quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Mulher gosta de dinheiro, quem gosta de p... é bixa" Hermes e Renato. Verdade?

Já ouviram a música "I can Tranformer Ya"? do Chris Brown com o Lil Wayne. Pra quem disse não, segue vídeo e letra abaixo:



[Lil Wayne]
Go hey Lil Mama,
I can transform ya,
No I can't dance, but I can dance on ya,
Swizz on the beat, Chris move ya feet,
And baby I can transform your him to a me,
I can change your life, make it so new,
Make you never want to go back to the old you,
Ciroc and lime, give it a lil time,
And she can transform like Optimus Prime

[Chris Brown]
Need a ride,
I can range you up,
Money, I can change you up,
You can ride your own,
No longer be the passenger,
Swag low, I build you up,
Knees, we can stand you up,
Red lips, red dress, like 'em like a fire truck,

[Bridge]
What you need, you can have that,
My black card, they don't decline that,
See potential in ya, let me mold that,
I can transform ya, I can transform ya,

[Chorus]
I can transform ya, I can transform ya,
Anything ya want, I can (I can) get it for ya,
You're my baby girl,
Shoulda known I did it for ya,
I can trans, I can trans, I can transform ya,

Shoes - you got it (got it)
Bags - you got it (got it),
Cars - you got it (got it),
Money - still got it (got it),
I can transform ya, I can transform ya,
Anything you want I can (I can) get it for ya,

[Chris Brown]
See me in the video, you can have it really though,
Iced out everything, break you like an eskimo,
Wanna fly, we can go, anywhere you wanna go,
Jimmy Choos in Italy, Louis V in Tokyo,

Something like Pinnochio,
If you lie down, I'ma grow,
Wanna see me do it big,
I can show you how it goes,
Take you from an amateur to being professional,
I can have you swag surfing

[Bridge]
What you need, you can have that,
My black card, they don't decline that,
See potential in ya, let me mould that,
I can transform ya, I can transform ya,

[Chorus]
I can transform ya, I can transform ya,
Anything ya want, I can (I can) get it for ya,
You're my baby girl,
Shoulda known I did it for ya,
I can trans, I can trans, I can transform ya,

Shoes - you got it (got it)
Bags - you got it (got it),
Cars - you got it (got it),
Money - still got it (got it),
I can transform ya, I can transform ya,
Anything you want I can (I can) get it for ya,

[Lil Wayne]
Okey,
I can transform ya, like a transformer,
I can turn you from a human to a Carter,
Take you off the bench, t-turn ya to a starter,
Then I take you home and put you on a charger,
Then my car transforms to a charter,
And we can fly to wherever you ever thought of,
I take you to where its warmer,
Then i gotta rip off your dress like a warm up,
But I'm just getting warmed up,
So tell your man he better get his Voltron up,
I transform her to a Ducati,
And then I transform me to a Bugatti,
'Cause her form puts me in a trance,
I transform smaller and she puts me in her pants,
with Swizz on the Beat, Chris move ya feet,
And Weezy transform a good girl to a freak,

[Chorus]
[The End]

Fazendo uma tradução geral, ele canta pra alguma mulher e diz que vai fazer ela se transformar como o Optimus Prime (?), que vai dar carros, dinheiro, sapatos, bolsas e por ai vai. Ao contrário da maioria dos hip-hops americanos, apesar da letra ser fútil, não é suja. Sim, comparando com umas por ai, já ouvi até falar que as mulheres inventam desculpas pra pagar um b... .Essa música me fez pensar sobre uma coisa que acontece muito com brasileiras quando vão pro exterior, casam com um gringo cheio da grana e vivem sendo sustentadas.

Quando um cara está muito a fim de uma mulher, isso no geral, ele tenta conquistar de alguma forma: se é bonito, da só uma olhada e não é muito difícil de conseguir (a não ser que seja muito imbecil), se é charmoso, com seu jeito de ser fatura, se é feio, ganha no xaveco, mas se tem dinheiro, leva vantagem no cartão de crédito. Uma amiga me disse uma vez "Quero um cartão de débito sem limite, porque cartão de crédito sem limite qualquer um tem", pra você ver que a mulherada tá exigente.
Mijei de rir.

Na América são poucos os que sabem o que é ser pobre, e adivinha o que? Desses poucos 80% são os estrangeiros ( - Eu, eu, eu - com a mão pra cima) e 20% são cidadões americanos que, por algum erro genético, não tem grana, esses números não foram pesquisados, estou usando só o meu conhecimento de mundo - anexo: nunca achei que usaria esse termo que aprendi numa aula super chata na facu.

Bem, vamos analisar até que ponto isso é vantajoso. Tudo que a mulher precisa fazer é transar com o cara, pronto... se ela for "esperta", leva no shopping e sai cheia de sacolas da Vitoria's Secret e da Louis Vuitton, logo, a mulher continua transando com o cara, e mais e mais presentes ela vai ganhando até que ganha uma aliança de noivado com uma pedra valiosa e depois de pouco tempo um tão desejado cartão verde, mas conhecido como Green Card. Pronto, dai em diante vocês já sabem, passar o resto da vida luxando sem derramar uma gota de suor, ou dar um pé no cara e ir atrás de outro.

Vejamos dois pontos: 1) As mulheres que fazem isso são umas oportunistas; Ou 2) As mulheres que fazem isso estão mais que certas. Eu não generalizo jamais, mas o que você vai ler é a minha opinião. Sou justa, tenho uma síntese com argumentos para ambos os lados, apesar do meu ponto de vista "cair" mais para a primeira opção. Falando das oportunistas, sim está cheio de mulheres que procuram os tais dos "sugar daddys" (são caras ricos e solteiros que querem uma gostosinha do lado e pagam por isso), tanto é que existe até site pra encontrar os tais. Não, eu nunca procurei um sugar daddy, eu soube porque conheci uma puta de profissão, e ela que comentou a respeito. As espertas usam o cara para conseguir o que querem e depois dão uma bota no imbecil. Tem caras que até merecem, já tive a infelicidade de sair com alguns que deveriam sair com essas interesseiras pra aprender. Mas apesar disso, eu nunca serviria pra golpista, primeiro porque eu não conseguiria transar com uma pessoa que eu não tivesse química, só pra conseguir um sapato de grife que foi lançado semana passada na NY Fashion Week ou casar com uma pessoa que eu não amasse, aguenta-lo por sei lá quanto tempo pra ter um Green card, na boa, eu sou sensata e fria até demais pra sentimentos, mas nesse ponto eu sou uma bundona. Penso que, por mais que eu ame bolsas, sapatos, casacos, perfumes, jóias (quer dizer, eu amo bijuteria, porque jóias eu não tenho), a vida é muito mais do que isso e viver dependendo de alguém é uma coisa que eu não vejo no meu futuro.



Vendo pelo outro lado, o lado das 'mulheres que fazem isso são espertas isso sim', ás vezes me revolto, vejo amigas que namoram americanos e tem tudo: viajam, sempre estão atualizadas na moda, frenquentam as melhores baladas, restaurantes e lugares. Ou seja, e eu aqui fazendo milagre com o "faz me rir" que é o salário de Aupair. Penso: - Porque eu não sei fazer o mesmo? Do jeito que sou besta, acabarei casando com o amor da minha vida e vivendo embaixo da ponte com ele e encher a barriga de vento, já que amor não enche barriga.

Existe também um terceiro lado, as que encontram um cara bacana, se apaixonam e tem a sorte do cara ter grana, conheço umas nessa situação também, esse caso que eu chamo de unir o útil ao agradável.

Eu fico pensando também como esses homens são idiotas, gastam mô grana só pra sair com uma mulher, tem mulher que faz mô hora com a cara deles e mesmo assim eles continuam pagando. Um dia sai com duas amigas pra jantar, uma delas eu encontrei poucas vezes, e foi essa que ligou pra um cara e comentou que estava no restaurante X, depois de um tempinho o fulano apareceu, pagou a nossa conta plus um monte de bebidas, elas foram pra balada com o cara depois que saimos do restaurante e eu fui pra casa, eu tinha deixado o carro num estacionamento, a amiga que saia com o tal do cara, puxou ele e disse "Seguinte, dá 10 dólares ai pra ela pagar o estacionamento" e o cara me deu, peguei o dinheiro, lógico porque sou besta mais nem tanto, dei tchau e fui pra casa. Eu pensei "PQP, esse cara é um otário mesmo", na boa, a mina só usando na cara larga e pra ele estava tudo ok.

No final das contas, entre passar a vida com alguém por interesse ou, ficar com a pessoa amada e batalhar para conquistar suas coisas, apesar dos pesares, eu ainda fico com a segunda opção.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Azar no amor, sorte no jogo.


Pois é, pensando nisso que decidi: Preciso ir pra Vegas. Já postei várias vezes sobre relacionamentos, mas nunca contei sobre o desastre que sou com esse o tal de "Amor". Me lembro quando tinha uns 6 anos e tive que dançar quadrilha na escola, uma das únicas coisas que me lembro, além do vestidinho rosa quadriculado (que as fotos não me deixam esquecer), foi o fato de ter ficado "p" da vida com a professora que não me deixou dançar com o garoto que eu gostava, fiquei decepcionada e com cara de orifício a quadrilha toda, para você ver que o desastre vem desde cedo.


Todos caras que eu me interessava ou namorava, ou eram mais velhos e só queriam saber das meninas mais velhas ainda, ou gostavam da minha irmã ou das minhas amigas. De mim mesmo, ninguém queria saber. Mas também eu sempre fui uma "apagadinha": magrelinha, branquela, baixinha e ainda por cima revoltada. Mas nunca fui muito de me importar com essas coisas, era muleca. Então queria mais saber de zoar, pular muro, importunar os vizinhos, irritar meu irmão e por ai vai. Fui daquelas "Meninos? Blé!" até bem tarde.

Até ter uma paixonite louca por um menino que namorava uma outra menina. Nunca vi gostar tanto de uma pessoa que nunca deu um beijo, mas beleza. Quando o tal terminou o namoro, fui inventar de me declarar e pra piorar... por carta. Levei um fora simpático, a desculpa dele foi que eramos amigos e não queria estragar a amizade...lógico, e eu sou o Bozo! E na mesma noite ele beijou outra amiga dele. Foi ai que cai na real que só encontraria os que "mijam torto". Entre esse e outros, só bagunçados cruzaram meu caminho. Namorado de verdade só tive um, que não tive do que reclamar, mas pessoas que não nascem com sorte pro amor, como eu, algo sempre da errado, por isso chegou ao fim.

Mais uma vez, ou melhor, mais muitas vezes, mais e mais bagunçados no meu caminho. Um belo dia, melhor... uma bela noite, fui com uma companheira de piriguetagem numa balada. Estavamos na pista e um cara me tirou pra dançar, olhei no rosto do indivíduo e pensei: - Zuadinho. Mas o cara era tão estiloso (quem me conhece sabe, que eu sou chata com estilo) que resolvi dançar com ele. Pronto, 3 samba-rocks depois, eu estava apaixonada pelo cara. Fiquei conversando com ele: gente boa, simpático, estiloso e ainda morava no mesmo bairro que eu. Mas ele não tomou partido e acabei indo embora sem beijar e sem fazer cadastro (fazer cadastro = pegar telefone do cara que você tá a fim pra ver se rola alguma coisa). No dia seguinte, comentei com uma amiga de trabalho, que inclusive também morava no mesmo bairro que eu, descrevi o moço pra ela e pra minha surpresa, ela o conhecia e me disse que ele namorava. Conclusão: mais um sem futuro na lista de Mari Proença.

Eu sempre fui chegada num loirinho, quando eu tinha 13 anos falava que só ia casar se fosse com o sósia do Taylor Hanson ou do Leonardo DiCaprio. Falei tanto que meu primeiro namorado foi moreno, mas bonito, tá pensando o quê? Quando cheguei nos Estados Unidos, pensei: Tô no paraíso dos loiros, vô passar o rôdo! Não conheço nem um terço do mundo, mas nunca vi tanto homem bonito por metro quadrado. Na verdade, meu conceito mudou um pouco depois de um tempo, existe sim muito ogro por aqui também, e depois que descobri a Alemanha, não estive lá, mas tive a oportunidade de conhecer um pouquinho de como são, vamos dizer assim, os Lovers alemães, tenho certeza que os EUA não chega nem perto do paraíso. Obs: não desmerecendo JAMAIS o Brasil, que também tem seus tesouros.

Voltando ao assunto que eu achei que estava no Paraíso dos homens perfeitos quando cheguei nos EUA, meu azar com querido amor continuou a mesma coisa. Na verdade, não posso colocar toda culpa na coitada da má sorte, porque, muitas vezes eu que fui atrás de encrenca. Eu só atraio cara mais novo, não sei qual é o meu problema, até comecei a me vestir mais "perua" pra ver se esses "high school musical" param de vir atrás de mim, e muleque, as mulheres já sabem como funciona... só pensam naquilo. Confesso que não deixei passar alguns jovenzinhos, e uma vez resolvi encontrar um numa balada, chegando lá ele me perguntou se eu queria beber alguma coisa, eu disse que sim, uma cerveja. O belezinha olhou pra mim e disse: - Você que vai pagar, ou quer que eu pague?. Quero saber nos comentários o que vocês acham que eu respondi.

Pra variar, estou dura e não poderei passar o ano novo em Vegas, como eu queria. Entretanto, tenho a certeza que quando botar o meus pés naqueles Cassinos, vou ficar no mínimo milionária.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Em busca do Halloween perfeito!


Pela primeira vez, estaríamos nos Estados Unidos para o Halloween, uma das festas mais divertidas no pais. Todos fantasiados saindo pelas ruas e dizendo "Trick or Treat", igualzinho nos filmes. Com toda essa expectativa eu umas amigas (O Quarteto Fantástico) resolvemos fazer algo diferente para ser inesquecível, então decidimos: Vamos pra New York!

E la vamos nós, pegamos o busão dos Chineses (um onibus velho de chineses que fazem viagens a preço de banana) no sábado, dia 31, pela manhã em DC. Dormimos a viagem toda, por volta de 4 horas depois chegamos em Chinatown em NY.

O primo de uma das integrantes do Quarteto foi nos buscar, ele mora em NY há muito tempo, chegamos na casa dele, me senti no Brasil, uma brasileirada só e ainda preparando uma feijoada. Depois do "momento Brasil" tiramos um cochilo, e depois começamos os preparativos para ir para o Central Park, onde seria a tão esperada festa de halloween do ano em NY.


O lugar estava lotado, uma fila imensa pra entrar, mas já tínhamos garantido nossos ingressos, que diga-se de passagem custaram $60 doletas cada. Fiquei muito empolgada, realmente o Halloween é muito festejado, as pessoas capricham nas fantasias, saem nas ruas, fazem festa, é muito legal mesmo. A balada acabou abrindo quase duas horas depois do esperado, nesse meio tempo, já tínhamos perdido a paciência, tomado chuva na cabeça e enfiado os saltos na lama, mas resistimos a tudo, e não víamos a hora de entrar e aproveitar, afinal, a festa era open bar e free food!

Quando chegamos lá dentro, nos dividimos, e metade foi pra fila da bebida e a outra metade pra fila da comida. Bom, todos abastecidos, hora de dançar e começar a causar. Quando botamos nosso pezinho gelado - digo isso porque foi muito azar - na pista de dança, o DJ abaixou o volume da música dizendo que foram ordens da polícia. Eu, que gosto pouco de música, gritei "Como assiiiim???". O que tinha acontecido foi que a festa tinha acabado, e começaram a colocar todo mundo pra fora.

Nós tínhamos conseguido pegar 3 drinks cada um e comer uma merreca de comida, mas fazer o que?Saimos frustados em busca de outra coisa, afinal era Halloween e em NY.

Saímos de lá gritando pelas ruas, fazendo a maior festa, pensamos "Vamos fazer a nossa própria festa, afinal o que é um galho para quem já está com a árvore inteira enfiada no c...? Como diz um amigo.

Pelas ruas de Manhattan mais ou menos as 2 da manhã - a Pinup Girl, a Mulher Gato, a Dançarina de Can Can, a Rainha de Copas, O Bafômetro (sim, o amigo do primo se vestiu de bafômetro, e não preciso nem falar onde era o canudo de assoprar, né?) e o Lutador de Jiu jitsu (o primo) - saíram fazendo a maior festa em busca de alguma coisa pra fazer, ou pelo menos um lugar pra beber mais.

Essa altura meu nível de álcool já tinha ido pro beleleu e eu já estava começando a ficar emburrada. Mas o primo salvou a noite e pediu para o Chuck (era a fantasia do menino amigo do primo) ir nos buscar. Ele foi e nos levou para num bar, que eu nem sei o nome nem a região, só sei que era em algum lugar em New York.

Ao entrar no lugar pensei: Meu Deus, vim pra NY parar num bar podre desse?? Ainda bem que pelo menos as baladas lá fecham tarde, não as 2 da manhã que nem em DC. Bom, resolvi deixar a chatice de lado e comecei a aloprar também, porque as meninas já estavam no clima.

A rainha de copas lançava pros tchutchugethers "Hi, do you like play cards?", a dançarina de Can Can tirava fotos com todo mundo, a mulher gato só chicoteando a galera e eu entrei no clima também e até um drink apareceu na minha mão, descobri no dia seguinte que tinha sido o Bafômetro que tinha pagado, mas na hora, sei que mandei guela abaixo e a alegria começou a vir a tona.

O lugar estava cheio de gatinhos, pra quê? Eu nao resisti e soltei uma cantada de pedreiro para um gatinho vestido de Scooby Doo: "Eu ainda estou de batom?" e ele respondeu "Sim" e eu continuei "Você poderia tirar" (pqp eu posso trabalhar na obra). A outra integrante do Quarteto faturou um Jason, não feio como o do filme, muito pelo contrário!

A causação master foi quando a Dançarina de Can Can achou (sim, achou em cima duma mesa) um pirulito em forma de pinto e com as cores da bandeira gay. Aquilo foi a sensação do bar, todo mundo queria tirar foto chupando o tal do pirulito, ela tirou foto até com a p-u-l-i-ç-a (de verdade) segurando o pirulito gay. Coitado do primo e dos amigos dele que estavam conosco, eles foram muito gente boa, nos aturaram sem reclamar, mas também deram muita risada.

No dia seguinte, depois de um breve passeio pela Times Square e redondezas, era hora de voltar pra casa. Corremos que nem palhaças atrás de taxi pra chegar em Chinatown, quase perdemos a hora, mas chegamos bem na hora do onibus sair e as 4 horas e meia de viagens foram so lembrando das presepadas que foi esse fim de semana em busca de um Halloween perfeito.

sábado, 24 de outubro de 2009

Lembranças


Pode parecer papo de adolescente. Pode parecer não, esse post é um papo de adolescente.
Sabe quando você tem um ídolo e coleciona fotos, compra todos CDs e singles, gasta toda a mesada na banca de jornal com revistas sobre esse ídolo, persegue os coitados, chora, grita etc?
Pois então, eu era assim aos 13 anos com o Hanson, sim aquelas menininhas loiras, ops, meninos que cantavam "Mmmbop, ba duba dop". Detalhe, eu ficava furiosa quando diziam que eles eram meninas. Eu e a minha irmã pareciam umas tontas com esse tal de Hanson.
Quando eles foram pro Brasil então, a gente estava em todas, emissoras de televisão, rádios, hotel e por ai vai.
Claro que depois de uns anos essa besteirada toda passou, joguei fora todos recortes de revista que tinha deles, eu costumava competir com outras fãs quem tinha mais pastas com recortes deles, dei até risada porque nunca imaginei que aquilo tudo seria só acumulo de pó no meu guarda-roupas.
Anos e anos depois, eles já estavam sumidos da mídia, chegaram a lançar dois CDs novos, eu estava na Facu, trabalhando, namorando, nem liguei mais, baixei as músicas pela net e só.
Uns aninhos depois, eu aqui nos Estados Unidos já, eles entraram em turnê. Ai resolvi conferir o show. E foi M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!
Além deles estarem melhores como músicos, também né, 12 anos depois...foi como se eu voltasse a ter 13 anos. Cheguei na fila cedo, fiquei bem na frente. Foi bem diferente do show que fui em 2000, quando eles foram ao Brasil pela primeira vez. Não que esse tenha sido ruím, foi inesquecível, mas a diferença foi nos fãs, não tinha nenhuma menininha boba, nem gritos histéricos mais. Meu sonho era tirar foto com eles, hahahaha. E consegui, no fim do show algumas fãs se aglomeraram na porta da pequena casa de show, claro que eu estava no meio. O Taylor e Isaac foram dar um "Hello".
Apesar de não estar mais naquela fase de fanatismo, foi emocionante. Durante toda semana depois desse show, senti como se eu tivesse uma caixinha dentro da minha cabeça que tava guardado todos esses momentos, relembrei tanta coisa da minha adolescencia que deu saudade de ser boba e ter 13 anos de novo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sortes de azarados.


Costumo dizer para as meninas (e meninos) que conheço que pretendem ser aupair, que precisam ter um cú de ferro. Desculpem o palavrão, mas quis dizer no português claro para vocês terem uma boa noção da coisa.

É bem complicadinha essa experiência, mas, apesar de parecer, esse post não será um desabafo das "tomações" de cú (desculpem novamente) que já levei por aqui. Essa vida de aupair também traz umas sortes inesperadas de vez em quando, resolvi escrever sobre isso depois de uma sexta-feira de muitos furos que eu e minhas amigas já tinhamos até perdido as esperanças de ter uma noite agitada.

Nessa noite, saimos de casa com destino a Washington,DC nigth life. Tinhamos duas opcões de balada. Depois de muita enrolação e perdidas pelo caminho (porque esquecemos o GPS) chegamos na porta de uma delas, só que na fila a galera era meio da pesada. Ao abrir a janela só escutava uma falação total: "Hey", "Yo", "Get down here, your ne**a mothafucker", "Psiu Shauty, shake this ass for me baby" e coisas do gênero que só se ouve nos filmes de gângsters americanos ou nos guettos. Sem chance de uma branquela azeda como eu entrar ali.
O povo era tão bronx que dava medo, cruzamos com um carro que a motorista olhou
tão feio pra cara da minha amiga, que tava dirigindo, que ela lançou "Meu Deus, essa ta parecendo a chefona do crime organizado". Mijei de rir. Conclusão, vazamos dali em direcão a outra balada.

Tinhamos impresso o flyer que, segundo o site da balada, mulher maior de 21 anos entrava vip a noite toda. Mas, como somos aupairs (só acontece as cagadas), era balela e para entrar na balada era 20 dolares e com o maldito flyer era 15. Pagar 15 dolares para entrar numa balada é inviável, para uma aupair.

Eu já tinha entrado lá de graça, fiquei fazendo cera na porta e chegou um cara perguntou se eu queria entrar, eu disse sorrindo um simples "sim" e entrei sem desembolsar 1 dolar. Não perdi as esperanças e disse pras meninas "Gente, vamos fazer uma cerinha aqui que funciona".

De repente surge um magrelo e um negão, que ninguém dava um centavo e perguntou para gente "Vocês estão esperando alguém?". Eu disse que sim, mas a minha amiga desmentiu e os caras convidaram a gente pra entrar e sentar na mesa vip com bebidas de graça. Muita esmola e o santo desconfiou, minha amiga virou pra ele e perguntou "Você é o Papai Noel?". Mijei de novo. Mas os caras não queriam nada de mais, realmente só queriam compania feminina pra sentar na mesa vip. No fim, entramos, bebemos, dançamos, alopramos tudo na faixa do Vasco. A noite não poderia ter sido melhor.

Já aconteceu, dessa vez num sábado a noite, eu sair com umas amigas para uma balada que conheciamos o promoter que iria dar vip pra gente. Chegando lá o belezinha
não atendia o celular, estavamos quase indo embora quando resolvi perguntar pro segurança se o tal do menino estava trabalhando lá realmente, cheguei perto do cara pra perguntar apareceu um outro com uma pergunta mágica "Vocês querem entrar?" ai pronto, ainda por cima, quando chegamos perto da área vip fomos convidadas pra entrar e beber de graça, ai só alegria.

Tenho uma outra amiga que mora na Pensilvânia, ela me contou que foi para Nova York assistir um jogo dos Yankees, ela tinha visto que o ingresso era só 16 dolares, maaaas, ela se esqueceu que é aupair e mais do que ninguém, vocês já sabem que aupair só toma no... isso mesmo! Chegando lá o ingresso mais barato era 60 dolares,
ela resolveu pedir uma informacão para um mocinho que estava de bobeira por ali, e ele simplismente deu um par de ingresso pra ela assistir o jogo no melhor lugar do estádio, a troco de NADA.

A maioria das girls night out (quando só sai meninas) acontece isso. Já jantei, bebi, dancei, aloprei tudo de graça. Bem, como eu disse não é fácil ser aupair, acho que não é fácil ser intercâmbista nenhum, mas quando acontece uma merda comigo, nunca perco as esperanças quando lembro dessas sortes que só azarados tem.

(Na foto acima Val, Eu e Fabi, as perdidas no Brooonx de DC mano)
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Show do Tinted Windows no Black Cat


O Tinted Windows (nova banda do Taylor Hanson e James Iha - ex-Smashing Pumpkins) tocaram numa noite muito quente de quarta-feira no Black Cat, uma casa de música alternativa, em Washington,DC.
O show estava marcado pra comecar as 20h, chegamos em cima da hora, mas a casa ainda estava fechada e com uma fila consideravelmente grande do lado de fora.
Depois de uns vinte minutos que entramos a banda de abertura (US Royalty), inclusive muito boa, comecou a tocar.
Creio que Taylor Hanson e sua trupe entraram em cena umas 21h30, e o pequeno, mas barulhento, público foi ao delírio.
Tenho certeza que vocês não ficarão surpresos ao ouvirem dizer que a banda toca muito bem. Tem muita gente que não se importa com shows ao vivo, mas eu, pelo menos, sou chata quanto a isso e posso dizer que a acústica do local e a banda formaram uma perfeita parceria. Aconteceu uma vez da voz do Taylor sumir, mas foi por alguns segundos no meio de uma música, mas devido a algum erro técnico que rapidamente foi reparado. Não posso relatar muito sobre o repertório, conheco a banda a pouco tempo, então, reconheci quando tocaram "Kind of a Girl", "Dead Serious" e "Messing with my head". Não necessariamente nessa ordem, mas é isso que me recordo.
Sou fã do Hanson há muito tempo, mas confesso que estava meio por fora das novidades deles ultimamente, fiquei impressionada com o público, pois só assisti a um show deles em São Paulo e me lembro que foi uma experiência totalmente diferente: tietes adolescentes gritando, meninas acampadas na porta do Credicard Hall (local do show), empurra-empurra, choro etc.
O Taylor é o meu favorito, por isso pra mim foi muito amocionante vê-lo num spot diferente: mais adulto, cantando no centro do palco, mais rock'n'roll.
O público estava bem variado, tinha gente de todas as idades. Casais de "tiozões", emos, cabeludos, patricinhas e lógico, fãs do Hanson. Tinha até uma menina
com o símbolo do Hanson tatuado nas costas. Ah, e claro, as groupies também marcaram presenca na primeira fileira do palco.
O lugar é pequeno, o chão quadriculado, bem underground. Apesar da grande fila na entrada, o lugar não encheu, e eu adorei isso porque assisti o show de perto,
sem ninguém empurrando.
Enfim, depois de mais ou menos uma hora e meia, sem flashes, porque era proibido fotografar com flash, mas com muita gritaria, assobios e aplausos os "Vidros-Fumês" deixaram o palco.

(Review feita para o site www.portalhansonbrasil.com)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Todo esforco...


Me irrito profundamente quando as pessoas me deixam recados nos orkuts, fotologs e facebooks da vida do tipo "Oi Mari, tudo bem? Aposto que sim ne? So na vida boa ai nos States ne??".
Pow, o povo xereta ve minhas fotos na gringa e ja pensa que eu to aqui luxando com o dinheiro do meu pai.
Eh logico que a gente expoe as melhores fotos ne? Ou seja, nas minhas "internet stuffs" eu posto fotos das minhas viagens, das baladas, das festas, dos caras bonitos que eu pego, das melhores roupas que compro etc.
Eu nao sei o que esse Ze Povinho tem na mente, sera que eles acham q vou expor fotos do carinha zuadinho que peguei quando estava bebada? Das roupas repetidas que eu uso quando vou em baladas diferentes? Do meu cabelo natural sem escova? Dos roles furados que faco? Da minha cara lavada e com olheira quando acordo 2 horas da tarde num domingo depois de ter passado a noite inteira dancando? Das minhas calcinhas rasgadas? Do meu tenis furado? Do meu sorriso com um feijao no dente quando acabo de comer?
Pra informacao do Ze Povinho, eu NAO vim pra gringa com o dinheiro do meu pai, eu paguei o programa de intercambio com a minha grana, que nao foi muito nao, estou aqui fazendo o programa de intercambio mais barato que existe: Aupair.
Pra quem nao sabe, eu nao vim so estudar, vim trabalhar tambem e eh esse trabalho
(passando talquinho na bunda de nenem, pra nao dizer outra coisa) que paga os meus POUCOS luxos que tenho aqui.
Isso nao quer dizer que sou contra as pessoas que tem grana e que viajam o mundo todo sem ter que batalhar por isso, claro que se meu pai pudesse pagar todas as minhas viagens eu iria AMAR. Mas, infelizmente nao nasci com essa sorte,
entao o jeito foi CORRER ATRAS.

E so para completar a frase do titulo do post: ... tem sua recompensa!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

'Cause I'm in Miami, biiiiiitch!

Esse virou o lema da minha viagem de férias, que eu tenho que contar. Com muita gente eu não gostaria de compartilhar, mas a loucura que foram meus oito dias em Miami eu não resisto, porque foi muito bizarro.

Desembarcaram Lindinha, Florzinha e Docinho (Eu) no aeroporto de F. Lauderdale, num sádado mais ou menos as 7 da noite, mas nosso destino final era South Beach, ou seja, a 40 minutos de onde estavamos. A primeira loucura, pra começar, foi eu ter viajado com dinheiro contado. Quando descobrimos que o taxi ate nosso albergue ficaria em torno de 60 dólares: "O queeeee?". Eu fui a primeira a gritar, claro, das três amigas, eu era a mais dura. Querendo economizar, saimos perguntando se havia outra alternativa e descobrimos um ônibus de graça que nos deixaria numa estação de trem e este nos levaria até o aeroporto Internacional de Miami, e de lá pegariamos um taxi que sairia mais barato, porque estariamos mais próximas de South Beach.

Assim que entramos no ônibus conhecemos dois alemães que ficariam hospedados a duas quadras do nosso albergue. Eles disseram que iriam alugar um carro numa loja bem ao lado da estação de trem que iriamos descer e ofereceram uma carona até o nosso albergue, e assim foi. Eles alugaram o carro, socamos as malas e nos enfiamos no carro deles, paramos num mercado compramos cerveja e eles nos deixaram no albergue para tomarmos banho e mais tarde nos encontramos de novo para beber a cerveja que compramos. Detalhe, chegamos no Albergue uma hora da manhã, por conta do atraso do trem, bem, até que o atraso serviu para alguma coisa, porque enquanto esperavamos ele, eu fazia as unhas e as meninas depilavam as pernas, e os alemães achando que eramos malucas, mas tudo bem!

Bem, ta na hora de contar o que vocês mais querem saber: "Iai eles eram bonitos?" Bem, um deles era um pedaçudo (termo q eu ouvi por ai que significa q o cara é um pedaço grande de algo bom) e o outro nem tanto. Já no apê deles, começamos a brincar de "Eu nunca", o jogo funciona assim: Uma pessoa fala "Eu nunca corri pelado na rua", se alguém da rodinha já fez isso, tem que beber. Jogo vai, jogo vem... e o povo comecou a ficar alegre. Já estava cansando, ai sugeri de todos irmos andar na praia. Quando estavamos saindo, a Lindinha disse: "Mari, pega o gracinha porque ele quer te pegar". Eu acreditei, né? No fim acabei pegando um e a Lindinha o outro, e a Florzinha (tadinha!) voltou pro albergue.

No dia seguinte, só risada, afinal de contas, haviamos começado bem a viagem, carona, pegando alemão, albergue cheio de europeu gato, a dona do albergue era brasileira, eeeita! Então dá-lhe praia e sol quente, no fim da tarde dá-lhe bitoquinha nos alemães e a noite dá-lhe vodca, rum e tequila no esquenta do albergue antes da baladinha. Estava parecendo que seria uma madrugada perfeita, seria, se nao fosse a cabeçuda aqui beber demais. Nos juntamos com umas portuguesas doidas no albergue e bora pra balada, fui o caminho todo abraçada com uma das doidas e gritando pelas ruas "'Cause I'm in Miami, Biiiiiiiiitch", "I can drink on the streets", "Brazil still awesome" e mais um monte de baboseiras, enquanto eu pagava esse micão, Florzinha e Lindinha só filmando e dando risada.

Assim que chegamos na porta da tal de Nikki Beach, dei pt. Não via mais nada, não conseguia mais andar, havia uns sofás na areia, as meninas me colocaram lá e foi ali que fiquei o resto da noite, perdi de conhecer uma balada. Mas, a vida é assim "beber, cair, levantar".

Um dos belos dias, resolvemos pegar um ônibus e conhecer outros lugares, fomos parar em Downtown Miami, péssimo lugar. Só cubanos e mexicanos e outras nacionalidades dominando tudo. Passamos uma raiva que só numa loja que um colombiano malandrão tentou vender até a mãe dele por qualquer dolar.

Nunca tinha ficado em albergue, isso é invenção de europeu, então, a galera é toda de lá: alemães, franceses, italianos, suecos e mais. O ruím é dividir quarto com gente que você nunca viu, quando chegamos tinham três meninas da Suécia no nosso quarto, elas eram super boazinhas, mas muito bagunceiras e uma delas era fedida, uma suvaqueira danada.

Nos últimos dois dias que estavamos lá, chegaram duas alemãs, nada contra as meninas, mas uma noite cheguei "ventando" (termo que a minha mãe usa quando a pessoa esta meio bêbada) e derrubei coisas no chão procurando minha escova de dente, na manhã seguinte, as meninas espancaram a porta do armário de propósito, pra "vingar"o barulho que eu fiz na noite anterior. Bem, não fui certa de ter feito barulho, mas eu ia pedir desculpa, acabei tocando o foda-se e não falei é nada.

Incluso na diária tinha café da manhã, almoço e janta, que não era lá aquelas coisas, mas quebrou um galhão nos dias em que estavamos mais duras. A tiazinha da cozinha era a mais engraçada, uma velha negra magrinha e baixinha. A velhinha servia as refeições e a noite tava ela bêbada e agitando com a galera do albergue.

Falando em funcionários, fora a dona tinha mais brasileiros, na madrugada que chegamos foi muito engraçado. Estavamos fazendo o check in com o cara da recepção, eis que surge um inglês, para do nosso lado e pergunta algo pro recepcionista, as três super poderosas, claro, pararam para olhar aquela belezinha, com aquele sotaque arrastado de british que arrancou um "NOOOOOOOSSA" das três.

Quando o belezinha saiu, para nossa surpresa, o recepcionista vira e fala em português "De qual parte do Brasil vocês são?" e ainda nos zuou dizendo "Eita, esse NOOOOSSA pro rapaz veio lá do fundo heim", dai foi só risada.

Numa das noites teve uma festinha no Albergue, com cerveja de graça. O Dj era brasileiro, e até funk rolou. As gringas quando souberam que eramos brasileiras queriam dançar como a gente, mas tadinhas, são duras as bichinhas, a única coisa que sabem fazer é grinding (aquela dança tosca que o homem fica atrás da mulher e eles ficam se esfregando). No final troquei idéia com o DJ, o cara mora nos Estados Unidos a 20 anos e traz vários artistas brasileiros pra cá, muito massa. Ah, e pra não perder o costume, peguei um francês.

Outra coisa bizarra em Miami são as pessoas que frequentam as praias: topless, traveco bêbado em plena luz do dia, biquine que é literalmente um fio dental (ilustrada na foto abaixo), e eu que pensei que nas praias do Rio que estava a maior concentração de doideiras do mundo.


Teve uns dois dias que choveram e foram meio chatos, mas foi bom pra recarregar as energias, mas tivemos muitos dias de sol, peguei até uma corzinha. Num dos dias em que fomos pra praia, estamos nadando e chegamos numa conclusão: se tirarmos nosso biquine aqui dentro, ninguém vai notar... dito e feito. E assim foi, as Meninas Super Poderosas nadando peladas em Miami biiiitch e ninguém viu.

Os últimos dois dias foram bem cansativos, já estávamos meio de saco cheio, aquele calor e umidade insuportáveis já estavam dando nos nervos, não víamos a hora de pisar em DC novamente. No domingo, as 4 e meia da manhã, o táxi foi nos buscar para levarmos de volta ao aeroporto de F. Lauderdale, ansiosas para voltar a vida normal mas com um apertinho no coração, deixamos Miami.

Depois dessa viagem, definitivamente cresceu em mim uma vontadezinha de ser mochileira para sempre.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Bonitos, ricos e manés!


Eh obvil que quando pesquisamos, vivemos e lemos, mais conhecimento adquirimos.
Mas eu nao sei porque nao acontece o mesmo quando o assunto eh "Homem". Quanto mais eu os conheco, mais fico confusa.
Mas nao vou falar aqui de todos eles. Meu assunto vai ser os homens americanos. Da ate uma certa decepcao so de tocar no assunto.
Se eu fosse contar aqui de cada defeito, a leitura ficaria no minimo cansativa. Entao vou fazer uma mistura, das minhas e das experiencias de amigas, pra dizer qual eh o perfil dos americans idiots.
Pra comecar, nunca vi homem tao carente quanto os dito cujos, nas baladas se vc fala "Hi" vc eh praticamente obrigada a dar seu numero do celular, e eh fato que: ele vai entrar em contato. Nao que isso seja uma coisa ruim, mas as vezes vc nem quer nada com o babaca, e ele vai encher a memoria do seu celular das irritantissimas text message (sms/torpedo).
Esta ai, outro problema, os caras so sabem mandar txt message (sms no cel) mas agir que eh bom NADA. Digo isso porque eles sao tao pratiotas que realmente levam a serio o "jeito coca-cola de ser", adoooram agitar e pular fora, mandam sms como "lets hang this week?", "What are u up to tonite?" ai vc marca o role e o otario te deixa na mao.
E os encontros? Sao sempre os mesmos, eles te convidam pra jantar, ou fora, ou querem cozinhar pra vc (hahaha, tenho que fazer um anexo nessa parte - eles querem impressinar uma brasileira cozinhando, sem ter a nocao que a comida daqui nao chega
ao chule da comida do Brasil, mas tudo bem).
Apesar dos caras quererem te impressinar a todo custo, sao uma moleza que a gente acaba perdendo a paciencia, tem casos que nem sentando no colo do desgracado
ele age. Acho que isso acontece porque eles sao indiscutivelmente burros, quer dizer, nao sei porque isso acontece, porque brasileiro nao deixa passar mas nem q seja o mais burro.
Eu definitivamente nao consigo entender, as vezes eles ate parecem trouxas, porque te buscam, te trazem, pagam tudo pra vc, compram presentes.
Maaas, nem pense em relacionamento, eles nao sabem o que eh isso, quando vc acha q esta namorando com o cara...vc NAO esta. Pensa num cara que te elogia, que te liga, que te manda msg toda hora, que todo fim de semana sai com vc, esta com vc...De repente, puf...simplesmente vira bufa (como diz uma amiga Baiana).
Os palhacos te tratam como uma namorada, com direito a ser apresentada pros pais e amigos, maas, nao propriamente entitulada. Porque os espertinhos querem te manter mas nao querem deixar de comer as piriguetes por fora.
O mais engracado sao eles falando que adoram brasileiras, que cansaram do jeito mecanico e falso das americanas, e quando tem a chance, agem como manes.
Claro que existem americanos que se salvam, mas infelizmente, a maioria age do mesmo modo, parece ate que sao treinados. Eu nunca entendi porque as americanas
sao tao vagabundas e metidas, mas agora eu sei, para caras babacas como os americanos tem que ser uma bitch, se nao, amiga, vc so vai ter decepcao.

Segue um video clipe e a letra da musica de uma cantora que descobri a alguns dias, eu to cantarolando essa musica para "every mane boy" que cruza meu caminho. LOL.



I like you so much better when you're naked (tradução)
Ida Maria
Composição: Ida Maria Sivertsen

Todas as coisas importantes que eu deveria dizer à você,
elas se prendem em algum lugar, algum lugar entre eu e você
oh, estou tão nervosa, e não sei o que fazer
acendo um cigarro, eu só fumo quando estou contigo

Por que diabos faço isso?
Você é só mais um cara
ok, você é sexy pra caralho, mas não tem nada de especial

Mas eu não me importaria
Se você me levasse pra casa
Venha logo e me leve para casa
Eu não me importaria
Se vicê tirasse toda a sua roupa
Anda logo, tire-as logo!

Porque eu gosto muito mais de você quando estás nu
Gosto MUITO mais de mim quando estás nu
Gosto muito mais de você quando estás nu
Gosto MUITO mais de mim quando estás nu

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Casar pra que?


Porque tenho que pensar em casar, ter familia, comprar uma casa e pagar imposto?Eu queria descobrir uma forma de nao ter que passar por tudo isso, a gente comeca a envelhecer e parece que essas "obrigacoes"comecam a vir a tona.Bom, pagar imposto ate tiro da lista, porque na verdade pagamos ate para sair do ventre das nossas maes, comprar uma casa eu pretendo mesmo, mas casar e ter filhos...Comecei a pensar nisso de um tempo pra ca. Comecei a imaginar o que eu realmente quero pro meu futuro, que esta bem proximo. Quer dizer, eu tenho 25 anos e as mulheres geralmente com essa idade tem marido, noivo ou pelo menos um namorado de 5 anos. Sera que estou atrasada? Por um milesimo de segundo entrei numa paranoia, mas nos milesimos seguintes pensei: Perai, pra eu seguir o ciclo "natural" imposto pela sociedade primeiro eu tenho que largar a boa vida, ou seja, baladas, noitadas sem horario pra chegar em casa, diversidades masculinas, clubinhos com as amigas, nao deixar mais o salario inteiro na Guess e infinitas coisas que fazemos so na solterisse.Ja pensei e repensei, mas ainda nao me convenci que quero uma familia, pode ser que encontre um cara que eu namore por 2 meses e queira casar, ter filhos e passar o resto da minha vida ao lado dele, mas esse loco ainda nao cruzou meu caminho na hora certa. As vezes nao entendo como garotas que mal sairam da Faculdade ou ate do Ensino Medio ja tem familias e eu nem penso nisso ainda. Eu acho um disperdicio de divercao, maaaas so estou dizendo isso porque tenho que defender meu ponto de vista, porque como diz o Zeca Pagodinho "Cada um na sua onda, cada um na sua prancha".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

To comecando a gostar da America

Como o blog esta mto desatualizado, vou "skipar" - mistura do verbo "skip" com a traducao em portugues "pular" - a parte do ano novo.


Mta coisa aconteceu desde que entrou 2009, mas a mais interessante foi a minha viagem para Terra do tio Sam, onde estou a quase 1 mes fazendo a loucura de ser aupair de uma familia americana por um ano.


Fui super bem recebida, mas eh tudo mto estranho. Eh tudo igualzinho aos filmes: americanos gordos, loiros e branquelos, cafe da manha com ovo, bacon, cereal e waffals na torradeira com manteiga de amendoim (Eca!). As casas sao todas de madeira com aqueles poroes assustadores, sem portoes, as janelas sao enormes e da rua ve-se tudo que acontece dentro delas. As pessoas deixam os carros estacionados na frente da casa sem problema nenhum e quase nunca passa alguem.


A regiao eh dividida por "counties", que no meu ponto de vista sao bairros que eles consideram cidades. Perto de onde moro tem mta coisa legal como: shoppings, centros comerciais, academias, baladas, bares, supermecados, farmacias etc. Claro que tem Estados nos Estados Unidos que sao totalmente desertos, ainda bem que nao eh o caso da Virginia. Porem, para tudo preciso de carro, mas chego nesses lugares em 10, 15, 20 minutos. Por aqui, onde tem residencia, eh so residencia, as criancas aqui nao dizem "Mae, me da um dolar para comprar doce ali na esquina na quitanda do seu Jose?", como as criancas no Brasil.

O povo eh bem simpatico, eles sorriem o tempo todo e sempre dizem "com lincenca", "obrigado" e "desculpa" para tudo. O cumulo da educacao que eu presenciei aqui foi numa balada em Arlington, pisei no pe de uma menina e pedi desculpa, ela disse o seguinte "Nao precisa se desculpar, voce esta apenas se divertindo". Me conta se voce ja ouviu isso numa balada no Brasil, eh mto raro. Mas eh claro que tem gente estranha tambem.
Outro dia, dentro do Burger King, vi um cara barbudo com uma jaqueta bem surrada, um jeans sujo, e uma butina beje imunda, parecia do Buffalo Bill do "Silencio dos Inocentes". Fiquei com medo do cara, certeza que aquela figura era um psicopata. Tem tambem os "xicanos" (os latinos). Para encontra-los basta ir em supermercados, restaurantes, banheiros de baladas, posto de gasolina etc. Toda mao de obra barata aqui eh feita por estrangeiros, por isso, eles nem ligam se voce fala ingles perfeito. Conversando com um cara na balada, eu disse para ele nao reparar pq meu ingles era pessimo, ai ele respondeu " Nao se preocupe com isso, nem nos, americanos, falamos ingles mto bem". Mto cutie, pena que era mole, mas esse assunto vou "skipar" tambem, fica pra uma proxima.
Enfim, estou a pouco tempo nesse loucura, mas ja aprendi muita coisa e sei que vai render boas historias.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Mulher gosta de dinheiro, quem gosta de p... é bixa" Hermes e Renato. Verdade?

Já ouviram a música "I can Tranformer Ya"? do Chris Brown com o Lil Wayne. Pra quem disse não, segue vídeo e letra abaixo:



[Lil Wayne]
Go hey Lil Mama,
I can transform ya,
No I can't dance, but I can dance on ya,
Swizz on the beat, Chris move ya feet,
And baby I can transform your him to a me,
I can change your life, make it so new,
Make you never want to go back to the old you,
Ciroc and lime, give it a lil time,
And she can transform like Optimus Prime

[Chris Brown]
Need a ride,
I can range you up,
Money, I can change you up,
You can ride your own,
No longer be the passenger,
Swag low, I build you up,
Knees, we can stand you up,
Red lips, red dress, like 'em like a fire truck,

[Bridge]
What you need, you can have that,
My black card, they don't decline that,
See potential in ya, let me mold that,
I can transform ya, I can transform ya,

[Chorus]
I can transform ya, I can transform ya,
Anything ya want, I can (I can) get it for ya,
You're my baby girl,
Shoulda known I did it for ya,
I can trans, I can trans, I can transform ya,

Shoes - you got it (got it)
Bags - you got it (got it),
Cars - you got it (got it),
Money - still got it (got it),
I can transform ya, I can transform ya,
Anything you want I can (I can) get it for ya,

[Chris Brown]
See me in the video, you can have it really though,
Iced out everything, break you like an eskimo,
Wanna fly, we can go, anywhere you wanna go,
Jimmy Choos in Italy, Louis V in Tokyo,

Something like Pinnochio,
If you lie down, I'ma grow,
Wanna see me do it big,
I can show you how it goes,
Take you from an amateur to being professional,
I can have you swag surfing

[Bridge]
What you need, you can have that,
My black card, they don't decline that,
See potential in ya, let me mould that,
I can transform ya, I can transform ya,

[Chorus]
I can transform ya, I can transform ya,
Anything ya want, I can (I can) get it for ya,
You're my baby girl,
Shoulda known I did it for ya,
I can trans, I can trans, I can transform ya,

Shoes - you got it (got it)
Bags - you got it (got it),
Cars - you got it (got it),
Money - still got it (got it),
I can transform ya, I can transform ya,
Anything you want I can (I can) get it for ya,

[Lil Wayne]
Okey,
I can transform ya, like a transformer,
I can turn you from a human to a Carter,
Take you off the bench, t-turn ya to a starter,
Then I take you home and put you on a charger,
Then my car transforms to a charter,
And we can fly to wherever you ever thought of,
I take you to where its warmer,
Then i gotta rip off your dress like a warm up,
But I'm just getting warmed up,
So tell your man he better get his Voltron up,
I transform her to a Ducati,
And then I transform me to a Bugatti,
'Cause her form puts me in a trance,
I transform smaller and she puts me in her pants,
with Swizz on the Beat, Chris move ya feet,
And Weezy transform a good girl to a freak,

[Chorus]
[The End]

Fazendo uma tradução geral, ele canta pra alguma mulher e diz que vai fazer ela se transformar como o Optimus Prime (?), que vai dar carros, dinheiro, sapatos, bolsas e por ai vai. Ao contrário da maioria dos hip-hops americanos, apesar da letra ser fútil, não é suja. Sim, comparando com umas por ai, já ouvi até falar que as mulheres inventam desculpas pra pagar um b... .Essa música me fez pensar sobre uma coisa que acontece muito com brasileiras quando vão pro exterior, casam com um gringo cheio da grana e vivem sendo sustentadas.

Quando um cara está muito a fim de uma mulher, isso no geral, ele tenta conquistar de alguma forma: se é bonito, da só uma olhada e não é muito difícil de conseguir (a não ser que seja muito imbecil), se é charmoso, com seu jeito de ser fatura, se é feio, ganha no xaveco, mas se tem dinheiro, leva vantagem no cartão de crédito. Uma amiga me disse uma vez "Quero um cartão de débito sem limite, porque cartão de crédito sem limite qualquer um tem", pra você ver que a mulherada tá exigente.
Mijei de rir.

Na América são poucos os que sabem o que é ser pobre, e adivinha o que? Desses poucos 80% são os estrangeiros ( - Eu, eu, eu - com a mão pra cima) e 20% são cidadões americanos que, por algum erro genético, não tem grana, esses números não foram pesquisados, estou usando só o meu conhecimento de mundo - anexo: nunca achei que usaria esse termo que aprendi numa aula super chata na facu.

Bem, vamos analisar até que ponto isso é vantajoso. Tudo que a mulher precisa fazer é transar com o cara, pronto... se ela for "esperta", leva no shopping e sai cheia de sacolas da Vitoria's Secret e da Louis Vuitton, logo, a mulher continua transando com o cara, e mais e mais presentes ela vai ganhando até que ganha uma aliança de noivado com uma pedra valiosa e depois de pouco tempo um tão desejado cartão verde, mas conhecido como Green Card. Pronto, dai em diante vocês já sabem, passar o resto da vida luxando sem derramar uma gota de suor, ou dar um pé no cara e ir atrás de outro.

Vejamos dois pontos: 1) As mulheres que fazem isso são umas oportunistas; Ou 2) As mulheres que fazem isso estão mais que certas. Eu não generalizo jamais, mas o que você vai ler é a minha opinião. Sou justa, tenho uma síntese com argumentos para ambos os lados, apesar do meu ponto de vista "cair" mais para a primeira opção. Falando das oportunistas, sim está cheio de mulheres que procuram os tais dos "sugar daddys" (são caras ricos e solteiros que querem uma gostosinha do lado e pagam por isso), tanto é que existe até site pra encontrar os tais. Não, eu nunca procurei um sugar daddy, eu soube porque conheci uma puta de profissão, e ela que comentou a respeito. As espertas usam o cara para conseguir o que querem e depois dão uma bota no imbecil. Tem caras que até merecem, já tive a infelicidade de sair com alguns que deveriam sair com essas interesseiras pra aprender. Mas apesar disso, eu nunca serviria pra golpista, primeiro porque eu não conseguiria transar com uma pessoa que eu não tivesse química, só pra conseguir um sapato de grife que foi lançado semana passada na NY Fashion Week ou casar com uma pessoa que eu não amasse, aguenta-lo por sei lá quanto tempo pra ter um Green card, na boa, eu sou sensata e fria até demais pra sentimentos, mas nesse ponto eu sou uma bundona. Penso que, por mais que eu ame bolsas, sapatos, casacos, perfumes, jóias (quer dizer, eu amo bijuteria, porque jóias eu não tenho), a vida é muito mais do que isso e viver dependendo de alguém é uma coisa que eu não vejo no meu futuro.



Vendo pelo outro lado, o lado das 'mulheres que fazem isso são espertas isso sim', ás vezes me revolto, vejo amigas que namoram americanos e tem tudo: viajam, sempre estão atualizadas na moda, frenquentam as melhores baladas, restaurantes e lugares. Ou seja, e eu aqui fazendo milagre com o "faz me rir" que é o salário de Aupair. Penso: - Porque eu não sei fazer o mesmo? Do jeito que sou besta, acabarei casando com o amor da minha vida e vivendo embaixo da ponte com ele e encher a barriga de vento, já que amor não enche barriga.

Existe também um terceiro lado, as que encontram um cara bacana, se apaixonam e tem a sorte do cara ter grana, conheço umas nessa situação também, esse caso que eu chamo de unir o útil ao agradável.

Eu fico pensando também como esses homens são idiotas, gastam mô grana só pra sair com uma mulher, tem mulher que faz mô hora com a cara deles e mesmo assim eles continuam pagando. Um dia sai com duas amigas pra jantar, uma delas eu encontrei poucas vezes, e foi essa que ligou pra um cara e comentou que estava no restaurante X, depois de um tempinho o fulano apareceu, pagou a nossa conta plus um monte de bebidas, elas foram pra balada com o cara depois que saimos do restaurante e eu fui pra casa, eu tinha deixado o carro num estacionamento, a amiga que saia com o tal do cara, puxou ele e disse "Seguinte, dá 10 dólares ai pra ela pagar o estacionamento" e o cara me deu, peguei o dinheiro, lógico porque sou besta mais nem tanto, dei tchau e fui pra casa. Eu pensei "PQP, esse cara é um otário mesmo", na boa, a mina só usando na cara larga e pra ele estava tudo ok.

No final das contas, entre passar a vida com alguém por interesse ou, ficar com a pessoa amada e batalhar para conquistar suas coisas, apesar dos pesares, eu ainda fico com a segunda opção.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Azar no amor, sorte no jogo.


Pois é, pensando nisso que decidi: Preciso ir pra Vegas. Já postei várias vezes sobre relacionamentos, mas nunca contei sobre o desastre que sou com esse o tal de "Amor". Me lembro quando tinha uns 6 anos e tive que dançar quadrilha na escola, uma das únicas coisas que me lembro, além do vestidinho rosa quadriculado (que as fotos não me deixam esquecer), foi o fato de ter ficado "p" da vida com a professora que não me deixou dançar com o garoto que eu gostava, fiquei decepcionada e com cara de orifício a quadrilha toda, para você ver que o desastre vem desde cedo.


Todos caras que eu me interessava ou namorava, ou eram mais velhos e só queriam saber das meninas mais velhas ainda, ou gostavam da minha irmã ou das minhas amigas. De mim mesmo, ninguém queria saber. Mas também eu sempre fui uma "apagadinha": magrelinha, branquela, baixinha e ainda por cima revoltada. Mas nunca fui muito de me importar com essas coisas, era muleca. Então queria mais saber de zoar, pular muro, importunar os vizinhos, irritar meu irmão e por ai vai. Fui daquelas "Meninos? Blé!" até bem tarde.

Até ter uma paixonite louca por um menino que namorava uma outra menina. Nunca vi gostar tanto de uma pessoa que nunca deu um beijo, mas beleza. Quando o tal terminou o namoro, fui inventar de me declarar e pra piorar... por carta. Levei um fora simpático, a desculpa dele foi que eramos amigos e não queria estragar a amizade...lógico, e eu sou o Bozo! E na mesma noite ele beijou outra amiga dele. Foi ai que cai na real que só encontraria os que "mijam torto". Entre esse e outros, só bagunçados cruzaram meu caminho. Namorado de verdade só tive um, que não tive do que reclamar, mas pessoas que não nascem com sorte pro amor, como eu, algo sempre da errado, por isso chegou ao fim.

Mais uma vez, ou melhor, mais muitas vezes, mais e mais bagunçados no meu caminho. Um belo dia, melhor... uma bela noite, fui com uma companheira de piriguetagem numa balada. Estavamos na pista e um cara me tirou pra dançar, olhei no rosto do indivíduo e pensei: - Zuadinho. Mas o cara era tão estiloso (quem me conhece sabe, que eu sou chata com estilo) que resolvi dançar com ele. Pronto, 3 samba-rocks depois, eu estava apaixonada pelo cara. Fiquei conversando com ele: gente boa, simpático, estiloso e ainda morava no mesmo bairro que eu. Mas ele não tomou partido e acabei indo embora sem beijar e sem fazer cadastro (fazer cadastro = pegar telefone do cara que você tá a fim pra ver se rola alguma coisa). No dia seguinte, comentei com uma amiga de trabalho, que inclusive também morava no mesmo bairro que eu, descrevi o moço pra ela e pra minha surpresa, ela o conhecia e me disse que ele namorava. Conclusão: mais um sem futuro na lista de Mari Proença.

Eu sempre fui chegada num loirinho, quando eu tinha 13 anos falava que só ia casar se fosse com o sósia do Taylor Hanson ou do Leonardo DiCaprio. Falei tanto que meu primeiro namorado foi moreno, mas bonito, tá pensando o quê? Quando cheguei nos Estados Unidos, pensei: Tô no paraíso dos loiros, vô passar o rôdo! Não conheço nem um terço do mundo, mas nunca vi tanto homem bonito por metro quadrado. Na verdade, meu conceito mudou um pouco depois de um tempo, existe sim muito ogro por aqui também, e depois que descobri a Alemanha, não estive lá, mas tive a oportunidade de conhecer um pouquinho de como são, vamos dizer assim, os Lovers alemães, tenho certeza que os EUA não chega nem perto do paraíso. Obs: não desmerecendo JAMAIS o Brasil, que também tem seus tesouros.

Voltando ao assunto que eu achei que estava no Paraíso dos homens perfeitos quando cheguei nos EUA, meu azar com querido amor continuou a mesma coisa. Na verdade, não posso colocar toda culpa na coitada da má sorte, porque, muitas vezes eu que fui atrás de encrenca. Eu só atraio cara mais novo, não sei qual é o meu problema, até comecei a me vestir mais "perua" pra ver se esses "high school musical" param de vir atrás de mim, e muleque, as mulheres já sabem como funciona... só pensam naquilo. Confesso que não deixei passar alguns jovenzinhos, e uma vez resolvi encontrar um numa balada, chegando lá ele me perguntou se eu queria beber alguma coisa, eu disse que sim, uma cerveja. O belezinha olhou pra mim e disse: - Você que vai pagar, ou quer que eu pague?. Quero saber nos comentários o que vocês acham que eu respondi.

Pra variar, estou dura e não poderei passar o ano novo em Vegas, como eu queria. Entretanto, tenho a certeza que quando botar o meus pés naqueles Cassinos, vou ficar no mínimo milionária.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Em busca do Halloween perfeito!


Pela primeira vez, estaríamos nos Estados Unidos para o Halloween, uma das festas mais divertidas no pais. Todos fantasiados saindo pelas ruas e dizendo "Trick or Treat", igualzinho nos filmes. Com toda essa expectativa eu umas amigas (O Quarteto Fantástico) resolvemos fazer algo diferente para ser inesquecível, então decidimos: Vamos pra New York!

E la vamos nós, pegamos o busão dos Chineses (um onibus velho de chineses que fazem viagens a preço de banana) no sábado, dia 31, pela manhã em DC. Dormimos a viagem toda, por volta de 4 horas depois chegamos em Chinatown em NY.

O primo de uma das integrantes do Quarteto foi nos buscar, ele mora em NY há muito tempo, chegamos na casa dele, me senti no Brasil, uma brasileirada só e ainda preparando uma feijoada. Depois do "momento Brasil" tiramos um cochilo, e depois começamos os preparativos para ir para o Central Park, onde seria a tão esperada festa de halloween do ano em NY.


O lugar estava lotado, uma fila imensa pra entrar, mas já tínhamos garantido nossos ingressos, que diga-se de passagem custaram $60 doletas cada. Fiquei muito empolgada, realmente o Halloween é muito festejado, as pessoas capricham nas fantasias, saem nas ruas, fazem festa, é muito legal mesmo. A balada acabou abrindo quase duas horas depois do esperado, nesse meio tempo, já tínhamos perdido a paciência, tomado chuva na cabeça e enfiado os saltos na lama, mas resistimos a tudo, e não víamos a hora de entrar e aproveitar, afinal, a festa era open bar e free food!

Quando chegamos lá dentro, nos dividimos, e metade foi pra fila da bebida e a outra metade pra fila da comida. Bom, todos abastecidos, hora de dançar e começar a causar. Quando botamos nosso pezinho gelado - digo isso porque foi muito azar - na pista de dança, o DJ abaixou o volume da música dizendo que foram ordens da polícia. Eu, que gosto pouco de música, gritei "Como assiiiim???". O que tinha acontecido foi que a festa tinha acabado, e começaram a colocar todo mundo pra fora.

Nós tínhamos conseguido pegar 3 drinks cada um e comer uma merreca de comida, mas fazer o que?Saimos frustados em busca de outra coisa, afinal era Halloween e em NY.

Saímos de lá gritando pelas ruas, fazendo a maior festa, pensamos "Vamos fazer a nossa própria festa, afinal o que é um galho para quem já está com a árvore inteira enfiada no c...? Como diz um amigo.

Pelas ruas de Manhattan mais ou menos as 2 da manhã - a Pinup Girl, a Mulher Gato, a Dançarina de Can Can, a Rainha de Copas, O Bafômetro (sim, o amigo do primo se vestiu de bafômetro, e não preciso nem falar onde era o canudo de assoprar, né?) e o Lutador de Jiu jitsu (o primo) - saíram fazendo a maior festa em busca de alguma coisa pra fazer, ou pelo menos um lugar pra beber mais.

Essa altura meu nível de álcool já tinha ido pro beleleu e eu já estava começando a ficar emburrada. Mas o primo salvou a noite e pediu para o Chuck (era a fantasia do menino amigo do primo) ir nos buscar. Ele foi e nos levou para num bar, que eu nem sei o nome nem a região, só sei que era em algum lugar em New York.

Ao entrar no lugar pensei: Meu Deus, vim pra NY parar num bar podre desse?? Ainda bem que pelo menos as baladas lá fecham tarde, não as 2 da manhã que nem em DC. Bom, resolvi deixar a chatice de lado e comecei a aloprar também, porque as meninas já estavam no clima.

A rainha de copas lançava pros tchutchugethers "Hi, do you like play cards?", a dançarina de Can Can tirava fotos com todo mundo, a mulher gato só chicoteando a galera e eu entrei no clima também e até um drink apareceu na minha mão, descobri no dia seguinte que tinha sido o Bafômetro que tinha pagado, mas na hora, sei que mandei guela abaixo e a alegria começou a vir a tona.

O lugar estava cheio de gatinhos, pra quê? Eu nao resisti e soltei uma cantada de pedreiro para um gatinho vestido de Scooby Doo: "Eu ainda estou de batom?" e ele respondeu "Sim" e eu continuei "Você poderia tirar" (pqp eu posso trabalhar na obra). A outra integrante do Quarteto faturou um Jason, não feio como o do filme, muito pelo contrário!

A causação master foi quando a Dançarina de Can Can achou (sim, achou em cima duma mesa) um pirulito em forma de pinto e com as cores da bandeira gay. Aquilo foi a sensação do bar, todo mundo queria tirar foto chupando o tal do pirulito, ela tirou foto até com a p-u-l-i-ç-a (de verdade) segurando o pirulito gay. Coitado do primo e dos amigos dele que estavam conosco, eles foram muito gente boa, nos aturaram sem reclamar, mas também deram muita risada.

No dia seguinte, depois de um breve passeio pela Times Square e redondezas, era hora de voltar pra casa. Corremos que nem palhaças atrás de taxi pra chegar em Chinatown, quase perdemos a hora, mas chegamos bem na hora do onibus sair e as 4 horas e meia de viagens foram so lembrando das presepadas que foi esse fim de semana em busca de um Halloween perfeito.

sábado, 24 de outubro de 2009

Lembranças


Pode parecer papo de adolescente. Pode parecer não, esse post é um papo de adolescente.
Sabe quando você tem um ídolo e coleciona fotos, compra todos CDs e singles, gasta toda a mesada na banca de jornal com revistas sobre esse ídolo, persegue os coitados, chora, grita etc?
Pois então, eu era assim aos 13 anos com o Hanson, sim aquelas menininhas loiras, ops, meninos que cantavam "Mmmbop, ba duba dop". Detalhe, eu ficava furiosa quando diziam que eles eram meninas. Eu e a minha irmã pareciam umas tontas com esse tal de Hanson.
Quando eles foram pro Brasil então, a gente estava em todas, emissoras de televisão, rádios, hotel e por ai vai.
Claro que depois de uns anos essa besteirada toda passou, joguei fora todos recortes de revista que tinha deles, eu costumava competir com outras fãs quem tinha mais pastas com recortes deles, dei até risada porque nunca imaginei que aquilo tudo seria só acumulo de pó no meu guarda-roupas.
Anos e anos depois, eles já estavam sumidos da mídia, chegaram a lançar dois CDs novos, eu estava na Facu, trabalhando, namorando, nem liguei mais, baixei as músicas pela net e só.
Uns aninhos depois, eu aqui nos Estados Unidos já, eles entraram em turnê. Ai resolvi conferir o show. E foi M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!
Além deles estarem melhores como músicos, também né, 12 anos depois...foi como se eu voltasse a ter 13 anos. Cheguei na fila cedo, fiquei bem na frente. Foi bem diferente do show que fui em 2000, quando eles foram ao Brasil pela primeira vez. Não que esse tenha sido ruím, foi inesquecível, mas a diferença foi nos fãs, não tinha nenhuma menininha boba, nem gritos histéricos mais. Meu sonho era tirar foto com eles, hahahaha. E consegui, no fim do show algumas fãs se aglomeraram na porta da pequena casa de show, claro que eu estava no meio. O Taylor e Isaac foram dar um "Hello".
Apesar de não estar mais naquela fase de fanatismo, foi emocionante. Durante toda semana depois desse show, senti como se eu tivesse uma caixinha dentro da minha cabeça que tava guardado todos esses momentos, relembrei tanta coisa da minha adolescencia que deu saudade de ser boba e ter 13 anos de novo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sortes de azarados.


Costumo dizer para as meninas (e meninos) que conheço que pretendem ser aupair, que precisam ter um cú de ferro. Desculpem o palavrão, mas quis dizer no português claro para vocês terem uma boa noção da coisa.

É bem complicadinha essa experiência, mas, apesar de parecer, esse post não será um desabafo das "tomações" de cú (desculpem novamente) que já levei por aqui. Essa vida de aupair também traz umas sortes inesperadas de vez em quando, resolvi escrever sobre isso depois de uma sexta-feira de muitos furos que eu e minhas amigas já tinhamos até perdido as esperanças de ter uma noite agitada.

Nessa noite, saimos de casa com destino a Washington,DC nigth life. Tinhamos duas opcões de balada. Depois de muita enrolação e perdidas pelo caminho (porque esquecemos o GPS) chegamos na porta de uma delas, só que na fila a galera era meio da pesada. Ao abrir a janela só escutava uma falação total: "Hey", "Yo", "Get down here, your ne**a mothafucker", "Psiu Shauty, shake this ass for me baby" e coisas do gênero que só se ouve nos filmes de gângsters americanos ou nos guettos. Sem chance de uma branquela azeda como eu entrar ali.
O povo era tão bronx que dava medo, cruzamos com um carro que a motorista olhou
tão feio pra cara da minha amiga, que tava dirigindo, que ela lançou "Meu Deus, essa ta parecendo a chefona do crime organizado". Mijei de rir. Conclusão, vazamos dali em direcão a outra balada.

Tinhamos impresso o flyer que, segundo o site da balada, mulher maior de 21 anos entrava vip a noite toda. Mas, como somos aupairs (só acontece as cagadas), era balela e para entrar na balada era 20 dolares e com o maldito flyer era 15. Pagar 15 dolares para entrar numa balada é inviável, para uma aupair.

Eu já tinha entrado lá de graça, fiquei fazendo cera na porta e chegou um cara perguntou se eu queria entrar, eu disse sorrindo um simples "sim" e entrei sem desembolsar 1 dolar. Não perdi as esperanças e disse pras meninas "Gente, vamos fazer uma cerinha aqui que funciona".

De repente surge um magrelo e um negão, que ninguém dava um centavo e perguntou para gente "Vocês estão esperando alguém?". Eu disse que sim, mas a minha amiga desmentiu e os caras convidaram a gente pra entrar e sentar na mesa vip com bebidas de graça. Muita esmola e o santo desconfiou, minha amiga virou pra ele e perguntou "Você é o Papai Noel?". Mijei de novo. Mas os caras não queriam nada de mais, realmente só queriam compania feminina pra sentar na mesa vip. No fim, entramos, bebemos, dançamos, alopramos tudo na faixa do Vasco. A noite não poderia ter sido melhor.

Já aconteceu, dessa vez num sábado a noite, eu sair com umas amigas para uma balada que conheciamos o promoter que iria dar vip pra gente. Chegando lá o belezinha
não atendia o celular, estavamos quase indo embora quando resolvi perguntar pro segurança se o tal do menino estava trabalhando lá realmente, cheguei perto do cara pra perguntar apareceu um outro com uma pergunta mágica "Vocês querem entrar?" ai pronto, ainda por cima, quando chegamos perto da área vip fomos convidadas pra entrar e beber de graça, ai só alegria.

Tenho uma outra amiga que mora na Pensilvânia, ela me contou que foi para Nova York assistir um jogo dos Yankees, ela tinha visto que o ingresso era só 16 dolares, maaaas, ela se esqueceu que é aupair e mais do que ninguém, vocês já sabem que aupair só toma no... isso mesmo! Chegando lá o ingresso mais barato era 60 dolares,
ela resolveu pedir uma informacão para um mocinho que estava de bobeira por ali, e ele simplismente deu um par de ingresso pra ela assistir o jogo no melhor lugar do estádio, a troco de NADA.

A maioria das girls night out (quando só sai meninas) acontece isso. Já jantei, bebi, dancei, aloprei tudo de graça. Bem, como eu disse não é fácil ser aupair, acho que não é fácil ser intercâmbista nenhum, mas quando acontece uma merda comigo, nunca perco as esperanças quando lembro dessas sortes que só azarados tem.

(Na foto acima Val, Eu e Fabi, as perdidas no Brooonx de DC mano)
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Show do Tinted Windows no Black Cat


O Tinted Windows (nova banda do Taylor Hanson e James Iha - ex-Smashing Pumpkins) tocaram numa noite muito quente de quarta-feira no Black Cat, uma casa de música alternativa, em Washington,DC.
O show estava marcado pra comecar as 20h, chegamos em cima da hora, mas a casa ainda estava fechada e com uma fila consideravelmente grande do lado de fora.
Depois de uns vinte minutos que entramos a banda de abertura (US Royalty), inclusive muito boa, comecou a tocar.
Creio que Taylor Hanson e sua trupe entraram em cena umas 21h30, e o pequeno, mas barulhento, público foi ao delírio.
Tenho certeza que vocês não ficarão surpresos ao ouvirem dizer que a banda toca muito bem. Tem muita gente que não se importa com shows ao vivo, mas eu, pelo menos, sou chata quanto a isso e posso dizer que a acústica do local e a banda formaram uma perfeita parceria. Aconteceu uma vez da voz do Taylor sumir, mas foi por alguns segundos no meio de uma música, mas devido a algum erro técnico que rapidamente foi reparado. Não posso relatar muito sobre o repertório, conheco a banda a pouco tempo, então, reconheci quando tocaram "Kind of a Girl", "Dead Serious" e "Messing with my head". Não necessariamente nessa ordem, mas é isso que me recordo.
Sou fã do Hanson há muito tempo, mas confesso que estava meio por fora das novidades deles ultimamente, fiquei impressionada com o público, pois só assisti a um show deles em São Paulo e me lembro que foi uma experiência totalmente diferente: tietes adolescentes gritando, meninas acampadas na porta do Credicard Hall (local do show), empurra-empurra, choro etc.
O Taylor é o meu favorito, por isso pra mim foi muito amocionante vê-lo num spot diferente: mais adulto, cantando no centro do palco, mais rock'n'roll.
O público estava bem variado, tinha gente de todas as idades. Casais de "tiozões", emos, cabeludos, patricinhas e lógico, fãs do Hanson. Tinha até uma menina
com o símbolo do Hanson tatuado nas costas. Ah, e claro, as groupies também marcaram presenca na primeira fileira do palco.
O lugar é pequeno, o chão quadriculado, bem underground. Apesar da grande fila na entrada, o lugar não encheu, e eu adorei isso porque assisti o show de perto,
sem ninguém empurrando.
Enfim, depois de mais ou menos uma hora e meia, sem flashes, porque era proibido fotografar com flash, mas com muita gritaria, assobios e aplausos os "Vidros-Fumês" deixaram o palco.

(Review feita para o site www.portalhansonbrasil.com)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Todo esforco...


Me irrito profundamente quando as pessoas me deixam recados nos orkuts, fotologs e facebooks da vida do tipo "Oi Mari, tudo bem? Aposto que sim ne? So na vida boa ai nos States ne??".
Pow, o povo xereta ve minhas fotos na gringa e ja pensa que eu to aqui luxando com o dinheiro do meu pai.
Eh logico que a gente expoe as melhores fotos ne? Ou seja, nas minhas "internet stuffs" eu posto fotos das minhas viagens, das baladas, das festas, dos caras bonitos que eu pego, das melhores roupas que compro etc.
Eu nao sei o que esse Ze Povinho tem na mente, sera que eles acham q vou expor fotos do carinha zuadinho que peguei quando estava bebada? Das roupas repetidas que eu uso quando vou em baladas diferentes? Do meu cabelo natural sem escova? Dos roles furados que faco? Da minha cara lavada e com olheira quando acordo 2 horas da tarde num domingo depois de ter passado a noite inteira dancando? Das minhas calcinhas rasgadas? Do meu tenis furado? Do meu sorriso com um feijao no dente quando acabo de comer?
Pra informacao do Ze Povinho, eu NAO vim pra gringa com o dinheiro do meu pai, eu paguei o programa de intercambio com a minha grana, que nao foi muito nao, estou aqui fazendo o programa de intercambio mais barato que existe: Aupair.
Pra quem nao sabe, eu nao vim so estudar, vim trabalhar tambem e eh esse trabalho
(passando talquinho na bunda de nenem, pra nao dizer outra coisa) que paga os meus POUCOS luxos que tenho aqui.
Isso nao quer dizer que sou contra as pessoas que tem grana e que viajam o mundo todo sem ter que batalhar por isso, claro que se meu pai pudesse pagar todas as minhas viagens eu iria AMAR. Mas, infelizmente nao nasci com essa sorte,
entao o jeito foi CORRER ATRAS.

E so para completar a frase do titulo do post: ... tem sua recompensa!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

'Cause I'm in Miami, biiiiiitch!

Esse virou o lema da minha viagem de férias, que eu tenho que contar. Com muita gente eu não gostaria de compartilhar, mas a loucura que foram meus oito dias em Miami eu não resisto, porque foi muito bizarro.

Desembarcaram Lindinha, Florzinha e Docinho (Eu) no aeroporto de F. Lauderdale, num sádado mais ou menos as 7 da noite, mas nosso destino final era South Beach, ou seja, a 40 minutos de onde estavamos. A primeira loucura, pra começar, foi eu ter viajado com dinheiro contado. Quando descobrimos que o taxi ate nosso albergue ficaria em torno de 60 dólares: "O queeeee?". Eu fui a primeira a gritar, claro, das três amigas, eu era a mais dura. Querendo economizar, saimos perguntando se havia outra alternativa e descobrimos um ônibus de graça que nos deixaria numa estação de trem e este nos levaria até o aeroporto Internacional de Miami, e de lá pegariamos um taxi que sairia mais barato, porque estariamos mais próximas de South Beach.

Assim que entramos no ônibus conhecemos dois alemães que ficariam hospedados a duas quadras do nosso albergue. Eles disseram que iriam alugar um carro numa loja bem ao lado da estação de trem que iriamos descer e ofereceram uma carona até o nosso albergue, e assim foi. Eles alugaram o carro, socamos as malas e nos enfiamos no carro deles, paramos num mercado compramos cerveja e eles nos deixaram no albergue para tomarmos banho e mais tarde nos encontramos de novo para beber a cerveja que compramos. Detalhe, chegamos no Albergue uma hora da manhã, por conta do atraso do trem, bem, até que o atraso serviu para alguma coisa, porque enquanto esperavamos ele, eu fazia as unhas e as meninas depilavam as pernas, e os alemães achando que eramos malucas, mas tudo bem!

Bem, ta na hora de contar o que vocês mais querem saber: "Iai eles eram bonitos?" Bem, um deles era um pedaçudo (termo q eu ouvi por ai que significa q o cara é um pedaço grande de algo bom) e o outro nem tanto. Já no apê deles, começamos a brincar de "Eu nunca", o jogo funciona assim: Uma pessoa fala "Eu nunca corri pelado na rua", se alguém da rodinha já fez isso, tem que beber. Jogo vai, jogo vem... e o povo comecou a ficar alegre. Já estava cansando, ai sugeri de todos irmos andar na praia. Quando estavamos saindo, a Lindinha disse: "Mari, pega o gracinha porque ele quer te pegar". Eu acreditei, né? No fim acabei pegando um e a Lindinha o outro, e a Florzinha (tadinha!) voltou pro albergue.

No dia seguinte, só risada, afinal de contas, haviamos começado bem a viagem, carona, pegando alemão, albergue cheio de europeu gato, a dona do albergue era brasileira, eeeita! Então dá-lhe praia e sol quente, no fim da tarde dá-lhe bitoquinha nos alemães e a noite dá-lhe vodca, rum e tequila no esquenta do albergue antes da baladinha. Estava parecendo que seria uma madrugada perfeita, seria, se nao fosse a cabeçuda aqui beber demais. Nos juntamos com umas portuguesas doidas no albergue e bora pra balada, fui o caminho todo abraçada com uma das doidas e gritando pelas ruas "'Cause I'm in Miami, Biiiiiiiiitch", "I can drink on the streets", "Brazil still awesome" e mais um monte de baboseiras, enquanto eu pagava esse micão, Florzinha e Lindinha só filmando e dando risada.

Assim que chegamos na porta da tal de Nikki Beach, dei pt. Não via mais nada, não conseguia mais andar, havia uns sofás na areia, as meninas me colocaram lá e foi ali que fiquei o resto da noite, perdi de conhecer uma balada. Mas, a vida é assim "beber, cair, levantar".

Um dos belos dias, resolvemos pegar um ônibus e conhecer outros lugares, fomos parar em Downtown Miami, péssimo lugar. Só cubanos e mexicanos e outras nacionalidades dominando tudo. Passamos uma raiva que só numa loja que um colombiano malandrão tentou vender até a mãe dele por qualquer dolar.

Nunca tinha ficado em albergue, isso é invenção de europeu, então, a galera é toda de lá: alemães, franceses, italianos, suecos e mais. O ruím é dividir quarto com gente que você nunca viu, quando chegamos tinham três meninas da Suécia no nosso quarto, elas eram super boazinhas, mas muito bagunceiras e uma delas era fedida, uma suvaqueira danada.

Nos últimos dois dias que estavamos lá, chegaram duas alemãs, nada contra as meninas, mas uma noite cheguei "ventando" (termo que a minha mãe usa quando a pessoa esta meio bêbada) e derrubei coisas no chão procurando minha escova de dente, na manhã seguinte, as meninas espancaram a porta do armário de propósito, pra "vingar"o barulho que eu fiz na noite anterior. Bem, não fui certa de ter feito barulho, mas eu ia pedir desculpa, acabei tocando o foda-se e não falei é nada.

Incluso na diária tinha café da manhã, almoço e janta, que não era lá aquelas coisas, mas quebrou um galhão nos dias em que estavamos mais duras. A tiazinha da cozinha era a mais engraçada, uma velha negra magrinha e baixinha. A velhinha servia as refeições e a noite tava ela bêbada e agitando com a galera do albergue.

Falando em funcionários, fora a dona tinha mais brasileiros, na madrugada que chegamos foi muito engraçado. Estavamos fazendo o check in com o cara da recepção, eis que surge um inglês, para do nosso lado e pergunta algo pro recepcionista, as três super poderosas, claro, pararam para olhar aquela belezinha, com aquele sotaque arrastado de british que arrancou um "NOOOOOOOSSA" das três.

Quando o belezinha saiu, para nossa surpresa, o recepcionista vira e fala em português "De qual parte do Brasil vocês são?" e ainda nos zuou dizendo "Eita, esse NOOOOSSA pro rapaz veio lá do fundo heim", dai foi só risada.

Numa das noites teve uma festinha no Albergue, com cerveja de graça. O Dj era brasileiro, e até funk rolou. As gringas quando souberam que eramos brasileiras queriam dançar como a gente, mas tadinhas, são duras as bichinhas, a única coisa que sabem fazer é grinding (aquela dança tosca que o homem fica atrás da mulher e eles ficam se esfregando). No final troquei idéia com o DJ, o cara mora nos Estados Unidos a 20 anos e traz vários artistas brasileiros pra cá, muito massa. Ah, e pra não perder o costume, peguei um francês.

Outra coisa bizarra em Miami são as pessoas que frequentam as praias: topless, traveco bêbado em plena luz do dia, biquine que é literalmente um fio dental (ilustrada na foto abaixo), e eu que pensei que nas praias do Rio que estava a maior concentração de doideiras do mundo.


Teve uns dois dias que choveram e foram meio chatos, mas foi bom pra recarregar as energias, mas tivemos muitos dias de sol, peguei até uma corzinha. Num dos dias em que fomos pra praia, estamos nadando e chegamos numa conclusão: se tirarmos nosso biquine aqui dentro, ninguém vai notar... dito e feito. E assim foi, as Meninas Super Poderosas nadando peladas em Miami biiiitch e ninguém viu.

Os últimos dois dias foram bem cansativos, já estávamos meio de saco cheio, aquele calor e umidade insuportáveis já estavam dando nos nervos, não víamos a hora de pisar em DC novamente. No domingo, as 4 e meia da manhã, o táxi foi nos buscar para levarmos de volta ao aeroporto de F. Lauderdale, ansiosas para voltar a vida normal mas com um apertinho no coração, deixamos Miami.

Depois dessa viagem, definitivamente cresceu em mim uma vontadezinha de ser mochileira para sempre.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Bonitos, ricos e manés!


Eh obvil que quando pesquisamos, vivemos e lemos, mais conhecimento adquirimos.
Mas eu nao sei porque nao acontece o mesmo quando o assunto eh "Homem". Quanto mais eu os conheco, mais fico confusa.
Mas nao vou falar aqui de todos eles. Meu assunto vai ser os homens americanos. Da ate uma certa decepcao so de tocar no assunto.
Se eu fosse contar aqui de cada defeito, a leitura ficaria no minimo cansativa. Entao vou fazer uma mistura, das minhas e das experiencias de amigas, pra dizer qual eh o perfil dos americans idiots.
Pra comecar, nunca vi homem tao carente quanto os dito cujos, nas baladas se vc fala "Hi" vc eh praticamente obrigada a dar seu numero do celular, e eh fato que: ele vai entrar em contato. Nao que isso seja uma coisa ruim, mas as vezes vc nem quer nada com o babaca, e ele vai encher a memoria do seu celular das irritantissimas text message (sms/torpedo).
Esta ai, outro problema, os caras so sabem mandar txt message (sms no cel) mas agir que eh bom NADA. Digo isso porque eles sao tao pratiotas que realmente levam a serio o "jeito coca-cola de ser", adoooram agitar e pular fora, mandam sms como "lets hang this week?", "What are u up to tonite?" ai vc marca o role e o otario te deixa na mao.
E os encontros? Sao sempre os mesmos, eles te convidam pra jantar, ou fora, ou querem cozinhar pra vc (hahaha, tenho que fazer um anexo nessa parte - eles querem impressinar uma brasileira cozinhando, sem ter a nocao que a comida daqui nao chega
ao chule da comida do Brasil, mas tudo bem).
Apesar dos caras quererem te impressinar a todo custo, sao uma moleza que a gente acaba perdendo a paciencia, tem casos que nem sentando no colo do desgracado
ele age. Acho que isso acontece porque eles sao indiscutivelmente burros, quer dizer, nao sei porque isso acontece, porque brasileiro nao deixa passar mas nem q seja o mais burro.
Eu definitivamente nao consigo entender, as vezes eles ate parecem trouxas, porque te buscam, te trazem, pagam tudo pra vc, compram presentes.
Maaas, nem pense em relacionamento, eles nao sabem o que eh isso, quando vc acha q esta namorando com o cara...vc NAO esta. Pensa num cara que te elogia, que te liga, que te manda msg toda hora, que todo fim de semana sai com vc, esta com vc...De repente, puf...simplesmente vira bufa (como diz uma amiga Baiana).
Os palhacos te tratam como uma namorada, com direito a ser apresentada pros pais e amigos, maas, nao propriamente entitulada. Porque os espertinhos querem te manter mas nao querem deixar de comer as piriguetes por fora.
O mais engracado sao eles falando que adoram brasileiras, que cansaram do jeito mecanico e falso das americanas, e quando tem a chance, agem como manes.
Claro que existem americanos que se salvam, mas infelizmente, a maioria age do mesmo modo, parece ate que sao treinados. Eu nunca entendi porque as americanas
sao tao vagabundas e metidas, mas agora eu sei, para caras babacas como os americanos tem que ser uma bitch, se nao, amiga, vc so vai ter decepcao.

Segue um video clipe e a letra da musica de uma cantora que descobri a alguns dias, eu to cantarolando essa musica para "every mane boy" que cruza meu caminho. LOL.



I like you so much better when you're naked (tradução)
Ida Maria
Composição: Ida Maria Sivertsen

Todas as coisas importantes que eu deveria dizer à você,
elas se prendem em algum lugar, algum lugar entre eu e você
oh, estou tão nervosa, e não sei o que fazer
acendo um cigarro, eu só fumo quando estou contigo

Por que diabos faço isso?
Você é só mais um cara
ok, você é sexy pra caralho, mas não tem nada de especial

Mas eu não me importaria
Se você me levasse pra casa
Venha logo e me leve para casa
Eu não me importaria
Se vicê tirasse toda a sua roupa
Anda logo, tire-as logo!

Porque eu gosto muito mais de você quando estás nu
Gosto MUITO mais de mim quando estás nu
Gosto muito mais de você quando estás nu
Gosto MUITO mais de mim quando estás nu

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Casar pra que?


Porque tenho que pensar em casar, ter familia, comprar uma casa e pagar imposto?Eu queria descobrir uma forma de nao ter que passar por tudo isso, a gente comeca a envelhecer e parece que essas "obrigacoes"comecam a vir a tona.Bom, pagar imposto ate tiro da lista, porque na verdade pagamos ate para sair do ventre das nossas maes, comprar uma casa eu pretendo mesmo, mas casar e ter filhos...Comecei a pensar nisso de um tempo pra ca. Comecei a imaginar o que eu realmente quero pro meu futuro, que esta bem proximo. Quer dizer, eu tenho 25 anos e as mulheres geralmente com essa idade tem marido, noivo ou pelo menos um namorado de 5 anos. Sera que estou atrasada? Por um milesimo de segundo entrei numa paranoia, mas nos milesimos seguintes pensei: Perai, pra eu seguir o ciclo "natural" imposto pela sociedade primeiro eu tenho que largar a boa vida, ou seja, baladas, noitadas sem horario pra chegar em casa, diversidades masculinas, clubinhos com as amigas, nao deixar mais o salario inteiro na Guess e infinitas coisas que fazemos so na solterisse.Ja pensei e repensei, mas ainda nao me convenci que quero uma familia, pode ser que encontre um cara que eu namore por 2 meses e queira casar, ter filhos e passar o resto da minha vida ao lado dele, mas esse loco ainda nao cruzou meu caminho na hora certa. As vezes nao entendo como garotas que mal sairam da Faculdade ou ate do Ensino Medio ja tem familias e eu nem penso nisso ainda. Eu acho um disperdicio de divercao, maaaas so estou dizendo isso porque tenho que defender meu ponto de vista, porque como diz o Zeca Pagodinho "Cada um na sua onda, cada um na sua prancha".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

To comecando a gostar da America

Como o blog esta mto desatualizado, vou "skipar" - mistura do verbo "skip" com a traducao em portugues "pular" - a parte do ano novo.


Mta coisa aconteceu desde que entrou 2009, mas a mais interessante foi a minha viagem para Terra do tio Sam, onde estou a quase 1 mes fazendo a loucura de ser aupair de uma familia americana por um ano.


Fui super bem recebida, mas eh tudo mto estranho. Eh tudo igualzinho aos filmes: americanos gordos, loiros e branquelos, cafe da manha com ovo, bacon, cereal e waffals na torradeira com manteiga de amendoim (Eca!). As casas sao todas de madeira com aqueles poroes assustadores, sem portoes, as janelas sao enormes e da rua ve-se tudo que acontece dentro delas. As pessoas deixam os carros estacionados na frente da casa sem problema nenhum e quase nunca passa alguem.


A regiao eh dividida por "counties", que no meu ponto de vista sao bairros que eles consideram cidades. Perto de onde moro tem mta coisa legal como: shoppings, centros comerciais, academias, baladas, bares, supermecados, farmacias etc. Claro que tem Estados nos Estados Unidos que sao totalmente desertos, ainda bem que nao eh o caso da Virginia. Porem, para tudo preciso de carro, mas chego nesses lugares em 10, 15, 20 minutos. Por aqui, onde tem residencia, eh so residencia, as criancas aqui nao dizem "Mae, me da um dolar para comprar doce ali na esquina na quitanda do seu Jose?", como as criancas no Brasil.

O povo eh bem simpatico, eles sorriem o tempo todo e sempre dizem "com lincenca", "obrigado" e "desculpa" para tudo. O cumulo da educacao que eu presenciei aqui foi numa balada em Arlington, pisei no pe de uma menina e pedi desculpa, ela disse o seguinte "Nao precisa se desculpar, voce esta apenas se divertindo". Me conta se voce ja ouviu isso numa balada no Brasil, eh mto raro. Mas eh claro que tem gente estranha tambem.
Outro dia, dentro do Burger King, vi um cara barbudo com uma jaqueta bem surrada, um jeans sujo, e uma butina beje imunda, parecia do Buffalo Bill do "Silencio dos Inocentes". Fiquei com medo do cara, certeza que aquela figura era um psicopata. Tem tambem os "xicanos" (os latinos). Para encontra-los basta ir em supermercados, restaurantes, banheiros de baladas, posto de gasolina etc. Toda mao de obra barata aqui eh feita por estrangeiros, por isso, eles nem ligam se voce fala ingles perfeito. Conversando com um cara na balada, eu disse para ele nao reparar pq meu ingles era pessimo, ai ele respondeu " Nao se preocupe com isso, nem nos, americanos, falamos ingles mto bem". Mto cutie, pena que era mole, mas esse assunto vou "skipar" tambem, fica pra uma proxima.
Enfim, estou a pouco tempo nesse loucura, mas ja aprendi muita coisa e sei que vai render boas historias.

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