sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sortes de azarados.


Costumo dizer para as meninas (e meninos) que conheço que pretendem ser aupair, que precisam ter um cú de ferro. Desculpem o palavrão, mas quis dizer no português claro para vocês terem uma boa noção da coisa.

É bem complicadinha essa experiência, mas, apesar de parecer, esse post não será um desabafo das "tomações" de cú (desculpem novamente) que já levei por aqui. Essa vida de aupair também traz umas sortes inesperadas de vez em quando, resolvi escrever sobre isso depois de uma sexta-feira de muitos furos que eu e minhas amigas já tinhamos até perdido as esperanças de ter uma noite agitada.

Nessa noite, saimos de casa com destino a Washington,DC nigth life. Tinhamos duas opcões de balada. Depois de muita enrolação e perdidas pelo caminho (porque esquecemos o GPS) chegamos na porta de uma delas, só que na fila a galera era meio da pesada. Ao abrir a janela só escutava uma falação total: "Hey", "Yo", "Get down here, your ne**a mothafucker", "Psiu Shauty, shake this ass for me baby" e coisas do gênero que só se ouve nos filmes de gângsters americanos ou nos guettos. Sem chance de uma branquela azeda como eu entrar ali.
O povo era tão bronx que dava medo, cruzamos com um carro que a motorista olhou
tão feio pra cara da minha amiga, que tava dirigindo, que ela lançou "Meu Deus, essa ta parecendo a chefona do crime organizado". Mijei de rir. Conclusão, vazamos dali em direcão a outra balada.

Tinhamos impresso o flyer que, segundo o site da balada, mulher maior de 21 anos entrava vip a noite toda. Mas, como somos aupairs (só acontece as cagadas), era balela e para entrar na balada era 20 dolares e com o maldito flyer era 15. Pagar 15 dolares para entrar numa balada é inviável, para uma aupair.

Eu já tinha entrado lá de graça, fiquei fazendo cera na porta e chegou um cara perguntou se eu queria entrar, eu disse sorrindo um simples "sim" e entrei sem desembolsar 1 dolar. Não perdi as esperanças e disse pras meninas "Gente, vamos fazer uma cerinha aqui que funciona".

De repente surge um magrelo e um negão, que ninguém dava um centavo e perguntou para gente "Vocês estão esperando alguém?". Eu disse que sim, mas a minha amiga desmentiu e os caras convidaram a gente pra entrar e sentar na mesa vip com bebidas de graça. Muita esmola e o santo desconfiou, minha amiga virou pra ele e perguntou "Você é o Papai Noel?". Mijei de novo. Mas os caras não queriam nada de mais, realmente só queriam compania feminina pra sentar na mesa vip. No fim, entramos, bebemos, dançamos, alopramos tudo na faixa do Vasco. A noite não poderia ter sido melhor.

Já aconteceu, dessa vez num sábado a noite, eu sair com umas amigas para uma balada que conheciamos o promoter que iria dar vip pra gente. Chegando lá o belezinha
não atendia o celular, estavamos quase indo embora quando resolvi perguntar pro segurança se o tal do menino estava trabalhando lá realmente, cheguei perto do cara pra perguntar apareceu um outro com uma pergunta mágica "Vocês querem entrar?" ai pronto, ainda por cima, quando chegamos perto da área vip fomos convidadas pra entrar e beber de graça, ai só alegria.

Tenho uma outra amiga que mora na Pensilvânia, ela me contou que foi para Nova York assistir um jogo dos Yankees, ela tinha visto que o ingresso era só 16 dolares, maaaas, ela se esqueceu que é aupair e mais do que ninguém, vocês já sabem que aupair só toma no... isso mesmo! Chegando lá o ingresso mais barato era 60 dolares,
ela resolveu pedir uma informacão para um mocinho que estava de bobeira por ali, e ele simplismente deu um par de ingresso pra ela assistir o jogo no melhor lugar do estádio, a troco de NADA.

A maioria das girls night out (quando só sai meninas) acontece isso. Já jantei, bebi, dancei, aloprei tudo de graça. Bem, como eu disse não é fácil ser aupair, acho que não é fácil ser intercâmbista nenhum, mas quando acontece uma merda comigo, nunca perco as esperanças quando lembro dessas sortes que só azarados tem.

(Na foto acima Val, Eu e Fabi, as perdidas no Brooonx de DC mano)
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sortes de azarados.


Costumo dizer para as meninas (e meninos) que conheço que pretendem ser aupair, que precisam ter um cú de ferro. Desculpem o palavrão, mas quis dizer no português claro para vocês terem uma boa noção da coisa.

É bem complicadinha essa experiência, mas, apesar de parecer, esse post não será um desabafo das "tomações" de cú (desculpem novamente) que já levei por aqui. Essa vida de aupair também traz umas sortes inesperadas de vez em quando, resolvi escrever sobre isso depois de uma sexta-feira de muitos furos que eu e minhas amigas já tinhamos até perdido as esperanças de ter uma noite agitada.

Nessa noite, saimos de casa com destino a Washington,DC nigth life. Tinhamos duas opcões de balada. Depois de muita enrolação e perdidas pelo caminho (porque esquecemos o GPS) chegamos na porta de uma delas, só que na fila a galera era meio da pesada. Ao abrir a janela só escutava uma falação total: "Hey", "Yo", "Get down here, your ne**a mothafucker", "Psiu Shauty, shake this ass for me baby" e coisas do gênero que só se ouve nos filmes de gângsters americanos ou nos guettos. Sem chance de uma branquela azeda como eu entrar ali.
O povo era tão bronx que dava medo, cruzamos com um carro que a motorista olhou
tão feio pra cara da minha amiga, que tava dirigindo, que ela lançou "Meu Deus, essa ta parecendo a chefona do crime organizado". Mijei de rir. Conclusão, vazamos dali em direcão a outra balada.

Tinhamos impresso o flyer que, segundo o site da balada, mulher maior de 21 anos entrava vip a noite toda. Mas, como somos aupairs (só acontece as cagadas), era balela e para entrar na balada era 20 dolares e com o maldito flyer era 15. Pagar 15 dolares para entrar numa balada é inviável, para uma aupair.

Eu já tinha entrado lá de graça, fiquei fazendo cera na porta e chegou um cara perguntou se eu queria entrar, eu disse sorrindo um simples "sim" e entrei sem desembolsar 1 dolar. Não perdi as esperanças e disse pras meninas "Gente, vamos fazer uma cerinha aqui que funciona".

De repente surge um magrelo e um negão, que ninguém dava um centavo e perguntou para gente "Vocês estão esperando alguém?". Eu disse que sim, mas a minha amiga desmentiu e os caras convidaram a gente pra entrar e sentar na mesa vip com bebidas de graça. Muita esmola e o santo desconfiou, minha amiga virou pra ele e perguntou "Você é o Papai Noel?". Mijei de novo. Mas os caras não queriam nada de mais, realmente só queriam compania feminina pra sentar na mesa vip. No fim, entramos, bebemos, dançamos, alopramos tudo na faixa do Vasco. A noite não poderia ter sido melhor.

Já aconteceu, dessa vez num sábado a noite, eu sair com umas amigas para uma balada que conheciamos o promoter que iria dar vip pra gente. Chegando lá o belezinha
não atendia o celular, estavamos quase indo embora quando resolvi perguntar pro segurança se o tal do menino estava trabalhando lá realmente, cheguei perto do cara pra perguntar apareceu um outro com uma pergunta mágica "Vocês querem entrar?" ai pronto, ainda por cima, quando chegamos perto da área vip fomos convidadas pra entrar e beber de graça, ai só alegria.

Tenho uma outra amiga que mora na Pensilvânia, ela me contou que foi para Nova York assistir um jogo dos Yankees, ela tinha visto que o ingresso era só 16 dolares, maaaas, ela se esqueceu que é aupair e mais do que ninguém, vocês já sabem que aupair só toma no... isso mesmo! Chegando lá o ingresso mais barato era 60 dolares,
ela resolveu pedir uma informacão para um mocinho que estava de bobeira por ali, e ele simplismente deu um par de ingresso pra ela assistir o jogo no melhor lugar do estádio, a troco de NADA.

A maioria das girls night out (quando só sai meninas) acontece isso. Já jantei, bebi, dancei, aloprei tudo de graça. Bem, como eu disse não é fácil ser aupair, acho que não é fácil ser intercâmbista nenhum, mas quando acontece uma merda comigo, nunca perco as esperanças quando lembro dessas sortes que só azarados tem.

(Na foto acima Val, Eu e Fabi, as perdidas no Brooonx de DC mano)
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