Pela primeira vez, estariamos nos Estados Unidos no Halloween, todos fantasiados saindo pelas ruas e dizendo "Trick or Treat", igualzinho nos filmes. Com toda essa expectativa eu e as meninas (O Quarteto Fantástico) resolvemos fazer algo diferente para ser inesquecível, então descidimos: Vamos pra New York!
E la vamos nós, pegamos o busão dos Chineses (um busão velho de chineses que fazem viagens a preço de banana) no sábado, dia 31, pela manhã em Washington, DC direção a New York. Dormimos a viagem toda, 5 horas depois chegamos em Chinatown em NY.
O primo de uma das integrantes do Quarteto foi nos buscar, ele mora com a mãe em NY há muito tempo, chegamos na casa dele, me senti no Brasil, uma brasileirada só e ainda preparando uma feijoada. Depois do "momento Brasil" fomos tirar uma nap, acordamos 2 horas depois e começamos os preparativos.
Depois de duas horas e todas fantasiadas, as 3 dondocas, o primo, e mais um amigo fomos encontrar a quarta integrante do Quarteto no metro,
pois ela vinha de New Jersey.
Finalmente, chegamos na porta da balada, onde seria a tão esperada festa de halloween do ano em NY. O lugar estava lotado, uma fila imensa pra entrar, mas já tinhamos garantido nossos ingressos, que diga-se de passagem custaram $60 doletas cada.
Fiquei muito empolgada, realmente o Halloween é muito festejado, as pessoas capricham nas fantasias, saem nas ruas, fazem festa, é muito legal mesmo.
A balada acabou abrindo quase duas horas depois do esperado, nesse meio tempo, já tinhamos perdido a paciência, tomado chuva na cabeça e enfiado os saltos na lama (a balada era dentro do Central Park) mas resistimos a tudo, e não viamos a hora de entrar pra se acabar de beber, dançar e sei lá mais o que. Afinal, a festa era open bar e free food!
Quando chegamos lá dentro, nos dividimos, e metade foi pra fila da bebida e a outra metade pra fila da comida.
Bom, todos abastecidos, hora de dançar e começar a causar.
Quando botamos nosso pezinho gelado - digo isso porque foi muito azar - na pista de dança, o DJ desligou a música dizendo que foram ordens da polícia.
Eu, que gosto pouco de música, gritei "Como assiiiim??? Eu tô numa balada em NY ou na festinha de aniversário do menino que cuido?".
O que tinha acontecido foi que a festa tinha acabado, e botaram todo mundo pra fora a 1h30 da manhã, sendo que estava previsto para encerrar as 4h.
Nós tinhamos conseguido pegar 3 drinks cada um e comer uma merreca de comida, mas fazer o que? Saimos frustados em busca de outra coisa, afinal era Halloween e em NY.
Saimos de lá grintando pelas ruas, fazendo a maior festa, pensamos "Vamos fazer a nossa própria festa, afinal o que é um galho para quem já está com a árvore inteira enfiada no c...? Como diz um amigo.
Pelas ruas de Manhatan, mais ou menos as 2 da manhã, a Pinup Girl, a Mulher Gato, a Dançarina de Can Can, a Rainha de Copas, O Bafômetro
(sim, o amigo do primo se vestiu de bafômetro, e não preciso nem falar onde era o canudo de assoprar, né?) e o Lutador de Jiu jitsu (o primo) sairam fazendo a maior festa em busca de alguma coisa pra fazer, ou pelo menos um lugar pra beber mais.
Encontramos um grupo de brasileiros que impreguinaram na gente, e quanto brasileiro naquele lugar viu.
Tinha uns muito chavequeiros, me dava idéia e quando virava as costas chavecava a Can Can Dancer. Aff! Despistamos eles e um outro amigo do primo
foi nos buscar.
Essa altura meu nível de álcool já tinha ido pro beleleu e eu já estava começando a ficar emburrada, ainda por cima fui falar mal das meninas bêbadas que estavam causando demais e enfiei meu pé num buraco e cai, antes eu tivesse bêbada. Hhahahahaha!!!!
Enfim, nos enfiamos no carro do Chuck (era a fantasia do menino que foi nos buscar) e fomos parar num bar, que eu nem sei o nome, só sei que era em algum lugar
em New York.
Ao entrar no lugar pensei: Meu Deus, vim pra NY parar num pub?? Ainda bem que pelo menos as baladas lá fecham tarde, não as 2 da manhã que nem em DC.
Bom, resolvi ser otimista e pensei: Já que estou no inferno, vou abraçar o capeta (como diz um outro amigo) e assim, comecei a aloprar também, porque as meninas
já estavam todas no clima.
A rainha de copas lançava pros tchutchugethers "Hi, do you like play cards?", a dançarina de Can Can tirava fotos com todo mundo, a mulher gato só chicoteando o povo e eu entrei no clima também e até um drink apareceu na minha mão, descobri no dia seguinte que tinha sido o Bafômetro que tinha pagado, mas na hora, sei que mandei guela abaixo e a alegria começou a vir a tona.
O lugar estava cheio de gatinhos, pra quê? Uma integrante do Quarteto Fantástico falou pra um gatinho: "Eu ainda estou de batom?" e o gatinho respondeu "Sim" e ouviu a resposta "Você não quer tirar não?" HahahAahaha. Quem lançou essa foi gênia heim, e ainda ganhou um beijo! HahahahaAha!!! Outra do Quarteto também faturou um Jason, não feio como o do filme não, muito pelo contrário!
A causação master foi quando a dona Dançarina de Can Can achou um pirulito em forma de pinto e com as cores da bandeira Gay. Aquilo foi a sensação do bar,
todo mundo queria tirar foto chupando o tal do pirulito, ela tirou foto até com a p-u-l-i-ç-a de verdade segurando o pinto gay.
Coitado do primo e dos amigos dele que estavam conosco, acho que eles não esperavam tanta encrenca vindo de quatro garotas. Eles foram muito gente boa, nos aturaram
sem reclamar, mas também deram risada adoidados!
No dia seguinte, depois de um breve passeio pela Times Square e redondezas, era hora de voltar pra casa. Corremos que nem palhaças atrás de taxi pra chegar em
Chinatown, não sabia como era tão dificil pegar taxi em NY, os caras devem fazer muita grana, acho que vou virar taxista naquelas bandas.
A Rainha de Copas voltou pra New Jersey e eu e as outras duas trouble makers voltamos pra Washington, DC. Chegamos bem na hora, mas o ônibus atrasou quase duas horas. Foi ai que a nossa Mulher Gato, resolveu ligar pro namorado no Brasil, o sujeito estava na praia com uns amigos, então ela ligou na casa dele e pegou o celular de um dos amigos com a cunhada, ligou e quando atendeu um tal de Manuel ela me lança: "Oi Manuel, por acaso você esta na praia com um Fábio?" e o cara do outro lado da linha disse "Não" e ela "AAAh, então obrigada, foi engano".
A tchonga faz uma ligação internacional pra celular e ainda liga errado. HAhahsAHShashasAHAhas! Eu tava bem desconfiando, o número do telefone era tão grande que mais parecia os números da Mega Sena.
Nossas risadas pareciam não acabar das prezepadas que foi esse fim de semana em busca de um Halloween inesquecível.

