quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Em busca do Halloween perfeito!


Pela primeira vez, estariamos nos Estados Unidos no Halloween, todos fantasiados saindo pelas ruas e dizendo "Trick or Treat", igualzinho nos filmes. Com toda essa expectativa eu e as meninas (O Quarteto Fantástico) resolvemos fazer algo diferente para ser inesquecível, então descidimos: Vamos pra New York!

E la vamos nós, pegamos o busão dos Chineses (um busão velho de chineses que fazem viagens a preço de banana) no sábado, dia 31, pela manhã em Washington, DC direção a New York. Dormimos a viagem toda, 5 horas depois chegamos em Chinatown em NY.
O primo de uma das integrantes do Quarteto foi nos buscar, ele mora com a mãe em NY há muito tempo, chegamos na casa dele, me senti no Brasil, uma brasileirada só e ainda preparando uma feijoada. Depois do "momento Brasil" fomos tirar uma nap, acordamos 2 horas depois e começamos os preparativos.
Depois de duas horas e todas fantasiadas, as 3 dondocas, o primo, e mais um amigo fomos encontrar a quarta integrante do Quarteto no metro,
pois ela vinha de New Jersey.

Finalmente, chegamos na porta da balada, onde seria a tão esperada festa de halloween do ano em NY. O lugar estava lotado, uma fila imensa pra entrar, mas já tinhamos garantido nossos ingressos, que diga-se de passagem custaram $60 doletas cada.
Fiquei muito empolgada, realmente o Halloween é muito festejado, as pessoas capricham nas fantasias, saem nas ruas, fazem festa, é muito legal mesmo.
A balada acabou abrindo quase duas horas depois do esperado, nesse meio tempo, já tinhamos perdido a paciência, tomado chuva na cabeça e enfiado os saltos na lama (a balada era dentro do Central Park) mas resistimos a tudo, e não viamos a hora de entrar pra se acabar de beber, dançar e sei lá mais o que. Afinal, a festa era open bar e free food!

Quando chegamos lá dentro, nos dividimos, e metade foi pra fila da bebida e a outra metade pra fila da comida.
Bom, todos abastecidos, hora de dançar e começar a causar.
Quando botamos nosso pezinho gelado - digo isso porque foi muito azar - na pista de dança, o DJ desligou a música dizendo que foram ordens da polícia.
Eu, que gosto pouco de música, gritei "Como assiiiim??? Eu tô numa balada em NY ou na festinha de aniversário do menino que cuido?".
O que tinha acontecido foi que a festa tinha acabado, e botaram todo mundo pra fora a 1h30 da manhã, sendo que estava previsto para encerrar as 4h.

Nós tinhamos conseguido pegar 3 drinks cada um e comer uma merreca de comida, mas fazer o que? Saimos frustados em busca de outra coisa, afinal era Halloween e em NY.
Saimos de lá grintando pelas ruas, fazendo a maior festa, pensamos "Vamos fazer a nossa própria festa, afinal o que é um galho para quem já está com a árvore inteira enfiada no c...? Como diz um amigo.
Pelas ruas de Manhatan, mais ou menos as 2 da manhã, a Pinup Girl, a Mulher Gato, a Dançarina de Can Can, a Rainha de Copas, O Bafômetro
(sim, o amigo do primo se vestiu de bafômetro, e não preciso nem falar onde era o canudo de assoprar, né?) e o Lutador de Jiu jitsu (o primo) sairam fazendo a maior festa em busca de alguma coisa pra fazer, ou pelo menos um lugar pra beber mais.
Encontramos um grupo de brasileiros que impreguinaram na gente, e quanto brasileiro naquele lugar viu.
Tinha uns muito chavequeiros, me dava idéia e quando virava as costas chavecava a Can Can Dancer. Aff! Despistamos eles e um outro amigo do primo
foi nos buscar.

Essa altura meu nível de álcool já tinha ido pro beleleu e eu já estava começando a ficar emburrada, ainda por cima fui falar mal das meninas bêbadas que estavam causando demais e enfiei meu pé num buraco e cai, antes eu tivesse bêbada. Hhahahahaha!!!!
Enfim, nos enfiamos no carro do Chuck (era a fantasia do menino que foi nos buscar) e fomos parar num bar, que eu nem sei o nome, só sei que era em algum lugar
em New York.

Ao entrar no lugar pensei: Meu Deus, vim pra NY parar num pub?? Ainda bem que pelo menos as baladas lá fecham tarde, não as 2 da manhã que nem em DC.
Bom, resolvi ser otimista e pensei: Já que estou no inferno, vou abraçar o capeta (como diz um outro amigo) e assim, comecei a aloprar também, porque as meninas
já estavam todas no clima.

A rainha de copas lançava pros tchutchugethers "Hi, do you like play cards?", a dançarina de Can Can tirava fotos com todo mundo, a mulher gato só chicoteando o povo e eu entrei no clima também e até um drink apareceu na minha mão, descobri no dia seguinte que tinha sido o Bafômetro que tinha pagado, mas na hora, sei que mandei guela abaixo e a alegria começou a vir a tona.

O lugar estava cheio de gatinhos, pra quê? Uma integrante do Quarteto Fantástico falou pra um gatinho: "Eu ainda estou de batom?" e o gatinho respondeu "Sim" e ouviu a resposta "Você não quer tirar não?" HahahAahaha. Quem lançou essa foi gênia heim, e ainda ganhou um beijo! HahahahaAha!!! Outra do Quarteto também faturou um Jason, não feio como o do filme não, muito pelo contrário!
A causação master foi quando a dona Dançarina de Can Can achou um pirulito em forma de pinto e com as cores da bandeira Gay. Aquilo foi a sensação do bar,
todo mundo queria tirar foto chupando o tal do pirulito, ela tirou foto até com a p-u-l-i-ç-a de verdade segurando o pinto gay.
Coitado do primo e dos amigos dele que estavam conosco, acho que eles não esperavam tanta encrenca vindo de quatro garotas. Eles foram muito gente boa, nos aturaram
sem reclamar, mas também deram risada adoidados!

No dia seguinte, depois de um breve passeio pela Times Square e redondezas, era hora de voltar pra casa. Corremos que nem palhaças atrás de taxi pra chegar em
Chinatown, não sabia como era tão dificil pegar taxi em NY, os caras devem fazer muita grana, acho que vou virar taxista naquelas bandas.
A Rainha de Copas voltou pra New Jersey e eu e as outras duas trouble makers voltamos pra Washington, DC. Chegamos bem na hora, mas o ônibus atrasou quase duas horas. Foi ai que a nossa Mulher Gato, resolveu ligar pro namorado no Brasil, o sujeito estava na praia com uns amigos, então ela ligou na casa dele e pegou o celular de um dos amigos com a cunhada, ligou e quando atendeu um tal de Manuel ela me lança: "Oi Manuel, por acaso você esta na praia com um Fábio?" e o cara do outro lado da linha disse "Não" e ela "AAAh, então obrigada, foi engano".
A tchonga faz uma ligação internacional pra celular e ainda liga errado. HAhahsAHShashasAHAhas! Eu tava bem desconfiando, o número do telefone era tão grande que mais parecia os números da Mega Sena.
Nossas risadas pareciam não acabar das prezepadas que foi esse fim de semana em busca de um Halloween inesquecível.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Lembranças


Pode parecer papo de adolescente. Pode parecer não, esse post é um papo de adolescente.
Sabe quando você tem um ídolo e coleciona fotos, compra todos CDs e singles, gasta toda a mesada na banca de jornal com revistas sobre esse ídolo, persegue os coitados, chora, grita etc?
Pois então, eu era assim aos 13 anos com o Hanson, sim aquelas menininhas loiras, ops, meninos que cantavam "Mmmbop, ba duba dop". Detalhe, eu ficava furiosa quando diziam que eles eram meninas. Eu e a minha irmã pareciam umas tontas com esse tal de Hanson.
Quando eles foram pro Brasil então, a gente estava em todas, emissoras de televisão, rádios, hotel e por ai vai.
Claro que depois de uns anos essa besteirada toda passou, joguei fora todos recortes de revista que tinha deles, eu costumava competir com outras fãs quem tinha mais pastas com recortes deles, dei até risada porque nunca imaginei que aquilo tudo seria só acumulo de pó no meu guarda-roupas.
Anos e anos depois, eles já estavam sumidos da mídia, chegaram a lançar dois CDs novos, eu estava na Facu, trabalhando, namorando, nem liguei mais, baixei as músicas pela net e só.
Uns aninhos depois, eu aqui nos Estados Unidos já, eles entraram em turnê. Ai resolvi conferir o show. E foi M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!
Além deles estarem melhores como músicos, também né, 12 anos depois...foi como se eu voltasse a ter 13 anos. Cheguei na fila cedo, fiquei bem na frente. Foi bem diferente do show que fui em 2000, quando eles foram ao Brasil pela primeira vez. Não que esse tenha sido ruím, foi inesquecível, mas a diferença foi nos fãs, não tinha nenhuma menininha boba, nem gritos histéricos mais. Meu sonho era tirar foto com eles, hahahaha. E consegui, no fim do show algumas fãs se aglomeraram na porta da pequena casa de show, claro que eu estava no meio. O Taylor e Isaac foram dar um "Hello".
Apesar de não estar mais naquela fase de fanatismo, foi emocionante. Durante toda semana depois desse show, senti como se eu tivesse uma caixinha dentro da minha cabeça que tava guardado todos esses momentos, relembrei tanta coisa da minha adolescencia que deu saudade de ser boba e ter 13 anos de novo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sortes de azarados.


Costumo dizer para as meninas (e meninos) que conheço que pretendem ser aupair, que precisam ter um cú de ferro. Desculpem o palavrão, mas quis dizer no português claro para vocês terem uma boa noção da coisa.
É bem complicadinha essa experiência, mas, apesar de parecer, esse post não será um desabafo das "tomações" de cú (desculpem novamente) que já levei por aqui.
Essa vida de aupair também traz umas sortes inesperadas de vez em quando, resolvi escrever sobre isso depois de uma sexta-feira de muitos furos que eu e minhas amigas já tinhamos até perdido as esperanças de ter uma noite agitada.
Nessa noite, saimos de casa com destino a Washington,DC nigth life. Tinhamos duas opcões de balada.
Depois de muita enrrolação e perdidas pelo caminho (porque esquecemos o GPS) chegamos na porta de uma delas, na fila só os negões e negonas do guetto que resolveram aparecer lá em peso. Ao abrir a janela só escutava uma falação total: "Hey", "Yo", "Get down here, your negga mothafucker", "Psiu Shauty, shake this ass for me baby" e coisas do gênero que só se ouve nos filmes de gângsters americanos ou nos guettos. Sem chance de uma branquela azeda como eu entrar ali.
O povo era tão bronx que dava medo, cruzamos com um carro que a motorista olhou
tão feio pra cara da minha amiga, que tava dirigindo, que ela lançou "Meu Deus, essa ta parecendo a chefona do crime organizado". Mijei de rir.
Conclusão, vazamos dali em direcão a outra balada.
Tinhamos impresso o flyer que, segundo o site da balada, mulher maior de 21 anos entrava vip a noite toda. Mas, como somos aupairs (só acontece as cagadas),
era balela e para entrar na balada era 20 dolares e com o maldito flyer era 15. Pagar 15 dolares para entrar numa balada é inviável, para uma aupair.
Eu já tinha entrado lá de graça, fiquei fazendo cera na porta e chegou um cara perguntou se eu queria entrar, eu disse sorrindo um simples "sim" e entrei sem desembolsar 1 dolar. Não perdi as esperanças e disse pras meninas "Gente, vamos fazer uma cerinha aqui que funciona".
De repente surge um magrelo e um negão, que ninguém dava um centavo e perguntou para gente "Vocês estão esperando alguém?". Eu disse que sim, mas a minha amiga
desmentiu e os caras convidaram a gente pra entrar e sentar na mesa vip com bebidas de graça. Muita esmola e o santo desconfiou, minha amiga virou pra ele e
perguntou "Você é o Papai Noel?". Mijei de novo. Mas os caras não queriam nada de mais, realmente só queriam compania feminina pra sentar na mesa vip.
No fim, entramos, bebemos, dançamos, alopramos tudo na faixa do Vasco. A noite não poderia ter sido melhor.
Já aconteceu, dessa vez num sábado a noite, eu sair com umas amigas para uma balada que conheciamos o promoter que iria dar vip pra gente. Chegando lá o belezinha
não atendia o celular, estavamos quase indo embora quando resolvi perguntar pro segurança se o tal do menino estava trabalhando lá realmente, cheguei perto do cara pra perguntar apareceu um outro com uma pergunta mágica "Vocês querem entrar?" ai pronto, ainda por cima, quando chegamos perto da área vip fomos convidadas pra entrar e beber de graça, ai só alegria.
Tenho uma outra amiga que mora na Pensilvânia, ela me contou que foi para Nova York assistir um jogo dos Yankees, ela tinha visto que o ingresso era só 16 dolares, maaaas, ela se esqueceu que é aupair e mais do que ninguém, vocês já sabem que aupair só toma no... isso mesmo! Chegando lá o ingresso mais barato era 60 dolares,
ela resolveu pedir uma informacão para um mocinho que estava de bobeira por ali, e ele simplismente deu um par de ingresso pra ela assistir o jogo no melhor lugar do estádio, a troco de NADA.
A maioria das girls night out (quando só sai meninas) acontece isso. Já jantei, bebi, dancei, aloprei tudo de graça. Bem, como eu disse não é fácil ser aupair, acho que não é fácil ser intercâmbista nenhum, mas quando acontece uma merda comigo, nunca perco as esperanças quando lembro dessas sortes que só azarados tem.

(Na foto acima Val, Eu e Fabi, as perdidas no Brooonx de DC mano)

Quem sou eu

Minha foto
Mari Proença
Sou apaixonada por línguas, cultura, cinema e música. Moro nos Estados Unidos temporariamente sendo Aupair. Aqui você acompanha minhas aventuras. Obrigada por ler meu blog e espero que goste!
Visualizar meu perfil completo