou um tempão queimando e derretendo, o menino do meio que eu cuido olhou para vela, virou pro irmão mais velho e disse enquando abraçava-o "Fulano, observe essa vela, vem cá que vou te contar o que tem de engraçado nela…" Eu não quis nem ficar perto para ouvir a reflexão pseudo humoristica dele sobre a vela, porque eu não ia aguentar da rir, não da piada, mas sim da cara dele. Pior ainda foi o dia que ele pegou uma revistinha de piadas e começou a ler pra mim. Ai que dor. Só tinha aquelas idiotisses de "Knock Knock. Who's there?".


Voltando ao assunto que a piada brasileira também não faz sentido para eles, isso pode ser verdade, nossos costumes são diferentes, então o humor consequentemente é outro. Mas por outro lado, acho que a gente tem mesmo mais jeito pra piada porque eu já percebi que qualquer coisa que eu falo, meus hosts morrem de rir, juro.

Eu sempre tento puxar assunto com eles na hora da janta (uma coisa que eles adoram é conversar durante o jantar). Pra agradar e treinar meu inglês eu sempre falo alguma besteirinha, só pra não dizer que eu entrei muda e sai calada. Outro dia, eles estavam falando sei la o que sobre melancia e eu disse que no Brasil, a gente costuma dizer que quando uma pessoa gosta de se aparecer, a gente fala pra essa tal pessoa sair na rua com uma melancia pendurada no pescoço. Pra que?? Eles até engasgaram de tanto rir. E olha que eu falei a coisa mais boba que veio na minha cabeça na hora.

Uma das coisas que eu sinto muita falta aqui é de dar boas gargalhadas, quando estou na abstinência de humor, eu entro no Youtube, e começo a caçar vídeos do Hermes e Renato, Pânico, 15 minutos, até o Casseta e Planeta é mais engraçado que os programas de humor americanos. Eu dou cada gargalhada quando resolvo assitir esses vídeos que no outro dia minha chefe perguntou porque eu ria tanto na noite passada.

Então respondi com um sorrisinho "Ah, foi só um pouco de humor brasileiro."

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dai-me paciência, por favor!


Muita neve, frio abaixo de zero, presa em casa, chefe que atrasa o faz-me-rir e banco que quer roubar o dinheiro que você não tem na conta. Me fala o que mais eu preciso pra ficar só mais um pouquinho furiosa?

Já passei tanta raiva nesses um ano e um mês morando nesse país, que acho que tô preparada pra qualquer coisa. Isso era o que eu pensava, mas no começo, até mais ou menos o sexto mês de Estados Unidos, eu tolerava qualquer coisa que acontecia: criança catarrenta chorando, homens imbecis, baladas lixo, gente falsa, morar na casa dos outros, comida horrível, frio insuportável, falta de dinheiro, saudades de casa e por aí vai. Mas tudo isso já deu no saco, cansei de rotina, já não faço questão de fazer cara bonita pra ninguém e de mimar criança chata.

Realmente no segundo ano a gente já está calejada, cheguei a pensar: O que me deu na cabeça pra querer ficar mais um ano nesse lugar? O que me segura aqui ainda são os meus objetivos, que eu não desisto jamais. Quero fazer mais cursos e viajar, estou mentalizando fortemente isso nesse momento pra não cair na tentação de entrar num site de uma Cia Aérea e comprar a primeira passagem saindo de Washington,DC para São Paulo. Detalhe, e usando o limite do cartão do banco e nunca mais pagar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ele era um monstro


As músicas da Lady Gaga tem me inspirado bastante ultimamente. No último CD dela tem uma música chamada "Monster". Na música ela conta que conheceu um cara e não conseguia parar de olhar nos olhos dele. Acabou o levando pra casa, e ele era um lobo disfarçado e comeu seu coração e seu cérebro. Eu via essa música como coisa de filme, bem fantasia. Até que uma noite, num sentido figurado, eu virei a Lady Gaga e um louco que conheci virou o Lobo Mal que ela diz nessa música.



Numa viagem conheci um russo numa balada, começamos a conversar e aos poucos ele foi me contando sua vida, depois de várias vodkas e muita conversa eu me sentia como se tivesse lido um livro sobre a vida dele, eu achei ele um pouco metido. Mas ele tinha alguma coisa que me hipnotizava. Eu senti que ele queria me pegar, mas não queria dar o gostinho de falar. Eu falei que tinha namorado, ele não perguntou, mas soltei porque encaixou no meio de um assunto que estavamos conversando. Percebi logo que ele ficou desapontado na hora então pensei "Yes, cortei as asinhas dele".

Durante a noite toda foram conversas e mais conversas, o cara tinha uma lábia que eu não acreditava. E isso que ele me disse que falava duas línguas e meia, quando perguntei quais eram ele disse russo, francês e meio inglês. Ele jamais podia considerar que falava meio inglês, pois além de se comunicar e expressar opiniões, ele tentou me convencer que eu tinha que ir pro apartamento dele fazer sexo com ele. Podem rir e achar um absurdo, porque nessa hora eu fiquei pasma e mijei de rir. Mas continuei a conversa, porque ele era simplismente fascinante, eu me senti a Bella, no filme "Crepúsculo", quando conhece o Edward. Juro que ele tinha algo que me segurava lá, fazia eu esquecer tudo ao redor, a música, as minhas amigas, a balada, fazia eu querer ficar conversando e olhando nos olhos dele.

Eu falei que eu não ia pra lugar nenhum com ele porque eu não estava a fim. E o mais engraçado era ele tentando me explicar que hoje em dia não é visto como coisa feia, duas pessoas que acabaram de se conhecer transarem. Deixei ele dar as explicações dele, quando ele perguntou se eu concordava, eu disse que sim, que eu também não via o sexo como um tabu, só que eu simplismente não estava a fim.

Imaginem a minha cara diante dessa figura. Ele falava essas coisas tão naturalmente que eu fiquei sem reação e só ria. Eu falei que ele era a pessoa mais cara de pau que eu já havia conhecido na face da terra. E ele dizia: - Mas, porque? Eu só estou sendo sincero, eu sou assim. - Eu tive a maior paciência do mundo, uma porque eu estava bêbada, duas porque apesar dele ser sincero até demais da conta, o senso de humor dele era o melhor (coisa que americano não tem) e fora que ele era uma gracinha. Ele não sussegou a noite inteira, mas, por azar dele, empreguinou na menina errada e não conseguiu a gozada da noite.

Eu perguntei quais garotas ele estava acostumado a sair, ele disse que americanas, então perguntei como elas eram. E ele disse: - Bom, elas gostam de dar. - Taí, mal acostumado é isso que dá.

Fui embora, e ele encheu meu saco pra que eu ligasse no dia seguinte para encontra-lo. Não liguei, é lógico. Mas ele mandou mensagem e eu respondi dizendo que já estava de volta em DC, e ele perguntou quando eu voltaria e eu disse que breve.

Um tempinho depois do episódio, eu resolvi mandar uma mensagem pra criatura dizendo que talvez estava indo pra lá visitar uma amiga. Eu confesso que eu queria muito encontra-lo de novo, o cara não saia da minha cabeça, até googlar coisas sobre a Russia eu fiz. Foi ai que eu tive a surpresa, ele me respondeu que não me encontraria não, porque não queria ficar na vontade que nem eu o deixei da última vez.

Como dizia o Cazé Pesanha, em seu programa na MTV: "NA CARA, NA CARA, NA CARA". Bem no meio da minha fuça, uma resposta dessa até doeu. Fiquei puta da vida o dia inteiro que recebi essa mensagem, mandei outra mensagem perguntando se ele tava brincando, e ele disse que não. Respondi que beleza e que não ia discutir.

Pensando por outro lado, ele não estava falando nada além da verdade, ele só estava numa balada procurando diversão, mas não precisava ser tão estúpido. Se ele fosse um pouco mais esperto, talvez até conseguiria o que ele tava querendo dessa vez, mas foi burro. Como diz na música da Lady Gaga "That boy is a monster. That boy is monster". Esse eu não vou esquecer mais.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ju e Eu em NYC


Vi muitas coisas interessantes em NY, então este post está bem longo e informativo. Ai vai...

Chegou o último fim de semana da minha irmã aqui nos Estados Unidos. Planejamos ir pra NY. Eu já estive lá outras vezes, mas não tinha visto muita coisa. Então foi uma oportunidade perfeita pra eu conhecer melhor a cidade. Por pouco não fomos, porque compramos as passagens para sair de DC na sexta (dia 5) às 11 da manhã, só que às 10 da noite de quinta, recebi um e-mail da compania de ônibus cancelando a viagem, porque estava vindo uma nevasca em direção a área de DC na sexta de manhã. Entramos em desespero, primeiro porque o avião da minha irmã sairia de NY de volta pro Brasil na segunda-feira à noite, de qualquer jeito ela tinha que ir para lá, e segundo porque a gente tinha planejado uma super viagem e ela não estava a fim de ir embora sem conhecer NY. Comecei a caçar, na net, passagens de ônibus para o mesmo momento, achei um ônibus que ia sair às 2 da manhã, na loucura, pegamos um taxi até o local que o ônibus sairia (em DC). Chegamos 20 minutos antes da partida do ônibus, e por sorte, conseguimos comprar passagem na hora e embarcar.

Chegamos no albergue 7 horas da manhã, fizemos check in, pegamos a chave e fomos procurar nosso quarto. Ao chegar no andar não achavamos o quarto de jeito nenhum. Rodamos o andar todo e nada. O número do quarto era 1317, juro que tinha até o 1316 e pulava pro 1318. Quando desistimos e resolvemos descer na recepção pra perguntar, apareceu uma menina e nos mostrou onde era. Ao entrar no quarto, para nossa surpresa, era um quarto com duas camas de casal, televisão com tv a cabo, banheiro, geladeira e microondas. Isso que eu havia reservado só duas camas num quarto coletivo com mais 6 pessoas, porque era mais barato. Começamos a viagem na cagada e com sorte.

O albergue não era lá aquelas maravilhas, não tinha lobby, a cozinha era super pequena, não dava para interagir com a galera que tava hospedada. Mas para quem pagou a metade do preço, tava ótimo. Era muito bem localizado: perto do Central Park, do Metropolitan e do metrô. Ficamos só meio desconfiadas, mas nem ligamos, depois de encontrar um viado brasileiro no corredor que disse pra gente que lá tinha percevejo porque eles hospedavam mendigo. Desculpem a grosseria, mas percevejo deve ter no &%4#@ dele de tanto sair com bicha porca, e outra, mendigo agora fica na rua mendigando o dia todo e a noite paga pra dormir?

No mesmo dia começamos nossa jornada pelo Metropolitan. Atravessamos um pedaço do Central Park e fomos para o lado east onde o museu fica localizado. Foi uma caminhada de 10 minutos. Antes de entrar paramos na frente para comer o famoso hot dog americano que só vem o pão, a salsicha, ketchup e mostarda.




Pagamos 20 dólares para entrar, mas vou dizer uma coisa, se você entrar sem pagar ninguém vai perceber, então para os caras de pau que quiserem arriscar, go for it!

Eu não ligo muito para essas coisas de artes, fui mesmo porque a minha irmã gosta. Mesmo assim, eu não me arrependi, o Museu é lindo e tem muita coisa interessante, eu gostei mais da parte de arte moderna e da egípcia.

No fim da tarde voltamos para o albergue, compramos umas tranqueiras para comer, e claro, uma garrafinha de Tequila, para esquentar o frio de mais ou menos - 10°C. Nos trocamos tomamos uns shots - detalhe que as burras esqueceram de comprar limão - daí dá-lhe shots de tequila só com sal. Foi punk, mas ajudou a esquentar.

Saimos de casa umas 10 e ficamos dando uns roles pela Broadway para dar um tempinho e depois fomos num pub na mesma rua do albergue. Bebemos uma cerveja e veio um colombiano conversar com a gente, Aff! O cara me lança que já tinha fumado maconha no Empire Estate, olha as conversa, agradecemos a cerveja que ele tinha pagado pra nós (por isso deixei ele conversar com a gente, of course my horse) e saimos fora.

No sábado pela manhã, paramos num café para comer o típico ovo frito com toast e batatas (gorduroso, mas gostoso) e fomos para o MOMA (Museu de Arte Moderna), e começou nossa jornada cultural novamente. Estava rolando uma exposição do Tim Burton - anexo: que foi Fodassa!. Na porta havia um aviso "Ingressos esgotados para hoje". Ficamos fula, mas entramos na fila pra comprar então para o dia seguinte. Assim que paramos na fila uma japa vem na nossa direção e fala: - Eu tenho aqui esses ingressos para às 2 e meia, são 2:20 e eu não poderei ir, pega pra vcs. Eu e a Ju simplismente economizamos 20 doláres para entrar. Saimos correndo para entrar no horário. Depois de entrar, até paramos para dar risada de mais uma cagada de sorte na nossa viagem.



Ao sairmos do MOMA, já tinha escurecido, fomos direto para o Empire State e aproveitando passamos pela Times Square. E lá se foram mais 20 doláres na entrada do prédio, menos mal porque que tinhamos economizado com a entrada do MOMA. Subimos 86 andares para ver NYC de cima, lindo de morrer. Pena que estava um vento muito forte e eu não tive muita paciência de ficar lá. Mas deu pra tirar umas fotinhos e até fazer um videozinho.

Bom, chegamos em casa depois de um longo dia de caminhada. Fizemos um lanhe de meatballs (almondêgas) com aquele queijo philadelphia e ketchup, uma combinação não muito saborosa, mas era o que tinha, depois de comidas (no bom sentido) e trocadas, corremos para a Pacha. Chegamos na balada, quase não entramos de graça, mas graças a insistência da Ju (que ainda ta com o espirito "sou brasileira e não desisto nunca"), a mulher deu um vip pra gente. Nós tinhamos nos cadastrado no site para ganhar duas entradas vip, mas chegamos lá a promoter (tinha que ser mulher) disse que teriamos que pagar, eu não tenho paciência com isso e logo queria ir embora, mas a Ju foi lá questionar e entramos. Adoramos o lugar, apesar de muita gente estranha, tinha vários gatinhos, o lugar era grande e o som era bom.

O que eu percebi é que os caras em NY são mais espertos, nenhum chega oferecendo bebida, claro que tem um e outro, mas ao contrário das baladas em DC, que tem muito mais caras que pagam shots só pra vc conversar com eles. Não bebemos nada para não gastar (minhas viagens são sempre com dinheiro contato hahaha) meu pé e o da Ju começaram a doer por causa do salto (eu até aguento salto uma noite inteira, mas com alguns shots na cabeça), e acabamos indo embora mais ou menos 3 da manhã.

No dia seguinte (domingo), fomos na Estátua da Liberdade, ela estava fechada para visitação, então pegamos um ferry que sai de Manhattan e vai pra a Staten Island, que é de graça e você tem a vista linda da Estátua e de Manhattan. No término do passeio, fomos andando até o começo da Broadway onde tem o touro que significa a força que puxa o Mercado Financeiro pra cima, vi no programa Lugar Incomum, que se pegar nas bolas do touro dá sorte. Segue eu e a Ju com a mão nas bolas do coitado:



Fomos seguindo, passamos na Wall Street, e paramos num Starbucks para tomar um chocolate quente, para esquentar um pouquinho. Depois de muitas fotos do coração financeiro de NY, pegamos o metro e fomos para a Times Square encontrar um amigo meu.

Ele tinha nos convidado para uma house party, estavamos muito cansadas mas fomos. Conheci uma figura que mijei de rir. Para você ter uma idéia, bastaram um pouco mais que duas horas ao lado da pessoa para eu descobrir que ele quase engravidou uma ex-namorada, teve um filho com outra mas a criança morreu, teve uma noiva na França, foi deportado de pelo menos 2 países, foi preso aos 14 anos por causa do pai, os pais fumam maconha até hoje e se separam e voltam praticamente todo mês, já frequentou rehab, bateu o carro ao dirigir bebado a 140 kilometros por hora, ficou em coma e levou uma cassetada de pontos pelo corpo. E hoje disse que parou com essas coisas e só fuma maconha de vez em quando. Pense na pessoa mais problemática que você conhece, agora multiplique por 100. Foi bem divertido, a galerinha era style, até colocaram um Damian Marley pra tocar.

Enfim, chegou nosso último dia de aventuras em NY. Como o Central Parque era perto, fomos andar por ele, tiramos algumas fotos e voltamos para fazer check out no albergue, eu fui embora de lá com destino à Chinatown para pegar o ônibus de volta para DC e a Ju ficou esperando a shettle que iria busca-lá e leva-lá para o aeroporto. Antes, eu só gostava de NY, agora eu AMO. Quem tiver a oportunidade, vale muito a pena conferir.

Cheguei em casa com um apertinho no coração, porque não tinha mais a minhã irmã lá fazendo a bagunça dela, e novamente estou aqui longe da minha familia num pais estrangeiro. Mas é isso ai, até a próxima pessoal.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Minha irmã nos Estados Unidos.



Na foto, Ju e Eu na Hot Tub enquanto nevava, na casa de uma amiga, umas das coisas bizarras que fizemos.

Essa é a última semana da minha irmã nos Estados Unidos. Como disse no post anterior, ela despencou lá do Brasil pra encher meu saco, ops, pra me visitar e desde que ela chegou dei muita risada, além de matar um pouco a saudade de ter, pelo menos um, membro da família por perto.

Passeamos muito desde que ela chegou, a levei em lugares turisticos a noite e de dia, não pudemos aproveitar cem por cento, porque eu estou trabalhando, então tivemos que encaixar nossos passeios entre uma folga e outra. Mas, foi muito bacana de qualquer forma. Fomos em baladinhas, ski resort, outlets e nesse fim de semana estamos indo pra Nova York e de lá ela embarca de volta pro Brasil.

Estou postando para contar algumas pérolas que ela soltou até agora, algumas manias de brasileiro quando chega num país estrangeiro.

No primeiro dia que ela chegou aqui em casa, fomos jantar e peguei um copo para colocar coca pra ela, ela pegou o copo e disse: Aff Tata, pra que esse copo enorme? E eu respondi: - Meo, não tem outro. E ela disse: - Tô me sentindo em Itu (cidade no interior de SP que é conhecida como a cidade das coisas grandes), tudo nesse país é enorme!! Começamos a rir e a minha host não entendeu nada.

Outro dia fomos no banco, pra eu depositar um cheque, falei pra ela que iria muito rápido e perguntei se ela queria ir ou me esperar no carro. Ai ela respondeu: - Ah, vou ficar dentro do carro, porque minha bolsa é muito grande e tem muita coisa dentro, ai vai travar a porta giratória. Eu mijei de rir, porque aqui não existe isso de porta giratória e seguranças revistando sua bolsa não. Fui e voltei em menos de cinco minutos, ai ela perguntou: - Nossa Tata, que rápido, não tinha fila? Rachei o bico de novo, eu não sei o que é fila de banco mais não, aqui também não tem essa.

Outro dia, vendo televisão, ela me fala:

Ju: - Tata, hoje é Tuesday?
Eu: - Não Ju, hoje é Wednesday.
Ju: - Aaaah, então Tuesday é amanhã, né?
Eu: - Não Ju, amanhã é Thrusday.
Ju: - Aaaah, já sei, antes de ontem foi Tuesday.
Eu: - Não meeeeeo, antes de ontem foi Monday.
Ju: - Aaaah, então...Quando é Tuesday?
Eu: - Hahuashausasuahsuashausahushasuha. Desisto!

Fim de semana retrasado, fomos pra um Ski Resort. Eu nunca tive vontade de esquiar ou fazer snowboarding, mas ela insistiu que seu sonho era fazer snow um dia. Então eu resolvi ir. Eu já sabia que pra mim ia ser uó. Imaginei que era difícil, e foi mesmo. O Resort era a três horas daqui, fui dirigindo. Chegamos lá, o tempo estava muito zuado, uma neblina horrível e uma chuva muito chata. Não esquiamos no mesmo dia que chegamos, ficamos só luxando no Resort. Que tinha hot tub, piscina aquecida, sauna, spa e mais um monte de coisas. Bom, estavamos na Piscina aquecida e tinha um velho que olhava pra nossa cara de vez em quando. Ai a Ju disse: - Olha esse velho safado, com um monte de filhos e já quer graça com a gente. Quem conhece minha irmã sabe que o volume da voz dela é um pouquinho alto, pra ser modesta, e eu resolvi alertar antes que desse merda, então disse: - Ju, comenta baixo, porque nunca se sabe, se pá esse velho vira pra gente e fala com sotaque de americano "Vôcés saum braseleiras? Porque eo moréi no Brasil e falo Pórtuguês...". Não passou cinco minutos o velho virou pra gente e disse em inglês: - Qual língua vocês estão falando? E eu respondi: - Português. Ai ele disse: - Huuum, minha mãe é brasileira, eu falo um pouquinho de Português. Não aguentei e comecei a rir, mas acho que ele não entendeu o que estavamos falando.

Um dia chegamos em casa a noite de um jantar e tava muito frio. E tinhamos até esquecido que não tinhamos tomado banho ainda, ai falei: - Vixe, vai lá tomar banho você primeiro, eu vou depois. Ai ela: - Ah não Tata, tá muito frio deixa quieto essa história de banho ai. Dei muita risada, além da preguiça para tomar banho fazia tempo que eu não escutava essa gíria de "deixa quieto essa história ai". Mas pra tirar foto ela aguenta qualquer coisa. Fim de semana passado nevou, logo cedo, tava a criança feliz lá na rua, num frio do cão tirando foto e me chamando: - Tata vem, tá nevando, vamos tirar fotos. E fui, reclamando mas fui. Até boneco de neve ela fez, mas eu não ajudei não, muito frio, preguiça, enfim.

A última pérola que ela fez foi no último domingo. Fomos num bar que era Karaoke, a alegre bebeu e ficou mais alegre do que é e foi inventar de cantar Cristina Aguilera, eu e uma outra amiga ficamos só rachando o bico, enquanto o resto do bar fazia cara feia, teve um cara que pediu pra eu falar pra ela se jogar da janela, eu avisei que ela ia pagar mico, maaas, não adiantou. Foi engraçado demais.

O que eu consigo lembrar até agora é isso, fora as caras que ela fez nas baladas ao ver as americanas dançando. Agora é esperar o nosso fim de semana em Nova York. Depois eu volto para contar como foi.

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