quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Último post do ano: O Murphy resolveu me adotar!


Em inglês "Anything that can go wrong, will go wrong". Em Português “Se alguma coisa pode dar errado, dará”. Esse definitivamente é o lema do meu fim de ano.

Eu já nunca fui de simpatizar com festas de fim de ano, principalmente com o Natal. Essa deveria ser uma época legal, que a gente passa com a família, ganha presentes, come comida gostosa, tira férias, viaja, mas pra mim acontece tudo ao contrário. No fim de todo ano sempre alguma coisa dá errado e acaba com as minhas festas. O Murphy sempre resolve me atormentar nessa época do ano.

Pra começar, Natal sem família já é depressivo. Mas como eu não posso fazer nada, porque a minha família tá a 7 mil kilometros de distância, tento me distrair da melhor maneira que posso. Esse ano eu estava feliz porque recebi um convite super fofo, dos pais do cara que eu estava ficando pra passar Natal com eles. Como eu já sabia que eles eram gente boa (porque os conheci numa outra ocasião) eu comprei presentes e roupa nova, entrei totalmente no clima. Só que eu esqueci que “Se alguma coisa pode dar errado, dará” e assim foi. Dois dias antes do Natal, o palhaço terminou comigo, sem mais nem menos... Essa história é bem longa, numa outra oportunidade eu conto melhor. No fundo no fundo eu sempre soube que estava me metendo em encrenca ficando com esse palhaço, mas estava indo tudo bem e eu resolvi levar adiante, só que o Murphy não deixou barato e logo aplicou a lei dele pra cima de mim. Conclusão, passei um Natal até que bacana com a minha host family, eles me trataram super bem e ganhei presentes legais, mas nada me animou muito, fiquei muito chatiada o feriado de Natal todo.

Pra não ficar sozinha, resolvi sair de balada com uma amiga e dois amigos dela no dia 25 a noite. Tudo estava meio morto e borocoxo, mas encontramos um lugar aberto. Não tinha muita gente e o único cara que puxou a minha amiga pra dançar era muito zuado, ela se recusou e ele disse “não se preocupe, eu não quero nada, eu sou viado, meu namorado tá bem ali ó”, então ela continuou a dançar. Enfim, estava tudo bem até a hora de ir embora. Deixamos os casacos e as bolsas em cima duma mesa, mas pra nossa surpresa, a bolsa da minha amiga e meu casaco tinham sumido. Ela quem estava dirigindo, e só não carregava a chave do carro dentro na bolsa, como também a chave reserva.

Um frio de 0 grau e eu usando uma camisa de botão emprestada, saimos da balada sem saber o que fazer. Na esperança que alguém tinha pego por engano, tentamos ligar para o celular dela (que também estava dentro da bolsa) mas ninguém atendia. Então resolvemos largar o carro dela lá e pegar um taxi. Eu que fiquei com a conta do taxi porque ninguém mais tinha cash – guarda essa informação que vai ser importante mais pra frente – então, chegamos em casa, eu peguei o meu carro e fui levar a minha amiga e os 2 meninos em casa – detalhe: eles moravam a 50 minutos de distância da minha casa.

Estava previsto para cair uma tempestade de neve que começaria as 4 da manhã daquele dia, então fui leva-los e voltei correndo, com medo de pegar neve pelo caminho. Cheguei em casa tão cansada, mas tão cansada, que tirei a calça jeans e o sapato e dormi com a roupa de baixo toda e de maquiagem.

No dia seguinte, um dos meninos (que estava com a gente, que apelidarei de Ogro), ficou de leva-la onde o carro estava largado, e de lá ela ligaria pra um chaveiro. Mas ele fez corpo mole e não a levou, ela teve que ligar para outra amiga que fez esse enorme favor. Depois de 3 horas, muito trabalho e 250 dólares mais pobre (sim, ela teve que pagar tudo isso para fazer outra chave) finalmente ela pegou o carro e voltou pra casa. Nisso, ela viu no Facebook que um cara enviou uma mensagem pra ela dizendo que estava com a bolsa e o casaco. Ela me ligou e nós fomos num restaurante encontrar o imbecil que disse que havia pego as nossas coisas por engano.

O cara apareceu, entregou nossas coisas, pediu desculpas e vazou... quando ele virou as costas minha amiga disse “Mari, esse cara é o namorado do viado que dançou comigo”. E concluímos que aquele bixa infeliz tinha pegado nossas coisas de propósito porque deve ter ficado com ciúmes do namoradinho dele ter dançado com a minha amiga. A raiva foi imensa, principalmente para ela que gastou mô grana, mas pelo menos ela recuperou a bolsa, e eu o meu casaco.

Essa amiga ia fazer uma festa na casa dela para o Ano Novo, mas essa história influenciou em tudo. Primeiro porque ela ia dar um jantar, mas depois do arrombo no bolso de 250 dólares, ela ficou sem grana. E também o menino que fez corpo mole para ajudar é roomate dela, então ela ficou com raiva dele, desanimou da festa e achou melhor cancelar. Eu ia deixar a história do taxi quieta – lembra que fui eu que paguei o taxi? – pois então, mas como o menino deu mancada com ela, eu falei “Amiga, cobra o dinheiro do taxi do Ogro e pega pra você”. E ela cobrou, sabe o que ele respondeu?... “Eu gastei 160 dólares naquela noite, e paguei um monte de cervejas para a Mari, não vou pagar taxi nenhum”. O Ogro havia me pagado 2 cervejas Bud Light, a mais barata do mercado, e eu não pedi, ele que ofereceu. Falei pra ela deixar pra lá, e por isso escolhi o apelido de Ogro.

Bom, para o Ano Novo, nós tinhamos algumas opções além da festa na casa dela. Uma festa numa casa no lago, uma outra festa num hotel em Baltimore e uma balada em Arlington. No fim, a festa na casa do lago miou, a festa no hotel também e quando fomos pesquisar a balada, o ingresso havia aumentado de preço. Puta quel pareu, o que falta mais pra dar errado nessa porcaria de festas de fim de ano? Claro que eu vou arrumar algo pra fazer, mas se o Murphy continuar na minha bota, vou acabar sozinha no meio da rua soltando fogos, e acabar presa, porque nem pra comemorar Ano Novo pode se fazer barulho nesse país.

Ah, já ia me esquecendo: HAPPY NEW YEAR, EVERYBODY! I GUESS...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tá chegando a hora...


E só me resta 1 mês na terrinha do Tio Sam. Nessa reta final é hora de pensar num monte de coisas antes de partir, como por exemplo, a gastação de dinheiro. Me ferrei duas vezes, porque além dos presentes de Natal para a galera daqui, comprei algumas lembrancinhas, coisas para vender e coisas pra mim, claro. Tenho que separar as roupas que vou jogar fora, as tranqueiras que tenho que não cabe na mala, nos casacos e botas que eu comprei mas não usarei em hipótese nenhuma no Brasil e por ai vai.

Fazer as malas é complicado, só não vou pagar excesso de bagagem porque uma amiga (santa) tá indo pro Brasil com poucas malas e vai levar algumas das minhas coisas. Mas essa parte pra mim não é tão complicada. O mais doloroso mesmo é o adeus. Dizer tchau pra a Host Family, para as crianças que me pentelharam por todo esse tempo, para os amigos que fiz aqui, para a diversão, para as estações de ano tão bem definidas, para as compras – é tão barato que qualquer um pode ter roupas de marca e eletrônicos de última geração - , pro carro dahora que eu dirijo, para meu quarto – que apesar de não ser muito legal é grande e só meu – pro palhacinho que eu tô pegando e me apeguei. Enfim, para essa vida sofrida, mas boa e divertida.

Já escrevi posts a respeito de ficar ou não ficar nos Estados Unidos, mas só agora que eu estou tendo a noção do que é o desespero nessa hora. É uma sensação inexplicável, a gente fica feliz e triste ao mesmo tempo.

Eu estou aqui faz dois anos direto, estou com uma saudade imensa da minha família, dos meus amigos, da comida, do clima, até de ouvir “Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem”, no metro de São Paulo, eu tô com saudade. Muita coisa mudou no Brasil desde que eu mudei pros Estados Unidos, minha irmã casou, vou ser tia, meus pais mudaram de casa e até o presidente do Brasil vai ser outro quando eu chegar. Muitas novidades esperam por mim e que me fazem ansiosa pra ir embora. Já me acostumei com a idéia de ir embora, já comecei a fazer as malas, e minha cabeça já ta lá no Brasil, no Verão, nas baladas, na minha família, no meus amigos, nos botecos da Augusta... aaah, que saudade.

Ao mesmo tempo o sentimento de adeus é terrível. Morar 2 anos fora me fez criar vínculos fortes com o país onde vivi muitas coisas novas, aprendi coisas diferentes, conheci muita gente, até meu estômago acostumou com as junk foods e o meu corpo com o tempo de muito frio no Inverno e muito calor no Verão. Essa experiência foi com certeza uma das melhores da minha vida até agora e que eu nunca vou esquecer. Estou indo embora, mas não sei o que acontecerá no futuro, minhas portas estão abertas para voltar se eu achar que vale a pena.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Você teria uma Au pair?


Conversando com uma amiga, começamos um assunto sobre formar uma família, acabamos caindo no assunto Você teria uma Au pair? e concluimos que por mais que tivessemos uma penca de filhos, uma Aupair não seria uma solução. Colocar gente estranha dentro de casa é mesmo um costume americano, eu não acho nada normal conhecer uma pessoa pela internet de outro país e trazer pra morar na sua casa. Mas não é só pelo fato de que essa mania não faz parte da minha cultura, mas também tem outros motivos pelo qual nós não fariamos isso.

As Au pairs tem acesso a tudo da vida da host family: correspondência que eles esquecem aberta em cima do balcão da cozinha, brigas de família, casa mal arrumada, louça mal lavada, cueca suja que o host esquece no banheiro depois de tomar banho, mimos entre o casal e por ai vai, a intimidade da família vai por água abaixo.

Fora isso, também tem as manias de cada Au pair: comer no meio da noite e fazer barulho na cozinha, chegar bêbada da balada – e fazer barulho, esquecer a chave da porta e ter que ligar dentro da casa pra pedir pra abrir, esquecer gilette usada ou roupa suja no banheiro, quarto bagunçado, falar alto no telefone, e uma infinidade de coisas que todos nós temos e a host family também tem que aceitar.

Eu e as meninas que ando já aprontamos cada uma que se as host families descubrissem pediriam rematch na hora e olha que nós somos um grupo de Aupair que tem noção das coisas. Fico sabendo de cada história que até Deus duvida (que nem diz minha mãe).

Acho que a minha primeira cagadinha foi levar multa por excesso de velocidade, eu estava com o menino de 2 anos dentro do carro, por isso, resolvi ficar quietinha, pagar a multa sem falar pro meus hosts. Eles nunca descobriram. Depois dessa multa vieram mais trocentas...dessas só contei de uma porque não era tão grave. Com o tempo fiquei mais abusadinha, uma bela noite, bebi pra cassete e achei que tava sussa pra dirigir, quando peguei o carro e vi que tava enxergando 2 faróis, 2 calçadas e ainda por cima embassado, eu notei que o nível de álcool ainda tava alto, tive muita sorte de chegar em casa sem nenhuma polícia ter me parado, se não, voltaria pro Brasil fichada nos Estados Unidos.

Toda vez que fiquei sozinha aprontei alguma, já trouxe várias amigas para fazer clube da luluzinha, comemos a comida deles, bebemos, até dançamos em cima do balcão da cozinha. Outra vez, saimos de balada e voltamos todas bêbadas, deixei todo mundo dormir em casa, coloquei amiga pra dormir até na cama das crianças.

No Verão desse ano minha família viajou, e fui eu inventar de fazer um churrasco em casa, deu até polícia, já contei aqui sobre essa festa. Quando meus hosts chegaram de viagem, eu fiquei com a bunda na mão (pra não falar outra coisa) com medo de algum vizinho ir fofocar, por sorte, eles nunca souberam. Não satisfeita, numa segunda vez que eles foram viajar, eu dei uma festinha na casa, fiquei mais louca que o bozo e até deixar um amigo acender cigarro dentro da casa eu deixei, sorte que uma amiga sóbrea viu e mandou ele sair.

Outro dia cheguei da balada bêbada de madrugada. Estava segurando um monte de sacolas. Parei na cozinha pra beliscar alguma coisa (coisa que jamais faço sobrea porque faz barulho), derrubei as sacolas todas no chão, coloquei coisa pra esquentar no microondas, quando fui descer pro meu quarto, caí nas escadas e consequentemente as sacolas foram todas pro chão e junto comigo, sairam rolando até o último degrau. Ou seja, naquela noite a casa inteira acordou.

Já bati o carro feio, já dei muitos raladinhos leves também, já fiquei sem gasolina no meio da rua, já deu pipino no carro de amigas na frente da minha casa e no fim eu tive que pedir uma mãozinha para o meu host. Já dei uns amassos dentro do carro deles com um cara da Navy que até um tag do uniforme dele caiu atrás do banco e eu fui descobrir depois, minha host pegou o carro na manhã seguinte, mas ainda bem que ninguém viu.

Bom, presepadas é o que não faltam. As minhas amigas também já aprontaram várias parecidas (ou até piores). Uma delas foi encontrar um peguete no bar, os dois beberam tanto que ela resolveu leva-lo pra casa escondido - a maioria das Aupairs não são autorizadas a levar homem dentro de casa - no dia seguinte ela não ia trabalhar, então os dois ficaram bem quietinhos até todo mundo da casa sair, e ai o menino foi embora. Uma outra amiga minha deu uma festa num fim de semana que ficou sozinha em casa, a festa foi a maior pegação, todo mundo ficou louco de bebida e pegou alguém. Teve um casal que foi dar umas no quarto dos host, e outro no quarto das crianças.

Tem histórias que não acabam mais, e isso que somos o grupo das mais comportadas, imagina as outras. Você acha que depois dessa experiência eu teria uma Au pair? JAMAIS.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Blog Abandonado; Gente otária é foda.



Peço desculpas para quem lê o blog porque acabei abandonando, e agradeço vocês que continuam acessando e sempre perguntam o que aconteceu com as minhas aventuras na America e quando vou atualizar o blog, realmente vocês me fazem voltar aqui e escrever nem que seja uma piada bem idiota que nem as que americano gosta de contar.

O título do blog (gente otária é foda), CLARO, que não são vocês que me refiro, e sim aqueles leitores emergentes que vira e mexe acessa meu blog, por forças maiores que podemos chamar de inveja ou curiosidade, e às vezes lê os meus textos desde 2008 só pra ter certeza que sabe TUDO da minha vida, ai deixam comentários com erros de português - Ai não né? - ou classificam meus textos como nada a ver.

Críticas sim, mas babaquices é o fim. Claro que desde que criei o blog e publico histórias pessoais sei perfeitamente que indivíduos como esses vão ler e ficar criticando sem nem ter argumentos plausíveis, portanto, não estou reclamando desses otários, o blog é meu, portanto, escrevo aqui o que eu quiser, e só resolvi deixar um recadinho para esse povinho babaca: Muito obrigada pelo seu ibope e quero mais que vocês se fodam!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

No fundo sua mãe tinha razão, não tinha?


A minha mãe sempre dizia, “Evite casar, mas se gostar de alguém, ele tem que pagar tudo pra você, tem te tratar bem, correr atrás e se precisar ir te buscar até no inferno”. Mas a idiota aqui, de vez em quando, se esquece dessas sábias palavras e acaba se metendo onde não deve.

Em Maio deste ano eu demiti o palhaço que fez o número mais duradouro e memorável no meu picadeiro, e não muito tempo depois disso me apareceu outro: todo fofo, carinhoso, fazendo tudo pra me agradar, demonstrando interesse, me chamando de apelidinhos carinhosos, me elogiando, pronto, completou todos os requisitos exigidos e preencheu a vaga do palhaço anterior.

O conheci numa situação inusitada: Vegas, viagem de verão, bêbada, balada, ele namorava, não quis ficar comigo, ele segurou a minha mão no hall do hotel, eu roubei um beijo, ele ficou pasmo e eu encanada. Para ficar mais fácil a compreensão, o palhaço que me refiro é o Sorriso, aquele que eu já contei um pouco nuns posts por ai. Começou tudo muito romântico, coisa de filme, coisa de novela, mas como a personagem principal sou eu, é lógico que não poderia terminar nas mil maravilhas, né? Esse meu drama tá mais ou menos igual aquele filme “500 dias com ela”, quem já assistiu sabe como é drástico.

Long story short, como dizem aqui e significa “resumindo uma história longa”. Depois que ele terminou com a namorada (na volta de Vegas), com a mãozinha da Santa Antônia (cunhada dele), começamos o contato, tentamos nos encontrar na praia uma vez, mas não deu certo. Como moramos a 2 horas de distância um do outro, o chat do Facebook, o Skype e o AIM eram os canais de comunicação. Eu entrava na net só pra falar com ele e vice-versa, e quando não dava pra entrar na net, era o telefone. Nessa nos conhecemos muito, os assuntos eram os mais variados... chegamos a ficar conversando das 11 da noite até às 4 da manhã. Não deixavamos de nos falar nem um dia sequer.

Até que marcamos de passar um final de semana juntos em Baltimore, ele me levou num jogo de futebol americano e passamos a noite num hotel. Apesar da timidez e da situação embaraçosa, foi perfeito. E depois disso ficou mais intenso, eu mais apaixonadinha e ele também (pelo que parecia). Ele chegou a me ligar bêbado às 4 da manhã, me mandar mensagens dizendo “I miss you”, “I want to kiss you”, “You make me happy”, “It's about heart” e coisas do tipo. Eu sempre respondia com a mesma coisa “I miss you too”, “I want to kiss you too” etc. Ele faz parte de uma das forças armadas dos Estados Unidos e até me convidou pra ir no baile de comemoração de aniversário deles, onde cada um dos membros tem que levar um date. Eu tava ficando muito empolgadinha, achando que havia encontrado o cara dos sonhos, em quase dois anos experimentando americanos (e algumas outras nacionalidades), nunca nenhum tinha sido tão legal comigo.

Só que um dia, numa conversa pelo telefone, eu disse “I miss you” e ele desconversou dizendo que a gente não se conheceu o suficiente ainda pra sentir falta um do outro e tal. A minha ficha caiu depois de um outro fim de semana que passamos juntos, e ele nitidamente estava agindo com uma sensatez inexplicável, e eu fiquei pensando o porquê daquela reação do nada.

Existem vários motivos a considerar: ele sabe que meu programa de Aupair está acabando, e talvez ele não queira se envolver porque eu vou embora, mas olhando pelo outro lado, independente do que eu vou fazer no meu futuro, eu disse à ele que com certeza iria voltar pros Estados Unidos em breve para fazer mestrado e tentar um emprego aqui, então esse não é um motivo plausível.

Outro motivo é a situação dele. Ele acabou de entrar na law school, acabou de terminar um namoro, mora com os pais para evitar gastos extras, é dois anos mais novo que eu, resumindo é um muleque. E os americanos planejam absolutamente tudo e seguem isso sem mudanças. Geralmente os planos deles são: terminar facu, ficar na putaria, arrumar uma namorada aos 29 anos e meio e casar aos 30. Percebi que o Sorriso não foge desse padrão e mesmo que ele esteja gostando muito de mim, ele vai passar por cima do sentimento para cumprir esse ciclo.

E o terceiro motivo é que ele terminou o namoro pouco antes de começarmos a ficar, então, sei la, de repente essa menina ainda tá rodeando e eu não sei.

Minha mãe sempre tem razão, eu não sei porque ainda continuo teimando com ela na maioria das coisas, mas eu juro pra mim mesma, que pelo menos esse conselho dela eu vou começar a seguir à risca.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Casos de Happy Hour


Uma das coisas mais engraçadas que acontece durante a melhor estação do ano é o Happy Hour de Arlington, que até às 9 da noite a cerveja é US $1,50. Imagina a Aupairzaiada fazendo a festa depois do expediente. Descobri isso o ano passado e esse ano fiz questão de apresentar para as novatas essa terapia que são as quartas-feiras durante o Verão.

Existem dois bares, um é o da cerveja barata e o outro é onde vamos depois das 9 – quando acaba a promoção da cerveja – para dançar depois que já estamos alegrinhas de álcool. E como tem gatinhos nesses dois bares, viu?! Perdi as contas de quantos números de telefones eu peguei lá, beijei alguns e também arrumei uns tranqueiras.

Certa vez fui pra lá com mais 2 amigas, uma foi encontrar um peguete e a outra acabou se enrroscando com outro na pista de dança, e o que foi de mim? Bom, fiquei sozinha caçando o que fazer. Eu já tinha reparado num belezinha desde que cheguei e ele, pelo jeito, também tinha reparado em mim porque não parava de olhar, mas também não chegava. Ficou nessa de olhares até que ele resolveu se aproximar e perguntar se eu estava acompanhada, eu disse que não e começamos a conversar.

Depois de uns minutos de conversa, fomos dançar e acabamos nos beijando, entre as conversas e a dança reparei que ele se achava um pouco. Toda hora ficava falando coisas do tipo “Vc não acha que nós dois somos atraentes juntos?” ou “Vc não acha que sou bonito?”. Teve uma hora que ele me pediu pra falar algo interessante sobre mim e eu falei que eu sou uma pessoa esperta e ai perguntei a mesma coisa pra ele e ele respondeu “Meus amigos dizem que eu sou o mais bonito entre eles”. E ele dançando... passava a mão no cabelo toda hora, fazia uns passinhos que parecia que tinha ensaiado. Sem contar que quando a música falava alguma coisa do tipo “I love you/ You are my love” ele me falava “Canta essa música pra mim”.

Aaaah não, eu fui obrigada a começar a tirar sarro, perguntei se o sonho dele era entrar pro Backstreet Boys, quanto tempo ele demorava para se arrumar, se ele beijava o próprio reflexo no espelho, se ele se lambia. Eu só aguentei porque ele tinha um senso de humor ótimo e foi super fofo, por esses motivos dei meu telefone pra ele e assim que eu sai do bar ele me mandou mensagem dizendo que tinha se divertido muito comigo. Bom, depois dessa encontrei ele só mais uma vez e nunca mais... realmente muito metrosexual e muito mulecão... pelo menos serviu pra dar umas boas risadas.

Uma outra vez conheci um cara que era apenas 1 dia mais velho que eu, pronto bastou essa coincidência para que ele achasse que eu fosse a mulher da vida dele. Tudo bem que eu gosto de caras que me tratem bem, mas grude demais também não dá, ainda por cima quando vc acabou de conhecer a pessoa. Esse ai, tinha bebido demais e não desgrudava de mim. No fim perdeu a carona dos amigos e eu tive que levar o bêbado até uma estação de metro super longe. O cara era tão inconveniente que queria ficar passando a mão em mim enquando eu dirigia, eu não disfarcei minha cara de irritada, ele percebeu, pegou meu telefone mas nunca entrou em contato comigo, dei graças a Deus.

A terceira aberração que esse Happy Hour me rendeu foi um cara que uma vez que eu estava prestes a ir embora ele chegou pra conversar, dei meu número porque ele era gracinha e na quarta feira seguinte nos encontramos lá de novo e ficamos, mas depois fui reparar o quão brega ele era. Jésus, o cara tava com aquelas calças jeans *esquenta-coração e um tênis Nike antigo estilo só-uso-porque-ganhei-da-minha-vó-de-Natal. Dispistei na mesma noite, tava até queimando meu filme (risos).

Não só eu que tenho histórias bizarras providas desses happy hours, todas as minha amigas que iam comigo também tem megas aventuras para contar. Uma delas levou o peguete pra casa escondido dos hosts parents, sim, os dois beberam tanto que não tinham condições de dirigir, todo mundo já tinha ido embora e como a casa dela era bem mais perto, ela pegou ele botou no carro e dirigiu cuidadosamente até em casa (tiveram sorte de não encontrar nenhuma *polícia come-ninguém no meio do caminho). Andando nas pontas dos pé e num silêncio impecável eles entraram pela porta do basement, no dia seguinte ela deu café da manhã pra ele e o levou de volta onde ele tinha largado o carro dele. Foi uma loucura, mas ela se divertiu muito porque o cara era bem bacana. Uma outra amiga minha já não teve muita sorte, conheceu um figura, foi pra casa dele, quando estava no meio do bem-bom num sofá no basement, uma pessoa gritou da escada “Fulano, não importa quem seja que está ai com vc, manda ela embora”. Minha amiga ficou assustada, o cara morava com a mãe e ainda por cima uma mãe louca. Ela se vestiu e ralou peito.

Infelizmente o Verão já se foi e uma onda de frio já veio e acho que pra ficar, mas essas lembranças permanecerão na memória. (risos)

*Calça-esquenta-coração são aqueles jeans com o cavalo enorme, cintura alta, rídiculas por sinal e que se usava quando eu nasci.

*2 Polícia come-ninguém é aquele policial que para garotas usando óculos, que não fizeram absolutamente nada de errado no trânsito somente porque não tem nada melhor para fazer e porque provavelmente não come ninguém a muito tempo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Baboseira

Novamente, me desculpem meus leitores a demora para atualizar. Novamente algumas coisas tem acontecido e ocupando meu precioso tempo (risos). Brincadeira essa parte, mas realmente estou um pouco sem cabeça para escrever, mas não se preocupem estou trabalhando já em alguns textos e logo logo vou publicar algumas coisas engraçadas sobre a minha vida privada e escancarada pra vocês darem risada.


Enquanto isso não acontece, eu achei nos meus arquivos um poema do Boça do Hermes e Renato. Eu particularmente achei muito engraçado, porque é uma tiração de sarro de cantores e poetas brasileiros. Eu estudei Letras, ou seja, eu deveria ser a maior fã de MPB, de poemas e dessas coisas todas. Eu até gosto, eu escrevo poemas também (segredo, não contem pra ninguém) mas tem muita coisa nesse mundo dos intelectuais que eu acho um puta saco, como - atenção: não todos, mas alguns - filmes alternativos, peças de teatro, MPB, Bossa Nova e por ai vai. Meo, repara se não tem umas coisas que não faz sentido nenhum, tem gente que sai poetizando tudo e o resultado é um monte de baboseira. Confiram o vídeo e vocês vão entender o que estou falando:

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A ocasião faz o ladrão


Uma amiga foi no McDonald's com o namorado americano e ele perguntou o que ela queria e fez o pedido para a balconista “Por favor, dois McDouble, duas batatas grandes, chicken nuggets e duas Cocas grandes” imediatamente ela exclamou “Duas Cocas grandes? Não tem necessidade de duas e nem de serem grandes, já que são refis podemos pegar uma só pequena e encher toda vez que acabar”. Ele ficou sem entender qual era o propósito dela e pegou as duas Cocas de qualquer jeito.

O que vocês entendem por essa introdução? Que americano é mané e brasileiro é malandro? Pode até ser, mas a questão é: o povo americano não tem necessidade de ficar de malandragem pra todo lado. Uma Coca grande no McDonald's custa menos de 2 doláres, e você não precisa ficar levantando e enchendo o copo toda hora que acabar, que era o que ia acontecer se eles tivessem pego apenas um refrigerante pequeno. E além de tudo ele foi honesto, se tem duas pessoas que estão com sede, o justo é pagar por duas, não é mesmo? Mas a minha amiga é brasileira - e Aupair - então a primeira coisa que ela pensou foi em economizar, e é por isso que nós sempre somos os malandros da história.

Dizem que dinheiro não traz felicidade, que dinheiro não resolve todos os problemas, que dinheiro é maldito. Analisando por outro lado veja a comparação do Brasil e dos Estados Unidos:

Nos Estados Unidos, a maioria da população já nasce numa família bem estruturada financeiramente. O menino de 3 anos que eu tomo conta, por exemplo, tem mais dinheiro guardado do que eu, que faz 7 anos que não fico desempregada. Até ele crescer, ir pra faculdade e arrumar um emprego os pais dele vão o sustentar. É assim que uma família americana tradicional vive ao longo de sua vida, com muito conforto, viagens, boa assistência médica, boa educação, diversão etc.

No Brasil, a maiorida da população já nasce fudido, muitos sem nem ter onde morar, recebem uma péssima educação em escolas públicas, começam a trabalhar de mão de obra barata para pagar a própria faculdade, isso se o cidadão for corajoso e enfrentar o sufuco que é estudar e trabalhar ao mesmo tempo. É uma parcela pequena que realmente recebem em mãos um diploma de graduação e uma parcela menor ainda que tem esse certificado emitido por uma faculdade de boa qualidade e bem nomeada. Depois da difícil jornada dos estudos, vem a dificuldade de arrumar um emprego: muita concorrência e exigências absurdas. Isso para a grande maioria, que nasce pobre, não vou nem contar com os burguesinhos que tem de tudo e do melhor porque eles são uma parcela ridicularmente pequena por isso, quase inexistentes.

Reparem como muitos brasileiros querem tirar vantagem em cima de tudo, são descrente, invejam o vizinho que comprou um carro zero, invejam o colega de trabalho que comprou um apartamento novinho, passam pra trás amigos por causa de dinheiro, abandonam estudos para sustentar a família e isso sem mencionar o mais triste: entram para a vida do crime. Como na música do Racionais diz: “...tinha um pretinho, seu caderno era um fuzil”.

Não sou do tipo que em qualquer ocasião digo “Ah, é tudo culpa do Sistema”, eu sei sim, que muitos brasileiros não tiveram nem família e hoje são muito bem-sucedidos e concordo que nada é impossível quando você realmente quer algo. Mas que tem que ter muito peito para enfrentar a vida no Brasil, isso ninguém pode negar.

Bom, a minha amiga do caso da Coca não está mais namorando o tal do americano, mas se ela (de novo) ou alguma de vocês passarem por uma situação parecida, lembrem desses argumentos que aqui postei.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Todo mundo vai ser vítima dos INIIs um dia.


Das vezes que eu exclamo “Aff”, a que mais sai com ar de indignação é quando algum INII (Indivíduo Não Identificado da Internet) me adiciona no orkut, facebook e afins. Eu odeio acessar minhas páginas e me deparar com aqueles requerimentos do tipo de pessoa que solicita a minha amizade, como se eu fosse uma celebridade e ter a minha fotinho lá no meio dos amigos da criatura vai fazer dele uma pessoa mais feliz.

Enfim, eis que um dia desses abro uma das minhas páginas internéticas e me deparo com uma criatura que: não lê meu blog, não é amigo de amigo meu, não é amigo meu de infância, não é amigo da faculdade, não é amigo de curso de inglês, não é amigo de bairro, não é Aupair, nem se quer mora perto de mim. Ou seja: sem sombra de dúvida era um INII.

Aceitei só porque eu tinha uma amiga em comum com o INII e pensei que talvez poderia ser alguém que eu conheci e não tava lembrada, e eu sempre penso “Nesse mundo não devemos destratar ninguém, você nunca sabe se vai precisar da ajuda daquela pessoa”. No dia seguinte, me deparei com uma mensagem dele que dizia o seguinte:

“A princesa que a minha mãe contava nas histórias de ninar demorou para aparecer, mas graças à internet eu achei”

Não foi exatamente com essas palavras, mas algo tosco bem desse nível. Foi ai que eu tive que soltar um bem inspirado “AFF, PUTAQUEPARIU!”. A tosquisse do indivídio foi tanta que nem consegui responder, mas mesmo que eu quisesse, me fala, uma coisa dessa vai se responder como? Um cara que acha que adicinando meninas desconhecidas em redes na internet vai conseguir alguma coisa, eu tô fora. Ele ficou só na vontade de ter um romance internêtico com uma princesa do livro de ninar.

Mas a comunidade dos INII não é somente composta pelo sexo masculino, acho que até existem mais mulheres anônimas do que homens. E a desculpa dessas pessoas são sempre a mesma “Quero fazer pesquisas na internet, mas não quero me expor”, porque não assume logo que só quer xeretar a vida alheia?

Digo isso, porque até da Minnie eu já recebi recado pedindo liberação para acessar meu blog (quando era bloqueado). Nossa, me senti super lisonjeada até personagens da Disney estão lendo o meu blog. A história é a seguinte: a pessoa tinha um orkut fake, seu nome e sua foto eram da personagem Minnie, ela tinha menos amigos do que um nerd no Ensino Médio e algumas comunidades relacionadas à Aupair. Bem, eu não sou mãe Diná e não tenho como saber se a pessoa realmente estava interessada em informações sobre Aupair ou se era algum engraçadinho ou engraçadinha tentando ler as minhas histórias no blog, só pra ter o prazer de saber o que anda acontecendo na minha vida. Eu acho a segunda opção bem mais provável, mas como não tenho poderes paranormais, eu só tento de todo jeito me proteger dessas aberrações que a tecnologia promove.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aventura na Califórnia: Los Angeles


Desembarcamos em San Diego numa segunda pela manhã, pegamos o carro que haviamos reservado para alugar e fomos em direção à Los Angeles fazendo a costa, parando nas praias. A primeira parada foi Laguna Beach. Foi a praia que mais gostei. É um lugar muito tranquilo, bonito e limpo. É tudo muito igual àqueles seriados e filmes sobre as praias da Califórnia, os salva vidas loiros de pele morena sentados naquelas cabines, muitos surfistas, a galera usando manga-comprida por cima do biquine por causa do ventinho gelado, as gaivotas na areia, as palmeiras, as casas e pousadas de janelas gigantes de vidro, corpos sarados, coroas usando shorts caqui e madames de chapéu grande. Eu quase pude ver a Pamela Anderson usando aquele maiô vermelho correndo com uma boia na mão pela areia com seus megas melões de silicone que nem se movia de tão duro.

A próxima praia que paramos foi mais um cenário de seriado americano: Newport Beach, onde é gravado o seriado The O.C. Não achei a praia muito bonita não pra falar a verdade, mas fomos explorar mesmo assim, tiramos bastante fotos e paramos no Subway pra almoçar. Depois do nosso almoço, seguimos em direção à Santa Mônica, achei a praia sem graça também, mas o píer é bem bonitinho, onde tem a roda gigante que é cartão postal. E nossa última parada foi em Venice Beach, praia sem graça, mas a galera é estilosa demais, muita gente andando de skate.

Foi um sonho realizado estar nessas praias da Califórnia que são tão famosas, tem lugares lindos mas confesso que até em São Paulo temos praias do mesmo nível, e com toda certeza as nossas praias do Nordeste ganham disparadamente das daqui.

Quando terminamos essa jornada de praias fomos para Los Angeles downtown para fazer check in no hostel. Chegamos, com muito esforço, num bairro chinês até que o GPS disse “Arrived at the destination on right”, mas não vimos nada. Paramos o carro na rua e fomos lá a pé com as reservas impressas na mão. Foi ai que nos deparamos com um prédio com uma faixa escrito o nome do hostel ao lado de mais um monte de placas em japonês, chinês, ou sei lá que raio, que me deixava até tonta de olhar, cercado com um portão branco trancado e lá dentro tinha um senhorzinho de olhos puxados com uniforme de segurança. “Excuse-me, we have reservations for this hostel, is it open?” eu falei e o senhorzinho respondeu “telephone, hosanna house, telephone” - Hosanna House era o nome do hostel - e apontava para um papel rasgado grudado no portão com um número meio apagado escrito à mão. Ligamos para o hostel e ninguém atendia. Perguntei novamente para o senhorzinho “Is it working?” e apontei para o hostel e ele só repetia “UOKIN? UOKIN? TELEPHONE”, ou seja, ele não falava um A em inglês e não conseguimos entender o que ele tava tentando dizer. O fato do hostel parecer que não existia ou estava fechado era cômico e trágico ao mesmo tempo e a gente não sabia se ria ou chorava. Acabamos num ataque de riso.

Voltamos para o carro e digitamos “hotel”no GPS, apareceu um motel que era bem pertinho de onde estavamos, e motel é sempre mais barato que hotel. Chegamos lá e o quarto com uma cama de casal era 50 dólares por noite, dividido por duas, ia ficar só 25 doláres para cada uma. Ficamos felizes da vida, o lugar era bem podrinho, mas pra quem já tinha ficado em hostel que o chuveiro era gelado (em Vegas), e hostel que os hospedes costumam fazer sexo barulhento no meio da noite (em San Francisco), eu e a Pinup tava luxando naquele motelzinho podre, pelo menos conseguimos dormir no silêncio e o chuveiro era quentinho.

Na manhã seguinte fomos passear na Hollywood Boulevard, a rua onde tem a calçada da fama, o Kodak Theatre, o Chinese Theatre, o Museu de Cera etc. É apenas uma rua e pode parecer bobeira, mas é realmente emocionante estar ali sabendo que celebridades passaram por ali, ir no Kodak Theatre e pensar que a cerimônia do Oscar é realizada ali dá um friozinho na barriga, ver funcionários carregando equipamentos de filmagem pra todo lado, estava até rolando uma filmagem de alguma coisa num ponto da rua que passamos.



Pra mim, o mais legal foi chegar relativamente próximo do Hollywood Sign, aquela placa enorme escrita “Hollywood”, de vários pontos da cidade é possível vê-la, mas eu queria muito chegar mais perto, então pesquisamos no GPS e depois de nos perdemos muitas vezes e subimos um morro de ruas muito estreitas, conseguimos chegar até a última rua onde é permitido. Apesar de ainda estarmos um pouco longe, a placa é enorme e bem em cima dum morro, dava pra ver nitidamente e tirar muitas fotos legais. Poucos dias antes de viajar eu assisti o filme “The Runaways”, tem uma cena em que as meninas da banda sobem lá no topo do Hollywood Sign pra fumar maconha. Quando cheguei lá fiquei olhando pra placa e pensando “Caralho, a Joan Jett subiu ali pra fumar maconha, e eu tô aqui”, claro que eu não consegui chegar lá no topo da placa que nem elas e também não ia acender um baseado, mas fiquei imaginando aquele lugar nos anos 70 e elas bem louca subindo aquele barranco. Foi uma sensação muito foda!

Seguimos depois para Beverly Hills, paramos o carro na porta da casa onde foi gravado o “The Osbournes” da MTV, mas não tinha nada demais para ver, demos umas voltinhas por lá, mas infelizmente a vizinhança tava bem tranquila e não dei sorte de ver a Britney Spears dando os chiliques dela ou a Angelina Jolie e o Brad Pitt se pegando nos tapas. Passamos também pela Rodeo Drive, é uma rua por ali que só tem lojas de grife caríssimas e é onde as celebridades costumam fazer compras. A minha mãe adora canetas, então eu adquiri uma canetinha da Mont Blanc como lembrancinha para ela... logo em seguida eu caí da cama. (risos)

No nosso segundo dia em Los Angeles reservamos para ir no Universal Studios, gastei 100 dólares contando com a comida, mas valeu a pena. O parque é bem legal, o tour pelos sets de filmagem é muito interessante, passamos pelos sets de filmagens do seriado Desperate Housewives e dos filmes Guerra dos Mundos, Psicose, Grinch e outros. Curiosidade: o cenário dos dois últimos são um bem atrás do outro. No tour eles também mostram como são feitos alguns efeitos especiais como: fazer chover, explosões e carros voando. Passamos por um corredor 3D do Jurassic Park que parece que os dinossauros tão brigando bem do nosso lado e também vimos alguns carros usados nas filmagens dos filmes “Veloses e Furiosos”e “De Volta para o Futuro”, esse último claro que eu não perdi a oportunidade de tirar foto, eu tinha esse filme até gravado em fita VHS quando era criança , adorava assistir repetidas vezes e ficava matutando se era mesmo possível um carro te levar para o passado ou para o futuro.

Quando saímos do parque já seguimos direto para o hostel em San Diego, e nossa aventura pela cidade onde acontece toda magia do cinema acabou por aqui. Para mim, que sou apaixonada por cinema, foi emocionante, fiquei mesmo arrepiada de estar no lugar onde aconteceram muitas coisas que marcaram minha infância ou adolescência, realmente inesquecível.

sábado, 11 de setembro de 2010

Prêmio "Pegação Zero 2010"


Vocês vão rir, mas vou contar mesmo assim, esse Verão teve muitas histórias pra contar, mas eu não fui tão pegadora e inexplicavelmente consegui atingir a marca de uns belos meses sem sexo, eu tô perdendo feio pras minhas amigas que tão de vento em popa pegando geral e até levando peguete escondido para a casa dos hosts, enquanto eu... coitada, não tô pegando nem gripe.

O que será que aconteceu? Bom, pura má sorte... tô encalhada porque só me meto em confusão. Tudo começou quando até Maio desse ano eu estava encanada num palhaço lá do Brasil, de tanta palhaçada no meu picadeiro que ele aprontou, resolvi demiti-lo, pois então, deletei ele de todas as minhas redes internéticas, decidi esquecê-lo e nunca mais falei com ele.

O Verão entrou e eu comecei as entrevistas com novos palhaços, afinal das contas, o picadeiro nunca pode ficar vazio, até que encanei num roommate da minha amiga, bonitinho, gostosinho, personal trainer... e vocês perguntam “Claro que você tirou o atraso com o figura, certo Mari?" ...Errado...Depois que beijei ele, descobri que a minha amiga (roommate dele) ficou chatiada. Eu sabia que ela achava ele gracinha mas, por causa da amizade que eles tem, até a própria já tinha me falado que não iria rolar nada entre eles, mas não tinha noção que o sentimento dela por ele era grande suficiente pra ela ficar bem brava comigo. Eu já sabia que o cara é bem palhacinho, tanto é que no dia seguinte ele já tava beijando outra mina, na minha cara, na cara dela, na cara de todo mundo.

Mas, uma bela noite lá vamos nós sair, não me lembro nem pra onde fomos, sei que bebi muito e ele também, acabamos todos numa after party na casa dele... todo mundo durmiu...só ficou nós dois bem loucos tomando vinho... pra queee??? Não deu outra... quando fui ver já tava beijando ele de novo, mas que fique claro... eu não dei “ataque animal planet” foi vontade enrrustida de se pegar das duas partes. Não rolou sexo, dormi na cama dele, mas a sobridez começou a aparecer e percebi que aquilo poderia dar merda, não poderia mudar o fato de ter beijado ele de novo, mas o peso na conciência bateu forte e eu não consegui fazer nada com ele. Enfim, da outra vez ela ficou brava, mas compreendeu e estavamos tendo uma amizade normal, mas dessa ela ficou uma arara. De início eu pensei que tinha ficado encanadinha na dele, conversei com ela pra ela me esclarecer o que pegava entre eles, mas depois percebi que não valia a pena, ela é uma amiga muito querida e por mais que eu não concorde com alguns pontos de vista dela, o cara não vale a pena e no fim eu realmente percebi que era fogo de palha e logo desencanei do palhaço.

Depois desse rolo todo, eu embarquei pra minha tão sonhada viagem para a West Coast, como vocês já sabem, comecei por Vegas e fui na maldade já pensando “Essa Vegas não vai me esquecer nunca mais”. E deu no que deu... a história do Mr. Smile que eu já contei no post de Vegas. MEO, como é que eu vou pra Vegas e encano num palhacinho (no diminutivo porque ele é fofo) que namora? E ainda por cima fico apaixonadinha... isso mesmo, apaixonadinha. Enfim, mais um sem potêncial para tirar meu atraso, só pode ser praga do palhaço lá do Brasil.

Assim que voltei dessas férias, fui pra Disney com a minha host family, fiquei 7 dias só vendo criança pra lá e pra cá, ou seja, pegação zero. Assim que cheguei fui correndo encontrar as minhas amigas para elas me ajudarem a desencalhar, uma delas deu uma festa com direito a DJ e tudo. Uma outra amiga levou pra festa dois ingleses que ela conheceu na aula de futebol das kids que ela toma conta. Os dois bem novinhos, mas umas belezinhas. Ela pegou um deles, só que bem no começo da festa ela deu PT e acabou dormindo no banheiro. Todo mundo na festa ficou louco, não sobrou um pra contar o que aconteceu lá... depois de incontáveis shots de pitú e vodka o inglês que a minha amiga pegou começou a dar em cima de mim foderoso. Depois do russo, que eu peguei uma vez, juro que esse cara foi o segundo mais xavequeiro da face da terra que eu já conheci. A carne é fraca e acabei beijando o palhaço, eu tava tão bêbada, que pensando na minha amiga (que até então eu sabia que ela tinha dado PT, mas não tinha idéia onde ela tava) começei a chorar no colo do cara. Vergonha total! Ele queria de qualquer jeito terminar o serviço, mas não consegui novamente fazer nada com ele, a culpa bateu pesado. Na manhã seguinte, todo mundo tava dormindo jogado pela casa, a minha amiga me perguntou se eu tinha beijado ele, eu fiquei toda errada, mas depois disse que sim, ela nem ligando foi lá e pegou ele de novo. Ele era muito cafajeste e ela sabia, então acabamos tirando mô sarro da história depois. O inglês já voltou pra Inglaterra e até recebeu um apelido de uns amigos nossos que ficaram sabendo do que aconteceu depois e disse que ele é fera por ter pegado duas brasileiras na mesma noite, e o apelido foi: Coach Rick, The Legend.

Depois dessa piada do Coach Rick, foi feriado prolongado e fui convidada pra ir pra praia em Delaware, detalhe: perto de onde o Mr. Smile mora, a Santa Antônia armou um esquema pra nos encontrarmos, mas não deu certo porque ele tinha um casamento pra ir. No fim, de novo falei “vou na maldade pra essa praia”, acabei saindo no zero a zero, sem pegar nem gripe. Nunca mais falo que vou pra lugar nenhum na maldade.

PeloamordeDeus, o negócio tá mesmo difícil, o pior é que depois de Vegas, meu espírito de piriguete sumiu, não fico mais caçando palhaços, não ligo mais pra ficar flertando com palhaços em baladas, nem fico mais na febre para sair no fim de semana, só me interesso quando o assunto é Mr. Smile. Bom enquanto eu fujo de admitir pra mim mesma que esse palhacinho me fisgou, eu continuo disparada em primeiro lugar na competição “Pegação Zero 2010”, se continuar assim vou ganhar medalha de ouro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Aventura na Califórnia: San Francisco


Da balada em Vegas direto para San Francisco, desembarcamos no aeroporto de SF às 8 da manhã, tinhamos dormido apenas 2 horas na noite anterior, ou seja, praticamente 24 horas sem dormir. Eu e a Pinup não aprontamos muito por lá, na verdade fomos pagar os pecados que cometemos em Vegas (depois vcs vão entender) foi um passeio mais light, por isso, esse post será mais informativo e bem útil pra quem pretende visitar a cidade.

Ao chegar no hostel, só largamos as malas e fomos explorar a cidade, tinhamos apenas um mapa e idéia dos pontos turísticos que queriamos visitar. Mas, não esperavamos que a cidade seria consideravelmente grande, a maioria dos lugares que queriamos ir eram bem afastados um do outro e pra piorar o sistema de transporte é completamente confuso, existe mais de uma empresa de trem, metro e ônibus atuando, então cada sistema (tarifas e horário de funcionamento) é diferente, dando nó no cérebro de qualquer turista. Primeiro saimos andamos pela redondeza, perdemos um pouco de tempo nessa parte porque nossas energias já estavam esgotadas e não conseguiamos mais processar nenhuma informação, por fim decidimos ir direto na Golden Gate Brigde, só que perdemos o ônibus, então mudamos o rumo para o Píer 39 para tentar comprar ingresso para o Alcatraz. As dicas começam aqui:

1-) Antes de chegar em SF eu aconselho pegar o endereço de todas as atrações turísticas que vc quer ver e procurar no Google as direções de como chegar do hotel/albergue que vc vai se hospedar até elas.

2-) Prepare uma boa verba para condução, se vc estiver a pé, como já citei acima, existem várias linhas de trasnporte público e cada um é um preço diferente, todas caras. E vc vai precisar andar bastante de transporte público, são poucos lugares que dá pra ir à pé.

3-) Não importa onde vc se hospedar, vc pode ficar perdo da Golden Gate Brigde, por exemplo, mas quiser ir na Haigh Street, vai precisar dar um bom rolê pra chegar, ou seja, não tem como se hospedar perto de todos os pontos turísticos.

4-) Se vc tem interesse em visitar o Alcatraz, compre ingresso pela internet com pelo menos 15 dias de antecedência, eles esgotam muito rápido e raramente se acha ingresso na hora ou pro dia seguinte.

Bom, voltando... não conseguimos ingresso para o Alcatraz. Então, fomos ver o Pier 39, de lá andamos para o Fishermans Wharf e a Lombard Street, é uma caminhada boa, mas compensável, essas 3 atrações podem ser feitas em seguida pois são perto uma da outra. O Píer é muito bonito, de lá vc consegue ver a ilha de Alcatraz, tem restaurantes de frutos do mar e lojinhas de lembracinhas. A arquitetura toda de madeira, a decoração e os barcos parados na borda do píer fazem uma combinação bem exótica com o clima frio que a cidade tem.




Nossa próxima parada foi o Fishermans Wharf, um lugar onde os pescadores tem suas vendinhas. Se sente um delicioso cheiro de peixe, camarão e seus semelhantes pra todo lado, os pescadores preparam ciri e lagosta na hora, pegam o bicho vivo cozinham, cortam e colocam no prato com salada e essa preparação é toda feita na sua frente. Fiquei com água na boca de ver as lagostas, bem vermelhinhas, mas fui ver o preço, um pedacinho por 20 doláres, caí na realidade de Aupoor e passei batido por elas.



Depois que vc passa pelo Fishemans Wharf já está próximo da Lombard Street, aquela rua em zig-zag, fomos andando e seguindo pelo mapa, por ali o lugar é lindo, as casinhas são umas grudadinhas nas outras e tombadinhas por causa das ladeiras, a linha do bondinho passa numa rua principal, deixando o visual de cidade histórica. As ladeiras são bem cansativas, tem umas que são verdadeiras paredes, ter um carro de marcha em San Francisco é definitivamente uma péssima idéia. Estavamos subindo a pior ladeira quando falei pra Pinup “Que que isso? Tô me sentindo como se tivesse pagando pecado” ela começou a rir e eu emendei “Nossa Pinup, estamos realmente pagando pecados, os cometidos em Vegas” caimos na risada.

Quando chegamos lá no topo da Lombard St. compesou todo o esforço feito, a vista é de tirar o fôlego, é possível ver milhões das casinhas tombadinhas e do outro lado o mar, é simplismente maravilhoso. Já estava no fim da tarde e estavamos passando frio – outra dica: leve blusa, cachecol e calça comprida mesmo no Verão, a cidade é inexplicavelmente gelada – resolvemos parar num Burger King pra comer, imaginando que estava comendo a lagosta de 20 dólares, mandei um hamburgão de 2 dólares (olha a diferença) pra dentro. Depois de comer, pegamos o ônibus de volta para o hostel.



Nesse hostel o banheiro era fora do quarto, mas pelo menos o chuveiro era quente, o quarto era meio pequeno (de quatro camas também). Percebemos um cheiro de chulé, peguei meu tênis e minha meia cheirei e tava meio cheirando ruím, como a minha meia tava suja desde o dia anterior voltei no banheiro lavei meu pé de novo (eu já tinha tomado banho), mas o chulé do quarto não saiu não, sabe quando vc vem de for a e sente o cheiro do ambiente? Realmente tava desagradável, mas a essas alturas não estavamos mais aguentando ficar em pé, pois já tava quase completando 48 horas sem dormir apropriadamente, então caimos no sono. No meio da noite, fui acordada com um barulho de gemido altíssimo, sim, tinha alguma guria dando pra alguém e gemendo e gritando que o som ecoava no prédio do hostel todo, até barulhos dos tapas que ela levou eu escutei, só ouvia um páááá e ela “aaaaaaaaah”. Até me assustei, até hoje tô em dúvida se ela estava tendo relações com um homem ou com um jumento. A Pinup também acordou, imaginem como estava alto o negócio.

No dia seguinte acordamos cedo e nos trocamos para começar a jornada novamente. Passamos na cozinha do hostel para tomar café, eu e a Pinup ficava olhando para as meninas e tentando adivinhar quem foi a hienna da noite anterior. (risos) Estavamos saindo e conhecemos uma Aupair brasileira que estava chegando naquele momento no hostel, quando me apresentei ela disse “Vc é a Mari que tem um blog?” a Pinup comentou “Nossa Mari, vc tá famosa já” (risos). Convidamos ela pra ir com a gente, e dessa vez fomos para a Golden Gate Brigde. Pegamos o ônibus certo, só que passamos do ponto e o ônibus pegou uma rodovia e não parou mais, o próximo ponto que conseguimos descer já era em outra cidadezinha, e lá vai as 3 patetas (a menina, a Pinup e eu) pagar mais uma condução para pegar um ônibus de volta, nossa nesse dia gastei mô grana de ônibus.

Chegamos finalmente na Brigde, é muito linda, mas estava nublado, minhas fotos não sairam muito bacanas. E o frio continuava, e pra piorar começou a cair uma garoa, coloquei o lenço na cabeça e não tirei mais, as meninas tiraram sarro, mas antes parecer uma muçulmana que um leão com a juba armada (PS: meu cabelo não é à prova d'água).



Depois da Brigde fomos para a Haight St. lá é um ícone dos hippies, é uma rua cheia de barsinhos e lojas alternativas. Vi muita coisa bacana, mas acabei comprando só cartões postais, pois era tudo muito caro. Pela rua tem muita gente estilosa passeando, mendigos tentando ganhar seus trocados com placas como “need 1 dolar 4 weed” (preciso de 1 dólar para maconha) e jovens andando de skate. Nesse cenário foi quando me bateu um calafrio e pensei “Caralho, tô mesmo na Califórnia meo!!!!” Paramos num barsinho, comemos uma pizza e bebemos uma cerveja, depois a menina nova voltou pro hostel e eu e a Pinup pegamos outro ônibus em direção as Casas Vitorianas, são muito bonitas, lembrei de vários filmes e seriados quando chegamos lá.





Depois de uma longa sessão de fotos, voltamos para o hostel, logo em seguida da gente chegou uma loirinha que estava na cama de cima, ela tirou o tênis e deixou bem na ponta da escada do beliche e eu estava sentada na minha cama bem ao lado da escada, de repente subiu mô cheirão de queijo parmesão, eu olhei pra Pinup enrruguei o nariz tipo farejando, a Pinup olhou pra mim e começamos a rir baixinho, segurando a boca. Dai a explicação pro chulé que tava naquele quarto, e eu, que nunca tive chulé, achando que era meu.



E chegou ao fim nossa aventura em San Francisco, amei a cidade e queria ter passado mais tempo, só que tinhamos um longo caminho pela frente ainda... conhecer Los Angeles e San Diego.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vegas ... Aaaaah Vegas!!!


Essa viagem vou ter que contar em capítulos afinal de contas umas férias de 9 dias em que conheci 9 lugares e rolou de dormir no hotel mais caro de Vegas à diarréia, é impossível resumir em um post só. Vou começar por Vegas, que apesar de não ser no Estado da Califórnia, e sim em Nevada, fica perto.

Conhecer a Califórnia sempre foi meu sonho, cresci assistindo seriados, filmes americanos e escutando rock'n'roll. E no cenário de música e arte americana, o que acontecia na Califórnia sempre me fascinou: hippies, punk rock e hardcore, praias, surf, skate, gente bonita e estilosa etc. Desde que eu pisei nos Estados Unidos pensei “não saio daqui sem conhecer a Costa Oeste, mais conhecida como West Coast, de jeito nenhum”.

Foi ai que planejei minha trip com mais uma amiga e depois de torrar o nosso suado dinheirinho em passagens de avião, reserva dos albergues e aluguel de carro. Zero na conta bancária, mas com um sorriso de orelha à orelha anunciei no facebook “Got the tickets to Califórnia”. Foi um dos dias mais emocionantes da minha vida.

Bom, e o dia D chegou, e lá vai eu e a Pinup Girl (pseudônimo para a amiga que me acompanhou nessa aventura – vcs vão saber porque depois) embarcar no aeroporto de Baltimore, longe pra cassete mas saindo de lá era mais barato (C-a-l-a-r-o que nós "au poors" sempre arrumamos um jeito mais barato de fazer as coisas). 

Aviso aos navegantes: Vegas é absolutamente para maiores, cartazes de homens sarados e mulheres semi-nuas anunciando shows de strip-tease são espalhados por todos os cantos. Bem em frente do nosso hostel tinha um estúdio de tatuagem chamado "Precious Slut" (Vagabunda preciosa), sem contar as capelinhas de casamentos que facilita casório que nem as Casas Bahia facilia a compra de uma TV 100 polegadas. 

Enfim, desembarcamos na cidade dos pecados numa quarta à noite, a primeira coisa que vc vê assim que desce do avião é: máquinas de jogos (sim, dentro do aeroporto no hall de embarque e desembarque). Fomos direto pro hostel que inclusive chamava Sin City. Meo, o lugar era zuado. A recepção, lobby, cozinha...era tudo pequeno. Nosso quarto era de quatro camas mixed (mulher e homem misturados) e um banheiro que dividia com o quarto vizinho, e ainda por cima o chuveiro era gelado. Tinha umas bagunças numa cama quando chegamos, e pelas roupas dava pra ver que era um homem. Mas até que tivemos sorte nesse hostel porque nunca trombamos com o cara que tava no nosso quarto e no penúltimo dia ele foi embora e não chegou mais ninguém até a hora do nosso check out, ou seja, tivemos o quarto praticamente só pra nós.

Na quinta de manhã, depois de tomar um café no hostel (que era a única coisa que prestava lá, quer dizer, até que tinha uns europeus delicinhas hospedados lá, mas nem tive tempo de conversar com eles) fomos passear pela Strip - Las Vegas Boulevard (a avenida famosa onde ficam os cassinos). Pegamos um ônibus que paga 7 doláres para andar 24 horas, e que ônibus lerdo da penda, fazia 4 milhas (que dá tranquilamente pra fazer em menos de 20 minutos) em uma fucking hora, parecia metro, a porra parava em todos pontos e cada passageiro que entrava tomava pelo menos 5 minutos da atenção do motorista, pedindo informação e muitas vezes nem embarcava, dava até náuseas de andar naquele ônibus. Mas beleza, conhecemos quase todos os Cassinos, tiramos muitas fotos e gastamos muito com lembrancinhas também. No fim da tarde paramos num bar que a cerveja era 1 dólar, foi quando a Santa Antônia (pseudônimo para outra amiga, que vcs vão saber também o porquê depois) nos ligou dizendo que tava chegando. Mas o que essa amiga ligando tem a ver com a história? … Pausa tudo pra eu explicar …

O noivo dela é das forças armadas e estava em San Diego fazendo um treinamento, e eles dois e mais 8 amigos dele combinaram de ir pra Vegas e calhou que eles chegaram lá no dia seguinte que eu e a Pinup Girl chegamos. A Santa Antônia meio que já tinha esquematizado tudo, tanto é que eu já tinha adicionado o noivo dela no Facebook e ele já tinha até mostrado a minha foto pros amigos todos dele e ela disse “Mari, vô te casar em Vegas”, tá ai o porquê do pseudônimo.

Voltando  … Eu e a Pinup saimos do bar, terminamos nossa jornada de turista e voltamos pro hostel, nos arrumamos e a noite fomos encontrar a Sta. Antônia e a trupe no Bellagio (sim, eles estavam todos hospedados lá, chiquérrimo!) , subimos no quarto deles e quando entramos ... Marine Corps toda lá dentro. Bateu uma vergonha, e de início eu não achei nenhum muito interessante, mas confesso que fui cativada logo de cara pelo sorriso do cunhado da Antônia (entre eles, o irmão do noivo dela estava lá, e também é Marine). E depois de beber champanhe e vinho, o meu dedo podre foi escolher quem? Sim, o do sorriso ... e que NAMORA. PORRA, 8 MARINES SOLTEIROS e eu fui encanar justo no que não podia.

Eu não encano fácil numa pessoa, eu sou muito de curtir o momento, geralmente olho logo a aparência, pego por pegar e não fico pensando muito no indivíduo no dia seguinte, e se outro me aparece, o anterior já trato de enterrar, sim eu sou meio homem pra essas coisas. Mas, o que aconteceu comigo em Vegas não foi bem assim, o tal não se enquadra NADA com o tipo de cara que chama minha atenção. O indivídio é baixinho, cabelos e olhos castanhos, mas eu achei ele tão fofinho que não susseguei enquanto não completei a missão, quer dizer, completei metade da missão, ainda tenho “unfinished bussiness” com essa criatura. 

Antes da balada fomos comer e eu bebi uma caipirinha. Já na balada, foram shots, cervejas, vodka com redbull … ai pronto, baixou o capeta. Eu fui inventar de falar pra Sta. Antônia que eu estava a fim do cunhado dela, ela contou pro noivo, que contou pra ele. Eu não lembro exatamente o que aconteceu devido o excesso de álcool que eu já tinha consumido, só sei que daí em diante eu comecei uma saga pra tentar beijar o coitado. Eu passei a noite toda só dançando com ele, xavecando na cara larga, e só me lembro que ele dizia que tinha namorada mas também só ficava me vigiando, quando eu saia de perto, ele vinha na minha cola.

Quando me dei conta, a galera tinha ido embora e deixaram eu e ele la. Ele pegou na minha mão, com os dedos cruzados tipo namorandinho, e me levou pro quarto. Ele estava na boa intenção mesmo, a Sta. Antônia tinha pedido pra ele me levar porque eu tava tão bebada que não ia saber voltar pro meu hostel.

Maaaaaas eu não perdoei e dei o “Ataque Animal Planet”, li isso num blog que me mijei de rir. Sabe aqueles programas que passa no canal à cabo Animal Planet que mostra uns bichos selvagens atacando os outros bichinhos inocentes? Foi exatamente isso que aconteceu. Fui pra cima dele tão foderoso, o máximo que eu consegui foi um beijo mal dado, lembro que perdi a paciência de tanto que ele fogia de mim, e tentei ir embora umas 30 vezes mas ele não deixou, no fim fui deitar na cama do lado (que era a cama do amigo que estava dividindo quarto com ele, mas não tinha voltado da balada ainda) e cai no sono de sapato e bolsa pendurada.

No dia seguinte às 7 e meia da manhã o amigo dele (dono da cama) chegou e deitou do meu lado, eu acordei no susto olhei para cara dele, ele levantou a cabeça e falou “Hi” com mô voz de chapado … eu nem respondi, levantei da cama num pulo, o Sorriso tava dormindo na outra cama, só sei que vazei correndo. Depois, o amigo contou que chegou no quarto e pensou “Ah, parece que tem uma garota na minha cama, ok”, ele tirou a roupa toda e deitou do meu lado (raxei o bico) eu nem tinha percebido que o cara tava pelado. Eu ainda tava tonta por causa das bebidas e com uma ressaca do cassete, eu só pensava em sumir dali o mais rápido possível. 

E lá vou eu, num sol de raxar o coco, com o cabelo todo amassado, maquiagem borrada, com roupa de balada e salto, saí do Bellagio em direção ao ponto de ônibus, até um velhinho que tava varrendo a rua disse que tinha me visto na noite anterior e lembrava da minha tatuagem. Por um minuto fiquei até com medo do que tinha feito na noite passada. Como assim, o tio que varre a rua lembrava da minha tatuagem?! 

Cheguei no ponto de ônibus com muita dificuldade porque meu pé tava machucando, e peguei o ônibus errado, aff, desci num ponto qualquer e tive que pegar mais dois ônibus pra chegar no hostel. Cheguei lá e lembrei que a chave do quarto tava com a Pinup. Pedi gentilmente para o cara da recepção abrir o quarto pra mim, ainda bem que ele era gente boa. Entrei no quarto e capotei na cama.

A Pinup Girl chegou no hostel umas 10 da manhã, e depois de banho tomado, café da manhã e umas pílulas para dor de cabeça - ressaca do cassete! - nós fomos turistar mais. No caminho a Pinup foi me contando que tinha passado a noite também no Bellagio, que ela saiu da balada depois de mim com um dos amigos Marines. Ela disse que o cara queria tirar fotos dela, dai ela pensou “Pra que?”. E eu já logo pensei: o cara tava indo pra guerra, o noivo da Sta. Antônia e a trupe que tava curtindo em Vegas estavam em treinamento para ir para o Afeganistão e voltariam em 7 meses. Ele queria imprimir as fotos dela e pendurar lá na cabaninha dele na guerra, por isso, apelidei ela de Pinup Girl e fiquei tirando sarro a viagem toda. 

Chegou a noite e fomos pra uma outra balada, encontramos a galera lá de novo, eu fiquei super na minha, nem bebi, porque iriamos embora cedo e a suttle ia nos buscar as 5 da manhã no hostel para nos levarmos para o aeroporto, pois iamos embarcar pra San Francisco. Foi bacana, mas não deu pra curtir muito. O Sorriso conversou comigo normal e ficou o tempo todo na minha cola, e quando ele começou a ficar bebâdo não disfarçou a vontade de me pegar (risada maquiavélica), o tempo todo queria dançar atrás de mim (pq americano só sabe dançar atras da mina) ficava puxando conversa e quando eu saia de perto ele me chamava. Mas, infelizmente, quando deu 2 da manhã, tivemos que ir embora, falei tchau pra ele e pedi desculpa pela maluquisse da noite anterior e ele respondeu “Não precisa se desculpar, não há culpados”.

Essa primeira parada na nossa saga pela West Coast foi de raxar o bico, tudo era motivo de piada, soltamos cada pérola que nem me lembro mais de todas. Deixamos Vegas com um apertinho no coração, não casei por lá. … mas fui fisgada inexplicavelmente, e me parece que a Pinup Girl também ficou.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estou sumida...resumão!


Tenho recebido muitos elogios a respeito do blog ultimamente, confesso que estou meio atrasada com as histórias e peço desculpas à quem lê. Quero começar esse post agradecendo à todos que leêm e que também comentam com outros, isso tem gerado bastante interesse em outras pessoas em lerem minhas maluquices e muitos pedidos de permissão para acessar, infelizmente ainda não posso abrir o blog para o público em geral, pois conto muitas coisas pessoais (e quem lê sabe que as minhas opiniões são fortes) e quero compartilha-las apenas com quem realmente gosta e se diverte com os textos e não com aqueles que entram apenas para xeretar, vocês me entendem, né? Mas num futuro próximo pretendo abrir o blog para acesso público, veremos.

Como eu já comentei por ai, o Verão nesse país é uma putaria, e claro que eu não poderia ficar fora dessa e estou aproveitando cada minuto, afinal de contas quando chega aquele frio de matar é complicado de aguentar, ainda mais quando não se tem um cobertor de orelha. Por isso, tenho abandonado o blog, tenho saido tanto que nem tempo pra escrever as presepadas que ando aprontando eu tenho tido. Por isso, vim contar só um resumão do que anda acontecendo...

Esse Verão tem sido muito aproveitoso pra mim, mal trabalhei, viajei muito, dei festas (inclusive, depois do churrasco que virou festa de arromba, eu dei outra festinha aqui em casa que também bombou, depois conto mais), fui em festas, peguei geral, fui em muitas baladas, dancei, beijei, fiquei bêbada e por ai vai as maluquices.

Uma coisa que me intrigou muito nessa Estação que foi quando a minha host mom me chamou pra conversar e propôs trocar meu visto para estudante pra eu ficar mais 2 anos com eles. Eu fiquei muito tempo pensando nisso, pesquisei tudo a respeito, mas cheguei a conclusão que eu prefiro voltar para o Brasil. Eu já vim decidida a voltar, tem muito mais contras do que prós, e eu sinto de coração que eu tenho que voltar, que algo que vai me deixar feliz está lá, talvez seja meu sucesso profissional...quem sabe?! E se eu estiver enganada, eu volto.

Outra coisa que tem me mantido fora de casa são os happy hours de quarta-feira. Durante o Verão tem um bar meio perto de casa que a cerveja é 1,50 até às 9 da noite. Pra que? Toda quarta-feira eu e as minhas amigas estamos lá batendo cartão... esses happy hours já renderam muitas histórias...que logo logo vão virar post também.

Bom, eu praticamente acabei de voltar de férias da Califórnia e de Vegas... Nossa, essa viagem sim...vai render um post gigantesco (aguardem hahaha). Amanhã bem cedo embarcarei pra Disney World com a minha host family e ficarei por lá 7 dias, por isso já vou me despedindo e prometo que assim que voltar posto mais maluquices aprontadas pela minha pessoa. Beijos.

terça-feira, 27 de julho de 2010

PQP, outra multa?


Dirigi por um ano no Brasil, antes de vir pra cá, e nunca levei uma multa, quando cheguei aqui, logo no terceiro mês tomei uma multa por ter estacionado em local proibido, depois levei uma por velocidade, depois de um tempo levei mais uma por não ter um carona e esses dias tomei outra por passar no farol vermelho. Pow, depois de tantas multas assim será que eu sou uma motorista imprudente?

Mas, pera-lá, dirigir nos Estados Unidos é uma PAIN IN THE ASS. Eles são extremamente cautelosos, não que isso seja ruím, mas é um exagero tão grande de cuidados no trânsito que eles parecem um bando de aprendizes atrás do volante.

Fazem trânsito até se uma ervilha atravessar a rua, literalmente param por completo se for dobrar uma esquina, não sabem posicionar o carro no trânsito, quando param em fila deixam uma vaga que cabe um metro entre um carro e outro, ocasionando bloqueio das intersecções, porra, o que custa o imbecil ficar um pouquinho mais perto do carro da frente, pra vc conseguir encaixar o seu carro na faixa sem bloquear o caminho?

Eles dirigem tão devagar que eu fui entender o porquê só depois que vi uma infeliz com uma pasta aberta em cima do volante ESCREVENDO! Fala se isso não é motivo de buzinar na orelha da idiota? Eles utilizam o carro pra tirar cochilo, comer, falar no celular, ler, estudar, fazer relatórios, conversar, MENOS pra se locomover.

Fora que, todo raio de lugar que vc vá é um inferno para estacionar na rua, em todos os lugares só pode estacionar com cartão de permissão (que vc obtém se for residente daquela área) ou tem parquímetro, que só aceita moedas de 25 centavos e são de graça só nos finais de semana e feriados, e olhe lá, porque cada lugar que vc vai funciona diferente. Por exemplo, tem região que pode estacionar de graça depois das 18h, mas é só dirigir mais 3 quadras pra frente e tudo muda e estacionar na rua pode ser pago até às 22h. E como é que eu sei dessa palhaçada toda de mudança de horário, onde posso estacionar, onde não posso? E eu respondo: porque há pelo menos 572 placas nas calçadas, com 354 explicações dos horários que pode estacionar e que não pode. Ai vc perde seu dia inteiro lendo a porra da placa até entender as regras e saber se vc pode largar seu carro lá sem medo de ser multado.E ainda por cima, estacionamento pago são poucos, e os que tem são caríssimos.

E a velocidade, putz...nem me fala que da raiva. Todo mundo tem uns puta carrões e não pode acelerar em quase lugar nenhum, o limite de velocidade é ridículo, tem avenidas gigantes que só pode andar a 25 milhas por hora, é tão devagar que mal parece que vc ta se locomovendo.

Ter cuidados no trânsito é uma coisa, vc pode ter cuidados mas agilizar também, mas aqui não tem dessas, por isso, pra quem vai vir morar por essas bandas já fiquem espertos ou vc entra no ritmo da lerdeza, ou vc toma multa adoidado que nem eu.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Trip to Milwaukee and Chicago!

Minha viagem da Califórnia está chegando e eu ainda não contei sobre a trip pra Milwaukee e Chicago. Então, antes que eu me aventure na West Coast, deixa eu contar logo.

Diferente das outras viagens que fiz por aqui, essa foi uma viagem bem light, ou seja, sem pegação, sem sair a noite, sem tomar porre, sem parar em apartamento de palhaços etc. Quando contei isso para uma outra amiga que não foi, ela disse “nossa, então foi um saco”. Cai na risada, mas não foi não, pelo contrário, foi uma viagem bem diferente das que eu estou acostumada, mas bem divertida e aproveitosa.

Milwaukee é uma cidade pequena no Estado de Winsconsin, não é um ponto turístico e não tem nenhuma atração que se diga imperdível, eu fui parar nesse fim de mundo porque uma amiga minha tem um cunhado que mora lá. Ela me convidou e disse que poderiamos passear em Chicago também, que é apenas uma hora de distância, eu achei uma boa idéia e embarquei.

Ele (o cunhado) foi um amor de pessoa e nos hospedou super bem na casa dele, não tive do que reclamar, tive um conforto que não tive na maioria das viagens que já fiz. Logo quando chegamos fomos à um jogo de baseball, o jogo era Milwaukee Brewers vs. Seatle Marines. O time da casa perdeu, mas pra mim foi emocionante do mesmo jeito, é um pouco cansativo porque o jogo dura aproximadamente 3 horas, mas eu nunca tinha ido a um jogo antes então foi o máximo. Lembrei muito do desenho do Perna-longa que eu assistia quando era pequena.



A noite fomos no Summer Fest, um festival de música que dura vários dias e toca várias bandas, teve shows de bandas bem famosas, mas como era meio caro, compramos o mais barato que dava direito a assistir só algumas bandas, vimos o show de uma banda chamada Cage the Elephant, eu AMEI, agora não paro de escutar. Depois fomos procurar algo pra comer e tinha até um quiosque de churrasquinho brasileiro, pedi um espeto de linguiça, não era tão parecido, mas deu pra ser feliz.


No dia seguinte, passeamos por Milwaukee, não tem muito o que ver, mas a cidade é bem bonitinha. A irmã e o namorado do cara que nos hospedou estavam lá também, eles são bem bacanas e no fim do dia, fizemos um churras americano e ficamos lá na casa hanging out e bebendo cerveja.

No terceiro dia, fomos bem cedo pra Chicago. Começamos fazendo um passeio de barco pelo lago Michigan. Depois almoçamos num restaurante de frutos do mar chamado Bubba Gump, cada mesa tem uma placa que um lado é escrito run forest run e do outro stop forest stop que é para o garçom saber se vc precisa de alguma coisa. Pedi um prato que vinha arroz, aquele creminho de casquinha de ciri e camarão, foi a melhor sea food que já comi nos Estados Unidos.





Depois seguimos para o Sears Tower (é um prédio super alto que vê Chicago toda), depois vimos o Bean e aquele display que aparece rostos de pessoas diversas que cospem àgua. Terminamos o dia jantando no Giordano's, onde servem uma pizza que é famosa em Chicago, a pizza parece uma torta de tão grande.







De volta em Milwaukee, no dia seguinte, fomos numa outlet, comprei um tênis da Adidas por 8 dólares porque um pé era tamanho 7 e o outro 7 e ½, quando provei notei um pouco de diferença, mas me deram um desconto tão grande que eu pensei “pow, vou levar”. À noite fomos jantar num restaurante/bar inusitado chamado Safe House, é todo decorado com coisas sobre espiões, a entrada é uma portinha bem discreta e quando vc entra uma voz pergunta umas charadas ou pede pra vc dançar ou cantar alguma marchinha tipica americana, enquanto vc paga esse mico, dentro do bar há televisões que o pessoal pode te assistir. Eu não fazia idéia que raio de música a mulher pediu pra cantarmos, então só fiquei imitando a coreografia que o pessoal que tava com a gente fazia, micão! hahahahahha

Esse poster é no banheiro feminino do Safe House:


E no último dia da nossa viagem fomos no Zoológico de Milwaukee, é bem legal, adorei os gorilas, por alguma razão. E no fim da tarde eu e a minha amiga embarcamos de volta pra Washington,DC.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Festa de arromba na casa dos hosts.


As duas semanas anteriores pra mim foram uma beleza, depois de 2 meses trabalhando que nem uma condenada já tava na hora de ter um pouco de diversão. Viajei com uma amiga pra Milwaukee e Chicago, ficamos 5 dias e assim que voltei meus hosts tinham ido pra praia, ou seja, fiquei mais 4 dias em casa sozinha. Sobre a viagem conto depois em outro post, porque num desses dias que eu estava sozinha aproveitei pra chamar alguns amigos e fazer um churras em casa que virou uma festa de arromba. Claro que perguntei pros meus hosts se eu poderia receber alguns amigos aqui em casa e eles concordaram de boa e até compraram um bujãozinho pra churrasqueira.

Arrecadei 10 dólares de cada menina que disse que iria, e contando que trouxessem bebidas, cada uma poderia trazer um convidado, a tarde fui com algumas amigas comprar as carnes e as coisas no mercado brasileiro e o churras começou às 8 da noite. Havia convidado um amigo que é músico e ele trouxe uma caixa de som animal ligou o Ipod dele e foi uma belezinha.

Fiz o churras no deck (do lado de fora da casa). E como aquele lugar encheu, viu. Depois de umas tantas, todo mundo já estava bem alegre de cerveja, shots de tequila e vodka (inclusive eu) e foi ai que conectei meu lap na caixa de som e começei uma seleção de black (que aqui se chama de hip hop) e a galera começou a se animar mais, o ponto máximo da festa foi quando coloquei samba e funk...as brasileiras se acabaram de dançar e os americanos (que eu nem conhecia porque eram amigos de amigos) ficaram em volta admirados como a gente se divertia, uns se arriscaram, entraram no meio da roda e até “glamurosa rainha do funk” dançaram. E eu tive que dançar a música Alejandro da Lady Gaga porque fui inventar de falar pras meninas que eu sabia a coreografia. Hahshash foi comédia.

A galera tava se divertindo horrores e de meia em meia hora a gente entrava na cozinha para tomar shots. Mas quando foi mais ou menos meia noite e meia, a polícia bateu na porta e pediu pra abaixar o som, só pra acabar com a graça. Quando me chamaram dizendo que a polícia tava na porta, eu só desliguei o som e fui falar com eles, a guardinha foi sussegada, ela pediu pra desligar o som mas que eu poderia continuar a party dentro da casa sem muito barulho. Coloquei todo mundo pra dentro mas em pouco tempo todo mundo foi embora e acabou tudo lá pra uma e meia. No dia seguinte os comentários foram os melhores, todo mundo amou o churras, a comida, as carnes, recebi várias mensagens agradecendo por ter convidado, tinha alguns convidados estrangeiros (meninas e meninos) e eles foram os que mais se divertiram, disseram que a gente (brasileiros) é que sabemos nos divertir de verdade. Na hora das danças um lá comentou que nunca tinha visto tantas meninas juntas se divertindo por si só.

Foi um sucesso de churrasco, no dia seguinte acordei com uma ressaca tremenda mas fui limpar a zona, duas amigas que dormiram em casa me ajudaram...até que não tinha muita bagunça, só recolhemos o lixo, passamos um aspirador onde derrubaram farofa e lavamos a louça toda. Colocamos os 5 sacos de lixo no porta-malas do carro e fomos dispensar (porque é lógico que eu não ia jogar aquele monte de garrafas de cerveja no meu lixo), acabamos dispensando o lixo no DMV (lugar onde tira carta de motorista, tipo o Detran de SP) porque fomos buscar uma amiga lá e tinha uma cassamba de lixo...olhei pra ela, ela olhou pra mim e eu disse “é aqui mesmo que vou dispensar essa lixaiada toda”. E assim foi!

Meus hosts já chegaram de viagem, perguntaram como foi o churras eu disse que foi muito legal, até agora ninguém comentou nada de polícia, mas se algum vizinho fofoqueiro falar pra eles, eu vou dar uma de tonta e dizer que tinha esquecido que na América não se pode se divertir muito que a polícia te leva preso. HAUshIAUShASiuhAS!!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O picadeiro não pode parar: as últimas pérolas dos palhaços.


Vocês sabiam que o livro “Homem é tudo palhaço” foi lançado? O livro surgiu do blog Homem é Tudo Palhaço onde as leitoras e as próprias autoras do blog relatam inusitadas pérolas dos artistas circenses, as histórias são verídicas. É hilário, recomendo vocês conferirem.

Faz tempo que eu não falo mal dos nossos palhacinhos queridos por aqui, então hoje fiz outro post especial depois de ter coletado mais algumas palhaçadas que eles adoram apresentar no nosso picadeiro.

Começando pelo número circense mais recente e que aconteceu no meu picadeiro. O protagonista da palhaçada foi um otário que conheci na praia no último feriado, mas eu já tinha notado que ele era um palhaço pelas atitudes dele, já comecei a desconfiar quando, antes de me levar pro seu apê, o espertalhão me convidou pra ir pro Hawai...pronto, ai ele cagou total, ele forçou o estilo estou-sendo-fofo-só-pra-te-comer, putz e justo com quem? Mas, como eu já tava no meio do caminho e como diz uma ex colega de trabalho “já tô aqui, já tá pago, já peguei coisa pior, tem todos dentes na boca” eu continuei a jornada até o apê dele. Quando chegou lá percebi que ele tava querendo fazer umas graças comigo e com a minha outra amiga francesa, cortei o barato do palhacinho logo. Na manhã seguinte ele me tratou super frio e ainda por cima o peguei secando a bunda da francesa, eu cheguei até a comentar com a amiga brasileira que tava junto. Anyway, a brasileira tinha beijado o amigo do palhacinho e continuou ficando com ele depois do feriado na praia, tanto é que no final de semana que vem ela vai pra cidade dele visitá-lo, ai numa conversa pelo Facebook o peguete dela vira e lança “Ow, o Broxanildo (pseudônimo esdruluxo que inventei para caracterizar o palhaço) pediu para você trazer sua amiga” e ela perguntou “A Mari, a brasileira?” e ele “Não, a francesa” e ela “¬¬”. Gente, esse merece ou não merece ser promovido a, pelo menos, Coordenador do picadeiro?



Esses dias eu estava sussa em casa quando chega uma mensagem no meu celular “Oi, cheguei da Europa, vamos ver se vc se lembra de mim”. Eu tinha certeza absolutíssima que não conhecia ninguém que tinha ido para a Europa e respondi a mensagem questionando quem era. Descobri que o palhaço era amigo de um cara que eu tinha conhecido num bar, nesse dia eu fiquei horas conversando com um gatinho e no fim chegou um amigo dele alemão (era o cão chupando manga) e conversando com a gente, comentou que ia pra Alemanha de férias no dia seguinte. Quando saquei meu celular da bolsa para pegar o número do bonitinho, o amigo intrometido sacou o dele e pediu meu número e eu fiz aquela cara de cocô (mole ainda por cima) mas não quis ser mal educada e dei o número, não achei que o cara ia ser tão sem-noção de me mandar mensagens sabendo que eu ia supostamente ser peguete do amigo dele, mas ele mandou mensagem mesmo assim. Muito provavelmente esse palhaço tava pensando que eu não me importaria de sair com ele mesmo depois de horas flertando com o amigo dele. Foi uma palhaçada mesmo, viu!

Ontem fui almoçar com uma amiga, e ela me contou que conheceu um gatinho na rua quando estava saindo de uma balada, ela deu carona pra ele e acabaram ficando. O cara era maior belezinha, e ela pensou “Opa, lucrei essa noite”. O cara não parou de entrar em contato com ela então marcaram de se ver na semana, ela se arrumou toda achando que eles iam jantar, e foi buscá-lo numa estação de metrô, chegou lá o cara fez ela estacionar numa escola e contou que não poderia ficar passeando com ela porque tinha uma namorada que morava com ele, mas que tinha gostado muito de ficar com ela, que nunca tinha sentido uma química tão forte e esses discursos circenses que já conhecemos de cor e salteado. Como disse anteriormente “já tô aqui, já tá pago, já peguei coisa pior, tem todos dentes na boca” ela ficou com o cara de novo, e durante a semana toda o cara saia de casa dizendo pra namorada que ia correr, mas ia encontrar a minha amiga. Ela é solteira e ainda por cima logo logo vai embora dos Estados Unidos, vc acha que ela tá ligando? O palhaço é que deveria respeitar a namorada, mas...homem é tudo palhaço e isso nunca vai mudar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tem coisas que só acontecem com au pairs.


Era meia-noite quando uma amiga me ligou perguntando o que eu estava fazendo. Como ela disse que tinha uma festa pra ir que o peguete dela tinha convidado, eu fiz outros planos. Ela já estava na tal festa e disse que tava um saco e se não arrumasse nada melhor para fazer ia pra casa. Eu já estava muito longe, fui parar na casa de uns amigos de uma amiga numa cidade à uns 40 min de distância, então não podia ajudar muito e no fim ela decidiu ir pra casa mesmo.

No outro dia de manhã, ela me conta que, enquanto tava na festa encheu o latão, bebeu mais cerveja do que caberia num barril. A festa tava um porre e ela caindo de sono, tonta e bêbada, então ela saiu fora de lá em direção à estação de metro para voltar pra casa.

Quando chegou na estação, o próximo metro só viria em 20 minutos, nessa ela cochilou num banco e perdeu o metro. Sorte que não era o último e o próximo veio depois de mais 20 minutos, a essa altura as 8 long necks que ela tinha bebido começaram a embrulhar o estômago e ela começou a passar mal.

Quando ela levantou pra entrar no trem, nem andar direito ela tava conseguindo. Mesmo assim, entrou, sentou e as sacudidas fizeram com que ela piorasse, e duas estações depois ela desceu pra vômitar. Foi num cantinho e "chamou o Hugo", e pensou “Vô sair e pegar um taxi”, só que quando ela chegou na porta de saída, a estação tava fechada, as grades cheias de cadeados e tudo mais. Ela rodou, rodou e não achou nenhuma saída, o lugar tava deserto, fechado, tudo apagado e ela trancada lá dentro. A estação tinha fechado e ninguém viu que havia um passageiro lá dentro ainda.


Ela não sabia o que fazer, apertou um botão de emergência, soou um alarme mas nada de aparecer alguém, ela já tava vendo a hora que ia deitar no banco e esperar até a estação abrir de novo pra pegar o metro e voltar pra casa finalmente, nessa passou a bebedeira e o sono e ela começou a se irritar. Foi quando ela achou um número de emergência e ligou, o “resgate” finalmente tava indo. Só que, meia hora depois e nada. Ai ela se tocou que tinha dado informação errada e ligou de novo pra falar a estação certa que ela estava, depois de uns 10 minutos finalmente chegaram uns caras lá, abriram o portão pra ela sair e além de ficar umas 3 horas presa, teve que aguentar os seguranças a interrogando como ela havia entrado no metro se tava fechado e ela respondeu “Na verdade, eu não entrei aqui, eu nunca cheguei a sair isso sim”. Mas no fim das contas até deram uma carona até a estação mais próxima da casa dela. E enquanto essa aventura toda acontecia, eu tava sussegada bebendo umas cervejas achando que ela tinha arrumado um rolê firmeza. Só com Aupair mesmo pra acontecer uma coisa dessas. Eu ri!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Último post do ano: O Murphy resolveu me adotar!


Em inglês "Anything that can go wrong, will go wrong". Em Português “Se alguma coisa pode dar errado, dará”. Esse definitivamente é o lema do meu fim de ano.

Eu já nunca fui de simpatizar com festas de fim de ano, principalmente com o Natal. Essa deveria ser uma época legal, que a gente passa com a família, ganha presentes, come comida gostosa, tira férias, viaja, mas pra mim acontece tudo ao contrário. No fim de todo ano sempre alguma coisa dá errado e acaba com as minhas festas. O Murphy sempre resolve me atormentar nessa época do ano.

Pra começar, Natal sem família já é depressivo. Mas como eu não posso fazer nada, porque a minha família tá a 7 mil kilometros de distância, tento me distrair da melhor maneira que posso. Esse ano eu estava feliz porque recebi um convite super fofo, dos pais do cara que eu estava ficando pra passar Natal com eles. Como eu já sabia que eles eram gente boa (porque os conheci numa outra ocasião) eu comprei presentes e roupa nova, entrei totalmente no clima. Só que eu esqueci que “Se alguma coisa pode dar errado, dará” e assim foi. Dois dias antes do Natal, o palhaço terminou comigo, sem mais nem menos... Essa história é bem longa, numa outra oportunidade eu conto melhor. No fundo no fundo eu sempre soube que estava me metendo em encrenca ficando com esse palhaço, mas estava indo tudo bem e eu resolvi levar adiante, só que o Murphy não deixou barato e logo aplicou a lei dele pra cima de mim. Conclusão, passei um Natal até que bacana com a minha host family, eles me trataram super bem e ganhei presentes legais, mas nada me animou muito, fiquei muito chatiada o feriado de Natal todo.

Pra não ficar sozinha, resolvi sair de balada com uma amiga e dois amigos dela no dia 25 a noite. Tudo estava meio morto e borocoxo, mas encontramos um lugar aberto. Não tinha muita gente e o único cara que puxou a minha amiga pra dançar era muito zuado, ela se recusou e ele disse “não se preocupe, eu não quero nada, eu sou viado, meu namorado tá bem ali ó”, então ela continuou a dançar. Enfim, estava tudo bem até a hora de ir embora. Deixamos os casacos e as bolsas em cima duma mesa, mas pra nossa surpresa, a bolsa da minha amiga e meu casaco tinham sumido. Ela quem estava dirigindo, e só não carregava a chave do carro dentro na bolsa, como também a chave reserva.

Um frio de 0 grau e eu usando uma camisa de botão emprestada, saimos da balada sem saber o que fazer. Na esperança que alguém tinha pego por engano, tentamos ligar para o celular dela (que também estava dentro da bolsa) mas ninguém atendia. Então resolvemos largar o carro dela lá e pegar um taxi. Eu que fiquei com a conta do taxi porque ninguém mais tinha cash – guarda essa informação que vai ser importante mais pra frente – então, chegamos em casa, eu peguei o meu carro e fui levar a minha amiga e os 2 meninos em casa – detalhe: eles moravam a 50 minutos de distância da minha casa.

Estava previsto para cair uma tempestade de neve que começaria as 4 da manhã daquele dia, então fui leva-los e voltei correndo, com medo de pegar neve pelo caminho. Cheguei em casa tão cansada, mas tão cansada, que tirei a calça jeans e o sapato e dormi com a roupa de baixo toda e de maquiagem.

No dia seguinte, um dos meninos (que estava com a gente, que apelidarei de Ogro), ficou de leva-la onde o carro estava largado, e de lá ela ligaria pra um chaveiro. Mas ele fez corpo mole e não a levou, ela teve que ligar para outra amiga que fez esse enorme favor. Depois de 3 horas, muito trabalho e 250 dólares mais pobre (sim, ela teve que pagar tudo isso para fazer outra chave) finalmente ela pegou o carro e voltou pra casa. Nisso, ela viu no Facebook que um cara enviou uma mensagem pra ela dizendo que estava com a bolsa e o casaco. Ela me ligou e nós fomos num restaurante encontrar o imbecil que disse que havia pego as nossas coisas por engano.

O cara apareceu, entregou nossas coisas, pediu desculpas e vazou... quando ele virou as costas minha amiga disse “Mari, esse cara é o namorado do viado que dançou comigo”. E concluímos que aquele bixa infeliz tinha pegado nossas coisas de propósito porque deve ter ficado com ciúmes do namoradinho dele ter dançado com a minha amiga. A raiva foi imensa, principalmente para ela que gastou mô grana, mas pelo menos ela recuperou a bolsa, e eu o meu casaco.

Essa amiga ia fazer uma festa na casa dela para o Ano Novo, mas essa história influenciou em tudo. Primeiro porque ela ia dar um jantar, mas depois do arrombo no bolso de 250 dólares, ela ficou sem grana. E também o menino que fez corpo mole para ajudar é roomate dela, então ela ficou com raiva dele, desanimou da festa e achou melhor cancelar. Eu ia deixar a história do taxi quieta – lembra que fui eu que paguei o taxi? – pois então, mas como o menino deu mancada com ela, eu falei “Amiga, cobra o dinheiro do taxi do Ogro e pega pra você”. E ela cobrou, sabe o que ele respondeu?... “Eu gastei 160 dólares naquela noite, e paguei um monte de cervejas para a Mari, não vou pagar taxi nenhum”. O Ogro havia me pagado 2 cervejas Bud Light, a mais barata do mercado, e eu não pedi, ele que ofereceu. Falei pra ela deixar pra lá, e por isso escolhi o apelido de Ogro.

Bom, para o Ano Novo, nós tinhamos algumas opções além da festa na casa dela. Uma festa numa casa no lago, uma outra festa num hotel em Baltimore e uma balada em Arlington. No fim, a festa na casa do lago miou, a festa no hotel também e quando fomos pesquisar a balada, o ingresso havia aumentado de preço. Puta quel pareu, o que falta mais pra dar errado nessa porcaria de festas de fim de ano? Claro que eu vou arrumar algo pra fazer, mas se o Murphy continuar na minha bota, vou acabar sozinha no meio da rua soltando fogos, e acabar presa, porque nem pra comemorar Ano Novo pode se fazer barulho nesse país.

Ah, já ia me esquecendo: HAPPY NEW YEAR, EVERYBODY! I GUESS...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tá chegando a hora...


E só me resta 1 mês na terrinha do Tio Sam. Nessa reta final é hora de pensar num monte de coisas antes de partir, como por exemplo, a gastação de dinheiro. Me ferrei duas vezes, porque além dos presentes de Natal para a galera daqui, comprei algumas lembrancinhas, coisas para vender e coisas pra mim, claro. Tenho que separar as roupas que vou jogar fora, as tranqueiras que tenho que não cabe na mala, nos casacos e botas que eu comprei mas não usarei em hipótese nenhuma no Brasil e por ai vai.

Fazer as malas é complicado, só não vou pagar excesso de bagagem porque uma amiga (santa) tá indo pro Brasil com poucas malas e vai levar algumas das minhas coisas. Mas essa parte pra mim não é tão complicada. O mais doloroso mesmo é o adeus. Dizer tchau pra a Host Family, para as crianças que me pentelharam por todo esse tempo, para os amigos que fiz aqui, para a diversão, para as estações de ano tão bem definidas, para as compras – é tão barato que qualquer um pode ter roupas de marca e eletrônicos de última geração - , pro carro dahora que eu dirijo, para meu quarto – que apesar de não ser muito legal é grande e só meu – pro palhacinho que eu tô pegando e me apeguei. Enfim, para essa vida sofrida, mas boa e divertida.

Já escrevi posts a respeito de ficar ou não ficar nos Estados Unidos, mas só agora que eu estou tendo a noção do que é o desespero nessa hora. É uma sensação inexplicável, a gente fica feliz e triste ao mesmo tempo.

Eu estou aqui faz dois anos direto, estou com uma saudade imensa da minha família, dos meus amigos, da comida, do clima, até de ouvir “Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem”, no metro de São Paulo, eu tô com saudade. Muita coisa mudou no Brasil desde que eu mudei pros Estados Unidos, minha irmã casou, vou ser tia, meus pais mudaram de casa e até o presidente do Brasil vai ser outro quando eu chegar. Muitas novidades esperam por mim e que me fazem ansiosa pra ir embora. Já me acostumei com a idéia de ir embora, já comecei a fazer as malas, e minha cabeça já ta lá no Brasil, no Verão, nas baladas, na minha família, no meus amigos, nos botecos da Augusta... aaah, que saudade.

Ao mesmo tempo o sentimento de adeus é terrível. Morar 2 anos fora me fez criar vínculos fortes com o país onde vivi muitas coisas novas, aprendi coisas diferentes, conheci muita gente, até meu estômago acostumou com as junk foods e o meu corpo com o tempo de muito frio no Inverno e muito calor no Verão. Essa experiência foi com certeza uma das melhores da minha vida até agora e que eu nunca vou esquecer. Estou indo embora, mas não sei o que acontecerá no futuro, minhas portas estão abertas para voltar se eu achar que vale a pena.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Você teria uma Au pair?


Conversando com uma amiga, começamos um assunto sobre formar uma família, acabamos caindo no assunto Você teria uma Au pair? e concluimos que por mais que tivessemos uma penca de filhos, uma Aupair não seria uma solução. Colocar gente estranha dentro de casa é mesmo um costume americano, eu não acho nada normal conhecer uma pessoa pela internet de outro país e trazer pra morar na sua casa. Mas não é só pelo fato de que essa mania não faz parte da minha cultura, mas também tem outros motivos pelo qual nós não fariamos isso.

As Au pairs tem acesso a tudo da vida da host family: correspondência que eles esquecem aberta em cima do balcão da cozinha, brigas de família, casa mal arrumada, louça mal lavada, cueca suja que o host esquece no banheiro depois de tomar banho, mimos entre o casal e por ai vai, a intimidade da família vai por água abaixo.

Fora isso, também tem as manias de cada Au pair: comer no meio da noite e fazer barulho na cozinha, chegar bêbada da balada – e fazer barulho, esquecer a chave da porta e ter que ligar dentro da casa pra pedir pra abrir, esquecer gilette usada ou roupa suja no banheiro, quarto bagunçado, falar alto no telefone, e uma infinidade de coisas que todos nós temos e a host family também tem que aceitar.

Eu e as meninas que ando já aprontamos cada uma que se as host families descubrissem pediriam rematch na hora e olha que nós somos um grupo de Aupair que tem noção das coisas. Fico sabendo de cada história que até Deus duvida (que nem diz minha mãe).

Acho que a minha primeira cagadinha foi levar multa por excesso de velocidade, eu estava com o menino de 2 anos dentro do carro, por isso, resolvi ficar quietinha, pagar a multa sem falar pro meus hosts. Eles nunca descobriram. Depois dessa multa vieram mais trocentas...dessas só contei de uma porque não era tão grave. Com o tempo fiquei mais abusadinha, uma bela noite, bebi pra cassete e achei que tava sussa pra dirigir, quando peguei o carro e vi que tava enxergando 2 faróis, 2 calçadas e ainda por cima embassado, eu notei que o nível de álcool ainda tava alto, tive muita sorte de chegar em casa sem nenhuma polícia ter me parado, se não, voltaria pro Brasil fichada nos Estados Unidos.

Toda vez que fiquei sozinha aprontei alguma, já trouxe várias amigas para fazer clube da luluzinha, comemos a comida deles, bebemos, até dançamos em cima do balcão da cozinha. Outra vez, saimos de balada e voltamos todas bêbadas, deixei todo mundo dormir em casa, coloquei amiga pra dormir até na cama das crianças.

No Verão desse ano minha família viajou, e fui eu inventar de fazer um churrasco em casa, deu até polícia, já contei aqui sobre essa festa. Quando meus hosts chegaram de viagem, eu fiquei com a bunda na mão (pra não falar outra coisa) com medo de algum vizinho ir fofocar, por sorte, eles nunca souberam. Não satisfeita, numa segunda vez que eles foram viajar, eu dei uma festinha na casa, fiquei mais louca que o bozo e até deixar um amigo acender cigarro dentro da casa eu deixei, sorte que uma amiga sóbrea viu e mandou ele sair.

Outro dia cheguei da balada bêbada de madrugada. Estava segurando um monte de sacolas. Parei na cozinha pra beliscar alguma coisa (coisa que jamais faço sobrea porque faz barulho), derrubei as sacolas todas no chão, coloquei coisa pra esquentar no microondas, quando fui descer pro meu quarto, caí nas escadas e consequentemente as sacolas foram todas pro chão e junto comigo, sairam rolando até o último degrau. Ou seja, naquela noite a casa inteira acordou.

Já bati o carro feio, já dei muitos raladinhos leves também, já fiquei sem gasolina no meio da rua, já deu pipino no carro de amigas na frente da minha casa e no fim eu tive que pedir uma mãozinha para o meu host. Já dei uns amassos dentro do carro deles com um cara da Navy que até um tag do uniforme dele caiu atrás do banco e eu fui descobrir depois, minha host pegou o carro na manhã seguinte, mas ainda bem que ninguém viu.

Bom, presepadas é o que não faltam. As minhas amigas também já aprontaram várias parecidas (ou até piores). Uma delas foi encontrar um peguete no bar, os dois beberam tanto que ela resolveu leva-lo pra casa escondido - a maioria das Aupairs não são autorizadas a levar homem dentro de casa - no dia seguinte ela não ia trabalhar, então os dois ficaram bem quietinhos até todo mundo da casa sair, e ai o menino foi embora. Uma outra amiga minha deu uma festa num fim de semana que ficou sozinha em casa, a festa foi a maior pegação, todo mundo ficou louco de bebida e pegou alguém. Teve um casal que foi dar umas no quarto dos host, e outro no quarto das crianças.

Tem histórias que não acabam mais, e isso que somos o grupo das mais comportadas, imagina as outras. Você acha que depois dessa experiência eu teria uma Au pair? JAMAIS.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Blog Abandonado; Gente otária é foda.



Peço desculpas para quem lê o blog porque acabei abandonando, e agradeço vocês que continuam acessando e sempre perguntam o que aconteceu com as minhas aventuras na America e quando vou atualizar o blog, realmente vocês me fazem voltar aqui e escrever nem que seja uma piada bem idiota que nem as que americano gosta de contar.

O título do blog (gente otária é foda), CLARO, que não são vocês que me refiro, e sim aqueles leitores emergentes que vira e mexe acessa meu blog, por forças maiores que podemos chamar de inveja ou curiosidade, e às vezes lê os meus textos desde 2008 só pra ter certeza que sabe TUDO da minha vida, ai deixam comentários com erros de português - Ai não né? - ou classificam meus textos como nada a ver.

Críticas sim, mas babaquices é o fim. Claro que desde que criei o blog e publico histórias pessoais sei perfeitamente que indivíduos como esses vão ler e ficar criticando sem nem ter argumentos plausíveis, portanto, não estou reclamando desses otários, o blog é meu, portanto, escrevo aqui o que eu quiser, e só resolvi deixar um recadinho para esse povinho babaca: Muito obrigada pelo seu ibope e quero mais que vocês se fodam!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

No fundo sua mãe tinha razão, não tinha?


A minha mãe sempre dizia, “Evite casar, mas se gostar de alguém, ele tem que pagar tudo pra você, tem te tratar bem, correr atrás e se precisar ir te buscar até no inferno”. Mas a idiota aqui, de vez em quando, se esquece dessas sábias palavras e acaba se metendo onde não deve.

Em Maio deste ano eu demiti o palhaço que fez o número mais duradouro e memorável no meu picadeiro, e não muito tempo depois disso me apareceu outro: todo fofo, carinhoso, fazendo tudo pra me agradar, demonstrando interesse, me chamando de apelidinhos carinhosos, me elogiando, pronto, completou todos os requisitos exigidos e preencheu a vaga do palhaço anterior.

O conheci numa situação inusitada: Vegas, viagem de verão, bêbada, balada, ele namorava, não quis ficar comigo, ele segurou a minha mão no hall do hotel, eu roubei um beijo, ele ficou pasmo e eu encanada. Para ficar mais fácil a compreensão, o palhaço que me refiro é o Sorriso, aquele que eu já contei um pouco nuns posts por ai. Começou tudo muito romântico, coisa de filme, coisa de novela, mas como a personagem principal sou eu, é lógico que não poderia terminar nas mil maravilhas, né? Esse meu drama tá mais ou menos igual aquele filme “500 dias com ela”, quem já assistiu sabe como é drástico.

Long story short, como dizem aqui e significa “resumindo uma história longa”. Depois que ele terminou com a namorada (na volta de Vegas), com a mãozinha da Santa Antônia (cunhada dele), começamos o contato, tentamos nos encontrar na praia uma vez, mas não deu certo. Como moramos a 2 horas de distância um do outro, o chat do Facebook, o Skype e o AIM eram os canais de comunicação. Eu entrava na net só pra falar com ele e vice-versa, e quando não dava pra entrar na net, era o telefone. Nessa nos conhecemos muito, os assuntos eram os mais variados... chegamos a ficar conversando das 11 da noite até às 4 da manhã. Não deixavamos de nos falar nem um dia sequer.

Até que marcamos de passar um final de semana juntos em Baltimore, ele me levou num jogo de futebol americano e passamos a noite num hotel. Apesar da timidez e da situação embaraçosa, foi perfeito. E depois disso ficou mais intenso, eu mais apaixonadinha e ele também (pelo que parecia). Ele chegou a me ligar bêbado às 4 da manhã, me mandar mensagens dizendo “I miss you”, “I want to kiss you”, “You make me happy”, “It's about heart” e coisas do tipo. Eu sempre respondia com a mesma coisa “I miss you too”, “I want to kiss you too” etc. Ele faz parte de uma das forças armadas dos Estados Unidos e até me convidou pra ir no baile de comemoração de aniversário deles, onde cada um dos membros tem que levar um date. Eu tava ficando muito empolgadinha, achando que havia encontrado o cara dos sonhos, em quase dois anos experimentando americanos (e algumas outras nacionalidades), nunca nenhum tinha sido tão legal comigo.

Só que um dia, numa conversa pelo telefone, eu disse “I miss you” e ele desconversou dizendo que a gente não se conheceu o suficiente ainda pra sentir falta um do outro e tal. A minha ficha caiu depois de um outro fim de semana que passamos juntos, e ele nitidamente estava agindo com uma sensatez inexplicável, e eu fiquei pensando o porquê daquela reação do nada.

Existem vários motivos a considerar: ele sabe que meu programa de Aupair está acabando, e talvez ele não queira se envolver porque eu vou embora, mas olhando pelo outro lado, independente do que eu vou fazer no meu futuro, eu disse à ele que com certeza iria voltar pros Estados Unidos em breve para fazer mestrado e tentar um emprego aqui, então esse não é um motivo plausível.

Outro motivo é a situação dele. Ele acabou de entrar na law school, acabou de terminar um namoro, mora com os pais para evitar gastos extras, é dois anos mais novo que eu, resumindo é um muleque. E os americanos planejam absolutamente tudo e seguem isso sem mudanças. Geralmente os planos deles são: terminar facu, ficar na putaria, arrumar uma namorada aos 29 anos e meio e casar aos 30. Percebi que o Sorriso não foge desse padrão e mesmo que ele esteja gostando muito de mim, ele vai passar por cima do sentimento para cumprir esse ciclo.

E o terceiro motivo é que ele terminou o namoro pouco antes de começarmos a ficar, então, sei la, de repente essa menina ainda tá rodeando e eu não sei.

Minha mãe sempre tem razão, eu não sei porque ainda continuo teimando com ela na maioria das coisas, mas eu juro pra mim mesma, que pelo menos esse conselho dela eu vou começar a seguir à risca.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Casos de Happy Hour


Uma das coisas mais engraçadas que acontece durante a melhor estação do ano é o Happy Hour de Arlington, que até às 9 da noite a cerveja é US $1,50. Imagina a Aupairzaiada fazendo a festa depois do expediente. Descobri isso o ano passado e esse ano fiz questão de apresentar para as novatas essa terapia que são as quartas-feiras durante o Verão.

Existem dois bares, um é o da cerveja barata e o outro é onde vamos depois das 9 – quando acaba a promoção da cerveja – para dançar depois que já estamos alegrinhas de álcool. E como tem gatinhos nesses dois bares, viu?! Perdi as contas de quantos números de telefones eu peguei lá, beijei alguns e também arrumei uns tranqueiras.

Certa vez fui pra lá com mais 2 amigas, uma foi encontrar um peguete e a outra acabou se enrroscando com outro na pista de dança, e o que foi de mim? Bom, fiquei sozinha caçando o que fazer. Eu já tinha reparado num belezinha desde que cheguei e ele, pelo jeito, também tinha reparado em mim porque não parava de olhar, mas também não chegava. Ficou nessa de olhares até que ele resolveu se aproximar e perguntar se eu estava acompanhada, eu disse que não e começamos a conversar.

Depois de uns minutos de conversa, fomos dançar e acabamos nos beijando, entre as conversas e a dança reparei que ele se achava um pouco. Toda hora ficava falando coisas do tipo “Vc não acha que nós dois somos atraentes juntos?” ou “Vc não acha que sou bonito?”. Teve uma hora que ele me pediu pra falar algo interessante sobre mim e eu falei que eu sou uma pessoa esperta e ai perguntei a mesma coisa pra ele e ele respondeu “Meus amigos dizem que eu sou o mais bonito entre eles”. E ele dançando... passava a mão no cabelo toda hora, fazia uns passinhos que parecia que tinha ensaiado. Sem contar que quando a música falava alguma coisa do tipo “I love you/ You are my love” ele me falava “Canta essa música pra mim”.

Aaaah não, eu fui obrigada a começar a tirar sarro, perguntei se o sonho dele era entrar pro Backstreet Boys, quanto tempo ele demorava para se arrumar, se ele beijava o próprio reflexo no espelho, se ele se lambia. Eu só aguentei porque ele tinha um senso de humor ótimo e foi super fofo, por esses motivos dei meu telefone pra ele e assim que eu sai do bar ele me mandou mensagem dizendo que tinha se divertido muito comigo. Bom, depois dessa encontrei ele só mais uma vez e nunca mais... realmente muito metrosexual e muito mulecão... pelo menos serviu pra dar umas boas risadas.

Uma outra vez conheci um cara que era apenas 1 dia mais velho que eu, pronto bastou essa coincidência para que ele achasse que eu fosse a mulher da vida dele. Tudo bem que eu gosto de caras que me tratem bem, mas grude demais também não dá, ainda por cima quando vc acabou de conhecer a pessoa. Esse ai, tinha bebido demais e não desgrudava de mim. No fim perdeu a carona dos amigos e eu tive que levar o bêbado até uma estação de metro super longe. O cara era tão inconveniente que queria ficar passando a mão em mim enquando eu dirigia, eu não disfarcei minha cara de irritada, ele percebeu, pegou meu telefone mas nunca entrou em contato comigo, dei graças a Deus.

A terceira aberração que esse Happy Hour me rendeu foi um cara que uma vez que eu estava prestes a ir embora ele chegou pra conversar, dei meu número porque ele era gracinha e na quarta feira seguinte nos encontramos lá de novo e ficamos, mas depois fui reparar o quão brega ele era. Jésus, o cara tava com aquelas calças jeans *esquenta-coração e um tênis Nike antigo estilo só-uso-porque-ganhei-da-minha-vó-de-Natal. Dispistei na mesma noite, tava até queimando meu filme (risos).

Não só eu que tenho histórias bizarras providas desses happy hours, todas as minha amigas que iam comigo também tem megas aventuras para contar. Uma delas levou o peguete pra casa escondido dos hosts parents, sim, os dois beberam tanto que não tinham condições de dirigir, todo mundo já tinha ido embora e como a casa dela era bem mais perto, ela pegou ele botou no carro e dirigiu cuidadosamente até em casa (tiveram sorte de não encontrar nenhuma *polícia come-ninguém no meio do caminho). Andando nas pontas dos pé e num silêncio impecável eles entraram pela porta do basement, no dia seguinte ela deu café da manhã pra ele e o levou de volta onde ele tinha largado o carro dele. Foi uma loucura, mas ela se divertiu muito porque o cara era bem bacana. Uma outra amiga minha já não teve muita sorte, conheceu um figura, foi pra casa dele, quando estava no meio do bem-bom num sofá no basement, uma pessoa gritou da escada “Fulano, não importa quem seja que está ai com vc, manda ela embora”. Minha amiga ficou assustada, o cara morava com a mãe e ainda por cima uma mãe louca. Ela se vestiu e ralou peito.

Infelizmente o Verão já se foi e uma onda de frio já veio e acho que pra ficar, mas essas lembranças permanecerão na memória. (risos)

*Calça-esquenta-coração são aqueles jeans com o cavalo enorme, cintura alta, rídiculas por sinal e que se usava quando eu nasci.

*2 Polícia come-ninguém é aquele policial que para garotas usando óculos, que não fizeram absolutamente nada de errado no trânsito somente porque não tem nada melhor para fazer e porque provavelmente não come ninguém a muito tempo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Baboseira

Novamente, me desculpem meus leitores a demora para atualizar. Novamente algumas coisas tem acontecido e ocupando meu precioso tempo (risos). Brincadeira essa parte, mas realmente estou um pouco sem cabeça para escrever, mas não se preocupem estou trabalhando já em alguns textos e logo logo vou publicar algumas coisas engraçadas sobre a minha vida privada e escancarada pra vocês darem risada.


Enquanto isso não acontece, eu achei nos meus arquivos um poema do Boça do Hermes e Renato. Eu particularmente achei muito engraçado, porque é uma tiração de sarro de cantores e poetas brasileiros. Eu estudei Letras, ou seja, eu deveria ser a maior fã de MPB, de poemas e dessas coisas todas. Eu até gosto, eu escrevo poemas também (segredo, não contem pra ninguém) mas tem muita coisa nesse mundo dos intelectuais que eu acho um puta saco, como - atenção: não todos, mas alguns - filmes alternativos, peças de teatro, MPB, Bossa Nova e por ai vai. Meo, repara se não tem umas coisas que não faz sentido nenhum, tem gente que sai poetizando tudo e o resultado é um monte de baboseira. Confiram o vídeo e vocês vão entender o que estou falando:

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A ocasião faz o ladrão


Uma amiga foi no McDonald's com o namorado americano e ele perguntou o que ela queria e fez o pedido para a balconista “Por favor, dois McDouble, duas batatas grandes, chicken nuggets e duas Cocas grandes” imediatamente ela exclamou “Duas Cocas grandes? Não tem necessidade de duas e nem de serem grandes, já que são refis podemos pegar uma só pequena e encher toda vez que acabar”. Ele ficou sem entender qual era o propósito dela e pegou as duas Cocas de qualquer jeito.

O que vocês entendem por essa introdução? Que americano é mané e brasileiro é malandro? Pode até ser, mas a questão é: o povo americano não tem necessidade de ficar de malandragem pra todo lado. Uma Coca grande no McDonald's custa menos de 2 doláres, e você não precisa ficar levantando e enchendo o copo toda hora que acabar, que era o que ia acontecer se eles tivessem pego apenas um refrigerante pequeno. E além de tudo ele foi honesto, se tem duas pessoas que estão com sede, o justo é pagar por duas, não é mesmo? Mas a minha amiga é brasileira - e Aupair - então a primeira coisa que ela pensou foi em economizar, e é por isso que nós sempre somos os malandros da história.

Dizem que dinheiro não traz felicidade, que dinheiro não resolve todos os problemas, que dinheiro é maldito. Analisando por outro lado veja a comparação do Brasil e dos Estados Unidos:

Nos Estados Unidos, a maioria da população já nasce numa família bem estruturada financeiramente. O menino de 3 anos que eu tomo conta, por exemplo, tem mais dinheiro guardado do que eu, que faz 7 anos que não fico desempregada. Até ele crescer, ir pra faculdade e arrumar um emprego os pais dele vão o sustentar. É assim que uma família americana tradicional vive ao longo de sua vida, com muito conforto, viagens, boa assistência médica, boa educação, diversão etc.

No Brasil, a maiorida da população já nasce fudido, muitos sem nem ter onde morar, recebem uma péssima educação em escolas públicas, começam a trabalhar de mão de obra barata para pagar a própria faculdade, isso se o cidadão for corajoso e enfrentar o sufuco que é estudar e trabalhar ao mesmo tempo. É uma parcela pequena que realmente recebem em mãos um diploma de graduação e uma parcela menor ainda que tem esse certificado emitido por uma faculdade de boa qualidade e bem nomeada. Depois da difícil jornada dos estudos, vem a dificuldade de arrumar um emprego: muita concorrência e exigências absurdas. Isso para a grande maioria, que nasce pobre, não vou nem contar com os burguesinhos que tem de tudo e do melhor porque eles são uma parcela ridicularmente pequena por isso, quase inexistentes.

Reparem como muitos brasileiros querem tirar vantagem em cima de tudo, são descrente, invejam o vizinho que comprou um carro zero, invejam o colega de trabalho que comprou um apartamento novinho, passam pra trás amigos por causa de dinheiro, abandonam estudos para sustentar a família e isso sem mencionar o mais triste: entram para a vida do crime. Como na música do Racionais diz: “...tinha um pretinho, seu caderno era um fuzil”.

Não sou do tipo que em qualquer ocasião digo “Ah, é tudo culpa do Sistema”, eu sei sim, que muitos brasileiros não tiveram nem família e hoje são muito bem-sucedidos e concordo que nada é impossível quando você realmente quer algo. Mas que tem que ter muito peito para enfrentar a vida no Brasil, isso ninguém pode negar.

Bom, a minha amiga do caso da Coca não está mais namorando o tal do americano, mas se ela (de novo) ou alguma de vocês passarem por uma situação parecida, lembrem desses argumentos que aqui postei.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Todo mundo vai ser vítima dos INIIs um dia.


Das vezes que eu exclamo “Aff”, a que mais sai com ar de indignação é quando algum INII (Indivíduo Não Identificado da Internet) me adiciona no orkut, facebook e afins. Eu odeio acessar minhas páginas e me deparar com aqueles requerimentos do tipo de pessoa que solicita a minha amizade, como se eu fosse uma celebridade e ter a minha fotinho lá no meio dos amigos da criatura vai fazer dele uma pessoa mais feliz.

Enfim, eis que um dia desses abro uma das minhas páginas internéticas e me deparo com uma criatura que: não lê meu blog, não é amigo de amigo meu, não é amigo meu de infância, não é amigo da faculdade, não é amigo de curso de inglês, não é amigo de bairro, não é Aupair, nem se quer mora perto de mim. Ou seja: sem sombra de dúvida era um INII.

Aceitei só porque eu tinha uma amiga em comum com o INII e pensei que talvez poderia ser alguém que eu conheci e não tava lembrada, e eu sempre penso “Nesse mundo não devemos destratar ninguém, você nunca sabe se vai precisar da ajuda daquela pessoa”. No dia seguinte, me deparei com uma mensagem dele que dizia o seguinte:

“A princesa que a minha mãe contava nas histórias de ninar demorou para aparecer, mas graças à internet eu achei”

Não foi exatamente com essas palavras, mas algo tosco bem desse nível. Foi ai que eu tive que soltar um bem inspirado “AFF, PUTAQUEPARIU!”. A tosquisse do indivídio foi tanta que nem consegui responder, mas mesmo que eu quisesse, me fala, uma coisa dessa vai se responder como? Um cara que acha que adicinando meninas desconhecidas em redes na internet vai conseguir alguma coisa, eu tô fora. Ele ficou só na vontade de ter um romance internêtico com uma princesa do livro de ninar.

Mas a comunidade dos INII não é somente composta pelo sexo masculino, acho que até existem mais mulheres anônimas do que homens. E a desculpa dessas pessoas são sempre a mesma “Quero fazer pesquisas na internet, mas não quero me expor”, porque não assume logo que só quer xeretar a vida alheia?

Digo isso, porque até da Minnie eu já recebi recado pedindo liberação para acessar meu blog (quando era bloqueado). Nossa, me senti super lisonjeada até personagens da Disney estão lendo o meu blog. A história é a seguinte: a pessoa tinha um orkut fake, seu nome e sua foto eram da personagem Minnie, ela tinha menos amigos do que um nerd no Ensino Médio e algumas comunidades relacionadas à Aupair. Bem, eu não sou mãe Diná e não tenho como saber se a pessoa realmente estava interessada em informações sobre Aupair ou se era algum engraçadinho ou engraçadinha tentando ler as minhas histórias no blog, só pra ter o prazer de saber o que anda acontecendo na minha vida. Eu acho a segunda opção bem mais provável, mas como não tenho poderes paranormais, eu só tento de todo jeito me proteger dessas aberrações que a tecnologia promove.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aventura na Califórnia: Los Angeles


Desembarcamos em San Diego numa segunda pela manhã, pegamos o carro que haviamos reservado para alugar e fomos em direção à Los Angeles fazendo a costa, parando nas praias. A primeira parada foi Laguna Beach. Foi a praia que mais gostei. É um lugar muito tranquilo, bonito e limpo. É tudo muito igual àqueles seriados e filmes sobre as praias da Califórnia, os salva vidas loiros de pele morena sentados naquelas cabines, muitos surfistas, a galera usando manga-comprida por cima do biquine por causa do ventinho gelado, as gaivotas na areia, as palmeiras, as casas e pousadas de janelas gigantes de vidro, corpos sarados, coroas usando shorts caqui e madames de chapéu grande. Eu quase pude ver a Pamela Anderson usando aquele maiô vermelho correndo com uma boia na mão pela areia com seus megas melões de silicone que nem se movia de tão duro.

A próxima praia que paramos foi mais um cenário de seriado americano: Newport Beach, onde é gravado o seriado The O.C. Não achei a praia muito bonita não pra falar a verdade, mas fomos explorar mesmo assim, tiramos bastante fotos e paramos no Subway pra almoçar. Depois do nosso almoço, seguimos em direção à Santa Mônica, achei a praia sem graça também, mas o píer é bem bonitinho, onde tem a roda gigante que é cartão postal. E nossa última parada foi em Venice Beach, praia sem graça, mas a galera é estilosa demais, muita gente andando de skate.

Foi um sonho realizado estar nessas praias da Califórnia que são tão famosas, tem lugares lindos mas confesso que até em São Paulo temos praias do mesmo nível, e com toda certeza as nossas praias do Nordeste ganham disparadamente das daqui.

Quando terminamos essa jornada de praias fomos para Los Angeles downtown para fazer check in no hostel. Chegamos, com muito esforço, num bairro chinês até que o GPS disse “Arrived at the destination on right”, mas não vimos nada. Paramos o carro na rua e fomos lá a pé com as reservas impressas na mão. Foi ai que nos deparamos com um prédio com uma faixa escrito o nome do hostel ao lado de mais um monte de placas em japonês, chinês, ou sei lá que raio, que me deixava até tonta de olhar, cercado com um portão branco trancado e lá dentro tinha um senhorzinho de olhos puxados com uniforme de segurança. “Excuse-me, we have reservations for this hostel, is it open?” eu falei e o senhorzinho respondeu “telephone, hosanna house, telephone” - Hosanna House era o nome do hostel - e apontava para um papel rasgado grudado no portão com um número meio apagado escrito à mão. Ligamos para o hostel e ninguém atendia. Perguntei novamente para o senhorzinho “Is it working?” e apontei para o hostel e ele só repetia “UOKIN? UOKIN? TELEPHONE”, ou seja, ele não falava um A em inglês e não conseguimos entender o que ele tava tentando dizer. O fato do hostel parecer que não existia ou estava fechado era cômico e trágico ao mesmo tempo e a gente não sabia se ria ou chorava. Acabamos num ataque de riso.

Voltamos para o carro e digitamos “hotel”no GPS, apareceu um motel que era bem pertinho de onde estavamos, e motel é sempre mais barato que hotel. Chegamos lá e o quarto com uma cama de casal era 50 dólares por noite, dividido por duas, ia ficar só 25 doláres para cada uma. Ficamos felizes da vida, o lugar era bem podrinho, mas pra quem já tinha ficado em hostel que o chuveiro era gelado (em Vegas), e hostel que os hospedes costumam fazer sexo barulhento no meio da noite (em San Francisco), eu e a Pinup tava luxando naquele motelzinho podre, pelo menos conseguimos dormir no silêncio e o chuveiro era quentinho.

Na manhã seguinte fomos passear na Hollywood Boulevard, a rua onde tem a calçada da fama, o Kodak Theatre, o Chinese Theatre, o Museu de Cera etc. É apenas uma rua e pode parecer bobeira, mas é realmente emocionante estar ali sabendo que celebridades passaram por ali, ir no Kodak Theatre e pensar que a cerimônia do Oscar é realizada ali dá um friozinho na barriga, ver funcionários carregando equipamentos de filmagem pra todo lado, estava até rolando uma filmagem de alguma coisa num ponto da rua que passamos.



Pra mim, o mais legal foi chegar relativamente próximo do Hollywood Sign, aquela placa enorme escrita “Hollywood”, de vários pontos da cidade é possível vê-la, mas eu queria muito chegar mais perto, então pesquisamos no GPS e depois de nos perdemos muitas vezes e subimos um morro de ruas muito estreitas, conseguimos chegar até a última rua onde é permitido. Apesar de ainda estarmos um pouco longe, a placa é enorme e bem em cima dum morro, dava pra ver nitidamente e tirar muitas fotos legais. Poucos dias antes de viajar eu assisti o filme “The Runaways”, tem uma cena em que as meninas da banda sobem lá no topo do Hollywood Sign pra fumar maconha. Quando cheguei lá fiquei olhando pra placa e pensando “Caralho, a Joan Jett subiu ali pra fumar maconha, e eu tô aqui”, claro que eu não consegui chegar lá no topo da placa que nem elas e também não ia acender um baseado, mas fiquei imaginando aquele lugar nos anos 70 e elas bem louca subindo aquele barranco. Foi uma sensação muito foda!

Seguimos depois para Beverly Hills, paramos o carro na porta da casa onde foi gravado o “The Osbournes” da MTV, mas não tinha nada demais para ver, demos umas voltinhas por lá, mas infelizmente a vizinhança tava bem tranquila e não dei sorte de ver a Britney Spears dando os chiliques dela ou a Angelina Jolie e o Brad Pitt se pegando nos tapas. Passamos também pela Rodeo Drive, é uma rua por ali que só tem lojas de grife caríssimas e é onde as celebridades costumam fazer compras. A minha mãe adora canetas, então eu adquiri uma canetinha da Mont Blanc como lembrancinha para ela... logo em seguida eu caí da cama. (risos)

No nosso segundo dia em Los Angeles reservamos para ir no Universal Studios, gastei 100 dólares contando com a comida, mas valeu a pena. O parque é bem legal, o tour pelos sets de filmagem é muito interessante, passamos pelos sets de filmagens do seriado Desperate Housewives e dos filmes Guerra dos Mundos, Psicose, Grinch e outros. Curiosidade: o cenário dos dois últimos são um bem atrás do outro. No tour eles também mostram como são feitos alguns efeitos especiais como: fazer chover, explosões e carros voando. Passamos por um corredor 3D do Jurassic Park que parece que os dinossauros tão brigando bem do nosso lado e também vimos alguns carros usados nas filmagens dos filmes “Veloses e Furiosos”e “De Volta para o Futuro”, esse último claro que eu não perdi a oportunidade de tirar foto, eu tinha esse filme até gravado em fita VHS quando era criança , adorava assistir repetidas vezes e ficava matutando se era mesmo possível um carro te levar para o passado ou para o futuro.

Quando saímos do parque já seguimos direto para o hostel em San Diego, e nossa aventura pela cidade onde acontece toda magia do cinema acabou por aqui. Para mim, que sou apaixonada por cinema, foi emocionante, fiquei mesmo arrepiada de estar no lugar onde aconteceram muitas coisas que marcaram minha infância ou adolescência, realmente inesquecível.

sábado, 11 de setembro de 2010

Prêmio "Pegação Zero 2010"


Vocês vão rir, mas vou contar mesmo assim, esse Verão teve muitas histórias pra contar, mas eu não fui tão pegadora e inexplicavelmente consegui atingir a marca de uns belos meses sem sexo, eu tô perdendo feio pras minhas amigas que tão de vento em popa pegando geral e até levando peguete escondido para a casa dos hosts, enquanto eu... coitada, não tô pegando nem gripe.

O que será que aconteceu? Bom, pura má sorte... tô encalhada porque só me meto em confusão. Tudo começou quando até Maio desse ano eu estava encanada num palhaço lá do Brasil, de tanta palhaçada no meu picadeiro que ele aprontou, resolvi demiti-lo, pois então, deletei ele de todas as minhas redes internéticas, decidi esquecê-lo e nunca mais falei com ele.

O Verão entrou e eu comecei as entrevistas com novos palhaços, afinal das contas, o picadeiro nunca pode ficar vazio, até que encanei num roommate da minha amiga, bonitinho, gostosinho, personal trainer... e vocês perguntam “Claro que você tirou o atraso com o figura, certo Mari?" ...Errado...Depois que beijei ele, descobri que a minha amiga (roommate dele) ficou chatiada. Eu sabia que ela achava ele gracinha mas, por causa da amizade que eles tem, até a própria já tinha me falado que não iria rolar nada entre eles, mas não tinha noção que o sentimento dela por ele era grande suficiente pra ela ficar bem brava comigo. Eu já sabia que o cara é bem palhacinho, tanto é que no dia seguinte ele já tava beijando outra mina, na minha cara, na cara dela, na cara de todo mundo.

Mas, uma bela noite lá vamos nós sair, não me lembro nem pra onde fomos, sei que bebi muito e ele também, acabamos todos numa after party na casa dele... todo mundo durmiu...só ficou nós dois bem loucos tomando vinho... pra queee??? Não deu outra... quando fui ver já tava beijando ele de novo, mas que fique claro... eu não dei “ataque animal planet” foi vontade enrrustida de se pegar das duas partes. Não rolou sexo, dormi na cama dele, mas a sobridez começou a aparecer e percebi que aquilo poderia dar merda, não poderia mudar o fato de ter beijado ele de novo, mas o peso na conciência bateu forte e eu não consegui fazer nada com ele. Enfim, da outra vez ela ficou brava, mas compreendeu e estavamos tendo uma amizade normal, mas dessa ela ficou uma arara. De início eu pensei que tinha ficado encanadinha na dele, conversei com ela pra ela me esclarecer o que pegava entre eles, mas depois percebi que não valia a pena, ela é uma amiga muito querida e por mais que eu não concorde com alguns pontos de vista dela, o cara não vale a pena e no fim eu realmente percebi que era fogo de palha e logo desencanei do palhaço.

Depois desse rolo todo, eu embarquei pra minha tão sonhada viagem para a West Coast, como vocês já sabem, comecei por Vegas e fui na maldade já pensando “Essa Vegas não vai me esquecer nunca mais”. E deu no que deu... a história do Mr. Smile que eu já contei no post de Vegas. MEO, como é que eu vou pra Vegas e encano num palhacinho (no diminutivo porque ele é fofo) que namora? E ainda por cima fico apaixonadinha... isso mesmo, apaixonadinha. Enfim, mais um sem potêncial para tirar meu atraso, só pode ser praga do palhaço lá do Brasil.

Assim que voltei dessas férias, fui pra Disney com a minha host family, fiquei 7 dias só vendo criança pra lá e pra cá, ou seja, pegação zero. Assim que cheguei fui correndo encontrar as minhas amigas para elas me ajudarem a desencalhar, uma delas deu uma festa com direito a DJ e tudo. Uma outra amiga levou pra festa dois ingleses que ela conheceu na aula de futebol das kids que ela toma conta. Os dois bem novinhos, mas umas belezinhas. Ela pegou um deles, só que bem no começo da festa ela deu PT e acabou dormindo no banheiro. Todo mundo na festa ficou louco, não sobrou um pra contar o que aconteceu lá... depois de incontáveis shots de pitú e vodka o inglês que a minha amiga pegou começou a dar em cima de mim foderoso. Depois do russo, que eu peguei uma vez, juro que esse cara foi o segundo mais xavequeiro da face da terra que eu já conheci. A carne é fraca e acabei beijando o palhaço, eu tava tão bêbada, que pensando na minha amiga (que até então eu sabia que ela tinha dado PT, mas não tinha idéia onde ela tava) começei a chorar no colo do cara. Vergonha total! Ele queria de qualquer jeito terminar o serviço, mas não consegui novamente fazer nada com ele, a culpa bateu pesado. Na manhã seguinte, todo mundo tava dormindo jogado pela casa, a minha amiga me perguntou se eu tinha beijado ele, eu fiquei toda errada, mas depois disse que sim, ela nem ligando foi lá e pegou ele de novo. Ele era muito cafajeste e ela sabia, então acabamos tirando mô sarro da história depois. O inglês já voltou pra Inglaterra e até recebeu um apelido de uns amigos nossos que ficaram sabendo do que aconteceu depois e disse que ele é fera por ter pegado duas brasileiras na mesma noite, e o apelido foi: Coach Rick, The Legend.

Depois dessa piada do Coach Rick, foi feriado prolongado e fui convidada pra ir pra praia em Delaware, detalhe: perto de onde o Mr. Smile mora, a Santa Antônia armou um esquema pra nos encontrarmos, mas não deu certo porque ele tinha um casamento pra ir. No fim, de novo falei “vou na maldade pra essa praia”, acabei saindo no zero a zero, sem pegar nem gripe. Nunca mais falo que vou pra lugar nenhum na maldade.

PeloamordeDeus, o negócio tá mesmo difícil, o pior é que depois de Vegas, meu espírito de piriguete sumiu, não fico mais caçando palhaços, não ligo mais pra ficar flertando com palhaços em baladas, nem fico mais na febre para sair no fim de semana, só me interesso quando o assunto é Mr. Smile. Bom enquanto eu fujo de admitir pra mim mesma que esse palhacinho me fisgou, eu continuo disparada em primeiro lugar na competição “Pegação Zero 2010”, se continuar assim vou ganhar medalha de ouro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Aventura na Califórnia: San Francisco


Da balada em Vegas direto para San Francisco, desembarcamos no aeroporto de SF às 8 da manhã, tinhamos dormido apenas 2 horas na noite anterior, ou seja, praticamente 24 horas sem dormir. Eu e a Pinup não aprontamos muito por lá, na verdade fomos pagar os pecados que cometemos em Vegas (depois vcs vão entender) foi um passeio mais light, por isso, esse post será mais informativo e bem útil pra quem pretende visitar a cidade.

Ao chegar no hostel, só largamos as malas e fomos explorar a cidade, tinhamos apenas um mapa e idéia dos pontos turísticos que queriamos visitar. Mas, não esperavamos que a cidade seria consideravelmente grande, a maioria dos lugares que queriamos ir eram bem afastados um do outro e pra piorar o sistema de transporte é completamente confuso, existe mais de uma empresa de trem, metro e ônibus atuando, então cada sistema (tarifas e horário de funcionamento) é diferente, dando nó no cérebro de qualquer turista. Primeiro saimos andamos pela redondeza, perdemos um pouco de tempo nessa parte porque nossas energias já estavam esgotadas e não conseguiamos mais processar nenhuma informação, por fim decidimos ir direto na Golden Gate Brigde, só que perdemos o ônibus, então mudamos o rumo para o Píer 39 para tentar comprar ingresso para o Alcatraz. As dicas começam aqui:

1-) Antes de chegar em SF eu aconselho pegar o endereço de todas as atrações turísticas que vc quer ver e procurar no Google as direções de como chegar do hotel/albergue que vc vai se hospedar até elas.

2-) Prepare uma boa verba para condução, se vc estiver a pé, como já citei acima, existem várias linhas de trasnporte público e cada um é um preço diferente, todas caras. E vc vai precisar andar bastante de transporte público, são poucos lugares que dá pra ir à pé.

3-) Não importa onde vc se hospedar, vc pode ficar perdo da Golden Gate Brigde, por exemplo, mas quiser ir na Haigh Street, vai precisar dar um bom rolê pra chegar, ou seja, não tem como se hospedar perto de todos os pontos turísticos.

4-) Se vc tem interesse em visitar o Alcatraz, compre ingresso pela internet com pelo menos 15 dias de antecedência, eles esgotam muito rápido e raramente se acha ingresso na hora ou pro dia seguinte.

Bom, voltando... não conseguimos ingresso para o Alcatraz. Então, fomos ver o Pier 39, de lá andamos para o Fishermans Wharf e a Lombard Street, é uma caminhada boa, mas compensável, essas 3 atrações podem ser feitas em seguida pois são perto uma da outra. O Píer é muito bonito, de lá vc consegue ver a ilha de Alcatraz, tem restaurantes de frutos do mar e lojinhas de lembracinhas. A arquitetura toda de madeira, a decoração e os barcos parados na borda do píer fazem uma combinação bem exótica com o clima frio que a cidade tem.




Nossa próxima parada foi o Fishermans Wharf, um lugar onde os pescadores tem suas vendinhas. Se sente um delicioso cheiro de peixe, camarão e seus semelhantes pra todo lado, os pescadores preparam ciri e lagosta na hora, pegam o bicho vivo cozinham, cortam e colocam no prato com salada e essa preparação é toda feita na sua frente. Fiquei com água na boca de ver as lagostas, bem vermelhinhas, mas fui ver o preço, um pedacinho por 20 doláres, caí na realidade de Aupoor e passei batido por elas.



Depois que vc passa pelo Fishemans Wharf já está próximo da Lombard Street, aquela rua em zig-zag, fomos andando e seguindo pelo mapa, por ali o lugar é lindo, as casinhas são umas grudadinhas nas outras e tombadinhas por causa das ladeiras, a linha do bondinho passa numa rua principal, deixando o visual de cidade histórica. As ladeiras são bem cansativas, tem umas que são verdadeiras paredes, ter um carro de marcha em San Francisco é definitivamente uma péssima idéia. Estavamos subindo a pior ladeira quando falei pra Pinup “Que que isso? Tô me sentindo como se tivesse pagando pecado” ela começou a rir e eu emendei “Nossa Pinup, estamos realmente pagando pecados, os cometidos em Vegas” caimos na risada.

Quando chegamos lá no topo da Lombard St. compesou todo o esforço feito, a vista é de tirar o fôlego, é possível ver milhões das casinhas tombadinhas e do outro lado o mar, é simplismente maravilhoso. Já estava no fim da tarde e estavamos passando frio – outra dica: leve blusa, cachecol e calça comprida mesmo no Verão, a cidade é inexplicavelmente gelada – resolvemos parar num Burger King pra comer, imaginando que estava comendo a lagosta de 20 dólares, mandei um hamburgão de 2 dólares (olha a diferença) pra dentro. Depois de comer, pegamos o ônibus de volta para o hostel.



Nesse hostel o banheiro era fora do quarto, mas pelo menos o chuveiro era quente, o quarto era meio pequeno (de quatro camas também). Percebemos um cheiro de chulé, peguei meu tênis e minha meia cheirei e tava meio cheirando ruím, como a minha meia tava suja desde o dia anterior voltei no banheiro lavei meu pé de novo (eu já tinha tomado banho), mas o chulé do quarto não saiu não, sabe quando vc vem de for a e sente o cheiro do ambiente? Realmente tava desagradável, mas a essas alturas não estavamos mais aguentando ficar em pé, pois já tava quase completando 48 horas sem dormir apropriadamente, então caimos no sono. No meio da noite, fui acordada com um barulho de gemido altíssimo, sim, tinha alguma guria dando pra alguém e gemendo e gritando que o som ecoava no prédio do hostel todo, até barulhos dos tapas que ela levou eu escutei, só ouvia um páááá e ela “aaaaaaaaah”. Até me assustei, até hoje tô em dúvida se ela estava tendo relações com um homem ou com um jumento. A Pinup também acordou, imaginem como estava alto o negócio.

No dia seguinte acordamos cedo e nos trocamos para começar a jornada novamente. Passamos na cozinha do hostel para tomar café, eu e a Pinup ficava olhando para as meninas e tentando adivinhar quem foi a hienna da noite anterior. (risos) Estavamos saindo e conhecemos uma Aupair brasileira que estava chegando naquele momento no hostel, quando me apresentei ela disse “Vc é a Mari que tem um blog?” a Pinup comentou “Nossa Mari, vc tá famosa já” (risos). Convidamos ela pra ir com a gente, e dessa vez fomos para a Golden Gate Brigde. Pegamos o ônibus certo, só que passamos do ponto e o ônibus pegou uma rodovia e não parou mais, o próximo ponto que conseguimos descer já era em outra cidadezinha, e lá vai as 3 patetas (a menina, a Pinup e eu) pagar mais uma condução para pegar um ônibus de volta, nossa nesse dia gastei mô grana de ônibus.

Chegamos finalmente na Brigde, é muito linda, mas estava nublado, minhas fotos não sairam muito bacanas. E o frio continuava, e pra piorar começou a cair uma garoa, coloquei o lenço na cabeça e não tirei mais, as meninas tiraram sarro, mas antes parecer uma muçulmana que um leão com a juba armada (PS: meu cabelo não é à prova d'água).



Depois da Brigde fomos para a Haight St. lá é um ícone dos hippies, é uma rua cheia de barsinhos e lojas alternativas. Vi muita coisa bacana, mas acabei comprando só cartões postais, pois era tudo muito caro. Pela rua tem muita gente estilosa passeando, mendigos tentando ganhar seus trocados com placas como “need 1 dolar 4 weed” (preciso de 1 dólar para maconha) e jovens andando de skate. Nesse cenário foi quando me bateu um calafrio e pensei “Caralho, tô mesmo na Califórnia meo!!!!” Paramos num barsinho, comemos uma pizza e bebemos uma cerveja, depois a menina nova voltou pro hostel e eu e a Pinup pegamos outro ônibus em direção as Casas Vitorianas, são muito bonitas, lembrei de vários filmes e seriados quando chegamos lá.





Depois de uma longa sessão de fotos, voltamos para o hostel, logo em seguida da gente chegou uma loirinha que estava na cama de cima, ela tirou o tênis e deixou bem na ponta da escada do beliche e eu estava sentada na minha cama bem ao lado da escada, de repente subiu mô cheirão de queijo parmesão, eu olhei pra Pinup enrruguei o nariz tipo farejando, a Pinup olhou pra mim e começamos a rir baixinho, segurando a boca. Dai a explicação pro chulé que tava naquele quarto, e eu, que nunca tive chulé, achando que era meu.



E chegou ao fim nossa aventura em San Francisco, amei a cidade e queria ter passado mais tempo, só que tinhamos um longo caminho pela frente ainda... conhecer Los Angeles e San Diego.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vegas ... Aaaaah Vegas!!!


Essa viagem vou ter que contar em capítulos afinal de contas umas férias de 9 dias em que conheci 9 lugares e rolou de dormir no hotel mais caro de Vegas à diarréia, é impossível resumir em um post só. Vou começar por Vegas, que apesar de não ser no Estado da Califórnia, e sim em Nevada, fica perto.

Conhecer a Califórnia sempre foi meu sonho, cresci assistindo seriados, filmes americanos e escutando rock'n'roll. E no cenário de música e arte americana, o que acontecia na Califórnia sempre me fascinou: hippies, punk rock e hardcore, praias, surf, skate, gente bonita e estilosa etc. Desde que eu pisei nos Estados Unidos pensei “não saio daqui sem conhecer a Costa Oeste, mais conhecida como West Coast, de jeito nenhum”.

Foi ai que planejei minha trip com mais uma amiga e depois de torrar o nosso suado dinheirinho em passagens de avião, reserva dos albergues e aluguel de carro. Zero na conta bancária, mas com um sorriso de orelha à orelha anunciei no facebook “Got the tickets to Califórnia”. Foi um dos dias mais emocionantes da minha vida.

Bom, e o dia D chegou, e lá vai eu e a Pinup Girl (pseudônimo para a amiga que me acompanhou nessa aventura – vcs vão saber porque depois) embarcar no aeroporto de Baltimore, longe pra cassete mas saindo de lá era mais barato (C-a-l-a-r-o que nós "au poors" sempre arrumamos um jeito mais barato de fazer as coisas). 

Aviso aos navegantes: Vegas é absolutamente para maiores, cartazes de homens sarados e mulheres semi-nuas anunciando shows de strip-tease são espalhados por todos os cantos. Bem em frente do nosso hostel tinha um estúdio de tatuagem chamado "Precious Slut" (Vagabunda preciosa), sem contar as capelinhas de casamentos que facilita casório que nem as Casas Bahia facilia a compra de uma TV 100 polegadas. 

Enfim, desembarcamos na cidade dos pecados numa quarta à noite, a primeira coisa que vc vê assim que desce do avião é: máquinas de jogos (sim, dentro do aeroporto no hall de embarque e desembarque). Fomos direto pro hostel que inclusive chamava Sin City. Meo, o lugar era zuado. A recepção, lobby, cozinha...era tudo pequeno. Nosso quarto era de quatro camas mixed (mulher e homem misturados) e um banheiro que dividia com o quarto vizinho, e ainda por cima o chuveiro era gelado. Tinha umas bagunças numa cama quando chegamos, e pelas roupas dava pra ver que era um homem. Mas até que tivemos sorte nesse hostel porque nunca trombamos com o cara que tava no nosso quarto e no penúltimo dia ele foi embora e não chegou mais ninguém até a hora do nosso check out, ou seja, tivemos o quarto praticamente só pra nós.

Na quinta de manhã, depois de tomar um café no hostel (que era a única coisa que prestava lá, quer dizer, até que tinha uns europeus delicinhas hospedados lá, mas nem tive tempo de conversar com eles) fomos passear pela Strip - Las Vegas Boulevard (a avenida famosa onde ficam os cassinos). Pegamos um ônibus que paga 7 doláres para andar 24 horas, e que ônibus lerdo da penda, fazia 4 milhas (que dá tranquilamente pra fazer em menos de 20 minutos) em uma fucking hora, parecia metro, a porra parava em todos pontos e cada passageiro que entrava tomava pelo menos 5 minutos da atenção do motorista, pedindo informação e muitas vezes nem embarcava, dava até náuseas de andar naquele ônibus. Mas beleza, conhecemos quase todos os Cassinos, tiramos muitas fotos e gastamos muito com lembrancinhas também. No fim da tarde paramos num bar que a cerveja era 1 dólar, foi quando a Santa Antônia (pseudônimo para outra amiga, que vcs vão saber também o porquê depois) nos ligou dizendo que tava chegando. Mas o que essa amiga ligando tem a ver com a história? … Pausa tudo pra eu explicar …

O noivo dela é das forças armadas e estava em San Diego fazendo um treinamento, e eles dois e mais 8 amigos dele combinaram de ir pra Vegas e calhou que eles chegaram lá no dia seguinte que eu e a Pinup Girl chegamos. A Santa Antônia meio que já tinha esquematizado tudo, tanto é que eu já tinha adicionado o noivo dela no Facebook e ele já tinha até mostrado a minha foto pros amigos todos dele e ela disse “Mari, vô te casar em Vegas”, tá ai o porquê do pseudônimo.

Voltando  … Eu e a Pinup saimos do bar, terminamos nossa jornada de turista e voltamos pro hostel, nos arrumamos e a noite fomos encontrar a Sta. Antônia e a trupe no Bellagio (sim, eles estavam todos hospedados lá, chiquérrimo!) , subimos no quarto deles e quando entramos ... Marine Corps toda lá dentro. Bateu uma vergonha, e de início eu não achei nenhum muito interessante, mas confesso que fui cativada logo de cara pelo sorriso do cunhado da Antônia (entre eles, o irmão do noivo dela estava lá, e também é Marine). E depois de beber champanhe e vinho, o meu dedo podre foi escolher quem? Sim, o do sorriso ... e que NAMORA. PORRA, 8 MARINES SOLTEIROS e eu fui encanar justo no que não podia.

Eu não encano fácil numa pessoa, eu sou muito de curtir o momento, geralmente olho logo a aparência, pego por pegar e não fico pensando muito no indivíduo no dia seguinte, e se outro me aparece, o anterior já trato de enterrar, sim eu sou meio homem pra essas coisas. Mas, o que aconteceu comigo em Vegas não foi bem assim, o tal não se enquadra NADA com o tipo de cara que chama minha atenção. O indivídio é baixinho, cabelos e olhos castanhos, mas eu achei ele tão fofinho que não susseguei enquanto não completei a missão, quer dizer, completei metade da missão, ainda tenho “unfinished bussiness” com essa criatura. 

Antes da balada fomos comer e eu bebi uma caipirinha. Já na balada, foram shots, cervejas, vodka com redbull … ai pronto, baixou o capeta. Eu fui inventar de falar pra Sta. Antônia que eu estava a fim do cunhado dela, ela contou pro noivo, que contou pra ele. Eu não lembro exatamente o que aconteceu devido o excesso de álcool que eu já tinha consumido, só sei que daí em diante eu comecei uma saga pra tentar beijar o coitado. Eu passei a noite toda só dançando com ele, xavecando na cara larga, e só me lembro que ele dizia que tinha namorada mas também só ficava me vigiando, quando eu saia de perto, ele vinha na minha cola.

Quando me dei conta, a galera tinha ido embora e deixaram eu e ele la. Ele pegou na minha mão, com os dedos cruzados tipo namorandinho, e me levou pro quarto. Ele estava na boa intenção mesmo, a Sta. Antônia tinha pedido pra ele me levar porque eu tava tão bebada que não ia saber voltar pro meu hostel.

Maaaaaas eu não perdoei e dei o “Ataque Animal Planet”, li isso num blog que me mijei de rir. Sabe aqueles programas que passa no canal à cabo Animal Planet que mostra uns bichos selvagens atacando os outros bichinhos inocentes? Foi exatamente isso que aconteceu. Fui pra cima dele tão foderoso, o máximo que eu consegui foi um beijo mal dado, lembro que perdi a paciência de tanto que ele fogia de mim, e tentei ir embora umas 30 vezes mas ele não deixou, no fim fui deitar na cama do lado (que era a cama do amigo que estava dividindo quarto com ele, mas não tinha voltado da balada ainda) e cai no sono de sapato e bolsa pendurada.

No dia seguinte às 7 e meia da manhã o amigo dele (dono da cama) chegou e deitou do meu lado, eu acordei no susto olhei para cara dele, ele levantou a cabeça e falou “Hi” com mô voz de chapado … eu nem respondi, levantei da cama num pulo, o Sorriso tava dormindo na outra cama, só sei que vazei correndo. Depois, o amigo contou que chegou no quarto e pensou “Ah, parece que tem uma garota na minha cama, ok”, ele tirou a roupa toda e deitou do meu lado (raxei o bico) eu nem tinha percebido que o cara tava pelado. Eu ainda tava tonta por causa das bebidas e com uma ressaca do cassete, eu só pensava em sumir dali o mais rápido possível. 

E lá vou eu, num sol de raxar o coco, com o cabelo todo amassado, maquiagem borrada, com roupa de balada e salto, saí do Bellagio em direção ao ponto de ônibus, até um velhinho que tava varrendo a rua disse que tinha me visto na noite anterior e lembrava da minha tatuagem. Por um minuto fiquei até com medo do que tinha feito na noite passada. Como assim, o tio que varre a rua lembrava da minha tatuagem?! 

Cheguei no ponto de ônibus com muita dificuldade porque meu pé tava machucando, e peguei o ônibus errado, aff, desci num ponto qualquer e tive que pegar mais dois ônibus pra chegar no hostel. Cheguei lá e lembrei que a chave do quarto tava com a Pinup. Pedi gentilmente para o cara da recepção abrir o quarto pra mim, ainda bem que ele era gente boa. Entrei no quarto e capotei na cama.

A Pinup Girl chegou no hostel umas 10 da manhã, e depois de banho tomado, café da manhã e umas pílulas para dor de cabeça - ressaca do cassete! - nós fomos turistar mais. No caminho a Pinup foi me contando que tinha passado a noite também no Bellagio, que ela saiu da balada depois de mim com um dos amigos Marines. Ela disse que o cara queria tirar fotos dela, dai ela pensou “Pra que?”. E eu já logo pensei: o cara tava indo pra guerra, o noivo da Sta. Antônia e a trupe que tava curtindo em Vegas estavam em treinamento para ir para o Afeganistão e voltariam em 7 meses. Ele queria imprimir as fotos dela e pendurar lá na cabaninha dele na guerra, por isso, apelidei ela de Pinup Girl e fiquei tirando sarro a viagem toda. 

Chegou a noite e fomos pra uma outra balada, encontramos a galera lá de novo, eu fiquei super na minha, nem bebi, porque iriamos embora cedo e a suttle ia nos buscar as 5 da manhã no hostel para nos levarmos para o aeroporto, pois iamos embarcar pra San Francisco. Foi bacana, mas não deu pra curtir muito. O Sorriso conversou comigo normal e ficou o tempo todo na minha cola, e quando ele começou a ficar bebâdo não disfarçou a vontade de me pegar (risada maquiavélica), o tempo todo queria dançar atrás de mim (pq americano só sabe dançar atras da mina) ficava puxando conversa e quando eu saia de perto ele me chamava. Mas, infelizmente, quando deu 2 da manhã, tivemos que ir embora, falei tchau pra ele e pedi desculpa pela maluquisse da noite anterior e ele respondeu “Não precisa se desculpar, não há culpados”.

Essa primeira parada na nossa saga pela West Coast foi de raxar o bico, tudo era motivo de piada, soltamos cada pérola que nem me lembro mais de todas. Deixamos Vegas com um apertinho no coração, não casei por lá. … mas fui fisgada inexplicavelmente, e me parece que a Pinup Girl também ficou.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estou sumida...resumão!


Tenho recebido muitos elogios a respeito do blog ultimamente, confesso que estou meio atrasada com as histórias e peço desculpas à quem lê. Quero começar esse post agradecendo à todos que leêm e que também comentam com outros, isso tem gerado bastante interesse em outras pessoas em lerem minhas maluquices e muitos pedidos de permissão para acessar, infelizmente ainda não posso abrir o blog para o público em geral, pois conto muitas coisas pessoais (e quem lê sabe que as minhas opiniões são fortes) e quero compartilha-las apenas com quem realmente gosta e se diverte com os textos e não com aqueles que entram apenas para xeretar, vocês me entendem, né? Mas num futuro próximo pretendo abrir o blog para acesso público, veremos.

Como eu já comentei por ai, o Verão nesse país é uma putaria, e claro que eu não poderia ficar fora dessa e estou aproveitando cada minuto, afinal de contas quando chega aquele frio de matar é complicado de aguentar, ainda mais quando não se tem um cobertor de orelha. Por isso, tenho abandonado o blog, tenho saido tanto que nem tempo pra escrever as presepadas que ando aprontando eu tenho tido. Por isso, vim contar só um resumão do que anda acontecendo...

Esse Verão tem sido muito aproveitoso pra mim, mal trabalhei, viajei muito, dei festas (inclusive, depois do churrasco que virou festa de arromba, eu dei outra festinha aqui em casa que também bombou, depois conto mais), fui em festas, peguei geral, fui em muitas baladas, dancei, beijei, fiquei bêbada e por ai vai as maluquices.

Uma coisa que me intrigou muito nessa Estação que foi quando a minha host mom me chamou pra conversar e propôs trocar meu visto para estudante pra eu ficar mais 2 anos com eles. Eu fiquei muito tempo pensando nisso, pesquisei tudo a respeito, mas cheguei a conclusão que eu prefiro voltar para o Brasil. Eu já vim decidida a voltar, tem muito mais contras do que prós, e eu sinto de coração que eu tenho que voltar, que algo que vai me deixar feliz está lá, talvez seja meu sucesso profissional...quem sabe?! E se eu estiver enganada, eu volto.

Outra coisa que tem me mantido fora de casa são os happy hours de quarta-feira. Durante o Verão tem um bar meio perto de casa que a cerveja é 1,50 até às 9 da noite. Pra que? Toda quarta-feira eu e as minhas amigas estamos lá batendo cartão... esses happy hours já renderam muitas histórias...que logo logo vão virar post também.

Bom, eu praticamente acabei de voltar de férias da Califórnia e de Vegas... Nossa, essa viagem sim...vai render um post gigantesco (aguardem hahaha). Amanhã bem cedo embarcarei pra Disney World com a minha host family e ficarei por lá 7 dias, por isso já vou me despedindo e prometo que assim que voltar posto mais maluquices aprontadas pela minha pessoa. Beijos.

terça-feira, 27 de julho de 2010

PQP, outra multa?


Dirigi por um ano no Brasil, antes de vir pra cá, e nunca levei uma multa, quando cheguei aqui, logo no terceiro mês tomei uma multa por ter estacionado em local proibido, depois levei uma por velocidade, depois de um tempo levei mais uma por não ter um carona e esses dias tomei outra por passar no farol vermelho. Pow, depois de tantas multas assim será que eu sou uma motorista imprudente?

Mas, pera-lá, dirigir nos Estados Unidos é uma PAIN IN THE ASS. Eles são extremamente cautelosos, não que isso seja ruím, mas é um exagero tão grande de cuidados no trânsito que eles parecem um bando de aprendizes atrás do volante.

Fazem trânsito até se uma ervilha atravessar a rua, literalmente param por completo se for dobrar uma esquina, não sabem posicionar o carro no trânsito, quando param em fila deixam uma vaga que cabe um metro entre um carro e outro, ocasionando bloqueio das intersecções, porra, o que custa o imbecil ficar um pouquinho mais perto do carro da frente, pra vc conseguir encaixar o seu carro na faixa sem bloquear o caminho?

Eles dirigem tão devagar que eu fui entender o porquê só depois que vi uma infeliz com uma pasta aberta em cima do volante ESCREVENDO! Fala se isso não é motivo de buzinar na orelha da idiota? Eles utilizam o carro pra tirar cochilo, comer, falar no celular, ler, estudar, fazer relatórios, conversar, MENOS pra se locomover.

Fora que, todo raio de lugar que vc vá é um inferno para estacionar na rua, em todos os lugares só pode estacionar com cartão de permissão (que vc obtém se for residente daquela área) ou tem parquímetro, que só aceita moedas de 25 centavos e são de graça só nos finais de semana e feriados, e olhe lá, porque cada lugar que vc vai funciona diferente. Por exemplo, tem região que pode estacionar de graça depois das 18h, mas é só dirigir mais 3 quadras pra frente e tudo muda e estacionar na rua pode ser pago até às 22h. E como é que eu sei dessa palhaçada toda de mudança de horário, onde posso estacionar, onde não posso? E eu respondo: porque há pelo menos 572 placas nas calçadas, com 354 explicações dos horários que pode estacionar e que não pode. Ai vc perde seu dia inteiro lendo a porra da placa até entender as regras e saber se vc pode largar seu carro lá sem medo de ser multado.E ainda por cima, estacionamento pago são poucos, e os que tem são caríssimos.

E a velocidade, putz...nem me fala que da raiva. Todo mundo tem uns puta carrões e não pode acelerar em quase lugar nenhum, o limite de velocidade é ridículo, tem avenidas gigantes que só pode andar a 25 milhas por hora, é tão devagar que mal parece que vc ta se locomovendo.

Ter cuidados no trânsito é uma coisa, vc pode ter cuidados mas agilizar também, mas aqui não tem dessas, por isso, pra quem vai vir morar por essas bandas já fiquem espertos ou vc entra no ritmo da lerdeza, ou vc toma multa adoidado que nem eu.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Trip to Milwaukee and Chicago!

Minha viagem da Califórnia está chegando e eu ainda não contei sobre a trip pra Milwaukee e Chicago. Então, antes que eu me aventure na West Coast, deixa eu contar logo.

Diferente das outras viagens que fiz por aqui, essa foi uma viagem bem light, ou seja, sem pegação, sem sair a noite, sem tomar porre, sem parar em apartamento de palhaços etc. Quando contei isso para uma outra amiga que não foi, ela disse “nossa, então foi um saco”. Cai na risada, mas não foi não, pelo contrário, foi uma viagem bem diferente das que eu estou acostumada, mas bem divertida e aproveitosa.

Milwaukee é uma cidade pequena no Estado de Winsconsin, não é um ponto turístico e não tem nenhuma atração que se diga imperdível, eu fui parar nesse fim de mundo porque uma amiga minha tem um cunhado que mora lá. Ela me convidou e disse que poderiamos passear em Chicago também, que é apenas uma hora de distância, eu achei uma boa idéia e embarquei.

Ele (o cunhado) foi um amor de pessoa e nos hospedou super bem na casa dele, não tive do que reclamar, tive um conforto que não tive na maioria das viagens que já fiz. Logo quando chegamos fomos à um jogo de baseball, o jogo era Milwaukee Brewers vs. Seatle Marines. O time da casa perdeu, mas pra mim foi emocionante do mesmo jeito, é um pouco cansativo porque o jogo dura aproximadamente 3 horas, mas eu nunca tinha ido a um jogo antes então foi o máximo. Lembrei muito do desenho do Perna-longa que eu assistia quando era pequena.



A noite fomos no Summer Fest, um festival de música que dura vários dias e toca várias bandas, teve shows de bandas bem famosas, mas como era meio caro, compramos o mais barato que dava direito a assistir só algumas bandas, vimos o show de uma banda chamada Cage the Elephant, eu AMEI, agora não paro de escutar. Depois fomos procurar algo pra comer e tinha até um quiosque de churrasquinho brasileiro, pedi um espeto de linguiça, não era tão parecido, mas deu pra ser feliz.


No dia seguinte, passeamos por Milwaukee, não tem muito o que ver, mas a cidade é bem bonitinha. A irmã e o namorado do cara que nos hospedou estavam lá também, eles são bem bacanas e no fim do dia, fizemos um churras americano e ficamos lá na casa hanging out e bebendo cerveja.

No terceiro dia, fomos bem cedo pra Chicago. Começamos fazendo um passeio de barco pelo lago Michigan. Depois almoçamos num restaurante de frutos do mar chamado Bubba Gump, cada mesa tem uma placa que um lado é escrito run forest run e do outro stop forest stop que é para o garçom saber se vc precisa de alguma coisa. Pedi um prato que vinha arroz, aquele creminho de casquinha de ciri e camarão, foi a melhor sea food que já comi nos Estados Unidos.





Depois seguimos para o Sears Tower (é um prédio super alto que vê Chicago toda), depois vimos o Bean e aquele display que aparece rostos de pessoas diversas que cospem àgua. Terminamos o dia jantando no Giordano's, onde servem uma pizza que é famosa em Chicago, a pizza parece uma torta de tão grande.







De volta em Milwaukee, no dia seguinte, fomos numa outlet, comprei um tênis da Adidas por 8 dólares porque um pé era tamanho 7 e o outro 7 e ½, quando provei notei um pouco de diferença, mas me deram um desconto tão grande que eu pensei “pow, vou levar”. À noite fomos jantar num restaurante/bar inusitado chamado Safe House, é todo decorado com coisas sobre espiões, a entrada é uma portinha bem discreta e quando vc entra uma voz pergunta umas charadas ou pede pra vc dançar ou cantar alguma marchinha tipica americana, enquanto vc paga esse mico, dentro do bar há televisões que o pessoal pode te assistir. Eu não fazia idéia que raio de música a mulher pediu pra cantarmos, então só fiquei imitando a coreografia que o pessoal que tava com a gente fazia, micão! hahahahahha

Esse poster é no banheiro feminino do Safe House:


E no último dia da nossa viagem fomos no Zoológico de Milwaukee, é bem legal, adorei os gorilas, por alguma razão. E no fim da tarde eu e a minha amiga embarcamos de volta pra Washington,DC.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Festa de arromba na casa dos hosts.


As duas semanas anteriores pra mim foram uma beleza, depois de 2 meses trabalhando que nem uma condenada já tava na hora de ter um pouco de diversão. Viajei com uma amiga pra Milwaukee e Chicago, ficamos 5 dias e assim que voltei meus hosts tinham ido pra praia, ou seja, fiquei mais 4 dias em casa sozinha. Sobre a viagem conto depois em outro post, porque num desses dias que eu estava sozinha aproveitei pra chamar alguns amigos e fazer um churras em casa que virou uma festa de arromba. Claro que perguntei pros meus hosts se eu poderia receber alguns amigos aqui em casa e eles concordaram de boa e até compraram um bujãozinho pra churrasqueira.

Arrecadei 10 dólares de cada menina que disse que iria, e contando que trouxessem bebidas, cada uma poderia trazer um convidado, a tarde fui com algumas amigas comprar as carnes e as coisas no mercado brasileiro e o churras começou às 8 da noite. Havia convidado um amigo que é músico e ele trouxe uma caixa de som animal ligou o Ipod dele e foi uma belezinha.

Fiz o churras no deck (do lado de fora da casa). E como aquele lugar encheu, viu. Depois de umas tantas, todo mundo já estava bem alegre de cerveja, shots de tequila e vodka (inclusive eu) e foi ai que conectei meu lap na caixa de som e começei uma seleção de black (que aqui se chama de hip hop) e a galera começou a se animar mais, o ponto máximo da festa foi quando coloquei samba e funk...as brasileiras se acabaram de dançar e os americanos (que eu nem conhecia porque eram amigos de amigos) ficaram em volta admirados como a gente se divertia, uns se arriscaram, entraram no meio da roda e até “glamurosa rainha do funk” dançaram. E eu tive que dançar a música Alejandro da Lady Gaga porque fui inventar de falar pras meninas que eu sabia a coreografia. Hahshash foi comédia.

A galera tava se divertindo horrores e de meia em meia hora a gente entrava na cozinha para tomar shots. Mas quando foi mais ou menos meia noite e meia, a polícia bateu na porta e pediu pra abaixar o som, só pra acabar com a graça. Quando me chamaram dizendo que a polícia tava na porta, eu só desliguei o som e fui falar com eles, a guardinha foi sussegada, ela pediu pra desligar o som mas que eu poderia continuar a party dentro da casa sem muito barulho. Coloquei todo mundo pra dentro mas em pouco tempo todo mundo foi embora e acabou tudo lá pra uma e meia. No dia seguinte os comentários foram os melhores, todo mundo amou o churras, a comida, as carnes, recebi várias mensagens agradecendo por ter convidado, tinha alguns convidados estrangeiros (meninas e meninos) e eles foram os que mais se divertiram, disseram que a gente (brasileiros) é que sabemos nos divertir de verdade. Na hora das danças um lá comentou que nunca tinha visto tantas meninas juntas se divertindo por si só.

Foi um sucesso de churrasco, no dia seguinte acordei com uma ressaca tremenda mas fui limpar a zona, duas amigas que dormiram em casa me ajudaram...até que não tinha muita bagunça, só recolhemos o lixo, passamos um aspirador onde derrubaram farofa e lavamos a louça toda. Colocamos os 5 sacos de lixo no porta-malas do carro e fomos dispensar (porque é lógico que eu não ia jogar aquele monte de garrafas de cerveja no meu lixo), acabamos dispensando o lixo no DMV (lugar onde tira carta de motorista, tipo o Detran de SP) porque fomos buscar uma amiga lá e tinha uma cassamba de lixo...olhei pra ela, ela olhou pra mim e eu disse “é aqui mesmo que vou dispensar essa lixaiada toda”. E assim foi!

Meus hosts já chegaram de viagem, perguntaram como foi o churras eu disse que foi muito legal, até agora ninguém comentou nada de polícia, mas se algum vizinho fofoqueiro falar pra eles, eu vou dar uma de tonta e dizer que tinha esquecido que na América não se pode se divertir muito que a polícia te leva preso. HAUshIAUShASiuhAS!!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O picadeiro não pode parar: as últimas pérolas dos palhaços.


Vocês sabiam que o livro “Homem é tudo palhaço” foi lançado? O livro surgiu do blog Homem é Tudo Palhaço onde as leitoras e as próprias autoras do blog relatam inusitadas pérolas dos artistas circenses, as histórias são verídicas. É hilário, recomendo vocês conferirem.

Faz tempo que eu não falo mal dos nossos palhacinhos queridos por aqui, então hoje fiz outro post especial depois de ter coletado mais algumas palhaçadas que eles adoram apresentar no nosso picadeiro.

Começando pelo número circense mais recente e que aconteceu no meu picadeiro. O protagonista da palhaçada foi um otário que conheci na praia no último feriado, mas eu já tinha notado que ele era um palhaço pelas atitudes dele, já comecei a desconfiar quando, antes de me levar pro seu apê, o espertalhão me convidou pra ir pro Hawai...pronto, ai ele cagou total, ele forçou o estilo estou-sendo-fofo-só-pra-te-comer, putz e justo com quem? Mas, como eu já tava no meio do caminho e como diz uma ex colega de trabalho “já tô aqui, já tá pago, já peguei coisa pior, tem todos dentes na boca” eu continuei a jornada até o apê dele. Quando chegou lá percebi que ele tava querendo fazer umas graças comigo e com a minha outra amiga francesa, cortei o barato do palhacinho logo. Na manhã seguinte ele me tratou super frio e ainda por cima o peguei secando a bunda da francesa, eu cheguei até a comentar com a amiga brasileira que tava junto. Anyway, a brasileira tinha beijado o amigo do palhacinho e continuou ficando com ele depois do feriado na praia, tanto é que no final de semana que vem ela vai pra cidade dele visitá-lo, ai numa conversa pelo Facebook o peguete dela vira e lança “Ow, o Broxanildo (pseudônimo esdruluxo que inventei para caracterizar o palhaço) pediu para você trazer sua amiga” e ela perguntou “A Mari, a brasileira?” e ele “Não, a francesa” e ela “¬¬”. Gente, esse merece ou não merece ser promovido a, pelo menos, Coordenador do picadeiro?



Esses dias eu estava sussa em casa quando chega uma mensagem no meu celular “Oi, cheguei da Europa, vamos ver se vc se lembra de mim”. Eu tinha certeza absolutíssima que não conhecia ninguém que tinha ido para a Europa e respondi a mensagem questionando quem era. Descobri que o palhaço era amigo de um cara que eu tinha conhecido num bar, nesse dia eu fiquei horas conversando com um gatinho e no fim chegou um amigo dele alemão (era o cão chupando manga) e conversando com a gente, comentou que ia pra Alemanha de férias no dia seguinte. Quando saquei meu celular da bolsa para pegar o número do bonitinho, o amigo intrometido sacou o dele e pediu meu número e eu fiz aquela cara de cocô (mole ainda por cima) mas não quis ser mal educada e dei o número, não achei que o cara ia ser tão sem-noção de me mandar mensagens sabendo que eu ia supostamente ser peguete do amigo dele, mas ele mandou mensagem mesmo assim. Muito provavelmente esse palhaço tava pensando que eu não me importaria de sair com ele mesmo depois de horas flertando com o amigo dele. Foi uma palhaçada mesmo, viu!

Ontem fui almoçar com uma amiga, e ela me contou que conheceu um gatinho na rua quando estava saindo de uma balada, ela deu carona pra ele e acabaram ficando. O cara era maior belezinha, e ela pensou “Opa, lucrei essa noite”. O cara não parou de entrar em contato com ela então marcaram de se ver na semana, ela se arrumou toda achando que eles iam jantar, e foi buscá-lo numa estação de metrô, chegou lá o cara fez ela estacionar numa escola e contou que não poderia ficar passeando com ela porque tinha uma namorada que morava com ele, mas que tinha gostado muito de ficar com ela, que nunca tinha sentido uma química tão forte e esses discursos circenses que já conhecemos de cor e salteado. Como disse anteriormente “já tô aqui, já tá pago, já peguei coisa pior, tem todos dentes na boca” ela ficou com o cara de novo, e durante a semana toda o cara saia de casa dizendo pra namorada que ia correr, mas ia encontrar a minha amiga. Ela é solteira e ainda por cima logo logo vai embora dos Estados Unidos, vc acha que ela tá ligando? O palhaço é que deveria respeitar a namorada, mas...homem é tudo palhaço e isso nunca vai mudar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tem coisas que só acontecem com au pairs.


Era meia-noite quando uma amiga me ligou perguntando o que eu estava fazendo. Como ela disse que tinha uma festa pra ir que o peguete dela tinha convidado, eu fiz outros planos. Ela já estava na tal festa e disse que tava um saco e se não arrumasse nada melhor para fazer ia pra casa. Eu já estava muito longe, fui parar na casa de uns amigos de uma amiga numa cidade à uns 40 min de distância, então não podia ajudar muito e no fim ela decidiu ir pra casa mesmo.

No outro dia de manhã, ela me conta que, enquanto tava na festa encheu o latão, bebeu mais cerveja do que caberia num barril. A festa tava um porre e ela caindo de sono, tonta e bêbada, então ela saiu fora de lá em direção à estação de metro para voltar pra casa.

Quando chegou na estação, o próximo metro só viria em 20 minutos, nessa ela cochilou num banco e perdeu o metro. Sorte que não era o último e o próximo veio depois de mais 20 minutos, a essa altura as 8 long necks que ela tinha bebido começaram a embrulhar o estômago e ela começou a passar mal.

Quando ela levantou pra entrar no trem, nem andar direito ela tava conseguindo. Mesmo assim, entrou, sentou e as sacudidas fizeram com que ela piorasse, e duas estações depois ela desceu pra vômitar. Foi num cantinho e "chamou o Hugo", e pensou “Vô sair e pegar um taxi”, só que quando ela chegou na porta de saída, a estação tava fechada, as grades cheias de cadeados e tudo mais. Ela rodou, rodou e não achou nenhuma saída, o lugar tava deserto, fechado, tudo apagado e ela trancada lá dentro. A estação tinha fechado e ninguém viu que havia um passageiro lá dentro ainda.


Ela não sabia o que fazer, apertou um botão de emergência, soou um alarme mas nada de aparecer alguém, ela já tava vendo a hora que ia deitar no banco e esperar até a estação abrir de novo pra pegar o metro e voltar pra casa finalmente, nessa passou a bebedeira e o sono e ela começou a se irritar. Foi quando ela achou um número de emergência e ligou, o “resgate” finalmente tava indo. Só que, meia hora depois e nada. Ai ela se tocou que tinha dado informação errada e ligou de novo pra falar a estação certa que ela estava, depois de uns 10 minutos finalmente chegaram uns caras lá, abriram o portão pra ela sair e além de ficar umas 3 horas presa, teve que aguentar os seguranças a interrogando como ela havia entrado no metro se tava fechado e ela respondeu “Na verdade, eu não entrei aqui, eu nunca cheguei a sair isso sim”. Mas no fim das contas até deram uma carona até a estação mais próxima da casa dela. E enquanto essa aventura toda acontecia, eu tava sussegada bebendo umas cervejas achando que ela tinha arrumado um rolê firmeza. Só com Aupair mesmo pra acontecer uma coisa dessas. Eu ri!

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