quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Falando abobrinha!!!


Não comentei aqui no blog ainda, mas a minha irmã veio do Brasil me visitar. Ela está aqui há quase 3 semanas e ao mesmo tempo estão surgindo muitas coisas novas pra mim, isso tudo está me deixando sem tempo para escrever. Não vou contar as aventuras das irmãs nos States ainda, mas como meu objetivo esse ano é escrever com mais frequência, nem que seja uma abobrinha, aqui estou.

Ontem estava conversando com uma amiga sobre os programas de televisão brasileiros, e lembrei dos programas da MTV que eu assistia. O ponto Pê era um que eu adorava, a apresentadora Penelope era um sarro. Minha irmã comentou que esse programa não existe mais e a MTV fez um outro muito bobo com duas novas VJs. A idéia é que elas conversem sobre sexo, mas não tem informação, não tem dicas, ou seja, parece um papo de duas amigas fofocando sobre os caras que elas já transaram, ao contrário do que era o Ponto Pê.

Minha intenção não é fazer um post grande, então vou terminando por aqui com um trecho do Ponto Pê! Muito engraçado!


PS: Ainda postarei sobre a minha irmã nos Estados Unidos. Aguardem hahaha!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tô a fim dele, como faço?


Desde a minha adolescêscia até o inicio da minha vida adulta eu simplismente me apavorava para me aproximar de algum carinha que eu estava a fim. Suava frio, sumia as palavras, gaguejava, me comportava como uma total pateta, mesmo que o cara demonstrasse interesse. Me lembro que dizia pras minhas amigas "Eu não chego num cara nem a pau". E pior que nem dava chance para aproximação, era uma songa pra essas coisas.

Mas não há nada como envelhecer e deixar de se importar com coisas banais. Ser adolescente é maravilhoso, mas essa parte de ter medo de parecer bobo seja lá qual for a situação, é um pé no útero (porque eu não tenho saco). Estou abordando esse assunto porque estava pensando numas pérolas que eu e as minhas amigas já fizeram, falaram ou ouviram, que pensei "Opa, isso daria um post no blog".

De um tempo pra cá tenho aperfeiçoado minhas táticas de aproximação e também responder à altura quando um cara é babaca. Além de parar de se importar com coisas banais, a gente fica mais maliciosa e malandra quando envelhece isso ajuda muito. Não me lembro ao certo de como fui perdendo a timidez nesse assunto, mas lembro com clareza alguns recentes episódios que vou contar agora.

Saí com um cara certa vez, fomos num bar e ficamos conversando e bebendo vinho, depois de umas duas horas de papo furado - anexo: o sujeito parecia que estava fazendo entrevista para escolher uma esposa, porque me perguntou coisas tipo "Vc gosta de cachorro ou de gato?", "Vc cozinha ou lava a louça" - estavamos falando de uma coisa nada a ver e ele me lança: - Acho que vc quer me beijar. Minha reação foi WHAAAAT???? Eu pensei "mas que cara convencido do cassete" e respondi: - Na verdade não quero, e vc só disse isso porque vc é quem quer me beijar e não sabe como. Ai foi ele que falou "WHAT??". Amei a cara dele! Nesse caso, eu não estava a fim, mas fui malandra com ele, se fosse uns anos atrás eu já tinha cavado um buraco e enfiado a cara.

Outra certa vez fui numa house party (festa em casa que é muito comum nos Estados Unidos), e tinha um gatinho que não parava de olhar pra minha cara, numa hora vi ele sozinho do lado de fora da casa e pensei "é agooora". Fui lá e não me lembro como puxei assunto, mas ficamos a festa toda no blá blá blá. Até que chegou a hora que a minha carona queria ir embora e eu não tinha beijado o gatinho ainda. Fui falar tchau pra ele e não lembro o que ele disse que eu perguntei "Quem quer vc aqui nessa festa?" ai ele apontou pra umas meninas que estavam atrás de nós e pra mim rapidamente e escondeu o dedo. Ai perguntei em seguida "E quem me quer nessa festa?" E ele apontou pra uns caras atrás e apontou pra ele rapidamente, fui obrigada a beija-lo.

Com uma outra vítima eu lancei uma mais sutil. Conheci um gatinho na balada e ficamos conversando, dançando e bebendo a balada toda. Ele era super simpático, e eu sabia que tava a fim de mim total, mas não tomava atitude. Ai estavamos dançando e ele olhando super dentro do meu olho ai falei "Se vc pudesse fazer alguma coisa nesse exato momento, o que vc faria?" - quem conhece americano, sabe como eles são lerdos - e ai ele respondeu "Como assim?" Respirei fundo e repeti a pergunta e ele me beijou. Aeeee, funcionou!!!

A vítima número três das minhas pérolas foi no Halloween, fui fantasiada de Pinup, conheci o gatinho no bar e ele me perguntou o que era minha fantasia, expliquei e detalhei que as Pinups Girls usam batom vermelho e tal. Foi ai que falei "Falando nisso, eu ainda estou de batom?" e ele respondeu "Sim" e eu disse "Quer tirar?" e ele me beijou.

Nessa vida já ouvi, ou já me contaram, muitas cantadas boas e ruíns. Uma vez, numa balada, um cara chegou em uma amiga minha que tinha chegado há pouco tempo nos Estados Unidos e não estava com um inglês muito bom, ela tentou conversar com ele mas avisou que não entendia muita coisa, então ele disse no ouvido dela "Você é muito linda e eu quero te beijar". Isso ela entendeu perfeitamente e ganhou um beijo do cara, ele foi malandro, tiro o chapéu!

A mesma amiga já escutou de um outro, numa outra situação, uma investida que não deu certo, mas não porque não foi boa, e sim porque o cara era feio. Ele chegou nela e ela disse o discurso que não sabia falar inglês muito bem e tal, na hora estava tocando aquela música "I know you want me, you know I wantcha" (Eu sei que vc me quer, vc sabe que eu te quero), e ele chegou cheio das graças querendo dançar e perguntou se ela entendia a letra da música. Pronto, o cara já tava querendo cantar para ela achando que ia fatura-la, maaas ela disse que não entendia a letra e desbaratinou o sujeito.

Uma outra amiga minha ouviu o seguinte: - Did you fart? (Vc peidou?), e ela: - Whaaaat?????, e ele: - Yeah, because you blew me off. (Pq vc me fez "voar"). Tipo, ele quis dizer que quando passou perto dela ele meio que voou. De todas que já ouvi essa foi definitivamente a mais ridícula e sinceramente eu sou mais criativa, fala ai!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Começando meu segundo ano como Au pair


Terça-feira faz um ano que eu embarquei do aeroporto de SP em direção aos Estados Unidos para me aventurar num programa de intercâmbio. Me lembro como se fosse ontem a imensa ansiedade de realizar um sonho. Eu vim com a intenção de ficar um ano, aperfeiçoar meu inglês, me divertir e crescer interiormente. Alcancei todos os objetivos. Bom, o inglês eu já melhorei muito, mas não do jeito que eu queria, esse foi meu maior motivo de ter decidido estender o programa e ficar mais um ano.
E aqui estou eu, começando meu segundo ano de au pair.

Estendi com a mesma família, apesar disso, me sinto como estivesse começando tudo de novo. O ano que passou foi tudo muito rápido, mas muito bem aproveitado. Acho que nunca tinha vivido tanta coisa em um ano só, foi simplesmente inesquecível.

O segundo ano, espero que seja assim ou melhor. Sei que tenho muita coisa pela frente, mas já me programei, porque quero chegar no final do programa e falar "Poxa, valeu a pena". Porque, quem é au pair, sabe que não é fácil, e quem não é também sabe porque eu já cansei de falar.

Apesar de alguns contra tempos, eu indico o programa para quem tem interesse. Para muita gente não dá certo, mas depende muito do que a pessoa realmente está procurando. O que eu quero dizer é: tem que vir com o pé no chão e sabendo que não vai ser mil maravilhas. Muitas meninas vem só se divertir, achando que vai fazer pé de meia, ou vem para fazer coisas que não se encaixa pra quem é au pair. Patricinhas e quem tem a vida muito fácil no Brasil, sinto em informar que vai sofrer em dobro.
Das meninas que vieram comigo, vi uma que desistiu e voltou pro Brasil no primeiro mês que estava aqui, algumas que trocaram de família porque a primeira era um inferno, mas não desistiram. Algumas que voltaram pro Brasil depois de completarem um ano e algumas que estenderam por mais 6, 9 ou 1 ano. As chances são 50% de dar certo e 50% de dar errado.

Para diminuir as chances de erro aqui vão umas dicas:

1-) As exigências básicas do programa são: ter entre 18 e 26 anos, ter experiência com criança e inglês intermediário. Se você tem poucas horas de experiência com crianças, dê um jeito de aumenta-las, o melhor é ter horas com todas as idades, quanto mais melhor, pois aumentará suas chances de uma colocação numa boa família. O inglês, eu também aconselho que você esteja num nível bom, pois facilitará sua comunicação tanto com as familias quanto com as pessoas da agência quando entrarem em contato com você. Fora que, quando você chega aqui não vai ficar completamente boaiando. Eu estudei 4 anos e meio de inglês, sempre gostei e tive facilidade com a língua, terminei o curso em 2005 e só fui chegar nos Estados Unidos em 2009, foi complicado no começo, meu inglês enferrujado e aquelas pessoas em volta de mim cuspindo as palavras, eu boiava total.

2-) Se você é boa de fuçar o orkut da ex namorada do seu namorado, também é boa para fuçar TUDO sobre a encrenca que você está se metendo. Entre em comunidades, adicione meninas que já foram Aupairs, ou são. Procure famílias antes mesmo de ficar online pela agência. Existem sites bacanas para isso. Resumindo, LEIA TUDO que você encontrar a respeito. Claro, você encontrará meninas falando muita imbecilidade, mas depois de um tempo de tanta pesquisa, você até aprende a reconhecer quem está falando asneira e quem não está.

3-) Não tenha pressa de embarcar, vá em mais de uma agência, procure referências delas, compare preços e vantagens, converse com intercambistas de agências diferentes. Depois da agência escolhida e a inscrição feita, preencha o application com calma, capriche mesmo, quanto mais caprichado, maior as chances de encontrar uma família legal. Para vocês terem uma idéia, quando conheci o programa eu não tinha nem idade pra participar ainda. Quando eu estava estudando, a Cultural Care foi fazer propaganda e eu me interessei novamente, mas queria terminar a facu.
Depois que terminei, fiquei um ano enrolando até finalmente tomar coragem, comecei a pesquisar agências em Maio, fiz minha inscrição em Julho de 2008 e embarquei em Janeiro de 2009. Tudo com muita calma.

2-) Depois de entregar seu application e ficar online, está na hora de escolher as famílias. Essas alturas, você já precisa estar esperta com elas, já deve estar ciente quais são as que provavelmente serão boas, quais benefícios que eles oferecem e que você deve priorizar etc. Bom, quem é boa pesquisadora, sabe disso, mas de qualquer forma vou listar aqui algumas coisas que eu acho que vale observar:

a) Carro: sem ele é quase impossível viver nos Estados Unidos, salvo se a localidade que você vai morar tenha metro e ônibus por perto e que eles funcionem muito bem.

b) Schedule: analise bem se você trabalhará demais. Todos sabem que não podemos trabalhar mais de 45 horas semanais, ou mais de 10 horas por dia. Mas, MUITAS famílias exploram sem dó. Pra evitar isso, analise as condições da família: como a profissão dos pais, se eles viajam muito a negócios, se eles gostam de ficar com os filhos etc.

c) Local: sinceramente o local que vc vai morar é a última coisa que vc tem que se preocupar, não vá fazer um match com uma família em Orange County que pede para vc alimentar os cavalos sonhando com os surfistas gatos que tem por lá. Porque, acredite, o lugar NÃO faz da família, a mais legal.

d) Crianças: NÃO se assuste com a quantidade de filhos que o casal pode ter. Se a criança nasceu pentelha, pode ser uma ou um trilhão, vai ser insuportável. Existem as crianças amáveis e os capetas, isso, infelizmente não tem como saber ao certo, mas vc pode fazer algumas perguntas chaves pros pais ou falar com a ex au pair (se no caso eles tiverem) e tentar descobrir.

e) Curfew: se a família impor horário pra vc chegar em casa, dia de semana até que ok. Mas, se vc não poder curtir a noite nos finais de semana porque tem que chegar até meia noite, esquece!

f) Facilidades: shoppings, centros comerciais, starbucks, mercados, bares, baladinhas etc. Pegue o endereço da família que vc está conversando e procure no google maps, observe a área. Como já disse, o local não é o mais importante, BUT se vc for uma pessoa muito baladeira (meu caso) e morar no meio no NADA, com nenhuma amiga por perto e SEM carro, pode contar com homesick logo logo. Muda completamente de figura se sua querida família te providenciar um carro pra vc fazer whatever, ai sim!

3-) Antes de fazer o match PERGUNTE o necessário e o desnecessário para a família em potencial. NÃO fique com receio ou medo, pior é chegar e ter uma surpresa com algo que vc não perguntou antes. Depois de match feito hora de procurar amizades. Se vc chegar introsada com a galera da área facilitará muito sua vida.

4-) Bom, agora é só relaxar e esperar o embarque.

Antes de fazer o match com a minha familia eu fiz um video e mandei pra eles. Fazia muito tempo que não via esse video, eu mesma mijei de rir na hora que eu falo "BUT" com um som de 'I' gritante no fim da palavra, podem dar risada:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Festas de fim de ano num país estrangeiro.


E começou 2010. Nesse post farei um resumo de como foram as festas de final de ano por aqui e como meu ano começou. Esse final de ano foi muito diferente do que qualquer outro, não melhor nem pior do que todos que já tive, apenas diferente.

Aqui nos Estados Unidos, as festas de final de ano são parecidas com as do Brasil, mas com algumas diferenças. No Brasil: calor, praia, festa. Nos Estados Unidos: neve, casacos e sem festas. Analisando só por essas coisas que eu mencionei agora, parece que o Natal no Brasil é bem melhor, na minha opinião é, mas tem lá aqueles que preferem o clima de frio mesmo. Confiram algumas outras curiosidades sobre as festas de fim de ano nos Estados Unidos:

Os americanos costumam enfeitar as casas na segunda semana de Dezembro, e não é um enfeite básico não, eles realmente entram no clima, algumas casas ficam parecendo um verdadeiro circo. Eles enfeitam fora e dentro de casa, na casa que eu moro, por exemplo, louças normais foram substituidas por louças natalinas (pra quem não consegue imaginar o que é isso, imaginem pratos, copos e talheres desenhados de papai noeis e árvores). Nas portas e nas janelas tem papai noeis, sinos, coroas e os caralho a quatro pendurados. Pior, sabe aqueles negocinhos de plásticos para tampar tomada pra criança não meter o dedão? Sim, aqui em casa até esses trequinhos são em formato de árvore de Natal.

Eles também tem o costume de assistir, ler e ouvir somente coisas relacionadas ao Natal. Eu não aguentava mais ver cartazes de filmes como "Santa Claus is coming to town" e ouvir "Oh, jingle bells, jingle bells, Jingle all the way" por todo lugar que eu passava.

Enfim, sei que no Brasil, apesar das difíceis condições e dos preços altissímos, os shoppings lotam e a cidade fica um caos por causa das compras, aqui é a mesma coisa. Imagina então que as coisas são mais baratas, como eles gastam. Presentes são muito importantes pra eles, eles trocam e-mails, pedem dicas, ligam para os amigos tudo para descobrir o que comprar uns para os outros.

Outra coisa que os americanos fazem é enviar muitos cartões, nunca vi tanto cartão de Natal, mesmo com a era tecnológica o carteiro fica doidinho nessa época. Isso eu acho até que bacana, é legal pegar um cartão e lembrar das pessoas queridas. Mas o que eu acho cafona demais são os cartões personalizados que eles fazem: mandam imprimir a foto da família com uns efeitos de computador super brega e enviam pros amigos e familiares. O pior é que tem gente que manda esses cartões com foto pra toda a agenda de contato. Imagina você recebendo um cartão com a foto de uma pessoa que você mal tem contato. É cada idéia! Pra completar, muitos deles pregam os cartões recebidos na geladeira, imagina a porta da geladeira deles como fica.

Eles não comem a ceia exatamente á meia noite. Alguns fazem janta (no horário normal) no dia 24, outros fazem só almoço ou janta no dia 25. Eles cozinham pratos diferentes dos nossos também.
A parte mais esperada e importante do Natal deles é a manhã do dia 25, que é quando eles acordam e trocam presentes em volta da árvore. A criançada fica louca, é tanto presente que a casa fica empestiada deles uns quinze dias. Eu ganhei coisinhas legais da minha host family: um aparelho de dvd, cachecol, luva, várias bijus, livro, cremes etc.

O fim do ano não significa férias, aqui as férias mesmo são de junho/julho a agosto/setembro, no Natal e Ano novo as escolas e empresas tem um recesso de uma semana apenas.

Bom, eu que não sou uma pessoa religiosa, pra mim Natal não passa de uma data comercial, eu dei uma relida no meu post de Natal do ano passado e vi que já falei isso, mas estou repetindo para os desavisados haha.

Já no Ano Novo não tem fogos, não tem comida gostosa, o povo só viaja se for pra visitar parentes, resumindo: não tem NADA pra fazer. As baladas cobram o olho da cara pra entrar e na verdade não tem nada de especial. Salvo se você estiver em Miami, Vegas ou Nova York.

Eu mesma decidi o que ia fazer em cima da hora, combinei com duas amigas de ir jantar em uma churrascaria brasileira, mas estavam com espera de uma hora, acabamos comendo num chinês que era o único lugar que encontramos aberto no dia 31 às 8 da noite. Depois fomos para um pub irlandês, e até que foi legal!

Mas, meu primeiro fim de semana do ano começou bem...mal. Na quinta teve uma briga no pub e a coitada da minha amiga levou uma cabeçada e ganhou um galo na testa. Na sexta meu carro foi guinchado porque estacionei num lugar proibido. No sábado, fui na casa de uma amiga que foi viajar e deixou a chave comigo para eu alimentar os gatos dela, dirigi meia hora, quando cheguei lá percebi que tinha esquecido a chave da casa. Hoje, fui almoçar com a amiga do galo e mais um amigo dela, quando de repente chega um outro amigo e eles começaram a brigar dentro da lanchonete, o gerente não chamou a polícia por pouco. Resumindo, o ano mal começou e eu já tenho mil histórias pra contar.

Enfim, que venha 2010, ainda tem mais de 360 dias de encrencas!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Falando abobrinha!!!


Não comentei aqui no blog ainda, mas a minha irmã veio do Brasil me visitar. Ela está aqui há quase 3 semanas e ao mesmo tempo estão surgindo muitas coisas novas pra mim, isso tudo está me deixando sem tempo para escrever. Não vou contar as aventuras das irmãs nos States ainda, mas como meu objetivo esse ano é escrever com mais frequência, nem que seja uma abobrinha, aqui estou.

Ontem estava conversando com uma amiga sobre os programas de televisão brasileiros, e lembrei dos programas da MTV que eu assistia. O ponto Pê era um que eu adorava, a apresentadora Penelope era um sarro. Minha irmã comentou que esse programa não existe mais e a MTV fez um outro muito bobo com duas novas VJs. A idéia é que elas conversem sobre sexo, mas não tem informação, não tem dicas, ou seja, parece um papo de duas amigas fofocando sobre os caras que elas já transaram, ao contrário do que era o Ponto Pê.

Minha intenção não é fazer um post grande, então vou terminando por aqui com um trecho do Ponto Pê! Muito engraçado!


PS: Ainda postarei sobre a minha irmã nos Estados Unidos. Aguardem hahaha!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tô a fim dele, como faço?


Desde a minha adolescêscia até o inicio da minha vida adulta eu simplismente me apavorava para me aproximar de algum carinha que eu estava a fim. Suava frio, sumia as palavras, gaguejava, me comportava como uma total pateta, mesmo que o cara demonstrasse interesse. Me lembro que dizia pras minhas amigas "Eu não chego num cara nem a pau". E pior que nem dava chance para aproximação, era uma songa pra essas coisas.

Mas não há nada como envelhecer e deixar de se importar com coisas banais. Ser adolescente é maravilhoso, mas essa parte de ter medo de parecer bobo seja lá qual for a situação, é um pé no útero (porque eu não tenho saco). Estou abordando esse assunto porque estava pensando numas pérolas que eu e as minhas amigas já fizeram, falaram ou ouviram, que pensei "Opa, isso daria um post no blog".

De um tempo pra cá tenho aperfeiçoado minhas táticas de aproximação e também responder à altura quando um cara é babaca. Além de parar de se importar com coisas banais, a gente fica mais maliciosa e malandra quando envelhece isso ajuda muito. Não me lembro ao certo de como fui perdendo a timidez nesse assunto, mas lembro com clareza alguns recentes episódios que vou contar agora.

Saí com um cara certa vez, fomos num bar e ficamos conversando e bebendo vinho, depois de umas duas horas de papo furado - anexo: o sujeito parecia que estava fazendo entrevista para escolher uma esposa, porque me perguntou coisas tipo "Vc gosta de cachorro ou de gato?", "Vc cozinha ou lava a louça" - estavamos falando de uma coisa nada a ver e ele me lança: - Acho que vc quer me beijar. Minha reação foi WHAAAAT???? Eu pensei "mas que cara convencido do cassete" e respondi: - Na verdade não quero, e vc só disse isso porque vc é quem quer me beijar e não sabe como. Ai foi ele que falou "WHAT??". Amei a cara dele! Nesse caso, eu não estava a fim, mas fui malandra com ele, se fosse uns anos atrás eu já tinha cavado um buraco e enfiado a cara.

Outra certa vez fui numa house party (festa em casa que é muito comum nos Estados Unidos), e tinha um gatinho que não parava de olhar pra minha cara, numa hora vi ele sozinho do lado de fora da casa e pensei "é agooora". Fui lá e não me lembro como puxei assunto, mas ficamos a festa toda no blá blá blá. Até que chegou a hora que a minha carona queria ir embora e eu não tinha beijado o gatinho ainda. Fui falar tchau pra ele e não lembro o que ele disse que eu perguntei "Quem quer vc aqui nessa festa?" ai ele apontou pra umas meninas que estavam atrás de nós e pra mim rapidamente e escondeu o dedo. Ai perguntei em seguida "E quem me quer nessa festa?" E ele apontou pra uns caras atrás e apontou pra ele rapidamente, fui obrigada a beija-lo.

Com uma outra vítima eu lancei uma mais sutil. Conheci um gatinho na balada e ficamos conversando, dançando e bebendo a balada toda. Ele era super simpático, e eu sabia que tava a fim de mim total, mas não tomava atitude. Ai estavamos dançando e ele olhando super dentro do meu olho ai falei "Se vc pudesse fazer alguma coisa nesse exato momento, o que vc faria?" - quem conhece americano, sabe como eles são lerdos - e ai ele respondeu "Como assim?" Respirei fundo e repeti a pergunta e ele me beijou. Aeeee, funcionou!!!

A vítima número três das minhas pérolas foi no Halloween, fui fantasiada de Pinup, conheci o gatinho no bar e ele me perguntou o que era minha fantasia, expliquei e detalhei que as Pinups Girls usam batom vermelho e tal. Foi ai que falei "Falando nisso, eu ainda estou de batom?" e ele respondeu "Sim" e eu disse "Quer tirar?" e ele me beijou.

Nessa vida já ouvi, ou já me contaram, muitas cantadas boas e ruíns. Uma vez, numa balada, um cara chegou em uma amiga minha que tinha chegado há pouco tempo nos Estados Unidos e não estava com um inglês muito bom, ela tentou conversar com ele mas avisou que não entendia muita coisa, então ele disse no ouvido dela "Você é muito linda e eu quero te beijar". Isso ela entendeu perfeitamente e ganhou um beijo do cara, ele foi malandro, tiro o chapéu!

A mesma amiga já escutou de um outro, numa outra situação, uma investida que não deu certo, mas não porque não foi boa, e sim porque o cara era feio. Ele chegou nela e ela disse o discurso que não sabia falar inglês muito bem e tal, na hora estava tocando aquela música "I know you want me, you know I wantcha" (Eu sei que vc me quer, vc sabe que eu te quero), e ele chegou cheio das graças querendo dançar e perguntou se ela entendia a letra da música. Pronto, o cara já tava querendo cantar para ela achando que ia fatura-la, maaas ela disse que não entendia a letra e desbaratinou o sujeito.

Uma outra amiga minha ouviu o seguinte: - Did you fart? (Vc peidou?), e ela: - Whaaaat?????, e ele: - Yeah, because you blew me off. (Pq vc me fez "voar"). Tipo, ele quis dizer que quando passou perto dela ele meio que voou. De todas que já ouvi essa foi definitivamente a mais ridícula e sinceramente eu sou mais criativa, fala ai!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Começando meu segundo ano como Au pair


Terça-feira faz um ano que eu embarquei do aeroporto de SP em direção aos Estados Unidos para me aventurar num programa de intercâmbio. Me lembro como se fosse ontem a imensa ansiedade de realizar um sonho. Eu vim com a intenção de ficar um ano, aperfeiçoar meu inglês, me divertir e crescer interiormente. Alcancei todos os objetivos. Bom, o inglês eu já melhorei muito, mas não do jeito que eu queria, esse foi meu maior motivo de ter decidido estender o programa e ficar mais um ano.
E aqui estou eu, começando meu segundo ano de au pair.

Estendi com a mesma família, apesar disso, me sinto como estivesse começando tudo de novo. O ano que passou foi tudo muito rápido, mas muito bem aproveitado. Acho que nunca tinha vivido tanta coisa em um ano só, foi simplesmente inesquecível.

O segundo ano, espero que seja assim ou melhor. Sei que tenho muita coisa pela frente, mas já me programei, porque quero chegar no final do programa e falar "Poxa, valeu a pena". Porque, quem é au pair, sabe que não é fácil, e quem não é também sabe porque eu já cansei de falar.

Apesar de alguns contra tempos, eu indico o programa para quem tem interesse. Para muita gente não dá certo, mas depende muito do que a pessoa realmente está procurando. O que eu quero dizer é: tem que vir com o pé no chão e sabendo que não vai ser mil maravilhas. Muitas meninas vem só se divertir, achando que vai fazer pé de meia, ou vem para fazer coisas que não se encaixa pra quem é au pair. Patricinhas e quem tem a vida muito fácil no Brasil, sinto em informar que vai sofrer em dobro.
Das meninas que vieram comigo, vi uma que desistiu e voltou pro Brasil no primeiro mês que estava aqui, algumas que trocaram de família porque a primeira era um inferno, mas não desistiram. Algumas que voltaram pro Brasil depois de completarem um ano e algumas que estenderam por mais 6, 9 ou 1 ano. As chances são 50% de dar certo e 50% de dar errado.

Para diminuir as chances de erro aqui vão umas dicas:

1-) As exigências básicas do programa são: ter entre 18 e 26 anos, ter experiência com criança e inglês intermediário. Se você tem poucas horas de experiência com crianças, dê um jeito de aumenta-las, o melhor é ter horas com todas as idades, quanto mais melhor, pois aumentará suas chances de uma colocação numa boa família. O inglês, eu também aconselho que você esteja num nível bom, pois facilitará sua comunicação tanto com as familias quanto com as pessoas da agência quando entrarem em contato com você. Fora que, quando você chega aqui não vai ficar completamente boaiando. Eu estudei 4 anos e meio de inglês, sempre gostei e tive facilidade com a língua, terminei o curso em 2005 e só fui chegar nos Estados Unidos em 2009, foi complicado no começo, meu inglês enferrujado e aquelas pessoas em volta de mim cuspindo as palavras, eu boiava total.

2-) Se você é boa de fuçar o orkut da ex namorada do seu namorado, também é boa para fuçar TUDO sobre a encrenca que você está se metendo. Entre em comunidades, adicione meninas que já foram Aupairs, ou são. Procure famílias antes mesmo de ficar online pela agência. Existem sites bacanas para isso. Resumindo, LEIA TUDO que você encontrar a respeito. Claro, você encontrará meninas falando muita imbecilidade, mas depois de um tempo de tanta pesquisa, você até aprende a reconhecer quem está falando asneira e quem não está.

3-) Não tenha pressa de embarcar, vá em mais de uma agência, procure referências delas, compare preços e vantagens, converse com intercambistas de agências diferentes. Depois da agência escolhida e a inscrição feita, preencha o application com calma, capriche mesmo, quanto mais caprichado, maior as chances de encontrar uma família legal. Para vocês terem uma idéia, quando conheci o programa eu não tinha nem idade pra participar ainda. Quando eu estava estudando, a Cultural Care foi fazer propaganda e eu me interessei novamente, mas queria terminar a facu.
Depois que terminei, fiquei um ano enrolando até finalmente tomar coragem, comecei a pesquisar agências em Maio, fiz minha inscrição em Julho de 2008 e embarquei em Janeiro de 2009. Tudo com muita calma.

2-) Depois de entregar seu application e ficar online, está na hora de escolher as famílias. Essas alturas, você já precisa estar esperta com elas, já deve estar ciente quais são as que provavelmente serão boas, quais benefícios que eles oferecem e que você deve priorizar etc. Bom, quem é boa pesquisadora, sabe disso, mas de qualquer forma vou listar aqui algumas coisas que eu acho que vale observar:

a) Carro: sem ele é quase impossível viver nos Estados Unidos, salvo se a localidade que você vai morar tenha metro e ônibus por perto e que eles funcionem muito bem.

b) Schedule: analise bem se você trabalhará demais. Todos sabem que não podemos trabalhar mais de 45 horas semanais, ou mais de 10 horas por dia. Mas, MUITAS famílias exploram sem dó. Pra evitar isso, analise as condições da família: como a profissão dos pais, se eles viajam muito a negócios, se eles gostam de ficar com os filhos etc.

c) Local: sinceramente o local que vc vai morar é a última coisa que vc tem que se preocupar, não vá fazer um match com uma família em Orange County que pede para vc alimentar os cavalos sonhando com os surfistas gatos que tem por lá. Porque, acredite, o lugar NÃO faz da família, a mais legal.

d) Crianças: NÃO se assuste com a quantidade de filhos que o casal pode ter. Se a criança nasceu pentelha, pode ser uma ou um trilhão, vai ser insuportável. Existem as crianças amáveis e os capetas, isso, infelizmente não tem como saber ao certo, mas vc pode fazer algumas perguntas chaves pros pais ou falar com a ex au pair (se no caso eles tiverem) e tentar descobrir.

e) Curfew: se a família impor horário pra vc chegar em casa, dia de semana até que ok. Mas, se vc não poder curtir a noite nos finais de semana porque tem que chegar até meia noite, esquece!

f) Facilidades: shoppings, centros comerciais, starbucks, mercados, bares, baladinhas etc. Pegue o endereço da família que vc está conversando e procure no google maps, observe a área. Como já disse, o local não é o mais importante, BUT se vc for uma pessoa muito baladeira (meu caso) e morar no meio no NADA, com nenhuma amiga por perto e SEM carro, pode contar com homesick logo logo. Muda completamente de figura se sua querida família te providenciar um carro pra vc fazer whatever, ai sim!

3-) Antes de fazer o match PERGUNTE o necessário e o desnecessário para a família em potencial. NÃO fique com receio ou medo, pior é chegar e ter uma surpresa com algo que vc não perguntou antes. Depois de match feito hora de procurar amizades. Se vc chegar introsada com a galera da área facilitará muito sua vida.

4-) Bom, agora é só relaxar e esperar o embarque.

Antes de fazer o match com a minha familia eu fiz um video e mandei pra eles. Fazia muito tempo que não via esse video, eu mesma mijei de rir na hora que eu falo "BUT" com um som de 'I' gritante no fim da palavra, podem dar risada:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Festas de fim de ano num país estrangeiro.


E começou 2010. Nesse post farei um resumo de como foram as festas de final de ano por aqui e como meu ano começou. Esse final de ano foi muito diferente do que qualquer outro, não melhor nem pior do que todos que já tive, apenas diferente.

Aqui nos Estados Unidos, as festas de final de ano são parecidas com as do Brasil, mas com algumas diferenças. No Brasil: calor, praia, festa. Nos Estados Unidos: neve, casacos e sem festas. Analisando só por essas coisas que eu mencionei agora, parece que o Natal no Brasil é bem melhor, na minha opinião é, mas tem lá aqueles que preferem o clima de frio mesmo. Confiram algumas outras curiosidades sobre as festas de fim de ano nos Estados Unidos:

Os americanos costumam enfeitar as casas na segunda semana de Dezembro, e não é um enfeite básico não, eles realmente entram no clima, algumas casas ficam parecendo um verdadeiro circo. Eles enfeitam fora e dentro de casa, na casa que eu moro, por exemplo, louças normais foram substituidas por louças natalinas (pra quem não consegue imaginar o que é isso, imaginem pratos, copos e talheres desenhados de papai noeis e árvores). Nas portas e nas janelas tem papai noeis, sinos, coroas e os caralho a quatro pendurados. Pior, sabe aqueles negocinhos de plásticos para tampar tomada pra criança não meter o dedão? Sim, aqui em casa até esses trequinhos são em formato de árvore de Natal.

Eles também tem o costume de assistir, ler e ouvir somente coisas relacionadas ao Natal. Eu não aguentava mais ver cartazes de filmes como "Santa Claus is coming to town" e ouvir "Oh, jingle bells, jingle bells, Jingle all the way" por todo lugar que eu passava.

Enfim, sei que no Brasil, apesar das difíceis condições e dos preços altissímos, os shoppings lotam e a cidade fica um caos por causa das compras, aqui é a mesma coisa. Imagina então que as coisas são mais baratas, como eles gastam. Presentes são muito importantes pra eles, eles trocam e-mails, pedem dicas, ligam para os amigos tudo para descobrir o que comprar uns para os outros.

Outra coisa que os americanos fazem é enviar muitos cartões, nunca vi tanto cartão de Natal, mesmo com a era tecnológica o carteiro fica doidinho nessa época. Isso eu acho até que bacana, é legal pegar um cartão e lembrar das pessoas queridas. Mas o que eu acho cafona demais são os cartões personalizados que eles fazem: mandam imprimir a foto da família com uns efeitos de computador super brega e enviam pros amigos e familiares. O pior é que tem gente que manda esses cartões com foto pra toda a agenda de contato. Imagina você recebendo um cartão com a foto de uma pessoa que você mal tem contato. É cada idéia! Pra completar, muitos deles pregam os cartões recebidos na geladeira, imagina a porta da geladeira deles como fica.

Eles não comem a ceia exatamente á meia noite. Alguns fazem janta (no horário normal) no dia 24, outros fazem só almoço ou janta no dia 25. Eles cozinham pratos diferentes dos nossos também.
A parte mais esperada e importante do Natal deles é a manhã do dia 25, que é quando eles acordam e trocam presentes em volta da árvore. A criançada fica louca, é tanto presente que a casa fica empestiada deles uns quinze dias. Eu ganhei coisinhas legais da minha host family: um aparelho de dvd, cachecol, luva, várias bijus, livro, cremes etc.

O fim do ano não significa férias, aqui as férias mesmo são de junho/julho a agosto/setembro, no Natal e Ano novo as escolas e empresas tem um recesso de uma semana apenas.

Bom, eu que não sou uma pessoa religiosa, pra mim Natal não passa de uma data comercial, eu dei uma relida no meu post de Natal do ano passado e vi que já falei isso, mas estou repetindo para os desavisados haha.

Já no Ano Novo não tem fogos, não tem comida gostosa, o povo só viaja se for pra visitar parentes, resumindo: não tem NADA pra fazer. As baladas cobram o olho da cara pra entrar e na verdade não tem nada de especial. Salvo se você estiver em Miami, Vegas ou Nova York.

Eu mesma decidi o que ia fazer em cima da hora, combinei com duas amigas de ir jantar em uma churrascaria brasileira, mas estavam com espera de uma hora, acabamos comendo num chinês que era o único lugar que encontramos aberto no dia 31 às 8 da noite. Depois fomos para um pub irlandês, e até que foi legal!

Mas, meu primeiro fim de semana do ano começou bem...mal. Na quinta teve uma briga no pub e a coitada da minha amiga levou uma cabeçada e ganhou um galo na testa. Na sexta meu carro foi guinchado porque estacionei num lugar proibido. No sábado, fui na casa de uma amiga que foi viajar e deixou a chave comigo para eu alimentar os gatos dela, dirigi meia hora, quando cheguei lá percebi que tinha esquecido a chave da casa. Hoje, fui almoçar com a amiga do galo e mais um amigo dela, quando de repente chega um outro amigo e eles começaram a brigar dentro da lanchonete, o gerente não chamou a polícia por pouco. Resumindo, o ano mal começou e eu já tenho mil histórias pra contar.

Enfim, que venha 2010, ainda tem mais de 360 dias de encrencas!

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